MILF - Facinha Oferecida

Um conto erótico de Bayoux
Categoria: Heterossexual
Contém 2663 palavras
Data: 03/11/2023 15:03:37

Sebá acordou meio virado.

Durante a noite, sua cabeça deu voltas e mais voltas e o sono foi intermitente. Os motivos eram dois: Joyce Sommersby e o Dragão Dourado.

Teve que cruzar a cidade no trânsito da manhã para deixar Melzinha na Escola Internacional, mas preferia ele mesmo fazê-lo do que ter que confiar em Djanira. Sua esposa era bem capaz de atrasar e ele não queria pôr em risco a bolsa integral recém conquistada por sua filha.

Durante todo o trajeto, ficou conversando em inglês fluente com a garota sobre como havia sido seu primeiro dia de aulas. Melzinha estava entusiasmadíssima, apesar de não ter feito nenhum amigo.

Ele já esperava por isso, a filha era ótima aluna e amava estudar, tanto que ganhou a tal bolsa integral, mas, por outro lado, era de se imaginar que não seria fácil para ela fazer amigos: ser a única negra e a mais humilde numa turma só de riquinhos ia ser uma barra.

Quando chegaram, desceu do carro e a levou até o portão seis, despedindo-se com um beijinho na bochecha.

Voltando ao veículo, foi abordado por um grupo de mães falando inglês um tanto agressivamente. A mais alta e musculosa, uma loira de cabelos longos e cachos grandes, parecendo haver saído de um filme americano, o interpelou primeiro.

- Você é o pai da garota bolsista?

- Eh… Sou o pai da Melissa sim, dona. Sebastião Silveira, muito prazer. Seus filhos também “está” no segundo ano? - perguntou cometendo um erro proposital no idioma e estendendo a mão.

- Olha Sebastião, aqui não é uma zona feito as outras escolas. Há regras a serem seguidas, se sua garota for mesmo continuar estudando com nossos filhos - ela respondeu rispidamente sem descruzar os braços, ignorando a mão de Sebá.

- Mas… Qual é seu nome mesmo, dona?

- Brooksfield. Henriette Brooksfield. Meu marido é o embaixador americano, conhece? Aí, é claro que não deve conhecer…

- Miss Brooksfield, desculpe, mas qual foi a regra que minha filha infringiu? - Perguntou ele se fazendo de humilde e não tomando conhecimento da arrogância da loirona, apesar de saber muito bem quem era o embaixador americano.

- Você desceu do carro e se despediu no portão. É proibido, atrapalha a entrada. Imagina se todas as mães quiserem fazer o mesmo, vai virar uma bagunça!

- Sério? Foi só isso? - Ele não conseguiu evitar de fazer cara de espanto.

Era uma idiotice das mais estúpidas, lhe parecia. Contudo, suas últimas palavras causaram uma torrente de protestos. O grupo eclético de mães começou a reclamar sem parar, todas falando ao mesmo tempo.

Sebá achou que iria apanhar no estacionamento. Havia uma latina, duas orientais e duas européias, provavelmente, a julgar pelos sotaques - além da tal Henriette, líder do pelotão de mães raivosas.

Ele tentou se desculpar, mas elas o cercaram e simplesmente não escutavam, estando mais ocupadas em reclamar da desatenção de Sebá com a maldita regra estúpida.

Entre tantas vozes estridentes, ele mal podia distinguir quem dizia o quê e, para piorar, a tal Henriette trazia uma blusa justa, meio transparente e sem sutiã por baixo, o que deixava seus peitos volumosos balançando enquanto gesticulava enfaticamente, impedindo-o de concentrar-se.

Dava até para ver seus mamilos por baixo do tecido, eram grandes e de biquinhos duros. Enquanto o par de tetas da loira era jogado para lá e pra cá sem descanso com ela gesticulando, Sebá apenas se perguntava se deixar aqueles peitos soltos não doía.

“Deve ser silicone” - pensou. Quando Djanira quis siliconar os peitos, Sebá foi contra. Ele gostava de peitos normais, nem grandes nem pequenos e, além do mais, tinha medo de que se apertasse forte e o silicone estouraria, mas sua esposa colocou assim mesmo.

Era uma bobagem, ele sabia, mas neste exato momento ele se pegou imaginado que estava espremendo aquelas tetas de Henriette até fazê-las explodir esguichando silicone pra todo lado, só para calar a arrogância da mulher.

