MILF - Karaokê Desafinado

Um conto erótico de Bayoux
Categoria: Heterossexual
Contém 2613 palavras
Data: 09/11/2023 17:59:19

Buppha Saetang tinha um sorriso nos lábios.

O batom vermelho intenso lhe conferia um ar bastante gentil quando aceitou sentar-se à mesa, mas, ao mesmo tempo, era impossível não ter ideias um tanto ousadas ao apreciar sua boca.

Sebá Silveira estava à sua frente no restaurante tailandês onde fora à procura do traficante internacional de lingerie mais conhecido como Dragão Dourado, para assim tentar descobrir o paradeiro de seu colega desaparecido, o Fonseca - mas agora tinha os ouvidos agredidos por uma mulher feia e desafinada que berrava no palco de karaokê.

Enquanto sorria de volta meio sem jeito para a mulher de braços finos, tez morena e longos cabelos castanhos que vestia algo parecendo uma cortina enrolada em sua cintura e um pequeno top de seda verde claro sobre os seios um pouco avantajados, ele aproveitou para lançar mais um registro em seu arquivo mental sobre a Escola internacional:

“Buppha Saetang, tailandesa dona do restaurante Kalasin. Pertencente ao grupo de mãezinhas raivosas liderado por Henriette Brooksfield na Escola Internacional e peça importante para o caso do Dragão Dourado. Sem muitas informações, é preciso investigar!”

Ora, uma oportunidade dessa não poderia ser desperdiçada! Apesar de já estar ficando tarde naquele domingo, ainda que a mulher feia do karaokê não desistisse de cantar em tailandês e mesmo com o ambiente do restaurante apresentando um cheiro forte agridoce apimentado, Sebá precisava estender aquela conversa para descobrir tudo o que pudesse.

- Senhora Saetang, perdão, não havia lhe reconhecido.

- Que bobagem, não se incomode. Pode me chamar de Buppha, nós não temos muita frescura na Tailândia não.

- Ah, obrigado. Pode me chamar só de Sebá, como todo mundo. Então esse restaurante é seu? Que coincidência!

- É mesmo. Eu tenho esse pequeno negócio como um hobbie, só para divulgar a culinária do meu país. Você gosta de comida Thai? Olha que não é para todos!

- Para dizer a verdade, Buppha, eu nunca havia provado. Vim aqui atrás de um amigo e aproveitei para saber como era.

- E gostou? Seja honesto!

- Sinceramente? Mais ou menos. Como você disse, não é para qualquer um.

- Da próxima vez que vier, eu faço um prato especial. Você pediu uma sopa um tanto diferente para o paladar da sua cultura, achei mesmo que não fosse gostar.

- Imagina, não precisa.

- Bobagem, eu faço questão! Mas, e o seu amigo? Não veio?

- Não, deve ter tido algum contratempo. Ou então foi embora antes de eu chegar, sei lá. Você viu alguém que não seja tailandês por aqui hoje?

- Não, só frequentadores habituais. Quer dizer, tem aquele cara estranho que eu nunca vi por aqui. O que está no palco do karaokê, vestido de mulher e destruindo as canções tailandesas.

Nesse instante, Sebá olhou para a mulher feia que cantava sem parar desde que chegara ali e só então percebeu: era mesmo um homem! Observando mais, deu-se conta também de que não era qualquer homem… Aquele bêbado vestido de mulher gritando desafinado era o próprio Fonseca!

De vestido floral amarelo e por detrás de um reboco de maquiagem, o colega de Sebá na Repartição que fora raptado pelo Dragão Dourado estava praticamente irreconhecível!

Santa Joyce Sommersby! A mulher do Escritório de Investigações Internacionais que o chantageava podia até ser uma perversa que gostava de práticas sexuais extremas e degradantes, mas com certeza era uma baita agente secreta!

Depois que ela obrigou Sebá a chupá-la no motel Swingers naquela tarde e teve um orgasmo jorrando gozo em sua cara, Joyce havia tido um momento de clarividência extremo e fora ela quem decifrou a charada, alertando-o que provavelmente o paradeiro de Fonseca seria aquele restaurante tailandês quase desconhecido!

