Diabos! - Cleozinha Agitando no Egito

Um conto erótico de Bayoux
Categoria: Heterossexual
Contém 2440 palavras
Data: 01/10/2023 18:12:31

Loop temporal: Ser jogado involuntariamente para frente e para trás no tempo e no espaço a todo momento.

Agora eu compreendia a real dimensão do castigo a que fui submetido. Fui enviado à Escócia medieval, possui o corpo de um rei e comi sua rainha, minha primeira ruiva escocesa legítima, fazendo as piores loucuras com seu corpo durante uma noite inteira, só para depois ter que deixar o corpo do tal rei e me esfumar na manhã seguinte, sendo enviado a outro período da história.

A esta merda chamavam de loop temporal, uma situação esdrúxula na qual fui aprisionado por Nathaniel e Aélis, a dupla sobrenatural que desejava derrubar o status-quo e conquistar a regência do céu e do inferno - simples não é?

Usando somente a minha aparência regular de capeta foragido do inferno, despertei naquela manhã feliz por saber que eu ainda era azul translúcido, insubstancial e invisível aos olhos humanos. Ah, sim, também tinha a piroca meio grandinha e torta para o lado direito, é claro.

Mardita merda, o sol nem bem despontou e fazia um calor dos infernos naquele monte de dunas que se sobrepunham até onde a vista alcança. Eu estava no deserto, não sabia qual deles nem onde, mas com certeza era um deserto dos grandes. Ao longe pude ver uma fileira de pessoas se deslocando através das dunas e os segui o mais rápido que pude, pois, se havia alguma maneira de sair dali, eles deviam conhecer bem melhor do que eu.

Quando me aproximei percebi que eram mulheres - e muito peculiares. Elas usavam somente sainhas e caminhavam com as tetas morenas de fora, tinham cabeças raspadas, andavam de ladinho e tinham as mãos atadas umas às outras, provavelmente para não se perderem nas areias escaldantes.

O último da fila era homem e levava um chicote comprido de couro que estalava no ar a cada cinco minutos para manter o ritmo da caminhada, enquanto o primeiro, também homem, ia numa biga puxada por um cavalo, vestindo uma espécie de toga curtinha e um elmo dourado na cabeça - coisa de viado.

Ora, você encontra um grupo no deserto fazendo filinha com as descrições acima, qual deles você escolheria para tomar posse do corpo?

O cara de chicotinho? Sei lá, eu nunca curti sadomasoquismo. Uma das mulheres amarradas de peitos pra fora? Não, minha experiência me diz que isso sempre termina mal para a mulher que se encontra nessa situação. O cara de elmo da biga que tinha aparência e viado? É claro! Afinal ele não precisava caminhar e tinha a cabeça protegida do sol!

Bem, esse raciocínio meu quase deu merda grossa, porque o cara da biga era quem sabia o caminho e liderava o grupo. Assim que assumi seu corpo musculoso e meio branco demais para o deserto, eu não fazia a mais puta ideia de para onde deveria rumar!

Fiquei perdido tentando conduzi-los, mas sem saber qual era nosso destino e, considerando a minha absoluta falta de preparo para orientar-me a partir do sol, o resultado é que andamos a esmo durante quase todo o dia.

Quando eu já achava que estávamos passando pelo mesmo esqueleto humano pela quarta vez naquela tarde, quase que por milagre avistei umas palmeiras há uns… Porra, eu sempre tive dificulades em estimar distâncias, ainda mais no deserto! Enfim, não estava perto, mas também não parecia estar longe.

Considerando o cansaço da fila humana que me seguia depois de passar um dia dando voltas sob o sol e o fato de que o povo insistia em andar de ladinho, demoramos uma duas horas para alcançar o oásis. Felizmente, não era uma miragem e ele realmente existia. Mal chegamos, percebemos que aquilo ali já tinha dono: haviam umas cinco tendas grandes rodeando uma maior ainda, provavelmente a do dono da porra toda.