Daí Sebá caiu em si, pois em meio a falação acreditava ter ouvido algumas ofensas preocupantes, mas sem ter certeza se compreendera bem ou não, afinal, estava uma confusão ao seu redor e entre a mulherada cada uma arrastava seu próprio sotaque.

- Isso é que dá fazer caridade…

- É, você ajuda os pobres e eles mordem a mão da gente!

- E porque foram dar a bolsa para uma negrinha?

- Sim, tem tanta criança por aí e a escola traz essa família de escurinhos pra cá!

- É inaceitável, não sabem nem seguir regras tão simples!

- Isso pra não falar da segurança! Alguém se sente segura com esse homem rondando pela escola?

- É meninas, vamos ter que tomar uma atitude! Isso aqui já não é mais a mesma coisa!

Sem ter certeza de haver entendido direito, Sebá se absteve de aprofundar a discussão com as mães raivosas e a loirona esposa do embaixador americano. Não que ele fosse de fugir de briga, mas calculou que não valia à pena se expor por tão pouco e comprometer o baixo perfil que desejava manter ali.

Apenas deixou um registro no arquivo da Escola internacional aberto em sua mente: “Henriette Brooksfield, loira peituda siliconada e raivosa. Arrogante, mulher do embaixador. Precisa de sexo para se acalmar, ou então tomar remédios controlados. Risco médio, manter distância.”

Depois de mal haver dado uma desculpa qualquer sem importância para sair logo dali, enfiou-se no carro e dirigiu até o centro para mais um dia de trabalho na Repartição ao lado de Fonseca, em busca do tal Dragão Dourado.

- Sebá, se a gente plantasse uma isca, quem sabe o cara mordia?

- Não, Fonseca. Nada de engajar com esse puto, ordens da chefia.

- Porquê?

- Não sei, nem quero saber. O setor de análise de risco determinou: é só para monitorar e avisar os federais para interceptar caso descubramos alguma entrega de lingerie contrabandeada, nada mais.

- Ah Sebá, nem vem com essa! Você bem queria pegar esse cara, não é?

- Claro que sim! Se ele desse ao menos uma pista de sua localização, já tínhamos colocado as mãos nele! Mas o cara é astuto, até agora não o vimos cometer nenhum erro…

- Então Sebá, vamos plantar uma isca! A gente conversa com ele na próxima vez que entrar na deep-web e faz uma encomenda de lingerie…

- Sim, podemos até chamar a branca de neve e os anões para montar tocaia, não é? Acorda Fonseca, o Dragão Dourado é escorregadio, nunca iria cair nessa droga de plano bobo!

Fonseca era uma bomba relógio, na opinião de Sebá. Solteiro, novato na Repartição e ambicioso para fazer sua carreira decolar. Geralmente, esses ingredientes combinados levavam seus colegas a cometer erros trágicos.

Irritado com o amadorismo de Fonseca, Sebá o deixou monitorando a deep-web à procura de seu alvo e foi até seu próprio terminal cuidar de um assunto pessoal que dava voltas em sua cabeça desde o dia anterior: Joyce Sommersby.

Porque raios aquela branquela gostosinha estava dando conversa para ele? E porque mentiu, dizendo que não tinha o hábito de malhar, quando tudo em seu corpo saradão indicava justamente o contrário?

Não, tinha coisa estranha ali. Sua filha ganha uma bolsa numa escola chique, uma mãezinha-voluntária fica mandando mensagens pra ele, daí ela aparece na academia que ele frequenta, cheia de intimidade e toda gostosa, logo no primeiro dia de aula…

Precisava certificar-se sobre quem era essa mulher, sua cabeça não daria trégua enquanto não o fizesse e, para sua sorte, contava com todos os recursos para fazê-lo. Em pouco mais de uma hora, ele já era o maior expert em Joyce Sommersby da cidade, devia até mesmo saber mais sobre ela que os pais da mulher.

Ex-aluna da Escola Internacional, capitã do time de hockey feminino, tinha uma foto dela jovem, bonita e cercada de colegas do time: uma mais atraente que a outra.

Um casamento normal, mas uma gravidez de risco que a deixou meses na cama, ficou quase obesa, uma fase negra de sua vida. Levou oito anos até se divorciarem, “infidelidade marital”, dizia a certidão - o que não passava de uma maneira jurídica apropriada para dizer que o marido foi pego pulando a cerca.

