Oie, gente. Manu aqui novamente, rs.
Depois daquela primeira noite com Davi, acho que não preciso nem dizer que aquilo que deveria ser apenas uma transa casual acabou se repetindo.
E repetindo.
E repetindo mais algumas vezes.
Risos.
Quando percebi, já tinham se passado alguns meses e aquela história de "é só diversão" tinha ido completamente para o espaço.
Davi começou a passar cada vez mais tempo comigo, eu comecei a passar algumas noites no apartamento dele e, naturalmente, fomos nos aproximando.
Não teve nenhum pedido de namoro cinematográfico.
Nada de pétalas de rosas, restaurante caro ou aliança escondida em taça de champanhe.
Simplesmente aconteceu.
Um dia percebi que ele já me apresentava para as pessoas como namorada.
E eu não corrigia.
Então acho que estávamos namorando.
Risos.
Eu gostava do Davi.
Gostava mesmo.
Ele era divertido, trabalhador, independente e tinha uma energia que combinava muito comigo.
Apesar de ser alguns anos mais novo, nunca senti que estava namorando um menino.
Davi sabia conversar.
Sabia resolver as coisas.
Tinha planos para o futuro.
E ao mesmo tempo ainda carregava aquele lado mais jovem que eu tinha praticamente abandonado nos últimos anos.
Ele gostava de festa.
Gostava de juntar os amigos.
Churrasco.
Funk.
Piscina.
Às vezes me fazia sentir como se eu tivesse voltado alguns anos no tempo.
Só que agora era diferente.
Eu não era mais aquela Manu que precisava estar bêbada até cair ou fazer alguma loucura para dizer que tinha aproveitado a noite.
Eu conseguia curtir.
Beber.
Dançar.
Transar.
E no outro dia levantar normalmente e seguir minha vida.
Pelo menos era o que eu acreditava naquele momento.
Num sábado, Davi me chamou para um churrasco na casa de um amigo dele.
Era um pessoal que eu já conhecia dos outros encontros.
A maioria eram amigos antigos, gente que cresceu com ele, alguns casados ou namorando, outros solteiros.
Já tinha me acostumado com aquela turma.
E eles também comigo.
Naquele dia estava fazendo um calor absurdo e a casa tinha uma piscina.
Eu estava no quarto do Davi terminando de me arrumar quando ele apareceu segurando uma sacolinha.
-Trouxe uma coisa para você.
Olhei desconfiada.
-O quê?
Ele entregou.
Abri e encontrei um biquíni.
Preto.
Bonito.
Pequeno.
Olhei para ele.
-Davi.
Ele começou a rir.
-Que foi?
Levantei a parte de baixo.
-Isso aqui cobre o quê exatamente?
-O necessário.
Comecei a rir.
-Você não presta.
Ele veio me abraçando pela cintura.
-Experimenta.
-Seus amigos vão ver minha bunda inteira.
Ele deu de ombros.
-Eles já sabem que você tem bunda.
Olhei para ele.
-Idiota.
Acabei vestindo.
Confesso que gostei.
Não era vulgar.
Mas era pequeno.
Principalmente atrás.
E como vocês sabem, meu apelido aqui no site não surgiu do nada.
Risos.
Minha bunda sempre foi minha marca registrada e aquele biquíni definitivamente valorizava bastante essa parte do meu corpo.
Fiquei me olhando no espelho.
Davi apareceu atrás de mim.
Colocou as mãos na minha cintura e ficou olhando nosso reflexo.
-Ficou perfeito.
-Você comprou um número menor de propósito.
Ele começou a rir.
-Claro que não.
-Mentiroso.
Ele apertou minha bunda.
-Vamos?
Coloquei um shortinho por cima e fomos.
Quando chegamos, a festa já estava acontecendo.
Tinha umas quinze ou vinte pessoas.
Música.
Carne na churrasqueira.
Cerveja.
Caipirinha.
Gente dentro da piscina.
Aquele tipo de churrasco que começa tranquilo no almoço e, dependendo da quantidade de bebida, ninguém sabe exatamente como vai terminar.
No começo fiquei mais com Davi.
Conversando.
Bebendo.
Mas conforme o tempo foi passando, fui me soltando.
As meninas eram completamente sem vergonha.
No bom sentido.
Risos.
Dançavam.
Se provocavam.
Uma jogava água na outra.
Tinha uma que ficava puxando o biquíni da amiga.