Daí ele saiu correndo para lá sem nem lavar o rosto e deu de cara com Buppha, que agora apontava o dedo para o Fonseca bêbado e disfarçado de mulher no palco do restaurante. E por falar em Buppha…

Aquela mulherzinha de um metro e sessenta estava se tornando algo essencial: não só era dona do estabelecimento onde se sabia que o tal Dragão Dourado das lingeries traficadas havia ido alguma vez, como também era amiga de Henriette Brooksfield, a mulher de quem Sebá precisava se aproximar para anular a chantagem que Joyce exercia sobre ele - e assim conseguir manter a bolsa de estudos de sua filha na Escola Internacional!

- Eh… Buppha, me desculpe… Aquele cara estranho é o meu amigo… Eu nem tinha reconhecido ele!

- Aí, então ainda bem que você veio. Sebá, dá pra levar ele embora, por favor? Meus ouvidos não aguentam mais!

- Claro, eu reboco ele agora mesmo! - Disse Sebá começando a levantar-se.

- Obrigado! Eu vou ficar te devendo! - Respondeu Buppha aliviada.

- Deixa pra lá, afinal o amigo é meu!

- Deixo nada, vou cozinhar pra você. Amanhã de noite, aqui no restaurante, depois das nove. E você pode vir com esse perfume gostoso que está usando!

- Perfume? Ah, entendo… Olha, sério mesmo não precisa ter esse trabalho. - Falou meio constrangido, pois se deu conta de que o perfume a que ela se referia, na verdade, era o cheiro do gozo de Joyce já seco em seu rosto.

- Amanhã, sem falta. Vou fazer um prato surpresa, você vai adorar, prometo!

Totalmente constrangido pela situação, Sebá despediu-se e foi até o palco, de onde teve que retirar o Fonseca quase à força. O colega desaparecido da Repartição não estava bêbado: ele estava completamente drogado! Percebendo que o colega estava fora de órbita, concluiu que não havia como deixá-lo sozinho.

Daí, telefonou para Djanira e pediu que a esposa levasse Melzinha na escola de manhã, pois teria que dormir fora de casa. Ela sequer protestou, apesar dele haver saído domingo no meio da tarde, não ter dado mais notícia e agora avisar que sequer voltaria. Sebá estranhou aquilo, mas em seguida esqueceu o assunto por conta do Fonseca.

Já na manhã seguinte, Sebá necessitava saber quanto estrago a pequena aventura do seu colega tinha causado às investigações da Repartição.

- Fonseca, você desapareceu por três dias, cara! Afinal, o que houve?

- Olha Sebá, não grita, por favor. Minha cabeça está estourando… Eu… Eu… Pô, eu não me lembro!

- Vamos ver. Você entrou em contato com o Dragão Dourado, mesmo havendo sido alertado para não fazer isso. Daí fez uma encomenda falsa de lingerie contrabandeada como isca. Lembra?

- Mais ou menos… Tá tudo nebuloso!

- Ele ficou de te entregar uma carga de lingerie francesa feita na Tailândia.

- Isso! E me disse para ir num restaurante buscar o pacote…

- É, seu trouxa. Só que não existe fábrica de lingerie francesa na Tailândia!

- Não? Como assim?

- Ele estava usando a conversa de vocês na deep-web para passar uma mensagem por código para alguém ir lá te apagar e você nem desconfiou, idiota!

- Então, eu cheguei lá no tal restaurante e, antes mesmo de entrar, senti uma fisgada na bunda. Daí tudo se apagou e… Eu não lembro de mais nada!

- Meu, você sumiu por três dias! Deve ter sido interrogado nesse tempo e soltado que nós temos os códigos de criptografia que o Dragão Dourado usa na deep-web!

- Cacete, Sebá, foi mal…

- Mal? Esses códigos eram tudo o que tínhamos para monitorar suas atividades! Agora a gente está fodido, não temos mais nada!

- Não é possível. Tem que haver um jeito de pegar esse cara!

- Bem, a única pista é o tal restaurante Kalasin. Ele te raptou e te soltou no mesmo lugar. Isso não deve ter sido por acaso.

- Boa. Eu posso voltar lá e…

- Você não vai fazer nada, Fonseca! Sua identidade foi exposta e você vai ficar fazendo só serviço de escritório.

- Ah, não, isso não! Por favor Sebá, ficar só no computador de novo não!

- Por outro lado, eu conheço a dona do lugar, Buppha Saetang. Vou jantar lá hoje à noite e ver o que descubro. Fica aí, se recupera. Eu vou passar na repartição para ver se está tudo bem, com sorte, ninguém se deu conta do seu sumiço.

