Zóio - Por Trás

Um conto erótico de Bayoux
Categoria: Heterossexual
Contém 2129 palavras
Data: 18/12/2022 11:03:44
Última revisão: 19/10/2023 12:05:42

Sabe quando tudo dá certo e inesperadamente as coisas ficam melhores? Então, essa história é sobre quando eu estava com minha primeira namorada, no maior love, achando a vida bela, mesmo seguindo a tabelinha e só fazendo sexo uma vez por mês.

Ora, podia não ter muita penetração, mas a gente vivia se pegando de todo jeito - e isso era o melhor da coisa. Talvez nenhum casalzinho da nossa idade fosse tão perito em chupar e masturbar um ao outro como nós, de tanto que praticamos.

Mas eu cometi uma penalidade máxima anal, quando no escuro, sem nem saber, dedei com vontade a garota aonde nao devia. Vocês podem achar normal, mas naquela época chegar lá atrás, para a classe média, era coisa de tia da zona - e do mais baixo nível.

Daí, depois de uns dias sofrendo e achando que o namoro terminaria por minha culpa, veio a fatídica revelação, quando finalmente pudemos conversar seriamente e ela me disse: “Então, eu me senti muito suja quando você meteu dois dedos em mim. Mas não foi porque eles estavam lá atrás, sabe? Foi porque eu achei uma delícia!”

Ôpa, onde existe uma oportunidade, existe alguém para aproveitá-la!

Resultado: não deu uma semana e fomos para o motel. A partir de hoje estaríamos livres da tabelinha, poderíamos ficar juntos o quanto quiséssemos em qualquer dia do mês, pois nos tornaríamos adeptos do misterioso e proibido SEXO ANAL. Ora, se ela achou uma delícia ter meus dedos lá atrás, o que poderia dar errado?

Tudo, absolutamente tudo.

Na época não havia internet, nem livros sobre sexualidade, nem outra fonte de informação. Pior ainda, nenhum de nós tinha ideia de como fazer para ser prazeiroso chegar numa bundinha, em vez de uma tortura.

Não podia nem perguntar aos mais velhos: “Mãe, você foi pelo traseiro? Sim, porque hoje vou liberar o meu para o meu namorado, isso mesmo, aquele com cara de tarado. Daí, eu queria saber como é que faz.”

Também não seria apropriado buscar dicas com os amigos: “Mano, eu vou ir no furico daquela minha namorada, tá ligado? É, isso mesmo, aquela bonitinha da escola, com carinha de anjo. Então, tu sabe como é que faz para fazer isso de boa?”

Então, estamos no motel, depois das usuais preliminares ela está de quatro, eu tentando entrar lá atrás e o bichão não vai nem por um decreto presidencial. Obviamente não ia rolar, pois a gente não sabia que precisava alargar antes, depois de lubrificar, para só então ir entrando aos poucos até a rosquinha se acostumar.

Depois de algumas tentativas frustradas, ocorreu-nos que, se a gente chupava na frente e dedava atrás antes de começar, talvez fosse uma boa ideia. Eu fui lambendo aquele buraquinho escuro, achei meio nojento, mas dava tesão igual.

Daí a namorada ficou louca, começou a rebolar e enfiar o traseirinho na minha cara, eu tinha dificuldade de respirar e só sentia cheiro de fiofó, até ela começar a dizer: “Nossa, está uma delícia, eu quero, eu quero muito, eu quero dar ai atrás pra você, me come, vai!”

Eu estava tão atônito com tudo aquilo, nem pensei, vim por trás, o coisinho estava molhado, a cabecinha foi entrando, e… Crau! Meti de uma vez até o fundo!

A garota começou a gritar e deu um coice com o bichão dentro, achei que ela ia quebrar o dito cujo, terminei caindo por cima dela tentando me defender e o negócio entrou todo outra vez, ela forçou para trás e deu uma cabeçada na minha cara, eu cai de novo e entrou tudo mais uma vez.

Nossa tentativa de sexo anal parecia mais uma luta de MMA entre dois cegos!

Saímos dali frustrados e convencidos: ninguém fazia sexo anal porque era a coisa mais horrível do mundo! Agora entendíamos porque nos ensinaram não ser essa uma prática de gente de bem. Nunca mais repetiríamos…

Bem, demorou um pouco para superar essa noite - e o namoro por pouco não terminou ali mesmo. Não querendo nos precipitar, deixamos essa conversa para depois, tudo seria decidido dali a algumas semanas, pois retornávamos ao maldito regime da tabelinha e seria preciso esperar para decidir nosso futuro.

Nesse meio tempo, por algum motivo que não me lembro, minha turma toda foi convidada para uma festa.

