Diabos! - Nasce uma Estrela em Hollywood

Um conto erótico de Bayoux
Categoria: Heterossexual
Contém 2255 palavras
Data: 03/10/2023 19:45:20

Fui condenado ao pior dos castigos que alguém poderia receber.

Eu mal acabara de foder uma guerreira Zulu travestido de deus leão, quando fui retirado à força dali pelo tal loop temporal, uma força superior que me fazia viajar involuntariamente pelo tempo e o espaço nos momentos mais inoportunos.

Se bem que dessa vez, o momento em que me esfumei talvez tenha sido adequado sim. Eu tinha uma vaga lembrança de ter visto a zuluzinha montada sobre mim pegar algo como um punhal, estava tudo meio confuso e eu estava cansadão, só deu para ver um reflexo em suas mãos enquanto ela dizia: “Desculpe, meu capetinha gostoso, mas um de nós tem que escapar dessa merda de loop temporal para salvar a humanidade!”

Caralho caralhudo e mardita merda ao mesmo tempo: aquilo que fodi não era uma jovem zulu, era a diabinha por quem me apaixonei na pré-história, possuindo o corpo da negra de dois metros de altura! Mas, se a gente tinha um teretetê legal, porque a diaba queria me matar com um punhal? Eu tinha visto direito ou foi tudo fruto do cansaço após uma noite de sacanagem?

E, se as coisas tivessem ocorrido mesmo como me lembrava, minha diabinha também fora condenada ao loop temporal… Daí, será que voltaríamos a nos encontrar nessas idas e vindas no tempo e no espaço? Bem, antes de poder processar todo este pesadelo, eu já me encontrava em outro lugar.

Dessa vez eu vim parar numa época que não tardei muito em reconhecer. À medida que avançava no loop temporal, parecia que me aproximava cada vez mais da época em que eu ainda era vivo, e isso facilitava substancialmente as coisas - ou pelo menos assim imaginei.

Entre imensos cadillacs rabo de peixe levando mocinhas bem comportadas ao som de Elvis Presley, jovens despreocupados tomavam milk-shake e comiam hambúrgueres trazidos por garotas de patins usando shortinhos no estacionamento de uma lanchonete.

Sim senhores, eu estava na terra dos sonhos, aquilo ali só podia ser os anos dourados pois esta era uma cena comum dos EUA da década de cinquenta! Contudo, só entendi porque tudo era preto e branco quando alguém gritou: “Corta! Valeu!” - e a música do Elvis parou, todos deixaram de patinar e comer hambúrgueres e foram saindo, à medida que as luzes de potentes holofotes se apagavam e tudo voltava a ser colorido novamente.

Ôpa, eu não somente estava nos anos dourados, aquilo ali era ainda melhor, eu estava num set de filmagem de Hollywood das antigas! Porra, eu sempre curti essa época, passei boa parte da vida desejando haver nacido ali, quando tudo parecia ser mais simples e inocente!

Mil idéias passavam pela minha cabeça de capeta. Utilizando meu corpo natural azul translúcido, insubstancial e invisível aos olhos humanos, com uma piroca grande e tortinha para a direita pendurada na cintura, eu podia ir aonde quisesse, escutar segredos e espreitar trepadas entre galãs e atrizes - podia até possuir um corpo de galã e comer eu mesmo alguma famosa da época!

Fiquei excitado com as possibilidades, meu pau já estava babando só de imaginar Ingrid Bergman, Audrey Hepburn ou Grace Kelly! Vai entender, apesar de todos estes mitos de Hollywood à minha disposição, eu vi algo que me interessou mais ainda…

Passou por mim uma ruivinha jeitosa, da cinturinha fina, cadeiras largas e peitos avantajados, cabelos cacheados em profusão presos aos lados por um lenço vermelho de bolinhas brancas e um sorriso matador estampado no rosto. Não sei se foi pela saia justíssima que usava ressaltando sua bundinha avantajada, ou pelo decote ousado da camisa de botões com um nó na cintura, mas eu fiquei babando naquela delícia de mulher.

Resolvi segui-la para apreciar mais o conjunto da obra, afinal, não é todo dia que se encontra uma verdadeira pin-up em carne e osso caminhando pela rua - e, no caso dela, muito mais carne do que osso!

Depois de duas quadras rebolando pelas ruas de Los Angeles, a garota entrou num edifício comercial estilo proto-moderno californiano com um plaquinha sobre a porta que dizia “Blue Book Company” e sentou-se numa salinha de espera vazia, onde uma secretária avisou alguém de que a candidata já havia chegado.

Ok, eu nem sabia ao que ela estava se candidatando, mas seja lá quem fosse o responsável por aquela espelunca, cometeria um grande erro se não a escolhesse! Imbuído das melhores intenções, resolvi que ia dar uma mãozinha e evitar que esse erro imperdoável fosse cometido - e de passo poder falar um pouco com a tal pin-up gostosa.

