Diabos! - Negócios à Parte

Um conto erótico de Bayoux
Categoria: Heterossexual
Contém 2279 palavras
Data: 25/09/2023 16:34:31

A vigilância do céu sobre o inferno nunca cessa, nunca descansa, nem nunca pode parar!

Em outras palavras, eu estava bem fodido tendo que realizar uma missão após outra para evitar que o mal voltasse a superar o bem na disputa pelo destino da merda da humanidade. Tudo isso enquanto o Cara lá de cima estava cagando.

O problema era que no inferno existiam várias diabas determinadas a seduzir, enganar e induzir os mortais ao pecado da luxúria, enquanto do outro lado a força tarefa do céu para combatê-las se resumia a mim e ponto final. Tudo bem que eu era foda e sabia as manhas do ofício, afinal eu mesmo era um capeta - e havia trabalhado no setor de luxúria do inferno por anos antes de virar a casaca, mas era uma luta bem desigual, convenhamos.

Depois de muito trabalhar, eu finalmente havia revertido o placar da guerra entre as duas potências imortais, mas nem bem cheguei ao purgatório depois de minha última missão e já tive que voltar à terra novamente, afinal, como eu dizia, “a vigilância dos céus sobre as ações do inferno nunca cessa, nunca descansa, nem nunca pode parar!”

Dessa vez, aterrissei nas coordenadas fornecidas por Nathaniel e não tinha a mais puta ideia de onde estava. Haviam muitos jovens, uma música techno ensurdecedora e luzes piscando assustadoramente: parecia uma festa rave.

A molecada estava muito doida à base de anfetaminas e havia muita gente se pegando. Para piorar, eu já tinha lá mais de cinquenta quando morri e estava totalmente por fora das séries e filmes que faziam sucesso entre o público juvenil, logo, minhas chances de achar alguma celebridade candidata a vítima do inferno eram mínimas.

Foi nesse momento que, justo ao meu lado, duas minas com pinta de adolescente se encontraram.

- Phibi Thundermén, sua doida! Há quanto tempo! Desapareceu da balada, hein? O que foi? Arranjou namorado novo e agora está esnobando as amigas?

- Xérry Sáinfild! Não, olha só eu tenho saído pouco porque ando meio ocupada…

- Phibi , fala sério! Tem um mês que você sumiu! Você não trabalha, você não estuda, você vive da mesada do seu pai! Então, que porra é essa de estar ocupada? Não senhora, aí tem coisa! Isso está me cheirando a macho!

- Ai Xérry, nem me fala de macho. Hoje eu só quero me divertir na noite, tomar umas bebidinhas e curtir as amigas. Nada de macho para encher o saco!

- Mas Phibi, não tô entendendo! O que é isso mulher? A gente sai para a balada para ver os boys, curtir os gatos, beijar muito! Olha só essa balada, está lotada de cara bonito, tudo dando molezinha! Vambora passar a réguaaaa!!!!

- Xérry, você não está me ouvindo, eu não quero saber de macho hoje, tô enjoada dessa porra! Dá para a gente só ficar de boa?

- Gata, quem é você? O que você fez com a minha amiga Phibi? Vai mulher, desembucha aí, o que está pegando?

Peraí… Phibi Thundermén? Xérry Sáinfild? Caralho caralhudo, eu não fazia ideia de quem elas eram, mas aqueles nomes me soavam conhecidos! Mandei mensagem para minha consultora de assuntos fodásticos juvenis, uma escritora que conheci nos sites de contos eróticos e que se amarrava em fan-fic.

Era quase um tiro no escuro, mas eu tinha a impressão de que minha colega já havia escrito alguma coisa sobre essas duas. Foi batata, bastou eu citar os nomes que ela respondeu instantaneamente: “Jura? A Phibi e a Xérry? Mano do inferno, você está no seriado “Os Thunderméns"! Aê, se deu bem, vai pegar as novinhas, hein tiozão?”

Porra, para minha consultora aquilo podia ser o máximo, mas o que eu ia fazer num seriado adolescente do qual sequer conhecia o roteiro? Mardita merda, o negócio era seguir escutando e ver no que daria.

- Olha Xérry, eu não ia dizer nada, mas… Sabe da última vez que a gente saiu? Quando a gente arrastou a turma do Doutor Colosso lá para casa e fez a maior suruba?

- Ôh, e eu ia esquecer? Garota, nós duas e a liga dos super vilões, foi delícia demais, tinha mais caralho duro que filme ponô, a gente lacrou, não foi? Então, bora repetir! Hoje eu quero ver a jurupoca piarrrrr!!!!

- Xérry, tipo assim… meu pai instalou um sistema de vigilância novo e eu não sabia. Ficou tudo gravado. No dia seguinte, ele viu você e eu com pau na boca, pau na buceta, pau no cú, com dois paus, com três paus…

- Phibi, que babadooooo!!!! Eu não acreditooooo!!!! O seu Hank filmou a gente trepando com a liga do mal? Que merda, hein?

