Vicio - Quinta Dose

Um conto erótico de R. Valentim
Categoria: Gay
Contém 4698 palavras
Data: 10/06/2024 20:09:42
Assuntos: Gay, Segredos, Vingança

Depois do almoço tivemos que voltar para casa, mas Roberto já estava até sorrindo para mim, pelo visto se não fosse por nossa família ser do jeito que é teríamos crescido sendo bons amigos, por sorte agora adultos poderíamos mudar isso, quando chegamos levei uma bronca do seu Mariano, o pessoal já tinha ido embora, fiz questão de devolver o dinheiro do Mario, já o Roberto não aceitou afinal o almoço tinha sido por minha conta foi o que ele argumentou.

Infelizmente minha felicidade não durou muito quando vi que Marcos ainda estava lá e que ele dormiria, Roberto percebeu meu descontentamento com isso e me lançou uma proposta de dormir em sua casa, a cidade em que ele morava e trabalhava ficava depois da que eu morava, mas a distância da casa dele para mim ainda era menor que a do meu avó para lá, então aceitei, afinal toparia qualquer negócio para não ficar debaixo do mesmo teto que o Marcos, seu Mariano ficou radiante percebendo minha aproximação do Roberto, tanto que nem reclamou mais por não termos voltado com as cervejas, ele propôs levarmos as cervejas que já tínhamos comprado e tomar na casa dele e eu claro aceitei.

Falei com Barbie no telefone para ver se estava tudo certo e ela me falou que sua mãe havia colocado na cabeça que queria passar mais um tempo na Europa, ela me perguntou o que eu achava e falei que ela deveria aproveitar, o pai dela voltaria para o Brasil enquanto as duas iriam fazer uma viagem de mãe e filha, sabia o quando ela era feliz com nossa vida, mas Barbie foi criada em berço de ouro tento tudo que sempre quis o tempo todo, jamais iria privá-la de ter um gostinho de sua velha vida.

— Não acredito que ele seja tão cara de pau — Roberto fala se referindo ao nosso tio.

— Nem imagino o que passa pela cabeça dele, quando ele me abraçou me senti um lixo.

— Pelo menos ele só te abraçou, quando ele veio me cumprimentar ele pegou na minha bunda quando não tinha ninguém olhando, fiquei tão paralisado e sem reação que tudo que eu queria era sair correndo dali, me senti tão impotente, daí só falei para o Mário que deveríamos comprar mais cervejas para ter uma desculpa de sair de lá.

— Porque não me contou antes Roberto.

— Vergonha, João Miguel, sou delegado, sou respeitado no meu trabalho, já prendi gente que outros não tinham coragem de dizer nem o nome, sou veado dentro da corporação, mesmo assim perto daquele homem sou o mesmo menino daquela noite, ele corta minhas forças completamente, sou patético — suas lagrimas voltam a correr e ele se escora em seu carro.

— Quer saber você tem razão, você é um delegado e eu sou um detetive civil, não somos mais suas presas fáceis e vou lembrar dele.

— O que você vai fazer João Miguel — Roberto vem me seguindo enquanto entro em casa novamente, meu avô está na sala vendo tv.

— Esqueceu alguma coisa, filho?

— Esqueci sim, vou pegar já saiu.

Vou até meu quarto que é onde ele está instalado e dentro de uma vez sem bater, ele me lança um olhar confuso, o verme está só de toalha deve ter saído do banho, estou com nojo e ódio daquele cara, Roberto vem logo em seguida, mas na intenção de me impedir do que qualquer outra coisa, ele sente medo real desse velho asqueroso, mas eu não, depois de tudo que passei nos últimos meses percebi que ele é o menor dos meus problemas, vou para cima dele jogando contra a parede e colocando meu braço em seu pescoço.

— Que porra é essa João Miguel, me solta.

— Olha aqui seu merda, não sou mais aquele moleque indefeso, que cresceu e o Roberto também, você vai sumir dessa casa pela manhã e não vai mais dar as caras aqui.

— Me solta seu moleque ou vai me pagar cara, quem você pensa que eu sou para me fazer ameaças.

