Zóio - O Perigo

Um conto erótico de Bayoux
Categoria: Heterossexual
Contém 2212 palavras
Data: 20/12/2022 17:43:07
Última revisão: 20/10/2023 19:19:23

Se um dia é da caça, outro é do caçador. Essa é uma das verdades mais absolutas da vida, dei-me conta logo na adolescência, no meu último ano de escola.

Perdi um tempão disputando com todos os garotos de lá a atenção de uma morena com quem me enrolei numa noite de São João e a quem escolhi para perder a virgindade, até dar-me conta de que isso era idiotice: A mina estava cheia de pretendentes, havia uma longa fila de machos atrás dela e daquele mato jamais sairia um coelhinho sequer.

Livre da obsessão de comer a moreninha, acabei prestando atenção numa outra garota, uma da minha altura, branca, cabelos negros, magra mas gostosa, e com seios bem volumosos e empinadinhos.

Essa sim estava evidentemente me dando bola e, depois de uma tarde nos agarrando no gramado enquanto matávamos aula, a coisa engatou e começamos a namorar - e por fim nós iríamos perder a virgindade juntos.

Contudo, isso de descabaçar alguém era complicado, havia uma série de rituais e muita fantasia em torno da questão, mas eu já contei em outro relato e não quero ficar repetindo.

A questão é que, depois de começar a namorar com essa garota e por fim perdemos juntos a virgindade, o cenário na escola mudou radicalmente. Algo nos casais que fazem sexo deixa isso muito claro para todos, pode ser a agarração mais quente em público, ou a intimidade demonstrada nos olhares, ou ainda uma confissão descuidada a alguém - que geralmente se encarrega de contar para todo mundo.

Daí, eu que sempre tive um perfil discreto e não gostava de ser o centro das atenções, logo me vi cercado de gente me chamando para festas e querendo forçar amizade, era como se houvesse escalado socialmente na escola, parecia até uma dessas comédias românticas bobas feitas para adolescentes.

E com isso, minha antiga obsessão, a moreninha, voltou a prestar mais atenção em mim - olha só como é a vida, ela antes nem me dava bola - e justo quando eu estava surfando alto nas ondas, a mina veio desejando me conhecer melhor.

Agora, enquanto eu estava feliz com minha namorada, era a moreninha quem ficava PROCURANDO ASSUNTO, querendo me pagar lanche e me cercando quando eu estava de bobeira. O mais engraçado era que, quanto mais eu esnobava e ignorava a moreninha, mais ela insistia.

Dei-me conta de que, se eu perdera a obsessão pela garota, agora a obsessionada era ela!

Confesso, eu fiquei bem tentado, apesar de ter namorada. Pensando bem, eu fiquei muito tentado, a moreninha seria como a cerejinha do bolo num ano excepcional onde fiz oral, normal e anal, tudo pela primeira vez!

Além do mais, seu corpinho dava vários indicativos de que ela se tornaria uma mulher fantástica num futuro bem próximo: Peitinhos medios, cintura fina, bundinha durinha, pernas proporcionais e uma coisinha deliciosa - bem, este último item eu não havia podido conferir e era justamente essa a razão da minha inquietude!

Então permanecemos uma semana nesse puxa-estica, a menina atrás de mim eu eu evitando a garota, apesar de querer muito comê-la, porque no fim das contas minha namorada também estudava lá e ficaria muito chato eu chifrá-la assim tão descaradamente - sim, porque na moita eu já a tinha chifrado e de vez em quando me assolavam umas crises existenciais por conta disso.

Mas a moreninha era jogo duro, ficava na marcação cerrada, era só me ver sem a namorada do lado e lá estava ela, pegando no pé, jogando indiretas, chamando para tomar sorvete, ou para estudar, ou para ir ao cinema…

Foi um verdadeiro teste de fidelidade - e, para mim que não era nenhum santo, foi um pesadelo sem fim também. Não, eu não aguentaria muito mais tempo, terminaria cedendo e sacaneando de verdade minha namoradinha, precisava tomar uma atitude e terminar de vez com aquela história!

Então, num dia ao final da aula, chamei a mina na sala para desembolar o assunto, na intenção de fazê-la largar do meu pé, primeiro porque quem gosta de encosto é pai-de-santo e segundo porque minha namorada já andava desconfiada daquilo tudo.

Não deu muito certo, a mina trancou a porta e disse que só largava se a gente fizesse sexo, pois estava segura de que, depois disso, eu não ia mais querer saber da namorada. Eu juro, minha intenção era só me livrar da morena, ainda que tivesse que sacrificar-me no processo.

