MILF - Negócio Chinês

Um conto erótico de Bayoux
Categoria: Heterossexual
Contém 2739 palavras
Data: 05/11/2023 17:24:27

O amanhecer daquele dia não trouxe paz a Sebastião Silveira, o Sebá.

As marcas do acosso a que fora submetido por Joyce Sommersby na noite anterior, quando ela o chantageou para irem até seu carro e fez dele o que bem entendeu, ainda ardiam em se corpo negro e forte de dois metros de altura.

Aquela mulher sarada por anos de academia e que se fazia passar por uma mera mãezinha-voluntária da Escola Internacional o tinha na palma da mão - e não era devido aos seus atributos sexuais.

Ardilosamente, Joyce pusera uma arapuca e Sebá se viu envolto num mar de traição sem nenhum aviso prévio. Agora, se quisesse manter a Melzinha como bolsista na Escola Internacional e garantir um futuro melhor para sua filhinha de oito anos, teria que dar à mulher tudo o que ela desejasse.

Necessitava trair a secretíssima Repartição onde trabalhava, passando informações ao Escritório, agência concorrente, sobre as investigações em curso para deter o Dragão Dourado, nefasto traficante internacional de lingerie erótica.

Necessitava trair a Djanira, sua nem tão amada esposa, mas mãe da Melzinha, cedendo aos anseios que Joyce tinha de usar seu corpo com violência e reduzindo-o a um reles consolo sexual pós-divórcio.

Por fim, necessitava trair a si mesmo, abandonando o perfil discreto e cuidadoso que sempre mantivera e que muito o agradava, se desejasse ir à forra e virar a mesa para escapar dessa armadilha nefasta.

Tudo em sua vida estava por um fio, ameaçando ruir estrondosamente de uma hora para outra. O menor descuido de sua parte poderia significar a ruína profissional, matrimonial, familiar e, o pior de tudo, levar Melzinha a odiá-lo para sempre.

Decidido a tomar as rédeas da situação, Sebá dirigiu até a Escola Internacional para deixar sua filha e, propositalmente, infringiu uma regra estúpida para chamar atenção de alguém em específico: Henriette Brooksfield.

A loira alta e peituda, além de esposa do embaixador americano, era metida a dona da escola e fazia as vezes de polícia ali, sempre acompanhada de um grupinho de outras mulheres que a seguiam, ao qual Sebá denominara de “as mães raivosas”.

Sim, Henriette era uma arrogante classista e racista, mas podia ser uma boa aliada devido ao poder que detinha entre as mãezinhas da escola.

Apesar de Sebá inicialmente ter decidido manter distância daquela mulher perigosa, agora ele concluía que, se desejasse salvar a bolsa de Melzinha e isolar a ameaça de Joyce Sommersby, necessitava um meio de chegar até Henriette.

Ou seja, se ele conseguisse cair nas graças da gringa e seu grupinho de mães raivosas, conseguiria remover a única coisa que o prendia Joyce: a bolsa de estudos da Melzinha.

Assim, ao invés de parar o carro em frente ao portão seis para que sua filha descesse como mandavam as regras, Sebá fez questão de estacionar e ir deixar a garota a pé, dando-lhe um beijinho de despedida em meio ao movimento de alunos chegando para as aulas.

Pronto, sua isca estava lançada. Dias antes, ao fazê-lo, Henriette e seu grupo de mãezinhas o havia abordado para repreendê-lo - e Sebá esperava que a loira peituda o fizesse novamente.

Contudo, para sua decepção, voltou caminhando até o estacionamento e nada da tal loirona aparecer. O negro já estava acionando a chave eletrônica quando sentiu dois dedos batendo em seu ombro direito.

Novamente, ao virar-se cheio de esperanças de que fora Henriette, se viu despontado: era apenas uma das asseclas de loirona, uma mãezinha oriental pertencente ao grupo das mães raivosas.

Num inglês macarrônico e carregado de um sotaque chinês, a mulher alta e magérrima, dos cabelos lisos e negros com franjinha na testa e soltos sobre os seios quase inexistentes, começou a ladainha.

- O senhor Sebastião de novo? Que parte da regra sobre não tumultuar a entrada dos alunos o senhor não compreendeu?

- Eh… Me desculpe dona… Qual o seu nome mesmo?

- Chen. Alice Chen. Henriette não foi clara com o senhor o suficiente ontem?

- Então, dona Chen, essa regra é idiota e eu não pretendo segui-la. Onde está a Henriette?

- Henriette está ocupada com os preparativos da festa do equinócio. Hoje sou eu que estou vigiando a entrada.

- Festa do equinócio?

