Criada pelo mestre

Um conto erótico de Huuum my bitch
Categoria: Heterossexual
Data: 17/04/2018 13:11:23
Nota 10.00

Eu acordei com barulhos de conversa, vindo do andar de baixo. Ergui a cabeça e olhei para a janela, acima da cabeceira da minha cama e o céu ainda estava escuro.

-Há não. Papai chegou bêbado outra vez. Tomara que não tenha trago, aqueles amigos. - Sussurrei para mim mesma, me sentando na cama e apoiando meus pés no chão.

Enquanto me levantava, escutei um grito alto de uma voz que eu não conhecia. Não consegui entender o que o homem havia gritado, mas o tom da sua voz foi o suficiente para disparar meu coração e me deixar assustada. Abrindo devagar a porta do quarto, sai pelo corredor escuro que tinha apenas uma iluminação fraca no topo da escada, vindo das luzes acesas na sala. Eu me aproximei da escada, me escondendo no canto da parede e vi meu pai sentado no meio da sala, em uma das cadeiras velha da cozinha. Ele estava amarrado pelos pés e as mãos. Aquilo me fez sentir medo e meu coração disparou ainda mais em um ritmo cardíaco, que fez meu peito estremecer. A frente do meu pai, havia um homem de cabelos grisalhos e de terno cinza, que falava em um tom de voz bem alterado. Era a voz que ouvi gritar anteriormente. Ele segurava uma arma na mão direita e a balançava em direção ao meu pai enquanto falava.

- Onde está meu dinheiro, Bob? Você tem que pagar o que me deve ou sabe muito bem, o que eu irei levar de você! - Ameaçou o homem de cabelos grisalhos, apontando a arma em direção a escada.

- Eu não tenho a sua grana, Charlie. Você tem que me dar mais alguns dias. - Pediu meu pai com a voz embargada e cansada. 4

Meu pai estava muito machucado. Seu olho direito e sua boca estavam inchados, ele estava suado e sangrando. Baba escorria de sua boca, junto ao sangue de seus lábios. Ele estava muito encrencado desta vez. Senti uma lágrima quente escorrer pelo meu rosto, não havia me dado conta de que estava chorando. Junto a ele no comodo, ainda haviam mais dois homens que vestiam um terno preto, dispensando o uso da gravata. Entre eles, uma outra cadeira da cozinha com uma bolsa de couro de cor café sobre a mesma. O homem que meu pai chamou de Charlie, pediu a um de seus outros homens, os quais deduzi ser seus capangas, que dessem a ele o soco inglês.

- Eu não tenho mais tempo para te dar, Bob. - Disse Charlie pegando o soco inglês e o colocando em seus dedos. - Estou cansado de suas enrolações. Mas ainda tenho tempo para te socar.

Ele bateu com força no nariz do meu pai, fazendo sangue espirrar de volta manchando sua camisa branca que completava seu terno. Junto ao meu pai, abri minha boca para gritar quando uma mão firme a tapou por trás, me puxando de volta para o corredor escuro. Eu me debatia tentando me livrar daqueles longos braços que me prendiam, enquanto escutava meu pai urrar de dor e o homem lá embaixo gritar com ele. Quando chegamos na porta do meu quarto, a mão se afrouxou um pouco da minha boca e uma voz calma, porém, de tom autoritário falou baixo em meu ouvido.

- Não grite! Vou soltar você, mas fique quieta! - Eu assenti com a cabeça, tentando me acalmar.

Ele soltou aos poucos seu braço que que estava em torno do meu corpo tremulo e tirou sua mão da minha boca. Eu encostei na parede do corredor, ficando de joelhos e me sentando sobre meus calcanhares. Choramingando baixinho, senti as lágrimas escorrerem sem parar pelo meu rosto. O rapaz se agachou ao meu lado, tirando uma mecha de cabelo caía sobre meu rosto e a colocando atrás da minha orelha.

- Estamos aqui pelo seu pai. Não vamos fazer nada com você, fique calma. - Disse ele passando a mão pelos meus cabelos soltos nas costas, que iam até minha cintura. Ele se levantou e se afastou em alguns passos. - Vá para o seu quarto e fique lá até que não tenha mais ninguém aqui. - Disse dando as costas para mim e saindo rumo a escada.

