Tem mulher que passa despercebida no dia a dia. A Tamires era dessas. Não que fosse feia, longe disso. Mas no escritório, com aquelas roupas largas que ela usava, cabelo sempre preso, quase sem maquiagem, ela passava batido. Uma moça magra, rosto bonito, mas nada que fizesse você parar e olhar duas vezes.
Até que você a visse de short.
Um grupo de amigos do trabalho marcou uma trilha pra Praia do Perigoso. Eu topo qualquer rolê ao ar livre, então fui sem pensar duas vezes. A ideia era pegar a trilha cedo, passar o dia na praia, voltar no fim da tarde. Seis casais e uns solteiros, eu incluso.
Quando cheguei no ponto de encontro, ela estava lá.
Tamires. Mas não a Tamires do escritório. Outra mulher.
Branca, pele clarinha que já começava a pegar cor do sol. Cabelo castanho claro com fios dourados, soltos, caindo pelos ombros. Shortinho jeans, daqueles tão curtos que a barra some na dobra da nádega. Justo. Tão justo que dividia a buceta no meio, marcando cada centímetro. Por cima, um top preto que não escondia nada. Os peitos eram maiores do que eu imaginava. Firmes, empinados. E as pernas... lisas, torneadas, sem nenhum defeito.
O marido estava junto. Um cara magro, barba rala, cara de poucos amigos o tempo todo. Ela parecia incomodada com alguma coisa. Ou com ele.
A trilha começou. Trinta e duas pessoas no total, então o ritmo era lento. Perfeito. Eu fiquei atrás dela quase o caminho inteiro. Ela não sabia, mas eu estava ali, vendo cada passo. O short subindo um pouco a cada pernada, revelando a pele branca onde o sol não batia. A marca do biquíni por baixo do top. O suor descendo pelas costas, molhando os fios dourados do cabelo.
Meu pau ficou duro no meio da mata. Tive que segurar a mochila na frente pra disfarçar.
Cinquenta minutos depois, a praia apareceu. Areia branca, mar azul, pedras enormes cercando tudo. Um paraíso. Escolhemos um canto perto das pedras, estendemos as cangas. As mulheres começaram a tirar a roupa por cima do biquíni.
Quando a Tamires tirou o short e o top, eu parei de respirar.
Biquíni fio-dental. Daqueles que são só um triângulo minúsculo na frente e um fio atrás. A bunda dela, que eu sempre achei que fosse pequena, era redonda, empinada, durinha. E o fio se enterrava no meio, fazendo ela parecer completamente nua de costas. Na frente, o triângulo mal cobria. Dava pra ver o volume, a forma. Pelos pelos, dava pra ver que ela estava bem depilada. Quase toda.
Os peitos, soltos no top do biquíni, eram perfeitos. Grandes, firmes, os bicos escuros marcando o tecido molhado.
Ela pegou uma canga, estendeu, deitou de bruços. E eu fiquei parado, olhando, a boca seca.
Ela percebeu.
Virou a cabeça na minha direção, os olhos claros por trás dos óculos escuros. E não desviou. Ficou me encarando por alguns segundos. Depois, um canto da boca dela se ergueu. Um sorriso quase invisível. Ela sabia.
O dia passou. Banhos de mar, cerveja, brincadeiras. Ela sempre dava um jeito de ficar perto. Um esbarrão na hora de passar. Uma piada que me incluía. Um pedido pra passar protetor nas costas dela (o marido recusou, eu passei). Minhas mãos na pele branca e quente dela, o nó do biquíni molhado, a respiração dela mudando de ritmo.
Até que o marido foi cagar. Demorado.
Ela se aproximou de mim, do meu lado na areia, tão perto que eu sentia o calor do corpo. Um "esbarrão" acidental me empurrou contra ela. Senti meu braço roçar no peito dela. Ela não se afastou. Pelo contrário.
Foi quando ela "tropeçou" e a mão dela foi parar no meu short. Direto no meio das minhas pernas. Direto no meu pau, que já estava duro de novo. A mão dela apertou, de leve, por cima do tecido. Meu corpo todo travou.
— Desculpa — eu falei, sem pensar, o reflexo idiota de educação.
Ela olhou pra mim, os olhos brilhando. A mão ainda lá, apertando de leve.
— Desculpa pelo quê? — a voz dela era baixa, rouca. — Você não fez nada... ainda.
