Diabos! - Esse Conto é Anormal e Sem Título

Um conto erótico de Bayoux
Categoria: Heterossexual
Contém 1882 palavras
Data: 23/09/2023 13:55:57

O placar da eterna luta do bem contra o mal estava empatado.

Depois de várias missões exitosas e alguns poucos fracassos, eu finalmente conseguira zerar a larga vantagem que o inferno havia aberto enquanto eu trabalhei lá para Aélis, a demônia chefa do setor de luxúria.

Agora, sob as ordens de Nathaniel, o anjo que soltava fogo pelas ventas, eu buscava me redimir e deixar de ser um capeta e, a cada ponto que fazia para o céu nesta guerra, eu ficava mais perto de lográ-lo.

Geralmente, é nesses momentos em que parece que se vai ganhar uma disputa quando a gente relaxa, vacila e põe tudo a perder, assim que eu devia permanecer alerta e me esforçar para que o inferno não virasse o jogo novamente.

Cheguei à terra nas coordenadas indicadas por Nathaniel para levar à cargo uma nova missão, a qual poderia fazer com que o nosso lado abrisse uma pequena vantagem contra a demônia chefe do setor de luxúria.

Agradou-me ver que estava no Rio de Janeiro, eu sempre me amarrei nesta cidade, mas, ao mesmo tempo, fiquei um pouco preocupado: combater a luxúria no Rio é como enxugar gelo, daí minha probabilidade de sucesso diminuía sensivelmente.

Usando minha aparência azul-translúcida invisível, entrei num pequeno quarto-e-sala em copacabana e quase caí de bunda no chão! Sobre a cama, pelados e numa posição um tanto esdrúxula para quem vai trepar, estavam dois dos meus maiores ídolos: Rói e Fani!

Caralho caralhudo, eu estava num episódio de Os Normales, uma das melhores séries de comédia da televisão brasileira!

Porra, manter a concentração e evitar que aqueles dois pecassem pela luxúria ia ser algo quase impossível! Para piorar, a Fani nunca havia aparecido nua, porque a série passava na tevê aberta e lá não tinha esse tipo de sacanagem.

Contudo, ela agora estava bem ali na minha frente, os peitinhos pequenos parecendo uma adolescente, mas com uma bunda bem proporcionada e branquinha, além de expor uma xerequinha peludinha negra e de lábios grandes que devia ser uma delícia de chupar. Porra peguei tesão na Fani!

Espera aí, eu tinha que manter o foco na missão! Um dos dois ali deveria estar possuído por uma diaba do inferno e tentaria fazer o outro pecar pela luxúria - e meu objetivo era impedir que isso acontecesse. Para minha sorte, os dois falavam pra cacete enquanto tentavam trepar, assim que fiquei só ouvindo para entender qual dos sois estaria possuído por uma diaba do inferno.

- Faz assim Fani, passa a perna pelo alto, coloca apoiada no espaldar da cama.

- Assim Rói, feito golpe de karatê?

- Isso Fani, agora abaixa o tronco com uma leve torção… Não, aí não, para o outro lado, onde está o meu joelho!

- Ah, deixa eu ver se eu consigo. Pronto, e agora?

- Inclina a cabeça, vê se consegue colocar o meu pau na boca.

- Não dá Rói, não alcanço. Eu Precisaria ter uns dez centímetros mais, ou ter uma tromba, tipo um elefante, daí eu conseguia.

- Ah… Vai ver é por isso que chamam aqui no livro de posição do elefante bebendo água. Quer tentar outra?

- Bora, Rói. Já vai umas trinta figuras que a gente tenta e não consegue, uma a mais ou uma a menos, não faz diferença .

- Porra Fani, não zoa, esse é o livro milenar consagrado das posições sexuais!

- Sim, que você comprou num sebo da internet e tal. Já sei, não precisa repetir. Bora foder como os chineses do século quinze! U-hu!

- Fani, que tal essa: A árvore da vida! Primeiro, vamos ficar de pé. Aí, caralho!

- Ô Rói, desculpa, foi sem querer! Fui sair do elefante bebendo água e te dei uma patada no nariz!

- Tudo bem, Fani, nem está doendo. Vamos lá, de pé os dois. Daí eu abraço você com os braços invertidos pela cintura…

- Hum, gostoso… Tô sentindo seu pau roçando na minha buceta, tá durinho! Rói, isso de sexo milenar te dá tesão mesmo, hein?

- É. Agora vem a parte difícil: Vou girar você de ponta cabeça! Caralho, Fani, quantos quilos você pesa? Porra, minhas pernas estão tremendo!