Fiz exatamente o que ele mandou. Fui para meu quarto e fechei a porta, mas os barulhos do espancamento misturado os gritos de dor do meu pai, ainda me desesperavam. Peguei meu cobertor e entrei para dentro do armário de roupas e por lá fiquei. Assim sentia que os sons se abafaram mais. Tudo o que fiz trancada ali dentro, foi chorar e pedir a Deus que não deixasse aqueles homens matarem meu pai.

* * * *

HITAN.

Descendo a escada, escutei quando a porta se fechou no corredor. "Boa menina.", pensei. Chegando na sala, Charlie ainda gritava com o Bob enquanto limpava sua mão suja de sangue. Bob gemia de dor com o rosto completamente desfigurado. Charlie olhou para mim e me deu seu sorrisinho antipático, que tanto odeio.

- Nada lá em cima? - Perguntou apontando com o queixo, para a escada.

- Não. Nada lá em cima. Eu olhei em cada comodo. Nosso dinheiro não está aqui. Na verdade, acho que ele nem se quer existe. - O respondi, ficando de frente para o Bob. - Ele fez um estrago com você, Bob. Mas nós tínhamos um outro acordo. Se você não tivesse nosso dinheiro, você nos daria a sua filha. E bom... agora eu quero a sua filha. - Disse olhando para a escada. - Vê-la dormindo como um anjinho lá em cima e com sua beleza radiante, me fez concordar que ela salda a sua dívida de duzentos e cinquenta mil dólares, comigo e com o Charlie. - Me agachei a sua frente e observei seus machucados.

- Pode levá-la. - Respondeu Bob com dificuldades.

- E eu vou! Mas não agora. Eu virei buscá-la pela manhã. A quero ciente de que está indo comigo para nunca mais voltar. Também quero que você a diga, o porque ela está indo comigo e para que ela irá me servir. Eu fui claro, Bob? - Perguntei ficando de pé novamente.

- Sim. Eu direi. - Ele respondeu encarando o chão.

Charlie saiu sem dizer nada mais. Os homens que ali estavam, trabalham para mim. Um deles recolhia meus instrumentos de tortura, enquanto o outro desamarrava o Bob. Eles foram saindo a minha frente e eu parei na porta, me virando para trás e olhando para a escada.

- Às oito horas, Bob. Que ela esteja pronta para partir. - Sai fechando a porta atrás de mim.

Entrando no carro, Charlie me chama. Me virei para ele, não muito afim de ouvir o que ele tinha a me dizer.

- Espero que tenha sorte, com sua mais nova submissa. - Disse com um sorriso irônico no rosto, entrando no banco traseiro do seu carro.

Não me dei o trabalho de respondê-lo, apenas sorri ironicamente igual.

* * * *

LORIN.

Finalmente o silêncio tomou conta da casa. Acho que devo ter ficado por uma hora dentro do armário ou mais. Há mais de meia hora já não se ouvia mais nenhum barulho pela casa. Sai do quarto e fui andando rumo a escada. Tive medo de encontrar meu pai morto no chão da sala. Descendo um degrau de cada vez, aperei no meio da escada e vi que meu pai estava caído no chão para frente da cadeira onde ele estava sentado. "Se ele estava desamarrado, aqueles homens não estão mais aqui.", pensei. Desci rápido a escada, correndo de encontro ao meu pai que gemeu de dor quando me aproximei dele. Seu rosto estava totalmente inchado e ensanguentado, nem mesmo parecia ser ele. Ele gemia algo que eu não conseguia entender. Aproximei meu ouvido da sua boca e ele me pedia água. Fui correndo até a cozinha e peguei um copo d'água e dois analgésicos no armário, perto da geladeira e voltei para sala. Meu pai tentava se sentar sozinho no chão. Coloquei o copo e os comprimidos sobre a cadeira e o ajudei a se sentar, o escorando na meia parede que separava a sala da cozinha.

- Beba, papai. - Disse entregando a ele os remédios e o copo. - Você deve estar sentindo muita dor. - Ele os pegou das minhas mãos e os tomou com muita dificuldade.

- Obrigado. - Ele balbuciou me devolvendo o copo depois de matar sua sede e tomar os comprimidos.

- O que o senhor fez desta vez, papai? Por que aqueles homens o machucaram tanto? - Ele passou sua mão esquerda pelos meus cabelos e negou com a cabeça em me dizer.