Uns carinhas engraçados de tanguinha e lança na mão apareceram do nada e nos cercaram, eu achei que a gente ia se fuder, mas ao que aparenta eles nos reconheceram e relaxaram. Percebi que o cara do chicotinho foi direto até a tenda grande e, antes de entrar, fez uma reverência para mim e disse umas coisas que eu não entendi picas, pois de sua boca saiam uns desenhos engraçados que eu não conhecia.

Esse último detalhe me deixou meio encafifado: porra, eu sabia mais de sete mil linguas e dialetos vivos e mortos, aprendi lá no treinamento de capeta dos infernos, mas aquele ali eu nunca vira antes. Afinal, onde é que eu fui parar? Que deserto era esse? E o tal oásis? E quem era o dono daquela porra toda?

Depois de alguns minutos, o cara do chicotinho saiu da tenda grande e fez sinal para que eu me aproximasse. Mardita merda, pelo visto o chefão do pedaço queria falar comigo! Não dava só para beber água e ir embora não? Tinha mesmo que ficar de papinho? Eu nem sabia falar com aqueles desenhos, logo, o cara não demoraria nada a se dar conta de que eu não pertencia ao contexto - e isso poria em risco meu disfarce.

Passei por um corredor polonês de caras perfilados com uma cimitarras gigantes presas na cintura e roupa negra de beduínos ninjas, eles nem me olhavam diretamente, fitavam um ponto abstrato à sua frente e tinham o olhos aquilinos do povo do deserto. Me deu um cagaço da porra, se eu desse uma mijadinha sequer fora da bacia era capaz de acabar com o pinto decepado.

Incrivelmente, a tenda era bem decorada com tapetes e móveis de luxo. Lá dentro era fresquinho e a iluminação de velas queimando por todos os lados criava uma atmosfera acolhedora e agradável.

Passei por uma mesa baixa cercada de almofadões onde haviam disposto muito ordenadamente várias frutas e ânforas com água, mel e vinho. seja lá quem fosse o dono, tinha muito bom gosto, parecia que eu estava num interior das revistas famosas de decoração.

Eu segui caminhando, aquilo até se assemelhava mais a um palacete que uma barraca, demorei uns minutos até chegar ao fundo mais escurinho do local e o que vi quase me fez cair de bunda no chão. Sobre um pequeno palanque, num trono dourado e incrustado de pedras preciosas, uma morena de cabelos lisos na altura dos ombros sorria abertamente para mim.

Meu espanto não decorreu somente do fato de ser uma mulher relativamente jovem a dona da porra toda, mas também por ela só levar uma sainha curtinha e uma gargantilha grossa dourada enfeitando o pescoço - e nada mais! Seus seios de porte médio durinhos e morenos como tâmaras oscilavam com a sua respiração e os biquinhos escuros ficavam subindo e descendo tentadoramente.

À parte de um nariz um pouco grande, meio desproporcional ao seu pequeno rosto encantador, o que me deu mais tesão foi a naturalidade com que me recebeu - e o fato de estar semi nua, é claro. Sim, aquela mulher não era qualquer uma, bem se via, era uma especialista na arte da sedução e, pelo visto, eu era a vítima do momento.

Ok, se eu já estava meio surpreso com aquilo, o que aconteceu a seguir me deixou estupefato. A moreninha levantou-se e veio caminhando até mim andando de ladinho, como os tais caras do deserto. Ao aproximar-se, ficou na ponta dos pés, abraçou meu pescoço com seus braços delicados e me lascou um beijo demorado na boca.

Sentindo seu perfume de âmbar invadir o meu olfato, quando sua língua tenra e macia deixou de enroscar-se na minha e explorar minha boca, ela começou a falar latim carregado de um sotaque indecifrável.

- General Marco, por fim retornas para mim… Eu já soube que a viagem para buscar minhas escravas foi um êxito! Isso era muito importante, meu imperador necessita demonstrar autoridade e capacidade ante os demais para garantir o devido respeito. Estou muito satisfeita com o resultado de sua missão!