- Sim, uma das duzentas comemorações que temos na escola. O senhor não viu as mensagens no grupo? É neste fim de semana!

- Olha, dona Chen, não me leve a mal, mas coloquei o tal grupo no silencioso… Vocês mandam muitas mensagens!

- No silencioso? Como assim? Mas onde o senhor está com a cabeça? Se Henriette descobrir vai lhe comer vivo!

- Só por isso?

- Senhor Sebastião, acho que não está entendendo bem a gravidade da situação. O senhor não segue as regras da escola e não quer se envolver com nossa pequena comunidade. Henriette vai pedir a cabeça da sua filha se souber disso.

Alice Chen sussurrou estas últimas palavras olhando furtivamente para os dois lados, enquanto apertava nervosa suas mãos de dedos compridos e muito longos. Ao analisá-la, ficou evidente para Sebá que a própria Chen tinha medo de Henriette.

Bem, as coisas não estavam saindo exatamente como ele pensara, quem estava ali não era Henriette Brooksfield, mas, ainda assim, ele enxergou em Alice uma oportunidade a ser aproveitada.

- Dona Chen… Eh… Eu sei que vocês não gostam do programa de bolsas e já percebi que desejam ver a minha filha e a mim longe daqui, mas… Será que não dá para deixar passar só dessa vez?

- Olha, senhor Sebastião…

- Sebá, por favor. Todo mundo me chama assim.

- Senhor Sebá, eu pessoalmente não tenho nada contra você e o seu povo. Mas a Henriette…

- Sim, o que tem a Henriette?

- Ela não suporta a ideia de ter pessoas como vocês na escola. Vai fazer da sua vida um inferno, até que se retirem.

Sebá entendia bem que a tal Chen, quando se referia ao “seu povo” e a “pessoas como vocês”, na verdade queria dizer “gente negra e pobre”.

- Mas é muita injustiça, dona Chen. Minha filha merece essa bolsa, é uma ótima aluna! A senhora está de acordo com isso?

- O caso é que me custou muito trabalho conquistar a confiança da Henriette. Ela manda aqui, entende? Não posso ir contra a mulher do embaixador…

- Mesmo sendo injusto o que ela planeja?

- Mesmo assim. Não há nada que eu possa fazer.

- Nem quebrar o meu galho?

- Bem, eu vou ter que relatar sobre o caso de deixar sua filha no portão. Muita gente viu e ficaria mal para mim esconder isso da Henriette. Mas…

- Mas o quê?

- Em compensação, posso ajudá-lo com sua parte nos preparativos da festa. Isso é importante, se deixar uma boa impressão, Henriette vai ter que afrouxar um pouco a perseguição.

- Sério? Puxa, dona Chen, obrigado mesmo!

- Vou passar meu endereço pelo aplicativo. O senhor esteja lá às quatro da tarde e vemos isso juntos.

Sebá até pensou em objetar, afinal estaria na Repartição neste horário, porém, calculou que não convinha abusar da sorte. Ele estava a um passo de conquistar a simpatia de uma das seguidoras de Henriette e, se quisesse manter a bolsa da Melzinha, o caminho começava por ali.

Terminou concordando, se despediu agradecendo mais uma vez e arrancou para o trabalho. No caminho, deixou mais um registro no arquivo mental referente à Escola Internacional: “Alice Chen, chinesa, parece uma tábua de passar roupa: comprida e magrela. Mãezinha do grupo das raivosas, possível aliada para conquistar a simpatia de Henriette. Risco baixo, aproveitar a oportunidade”.

Pela manhã, vendo que seu parceiro Fonseca não apareceu na Repartição, Sebá se dedicou a forjar um arquivo com informações inventadas sobre o caso do Dragão Dourado.

Teve muito trabalho sendo extremamente minucioso ao criar dados falsos sobre o escorregadio traficante internacional de lingerie erótica. Joyce e o Escritório não eram otários e não se deixariam enganar com facilidade.

Omitiu a verdade sobre as chaves que usavam para quebrar a criptografia aplicada pelo Dragão Dourado na deep-web, assim como não comentou nada sobre as três entregas de lingerie do exterior que haviam conseguido interceptar usando as informações obtidas com este recurso.

Sem entrar neste assunto, Sebá evitava compartilhar dados sigilosos com a outra agência concorrente e a consequente traição que isso representaria à Repartição. Obviamente que não conseguiria ludibriar Joyce por muito tempo, mas isso ao menos lhe dava tempo até conseguir apoio suficiente para manter Melzinha no programa de bolsas.

Depois do almoço, um sanduíche comido na própria estação de trabalho, estranhou que Fonseca ainda não houvesse dado sinal de vida e lhe enviou algumas mensagens perguntando pelo colega, mas não obteve resposta.