Atravessei a parede feita de divisórias atrás da secretária e me deparei com um estúdio fotográfico, cheio de luzes montadas em tripés com rebatedores e um cenário arrumado com a foto de um avião de caça da segunda guerra ao fundo.

Ali, encontrei ainda um cara vestindo um terno barato e fumando cigarros fedorentos sem filtro, sobre quem mais que rapidamente saltei em cima para possuir seu corpo. Mal assumi aquele esqueleto, já fui gritando à secretaria para mandar a fulana entrar que eu já estava pronto. A porta se abriu e aquela mulher voluptuosa ingressou no estúdio, parecendo admirada por toda aquela parafernália fotográfica ao seu redor.

- Nossa, que legal! Então é aqui que os meus sonhos se tornarão realidade?

- Eh… De certa maneira… Bem, pode-se dizer que sim! Muito prazer, senhorita…

- Ai, que indelicada, me desculpe, eu estou tão ansiosa! Muito prazer, meu nome é Jeane… Norminha Jeane! - respondeu me estendendo a mão num cumprimento.

- Norminha, o prazer é todo meu, pode acreditar! Em que posso lhe ser útil?

- Então, eu vim lá do interior querendo fazer carreira de artista, mas já faz quase um mês e só encontrei portas fechadas. Não imaginei que seria tão difícil!

- Ah, sim, entendo. A senhorita quer entrar para o show business!

- Meu caro, todas as jovens querem entrar para o show business! Mas eu quero mais, eu quero ser uma estrela! Ouvi dizer que sua agência tem bons contatos, que podem abrir as portas e conseguir alguns bons trabalhos. Estou certa?

- É claro que sim, Norminha! Mas olha só, isso do show business é meio complicado, há poucas produções atualmente por causa da guerra… Porque não tenta começar com algo mais simples, tipo um ensaio de pin-up? A senhorita leva jeito!

- Ensaio de pin-up? Como assim?

- Bem, estamos vendendo muitas fotografias de jovens bonitas para as forças armadas. Eles fazem cópias e distribuem aos soldados para matar a saudade de casa. Faz um sucesso tremendo entre as tropas!

Nem deu muito trabalho, Norminha aceitou a proposta achando que isso poderia ajudar a que ficasse conhecida e já foi logo se posicionando para uma sessão em frente ao cenário com o avião de caça. Sinceramente, se aquilo fosse verdade, ela realmente seria uma estrela, a câmera a adorava e suas fotos ficariam arrebatadoras.

Terminada a sessão, eu lhe disse que enviaria as fotos num catálogo aos nossos contatos e que devíamos esperar o resultado, mas ela pareceu um pouco decepcionada. De alguma maneira, eu teria que improvisar.

- Mas… É só isso? Já acabou?

- Eh… É só isso mesmo, Norminha. A menos que…

- A menos que o quê? Eu sabia, tem mais coisa aí! Olha, eu quero ser uma estrela, entende? O que mais podemos fazer?

- Tem também as pin-ups especiais, que possuem suas fotos pintadas à mão na fuselagem dos aviões de caça e dos bombardeios, mas tem um porém…

- Não tem porém nada! Pin-ups especiais? Eu quero isso! Como faz para conseguir?

- Bem, Norminha, o caso é que as pin-ups especiais usam somente roupa íntima, entende?

Nem precisou explicar, Norminha era rápida para sacar as paradas, havia nascido para o show business. Eu mal acabara de falar e a garota já estava tirando a saia e blusa. Ok, a lingerie daquela época não resultava nada sensual, parecia a roupa interior da minha avó, mas apesar disso vinha com meias e cinta liga, certamente um ingrediente a mais.

Eu dava as instruções desde atrás das câmeras e Norminha seguia com uma eficiência brutal: “Afaste as pernas um pouco! Inclina mais a cintura para arrebitar o bumbum! Agora ajoelha! Manda um beijo para a câmera! Junte os braços e faça os peitinhos se avolumarem mais! Agora apoie nos braços e cruze as pernas no alto! Agora descruza as pernas e mantenha no alto!”

Porra, eu pintaria pessoalmente todos os aviões da face da terra com as imagens que fiz da Norminha só de calcinha e sutiã ao longo daquela tarde no estúdio! Aquela mulher era tesuda demais!

Ainda assim, Norinha não se deu por satisfeita e, depois de terminada a sessão de pin-up especial, seguiu forçando a barra em busca de alcançar o estrelato o mais rápido possível. Mas não era só isso, percebi que estar atrás das câmeras a enfeitiçava, era como se o seu verdadeiro eu surgisse ali e ela custava a se distanciar daquilo.

- Mas já acabou de novo? Jura? E o que mais podemos fazer?

- Olha Norminha, é só isso mesmo. Acabou. Vou revelar as fotos e passar para a força aérea. nimo mulher, tenho certeza que você vai ser selecionada!

- Mas… E aquela outra máquina ali? Aquela grandona? É coisa de cinema?

