Nossa primeira vez em uma casa de Swing

Um conto erótico de Casal Grego
Categoria: Heterossexual
Contém 521 palavras
Data: 22/02/2026 20:18:38

Aos apreciadores de uma boa leitura, vamos deixar uma aqui, apreciem com moderação e deixem que sua mente decida se é uma fato real ou apenas um conto, um beijo 😉

Quando ele falou pela primeira vez, foi como se tivesse derrubado algo frágil no meio da sala.

— Já pensou em ir a uma casa de swing?

Eu ri. Um riso curto, nervoso, quase defensivo. Aquilo não combinava com a nossa rotina, com o café passado todas as manhãs, com as conversas sobre trabalho e contas. Olhei para ele tentando encontrar ironia, provocação barata, qualquer coisa que justificasse aquela frase. Não encontrei.

— Não é o que você está pensando — ele disse, rápido, como quem tenta impedir um estrago maior. — Não é troca. Não é traição. É… ambiente. Com você. Só nós dois.

Passei dias remoendo aquilo. A palavra ambiente ficou presa em mim de um jeito desconfortável. Eu me sentia ofendida e, ao mesmo tempo, curiosa. Como se ele tivesse aberto uma porta que eu nunca tive coragem de tocar, mas sempre soube que existia. O que me incomodava não era a ideia do lugar — era o quanto meu corpo reagia a ela, em silêncio.

Quando finalmente aceitei, disse a mim mesma que era apenas para olhar. Conhecer. Estabelecer limites. Ele segurou minha mão no carro como se aquilo fosse um acordo sagrado.

O lugar não era como eu imaginava. Nada de vulgaridade explícita. Luz baixa, vozes abafadas, risos contidos. Pessoas conversando perto demais, olhos demorando um segundo a mais do que o socialmente aceitável. O ar era quente, carregado de algo que não se via, mas se sentia na pele.

Eu percebi meu corpo antes da minha mente. O calor subindo pelo pescoço, a respiração ficando mais lenta. Senti o suor surgir na base das costas, escorrer com preguiça, como se também quisesse ser notado. Meu marido estava ao meu lado, atento. Não me tocava além do necessário. E isso me deixava estranhamente mais exposta.

Eu sabia que olhavam. Não com pressa, não com fome descontrolada. Era observação. Presença. Eu caminhava sentindo cada passo, cada músculo consciente de si. Não estava ali para ninguém além de mim — e, ainda assim, ser vista fazia parte.

Ele se inclinou e falou baixo, quase dentro do meu ouvido:

— Se em qualquer momento você quiser ir embora, a gente vai.

Aquilo não me acalmou. Me incendiou. Porque percebi que eu não queria ir. Queria ficar mais um pouco. Queria entender por que meu corpo respondia antes que eu pudesse organizar um pensamento coerente. Queria sentir aquele limite elástico, sendo testado sem ser rompido.

Sentei em um sofá, o couro quente contra a pele. Cruzei as pernas devagar, consciente demais do gesto. Respirei fundo. Ele me observava como se estivesse me conhecendo de novo. Como se eu estivesse me revelando sem dizer uma palavra.

Nada aconteceu. E ainda assim, tudo estava acontecendo dentro de mim.

Quando fomos embora, o silêncio no carro era espesso. Eu ainda sentia o calor, o olhar imaginário, o peso daquela descoberta. Ele apertou minha mão.

Eu não disse nada. Mas sabia: aquela porta não tinha se fechado.

E eu queria voltar.

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