— Sou a porra de um detetive na frente de um pedófilo de merda, não se esqueça disso Marcos, eu vou ficar de olho em você, basta eu querer ferra com sua vida que eu jogo no ventilador todas as suas merdas, suas e do seu amiguinho, então por favor vem atrás de mim, só quero um motivo, mexe seus pauzinhos para me prejudicar ou o Roberto para você ver o estrago que vou fazer na sua vidinha de merda seu velho cretino — eu o solto, estou com tanta fúria que se não fosse seu Mariano na sala eu quebrava esse velho na porrada — entendeu Marcos, encosta um dedo na gente de novo e eu acabo com a sua raça, vou atrás de você até no inferno e jogo você na cadeia filha da puta.

— As seus moleques ingratos, eu fiz a carreira de vocês, estão se achando agora, com um telefonema eu acabo com vocês dois.

— Faz isso, quer meu telefone para ligar — Roberto tirou o telefone do bolso e ofereceu para o tio que o olhou incrédulo — liga, pega, eu posso perder meu emprego, mas quem vai apodrecer na cadeia será você Marcos isso eu te garanto.

Marcos abaixa a cabeça e fica em silêncio, vendo que não tenho mais nada a tratar com ele pego Roberto e saio do quarto, me despeço mais umas vez do seu Mariano que estranhou nossas caras e fui embora, lá fora antes de entrar no carro Roberto me abraçou e eu retribui, nós dois precisávamos disso, a força que nos faltou todos esses anos acabamos encontrando no outro de uma forma muito improvável, mas foi nele que vi a coragem de enfrentar meu abusador, queria muito continuar a conversa com ele, mas tínhamos que pegar a estrada, ele foi no carro dele e eu fui no meu o seguindo.

No caminho tive uma ideia, liguei para ele pelo bluetooth do carro e fomos nos falando até chegar em sua casa, ele parecia outra pessoa, estávamos rindo da cara que o Marcos fez quando ele ofereceu seu celular para ele ligar, sabíamos que Marcos era orgulhoso demais para deixar para lá, então combinei com ele que faria um pente fino no Marcos e Roberto que também estava pensando nisso me ofereceu todos os seus recursos disponíveis para me ajudar, juntos iremos expor esse filho da puta.

A casa dele era em um condomínio fechado, tinham umas dez casas e a dele era a última, depois casa dele e do vizinho da frente tinha um campo de futebol nos fundos, ele disse que ali só morava policiais e que ele havia comprado a casa de um colega do trabalho que tinha se separado da mulher e teve que vender para fazer a partilha, então ele aproveitou um dinheiro que tinha e fez um consignado para interagir e comprar a casa, tinha uma garagem ampla tanto que coube meu carro e o dele sem problema, uma sala pequena seguida de uma sala de jantar, um quarto que ele transformou em um escritório, uma cozinha, banheiro social, um quarto suite e uma área de serviço relativamente grande nos fundos, Roberto não tinha muitos móveis e era tudo bem simples, mas sua casa passava um ar de lar, não sei explicar, tudo estava em ordem e embora minimalista, tudo era de qualidade, seu sofá por exemplo era um sofá cama bem confortável.

Chegamos no fim de tarde, ele me arrumou uma toalha para tomar um banho e vestir algo mais confortável agradeci e fiz isso, fui para o quarto deixar minha mala por lá, peguei logo uma roupa pra vestir depois do banho, ele disse que eu podia usar o seu banheiro mesmo, ele tem um chuveiro elétrico, nossa um banho quente depois da viagem foi tudo de bom, vesti um calção de moletom preto uma camiseta vermelha desbotada que já tenho a muito tempo, fui para cozinha me juntar a ele, quando Roberto me viu notei que ele ficou sem jeito, mas disfarçou, ele estava preparando uma macarronada com carne para gente, falei que podia ir assumindo a cozinha para que ele fosse logo se banhar e trocar de roupa também, ele aceitou depois de relutar um pouco.

— Onde aprendeu a cozinhar — Roberto me perguntou.

— Rapaz seu Mariano me ensinou umas coisas, mas boa parte dos meus dotes culinários foi na tentativa e erro mesmo e você?

— Quando comecei a morar só tive que aprender, estava muito caro comer na rua todos os dias — João Miguel me fala uma coisa, você está mesmo pensando em investigar o Marcos?

— Sim, estou cansado de ter medo dele aparecer, pode até não dar em nada, mesmo assim quero levar isso pra frente.

— Então vamos fazer isso juntos, como te falei vai ter cem por cento da minha ajuda nisso.

Depois de comer ele me levou até seu escritório para me passar os contatos de uns amigos do exército que ele tem e que podem ajudar, enquanto ele pesquisava em uma agenda observei um nome conhecido no quadro dele.