Ela soltou, se afastou, voltou pra canga dela. Meu coração parecia um tambor. Olhei pra ela. Ela olhou de volta. Sorriu de novo.
O marido voltou do mato. Sentou do lado dela, pegou uma cerveja. Ela nem ligou.
Mais tarde, a galera resolveu brincar na água. Aquele jogo idiota onde os homens colocam as mulheres nos ombros e elas tentam derrubar umas às outras. Estavam todos animados. Eu fiquei na areia, só olhando.
Ela veio até mim. Água escorrendo pelo corpo branco, os peitos quase saindo do biquíni, os fios dourados do cabelo grudados no rosto.
— Vamos? — perguntou.
Olhei pro lado. O marido estava encostado numa pedra, olhando pro mar, bebendo.
— E ele? — perguntei.
Ela nem olhou pra trás.
— Não vem. Tá chato hoje. Eu quero aproveitar.
Fomos.
Ela subiu nos meus ombros. O peso dela, as coxas claras apertando minha cabeça, o calor do meio das pernas quase no meu pescoço. Eu segurei nas canelas dela, sentindo a pele lisa. A brincadeira começou. Ela riu, empurrou, quase caiu. Agarrou minha cabeça, os dedos nos meus cabelos.
Na segunda queda, quando eu a puxei de volta pra cima, ela segurou minha mão.
— Calma — disse, a voz perto do meu ouvido. — Me dá sua mão.
Não entendi. Ela guiou minha mão. Subiu pela coxa dela. Chegou no meio. E então, com um movimento lento, deliberado, ela fez meus dedos deslizarem por dentro da coxa, até o meio, até aquele triângulo minúsculo do biquíni.
Meus dedos encontraram o tecido. Estava molhado. Não de água do mar. E o tecido... estava deslocado. Fora do lugar. Meus dedos tocaram pele. Pelos. E depois, diretamente, a carne quente, úmida, aberta da buceta dela.
Ela empurrou minha mão de leve contra si. Por um segundo, senti o calor, a umidade, a textura. Depois, ela soltou, ajeitou o biquíni de volta, e sussurrou no meu ouvido, a boca quente:
— Olha como você me deixou.
Meu pau doeu de tão duro.
A brincadeira acabou. Voltamos pra areia. O marido estava exatamente onde tinha ficado, só que agora capotado, dormindo na areia, a canga na cara.
Ela olhou pra ele. Depois pra mim.
— Vou nadar mais um pouco — disse, em voz alta, pros outros. — Alguém vem?
Ninguém quis. Só eu.
Entramos no mar. Nadamos devagar, pra fora, longe da areia. Ela na frente, eu atrás, vendo a bunda dela se movendo na água, o fio dental desaparecendo a cada braçada.
Mais longe, tinha uma pedra grande, lisa, que dava pra subir. Ela nadou até lá. Subiu. Eu subi atrás.
Lá em cima, ninguém via a gente. A pedra escondia a vista da praia. Só o mar em volta, o sol quente, e a gente.
Ficamos ali por um segundo, ofegantes, água escorrendo pelos corpos, os cabelos dela grudados, os fios dourados brilhando no sol. Ela me olhou. Eu olhei pra ela. Não teve conversa.
Nos beijamos.
Foi um beijo violento, de língua, de mordida, de fome acumulada. Minhas mãos foram direto pros peitos dela. Soltei o nó do biquíni. Eles saltaram pra fora, grandes, pesados, os bicos escuros e duros. Abaixei a boca, chupei um, mordi de leve. Ela gemeu, puxou meu cabelo.
Minhas mãos desceram. Puxei o fio do biquíni dela pro lado. Ela estava escancarada. A buceta rosada, inchada, escorrendo. Escorrendo de verdade, mel escorrendo pelas coxas claras. A visão era tão suja, tão perfeita, que eu quase gozei ali.
Abaixei. Ajoelhei na pedra, puxei ela pra perto. Enterrei a cara ali.
O gosto dela era forte, salgado, viciante. Chupei com vontade, a língua passeando por tudo, no clitóris duro, na entrada, lambendo cada gota. Ela se segurou no meu ombro, as pernas tremendo, os gemidos presos na garganta.
— Isso... assim... caralho, assim... — ela gemia, baixinho, com medo de ecoar.
Ela gozou rápido. O corpo inteiro tremeu, as mãos apertando meu ombro com força, um gemido longo e preso escapando. Senti o gosto mais forte na língua, o mel escorrendo.
