Diabos! - Neanderthal e a Fêmea Depilada

Um conto erótico de Bayoux
Categoria: Heterossexual
Contém 2197 palavras
Data: 27/09/2022 19:48:57
Última revisão: 26/09/2023 08:53:37

Essa foi por pouco.

Quase havíamos tomado uma voadora dos infernos quando Aélis, a demônia chefa do setor de luxúria, tentou corromper toda uma geração de adolescentes a virar puta, usando um seriado do Nickelodeon numa trama maquiavélica.

Se eu não tivesse intervindo, o céu teria ido à lona com aquele golpe mortal, aquilo iria custar muitos pontos no placar da luta do bem contra o mal e dificilmente conseguiríamos nos recuperar.

Por outro lado, se o inferno não ganhou aquela batalha, a guerra ainda estava de pé e continuaria rolando até que o Cara lá de cima terminasse de cagar. Era necessário alguma reação, algo que doesse tanto em Aélis quanto a ameaça de terminar empatados doía em mim. Sim, necessitamos sair da defensiva e partir para o ataque!

Mesmo sem a autorização de Nathaniel, o Anjo Fogoso, eu decidi que agiria por conta própria e investiria em algo que já vinha cozinhando há algum tempo. Se eu quisesse desequilibrar o placar de verdade, poderia voltar no tempo e mudar o curso da humanidade.

Mas como? O que poderia fazer para a terra fosse um lugar menos luxurioso?

Bolas, o ser humano é sacana por natureza, desde que saímos das cavernas, aprendemos a andar com duas pernas e dominamos o fogo! Peraí… Caverna? Andar com duas pernas? Fogo?

Caralho caralhudo, lembrei-me de um filme antigo chamado “A Guerra do Fogo” que me permitiria acabar de uma vez com a guerra divina!

A história contava exatamente o momento em que deixamos de ser neandertais para evoluirmos a seres humanos, ou seja, a trama se passava na época ideal para agir e fazer algo que transformasse a raça humana em algo mais digno e menos perverso sexualmente!

Fiquei entusiasmado, sai diretamente da comédia adolescente e fui até o set de filmagem deste clássico das telonas. Meu plano era simples, eu assumiria o corpo do chefe da tribo e direcionaria o roteiro para que toda a tribo aprendesse a evitar o pecado da luxúria.

Se fosse bem sucedido, acabaria geral para Aélis e o inferno, eu finalmente poderia discutir minha ascensão ao paraíso e uma aposentadoria eterna confortável, deixando de ser apenas mais um capeta qualquer.

Só que não foi tão simples assim… Vocês sabem como pensa um neandertal? Pois bem, eu descobri que eles não pensam! Nem bem eu tomei posse do corpo daquele humano-macaco e as coisas começaram a sair dos trilhos, pois eu simplesmente passei a agir por instinto e não conseguia controlar meus impulsos animalescos.

Numa das caçadas com o pessoal da tribo, encontramos uma fêmea estranha, indefesa e acuada, habitando no bosque. Ninguém além de mim considerara o perigo de acolhê-la em nosso convívio.

Eu fui contra, mas a turma não me deu ouvidos, estavam todos curiosos pela novidade e quando isso acontece ficam cegos, querem colocar a mão, cheirar e lamber para entenderem do que se trata.

Se bem a fêmea indefesa parecia um bichinho de estimação inocente, incapaz de fazer dano a alguém, eu fiquei desconfiado. Sim, para início de conversa ela usava aquelas peles estranhas amarradas em si mesma porque não trazia pêlos no corpo.

Daí, quando tentamos nos comunicar, ela não entendia sequer os conceitos mais básicos de nossa elaborada linguagem de sons guturais e estalidos. Em vez disso, insistia em articular os sons melodicamente, querendo ensinar os nomes pelos quais se referia a tudo. Mais essa agora, onde já se viu, dar nomes às coisas!

Por exemplo, quando eu quis submetê-la, atitude necessária para explicar a forma de estabelecer as hierarquias de poder entre nós, ela reagiu aparentando extraordinária contrariedade. Permaneceu falando coisas ininteligíveis e gesticulando até me cansar.

Não sei se logrei compreender bem, mas ao parecer meu baralho seria demasiado grande para seu cruzinho.

Ora, qual seria o melhor jeito de fazê-la entender? Quem manda nessa porra toda sou eu! Sou o líder da tribo, meto meu baralho em tudo quanto é cruzinho para submeter os machos e as fêmeas - e quando alguém nega eu baixo o cacete, é simples assim.

E aí foi meu primeiro erro, eu devia ter pego uma pedra e golpeado sua cabeça quando se negou a dar o cruzinho para mim. Agora tenho uma revolta geral, a maioria está se negando a deixar eu comer os cruzinhos só porque meu baralho passou a ser considerado muito grande.

Para piorar, resolvi que, se não me desse o tal cruzinho, a fêmea deveria ao menos deixar eu meter na sua butchaka. Daí eu fiz da maneira usual de sempre, esperei ela se agachar na beira do rio, vim por trás e tentei montá-la para enfiar o baralho na butchaka dela, apesar de me dar um pouco de nojo ela depilar aquilo.