- Eh… Aquela é uma filmadora profissional. Melhor deixar quieto, Norminha.

- Ah não! Como assim você tem uma filmadora e não vai usar? Tá escondendo o ouro, é? Se eu quero ser uma estrela, eu tenho que fazer um filme!

Porra, Norminha era decidida para caralho e quando enfiava uma coisa na cabeça não desistia nunca. O pior é que ficar vendo aquela ruiva gostosona reclamando ali, só de calcinha e sutiã, começou a dar-me ideias que superavam em muito minhas boas intenções de somente ajudá-la! Resolvi apelar.

- Olha Norminha, essa câmera eu só uso num projeto pessoal, algo inovador Off-Hollywood que vou lançar muito em breve. Eu chamo isso de Indústria de Filmes Adultos!

- Indústria de Filmes adultos? Parece interessante! Como é isso?

- Eu vou filmar as mulheres peladas, entende? Elas vão se masturbar na frente das câmeras e depois eu vou distribuir as fitas em salas obscuras de cinema para quem quiser ver. Não é coisa para você não, menina!

- Hum… Sexo no cinema? Mas isso é genial! Aposto que quem aparecer no primeiro filme assim vai entrar para a história! Eu quero! Quero ser a primeira atriz de filmes adultos de Off-Hollywood!

Não teve como demover Norminha daquela idéia fixa, para minha total e absoluta felicidade. Enquanto ela tirava a pouca roupa que lhe restava, eu babava vendo o corpo escultural da ruiva revelar-se numa nudez extasiante, tocando uma punheta atrás da câmera.

Quase cheguei ao orgasmo vendo como ela se tocava esfregando seu grelinho de pelos vermelhos e apertando os peitos volumosos, enquanto se contorcia e gemia de prazer. Sinceramente, se já existisse algo como o Only Fans nos anos cinquenta, a Norminha seria a garota mais conhecida da internet e ganharia rios de dinheiro!

Quando eu comecei a suar frio e o cacete começou a pulsar, achei que já era o suficiente e que seria muito inapropriado gozar ali na frente dela. Eu precisava desesperadamente ir ao banheiro aliviar a pressão, então lhe disse que bastava e que encerraríamos por ali.

“Encerrar porra nenhuma! Eu vou ser a primeira atriz de filmes adultos, custe o que custar! Se você está achando que farei um papel secundário no filme só tocando uma siririquinha, está muito enganado! Pode vir aqui agora mesmo com esse seu pau duro aí que o senhor vai ter que me comer!” - ela ordenou. Bem, fazer o que, não é?

Com a Norminha de quatro em frente à câmera, me ajoelhei por trás da garota e fiquei pincelando sua bucetinha acobreada com a cabeça do pau, enquanto ela ficava implorando: “Vai, mete, mete de uma vez, me come, faz de mim uma estrela, mete esse pau duro em mim, minha bucetinha está ensopada, babando de desejo, mete esse pau duro em mim…”

Quando a piroca entrou na Norminha, ela deu um gritinho de prazer e levantou seu tórax para que eu pudesse agarrar seus seios e beliscar seus mamilos rosados e tesos. Fiquei de joelhos por trás e a câmera podia filmar todo o esplendor do corpo de Norminha sendo dominado por mim com o cacete embaixo entrando e saindo acelerado de sua bucetinha.

Terminamos gozando juntos - e só aí a tal da Norminha se deu por satisfeita. Fumou um cigarro daquele meus sem filtro, vestiu as roupas e despediu-se, esperando em breve ter notícias minhas. Quando ela jogou um beijo de despedida desde a porta, algo estalou lá no fundo do meu cérebro, sei lá, aquilo me pareceu muito familiar!

Peraí… Hollywood? Aspirante gostosona? Estrela de cinema? Norma Jeane? Meu senhor dos anéis, caralho caralhudo e mardita merda juntos! Eu tinha acabado de comer a Marilyn Môrro antes dela pintar o cabelo de platinum blonde e fazer sucesso!

Por uma sorte do destino, eu quis guardar o filme como recordação, mas só aí descobri que a câmera estava vazia… Bem, melhor para a Marilyn, pois aquele primeiro filme pornô americano poderia ter acabado com sua carreira antes mesmo que começasse!

Eu ainda saí e comi um hambúrguer com milk-shake dentro de um cadilac rabo de peixe num estacionameto de uma lanchonete com garçonetes de patins atendendo aos clientes, enquanto repassava cada momento daquela tarde inesquecível.

Só aí o loop temporal me teletransportou para outro ponto do espaço tempo - e o que me esperava lá era mais inacreditável ainda…

Nota: Confira os capítulos ilustrados da “Saga Diabos!” em mrbayoux.wordpress.com

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Comentários

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Hahaha olha o cara mexendo com a mina do DidiMaggio, cuidado que ele era ciumento rsrs

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Man, vamos e venhamos, ser ciumento e casar com ela é pedir pra ter problema, hahaha

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