Chegamos em casa que parecia que tínhamos acabado de sair de uma guerra. A gente estava todo sujo, com o carro todo melado, mas o silêncio entre nós dois era pesado, carregado de tudo que tinha rolado naquela noite. Entramos direto pro banheiro. O banho foi um negócio quase mecânico, tirando o suor e os restos daquela foda insana. A água batendo na pele da Vanessa ainda deixava ver as marcas dos dedos e as marcas que o Everaldo tinha deixado nela, e aquilo, por incrível que pareça, ainda me deixava pilhado.
Assim que a gente saiu, enrolado na toalha, o celular dela começou a tocar em cima da cama. Era uma chamada de vídeo. A Vanessa deu uma olhada no visor e soltou um suspiro, o nome da tela era "Camila". A irmãzinha dela. Eu fiquei ali, parado na porta, enquanto ela atendia.
A imagem apareceu na tela. A Camila era um pecado. Ela era a cópia quase fiel da Vanessa, mas numa versão miniatura: tinha só 1,55 m, o que deixava ela com um corpo ainda mais delicioso. Ela tinha 20 anos, dois anos mais velha que a Vanessa, tinha olhos verdes que pareciam hipnotizar qualquer um. Às vezes eu ficava na dúvida de quem era a mais bonita, porque a beleza da Camila tinha um toque de inocência que era muito mais perigoso.
— Oi, maninha! — a voz dela era doce, bem diferente do clima pesado que a gente tava vivendo. — Vanessa, posso passar minhas férias aí com vocês? Tô precisando sair de casa um pouco... o que você acha?
A Vanessa olhou pra mim na hora, querendo saber minha opinião. Eu tava ali, apenas observando. A Camila era tímida, sempre ficava na dela, com aquele jeitinho sonsa de quem não tá vendo nada, mas eu sempre saquei que ela me olhava diferente. Sempre que ela visitava, eu sentia o olhar dela queimando nas minhas costas quando eu não tava olhando, ou o jeito que ela se encostava em mim "sem querer" quando a Vanessa ia pra cozinha.
— Claro que pode, Camila, vem sim — a Vanessa disse, meio aérea ainda por causa do cansaço.
Enquanto elas conversavam, a Camila soltou um sorriso tímido pro celular, mas eu vi quando ela desviou o olhar pra mim, rápido, quase como um susto, e logo abaixou a cabeça, toda sem graça. Ela era a definição da sonsa: fingia que era a irmã boazinha e recatada, mas eu sabia que tinha um vulcão ali dentro, esperando a hora certa pra explodir.
— O Rafa tá aí? — ela perguntou, com a voz baixinha.
— Tô sim, Camila. Pode vir, a casa é sua — respondi, tentando manter o tom normal, mas sentindo o corpo reagir.
Eu sabia que, se ela viesse, a paz daquela casa ia acabar de vez. Ela era linda demais, com aquele jeitinho pequeno e perigoso, e o fato de eu saber que ela tinha essa queda por mim, escondida atrás desse disfarce de menina tímida, me deixou com um estalo na cabeça. Depois de tudo que a Vanessa passou hoje, ter a irmã dela aqui, com esse ar de mistério e desejo, ia ser a cereja do bolo de uma casa que já tava virando um caos.
A Vanessa desligou o telefone e jogou o aparelho na cama, soltando um suspiro pesado, como se o peso do dia tivesse voltado de uma vez. Ela caminhou até a beirada da cama e se sentou, ainda enrolada na toalha, deixando as costas marcadas pelo Everaldo bem à mostra. Eu fui até ela e parei atrás, colocando as mãos nos ombros dela, sentindo a pele quente e ainda um pouco irritada.
— Você tem certeza que quer ela aqui, Vanessa? — perguntei, observando a expressão dela pelo reflexo do espelho. — Sua irmã é uma tentação, e a gente não tá num momento de muita calmaria, como você bem sabe.
A Vanessa deu um sorriso cansado, meio torto, e olhou pra cima, pro meu rosto.
— A Camila é inofensiva, Rafa. Ela é toda tímida, quase não fala. E, pra falar a verdade, ter ela aqui perto vai ser bom pra mim. Ela é a única pessoa que consegue me fazer esquecer um pouco essa loucura toda.
"Inofensiva", eu pensei comigo mesmo, segurando o riso. Mal sabia ela que aquela "tímida" era exatamente o tipo de pessoa que gostava de observar as coisas das sombras. A Camila tinha um jeito de andar pela casa, sempre com aquele olhar baixo, que parecia estudar cada movimento meu. E agora, depois do que rolou hoje, depois de tudo que a Vanessa viveu nas mãos do Everaldo, a presença de outra mulher, especialmente uma que tinha esse fogo escondido, ia transformar essa casa num campo de minas.
