Feriadão em Cabo Frio
Eu e Fernanda estávamos juntos há seis anos. O tipo de relacionamento que todo mundo acha perfeito de fora: cumplicidade, sexo farto, respeito e uma confiança que permitia explorar coisas que a maioria dos casais nem ousava mencionar.
Eu, Matheus, tenho 27 anos, 1,80m, corpo definido por causa da academia que frequento regularmente, cabelo castanho curto, barba bem aparada e um jeito mais tranquilo e observador. Já a Fernanda, aos 26 anos, era simplesmente o tipo de mulher que chama atenção em qualquer lugar. Com 1,60m, pele morena clara, cabelos cacheados volumosos que caíam pelos ombros, um corpo cheio de curvas generosas — especialmente os seios grandes, firmes e empinados que eram sua maior arma. Tinha cintura fina, bunda redonda e pernas grossas que preenchiam qualquer short ou vestido. O rosto era lindo, com olhos expressivos e um sorriso que misturava inocência com safadeza.
Lucas era meu amigo desde a época da faculdade. A gente não se via tanto quanto antes, ele tinha voltado para Cabo Frio há uns três anos depois de terminar um namoro longo. Trabalhava com marketing digital e vivia bem. Casa própria, carro bom, vida de praia. De vez em quando a gente jogava online, trocava áudio zoando a vida, e sempre falava “precisa vir pra cá um dia”.
O convite veio num áudio de voz rouca, típico dele, em uma véspera de feriadão:
“Porra, Matheus, para de ser viado e traz essa mina aí pra Cabo Frio no feriadão. Meu pai vai viajar, a casa fica livre. Tem piscina, churrasqueira, área gourmet… e eu prometo não morder sua namorada. Ou quase prometo.”
Eu ri quando ouvi. Fernanda, que estava do meu lado no sofá, levantou a sobrancelha ao ver minha cara.
— O que foi? — perguntou.
— Lucas convidando a gente pra passar o feriadão na casa dele.
Ela fez aquela expressão que eu adorava: metade curiosidade, metade desconfiança.
— E você quer ir?
— Quero. Faz tempo que não vejo o cara. E vai ser bom pra você relaxar um pouco da faculdade.
Fernanda mordeu o lábio inferior, pensativa. Depois sorriu de canto.
— Tá bom. Mas se ele for um daqueles amigos seus que não tem filtro, eu não me responsabilizo.
Eu só ri. Se ela soubesse o quanto eu torcia pra Lucas não ter filtro…
###Quinta-feira à tarde.###
A viagem de carro até Cabo Frio foi tranquila. Fernanda dirigiu parte do caminho, com o cabelo cacheado preso num coque alto, óculos escuros e um short jeans que deixava as coxas grossas à mostra. Eu não conseguia parar de passar a mão nela.
Quando chegamos no bairro de Lucas, já eram quase quatro da tarde. A casa era bonita: sobrado moderno, com muro alto, garagem e uma área gourmet que dava pra ver da rua. Lucas estava esperando na porta, sem camisa, só de bermudão preto, chinelo e um sorriso safado no rosto.
Ele era alto, uns 1,87m, pele bronzeada de quem vive na praia, corpo definido sem ser exagerado, cabelo castanho escuro bagunçado e uma barba bem aparada. Tinha aquele tipo de presença que chamava atenção.
Eu desci do carro primeiro. Nos abraçamos forte.
— Porra, quanto tempo, hein seu filho da puta! — ele disse rindo.
— Tá todo sarado agora, hein — zombei.
Foi aí que Fernanda desceu do carro. Lucas parou de falar na hora. Os olhos dele desceram sem vergonha nenhuma: das curvas dela, passando pelos peitos grandes e firmes que marcavam a blusa fina, até as pernas bem desenhadas.
— Caralho… — ele soltou baixo, mas alto o suficiente pra gente ouvir. Depois abriu um sorriso largo e estendeu a mão. — Você deve ser a famosa Fernanda. Agora entendi porque esse cara não para de falar de você.
Fernanda riu, um pouco tímida, e apertou a mão dele.
— Oi, Lucas. Prazer. O Matheus fala muito de você também.
— Só coisas boas, espero — ele disse, ainda segurando a mão dela um segundo a mais que o necessário. — Porque se for ruim, eu vou ter que me defender te elogiando o feriado inteiro.