Amanhã com certeza, seria mais um dia de aula que eu iria faltar. Meu pai sempre se metia em brigas, das quais eu passava um dia inteiro tentado cuidar dele, quando na verdade deveria ser ao contrário. Mas raramente trazia suas confusões para casa e ninguém nunca o tinha machucado tanto, o que me levou a pensar que desta vez ele devia muito dinheiro para aqueles homens. Bob Clark, era um pai solteiro e bêbado maior parte do tempo. Viciado em jogos de azar, principalmente no Poker, acabamos perdemos muitas coisas dentro de casa, como móveis, eletrodomésticos e até mesmo nosso carro velho. Obviamente, também foi por esse motivo que minha mãe nos deixou, quando eu tinha apenas oito anos de idade. Ela não suportou mais. Porém, foi uma egoísta em partir e me deixar aqui sozinha com ele. Desde o dia em que ela passou pela porta da sala com suas malas nas mãos, me dizendo para parar de chorar e me desejando boa sorte com meu pai, nem mesmo se quer ouvimos alguém pronunciar seu nome outra vez.

Ajudei meu pai a se sentar no único sofá da sala que restou e fui até banheiro para buscar uma toalha molhada com água quente, na intenção de limpar seu rosto ensanguentado. Trouxe também, uma camiseta limpa, já que a dele estava banhada de suor e sangue. Ele gemia de dor, a cada passa leve da toalha em seu rosto com inúmeros cortes causados pelo espancamento. Ele precisava ir a um hospital, mas não posso levá-lo. Meu pai não tinha uma ficha muito boa na polícia e os médicos com certeza iriam querer saber o que houve e em menos de vinte minutos a policiais estariam no hospital. Meu pai sempre me dizia, "Nada de hospital e nada de polícia. A gente se cuida sozinho, menina burra." e com certeza desta vez não seria diferente. Depois de ajudá-lo a se trocar, passei pomada cicatrizante em seus punhos feridos pelas cordas que o amarraram forte.

Pensei que talvez, comer fosse fazê-lo bem. Com certeza a única coisa que ele pôs em seu estomago hoje foi álcool. Fui para a cozinha ver o que tínhamos para preparar uma sopa. Quando olhei para o relógio na parede, percebi que já passavam um pouco mais das três horas da manhã e eu já estava me sentindo absolutamente cansada. Não tínhamos muita coisa na geladeira e nem nos armários, mas deu para improvisar. Eu o ajudei a tomar a sopa e quando terminamos, ele me pediu um cobertor. Disse que dormiria ali mesmo está madrugada. Busquei para ele, o ajudando a se deitar e depois o cobrindo. Fui para minha cama e me deitei pensando no dia longo que teria quando amanhecesse. Acordei com meu pai me chamando, parado ao lado da minha cama. Parecia que eu havia acabado de me deitar, mas o relógio no criado mudo me mostrava que já eram sete e meia da manhã. Me sentei na cama preocupada, perguntando se ele sentia dor ou se estava com fome.

- Arrume suas coisas. Só o essencial e nada mais. - Foi o que me disse em resposta a minhas perguntas.

Sem nem mesmo entender direito o que ele havia me dito, por causa da boca machucada, me levantei da cama e o encarei com duvidas. Seu rosto ainda estava muito inchado, só que agora com grandes manchas roxas.

- Porque, papai? Teremos que fugir? Acha que aqueles homens vão voltar aqui? - Ele bufou irritado com meu interrogatório.

- Não! - Respondeu rude. - É você quem vai embora! - Disse em um grito. Aquilo me atingiu como uma flecha no meio do peito, me causando dor e um nó na garganta.

- Porque, papai? Você acha que eles podem me machucar? É isso? - Perguntei segurando o choro. - Para onde eu vou, se não temos ninguém? Não posso deixa você aqui, papai!

Do outro lado da cama de solteiro, ele me agarrou pelos braços com força e me puxando para si, fazendo com que eu ficasse de joelhos sobre o colchão.

- Faça o que estou mandando, garota burra. Você irá embora hoje! Eu não te quero mais aqui! - Disse aos berros.