— Se você diz... — respondi, passando a mão pelo cabelo dela. — Só não vai reclamar depois se a "irmãzinha" começar a se intrometer demais.
A Vanessa se levantou, a toalha caindo um pouco, revelando as marcas que eu tinha feito nela dentro do carro. Ela se aproximou de mim, encostando o corpo no meu, e sentiu a minha ereção contra a barriga dela. O jogo de olhar dela mudou na hora, o cansaço dando espaço pra aquele fogo que não apagava nunca.
— Ela não vai se intrometer, Rafa. Ela vai é aprender bastante com a gente. Ou você acha que eu não percebo como ela te olha?
Eu fiquei surpreso. Então a Vanessa sabia? Ela tinha essa noção?
— Você tá querendo dizer o quê com isso?
A Vanessa deu uma risada baixa, encostou a boca no meu ouvido e sussurrou:
— Eu quero dizer que, depois do que a gente viveu hoje, depois de ser usada daquele jeito... eu tô com uma vontade de ver como a minha irmãzinha se comporta quando vê a gente junto. Ela é sonsa, mas eu sei que ela é curiosa. E se ela quer mesmo passar as férias com a gente, ela vai ter que aguentar ver o que acontece quando a gente tranca a porta do quarto.
Aquela conversa me deixou pilhado de um jeito novo. A Vanessa não estava apenas aceitando a Camila; ela estava criando uma armadilha. A gente estava num caminho sem volta, uma parada que misturava ciúme, desejo e uma falta de limites que estava deixando tudo cada vez mais perigoso. A Camila ia chegar, com aquele corpinho de 1,55 m, com aquele olhar de santa, e não ia ter a menor ideia do ninho de cobras em que estava entrando. E eu, sinceramente? Eu mal podia esperar.
A Vanessa não perdeu tempo. Ela deixou a toalha cair de vez no chão, ficando ali, totalmente nua na minha frente, exibindo as marcas que o Everaldo e eu tínhamos deixado nela. O corpo dela era um mapa de desejo, uma mistura de dor e prazer que me deixava transtornado. Ela caminhou até mim, lenta, com aquele gingado de quem sabia exatamente o poder que tinha, e começou a desamarrar a minha toalha, devagar, sentindo a minha excitação crescer a cada centímetro que ela revelava.
— Você tá pensando na Camila, não tá? — ela provocou, a voz saindo num sussurro rouco, enquanto ela roçava o corpo quente dela no meu. — Eu vi o jeito que você ficou quando ela falou que vinha. Você tá imaginando coisas, né?
Eu não respondi, só agarrei a cintura dela e puxei pra mim com força, sentindo a pele macia dela contra a minha. A gente estava no quarto, no escuro, mas a imaginação já estava longe, lá com a irmã dela, naquela miniatura de mulher que era um perigo constante.
— Eu não tô pensando em nada que eu já não tenha visto — respondi, rosnando no pescoço dela e dando uma mordida leve. — Mas se você quer que ela veja o que a gente faz, vai ter que me dar um motivo muito bom pra eu não querer foder ela também.
A Vanessa soltou uma risada safada e começou a me beijar, um beijo profundo, cheio de língua e vontade. Ela se ajoelhou e começou a lamber o meu membro, com uma dedicação que me fez perder o chão. O quarto ficou pequeno pro calor que a gente emanava. Ela era uma mestra em provocar, e eu sabia que aquele era só o aquecimento.
— A Camila é sonsa, Rafa, ela finge que não sabe de nada... — a Vanessa falava entre um beijo e outro, subindo a mão pelo meu corpo, querendo sentir cada músculo tenso. — Mas se ela quer vir passar as férias aqui, ela vai ter que aprender as regras da casa. E a regra número um é que tudo o que é meu, também é seu. E se eu quiser dividir... você vai ter que estar pronto.
O clima ficou pesado, carregado de uma tensão que eu nunca tinha sentido antes. Ela se levantou, me puxou pra cama e montou em cima de mim, com as pernas abertas, me encarando com aqueles olhos que pediam uma punição. Eu entrei nela com tudo, sem nenhum cuidado, querendo marcar cada parte dela, querendo que ela sentisse que, mesmo com a irmã vindo, eu era o único dono ali.
A gente se fodeu a noite toda, num ritmo frenético, como se estivéssemos tentando exorcizar tudo o que tinha rolado mais cedo. O suor, o cheiro de sexo, os gemidos que ecoavam pelo quarto... cada estocada era uma promessa, cada suspiro era um sinal de que a nossa vida estava entrando num território proibido. Quando a gente finalmente parou, exaustos, agarrados um ao outro, eu ainda conseguia ver, no escuro da minha mente, o rosto da Camila, aquele olhar verde e inocente que escondia um mundo de segundas intenções. As férias dela iam ser, sem sombra de dúvida, a parada mais insana que a gente já tinha vivido.
