Pimenta no Zóio dos Ôtro é Refresco (12)

Um conto erótico de Bayoux
Categoria: Heterossexual
Contém 1865 palavras
Data: 31/01/2023 11:09:58

Bem quando estava no último ano da faculdade, enquanto finalizava meu projeto final, eu e a fotógrafa começamos a namorar. Magrinha, de cabelos negros e longos, uma cinturinha fina e pele extremamente branca, ela até já era formada e, portanto, muito mais adulta do que eu.

Diferentemente do meu eterno objeto de desejo, a irmã do meu amigo Atentado, o único defeito da fotógrafa era ter um dedo podre para escolher homens - e isso diz muito do porquê dela estar comigo.

Era uma relação aberta, isso de monogamia não funcionava entre a gente, quando eu não aprontava, era ela quem pulava a cerca - e nosso acordo já durava mais de um ano neste esquema. Só que, à medida que eu me aproximava da formatura, as coisas foram ficando sérias, mais para ela do que para mim.

A mina agora falava em casamento, fidelidade, vida eterna, enxoval, padre com igreja… Caralho, eu estava prestes a deixar de ser o futuro do Brasil para me tornar mais um pai de família frustrado! Confesso que DEU CAGAÇO, mas essa fotógrafa trepava divinamente bem - e a ideia de passar o resto da vida comendo ela até que era meio tentadora.

Firmamos um compromisso, ela fazia planos de uma vida juntos e eu tinha o poder de construir nosso destino com trabalho, fé e coragem. Não, sejamos sinceros, não era nada disso: ela tinha planos sim, mas eu queria fugir para o Paraguai. Só que eu fui levando, deixando rolar, ou melhor, enrolando, até o dia em que ela comprou um fogão.

Porra, um fogão? Eu olhava para aquele troço como um símbolo da chatice que minha vida se tornaria depois da faculdade! Ela até tentou me entusiasmar, ficou pelada apoiada naquele ícone do marasmo matrimonial rebolando a bundinha e me chamando para comer seu furiquinho, mas não tinha como, o bichão sequer se animava a ficar de pé.

Para piorar, nesta época eu já havia comido as veteranas que valiam à pena e as calouras tinham medo de mim, assim que o território fodístico estava deserto e eu só tinha mesmo a namorada fotógrafa ao alcance do meu pau. Conversei com meu pai, que comentou que achava ela uma ótima menina para casar e levar a vida. Falei com minha mãe, que confessou achar ela muito vulgar e meio biscate. Isso não ajudou em nada.

Eu ia na casa dela à noite para estarmos juntinhos e aquele fogãozão enorme ficava lá, no canto, só me sacando. Eu broxava quase sempre e, quando isso não acontecia, gozava e saia correndo, alegando ter um trabalho na manhã seguinte. Ok, este era o último semestre e eu deveria chegar a alguma conclusão.

Decidi que se eu limpasse minha barra na faculdade, poderia até comer alguma caloura, tipo dar uma variada no menu executivo e provar o self-service. Foi por isso que eu fui no tal churrasco da faculdade, onde meu brother me deu um ácido, o que me levou a terminar no carro comendo a irmã de não sei quem, depois de foder uma negra gostosa no banheiro, quando essa minha namorada fotógrafa do fogãozão chegou e deu o flagrante. Bem, era uma péssima maneira de terminar a faculdade, mas ao mesmo tempo eu me sentia aliviado por estar finalmente saindo de tanto rolo em que entrei por causa de buceta.

Minha formatura foi meio estranha, um misto de sentimentos contraditórios, ao mesmo tempo em que estava contente, não tinha mais ninguém para comer, nem veterana, nem caloura, nem namorada com fogão. Tem uma foto lá que eu guardo com carinho desta noite, estou em meio a sete colegas lindas, sorridentes e bem vestidas, às quais fodi cada uma em seu devido tempo durante os anos passados na faculdade.