Ela ergueu uma sobrancelha, achando graça.
— Já começou, né?
Lucas olhou pra mim, fingindo inocência.
— Amigo, você me conhece. Eu sou educado. Só falo a verdade. — Ele virou de novo pra ela. — Mas puta merda, Matheus… você merece um prêmio só por conseguir segurar uma mulher dessas.
Eu ri, sentindo aquele calor conhecido subindo pela barriga.
Fernanda me olhou de canto, com um sorrisinho. Ela já tinha entendido o clima.
Depois de deixar as malas no quarto dele, fomos comer alguma coisa. Lucas nos levou numa hamburgueria boa que ficava perto da praia.
Sentamos numa mesa de canto. Lucas pediu uma cerveja gelada e já começou:
— Então, Fernanda… Medicina, né? Deve ser foda. Muita pressão, muita coisa pra estudar… — Ele inclinou a cabeça, olhando descaradamente pro decote dela. — E com esse corpo todo, ainda consegue se concentrar nas aulas? Respeito pra caralho.
Fernanda riu, balançando a cabeça.
— Você é sempre assim ou só quando quer deixar seu amigo com ciúme?
— Ciúme? — Lucas olhou pra mim, rindo. — Esse cara não sabe o que é ciúme. Ele gosta é de ver os outros babando por você. Eu tô certo, Matheus?
Eu dei de ombros, sorrindo.
— Mais ou menos.
— “Mais ou menos” — Lucas repetiu, debochando. — Traduzindo: ele adora.
Ele tomou um gole da cerveja e continuou:
— Sério, Fernanda. Você é absurdamente gostosa. Desculpa a sinceridade, mas se eu fosse o Matheus, eu te mostrava pelada pra metade da cidade só de orgulho.
Fernanda ficou vermelha, mas não de raiva. Ela riu e olhou pra mim, como quem diz “seu amigo é louco”.
— Lucas, vai com calma — ela disse, ainda rindo. — Acabei de te conhecer.
— Porra, Lucas!
— Que foi? — ele riu. — Foi aquela foto que você mandou dela de biquíni no Rio. Eu salvei, inclusive.
Fernanda cobriu o rosto com as mãos, rindo envergonhada.
— Meu Deus… vocês dois são piores do que eu imaginava.
O papo seguiu nesse tom o tempo todo. Lucas elogiando os peitos dela sem disfarçar, fazendo piada sobre como eu tinha “ganhado na loteria”, perguntando se ela era tão safada quanto parecia. Fernanda respondia na mesma moeda, às vezes tímida, às vezes devolvendo a provocação.
Em determinado momento, Lucas olhou pra mim e falou baixinho, mas não baixo o suficiente:
— Sério, Matheus… se um dia você quiser emprestar ela por uma tarde, é só falar. Eu cuido bem.
Fernanda me chutou por baixo da mesa, mas estava sorrindo.
Quando voltamos pra casa, o pai do Lucas ainda estava lá. Um senhor simpático, mas de cara fechada. Isso segurou um pouco o clima.
À noite, arrumamos as coisas no quarto. A cama king era grande, mas mesmo assim… Lucas ia dormir num colchão inflável no chão, ao lado da cama.
Deitamos por volta da uma da manhã. As luzes apagadas. Só o som do ar-condicionado.
Fernanda estava de shortinho e uma camiseta fina. Eu de cueca. Lucas só de bermudão, sem camisa, deitado no colchão.
Uns quarenta minutos depois, Fernanda encostou a bunda em mim, mexendo devagar. Meu pau endureceu na hora. Comecei a passar a mão por baixo da camiseta dela, apertando aqueles peitos pesados.
Ela virou o rosto e me beijou. Começamos a nos tocar em silêncio, tentando não fazer barulho.
De repente, a voz rouca de Lucas cortou a escuridão:
— Se vocês vão foder, pelo menos me avisa pra eu virar pro outro lado… ou pra eu assistir. Depende do combinado.
Fernanda congelou. Eu ri baixo, com o coração acelerado.
— Cala a boca, Lucas — respondi.
Ele riu, virando de lado no colchão.
— Boa noite, casal. E se precisar de ajuda… é só chamar.
O silêncio voltou. Mas agora o clima estava completamente diferente.
E o feriadão mal tinha começado.