Uma filha com a idade de Melzinha, só encontrou a certidão de nascimento, sem mais registros ou fotos da garota, além da ficha de matrícula da Escola Internacional, onde Joyce havia começado como mãezinha-voluntária naquele ano para cuidar do programa de bolsas de estudo que selecionou a filha de Sebá.

Realmente, não haviam documentos nem fotos de redes sociais que evidenciassem ser ela uma frequentadora de academias e malhadora compulsiva, o que confirmava a alegação de Joyce de que não passava de uma “franguinha”, ou seja, novata na malhação.

Por outro lado, Sebá pôde achar diversos recibos de cirurgias, uma bariátrica e várias outras estéticas, ou seja, depois do divórcio Joyce deixou de ser gordinha na base da faca e aqueles músculos todos nada mais eram que o resultado de um lento, doloroso e muito bem sucedido processo de reconstrução corporal.

Sebá quase sentiu vergonha de si mesmo e suas desconfianças. Joyce era sincera e demonstrava um interesse normal por ele, algo que qualquer mulher que passara por tudo aquilo sentiria: tesão MILF pós-casamento.

Nesse meio tempo, recebeu novas mensagens de Joyce, pois novamente ninguém havia ido buscar Melzinha na escola. Ligou para Djanira e, felizmente, ela já estava a caminho - havia se atrasado fazendo as unhas dos pés.

Depois do expediente, na academia, Sebá sentia-se um tanto estranho. Havia algo no ar, um clima diferente, tinha dificuldade em concentrar-se nas séries e repetições, mas não entendia o porquê.

Só quando avistou Joyce é que se deu conta do que era aquilo: expectativa!

Como ele havia se deixado cair nessa? Pesquisando sobre Joyce, Sebá nem se dera conta, mas terminara se interessando pela ex-gordinha e atual saradona mãezinha-voluntária! Não, isso não podia ser, ele era casado com Djanira, era o pai da Melzinha e tinha um emprego na Repartição que exigia discrição e anonimato!

Precisava a todo custo matar aquele sentimento e, principalmente, parar de ficar olhando fixamente para o pacotinho saliente entre as pernas de Joyce naquela malha azul justa que delineava cada centímetro de seu sexo!

Enquanto ela se aproximava sorrindo e encarando-o com aqueles olhos castanhos absurdamente redondos, todos estes pensamentos conflitivos eram processados na cabeça de Sebá que, finalmente, conseguiu parar de olhar a racha da mãezinha-voluntária para concentrar-se naquele parzinho de tetas medianas de bicos grandes.

Droga, porque Djanira foi colocar silicone? Agora ele olhava para os peitos de Joyce e sentia uma vontade imensa de prová-los, de apertar e lamber, até mesmo morder, pois sabia que eram naturais e não corria o risco de esguichar silicone se ele fosse um pouquinho mais rude ao trocar uns amassos.

- Oi Sebá! Nossa, você vem todos os dias na academia? Deve ser por isso que está assim, gostosão… Ops, quer dizer, está assim, fortão…

- Oi Joyce. Pelo visto não sou só eu que frequento diário, não é?

- É, mas você nem precisa. Já eu…

- Que nada, imagina! Eu estava olhando e notei que você está super bem! Digo, para alguém que não malha faz tempo, você está com tudo em cima!

- Ai, obrigado! E na escola? Tudo bem com a Melzinha? Já sabe, se precisar de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, é só me chamar!

- Então, eu ia mesmo falar com você. A Melzinha está adorando, vai super bem! Mas eu conheci outras mães hoje cedo e, sei lá, foi meio estranho…

- Nem precisa falar: Henriette e sua gangue, verdade?

- Isso. Como é que você sabe?

- Sebá, eu sei de tudo da Escola Internacional. Se quiser, vamos tomar aquele açaí depois e posso te dar uns conselhos. Topa?

Sebá hesitava em meio a dúvidas. Com certeza ajudaria saber mais sobre a tal Henriette e seu bando de mães raivosas, mas sair com a Joyce seria arriscado. Ele era casado e não conseguia descolar os olhos do corpo suculento trabalhado na cirurgia plástica daquela mulher, o que tornava a situação complicada.

Num gesto bastante atípico de sua parte, Sebá deu mais uma conferida no pacotinho volumoso entre as pernas de Joyce, subiu os olhos até seus peitinhos duros e voltou a encarar aquele sexo saliente demarcado na malha da academia e, mesmo sabendo que devia dizer não, terminou aceitando o convite.

Depois de um banho rápido ao final do treino, os dois se dirigiram a uma lojinha perto dali, onde os frequentadores da academia costumavam ir. Frente a dois potes lotados de mingau roxo, Sebá seguiu a conversa.