Mas tudo bem, eu agora era um profissional habilitado: arquiteto! Logo num dos meus primeiros trabalhos depois de formado, havia uma jovem engenheira poderosona. Sua pinta de forte vinha do fato de ser uma potranca, de postura super ereta, quadril largo e um cabelo escuro e grosso, no qual ela diariamente fazia uma longa trança nas costas.

Ademais, contribuiam muito para esta imagem de poder duas outras características: Ela era brother do chefe e faixa preta de caratê. Como o chefe também lutava, eles viviam brincando de simular golpes e, às vezes, parecia mesmo que o bicho tinha pegado e que estavam saindo na porrada. Sinceramente, acho que se ela quisesse acabava com ele rapidinho.

Eu estava a pouco tempo lá, não conhecia como as coisas funcionavam e tentava não atrapalhar ninguém. Daí começou um rebuliço, era época de dissídio e todo mundo ia discutir atualização salarial. Só que estas negociações eram por faixa e iam chamando na sala do chefe de grupinho em grupinho, segundo a categoria, para decidir os aumentos.

Éramos os únicos recém-formados, então na nossa vez entramos somente nós dois. E aí começaram as complicações: Fomos os últimos, o chefe já estava de mau humor e, pra piorar, na estante atrás dele havia não sei quantos troféus de caratê.

Toda vez que eu tentava barganhar um aumento, ele se irritava mais e subia o tom. Daí eu falava alto também e argumentava mais ainda - e a garota lá, muda, só escutando. Quando o Karatê Kid já estava aos berros dando murros na mesa, fiquei intimidado com os troféus e desisti.

Saímos de lá e eu estava seguro de que seria demitido, ou que teria eu mesmo de buscar outro trabalho. Comentei com ela que tinha sido legal trabalharmos juntos, ela fez cara de surpresa e me perguntou porquê eu iria embora. “Cara, onde você estava? NÃO VIU O PAU QUE ROLOU? Depois disso, não tem mais clima pra mim aqui não…” - respondi.

Ela falou pra eu deixar disso, que aquilo não foi nada, que o Karatê Kid era gente boa e que só estava estressadinho. Daí me perguntou se eu realmente achava que a gente devia ganhar mais e eu desfilei todos os argumentos que tinha preparado, mas que o tal Kid nem escutou. Ela ficou pensativa, mas nem assim emitiu opinião.

No final da tarde, todo mundo vai embora e eu estou lá juntando minhas coisas. Vejo a garota passar e entrar na sala do Karatê Kid. Começo a escutar barulho de coisas caindo e golpes abafados. Não me contive, fui espiar pela fresta para ver se estava tudo bem. Eis que ela está nuazinha em pelo, ajoelhada sobre a mesa do chefe, com ele atrás, de calças arriadas, agarrando a garota de costas pelos braços e metendo com tudo no seu furico. Sua trança balançava com as estocadas como a cauda de uma égua em disparada com uma cenoura enfiada no cú.

Tive sentimentos contraditórios novamente, achando escroto aquele cara comer uma funcionária, mas ao mesmo tempo deslumbrado com a beleza do corpo dela, todo trabalhado nas artes marciais. Pra piorar mais ainda, ele tirou um cacete enorme do furiquinho dela e esporrou naquela bunda linda - e ela sem dizer nada, só com um sorrisinho sacana no rosto.

Voltei pro meu lugar e continuei recolhendo as coisas, só que desta vez com o cacete duro feito uma pedra. A garota passou por mim de novo, viu que eu andava por ali e disse: “Cara, valeu pelo toque do salário, consegui o aumento. Ah, sim, o chefe pediu pra te dizer que você está mesmo demitido!”

E lá estava eu, no início dos anos 90, recém formado e desempregado. A crise econômica ficou tão fodida que eu comecei a fazer tudo quanto era bico que aparecia pra ganhar uns trocados, os quais gastava descaradamente tomando gim-tônica, sentado na sarjeta em frente ao bar que frequentava antes, na época em que tinha grana.