O convite dizia “Noite Tropical”, então decidimos ir de camisa havaiana e bermuda surfe, afinal, não existe roupa mais tropical que isso.

Nesse rolê, estávamos todos desacompanhados, sem namorada, peguete ou ficante, então a meta era clara: descolar mulher, como sempre. E lá fomos eu, Perigo, Atentado, Maluco e Florzinha, cinco machos espremidos num fusca vestidos ridiculamente e cheios de más intenções.

A decoração era um monte de plantas e isso também era bem tropical, mas os convidados estavam de traje esporte, tal como especificado no convite - sinceramente, até hoje acho que isso não é lá muito tropical. Ficamos um pouco deslocados num canto, não conhecíamos ninguém, só a dona da festa, uma colombiana meio estranha e meio gay - e ficamos discutindo se ser uma colombiana gay era ou não algo tropical.

Daí a garçonete chegou com uma bandeja e ofereceu: “Cavalheiros, aceitam PIÑA COLADA?” - ora, nenhum de nós sabia o que era isso. Só perguntei se tinha álcool, ela riu e respondeu positivamente com a cabeça e piscando um olho para mim, comentando ter rum Bacardi na mistura para animar a festa.

O negócio era doce, mas com certeza era bem tropical.

Quatro piñas coladas depois, estávamos dançando salsa e merengue - não, a gente não sabia dançar isso, mas não importava - e só então nos demos conta de que a festa se chamava Noite Tropical por conta das músicas que rolavam.

A cada dez minutos a garçonete passava e oferecia outra Piña Colada - e a gente aceitava, tomando aquilo como se fosse água.

Se aproximando do final da festa, o Maluco vomitava no meio do salão, o Atentado apagou numa cadeira, o Perigo saiu pra fumar baseado e o Florzinha dançava imitando a Madonna com uma toalha enrolada na cabeça. Eu fiquei de canto, perto da cozinha, esperando trazerem mais Piña Colada. A esta altura só serviam água, mas aquela garçonete do início já me chamava pelo nome e contrabandeava rum Bacardi puro para mim.

Quando a turma resolveu finalmente vazar, a garçonete, uma moreninha mignon dos cabelos lisos e negros bem simpática, aparece vestida pra ir embora e me avisa: “Se você quiser, tem uma garrafa de Bacardi aqui na bolsa para a gente!”

Eu estava muito goró, dispensei a carona dos amigos e andei até o ponto de buzão com a mulher, rindo, tomando Bacardi e dando uns beijos de língua. Passaram vários ônibus, mas, como ainda tinha rum na garrafa, ficamos lá bebendo e conversando.

Eu sei, eu tinha namorada, ao menos oficialmente, não deveria me enroscar com uma garçonete tomando rum ponto de ônibus, mas eu estava puto com o fracasso do sexo anal e o retorno triunfal da tabelinha, então nem pensei direito, agi por impulso e estava rumando para trair minha namorada de novo - é bem verdade que eu ainda tenho dúvidas se a primeira vez contou de fato, afinal não passou de uns amassos no carro com uma mina doidinha amiga da minha irmã.

Mas a coisa esquentou com a mão da garçonete dentro da minha bermuda conferindo o bichão: “O Coiso tá durinho, hein macho?”

Respondi que eu estava tão duro quanto ela devia estar molhadinha… Funfou.

Fomos para trás do ponto, coloquei a garota contra a parede, abaixei sua calça leg e caí de língua. Nesse momento, eu disse que tinha ganhado a aposta, pois ela estava ensopada. Ela riu e respondeu: “Isso não é nada, eu só fico encharcada mesmo quando dou o coisinho!”

Ôpa, eu não acredito em destino e essas coisas, mas era coincidência demais para ignorar! Ali estava uma mina conhecedora da arte que eu precisava justamente aprender!

Ainda no jogo das preliminares, comentei ser impossível ela ficar mais molhada, então ela me desafiou, tomando uma talagada de Bacardi no gargalo: “Ôxe, então me come aí atrás e você vai ver só! mas antes tem que começar pela frente…”

Atrás do ponto de ônibus, com a menina de pé contra a parede, encapei o bichão e fui até o fundo. A garota era pequena, mas entrei liso de tão molhada que ela estava. Dei muita estocada na coisinha e ela gozou a primeira vez, formando um creme braco sobre mim

“Agora já está lubrificado, vai metendo devagarzinho, bem no meu coisinho. Precisa ser aos poucos para ir alargando, tá certo? Não mete tudo de uma vez!” - ela me instruiu.

Ora, então assim se comia por trás! Segui as instruções da garçonete, comecei de levinho, só com a cabecinha, afrouxando as preguinhas, fui introduzindo aos poucos, cada vez mais um pouquinho e, não demora, o bichão já estava agasalhado dentro da moreninha.