Outra falava que depois de certa quantidade de caipirinha ninguém ali poderia ser responsabilizado pelos próprios atos.
Era tudo brincadeira.
Pelo menos naquele momento.
Mas existia um clima de liberdade naquele grupo.
Uma coisa que eu ainda não sabia explicar direito.
Não parecia exatamente um grupo liberal.
Mas também estava longe de ser aquele tipo de turma cheia de homem ciumento controlando roupa de namorada ou mulher brigando porque o namorado olhou para alguém.
Todo mundo parecia muito confortável.
Talvez confortável até demais.
Em determinado momento, tirei o short e fui entrar na piscina.
Assim que passei pelo grupo onde Davi estava, ouvi um dos amigos dele falar:
-Caralho, Davi.
Parei.
Olhei para trás.
O rapaz começou a rir.
-Com todo respeito, irmão.
Davi olhou para ele.
-Já começou.
O outro continuou:
-Eu não teria essa tranquilidade sua, não.
Davi tomou um gole da cerveja.
-Por quê?
O rapaz apontou discretamente para mim.
-Uma mulher dessas andando assim no meio de um monte de vagabundo.
Todo mundo riu.
Eu coloquei as mãos na cintura.
-Vagabundo é você.
Ele levantou o copo para mim.
-Eu estou sendo sincero, Manu.
Olhei para Davi esperando alguma resposta.
Davi apenas sorria.
-Fazer o quê? Vou tampar ela com uma lona?
Todo mundo começou a rir.
Eu também.
Mas confesso que aquilo chamou minha atenção.
Não pelo comentário do amigo.
Eu estava acostumada com homens olhando para mim.
Principalmente naquele tipo de ambiente.
O que chamou minha atenção foi Davi.
Ele realmente não parecia incomodado.
Na verdade...
Parecia gostar.
Entrei na piscina.
Depois de algumas caipirinhas, confesso que eu já estava bem alegre.
Nada de estar bêbada.
Mas aquela sensação gostosa de estar mais solta.
A música parecia melhor.
As piadas ficavam mais engraçadas.
E meu corpo já estava naquela temperatura em que eu começava a ficar com vontade de fazer besteira.
Davi também já estava um pouco alterado.
Ficamos brincando dentro da piscina.
Eu abraçava ele.
Ele apertava minha bunda debaixo da água.
Às vezes eu ficava por trás dele, beijando seu pescoço.
Em outros momentos ele me puxava pela cintura e eu sentia aquela química entre nós ficando cada vez mais forte.
Depois de um tempo saí da piscina.
Davi veio comigo.
Fomos andando pela lateral da casa porque eu queria ir ao banheiro.
Só que no meio do caminho ele me segurou pelo braço.
-Vem aqui.
-Onde?
Ele me puxou para uma parte mais escondida da casa.
Era um corredor lateral, com algumas plantas e pouca movimentação.
Ainda dava para ouvir perfeitamente a música e as pessoas conversando do outro lado.
Olhei para ele.
-Davi...
Ele me beijou.
E eu já estava querendo aquilo fazia tempo.
Retribuí na mesma hora.
A bebida tinha deixado tudo mais fácil.
Mais impulsivo.
Mais gostoso.
Nós dois sabíamos que tinha gente perto.
Sabíamos que alguém poderia aparecer.
E talvez fosse exatamente isso que estivesse deixando aquilo ainda mais excitante.
Começamos a nos beijar de forma mais intensa, Davi estava de bermuda e eu apenas com o biquine, ele apenas me olhou com um sorriso safado e eu já sabia exatamente o que ele queria.
Sem demora, me ajoelhei na frente dele e baixei sua bermuda e a sunga, o pau dele saltou pra fora e eu o segurei, bati com ele nos meus lábios, esfregando no meu rosto, enquanto olhava nos seus olhos, Davi olhou em volta, e no mesmo instante eu também, mas não falamos nada, coloquei o pau dele na minha boca, comecei a mama-lo, chupando seu caralho todinho, Davi começou um vai e vem lento na minha boca, enquanto eu o chupava, movimentando a cabeça contra o pau dele. Fazendo a rola dele sumir na minha boquinha.
Eu olho apra ele, ele de olhos fechados, enquanto eu mamava sua rola de forma intensa, sentindo ela pulsar dentro da minha boca.
