— Que faxina o que, menina, a casa tá limpa. Deixa de arrumar serviço e aproveita pra descansar as pernas — falei, dando uma risada leve e pegando a minha carteira em cima do balcão. — Mas se quiser inventar moda, a decisão é sua. As chaves de reserva ficam naquele ganchinho atrás da porta da sala, caso precise fechar alguma coisa.
— Tá bem, seu Omar... Mas eu gosto de mexer com limpeza, me distrai — ela respondeu, dando mais um gole no café e me olhando sair.
— Então tá bom. Fica com Deus, moça. Até de tarde.
— Vai com Deus, seu Omar. Boa viagem.
Saí de casa por volta das oito da manhã. O caminho até a cidade vizinha foi tranquilo, mas o banco, como sempre, estava um caos de gente. Peguei uma fila daquelas de perder a paciência, esperei mais de duas horas pra falar com o gerente e resolver a papelada do meu benefício. Depois, ainda tive que ir no mercado grande fazer o rancho do mês: comprei arroz, feijão, óleo, umas carnes boas pro Henrique levar de marmita e uns pacotes de biscoito que eu imaginei que a Mariana pudesse gostar.
Quando terminei de carregar o porta-malas do carro, o sol já estava no pino, queimando as costas de tão quente. Peguei a estrada de volta pra a minha cidade sentindo o mormaço subir do asfalto.
Cheguei em casa por volta de uma e meia da tarde. O portão da frente estava encostado. Estacionei o carro na sombra do pé de manga e estranhei o silêncio. Não se ouvia um barulho de televisão, nem de rádio, nada.
Peguei duas sacolas pesadas em cada mão e entrei pela porta da sala, que estava destrancada. Quando pisei no corredor, senti um cheiro forte de desinfetante de pinho misturado com o perfume de sabão em pó. A Mariana realmente tinha virado a casa do avesso.
Fui direto pra cozinha deixar as sacolas em cima da mesa. Mas quando dei o primeiro passo pra dentro do cômodo, parei seco no lugar.
O chão da cozinha estava todo ensaboado, cheio de espuma branca. A Mariana estava de costas pra mim, de joelhos no chão, com um pano de prato velho na mão esfregando o rodapé com força. Por causa do calorão de derreter que estava fazendo e do trabalho pesado, ela tinha mudado de roupa: estava com um short jeans bem curto, desfiado nas bordas, e uma camiseta de alça preta que estava colada nas costas por causa do suor.
O movimento que ela fazia com os braços para esfregar o chão fazia todo o corpo dela balançar compassado. Ela estava tão distraída, com o som do ventilador de teto ligado no máximo, que nem percebeu a minha chegada.
Eu fiquei mudo, travado na porta com as sacolas pesando nas mãos, sem saber se tossia pra avisar que cheguei ou se dava marcha ré de fininho. Mas as sacolas de plástico deram um estalo e a Mariana levou um susto daqueles.
Ela virou o corpo rápido, ainda de joelhos, com os olhos arregalados e o cabelo todo bagunçado, com uns fios grudados na testa por causa do suor. Quando ela me viu ali parado, a cara dela mudou de cor na hora, ficando vermelha igual a um tomate. Ela puxou o pano de chão pra frente das pernas, tentando se tapar toda sem jeito.
— Ai, seu Omar! Que susto... O senhor já voltou? — ela falou com a voz bem esganiçada, tentando levantar, mas quase escorregando na espuma do chão.
— Calma, moça! Não levanta rápido assim não, senão você cai — avisei, botando as sacolas em cima da mesa com cuidado e segurando no portal da porta. — Desculpa aí, eu devia ter batido o pé mais forte na entrada.
A Mariana conseguiu ficar de pé, segurando o cabo do rodo como se fosse um apoio. Ela estava toda sem graça, limpando o suor do rosto com o braço e olhando pro chão ensaboado, depois pra mim, sem saber onde enfiar a cara. O shortinho dela, de tão curto, deixava as coxas grossas e bem claras totalmente de fora, e a blusinha colada mostrava bem o quanto ela estava respirando fundo com o susto.
— Eu... eu achei que o senhor ia demorar mais um pouco na cidade — ela cochichou, ajeitando a alça da blusa com os dedos trêmulos. — Resolvi lavar tudo pra deixar bem limpinho pro senhor...
— Eu tô vendo, você limpou até demais. Mas larga disso, Mariana, nesse calorão fazer um serviço pesado desse faz mal pra saúde — falei, mantendo meus olhos bem fixos nos olhos dela, sem dar margem pra olhar pra baixo. — Deixa esse chão secar aí. Trouxe umas compras, tem até uns doces ali na sacola pra nós.
Ela deu um sorriso bem tímido, aquele de canto de boca que eu já conhecia, e parece que foi se acalmando ao ver que eu estava agindo na maior naturalidade e respeito do mundo.
— O senhor é muito bom, seu Omar... Vou só puxar essa água pra cá pro senhor poder passar pras compras — ela disse, já pegando o rodo com mais calma.
— Tá certo. Vou deixando as sacolas aqui perto da mesa mesmo, aí depois a gente guarda tudo junto — respondi, dando as costas pra ir pegar o resto das coisas no carro, sentindo o meu peito dar aquela aliviada depois do sufoco.