Sebá chegou na Repartição e tudo parecia normal: Fonseca era tão incipiente que ninguém perguntou por ele. Monitorou por várias horas a deep-web à procura de rastros do Dragão Dourado, mas não encontrou nenhuma atividade. Possivelmente, o traficante de lingerie erótica havia mesmo trocado os códigos.

Desceu até o depósito de provas no porão para ter mais privacidade e mandou mensagens à Joyce Sommersby, a agente do Escritório que havia ajudado a desvendar o sumiço de Fonseca.

Bem, o Escritório e a Repartição eram inimigos, mas Joyce estava à espera de informações e ele não podia contrariá-la por causa da chantagem que a agente rival fazia com ele. Muito pelo contrário, ele devia manter Joyce muito satisfeita - em todos os sentidos!

Aproveitou para revistar mais uma vez as provas do caso, ficou manuseando peças de lingerie de várias cores e formatos e, quando percebeu, tinha nas mãos um espartilho branco com detalhes azul celeste e uma calcinha negra rendada.

Novamente, sentiu aquela estranha sensação de quando esteve ali dias antes, uma espécie de transe. Se na outra ocasião algo sussurrava o nome de Alice Chen, a mãezinha chinesa da escola que ele terminou comendo após o desfile do escritório, agora a voz vinda não sabia de onde lhe dizia: “Buppha… Saetang… Buppha Saetang…”

Cacetada, isso não era normal, ele era um cara cético e bem estruturado, um agente secreto treinado para ter um pensamento cartesiano, frio e calculista - e agora ficava mexendo em calcinhas e sutiãs enquanto ouvia vozes misteriosas do além!

Foi interrompido do seu transe com o telefone apitando como um louco com uma série de mensagens chegando: era justamente Alice Chen! A mãezinha chinesa parecia um tanto desesperada, dizendo que necessitava ver Sebá com urgência, pedindo para que buscasse sua filha na escola junto com Melzinha e passasse por sua casa logo em seguida.

Melzinha… Essa não, a Melzinha! Olhou para o relógio e viu que já estava atrasado! Logo ele, que nos últimos dias brigara tanto com Djanira por ela não conseguir buscar a filha no horário, agora estava incorrendo na mesma falha!

Dirigindo como um louco à caminho da escola, o telefone seguia apitando com várias mensagens chegando. Parado num semáforo, viu que desta vez era Djanira, dizendo que ele não aparecia em casa desde ontem e que eles nem se veriam hoje depois dele buscar a Melzinha, porque ela tinha hora marcada no salão: ia fazer massagem linfática.

Sem ter muita alternativa, recolheu Melzinha e a filha de Alice no portão seis e tomou o rumo do mini-palacete de Chen. Enquanto esperava por Alice sentado numa poltrona da sala de chá, Melzinha subiu e foi fazer a tarefa de casa junto com a filha da chinesa. Foi só então que Sebá notou algo estranho saindo do bolso de sua calça…

Cacetada de novo, eram a calcinha negra rendada e o espartilho branco com listras azul-celeste que ele estava manuseando na Repartição horas antes! Mas que doideira era aquela? Em que momento ele havia metido a peça erótica no bolso, sem nem dar-se conta? E porque ele seguia ouvindo lá no fundo de sua mente a vozinha sussurrando o nome de Buppha Saetang?

Tal como acontecera quando deu uma peça roubada do depósito de provas para Alice Chen, Sebá tinha uma certeza absurda de que aquela peça era feita para a mãezinha tailandesa. Mais do que isso, ele “sabia” que aquilo deveria ser dela!

Mas o que uma mãezinha tailandesa da Escola Internacional iria fazer com uma lingerie erótica? Trepar com o marido? Desfilar numa boate? Fazer um show de strip-tease? Não, além de ser inapropriado, aquilo não se encaixava, de maneira nenhuma.

Com a nova lingerie nas mãos, Sebá estava tão absorto nesses pensamentos que nem percebeu Alice Chen se aproximando. Ela vinha silenciosa como uma gata que vai dar o bote, vestida num penhoar de seda de estampa florida, amarrado na cintura fina que chegava até o meio das coxas de suas pernas longas.

- Oi Negão! Enfim você chegou, estava à sua espera!

- Eh… Oi Alice… Nossa, nem vi você chegando…

- O que é isso mas suas mãos? Outra lingerie para mim? Hum, seu safado!

- Isso? Ai, desculpa, não é pra você… Quer dizer, é para minha esposa! Você lembra que eu sou casado, não é? - Disse ele voltando a esconder a peça no bolso.