A Vanessa se deitou sobre o meu peito, a respiração ainda ofegante, o corpo dela todo marcado e brilhando de suor. O silêncio do quarto era cortado apenas pelo bater do nosso coração e pelo ar que entrava pesado pela janela aberta. Ela passou a ponta dos dedos pelo meu abdômen, descendo lentamente, traçando o caminho que o tesão tinha feito na gente naquela noite.
— Você sentiu o jeito que ela ficou quando me perguntou se você tava aqui? — ela murmurou, a voz quase um arrepio. — Aquela voz de sonsa não me engana, Rafa. Ela sempre teve uma fixação por você, desde que a gente começou a namorar. Ela só esperava a oportunidade certa pra se aproximar.
Eu senti um calor subir pela espinha. A ideia da Camila, aquela gostosinha, entrando naquela casa, me fez apertar a cintura da Vanessa com força. Eu sabia exatamente do que ela tava falando. A Camila era o tipo de menina que se fazia de morta pra comer o cu do coveiro, e ter ela por perto, ainda mais agora que a Vanessa parecia estar disposta a jogar esse jogo doentio, era como acender um fósforo num quarto cheio de gasolina.
— Se ela é tão sonsa quanto você diz, ela vai ter uma surpresa quando chegar aqui — respondi, rosnando baixo, virando a Vanessa de bruços na cama.
Ela arqueou as costas, o cabelo caindo sobre o rosto, deixando o rabo dela totalmente exposto, com a pele avermelhada e sensível. Eu passei a mão pelas curvas dela, sentindo cada parte que o Everaldo tinha tocado e que eu tinha acabado de reclamar pra mim.
— Ela vai chegar aqui achando que vai ter umas férias tranquilas, de irmã boazinha — ela ria, um som gutural e sujo, enquanto se apoiava nos braços. — Mas ela não tem noção do que espera por ela. Ela vai ver a gente, vai ouvir a gente, e vai acabar querendo fazer parte da festa. Você não tá curioso, Rafa? Não tá querendo ver aquela boquinha inocente fazendo as mesmas coisas que eu faço?
Eu dei um tapa firme na bunda dela, fazendo ela soltar um gemido que preencheu o quarto inteiro.
— Não me provoca, Vanessa. Você sabe que eu sou um homem fácil de ser levado quando o assunto é tesão. Se ela for tudo isso que você tá dizendo, eu não vou ter dó nenhuma dela, igual eu não tive de você hoje.
— E é exatamente isso que eu quero — ela suspirou, se arrastando para trás, encaixando o quadril no meu, pronta pra outra rodada. — Eu quero ver você devorando ela, quero ver o que acontece quando a sonsa finalmente perde a linha.
Eu a puxei para um beijo profundo, um beijo que tinha gosto de desafio e de perdição. O quarto inteiro parecia vibrar com a energia daquela conversa. A imagem da Camila, pequena, delicada, mas com aquele olhar escondido de quem queria ser dominada, tomou conta da minha cabeça. A Vanessa não estava apenas aceitando a irmã; ela estava me dando o sinal verde para o próximo nível da nossa loucura. E ali, com ela debaixo de mim, pronta para ser fudida mais uma vez, eu soube que as próximas semanas seriam um banquete de luxúria e descontrole. A Camila não sabia onde estava se metendo, mas eu ia garantir que ela descobrisse cada detalhe.
O clima no quarto era de pura eletricidade. A Vanessa, ainda toda marcada pelo meu desejo e pelo rastro do que aconteceu mais cedo, se virou, ficando de joelhos e me encarando com aqueles olhos que pediam mais destruição. Ela não estava satisfeita, o apetite dela parecia insaciável depois de ter sido aberta por outro e marcada por mim.
— Rafa... — ela sibilou, a voz saindo como uma ordem — Eu ainda sinto o calor dele aqui dentro, misturado com o seu. E eu quero que você me mostre de novo quem é que manda nessa casa. Eu quero que você me use de um jeito que, quando a Camila chegar, ela não consiga nem olhar na sua cara sem sentir medo e desejo ao mesmo tempo.
Eu a segurei pelos quadris, sentindo a pele dela quente e úmida. O meu pau estava rígido, pulsando de dor e vontade, e eu não precisei de muitos preparativos. Empurrei ela contra o colchão, forçando o rosto dela no travesseiro, e entrei nela com uma violência calculada. O grito que ela deu foi abafado pelo tecido, mas o corpo dela reagiu instantaneamente, apertando cada músculo ao redor de mim.