- Xérry, o velho quase teve um infarto, fez a maior cena, mostrou o vídeo para a mamãe, para o Max e para a Chloe, a caçulinha! A barra na casa dos Thunderméns ficou pesada, tive que vazar.

- Phibi sua louca, mas então acabou a vida boa? Mulherrrrr!!!! Cê está morando aonde? Está vivendo de quê?

- Olha Xérry, não assusta não, mas eu virei… Eh… Eu virei garota de programa!

- Ôpa, peraí Phibi… Como assim virou garota de programa?

Nesse ponto eu comecei a achar que essa missão seria mais uma roubada e estava fazendo-me a mesma pergunta da tal Xérry: Como assim a Phibi virou garota de programa? Aquela delicinha juvenil de peitinhos pequenos e bunda durinha estava na pista pra negócio? Que baixaria era essa? Segundo minha consultora, ela era a super-heroína de uma comédia quase infantil do Nickelodeon!

Porra, alguma diaba do inferno estava fordendo com tudo! O pior é que eu peguei tesão na ex-heroína e atual garota de programa - e fiquei pensando se ela cobraria muito por uma rapidinha no carro.

“Foco na missão! Foco na missão!" - eu repetia para mim mesmo fazendo força para concentrar-me na conversa das duas ninfetas.

- Garota de programa, Xérry, tipo puta. Eu moro num apê com outras seis garotas, tudo puta. Fico o dia todo lá, dando feito puta. Os caras chegam, eu abro as pernas, eles fodem a buceta, fodem o cú e gozam na boca da gente, feito puta. Daí eles pagam e vão embora.

- Phibi, tô chocadaaaaa!!!! Puta, assim, tipo puta mesmo?

- É Xérry, puta mesmo. Nem dá tempo de tomar um banho e já tem outro cara esperando para você abrir as pernas, comer sua buceta, meter no seu cú, esporrar na sua boca, pagar e ir embora. O dia todo nisso. De noite também, só que aí geralmente os caras estão bêbados e nem conseguem meter tanto na gente.

- Ai Phibi, que merda… Peraí… Tem algum cara aqui que já te comeu no puteiro?

- Olha Xérry, para dizer a verdade, tem sim. Já saquei uns quatro que vão sempre lá. O resto eu não sei, é tanto homem me comendo que eu nem lembro mais dos rostos.

Puta que pariu, a Phibi não deixara de ser heroína para se tornar uma garota de programa… Agora ela se tornara uma puta, tipo muito puta mesmo, dessas que topam um vale-tudo num muquifo qualquer por cinquenta reais! Meu senhor dos anéis, aquilo era um desastre completo! Não demora, haveria toda uma geração de jovens ninfetas influenciadas e achando que ser puta era a coisa mais normal do mundo!

- Mas Phibi… Esses caras que te comeram estão por aí, vendo eu conversar com uma puta? Ai, não sei não amiga, desculpa aí, mas acho mal isso de me verem aqui de conversinha contigo, podem achar que eu sou puta também…

- Xérry, eu não estou te entendendo. Que diferença tem? Você sai na noite, dá para tudo quanto é cara que gosta, dá para um, para dois e até para quatro ao mesmo tempo, leva pau na buceta e pau no cú, bebe porra de macho, faz suruba…

- Ai Phibi, é diferente, eu não cobro para abrir as pernas.

- Tá bom, Xérry, tá bom, eu entendo. Vai lá curtir os boys, vai dar a buceta de graça, vai. Eu fico aqui tomando uma birita, de boa, pelo menos tenho grana para pagar.

- Tá bem. Foi mal aí Phibi. Um dia a gente se fala… Eh.. Phibi… Antes de eu ir, me diz uma coisa… Lá onde cê trabalha de puta, paga bem?

Aí, viu só? Era exatamente o que eu estava dizendo!

Bastaram quinze minutos de conversa com a Phibi e a Xérry já estava pensando em se profissionalizar! Ok, sejamos sinceros, eu não conseguiria salvar nenhuma das duas ali, afinal elas já pareciam estar bem rodadinhas na vida do baixo mundo já fazia algum tempo.

Por outro lado, eu simplesmente não poderia lavar as mãos e ir embora para o purgatório sabendo que, quando aquele episódio fosse ao ar num canal adolescente, milhares de outras garotas achariam que era legal fazer suruba, tomar pica em tudo quanto é buraco e ainda por cima cobrar uma grana por isso!

Ah não, isso é que não, só passando por cima do meu cadáver - o que não era muito difícil, visto que eu já estava morto mesmo. Minha cabeça funcionava a mil por hora, pensando nas consequências catastróficas daquilo.

Se todas as minas começassem a cobrar para trepar, o que seria dos rapazes cheios de espinhas e sem grana? Céus, eles estariam condenados a ficar só batendo punheta!

Logicamente, chegaria um momento onde seus hormônios não aguentariam mais a falta de contato humano, daí todos começariam a tentar pegar as minas na marra, o que significava que a próxima geração seria composta somente por putinhas e maníacos sexuais!

Caralho caralhudo, o inferno havia se superado dessa vez, era um plano tão maléfico que ia muito além de ganhar uns pontinhos no placar da disputa com o céu, aquilo garantiria às trevas uma fonte interminável de condenações em massa durante décadas!