Em determinado momento, no meio daquela nossa pequena loucura escondida, tive uma sensação estranha.
Como se alguém estivesse olhando.
Levantei os olhos olhando em direção ao corredor .
Entre uma abertura das plantas e o corredor que levava para a parte de trás da casa, vi rapidamente uma sombra.
Uma pessoa.
Provavelmente um homem.
Não consegui identificar quem era.
Por alguns segundos nossos olhares pareceram se cruzar.
Tentei ver quem era mas não consegui.
Meu coração disparou.
Olhei imediatamente para Davi.
Ele parecia completamente concentrado em mim.
Como se não tivesse percebido absolutamente nada.
Fiquei alguns segundos pensando se deveria parar.
Chamar atenção.
Dizer que tinha alguém ali.
Mas não fiz.
Não sei explicar.
Talvez fosse a bebida.
Talvez fosse a situação.
Talvez fosse aquela parte de mim que vocês já conhecem muito bem.
A ideia de que alguém tinha visto nós dois escondidos provocou uma descarga de adrenalina em mim.
Meu corpo inteiro ficou quente.
Continuei.
Mas agora de forma mais intensa, comecei a mamar o pau de Davi, só que agora “dando show”, afinal havia alguem ali assistindo tudo, eu não poderia fazer feio.
Vou movimentando minha cabeça, em um vai e vem, chupando a rola dele com minha boquinha, deixando ela bem babada com minha saliva, seguro nas bolas dele e começo a forçar minha boca contra sua rola, por um instante esqueço onde estavamos e apenas curtia o momento, engolindo meu namorado cheia de vontades, cheia de tezão, eu olhava para ele, ele olha para mim sorrindo, me chamando de safada, eu apenas ria de volta, engolindo ele em um boquete bem guloso.
Ele pediu para meter em mim, mas eu falei que não, que queria ele gozando tudinho na minha boca, ele riu apenas, eu aumentei o ritmo da mamada, chupando ele praticamente esquecendo de respirar ele avisa que iria gozar, eu continou, Davi começa então a gozar na minha boquinha enquanto eu vou mamando e chupando, engolindo toda sua porra.
Olho para ele, com o pau dele ainda na minha boca, sentindo seus ultimos jatos tocar minha lingua.
Eu engulo tudinho.
Quando terminamos, fiquei alguns segundos tentando recuperar o fôlego.
Davi encostou na parede.
Eu me ajeitei.
Passei a mão no cabelo tentando parecer minimamente normal.
Ele começou a rir.
-Você está toda vermelha.
-Culpa sua.
-Minha?
-Sua.
Ele me puxou pela cintura e me deu outro beijo.
Antes de voltarmos, olhei discretamente em direção ao lugar onde tinha visto aquela pessoa.
Não tinha ninguém.
Fiquei tentando imaginar quem seria.
Um dos amigos dele?
Alguém passando?
Será que realmente tinha parado para assistir?
Ou apenas tinha percebido o que estava acontecendo e ido embora?
Não sabia.
E não perguntei.
Voltamos para a festa como se nada tivesse acontecido.
Só que alguma coisa naquela situação ficou na minha cabeça.
Davi parecia completamente tranquilo.
Em nenhum momento perguntou se alguém poderia ter visto.
Nem demonstrou preocupação.
Nada.
Continuei bebendo.
Dançamos.
Entramos novamente na piscina.
O churrasco foi virando festa.
E de vez em quando eu observava os amigos dele tentando descobrir se algum deles me olhava diferente.
Talvez eu estivesse imaginando.
Mas tive a impressão de que um ou outro sorria quando nossos olhos se encontravam.
Principalmente um rapaz que estava perto da churrasqueira.
Não sabia se era ele.
Naquele momento também já não me importava tanto.
A noite avançou e acabamos indo embora tarde.
Quando chegamos ao apartamento de Davi estávamos mortos de fome.
Foi engraçado porque minutos antes estávamos praticamente dormindo no carro e, assim que entramos em casa, começamos a discutir o que iríamos comer.
-Pizza.
-Não quero pizza.
-Hambúrguer.
-Comi carne o dia inteiro.
-Japonês.
Olhei para ele.
-Agora.
Davi começou a rir.
-Você está impossível.
-Estou com fome.
Ele foi tomar banho e me entregou o celular.
-Pede alguma coisa aí. O aplicativo está aberto.
Peguei o telefone.
Fiquei escolhendo o que pedir.