Com o tempo livre, aproveitou para descobrir mais sobre Alice Chen, a chinesa compridona. Tudo normal, nascida em Wan-Ho, família rica, seu pai nunca lhe deu muita atenção, desejava um filho homem mas desperdiçou a única chance que a política de redução populacional chinesa lhe permitia quando Alice nasceu menina.

Estudou a vida toda na Escola Internacional de Xangai, boa aluna, notas acima da média e uma habilidade extraordinária para artes e trabalhos manuais, chegou até a ganhar alguns concursos de pintura. Tinha tudo para cursar artes plásticas, mas seu pai a fez casar com um industrial de Suzhou muito rico que possuía uma multinacional.

Há oito anos, quando a filha de Chen nasceu, seu marido perdeu completamente o interesse sexual por ela e, desde então, o homem se dedicava somente ao trabalho e a um esquisito gosto adquirido por frequentar casas exóticas de prostituição chinesas, daquelas onde você pode fazer o que quiser com uma garota, desde fazê-la beber urina até enfiar objetos inusitados em sua cavidade anal.

Praticamente havia abandonado à Chen e sua filha para que ficassem vivendo no país, quando as trouxera para abrir a nonagésima filial de sua companhia e, desde então, enquanto ele se afundava mais e mais nas esbórnias dos prostíbulos banidos pelos direitos humanos, a Sra. Alice Chen levava uma vida discreta e reclusa dedicada à filha, sendo que os únicos eventos sociais de que participava eram as festas da Escola Internacional.

Perto das quatro horas, deu o usual telefonema à Djanira para lembrá-la de buscar Melzinha na escola e começou a se preocupar quando a esposa, mais uma vez, não atendeu. Como a escola ficava no caminho até o endereço indicado por Alice Chen, Sebá decidiu passar por lá só para assegurar-se.

Fez bem, Djanira não apareceu e Melzinha ficaria esquecida mais uma vez se ele não estivesse por ali. Buscou a menina e dirigiu-se diretamente para a residência de Chen, já meio atrasado.

Num mini-palacete com um jardim extraordinariamente bem cuidado, uma empregada uniformizada conduziu-os desde a entrada até uma sala decorada com móveis de veludo vermelho e armação dourada, onde um jogo de porcelana para chá o aguardava.

Quando Alice Chen apareceu vestindo um conjunto de saia e blazer bem comportado, estranhou que Sebá tivesse trazido a garota e sugeriu que Melzinha fosse brincar com sua filha enquanto eles “discutiriam coisas de adultos”.

A saia negra e justa do conjuntinho vestido por Chen acentuava ainda mais a finura de suas longas pernas, enquanto o blazer amarelo até disfarçava bem a quase ausência de peitos no tórax da chinesa. Sebá se surpreendeu, sua elegância bem calculada lhe conferia uma aura diferente, ela estava… Caramba, ela estava até bem tesuda naquelas roupas!

Enquanto tomavam chá, Sebá se esforçava para não ficar olhando fixamente para as pernas compridas de Alice Chen cruzadas à sua frente, ao passo que a mulher detalhava seus planos para a decoração da festa do equinócio.

- Senhor Sebá, como dizia mais cedo, é importante irmos bem nos preparativos da festa. Henriette presta atenção nisso e podemos ganhar pontos com ela se a surpreendermos!

- Tudo bem, dona Chen. Mas eu não entendo muito dessas coisas… Para dizer a verdade, eu não entendo nada! O que a senhora achar melhor a gente faz

- Tudo bem. Eu tenho umas coisas guardadas e o senhor pode comprar o que faltar. Eu faço uma lista.

- Certo. É tipo bandeirinha, balão e essas coisas? Sei de um lugarzinho no centro que vende tudo baratinho.

- Cruzes, seu Sebá - disse ela sem conseguir evitar dar uma risada. - Não, nada dessas breguices, por favor!

- Mas então, o que você tem em mente?

- Na China, celebramos o equinócio com uma grande festa nas ruas. Pensei em fazer uma serpente articulada, a gente pode entrar embaixo dela e desfilar pela festa, vai ser um arraso - respondeu entusiasmada, com seus olhos puxadinhos brilhando e batendo palmilhas com as mãos finas de dedos compridos.

- Já é, dona Chen. Eu ajudo sim, com certeza. Vai ser uma linda serpente vermelha.

- Vermelha? Não, vermelho não, essa é a cor do ano-novo! Nossa serpente vai ser negra e brilhante, feito uma noite estrelada!