Chorei com desespero e confusa. "Do que ele está falando? Porque ele não me quer mais aqui? Sou eu quem sempre cuida dele!", pensei. Ele empurrou para trás, me deixando cai de costas no chão frio do quarto e saiu repetindo aos gritos, que eu devia arrumar minhas coisas. Aos prantos e sem saber o porquê ele me mandava ir embora ou para onde, corri para banheiro me trancando lá dentro. Meu choro o irritava e ele sempre me batia por isso. Então quando eu chorava, sempre trancava no banheiro para que ele não me ouvisse ou me visse. Fiquei lá por alguns minutos, enquanto ouvia seus passos pesados pelo corredor. "Provavelmente está arrumando minhas coisas. Mas para onde ele vai me mandar?", me questionei.

Eu sempre soube que meu pai nunca me amou, como um pai ama seus filhos. O próprio já havia me dito isso, por muitas e muitas vezes. Já havia até mesmo, ouvido isso da minha mãe também. Apesar de tudo o que ele fazia comigo todos os dias, eu o amava. Ele era a única coisa que eu tinha. Ele era minha única família! Sai do banheiro e fui para meu quarto. Meu armário estava aberto e os cabides jogados por toda parte no chão. As gavetas da cômoda, estavam reviradas e algumas fora do lugar jogadas sobre a cama. Ele mesmo havia arrumado todas as minhas coisas. Desci a escada e o encontrei na cozinha, bebendo algo em uma xícara. Não precisava eu ver, para eu saber que café não era. Sem duvidas devia ser alguma bebida alcoólica, às oito horas da manhã.

- Pai. Por favor, eu prometo fazer as coisas certas. Não me mande embora. Eu te amo! - Eu supliquei em meio muitas lágrimas.

- Eu estou dando você como pagamente da minha dívida com aquele homem! - Disse quase em um grito. - Eu não tenho o dinheiro para dar a ele e ele quer você. Ele vai cuidar de você, melhor do que eu. Mas tem que ser boazinha, se não vai sofrer com ele tanto quanto sofre comigo. - Disse em um tom de voz ameaçador.

- Está me dando para aquele homem que bateu no senhor? Mas eu sou a sua filha, você não pode fazer isso comigo. - Disse horrorizada.

Meu pai estava me dando para um homem, que eu não conhecia. Um homem agressivo, que o espancou durante horas na madrugada. "Deus, tenha piedade de mim!", supliquei em pensamentos. "O que será que aquele homem fará comigo?", me perguntei.

- Eu posso sim! Você só me dá trabalho e gastos que não posso ter. Se sua mãe não te quis, porque eu tenho que querer?

Escutei o barulho de um carro à frente de casa e olhando por cima do ombro e pela janela da sala, pude ver um carro preto estacionar próximo ao meio fio. 1

- E se ele fizer coisas ruins comigo, papai? E se ele me machucar também?

- Se não for ele, será eu, sua vadiazinha. Você é igual a sua mãe. Uma puta. É exatamente isso que você será para o filho dele. Uma putinha! - Disse a última frase com tanto ódio na voz, cuspindo em meu rosto. - Vá se trocar. Eles chegaram. 1

Ele passou por mim, indo direto até a porta da sala e a abrindo sem esperar alguém bater. Fui até a lavanderia e vesti uma calça jeans, uma blusa e meu único casaco. Me troquei rápido e ali mesmo. Enquanto calçava as meias e o tênis, meu pai veio até a porta e sem dizer nada, me pegou pelo braço e me arrastou até a sala. Lá, eu encontrei o mesmo rapaz que me mandou ficar no quarto, esta madrugada. Dessa vez, ele vestia um terno perfeitamente alinhado e tinha os cabelos bem penteados em um corte social. Ele me encarou, observando meus olhos vermelhos e molhados pelo choro e sorriu como quem me pedia calma, notando minha feição assustada.

- Oi, Lorin. - Disse abrindo seu sorriso, me mostrando seus com dentes brancos e perfeitos. - Não precisa ficar com medo. Me diga. O seu pai lhe disse, o porque está indo embora comigo?

Ele parou de falar, esperando por minha resposta, mas eu tinha um nó formado em minha garganta, que me impedia de dizer qualquer coisa. Então, apenas assenti com a cabeça.

- Ótimo. Ele também contou a você, o porque eu te quero?

Sua pergunta me fez começar a chorar novamente. "Sim! Eu sei. Eu serei sua "putinha", como bem disse meu pai.", o respondi em pensamento, mas outra vez eu apenas assenti com a cabeça.

- Despeça do seu pai, Lorin. Essa será a última vez que você o vê.