— Você está na investigação do Waguinho traficante?

— Sim, mas não posso falar muito, estou colaborando numa investigação, recebemos uma denuncia anônima esses dias e estamos investigando, como você conhece ele?

— Eu fiz a denúncia — daí tratei de explicar para ele toda a minha relação com esse caso, Roberto ouviu com atenção, depois me pediu mais detalhes da minha investigação, logo tratei de mostrar as provas agora de uma maneira mais completa já que sabia que ele não me prenderia por isso.

— Como você conseguiu tudo isso?

— Sou muito bom com computadores, digamos que se eu não fosse policial ainda sim trabalharia com cyber segurança.

—Não posso usar tudo isso, até porque boa parte foi conseguida de forma ilegal, mas com essas informações sei bem como vou chegar até esses caras, se eu soubesse que você estava nessa investigação teria te colocado na equipe.

— Ah prefiro não, como te falei pode ficar ruim para mim devido meu envolvimento com algumas pessoas desse caso — contei a ele toda a minha história com João Pedro.

— Sinto muito, também tive uma relação assim, difícil, no meu primeiro ano na corporação comecei a namorar um colega, ele era casado com filho e tudo, não sei como me meti nisso, mas quando tentei terminar ele ficou louco e começou a tornar minha vida bem difícil, ameaçou me expor e só piorou, até me ameaçar com uma arma, depois disso vi que precisava tomar uma atitude então passei o caso para corregedoria e no fim para ele não ter problemas com a família entramos em um acordo e ele foi transferido, foi bem tenso e demorei muito para entender que era uma relação tóxica.

— Foi sem único namoro? — Perguntei.

— Sério sim, como te falei sempre tenho problemas em confiar nas pessoas, ainda mais depois do Josué sacar sua arma e me ameaçar de morte se eu terminasse com ele.

— Sinto muito.

— E você, só teve o João Pedro e a Barbará?

— De namoro sim, mas tive um lance mais sério com aquele cara do restaurante.

— Ah entendi, Luciano, né?

— Sim, mas não temos futuro, como te falei ele escolheu a esposa.

— Mas como vocês fariam, você vai casar, tipo casaria com ele também e formaria um trisal?

— Cara sabe que não sei, só sei que não sabia quem escolher na época, mas agora isso não importa mais.

— Parece que nossa família tem problemas em conhecer pessoas boas.

— Verdade, mas pelo menos conheci a Barbie, tenho certeza que você vai encontrar alguém também.

— Já estou desistindo dessa ideia, cada dia que passa estou mais certo que vou ser um tio pra sempre — o abraço.

— Já me senti assim, mas você é um cara incrível Roberto, tenho certeza que vai encontrar alguém — Nos meus braços ele me olhou nos olhos e por um momento ficamos em silêncio nos encarando, mas o telefone dele tocou e nos afastamos.

Fiquei meio desconcertado ele teve que atender já que era da delegacia, aproveitei para me afastar e dar privacidade para ele, depois da ligação tomamos umas cervejas na sala, ele arrumou o sofá para mim, não ficamos até tarde pois ambos tínhamos trabalho no outro dia bem cedo, fiquei no sofá olhando para o teto sem sono, pensando sobre João Pedro, Luciano e Bárbara, minha vida mudou muito em poucos meses, Luciano conseguiu um lugar nos meus pensamentos, mas logo quando me permiti a ficar com ele a sua covardia estragou tudo, queria ligar para ele, marcar de encontrá-lo, mas ele não vai mudar de ideia e não vou viver uma mentira, não posso nem pensar em deixar Barbie por uma mentira, por uma vida de armário.

Demorei para conseguir dormir, quando acordei já foi no segundo toque do despertador, fui tomar uma banho e depois para cozinha para comer algo antes de ir embora, parei na porta quando vi meu primo só de cueca branca e uma camiseta curta, sua bunda redonda e durinha preenchendo a cueca me fez pulsar de tesão, levou um tempo para ele me perceber ali, disfarcei meu olhar para sua bunda e tomei meu café puxando outro assunto com ele.

— Seu café não é de máquina? — Perguntei.

— Odeio café de máquina, então sempre acordo cedo, passo meu café e levo para o trabalho — ele responde todo sorridente.

