Uma amiga, uma descoberta

Um conto erótico de Casal Maravilhoso
Categoria: Homossexual
Contém 589 palavras
Data: 12/05/2026 16:26:45

O calor daquele domingo parecia derreter a chácara inteira.

A família de Marcelo havia se reunido para um almoço perto de uma cachoeira escondida no interior de São Paulo. Crianças corriam pelo gramado, o cheiro de carne assada se misturava ao perfume da mata molhada, e a música sertaneja tocava baixa perto da varanda.

Eu, aos 43 anos, usava uma saída de praia leve sobre o biquíni preto. Marcelo conversava animado com os tios perto da churrasqueira, enquanto eu aproveitava a sombra das árvores ao lado de minha amiga Kelly.

Kelly era daquelas mulheres difíceis de ignorar. Loira, confiante, sorriso provocador, alguns anos mais nova que eu, sempre encontrava um jeito de tocar discretamente no meu braço durante as conversas.

Eu já havia percebido os olhares.

Os elogios demorados.

As brincadeiras com segundas intenções.

A atenção excessiva.

No começo, achei que era impressão.

Mas naquela tarde, perto da cachoeira, tudo ficou impossível de ignorar.

Nós duas decidimos caminhar até uma parte mais afastada da água enquanto o restante da família permanecia perto da piscina natural principal.

O som da cachoeira abafava o mundo.

Kelly entrou primeiro na água gelada, prendendo o cabelo molhado para trás enquanto me observava se aproximar devagar.

— Você sabe que chama atenção por onde passa, né? — Kelly comentou.

Sorri, tentando disfarçar o nervosismo.

— Você exagera.

— Não exagero, não.

O jeito como Kelly me olhava fazia o coração acelerar.

A água batia em nossas pernas enquanto o calor do sol atravessava as pedras claras ao redor da cachoeira. Não havia ninguém por perto.

Kelly se aproximou mais.

Perto demais.

— Faz tempo que eu queria fazer isso… — disse em voz baixa.

Antes que eu perguntasse o quê, senti a mão dela deslizar lentamente pela cintura molhada.

O choque do toque fez minha respiração falhar.

Por um instante, eu pensei em recuar. Pensei em Marcelo. Pensei na loucura daquela situação.

Mas havia algo intoxicante na tensão reprimida.

Kelly aproximou o rosto devagar, dando tempo para eu impedir, mas não consegui.

O beijo veio quente e lento, contrastando com a água fria da cachoeira. Eu fechei os olhos imediatamente, sentindo o corpo inteiro arrepiar enquanto os dedos da minha amiga percorriam minhas costas.

A adrenalina deixava tudo mais intenso.

O perigo.

A possibilidade de alguém aparecer.

O fato de estarem a poucos metros da festa da família.

Eu nunca tinha vivido algo assim.

E talvez fosse justamente por isso que parecia impossível parar.

Kelly puxou a parte de cima do meu biquini de lado, deixando meus seios livres, com os bicos escuros e pontudos à mostra. Ela começou a chupar lentamente, com um carinho e delicadeza que estava me deixando louca. Sua mão acariciava minha bucetinha por cima do biquini.

Ela puxou a parte de cima do seu biquini, liberando também seus seios, era maravilhoso, com as auréulas grandes e rosadas, colocando minha mão sobre eles. A sensação era diferente de tudo que havia vivido até o momento, sentindo o corpo de outra mulher.

Nós permanecemos escondidas entre as pedras e a vegetação por longos minutos, trocando carícias discretas e beijos carregados de desejo acumulado.

Quando voltaram para perto da família, já no fim da tarde, Marcelo sorriu ao me ver chegando.

— Sumiram, hein?

Kelly respondeu antes dela:

— A cachoeira tava boa demais pra voltar rápido.

Tentei agir naturalmente, mas ainda sentia o calor do corpo da amiga na pele molhada.

E ao cruzar o olhar com Kelly mais uma vez durante o pôr do sol, percebi que aquela tarde tinha despertado desejos que talvez não conseguisse mais esconder.

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