- Não reclama não, Rói, eu tô de cabeça para baixo e o sangue está acumulando no meu cérebro!

- Vai nessa Fani, enquanto eu aguento te segurar, você abre as pernas, eu te chupo e você abocanha o meu pau!

- Afe Rói, seu pau tá lá embaixo, só dá para chupar a cabecinha e olhe lá!

- Caralho Fani, que delícia! Chupar xereca assim com você aí pendurada é ótimo! Esses chineses antigos sabiam das paradas!

- Rói, eu tô zonza, vou desmaiar, caralho, me desce!

- Tá bom, cuidado… Aí Fani! Seu joelho acertou meu nariz, de novo!

- Vai ver os chineses ancestrais tinham mini-narizes, daí eles não se machucavam!

- Fani, vamos tentar outra posição. Essa aqui: a fonte dos prazeres sem fim numa tarde de verão enquanto as aves cantam nas cerejeiras em flor! Nome maneiro!

- Olha, cuidado. Tem chance de eu terminar de arrebentar sua nareba fazendo isso?

- Não Fani, parece ser só um sessenta e nove, eu te chupo e você me chupa, sem posições esdrúxulas, prometo.

- E precisava de um nome tão pomposo, Rói? Ah, esses chineses tão de sacanagem… Mas bora lá, vamos fazer a posição da fonte do nome compridão!

- Porra, eu tô cheio de pentelho na boca… Fani, você não depila mais a xerequinha não? Vai ficar peluda agora, é?

- Vou sim, Rói. Eu e as chinesas do século quinze!

- Fani, para de zoar com o livro. Era para ser um lance legal, tipo apimentar nossa relação. Você não vive dizendo que a gente tem que experimentar coisas novas?

- Sim Rói, desculpe eu ficar de sacanagem. Mas é que isso de um livro de quinhentos anos atrás não é exatamente algo novo, sacou?

- Tá bem, tá bem, Fani. E o que você sugere então que a gente faça?

- Então, que bom que você perguntou! Olha só Rói, alguém entregou aqui em casa a edição ilustrada de luxo de Crônicas de um Amor Louco, do Bukowski. Tá cheio de desenho de sacanagem! Bora?

- Bora! Mas… Fani, tem algum chinês nessa história?

Mardita merda! Eu pensava que um dos dois estava possuído por uma diaba, mas estava redondamente enganado! Agora para mim tudo estava claro: o inferno os faria pecar pela luxúria fazendo-os ler um livro do Bukowski!

Ah não, Bukowski não, isso era jogo sujo! O velho safado era imbatível, qualquer um que lesse aquele livro automaticamente seria condenado ao inferno!

Num ato desesperado, eu voltei até 1972, quando Bukowski publicou o livro que seria a causa da desgraça de Rói e Fani. Ok, eu não sabia bem como faria, mas achava que a única maneira de ser bem sucedido na missão era mudar o futuro e fazer com que Bukowski nunca escrevesse aquele maldito livro!

Usando meu faro aguçado de capeta, localizei o velho safado num quartinho sujo e humilde, sobre uma caminha mambembe de lençóis puídos, fodendo uma mulher gostosa até demais para um cara derrubado como ele.

Bem, eu sabia que a ideia do livro surgiria ali, naquela trepada, então não me restou muita alternativa que possuir o corpo da mulher enquanto o velho me comia para tentar reverter a situação.

- Vai, puta safada, mama nessa rola bem babadinho, deixa ela lubrificada com tua saliva para ela te comer toda!

- Bukowski, que boca suja essa sua, hein?

- Merda, não para de chupar não, minha putinha!

- Olha querido, não me chama de putinha que eu não gosto. Eu não sou puta de ninguém!

- Tá bom, querida, tá bom… Vem, deixa eu te comer, fica de quatro! Vou torar essa tua carne mijada até você arriar de tanto gozar!

- Olha Bukowski, manera na linguagem aí. Gosto que chamem minha bucetinha de Rosinha. Você vai penetrar a Rosinha, não vem com isso de meter na carne mijada para cima de mim, acho nojento!

- Mas mulher, você é cheia de coisa, hein? Vamos lá, quero de frango-assado!

- Frango-assado? Que porra é essa?

- Fica assim, ó: deita e dobra os joelhos para cima com os braços cruzados sobre as pernas, que nem os frangos na máquina da padaria. Daí eu venho com o meu espeto e… Frango-assado!