Roberto tem uma beleza que se destaca, olhando bem para ele assim tão livre e solto parecia um anjo andando pela cozinha preparando seu café para levar para o trabalho, Roberto era másculo e delicado ao mesmo tempo, não sei explicar, só que seu jeito era cativante, certamente era um cara interessante, diferente do irmão, sempre coloquei Roberto na mesma balança que o pai dele e que seu irmão, mas pelo jeito ele não era um cara traidor como Mario e seu pai Marino, acho que a distância entre a gente me impossibilitou de enxergá-lo todo esse tempo.

— Comi um bolo de leite, seu café é divino de bom, sai para o trabalho em cima da hora, mas dessa vez tendo a certeza de que manteríamos contato, ainda mais porque fiquei de ajudar com os dois casos — no nosso tio e do Waguinho — e também por morarmos a quarenta minutos um do outro.

Aquela semana foi puxada, estava com tanto trabalho que dormi umas duas vezes na delegacia para poder pôr tudo em dia, na quinta o delegado praticamente me expulsou da delegacia, estava trabalhando dois dias direto, ele puxou um folga minha do meu banco de horas e me deu a sexta e o sábado, pela minha escala teria que trabalhar apenas no domingo e seria um plantão então não precisaria chegar tão cedo.

Barbie estava nas nuvens, seu pai estava tão feliz dela está com a mãe na Europa que tinha até devolvido seu cartão, ou seja minha noiva voltaria com um mundo de coisas novas em casa, embora sua família estivesse fazendo de tudo para mantê-la lá durante seu aniversário ele já tinha comprado sua passagem, Barbie disse que em seu aniversário ela passaria comigo, no caso seria na segunda, como ela estava viajando resolveu que não daria mais uma festa, só iriamos sair para jantar, só que conhecendo minha noiva achei melhor dar carta branca para suas amigas fazerem sua festa surpresa.

Roberto e eu estávamos trabalhando bem juntos, estava perto de descobrir algo útil no caso do Marcos e ele ainda me ajudou sobre o caso do Dimas, acabou que descobrimos que a garota com quem eles estavam conversando não era a primeira menor que ele falava, com isso resolvi que ficaria de olho nele, a caça contra pedófilos estava em andamento afinal, sobre o Waguinho a polícia o havia encontrado e agora ele também estava preso, o que não foi nada bom para o LP já que minha denúncia foi anônima a facção começou a acreditar que ele é quem tinha dado com a língua nos dentes, a última notícia que tive dele é que estava internado no hospital depois de sofre um atentado e que irá ser transferido.

Não tinha muito o que fazer na quinta, sai para almoçar e dei de cara com Luciano, parecia um carma, porque os lugares em que eu gostava de comer, ele também gostava, só que dessa vez ele não tinha me visto então saí à francesa, quando voltei para casa quase bati o carro ao ver João Pedro na porta do meu prédio, fazia tempo que não o via, ele estava ainda mais bonito, tinha platinado o cabelo, o seu jeito confiante parado em frente ao meu prédio era tão prepotente, ao mesmo tempo que era sua marca, João Pedro passava pela vida como se ela não o atingisse nunca, eu sei que deveria ter entrado em casa, mas parei o carro na calçada e ele sem convite algum simplesmente entrou no carro e sentou no banco do passageiro.

— Oi baby, nossa você está delicioso — Sorri com sua audácia, ele não tinha mais poder sobre mim, mas estranhamente meu ódio por ele havia sumido também.

— O que você quer João Pedro? — Falei cruzando os braços.

— Sua patroa está fora da cidade, pensei em vir te fazer companhia.

Liguei o carro e fui até um pub perto de casa e que abria cedo, queria mostrar para ele que sua poder sobre mim não existia mais, queria mostrar que seu encanto havia acabado, mostrando minha total indiferença a sua pessoa, sabia que se tratava de um jogo perigoso, mas era isso que eu faria, precisava mostrar para mim mesmo que meu vício estava sobre controle.

— Uma caipirinha pra mim, estou me sentindo nostálgico hoje — ele disse para o garçom quando chegamos, eu pedi apenas uma cerveja mesmo.

— Então João Pedro, o que você realmente quer comigo?

— Baby eu nunca menti para você, eu quero você — ele falou cada palavra olhando nos meus olhos — sempre foi você — João Pedro morde os lábios de uma forma provocativa.

— Você teve sua chance e perdeu João Pedro.