- Então, Joyce, eu quase apanhei hoje no estacionamento só porque deixei a Melzinha no portão e lhe dei um beijinho…

- Afe, a polícia de Henriette entrou em ação, não foi?

- Isso. Ela e umas cinco outras mães ficaram me hostilizando. Eu não sei bem, mas creio que ouvi coisas racistas e outras um tanto classistas na abordagem delas. Minha pergunta é: vai ser sempre assim?

- Sebá, sinceramente, vai ser sempre assim. Henriette está fula da vida com o programa de bolsas e não vai dar trégua. Não é nada pessoal, entenda, fosse quem fosse, não importa a cor da pele ou o status social, só por ser parte do programa, ela iria implicar.

- E qual é a da tal Henriette?

- É uma chata que se acha dona da escola internacional. Aquela loira metida a gostosa e sua turminha de seguidoras idiotas já se meteram comigo várias vezes. Eu ignoro e ponto final.

- Olha Joyce, para mim está claro. Se elas vão ser umas vacas, eu posso aguentar. Minha preocupação é que comecem a hostilizar a Melzinha… Ela é só uma garota!

- Pode ficar tranquilo, Sebá, eu vou ficar de olho nelas. Vou vigiar aquelas cinco com a mesma atenção que você colocou no meu corpinho.

- Eh… Desculpa Joyce, como é que é?

- É isso mesmo que o senhor ouviu. Você acha que eu não notei como ficou me comendo com os olhos? Eu teria que ser cega para não perceber a sacada que você deu em mim - disse ela com um sorriso meio sacana no canto da boca.

- Ah, isso… Desculpe Joyce, eu sei que foi inapropriado. Não vai se repetir, eu juro.

- Deixa de ser bobo, Sebá. Pode olhar à vontade, eu gosto. É mais, se quiser ir um pouco além de olhar, eu tô na pista pra negócio!

- Joyce, por favor, eu sou um homem casado!

- Sebá, cavalo amarrado também pasta. E o meu capim verdinho está aqui pra você, sacou?

- Ai, Joyce, não complica, por favor, eu estou te pedindo…

- Complicar? Sebá, o mundo é complicado. A Escola Internacional é complicada. O seu trabalho na Repartição é complicado. Atualmente, eu sou a coisa mais fácil na sua vida!

- Ôpa, peraí… Como assim você sabe do meu trabalho na Repartição?

- Sebá, Sebazinho querido… Eu passei o dia vendo como você invadia minhas contas em busca de informação. Um trabalho desleixado assim só pode ser coisa da Repartição!

E essa agora? Afinal, quem era Joyce Sommersby? Como ela havia descoberto tudo aquilo sobre Sebá? E essa insistência em ir para a cama com ele, de onde vinha?

“Cacetada” - balbuciou Sebá.

Só havia uma instância capaz de descobrir tudo aquilo e que aplicava este método de abordagem sexual … Joyce, sem dúvida alguma, não era somente uma mãezinha-voluntária gostosa da Escola Internacional.

Joyce, seguramente, era também… Uma agente do Escritório!

*****

Anotações mentais atualizadas do arquivo de Sebá Silveira:

“Djanira Silveira, minha esposa infelizmente siliconada, perde a hora de buscar Melzinha na escola porque cuida da própria beleza. Minimizar o risco deixando Melzinha na escola - e ligar todos os dias para lembrá-la de buscar a garota.”

“Joyce Sommersby, mãe à toa, classista, com racismo introjetado, mulher que não trepa faz tempo, que mente e que efetivamente quer me comer. Coelho saindo da moita. Risco muito alto, possível agente do Escritório."

“Henriette Brooksfield, loira peituda siliconada e raivosa. Arrogante, mulher do embaixador americano. Precisa de sexo para se acalmar, ou então tomar remédios controlados. Risco médio, manter distância.”

*****

Nota: Confira os capítulos da “Saga MILFs” e muitas outras histórias em https://mrbayoux.wordpress.com

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Comentários

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História esquentando em muitos sentidos. A trama ficando boa e interessante, e a Joyce se mostrando uma apetitosa MILF. Sebá vai resistir, é a pergunta que fica! Rsrsrs

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O Sebá acha que vai, mas Joyce é cheia de surpresas…

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Opa top, bem misterioso

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Essa vai ter mistério, humor, trama e muito sexo. Vai vendo.

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