Levantei. Beijei ela de novo, dando a ela o próprio gosto. Ela chupou minha língua, os olhos vidrados. Depois, sem aviso, desceu. Ajoelhou na pedra, abriu meu short. Meu pau saltou pra fora, duro, latejando, a cabeça roxa. Ela olhou pra ele, passou a língua nos lábios. Depois, abocanhou de uma vez.
A boca dela era quente, molhada, perfeita. Ela chupava com força, a cabeça indo e vindo, uma mão na base, a outra apertando minha coxa. Olhava pra cima enquanto me fodia na boca dela, os olhos marejados, um sorriso sujo no canto da boca. Os fios dourados do cabelo balançando no ritmo. Eu segurei seus cabelos molhados e empurrei mais fundo, sentindo a garganta. Ela aceitou tudo, sem engasgar.
Puxei ela pra cima. Virei de costas, encostei na pedra. A bunda dela, pequena mas redonda, empinada, a pele branca contra a pedra escura. A buceta molhada, aberta, esperando. Encostei a cabeça, roçando no clitóris.
— Me fode logo — a voz dela era um sussurro rouco, desesperado. — Quero gozar de novo, porra.
Empurrei.
Entrei de uma vez, fundo, até o talo. Ela gemeu alto, abafando com a mão. Comecei a meter. Estocadas fortes, profundas, que faziam a carne dela estalar contra a minha. A pedra era áspera, mas ela nem sentia. Só gemia, empinava mais, pedia mais.
— Assim... assim, caralho... enche essa buceta...
Alternava ritmo. Metia forte, depois devagar, deixando ela rebolar no meu pau. Ela se movia em círculos, gemendo, os dedos cavando a pedra. A visão da bunda branca dela quicando, do biquíni frouxo, da pele molhada, era pornografia pura.
Senti o orgasmo chegando. A pressão, o calor.
— Vou gozar — avisei, ofegante.
Ela se virou rápido, ajoelhou de novo. Abriu a boca.
— Na boca. Quero tudo na boca.
Punhetando rápido, sentindo a explosão chegar. Ela olhava, a boca aberta, a língua pra fora, os olhos pedindo.
— Goza, porra. Me dá esse leite.
Explodi. Jorrei na boca dela, jatos fortes, quentes. Ela recebeu tudo, a boca cheia, alguns fios escapando pelo canto. Quando acabou, ela fechou a boca, engoliu. Depois, abriu de novo, mostrando a língua limpa. E ainda lambeu a cabeça do meu pau, devagar, limpando o resto.
Ficamos ali, ofegantes, olhando um pro outro. A realidade voltando aos poucos.
Nos beijamos mais uma vez, devagar. Ajeitamos as roupas. O biquíni dela de volta no lugar, meu short subindo. Ninguém tinha visto nada. O mar lá embaixo, a pedra em volta, o sol ainda quente.
Entramos na água. Nadamos de volta devagar, exaustos, o corpo leve.
Quando chegamos na areia, eles estavam todos lá. E o marido também. Acordado. Olhando pra gente.
Cara fechada. Braços cruzados.
Meu estômago gelou.
Ela não perdeu a pose. Foi até ele, passou a mão no rosto dele, deu um beijo na boca.
— Tava com medo de nadar sozinha — disse, natural. — Pedi pra ele me acompanhar. Fomos até aquela pedra ali.
O marido olhou pra mim. Depois pra ela. Demorou uns segundos.
— Tudo bem — disse, a voz seca. — Obrigado.
Ela sentou do lado dele, pegou a canga. Tudo normal. Como se nada tivesse acontecido. Como se ela não tivesse engolido minha porra meia hora antes.
Fiquei olhando os dois. Ela, tranquila, bebendo água, os fios dourados do cabelo secando ao sol. Ele, com a mesma cara de poucos amigos, olhando pro mar.
Será que ele sabe? Será que ele desconfia? Será que ele gosta?
Não sei.
Mas toda vez que encontro a Tamires no escritório, de roupa larga e cabelo preso, eu lembro. Lembro da buceta dela na minha cara. Lembro do gosto. Lembro do gemido dela na pedra. Lembro dela engolindo tudo e pedindo mais.
Ela passa por mim no corredor com um sorriso educado. "Bom dia".
Eu respondo "bom dia", mas penso em outra coisa.
Penso no dia em que o marido não estiver por perto de novo.