Pra piorar, minha melhor amiga desde sempre, uma colombiana gay que um dia conheci numa festa tropical quando ainda andava com a turma do bairro onde cresci, pirou, vendeu tudo que tinha e foi morar no exterior. Eu estava mais sozinho que cachorro sem dono e comecei a fazer um monte de merda, o que só afastava as pessoas mais ainda.

Porra, minha amiga, minha amigona. Ela era companhia certa pra tudo, fazíamos mil maquinações e nos divertíamos pra caralho. A gente até se pegava de vez em quando, mas ríamos disso também, porque ela era bissexual e não sabia bem se ia pra lá ou pra cá.

E lá estou eu, no maior bode, tomando o único gin-tônica que dava pra comprar, sentado na tal sarjeta, quando uma mulher aparece. Eu nem reconheci a princípio, mas a gente já havia se cruzado: apesar de ser mais velha, foi caloura quando eu estava na faculdade.

Era normal gente que eu nem lembrava vir falar comigo, eu aprontei horrores no campus e fiquei com uma (má) fama que fez de mim uma figurinha carimbada, até para quem eu não conhecia. Mas dessa mina eu me lembrava, porque era mulher feita, tinha um bundão maravilhoso, era gata pra caralho e era GAY PRA CARALHO também.

Papo vai e papo vem sentados na sarjeta com copinho de plástico na mão, me dou conta de que ela me conhecia bem, tipo muito bem mesmo: onde eu morava, com quem andava, onde eu já tinha trabalhado, minhas voltas pela cidade e, para meu espanto, muita coisa real que eu já tinha aprontado, sem a exageração das fofocas que rolavam.

Na madrugada, eu fui literalmente rebocado da sarjeta para o seu apartamento, um lugar todo reformado, moderninho e descolado, que ela bancava com seu cargo público - sim, porque ela já tinha uma profissão e a faculdade que fizemos era apenas um hobby para ela.

E foi com outras tantas gim-tônicas no apartamento que ela sentou no meu colo e começou a me beijar fundo se esfregando toda que eu comecei a agarrar aquele bundão lindo. Eu já estava com a mão entre as pernas dela dedilhando o bucetão, quando ela me disse que tinha uma coisa muito pessoal em comum comigo.

Contudo, eu estava muito louco dos gorós e nem dei muita bola, pus ela deitada, puxei a calcinha e fui caindo de boca, pois antes de eu ter tara em sexo anal, o que mais gostava era de chupar uma bela buceta. Tanto eu gostava disso que tinha ficado bom no assunto e, modéstia à parte, eu linguava buceta bem pra caralho: se fosse uma profissão, eu teria um doutorado “honoris causa” de chupador-máster!

Com a mulher toda se contorcendo e gozando na minha boca, aos suspiros enquanto agarrava minha nuca e forçava meu rosto entre suas pernas, ela confessou resfolegando: “Eu pegava a sua melhor amiga! A colombiana, eu também pegava ela! Eu comia ela também!”

E foi isso: uma noite de gim-tônica e trepada muito quente com a ficante da minha melhor amiga, só porque nós dois morríamos de saudade dela e estar juntos nos confortava. Não demorou muito, eu fui pro exterior, voltei a encontrar minha melhor amiga e nós rimos muito da situação.

Porém, ao mudar de país, eu estava definitivamente me afastando do meu eterno objeto de desejo: aquela delícia loira dos olhos azuis e peitos suculentos que era irmã do meu amigo Atentado…

Nota: Confira os capìtulos ilustrados da saga Zóio em mrbayoux.wordpress.com

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Comentários

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Mais um conto incrível

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Obrigado Jromao! Em breve vem aí mais uma temporada!

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Agora a continuação das besteira que ele faz vai ser fora do país rsrs

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Sim, sacanagem padrão internacional, rs

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