Eu me virei para o meu pai, chorando e tremendo de medo. Muito medo! Quando fiz menção de abraça-lo, ele me segurou pelos ombros e me empurrou em direção do rapaz. Mesmo com a cara arrebenta, eu pude ver em seu rosto que não havia remoço pelo o que ele estava fazendo comigo. De certa forma, ele estava se livrando de um peso em sua vida. Nesse exato momento, eu percebi que realmente jamais teria o amor do meu pai, que eu tanto tentei ganhar. Eu me afastei dos dois e fui saindo para fora de casa, tentando não chorar mais. "É isso. Se eu achava que minha vida estava ruim, com um bêbado que apostava até as cuecas, ela estava prestes a ficar pior. Eu serei a puta de um homem que eu não conheço, aos treze anos de idade.", disse para mim mesma em pensamentos. 2

Enquanto os dois conversam lá dentro, eu me sentei no balanço na frente de casa no que era para ser um jardim e esperei por alguma ordem de alguém. Observei que havia dois carros pretos estacionados no meio fio, um a frente do outro. Um homem saiu de dentro da casa, carregando minha única mala e a guardando no porta malas do primeiro carro. Sem esperar por mais tempo, o rapaz saiu de lá dentro com os olhos vidrados em mim. Apesar da feição séria, ele não devia ter mais do que uns vinte e cinco anos de idade. Ele veio até mim, se agachando à minha frente e me dando outro sorriso, mas desta vez um amigável.

- Não tenha medo, Lorin. Eu não vou te machucar. Vou cuidar de você, anjinho. Melhor do que aquele cara, ali dentro. - Ele disse passando as mãos pelos meus cabelos. - A propósito... eu sou Hitan. Hitan Hunt.

A porta traseira do primeiro carro se abriu e eu virei a cabeça para a direita, observando quem de dentro dele saia. Era uma moça loira, muito bonita e bem vestida. Ela caminhou em nossa direção e ao se aproximar, me cumprimentou pelo meu sobrenome, abrindo um sorriso simpático. Aquilo estranhamente me confortou. Voltei meu olhar para o Sr. Hunt, quando ele começou a falar novamente.

- Lorin. Essa é a Srta. Tramell. Ela irá cuidar de você pelos próximos cinco anos. Você irá morar em Londres com ela e receber uma boa educação. Ela será responsável e por me informar diariamente sobre seu comportamento e de providenciar tudo do que precisar. Nós manteremos contato através dela. - Ele se levantou e ajeitou seu paletó, alisando suas mãos suavemente no tecido. - Há... Lorin. Seja obediente ou será severamente punida. - Disse com a voz imponente.

Ele me estendeu sua mão, para que eu me levantasse e o acompanhase.

Sem nem pensar muita, me sentindo um pouco tonta e atordoada por tudo o que estava acontecendo nas últimas horas, coloquei minha mão sobre a sua e me levantei. Olhei pela última vez para minha casa na Filadélfia e segurando a minha mão, ele me levou até a calçada, junto ao primeiro carro.

- Nos despedimos aqui, Lorin. Boa viagem as duas. Srta. Tramell, você já sabe de suas obrigações. - Disse ele para ela, ainda com seus olhos azuis que contrastavam perfeitamente com seus cabelos pretos, encarando fixamente meus olhos.

- Sim, Sr. Hunt. - Só com sua resposta, seus olhos se desviaram dos meus.

Ele apertou sua mão e depois passou a sua pelos meus cabelos outra vez, os acariciando e se curvou para frente me dando um beijo na testa com um sorriso delicado nos lábios. Fiquei completamente assustada. Assustada comigo mesma, porque o medo que sentia simplesmente foi sumindo e fazendo o ar entrar mais leve nos meus pulmões novamente. Respirando fundo e lentamente, eu o vi se afastar de nós duas, entrando em seu carro no banco de trás. "Aquele lindo homem, com aparência encantadora como a de um príncipe nos livros de histórias infantis, seria minha cruz ou minha redenção?", essa somente essa a questão que rondava meu cérebro.

Comentários

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21/08/2018 03:37:48
Uau, amei
24/04/2018 13:40:47
Uaaau! Nossa! Que babado!
17/04/2018 18:59:05
sensacional
17/04/2018 14:42:51
excelente conto continue
17/04/2018 13:20:20
Ameiiii