- A senhora está falando sério? Quer que a gente faça uma cobra preta para a festa? Não sei não, a Henriette pode não gostar…

- Seu Sebá, não vai ser uma cobrinha qualquer. Vai ser uma serpente negra e comprida, bem comprida. E articulada. E brilhante! Confie em mim, Henriette vai ficar babando na nossa cobra!

Sebá chegou a pensar que Alice estava de sacanagem com ele. Ele aparecer na festa da escola vestido de cobra preta comprida e brilhosa poderia ser algo muito mal interpretado. Por outro lado, a própria Chen estava disposta a entrar na cobra também, logo, ela devia saber do que estava falando.

“Foda-se a Henriette”, pensou Sebá. Ele não sabia nada daquilo mesmo e, se Alice queria se meter numa cobra preta, ele ajudaria. O importante mesmo era que a chinesa o apoiasse quando Joyce fizesse pressão para tirar a bolsa da Melzinha. Terminou concordando.

Durante uma hora, Alice fez diversos esboços da tal serpente, enquanto Sebá olhava para aquilo e só conseguia ver desenhos obscenos em vários ângulos de uma coisa preta parecida com o que ele carregava entre as pernas.

Às seis da tarde, Sebá e Melzinha se retiraram com uma lista imensa de apetrechos para trazer no dia seguinte, quando começariam a construir a tal cobrona. Alice Chen pareceu meio decepcionada, desejava seguir mais um tempo planejando com Sebá, mas ele não queria perder seu horário sagrado na academia.

- Está bem então, seu Sebá. Se o senhor tem mesmo que ir, amanhã continuamos.

- Pode deixar, dona Chen. Amanhã sem falta eu volto.

- Ah, tem mais uma coisa… A escola está cheia de alunos chineses. Se você algum dia for visitar os pais de algum deles, leve um presente.

- Um presente? Como assim? O que eu devo levar?

- Pode ser qualquer coisa, não importa, o que vale é o gesto. Só leve algo para oferecer em sinal de agradecimento aos donos da casa. Nossa cultura observa esse tipo de coisa.

- Ah, tá bom… Valeu pela dica, não vou me esquecer. Tchau, dona Chen, e muito obrigada pela ajuda!

- De nada, seu Sebá. Eu vou ficar lhe esperando para vermos essa cobra! - disse ela com um meio sorriso disfarçado no rosto.

E essa agora? Sebá já estava todo enrolado com a chantagem de Joyce, a irresponsabilidade de Djanira, o mistério do Dragão Dourado e as ameaças de Henriette. A última coisa que ele precisava era de outra mãezinha da escola fazendo duplo-sentido em relação ao seu membro!

O pior é que ela fazia de um jeito tão sutil que nem dava para dizer se realmente era de propósito ou se a chinesa sequer se dava conta de como era inapropriado ficar falando essas coisas…

*****

Anotações mentais atualizadas do arquivo de Sebá Silveira:

“Djanira Silveira, minha esposa infelizmente siliconada e agora chifruda, sempre perde a hora de buscar Melzinha na escola. Eliminar o risco deixando e buscando Melzinha na escola.”

“Joyce Sommersby, finge ser uma mãezinha-voluntária da escola mas é uma agente do Escritório que estupra os outros no seu carro. Mulher que me chantageia para saber sobre o Dragão Dourado. Risco alto, comê-la sempre que ela quiser: combater fogo com fogo!"

“Henriette Brooksfield, loira peituda siliconada e raivosa. Arrogante, mulher do embaixador. Precisa de sexo para se acalmar, ou então tomar remédios controlados. Risco médio, mas é necessário me aproximar dela se quiser manter a bolsa de estudos da Melzinha.”

“Alice Chen, chinesa que parece uma tábua de passar roupa, mas é gostosa. Mãezinha do grupo das raivosas e possivel aliada para conquistar a simpatia de Henriette. Ou gosta de fazer piadas de duplo-sentido ou é muito idiota para nao perceber que o faz. Risco baixo, aproveitar a oportunidade”.

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Nota: Confira os capítulos ilustrados da “Saga MILFs” e muitas outras histórias em https://mrbayoux.wordpress.com

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Comentários

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Muito bom trama excelente os atrasos da esposa e de preocupar

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Nessa trama, tem que manter um olho no gato e outro na sardinha, rs

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Hummm esse salão e esses compromissos de Djanira, num sei não....

Muito bom Bayoux.

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Estou achando que o Fonseca está torando a patroa do Sebá

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Fonseca é um mala, pode estar muito bem fazendo isso…

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Eita q pelo visto o Sebá vai passar a vara em todas..kkkk

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O pobrezinho vai sofrer o diabo na mão dessas MILFs malvadas…

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