Gente, olha só, eu confesso: comer coisinho era bom demais!

Inclinada contra a parede, a garota deu mais uma talagada na garrafa de rum e disse: “Vai macho, agora já pode comer com vontade! Você vai ver uma mulher de verdade gozando!”

Ah, a primeira vez a gente nunca esquece, é bem certo, mas o primeiro furico bem comido também fica registrado na memória! Comecei a bombar forte, a cada enterrada fazia um barulho de água chapinhando, splosh-sploch-sploch… Quando ela foi gozar a segunda vez, me ajoelhei e recebi uns dois litros de peña colada no rosto.

Como eu dizia antes, quando eu era jovenzinho, sexo anal era considerado coisa de tia da zona. E não estou falando de qualquer tiazinha jovem iniciante não, precisava ser tiazona rodada nível cinco estrelinhas na vida da bagaceira - ou pelo menos essa era a opinião ditada pela sociedade.

Contudo, essa garçonete rompeu preconceitos e me fez um comedor de traseiros especialista. Eu sei, vai ter um monte de gente contrariada com estas palavras, mas entendam, as pessoas geralmente esperam você faça o que elas dizem, mas não o que elas fazem.

Então, entremos num acordo: naquela época se dizia que ANALZINHO, CARINHOSO OU ARREGAÇADOR, não era coisa de moça decente - mas era sim!

Contra todas as expectativas, depois de aprender a comer um furico direitinho, um novo universo se abriu para mim - e a rosquinha da namorada também. Sexo anal não tinha o problema da tabelinha e nem ideais românticos envolvidos, logo, podia ser feito em qualquer lugar, seja qual fosse o dia do mês.

No carro, na piscina do clube, na escada do prédio, no jardim… Fazíamos analzinho onde desse vontade. O único cuidado era que, quando a tabelinha permitia, a gente fazia algo mais convencional e romântico, tipo papai-mamãe à luz de velas.

Nos outros dias, na base do cuspe e da manteiga, o furico rolava à vontade. Se nas primeiras vezes eu era cuidadoso e acanhado, aos poucos fui ganhando confiança e ousando um pouco mais.

Em um mês já dava tapa na cara da namorada e chamava de vagabunda, enquanto bombava com força e atolava o bichão até a região da páscoa no buraquinho apertado da garota. Pouco depois, mesmo quando a coisa era para ser romântica, depois da coisinha convencional, era ela quem pedia pra ir de novo, mas dessa vez no coisinho.

Era divertido, era tesudo, era quente, era ousado, era… Diferente!

Esse segredo permaneceu só entre a gente. Quando meus amigos lá do bairro contavam suas peripécias sexuais, eu me mostrava muito interessado, mas lá no fundo pensava: “Vocês não sabem de nada, amadores, o bom mesmo é rebentar um furico com vontade!”

Bem, eu não posso falar por minha namorada, mas ter vivido isso tão jovem me marcou profundamente. Eu nunca mais fui para a cama com uma mulher sem querer conhecer a porta dos fundos. Se ela não quiser, tudo bem, a gente vai ficar juntos um tempo legal e é só isso.

Mas, se ela quiser, a gente vai fazer com cuidado e carinho, mas só no início…

Depois que aprender a gostar, vai ser no esculacho, levar tapa, tomar cuspida, queimar a rosca em tudo quanto é posição, até ficar largada na cama sem saber quem a atropelou, mas querendo repetir.

“Mas e o romance?”, vocês devem se perguntar… Ele vai bem, obrigado. Geralmente, vem depois da mamada e antes do esculacho!

De toda essa experiência, somente uma coisa me preocupou: Porque eu traía a minha namorada, de quem eu gostava tanto? Porque carregava essa necessidade de abocanhar o mundo e comer todas as garotas?

Seria um fruto de uma educação sexual descuidada, desenvolvida à base de revistas de mulher pelada, vídeos pornográficos, masturbação e tias da zona ? Isso tinha cura? Conseguiria eu algum dia me ajustar novamente aos padrões tradicionais?

Nota: Confira os capìtulos ilustrados da série Zóio em mrbayoux.wordpress.com

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 21 estrelas.
Incentive Bayoux a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de BayouxBayouxContos: 195Seguidores: 96Seguindo: 11Mensagem Um olhar cômico e singular sobre o erótico - cavaleirocalicedourado@gmail.com

Comentários

Foto de perfil genérica

Um ideia aqui pra um conto único um pouco mais longo seria conta a história dessa namorada dele pela pespectiva dela e q rumo ela levou depois do fim do namoro q obviamente vai acontecer futuramente kkkkk

0 0