- Eh… Tá de boa, foi tranquila a parada… Quer dizer, não deu nem trampo.

- Ora, meu general, não seja modesto! As areias escaldantes podem ser traiçoeiras e transportar um grupo de escravas sempre é muito arriscado. Além do mais, existem os bandidos, os traficantes e os ladrões que habitam estas dunas. Isso para não mencionar os exércitos daquele velho chato do Otávio, nosso maior inimigo, que também andam rondando por essas bandas!

- Então… Foi nada demais não, só fui ali dar uma banda e voltei.

- Ah querido, não seja assim monossilábico! Venha, meu general, eu quero saber de tudo! Me conte das suas andanças e aventuras pelas areias sem fim, conte-me dos perigos que enfrentou e das paragens que conheceu, não deixe nenhum detalhe de fora! Sentemo-nos à mesa que eu sou toda ouvidos para o meu senhor!

- Eh… Bem… Tipo assim, tô meio cansado. Dá pra gente conversar depois, morena?

- Não senhor, nada disso, eu estou sozinha nesta barraca de merda faz um mês e preciso conversar! A menos que… Marco, seu safadinho! Está afoito por acostar-se? Já entendi tudo, você quer logo ir para o nosso ninho de amor, não é? Ficou com saudadinha, foi? Vem bebê, vem aqui que a Cléozinha vai te dar aquele trato no grau!

Mardita merda! Eu estava tentando não dar muito assunto para não entregar meu disfarce, mas a tal morena ficava falando sem parar e queria porque queria ficar juntinho, me apalpando a bunda e se esfregando em mim como uma gata egípcia!

Peraí… Gata egípcia? Eu nunca fui bom em história porque matava aula na escola para ficar namorando, então vocês que estudaram já devem ter se dado conta - mas a ficha só me caía agora!

Deserto escaldante? Gente andando de ladinho? General Marco? Cléozinha?

Caralho caralhudo, aquela ali era ninguém menos que Cleópatra e eu havia possuído sem saber o corpo de Marco Antônio, o imperador de Roma! O pior é que Cleópatra mencionou Otávio, um outro general romano, ou seja, meu inimigo… Isso significava que, a essa altura, nós já éramos casados e provavelmente estávamos em Alexandria!

Era informação demais para processar! Eu era um general e imperador, mas tinha minha cabeça a prêmio e era caçado pelos romanos, eu tinha uma esposa nariguda, baixinha e muito tesuda, mas ela falava pelos cotovelos, Cleópatra, a rainha do Egito, estava me chamando para forder, mas antes queria jantarzinho a luz de velas e ficar de papinho à toa como se nada estivesse acontecendo.

Resolvi começar pelo mais fácil: minha esposa tagarela. Porra de jantarzinho e blá-bla-blá nenhuma, eu iria comer Cleópatra imediatamente e fodê-la até deixar a rainha fora do ar, de forma a que parasse o quantes antes com aquela falação dos infernos em meus ouvidos! Eu puxei sopetão a morena pelos cabelos negros e lisos na intenção de fazê-la agachar para cupar o meu pau, mas ela se esquivou e eu fiquei com uma peruca na minha mão.

Puta que pariu, os egípcios tinham o hábito de raspar todos os pelos do corpo - e Cleópatra era carequinha da silva! Para dizer a verdade, minha esposinha tesuda ficava ainda mais gata sem cabelos, parece que o nariz ganhava ainda mais força em suas feições.

O resultado final era irresistível, se antes eu só queria que parasse de falar como uma matraca, agora mais do que nunca eu desejava, eu queria, eu precisava ver aquele rostinho lindo engolindo a minha rola!

“Ui, meu imperador está selvagem hoje! Adoro!” - Cléozinha disse com um sorrisinho sacana olhando-me diretamente nos olhos.