- Olha, para de ficar falando em frango-assado! Fico pensando na pele do frango, aquela coisa gordurosa, um asco! Além do mais, é aviltante dar a Rosinha com você falando em comida! Dá para ser um pouquinho mais educado, por favor?

- Ok, tá certo, vou me esforçar, sua galinha safada.

- Amorzinho, nada de me falar em frango, nem em galinha, pode ser?

- Tudo bem, tudo bem… Então vamos de cavalgada! Toda piranha gosta de cavalgar uma rola grossa, não tem erro! Vem cadela, monta aqui no cachorrão, deixa eu escorregar o cacete na carne mijada, quer dizer, na Rosinha! Quero ver tudo entrando em você até os bagos!

- Cruzes! Bukowski, você até parece ser um velho legal, mas se ficar me chamando de cachorra, me ofendendo e dizendo tanta imundície, é melhor a gente terminar por aqui mesmo, já vou avisando!

- Olha meu bem, vamos entrar num acordo… Meu tesão é falar sacanagem enquanto trepo, para mim funciona assim!

- Mas para mim não funciona, definitivamente, está entendendo? Eu sou uma mulher de classe! Se você não maneirar nos palavrões, não vai mais comer a Rosinha!

- Entendi. E se você sentar de costas para mim? Posso bombar fundo nesse cú gostoso?

- Aí, pelo todo poderoso, você tem mesmo que chamar meu ânus de cú?

- Tá bem, tá bem! Vem, minha putinha, deixa eu enrrabar tua bundona gostosa, vou meter nesse furico até ele ficar parecendo um buraco negro espacial, sua vadia!

- Merda! Eu já falei que não sou sua putinha, nem gosto que me chame de vadia! Não curto que me chame de bunduda, que diga que vai me arrombar e muito menos que vai criar um buraco negro a partir do meu ânus! E isso de furico então? Horrível!

- Ehh… Senhorita, por favor, posso ter a graça de enrrabá-la até o talo com meu membro?

- Não, não, não e não! Não gosto que falem “enrrabar”! Me sinto uma porca no chiqueiro.

- Porra, eu gostei disso de porca no chiqueiro, achei tesudo…

- Credo, só está piorando!

- Olha meu bem, assim está difícil! Você fica cheia de merda na hora de trepar, não pode falar isso, não pode falar aquilo, um saco! Faz assim, dá uma mamada no grau que eu vou esporrar na sua boquinha para você engolir tudo e depois eu vazo!

- Pois para mim quem devia ficar com a boca cheia é você, Bukowski! Assim talvez parasse de falar tanta merda na hora de penetrar uma dama!

- Para mim chega! Mulher fresca da porra! Eu vou embora! Até nunca mais!

- Ei! Espera aí Bukowski, aonde você pensa que vai? O programa custa duzentos e cinquenta!

Foi perfeito, uma verdadeira obra de arte! Sem o estímulo daquela prostituta, a trepada foi tão ruim que o Bukowski perdeu completamente o tesão durante anos e nunca escreveu a Crônica de um Amor Louco!

Já no futuro, sem ter aquele livro enviado pelo inferno ao casal, Rói e Fani continuaram sendo apenas Os Normales. Duas celebridades salvas do fogo ardente de Satanás e dois mil pontos a mais garantidos no placar para o céu.

Chuuuupa inferno!

Nota: Confira os capítulos ilustrados da “Saga Diabos!” em mrbayoux.wordpress.com

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Comentários

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eu também sempre achei estranhas as posições do kama sutra, como é que alguém ia ter prazer fazendo aquelas posições ? E essa situação é o estilo dos Normais mesmo, eles fazendo coisas muito atrapalhados. E a participação do Bukovski foi interessante. Acho que ele tem compulsão em falar palavrão, se um dia ele fosse rezar talvez ele colocasse um palavrão no meio do Pai Nosso e da Ave Maria.Ele deve ter ficado perplexo vendo que a prostituta não deixava ele falar palavrão. Você fez um crossover triplo no capítulo anterior e agora colocou essa série e Bukovski no mesmo episódio. Ficou muito bom, parecia que eu tava assistindo um episódio dos Normais mas com um bônus porque na série eles não poderiam falar sobre a xerequinha peluda dela e na série não haveria a participação especial do Bukovski, o ícone maior do erotismo hard

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É, na época que escrevi isso eu queria misturar tudo, me diverti muito, principalmente criando esses diálogos absurdos. Esse é o lado bom de escrever fantasia, não há limites, então vale à pena pisar fundo.

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