Sim, foi só por isso que botei ela para mamar - e sou obrigado a confessar, ela chupava como uma profissional, era algo quase natural para a garota abocanhar a cabecinha acariciando a região da páscoa com suas mãozinhas pequenas e suaves, lamber a extensão do coiso com a língua cheia de saliva, ir descendo lentamente e engolir até o final, deixando tudo lubrificado enquanto ia e vinha com a cabeça, da pontinha até o talo.

Confesso, o bolete da moreninha estava tão gostoso que eu não pude resistir e fui um pouco mais adiante, chupei os peitinhos deliciosos dela, eram durinhos e firmes como uma fruta madura, ela suspirava e pedia para fazermos sobre a mesa do professor, sua coisinha era tão apertada que, apesar de molhadinha, quase não conseguiu entrar.

Uma vez dentro da garota, senti que era aveludada e ficava se contraindo, mastigando-me enquanto ela sorria e dizia para eu acelerar e fazê-la gozar. Quando a garota finalmente atingiu aquele estágio pré-orgasmo onde a cabeça fica confusa e as sensações obnubilam a mente, eu sabia, esse era o momento certo de tentar algo um tanto além do imaginado para aquele encontro.

A coloquei inclinada numa carteira, avisei que fêmea minha tinha que fazer por trás, era uma regra e, se ela quisesse mesmo que eu gozasse e para me roubar da namorada, só rolava se me deixasse entrar ali. Ela pareceu hesitar por alguns segundos, mas antes mesmo dela conseguir dizer alguma coisa, eu já estava agachado por trás, lambendo o buraquinho e provocando arrepios em sua pele morena.

A mina foi obrigada a conter os gritos e seus dedos agarraram o encosto da carteira com força enquanto eu abria o caminho sagrado entre as preguinhas. Para mim, comê-la daquele jeito não era simplesmente realizar um desejo construído durante meses, era algo mais intenso, significava a submissão definitiva da moreninha sacana ante mim, eu estava ciente, se ela havia desenvolvido uma obsessão por mim, agora seria capaz de tornar-se uma escrava fiel das minhas vontades.

Juro, eu só repeti isso tudo umas cinco vezes naquele mês porque eu sabia: a esta altura podia fazer tudo o que desejasse com aquela garota - e a vingança por ela ter-me feito de otário durante todo o semestre era doce, muito doce.

Obviamente, isso não passou despercebido de olhares mais atentos, inclusive o da minha namorada. Já perto de terminar o ano, quando já estávamos nos formando e fazendo o vestibular para a faculdade, a namorada descobriu tudo e me deixou.

Tudo bem, não foi um baque tão grande, na verdade esse namoro teve mais períodos complicados que épocas de bonança - e agora eu poderia dedicar-me só a moreninha, cujo furiquinho ainda seguia me enfeitiçando!

Contudo, a morena soube do meu término com a namorada, pois a fofoca é um estopim queimando rápido em direção a um barril de pólvora, sempre. Daí, sem eu ter mais o status social no colégio e nem uma namorada para chifrar, a danada também me abandonou.

Eu tinha voltado à estaca zero, mas a essa altura não importava muito: finalmente eu havia perdido o cabaço, comido duas minas da escola por trás e agora tentaria entrar na Universidade, onde ainda conheceria muitas outras mulheres.

Bem nessa época, animado pelo meu novo status de solteiro oficial, uma noite juntei com o Atentado, Florzinha e Maluco para dar um presente de aniversário pro Perigo, afinal ele seria o primeiro da turma a fazer 18 anos.

Eu era estagiário no serviço público, o Florzinha, office-boy, Maluco tinha uma carrocinha de hot-dog e o Atentado trabalhava numa oficina mecânica, assim que alguma grana a gente tinha para inventar um lance maneiro. Discutimos horas ouvindo Raul Seixas sobre um presente pra ele.

Tentar chegar a um consenso entre cinco caras tão diferentes era quase uma missão impossível. Cordão de ouro? Roupa de surfista? Rodada de pizza? Garrafa de uísque? Paco de maconha? Uma trepada? Ôpa! Alguém sugeriu uma trepada? Claro! Como o Perigo era tarado, essa seria a melhor escolha!

No toca discos rolava Legião Urbana e fazíamos planos para concretizar o presente.

Levamos ele no estabelecimento lúgubre da Quadra 10? Damos umas voltas lá no Desfile de Tias e ele escolhe uma? Não, absolutamente não, queríamos que fosse algo especial e, acima de tudo, teria que ser surpresa.

Sim, a surpresa valeria mais que o presente, o cara jamais imaginaria qual era nosso plano e esse seria o ingrediente especial! Contudo, planejar uma situação onde um cara vai comer alguém sem nem ter ideia disso é meio complicado para articular.