Davi estava no banho.
Eu estava sentada na cama, ainda usando uma camiseta dele que tinha colocado quando chegamos.
Foi quando apareceu uma notificação.
Telegram.
Não dei muita atenção.
Continuei olhando o cardápio.
Outra notificação.
Olhei rapidamente.
Era de um grupo.
O nome me chamou atenção.
"Cuckold Brasil -Casais e Fantasias".
Fiquei parada.
Olhei para a tela.
Pensei:
Que porra é essa?
Outra mensagem apareceu.
Não lembro exatamente o texto, mas era alguma conversa sobre esposas, namoradas e fantasias.
Minha curiosidade imediatamente foi ativada.
Olhei na direção do banheiro.
Ainda conseguia ouvir o chuveiro.
Eu sabia que não deveria mexer.
O celular não era meu.
Mas aquela palavra tinha chamado minha atenção.
Cuckold.
Eu conhecia o termo.
Já tinha ouvido.
Eu sabia exatamente o que era aquilo.
Cliquei na notificação.
O grupo abriu.
Tinha muita gente.
Homens.
Casais.
Algumas mulheres.
Fotos.
Relatos.
Conversas.
Comecei a subir as mensagens.
Quanto mais eu lia, mais meu coração acelerava.
Homens falando sobre sentir prazer vendo suas esposas sendo desejadas.
Outros contando fantasias de ver a mulher com outro homem.
Alguns procurando homens para participar.
Outros apenas relatando experiências.
Fiquei alguns minutos lendo.
Até que percebi uma coisa.
Davi não estava naquele grupo apenas por acaso.
Ele participava.
Talvez não fosse extremamente ativo.
Mas estava ali.
Vi algumas mensagens antigas dele.
Nada sobre mim.
Nenhuma foto minha.
Nada que me expusesse.
Mas uma mensagem específica fez meu estômago gelar.
Era anterior ao nosso namoro.
Davi tinha escrito algo parecido com:
"Meu maior fetiche sempre foi viver isso com uma mulher que eu realmente amasse e confiasse. Nunca consegui realizar de verdade."
Fiquei olhando para aquela mensagem.
Li novamente.
Depois outra vez.
E de repente comecei a lembrar de várias coisas.
A primeira festa.
O homem olhando para minha bunda.
Eu perguntando se ele estava com ciúme.
E Davi respondendo:
"Gostei."
O biquíni daquela tarde.
Ele escolhendo uma peça pequena sabendo que estaríamos no meio dos amigos.
Os comentários.
A forma como ele sorria quando alguém me elogiava.
E principalmente...
A pessoa me observando escondida naquela tarde.
Meu coração acelerou.
Olhei para a porta do banheiro.
Naquele momento ouvi o chuveiro desligando.
Rapidamente fechei o Telegram.
Voltei para o aplicativo de comida.
Davi apareceu alguns minutos depois, de toalha na cintura, secando o cabelo.
-Escolheu?
Olhei para ele.
-Japonês.
-Sabia.
Ele começou a rir.
Fiquei olhando para aquele homem.
Meu namorado.
Bonito.
Safado.
Aparentemente seguro.
E agora dono de um segredo que eu tinha acabado de descobrir.
Ele percebeu meu olhar.
-Que foi?
Balancei a cabeça.
- Nada.
Davi se aproximou e me deu um beijo.
Eu retribuí.
Mas minha cabeça estava longe.
Muito longe.
Pensei em Marcos.
Pensei em tudo que já tinha vivido.
Na vida que eu tinha levado anos para deixar para trás.
Nos relacionamentos.
Nas festas.
Nos homens.
Na falta de limites.
Eu tinha prometido para mim mesma que nunca mais deixaria minha vida virar aquilo novamente.
E agora estava ali.
Namorando justamente um homem que parecia fantasiar exatamente com uma das coisas que mais tinham feito parte do meu passado.
Meu primeiro pensamento deveria ter sido:
Estou fora.
Mas não foi.
E acho que foi isso que mais me assustou.
Porque enquanto Davi colocava a roupa e eu fingia escolher os acompanhamentos do nosso pedido, outra pergunta começou a crescer dentro da minha cabeça.
Uma pergunta que eu não queria admitir que estava fazendo.
Até onde será que ele queria ir?
E pior.
Até onde eu iria se ele pedisse?
Continua...
Beijinhos,
Manu.