— Continua falando isso pode ser que você acredite, João Miguel você é a única droga que eu não consigo largar, eu tentei juro que tentei, mas sou viciado em você de um jeito que nem eu sei explicar.

— Continua falando isso e talvez até você possa acreditar — respondi.

— Estou falando sério, baby ninguém chegou nem perto de me fazer sentir o que só sinto com você.

— E por que você se esforçou tanto para mim te odiar ao invés de nos dar uma chance João Pedro? — Perguntei indignado perdendo minha pose.

— Primeiro porque sou um fodido, sou quebrado João Miguel, nada de bom nunca me acontece — foi a primeira vez em que o vi frágil de verdade — não soube lidar com com todo esse amor que você tem baby e segundo porque meu primo queria ferrar você, tinha que manter ele longe de você, eu sei João Miguel que fui a pior pessoa do mundo com você sei que não tem perdão para o que eu fiz, mas eu te amo baby, sempre vou te amar — fui pego totalmente de surpresa e por um momento meu plano entrou em um estado crítico.

— Eu não te amo João Pedro.

— Não acredito em você baby, é impossível que só eu sinta o fogo que existe entre a gente, a vontade de subir em você aqui mesmo arrancar suas roupas.

— Você não me atrai mais — falei na intenção de me lembrar.

— Sou seu calcanhar de Aquiles e você é o meu baby, somos kryptonita um do outro.

— Mais eu encontrei a cura do meu vircio João Pedro, não preciso mais de você.

— Não precisa, mas você me quer, fala pra mim que cada pedaço seu não está lutando para resistir ao impulso de me agarrar — ele fala isso se apoiando na mesa e diminuindo o espaço entre a gente — sou sua droga baby e você é a minha.

— Acabou João Pedro, por você só sinto desprezo agora.

— O Luciano transa que nem eu? a Bárbara não vou nem perguntar porque essa eu sei que não chega nos meus pés.

— Ninguém transa comigo como você João Pedro, você mexe com minha cabeça de uma forma que nem eu entendo, não é amor e nem desejo é o puro vicio, meu corpo precisa do seu e me tremo inteiro só de pensar em arrancar sua roupa e te comer com tanta força que você vai sair machucado.

— Então me come baby.

— Não.

— Por que resistir?

— Não é questão de resistir, eu não vou te comer João Pedro, nem se você pulasse em cima de mim, estou cansado me sentir um lixo, que é como me sinto toda vez que a montanha russa chega no fim do passeio, você não me merece e é por isso que você não me esquece porque sabe que nunca vai achar alguém que te trate do jeito que você merece, que lhe dê o prazer que eu te der, que te foda com a força que eu fodo — seu corpo treme com minhas palavras.

— Baby, me faz teu pela última vez, mas não me deixa ir assim sem uma despedida.

— Nossa despedida já foi e você estava ajoelhado mamando uma rola só pra tentar satisfazer seu ego, não suportou ser trocado por um viciado de merda né — falei sorrindo e ele arregalou os olhos — de repente o Waguinho queria o drogado e você foi ficando de canto, fiquei na dúvida de quais eram as intenções do LP com o Waguinho, mas agora olhando para você percebi que não era a mim que você queria atingir naquele dia, eu fui só um efeito colateral desse seu ego desenfreado, o Waguinho realmente estava se apaixonando pelo LP, tanto que compartilhou com ele coisas que só você sabia.

— Você não sabe do que está falando João Miguel — peguei ele, achei seu ponto fraco.

— Você tem que ter tudo, você mesmo falou que é um fodido, o problema é que tentando atacar o Waguinho você vacilou e me perdeu, não acreditava que eu fosse por um fim no nosso lance, mas eu coloquei e você ficou ainda mais puto porque o LP agora era responsável por duas perdas suas, então vou plantou o flagrante que levou o LP preso — de repente tudo começou a ficar claro na minha mente.

— Não surta baby, eu não iria entregar meu primo pra polícia, ou você esqueceu no mesmo dia que o LP foi preso meu primo teve que fugir?

— Você achava que ele iria te levar, no dia do enquadro você estava lá, mas deu no pé antes da polícia chegar, porque você já sabia o que ia acontecer, no relatório o policial escreveu que o contato dele deu a deixa para eles entrarem, só que seu primo colocou advogado para o LP e fugiu sem você, provavelmente ele pretendia levar o LP pro sitio, que por acaso ficava perto de uma das clínicas que o Dimas sondou para o LP.