Pois bem, ela não aceitou de jeito nenhum que a agarrasse por trás e metesse meu baralhão na sua butchakinha.

Ela ficou tentando explicar, mas não entendi patavina daquela linguagem horrível e complicada da tal fêmea. Então, depois do Deus se deitar no horizonte e a Deusa subir ao céu, estávamos todos na caverna para cair no sono e, para minha surpresa, ela veio me buscar.

Pegou-me pela mão e foi me levando lá para o fundão, onde havia preparado um ambiente especial, cheio de pequenas fogueirinhas para dar uma iluminação tênue e uma grande pele de mamute estendida sobre o chão. Ela chamou isso de “romântico”, mas não entendo o significado, parece ser bem complexo.

Então, ela insistiu para eu me deitar. Achei ser para dormir de conchinha, outra das invencionices introduzidas por essa fêmea na tribo, mas ela fez foi pegar no meu baralho e ficar apertando, puxando para cima e para baixo, até o baralhinho virar um baralhão.

Olha, vocês não vão acreditar, mas a tal fêmea parecia saber bem o que estava fazendo. Agachou-se entre minhas pernas e caiu de boca, chupando meu baralho. Achei nojento, não entendo porque ela fazia isso, mas ao mesmo tempo minha vontade de fazer nhek-nhek na sua butchaka só crescia.

E aí veio o impensável, quando o baralho já estava babando, ela veio por cima de mim e eu tomei o maior susto: parecia que ela iria me montar, ou seja, me dominar e se tornar a chefa da porra toda. Mas não, não era isso. A fêmea veio arrastando sua butchakinha sobre meu peito peludo até posicioná-la sobre minha cara.

Fiquei atônito, não sabia bem o que deveria fazer, mas daí ela começou a movimentar a pélvis, esfregando a butchaka no meu nariz e na minha boca. Não sei se era bem essa sua intenção, mas, considerando ela ter chupado meu baralho, talvez ela desejasse que eu fizesse o mesmo naquela coisinha depilada nojenta.

Eu sei, vocês terão certo asco, mas confesso: coloquei a língua para fora e comecei a lambê-la! Isso mesmo, eu chupei a butchaka sem nenhum pelinho da fêmea - e ainda achei gostoso!

Porra, eu a agarrei pela lunda e fiquei ali, deitadão, chupando cheio de vontade, ela começou a ficar molhadinha, cada vez mais e mais, me lambuzando a cara, me deixando todo melado pela gosma escorrendo da butchaka - e eu achando uma delícia sentir ela se tremendo toda nervosinha.

Para meu estarrecimento, quando eu achei já ser a hora de montá-la, ela se deitou ao meu lado e ficou tentando me puxar para cima dela. Como assim? Estava tudo errado! Essa fêmea não sabia nada de nhek-nhek!

Ela deveria ficar de quatro e me deixar meter o baralho, mas em vez disso insistiu em ficar deitada, comigo encaixado entre suas pernas! É isso mesmo, podem acreditar, ela me colocou por cima, veio pegando meu baralhão e colocando a cabeçona na butchaka, se encaixando, agarrando com as mãos a minha lunda e fazendo eu bombar nela.

Baralho baraulhudo, a fêmea queria ficar olhando a minha cara enquanto eu nhekava ela! Nunca, jamais, em momento algum na pré-história, um macho e uma fêmea haviam feito nhek-nhek olhando um nos olhos do outro, isso era proibido, vergonhoso, o maior dos tabus…

Mas resulta que, justamente por isso, parecia extremamente excitante! Eu nunca havia nhekado uma butchakinha sentindo tanto gosto! E a tal fêmea não parou por aí não, não senhores! Pois enquanto eu metia fundo o baralhão ela se agarrou ao meu pescoço e veio subindo, até colar sua boca na minha e aí…

Olha, eu tenho até vergonha de contar, mas ela enfiou a língua já usada para lamber o meu próprio baralho na minha boca! Pois eu curti horrores aquela safadeza de chupar a língua suja do meu próprio baralho e me deu um tesão enorme senti-la lambendo cheia de vontade minha língua impregnada do gosto de sua butchaka!

Baralho, eu pirei nessa fêmea, ela estava me fazendo cometer as maiores loucuras! Tanto era assim que, quando ela me empurrou de costas e veio montando por cima para cavalgar meu baralhão, eu senti o maior êxtase vendo aquele belo par de tits gostosos balançando ao ritmo das estocadas dadas por mim em sua butchaka, enquanto agarrava a lundinha deliciosa da fêmea.

Porra, eu não estava mais nem aí se isso significase ser ela agora a alfa da tribo, tudo bem, eu só desejava seguir nhekando daquele jeito diferentão dela! E aí a fêmea mudou o jogo de novo, pela santa bola de luz chamada de Deus, essa fêmea não parava de me surpreender!