E se… E se… E se…- essas reticências são as mentes diabólicas, embaladas pelos baseados e as cervejas, trabalhando sem nenhum foco ao tentar criar alguma ideia genial.

- E se a gente combinasse a parada toda antes? Tipo assim, vamos naquela sauna nova sobre a qual nos contaram?

- A tal Sauna Caribe? Aquela com umas garotas de programa?

- Essa mesma. Porra, lá é SÓ NO FILÉ, só tem mina gata!

- É, mas deve custar uma grana…

- E daí? A gente é quatro. Rachando, deve alcançar!

Perdão, eu não estou indicando quem disse o quê nessa conversa, mas, sinceramente, não me lembro exatamente como chegamos a isso.

Fomos para o tal endereço e tivemos muito trabalho para explicar à gerente que, apesar de sermos todos menores de idade, tratava-se de um presente para um amigo maior de idade.

Deu mais trabalho para convencê-la do nosso plano surpresa, logo, a gente precisava escolher antes a felizarda que seria o presente do Perigo.

Custou muito mais trabalho ainda pra negociar o desconto, pois o Perigo era bem tarado e convinha negociar de antemão o pacote completo: Sauna à dois, banho de língua, bola-gato, boquete, normal e anal.

Assim, evitávamos o risco de dar problema quando ele fosse usar o presente.

Bem, nunca subestime a capacidade de quatro moleques sem nada melhor pra fazer além de encher o seu saco. Teve até um desfile improvisado de tia pelada pra gente escolher quem seria o presente. Foi uma disputa acirrada: havia mulheres de todo tipo, umas oito candidatas fortes dividiram a opinião dos jurados, a gente quase brigou várias vezes, mas no final estávamos entre uma loirinha peituda e uma moreninha bunduda.

O Maluco sugeriu de a gente experimentar um pouquinho com as duas, nós quatro, tipo menu degustação, para ajudar a escolher. Ele era um cara bastante criativo, mas muito pouco prático: essa ideia nos faria gastar toda a grana do presente.

Contudo, o Atentado gostou da sugestão, já queria ficar pelado e renegociar tudo com a dona da sauna. Por sorte, eu e o Florzinha fincamos o pé em não torrar a grana e, depois de muita discussão pouco produtiva, terminamos escolhendo a loirinha peituda.

Na noite seguinte encontramos com o Perigo, vendamos o cara, metemos no carro e tocamos para a sauna. Ele estava super ansioso sem saber qual era o plano, ficou chutando para tentar adivinhar: “Pizza? Cerveja? Rodízio de pizza? Rodada de cerveja? Rodízio de pizza com cerveja?"

Bem, digamos que ajudou bastante a concretizar a surpresa o fato do Perigo ser um cara bem pouco criativo.

Quando chegamos, levamos ele até o quarto ainda vendado onde o deixamos esperando, e o sujeito não fazia a menor ideia do que iria acontecer, apesar dos gemidos vindos dos outros quartos e do cheiro de eucalipto e umidade extraordinários pairando no ar - sim, agora dou-me conta, além de ser pouco criativo, o Perigo era meio burrinho também.

Ficamos na ante sala esperando e, para nossa surpresa, entraram no quarto a loira e a morena, nuas em couro e juntas. Ante o mal entendido, fui falar com a gerente, vendo que ia dar problema pois não tínhamos nem um centavo a mais do que o combinado.

Ela deu um sorrisão e disse: “No início me pareceu muito estranho, mas depois achei vocês até legais, oferecendo um presente assim para um amigo. Então, conversei com as meninas e decidimos fazer uma oferta especial, tipo 2x1!”

Ôba, happy hour de mulher!

Olha, eu vou confessar, ficar esperando o Perigo e imaginando tudo o que ele estaria fazendo no quartinho com as duas foi um suplício, mesmo porque gastamos tudo no presente e ninguém podia se assanhar.

Pode até parecer mentira, mas ficamos jogando baralho com as minas desocupadas durante uma hora inteira, elas só de calcinha e sutiã e nós vestidos e de trem duro. Quando ouvimos o Perigo urrar gozando, entramos no quarto abruptamente, nós e as tias do local, todos cantando parabéns pra você!

Bem, logo em seguida seria o meu aniversário e eu estava ansioso para ganhar o meu presente também. O que poderia superar o presente do Perigo?

Pizza? Cerveja? Mulher? Rodízio de pizza? Rodada de cerveja? Rodízio de mulher? Rodízio de pizza com cerveja e mulher?

Nota: Confira os capìtulos ilustrados da série Zóio em mrbayoux.wordpress.com

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Comentários

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Excelente!

Da uma avaliada nos meus contos quando tiver um tempinho. Valeu.

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