— Como se aquele drogado de merda pudesse se livrar das drogas e você está viajando que o Dimas até deu entrada na clínica com o dinheiro dele.

— Também achei que tinha sido, mas olhando a declaração de imposto de renda do Dimas vi que ele nunca pagou a clínica, quem pagou foi o Waguinho, só que ele usou o Dimas como laranja pra não chamar minha atenção e nem a do Luciano, então o Dimas disse que foi ele, mas não foi.

— Como?

— Sou detetive lembra, a diferença é que Barbie se orgulha disso e ela sempre faz questão de lembrar que vai casar com um detetive, enquanto você só quis me fazer de idiota, mas você tem razão João Pedro eu sou como LP, sou doente, porque quero te comer mesmo sabendo que você não presta, mas eu não vou, me recuso a me entregar para uma droga barata como você.

— E se eu falar para o meu primo que foi você quem fodeu ele?

— Faz isso, e eu provo para ele que quem começou essa merda toda foi você, Waguinho não é burro, ele jamais mexeria com o LP ainda mais sabendo que ele tinha dois amigos na policia, Luciano tem muitos conhecidos, com duas ligações ele estaria na cola do Waguinho e não valeria a pena pro seu primo traficante ter treta com dois policias a troco de ciúmes, fora que a pose de bandido hétero seria arruinada né.

— Me trouxe aqui pra passar isso na minha cara, parabéns baby — João Pedro abriu seu sorriso mais bonito — você venceu e o que vem agora, vai me entregar?

— Não, resolvi que LP tem seus pecados para pagar, afinal seu plano não teria dado certo se ele tivesse ficado só com seu primo, eu não acho que o Waguinho suspeite dele mesmo tanto que convenientemente a transferência do LP é para um presídio que a facção não tem presos, ele vai ficar seguro até seu julgamento lá, Waguinho ainda está protegendo ele, é até romântico sabia, será que ele estaria se arriscando tanto assim por você?

— Você não sabe de nada João Miguel — Ele falou forçando um sorriso de indiferença.

— É tem razão não sei, LP não vai descer para o presídio, quando sair sua sentença ele vai ser liberado afinal ele não tem nenhum crime provado em suas costas, no pior dos cenários ele pega alguns meses de prisão, já o Waguinho tem grana e os melhores advogados que ele pode ter, e caso dê errado talvez ele até fuja do presídio, mesmo assim conheço LP o suficiente para saber que eles vão sair ainda mais fortes depois disso, LP foi torturado na delegacia e mesmo assim não entregou a localização do Waguinho, João Pedro ele traiu a mim e os melhores amigos dele, mas não o seu primo, com o Waguinho ele foi fiel até o fim, coisa que você sempre foi incapaz de ser, no final posso afirmar que foi você que juntou os dois — peguei sua caipirinha e virei — a propósito essa é pela a que você me roubou no dia que a gente se conheceu, adeus JP passar bem.

Levantei e sai, ele ficou lá parado sentado com um sorriso no rosto que não consegui decifrar, João Pedro ainda pronunciou alguma coisa que não ouvi, mas daí também precisava sair de lá, mesmo vencendo ele no seu jogo também tinha que admitir minha derrota, pois a vontade de comer aquela bundinha linda dele estava no máximo, sai de lá o mais rápido que pude e para garantir que ele não ia dar um jeito de vim atrás de mim peguei meu carro e dirigi para casa do meu primo, só lembrei de avisar a ele que estava indo quando já estava entrando na cidade dele, Roberto me falou para passar na delegacia para pegar a chave com ele e assim fiz.

Estacionei o carro na calçada e desci para esperar por ele, estava de noite e o estacionamento da delegacia ficava meio escuro, esperei por um tempo até que o vi, ele usando uma calça jeans apertando suas coxas grossas, uma blusa social moldada no seu corpo, com seu distintivo preso no cinto, porra assim que ele chegou perto de mim com a chave na mão senti seu perfume e o tesão que ficou em mim por causa do João Pedro falou mais alto então nem pensei puxei ele pela cintura e o beijei, com um beijo muito quente, suas mãos tocaram meu peito, mas não me empurrando, meu pau ficou duro na hora assim como o dele, nosso beijo acabou rápido pois lembramos onde estávamos e logo nos separamos, ele me entregou a chave, passou a mão na boca.