Ela começou a falar e falar daquele jeito dela, tentando explicar uma coisa complexa chamada igualdade. Se entendi bem, é uma parada meio louca, de não haver um chefe do nhek-nhek.

O fato é que, se eu a havia deixado montar-me, agora ela se sentia obrigada a retribuir, em nome da tal da igualdade. Daí ela ficou de quatro e afastou as nádegas, me chamando para montá-la também - eu curti isso de igualdade, mesmo sem entender direito.

Então, não sei qual a razão, ela começou a enfiar os dedos no buraco, aquele chamado por ela de “crú”. Baralho, coisa mais complicada! Antes eu não podia comer o cruzinho, agora, depois de deixá-la fazer tudo do jeito dela, a fêmea estava se preparando porque seria uma obrigação moral eu socar meu baralhão no tal cruzinho. Vai entender!

Eu fui logo montando a tal fêmea estranha e, quer saber? Foi o melhor crú da minha vida! Eu nhekava e a bicha crispava as unhas na pele de mamute, dizendo coisas incompreensíveis, as quais registro aqui para um dia alguém traduzir: “Vem cá seu Neandertal, fode gostoso o meu cú, pode meter sem dó, eu quero essa rola me rasgando, desce a piroca com vontade, faz de mim sua putinha!”

Bem, tudo isso já ocorreu há algum tempo, mas eu continuo dividido, sem saber o quanto todas essas esquisitices irresistíveis alterarão o curso da pré-história da nossa tribo.

Hoje em dia, todo mundo aqui anda depiladão e nhekando de todo jeito, por em cima e por baixo, pela frente e por atrás - e não há quem não dê uma bela chupada nos baralhos e nas butchakas dos outros, há até quem curta lamber cruzinhos, não importa se for macho ou fêmea!

Mas, sei lá se essas mudanças vieram mesmo para ficar.

Hoje é o último festival da deusa-cheia onde a tal fêmea depilada participa. Sim, esse festival foi outra das coisas ensinadas por ela: todos os meses, quando a deusa fica grande parecendo estar prenha, vamos todos para o fundão da caverna, onde estão a pele de mamute e as tais fogueirinhas.

Daí rola uma parada doidaça, comemos uns cogumelos e todo mundo começa a se pegar, é um nhek-nhek geral, não tem cruzinho ou butchaka escapando sem agasalhar um belo baralho e todos usam essas posições esquisitas ensinadas por ela.

Ah sim, ela chama isso de “furuba“. Então, conforme eu dizia, é a última furubinha da fêmea depilada junto a nós. Ela explicou, já nos ensinou as coisas mais importantes, chegou sua hora e ela voltará para sua tribo natal.

Sim, a fêmea esquisita irá nos deixar, irá para aquele lugar misterioso o qual ela chama de… de… Como se chama mesmo de onde ela veio? Ah, sim, ela chama de “Inferno!”

Peraí… Inferno? Isso me soava conhecido de alguma maneira que não sabia dizer…

Inesperadamente, um clarão se abriu em minha mente. Mardita merda! Eu não era um neandertal! Eu era um simples capeta a serviço do céu que, tentando mudar o curso da história da humanidade, havia possuído o corpo de um deles para direcionar as preferências sexuais de sua tribo!

O que eu não contava é que ficaria obnubilado por seu cérebro ser do tamanho de um amendoim e que uma diaba do inferno se infiltrasse ali também e me enganasse, pondo todo meu plano mirabolante a perder!

Com o rabo entre as pernas, voltei rapidinho para o purgatório.

Eu não sabia quanto tempo havia me ausentado, nem a quantas andava a guerra entre o bem e o mal, teria que dar explicações ao Nathaniel sobre o meu desaparecimento e ainda por cima sentia algo diferente, um aperto no coração, sei lá, uma angústia no peito…

Puta que pariu, essa não! Eu me apaixonara por aquela diaba diferentona que comi na pré-história!

Nota: Confira os capítulos ilustrados da “Saga Diabos!” em mrbayoux.wordpress.com

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Comentários

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Interessante, criativo. Vou acompanhar.

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Essa série é bem doida, mas divertida.

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você realmente sabe misturar humor e sexo, Bayoux...

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Obrigado Inelegível! Sabe, o sexo é fácil; todo o risco está em tentar ser engraçado, rs.

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Acho que ficou retido nos pensamentos demais, você gosta de escrever divagações de personagem ne, bom pensei que ia ser mais erótico.

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Olá Super. Na verdade, eu não tenho uma linha (o que pode ser bom, ou mau, depende). Umas coisas são mais filosóficas, algumas mais humorísticas e outras mais para bater punheta mesmo, rs.

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Olá Índio, obrigado! Vó seguir tentando fazer umas coisas diferentes!

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Mais um conto delicioso e divertido, é exatamente de contos assim que precisamos, chega de mesmisse, você tá dando show Bayoux, gostei dessa fêmea sabia e descolada 👏👏👏

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Obrigado Katita! Confesso que a ideia de que somos fruto de alguma influência alienígena é do Discovery Channel, mas o resto fui eu mesmo, rs.

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