Eu dei um passo adiante e a tomei pelos ombros, pressionei até colocá-la de joelhos em frente a mim e ela automaticamente entendeu do que se tratava ao ver o volume crescendo embaixo da minha sainha. Com suas pequenas mãozinhas delicadas de unhas compridas, Cleópatra veio por baixo de minha pouca roupa e começou a acariciar minhas bolas.

Abri a tanguinha e deixei cair no chão, revelando um mastro grosso e de cabeça vermelha, aquilo do marco Antônio não era um pau, era mais bem uma cobra de um olho só, durinha e balançando a hipnotizar Cleópatra que tinha a boca a poucos centímetros, lambendo os lábios e tocando uma punheta comas duas mãos fechadas em torno do bicho.

Quando sua língua começou a dar pequenas lambidas no pau eu quase fui à loucura. Não sei se foi a visão daquela morena cor de mel carequinha chupando a minha rola ou se foi somente a idéia de que eu estava fodendo a boca da rainha do Egito segurando-a pela nuca e bombando até cutucar sua garganta com o pau, mas na verdade eu sentia o mundo girar ao meu redor e ouvia todos os homens lá fora gritando ao mesmo tempo.

Cleópatra por vezes engasgava com o pau dentro da boca, tossia e deixava cair uma baba espessa composta de porra e saliva, os fios longos escorriam de sua boca pelo queixo e permaneciam pendurados no ar, uma pintura bela e excitante, indescitível, que somente quem já recebeu um boquete daquela egípcia fogosa pode saber como era.

Num impulso, suspendi Cleópatra no ar, enganchei suas pernas sobre meus braços musculosos de militar romano e posicionei sua bucetinha bem na pontinha do cacete, para depois deixá-la vir escorregando devagar até seus pequenos lábios se dilatarem no talo daquela vara. Quando isso aconteceu, a rainha do Egito arregalou seus grandes olhos amendoados e soltou um suspiro, sussurrando: “Me come agora, bebê…”

Gingando com a cintura em círculos, meu pau entrava e saia daquela bucetinha apertadinha da Cleópatra. Eu queria morrer de tanto tesão, sei lá, aquela mulher tinha um borogodó diferente, se enroscava em mim como uma serpente venenosa pronta para dar o bote e ceifar-me a vida - e o pior é que eu entregaria mil vidas a ela sem pestanejar!

Gozamos os dois juntos com a pequena rainha pendurada em meu pescoço e meu pau inteiramente dentro dela, misturando em sua buceta os líquidos viscosos de nossos seres enquanto ela voltava a sussurrar: “Meu bebê, meu bebezão, depois desta noite eu não vivo mais sem você.”

Bem, Cleópatra teria que fazer seu corre e dar um jeito, porque nesse momento as tropas de Otávio estavam lá fora lutando contra nossos seguranças e nosso destino parecia estar selado, quando eu simplesmente me esfumei involuntariamente, deixando ali apenas o tal general Marco Antônio em meu lugar.

Li em algum lugar que os dois fugiram da emboscada, mas tiveram que se separar. Reza a lenda que Cleópatra se suicidou com a picada de uma serpente ao saber da morte de Marco Antònio, mas eu sabia verdadeira causa daquele ato desesperado: Cleópatra deixou-se picar pela cobra porque não tinha mais a minha cobra para picá-la!

Nota: Confira os capítulos ilustrados da “Saga Diabos!” em mrbayoux.wordpress.com

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Comentários

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Muito bom, Bayoux. Essa série histórica está muito boa, dando um gancho legal de continuidade das anteriores. Curto muito esse tema, de projetar (ou imaginar) como deviam rolar os relacionamentos no passado, em diferentes culturas e épocas. Ok que aqui rola um humor bacana, mas nada impede de deixar a mente viajar! Excelente!!! ⭐️⭐️⭐️

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Oi Buko! Então, nessa saga eu exagerei mesmo, tem humor, filme, livro, série, celebridade, anjo, capeta e viagem no tempo, tudo misturado. Me diverti muito escrevendo, mas não repetiria a dose, rs.

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