— A gente se vê em casa, preciso voltar — ele disse arrumando o pau na calça e voltando para dentro, só fim que sim com a cabeça e fiquei lá vendo ele voltar para dentro do prédio com sua bunda perfeita marcada naquela calça, depois de arrumar meu pau dentro na calça entrei no carro e dirigi para comprar umas coisas e em seguida fui para sua casa, pensei em preparar algo legal para jantar e me desculpar pelo beijo e porra que beijo gostoso que o Roberto tem, seu hálito mentolado ficou na minha boca.

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Comentários

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UAU. Até que enfim JP foi chutado para escanteio, assim espero. Capítulo tenso e muito bom o que não é novidade. Tomara que as investigações levem Marcos a receber o merecido castigo. Agora o que foi isso no final? Que BEIJO foi esse? Valeu por todo sexo que não teve durante o relato. Confesso que fiquei excitado e desejando não um romance já que também torço pela Barbara mas tem que rolar pelo menos um sexo selvagem bem gostoso. Aguardando ansioso.

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Amei e odiei a atitude de João Miguel com João Pedro: amei porque JM provou que consegue vencer seu vício e odiei porque JM falou muito e eu acho que não se dá tantas informações para pessoas sem caráter, por mais que JP tenha muito a perder se contar o que sabe. E pelo perfil de JP, ele não ficou nada feliz de ter ouvido todas aquelas coisas.

Me passou pela cabeça que JP poderia estar gravando a conversa, mas ele teria muito a perder se fizesse isso, inclusive a liberdade ou a vida.

Não sei como reagir a essa aproximação entre Roberto e João Miguel. Eu sou a favor do amor livre e do sexo por puro prazer. Mas ainda estou na torcida por Barbie. Se for apenas um sexo selvagem e gostoso eu vou amar ler, mas se for envolvimento romântico não sei se vou gostar. Com Luciano era diferente, eu apoiava o romando trisal, com Roberto ainda não senti isso, mas a tensão do sexo entre os primos parece boa... E nada melhor do que foder um primo.

Sobre a investigação contra o tio: espero que sejam rápidos. O perfil do tio não parece ser do tipo que espera muito pra agir quando é confrontado.

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Finalmente o JM venceu o Vício sobre JP Caralho ele deixou o JM em um beco sem saida. Falou toda a verdade na cara dele o LP se ferrou por causa do Primo de JP ter se apaixonado por ele e como o mesmo não gosta de perder fez aquilo só que se ferrou de verde e amarelo. Perdeu além do primo traficante JM. outra cosa que me deixou feliz é vê que Marcos não tem influência sobre JM e com isso o Roberto tomou coragem pra enfrentar o tio pedofilio espero que o mesmo mofa na cadeia pois tem rabo preso assim como o Dimas pra mim quem mexe com criança e adolescente deve ser capado e virar mulherzinha na cadeia. Não vou criar tanta expectativa quanto JM e Roberto não mais que bom ter entrado uma pessoa resolvida na vida do nosso protagonista e não alguém que quer viver de aparência. Agora a pergunta valendo um milhão de reais mai oi. Será que JP realmente vai deixar JM em paz ou agora ele vai com tudo pra ferrar o casamento dele com a Barbie? Pessoas como JP são perigosa quando encurralada só esperar o próximo capítulo.

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Verdade o JP pode ser um problema, mais agora ele também tá envolvido com as coisas erradas do primo, mais o JM pode dar um jeito no JP junto com o Roberto.

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Quanto acontecimento!! Quando parece que as coisas estavam se estabilizando, vem o Rafa e nos últimos parágrafos joga essa novidade hahaha

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Que capítulo,uau. Espero nunca mais ouvir nada de JP.

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Eita que bom JM é Roberto, estão juntos investigando tanto Waguinho, Marcos e Dimas. Os dois últimos, daqui a pouco vão se ferrar, logo logo os podres vão aparecer.

Mais ver JM falando todas as verdades, para o JP foi ótimo, problema é ele ter gravado essa conversa, de qualquer forma se ele abrir o bico, ele também vai se ferrar.

Mais agora pelo visto o novo vício é o Roberto, será que teremos um novo trisal rsrs, agora aguardar os próximos capítulos.

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Ai ai ai ai ai... Não sei se barbie fica zangada ou pede para participar!!! Graças a Deus o JP caiu do altar...

Pf n pares de postar 🙏🙏🙏🙏🙏🙏

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