— É isso que você quer? — eu rugi, socando com força total, vendo o rabo dela balançar e a pele vermelha das minhas marcas anteriores se destacar. — Você quer que a sua irmãzinha chegue aqui e encontre você nesse estado, toda arrombada e pronta pra ser usada por mim de novo?
— Sim! — ela gemia, a voz toda falhada, enquanto se contorcia. — Me deixa em pedaços! Deixa ela ver o que acontece com quem tenta ser santa demais perto de um homem como você!
Eu comecei a bater nela com tanta fúria que o barulho ecoava pelo quarto, um som de pele com pele que deixava o ambiente insuportável de tão quente. Eu puxava o cabelo dela, obrigando ela a se manter naquela posição, humilhada e entregue, enquanto a minha mente só pensava na Camila. Eu imaginava a cena: a porta se abrindo, a Camila entrando, toda tímida e com aquele jeitinho sonsa, e dando de cara com a cena que a gente estava criando agora. Eu via ela paralisada, os olhos verdes arregalados, enquanto eu continuava a tratar a Vanessa como o brinquedo mais sujo que eu já tive.
A Vanessa gemia, chamando pelo meu nome, implorando para que eu fosse mais fundo, para que eu ignorasse qualquer limite. O suor de nós dois se misturava tanto que a cama parecia um pântano de luxúria. A cada estocada, eu sentia o meu orgasmo se aproximando, aquela explosão que estava guardada desde que a gente saiu do carro.
— Amanhã ela chega, Vanessa. Amanhã a sua irmãzinha vai ver o que é um homem de verdade. Prepare o seu corpo, porque o que eu vou fazer com você hoje não é nada comparado ao banquete que ela vai servir pra mim.
Ela soltou um gemido final, um espasmo que percorreu o corpo dela inteiro, e eu gozei tudo, socando o meu pau bem fundo nela, sentindo cada contração da sua buceta quente. A gente ficou ali, colados, sentindo o pulso um do outro, enquanto o ar do quarto parecia pesado de tanto desejo. A Camila que se cuidasse, porque a gente não estava mais brincando; a gente estava criando um monstro, e ela estava vindo direto para o centro do furacão.
O telefone tocou de novo. Era a Camila, de novo. A Vanessa atendeu e colocou no viva-voz.
— Ô maninha, esqueci de te avisar... — a voz da Camila soou toda doce e manhosa. — O Mauro, meu namorado, também tá querendo tirar uns dias de folga. Tem problema se eu trouxer ele comigo? Ele é bem legal, vocês vão gostar.
Quando eu ouvi aquilo, o meu sangue gelou. A Vanessa me olhou com uma cara de quem ia ter um treco, e eu fiquei ali, travado, com a maior raiva do mundo. O nosso plano tava todo montado, a cabeça da gente já tava lá na frente, imaginando o que a gente ia fazer com a Camila, e do nada aparece esse tal de Mauro pra estragar tudo.
A Vanessa fez um sinal com a mão, perguntando o que ela devia fazer, e eu só balancei a cabeça negativamente, querendo gritar um "não" bem alto. Mas não tinha como ela desconvidar a irmã na cara dura, né? Ia ficar muito estranho. A gente se olhou, com aquela tristeza de quem viu o brinquedo favorito ser tirado da mão.
— Ah, Cami... — a Vanessa falou, tentando esconder o desânimo. — Claro, pode trazer ele. A casa é grande, cabe todo mundo.
Quando ela desligou, a gente se jogou na cama, derrotado.
— Que merda, Rafa! — ela resmungou, jogando o travesseiro longe. — Esse tal de Mauro vai ficar no nosso pé o tempo todo. Como é que a gente vai fazer nossas coisas com um cara estranho rondando a casa? Nosso plano foi pro ralo.
Eu tava bufando de ódio. Já tava até imaginando o otário desse Mauro, provavelmente um cara chato que ia ficar vigiando a namorada.
— Pois é, a gente se lascou bonito — falei, sem paciência nenhuma. — Agora a gente vai ter que mudar tudo. Não dá pra fazer nada com esse cara por perto. Vamos ter que ficar na manha, ver qual é a desse Mauro. Se ele for um banana, a gente dá um jeito de afastar ele. Mas que deu uma raiva do caramba, isso deu.
A gente ficou ali, um tempo em silêncio, pensando no tamanho da encrenca. O tesão que a gente tava sentindo foi dando lugar a uma irritação que não passava. A gente tinha resolvido aceitar, mas a vontade era de mandar a Camila ficar longe com esse namorado dela. O clima da casa, que ia ser o paraíso da sacanagem, agora parecia que ia virar um sufoco. Só restava esperar pra ver quem era esse cara e se ele ia ser um problema ou se a gente ia conseguir dar um jeito de botar ele no lugar dele também.