- É claro que eu lembro! - Respondeu Alice dando risinhos - E eu aposto que não é para sua esposa… Que homem dá lingerie erótica para a mulher depois de uns dez anos de casamento?

- Eh…

- Nem precisa explicar, Sebá. Isso aí deve ser para outra das suas piranhas, não é? - ela falou dando mais uns passos em sua direção.

- Ô Alice, também não é assim, caramba!

- Não? Não é isso o que eu sou? Só mais uma piranha? Mais uma das quengas que você tem por aí? Aí, por favor, Negão, eu não sou criança! Eu não me importo!

- Como é? Você… Não se importa?

- Nem um pouco. Oficialmente, eu também sou casada. Mas, mesmo assim, eu te chamei aqui, não foi? Isso faz de mim o quê? O quê? Faz de mim sua vadia ora!

- Mas Alice, eu não tenho outra mulher além de minha esposa… Quer dizer, eu tenho, mas é uma coisa diferente… - Respondeu ele lembrando-se de que andava comendo Joyce também, ainda que involuntariamente.

- Então, eu não estou nem aí se você der lingeries para outras piranhas. Eu já ganhei a minha e, além do mais, odeio azul-celeste, não combina com a minha pele! - Arrematou Alice dando mais dois passos enquanto abria o penhoar de seda e se postava bem adiante de Sebá, sem nada por baixo.

Por mais que aquela conversa deixasse clara a real intenção de Alice quando chamou Sebá até ali dizendo que tinha uma emergência, ele mal podia acreditar no que estava acontecendo.

A chinesa, antes tão formal e recatada, agora estava diante dele, nua em pêlo, se oferecendo para ser sua piranha. Sua piranha não, “mais uma” de suas piranhas, o que era pior ainda.

Sobre as pernas finas e lonas, um pequeno triângulo de pelos bem aparados situava-se logo acima do sexo de Alice, desde onde seu ventre muito branco e liso se extendía com um umbigo puxadinho no meio, para subir até um torax marcado pelas costelas nas laterais e ao centro por seus peitos pequeninos, coroados por dois pontinhos negros e duros à guisa de mamilos.

Céus, Alice era um convite à lascívia, um caminho à perdição aberto para ele, bastava um gesto de sua parte e sabia que obteria tudo o que desejasse daquela mãezinha chinesa.

Mas… E quanto a Sebá? O que ele queria? Seria ele capaz de consagrar de vez os chifres na testa de Djanira, cedendo à tentação e entregando-se aos prazeres carnais tão voluntariamente oferecidos por Alice Chen?

Era tudo ou nada, pegar ou largar, engolir ou cuspir o caroço.

O que ele faria?

*****

Anotações mentais atualizadas do arquivo de Sebá Silveira:

“Djanira Silveira, minha esposa chifruda, faz procedimentos estéticos e caga para o resto. Evitar dar na pinta que a estou traindo com Joyce e com Alice.”

“Joyce Sommersby, mãezinha-voluntária da escola e agente do Escritório. Mulher que me chantageia para saber sobre o Dragão Dourado e aproveita para me foder."

“Henriette Brooksfield, loira peituda siliconada e raivosa. Arrogante, mulher do embaixador. Preciso me aproximar dela para manter a bolsa de estudos da Melzinha.”

“Alice Chen, chinesa que usa lingerie erótica e não se importa de ser “minha” piranha. Mãezinha das raivosas. Será que vou comê-la de novo?”

“Buppha Saetang, tailandesa dona do Kalasin, sem muitas informações. Mãezinha das raivosas, amiga de Henriette e importante para o caso do Dragão Dourado. Investigar mais!”

*****

Nota: Confira os capítulos ilustrados da “Saga MILFs” e muitas outras histórias em https://mrbayoux.wordpress.com

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Comentários

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mais um capitulo para deixar a cabeça do leitor na maior confusão

a esposa de Seba não me sai da cabeça que ai tem coisa

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Acho que você deveria postar 2 contos por dia, pfvr kkk

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Hahaha, não posso, eu trabalho regularmente…

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Bayoux vc vai deixar o Sebá doido com esse monte de mulheres..kkk, ansioso pela continuação e ver se o Sebá vai comer a tailandesa, ops a comida tailandesa

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Só digo uma coisa: o mais importante é a sobremesa, rs

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Vdd a sobremesa é a mais importante rsrs

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