Respirei fundo e tentei manter a calma, eu estava entrando em pânico e sofrendo de síndrome do medo ao mesmo tempo! Ok, se eu não podia salvar as ninfetas, ao menos tentaria livrar a cara das futuras gerações.

Obviamente, Phibi Thundermén estava possuída e precisava de um exorcismo anal para tirar a diaba de dentro de seu corpo. Mas como, se eu estava apenas com meu ser azul insubstancial e invisível?

Decidi tentar uma manobra muito arriscada, algo que podia comprometer seriamente a saúde do furico da garota, mas era definitivamente a única coisa que dava para improvisar naquelas circunstâncias.

Quando a bexiga de Phibi se encheu de birita de ela foi até a fila do xixizódromo, eu me adiantei e fiquei dentro do vaso sanitário esperando.

O que foi? Deu nojinho? Porra, o futuro da juventude estava em jogo, era tudo ou nada, assim que entrar na privada de um banheiro químico durante uma rave era um preço justo a se pagar!

Phibi fez o ritual feminino de abaixar a calcinha fio dental e ficar agachada com os pés sobre a tábua, apesar do mijo caindo nos meus olhos eu consegui ver sua bucetinha gordinha e, logo acima, o meu alvo final: seu cuzinho já quase sem pregas devido ao uso excessivo no puteiro durante as últimas semanas.

Sorte a minha que o brioco da Phibi estava frouxo, isso facilitou bastante eu me enfiar ali, à medida que a diaba que a possuía era empurrada para fora através da boca da ninfeta. Foi escroto, foi asqueroso, foi fodástico, mas…

Foi a coisa mais tesuda que eu fiz depois da minha morte! Ok, deve ter doído pra caralho nela eu me enfiar inteiro no seu anelzinho, mas deu certo, eu exorcizara a vítima do inferno e colocaria em prática a segunda parte do meu plano - visto que agora, quem estava no comando do corpitcho da Phibi era euzinho.

Saí da balada e fui até o puteiro onde a puta ninfeta ex-super heroína e ex-possuída dos infernos estava morando. Revirei seu quarto inteiro até encontrar embaixo do colchão aquilo que procurava: seu diário íntimo e pessoal.

Vocês devem estar se perguntando como eu sabia que ela tinha um diário… Ora bolas, era óbvio, qual garota de classe média vira puta e não leva um diário descrevendo todos os seus encontros?

Enfim, eu revisei aquela merda toda - e quando eu digo que era uma merda, me refiro ao fato de que Phibi nunca havia escrito um conto erótico, logo, faltava trama, estilo, pegada e secanagem.

Intacto mesmo eu só deixei as partes mais psicológicas onde ela falava sobre como ser uma puta destruía seu ser interior de menina frágil e desprotegida. No mais, enchi de glamour e fiz ela sofrer pra caralho em todas as trepadas.

Usando o pseudônimo de “Bruni Surfisteenha” que inventei, enviei o diário a uma editora famosa e pimba: foi um sucesso absoluto de crítica e de público!

Missão cumprida, agora as adolescentes da terra saberiam dos horrores verdadeiros de se tornar uma puta tão novinha - e o futuro da humanidade, mais uma vez, estava salvo.

Para melhorar o final, a Phibi vendeu os direitos autorais para o cinema e ficou rica, sem precisar se prostituir de novo.

Bem, esta missão não fez com que o céu abrisse a vantagem sobre o inferno, mais bem voltamos a ficar empatados, pois eu não pude fazer muito para evitar as condenações de Phibi e Xérry - como eu disse, antes mesmo de eu entrar em cena, elas já estavam bem rodadinhas na vida do baixo mundo já fazia algum tempo.

Por falar em tempo, o nosso estava se acabando e a guerra entre as potências imortais parecia não pender para nenhum dos lados.

Foi aí que eu fiquei pensando: nós tínhamos que ser mais ousados, fazer igualzinho a inferno e bolar um plano maquiavélico capaz de terminar de vez com essa disputa!

Nota: Confira os capítulos ilustrados da “Saga Diabos!” em mrbayoux.wordpress.com

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Comentários

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É o tipo de texto que gosto de ler, a originalidade desse tipo de texto me atrai, aliás, palmas pra sua consultora, mega votadssmo.

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Sacou que o gancho eram suas fanfics, não é? Obrigado pela consultoria, salvou o capeta, rs

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Olá Jorginho! Por motivos técnico-neurais, tive que postar o plano para o bem vencer o mal usando uma versão antiga de um conto. Se tiver curiosidade, está aqui na Casa com o título de “Diabos - Neanderthal e a fêmea depilada.”

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nessa luta do bem contra o mal vale até entrar na privada pra fazer o exorcismo anal. Então quem salvou a humanidade da luxúria foi um diário de bruna surfistinha. Fiquei imaginando qual poderia ser esse plano pro céu derrotar totalmente o inferno e acabar com essa guerra.Vou procurar um episódio dessa série com essas ninfetinhas que fazem de tudo mas não cobram.

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