Fui lá pro carro, peguei o resto das sacolas no porta-malas e voltei pra cozinha. A Mariana já tinha puxado a água com o rodo, mas o chão ainda estava bem úmido e brilhando. Ela pegou um pano seco pra terminar de enxugar o canto perto da mesa, bem onde eu precisava passar.
Como o espaço era meio estreito entre a mesa e o balcão, eu tive que passar bem colado nela. Quando passei, a bunda dela, que estava bem empinada por causa da posição que ela estava agachada, roçou de leve na minha perna. Sentir aquele calorão do corpo dela me deu um arrepio na espinha que subiu direto pra cabeça.
A Mariana deu uma paradinha no serviço na hora, mas não se afastou. Ela continuou ali na minha frente, com o shortinho esticado mostrando as coxas claras e o corpo todo perfumado de suor com o cheiro do desinfetante. Ela olhou pra trás por cima do ombro, com as bochechas vermelhas, mas com um brilho diferente nos olhos, bem compenetrado.
— Desculpa, seu Omar... O espaço aqui ficou meio apertado — ela falou, com a voz bem mansa, num sussurro que parecia que faltava o ar.
— Que isso, moça... Eu que passei sem avisar — respondi, com a garganta seca, segurando as sacolas com tanta força que os dedos até doeram. Eu conseguia ver o desenho dos seios dela bem marcados na blusinha de alça, por causa do movimento que ela fazia pra respirar.
Eu botei o resto das compras na mesa e dei um passo pra trás pra clarear a mente. O Henrique estava longe, trabalhando duro na obra, e a casa era só nossa até o fim da tarde. Aquele silêncio que antes dava vergonha agora parecia que estava virando outra coisa, um fogo incubado que nenhum de nós dois sabia direito como apagar.
— Bom... o grosso das compras tá aqui. Vou deixar você terminar aí pra gente poder almoçar alguma coisa — falei, tentando manter a voz firme de homem velho, mas sentindo o peito batendo forte pra caramba.
Ela levantou devagar, limpando a testa com as costas da mão, deixando a blusinha ainda mais colada no corpo molhado. Ela deu um sorriso de canto de boca, bem devagarinho, e olhou bem na minha cara.
— Tá certo, seu Omar... Vou terminar aqui num instante, aí eu ajudo o senhor a guardar tudo no armário — ela disse, dando uma piscada rápida que me deixou até meio tonto antes de voltar pro rodo.
Fui pro meu quarto tentar dar uma acalmada nos nervos. Tirei o sapato, joguei uma água fria no rosto e fiquei ali sentado na beirada da cama, olhando pro teto e pensando na enrascada que meu corpo estava arrumando. A Mariana era tentação pura, e o pior é que ela parecia saber disso. Mas eu tinha que segurar a onda.
Deu uns dez minutos, ouvi a voz dela vindo lá da cozinha, bem doce:
— Seu Omar? Já tá seco aqui... Vem me ajudar com as sacolas!
Me levantei, dei uns tapas no rosto pra acordar e voltei pra lá. A cozinha estava brilhando e o cheiro de limpeza estava gostoso. A Mariana já tinha começado a tirar as coisas das sacolas. Ela estava de pé, esticando o corpo todo pra alcançar a prateleira de cima do armário pra guardar uns pacotes de arroz. Com os braços erguidos, a blusinha preta subiu um pedaço, mostrando uma tirinha da barriga dela, bem lisa e clara.
— Deixa que eu guardo isso lá em cima, moça. Você é baixinha, vai acabar caindo — falei, chegando perto.
— Ah, obrigada... Sou meio cotoco mesmo — ela deu uma risadinha, virando de frente pra mim.
Parei bem do lado dela. Peguei o pacote de arroz da mão dela, e as nossas peles se esbarraram de novo. Dessa vez, nenhum dos dois puxou a mão rápido. O olhar dela subiu pro meu rosto, bem devagar, descendo logo depois pra minha boca. A respiração dela estava curta, dando pra ver o peito subindo e descendo por causa do calor e da presspitação.
Eu levantei o braço pra botar o arroz no armário, ficando com o corpo quase colado no dela. Dava pra sentir o calor que saía da pele da Mariana.
— Seu Omar... — ela chamou bem baixinho, num sopro que bateu direto no meu pescoço. Ela deu um passo pequeno pra frente, colando a barriga dela na minha cintura. — O Henrique só chega depois das seis, né?
Eu engoli em seco, com o pacote de arroz ainda na mão lá em cima, olhando bem no fundo daqueles olhos castanhos que agora não tinham mais nada de tímidos.
A mão que segurava o arroz continuou esticada lá em cima por uns segundos, travada, enquanto o meu sangue fervia de um jeito que eu não sentia faz anos. Olhar para aquela menina tão perto, sentindo a quentura do corpo dela colado no meu, fez a minha cabeça girar.
— É... ele só chega depois das seis, Mariana — respondi, com a voz bem grossa e rouca, sem conseguir desviar o olho da boca dela.
Eu abaixei o braço devagar, largando o pacote no armário de qualquer jeito. Minha mão desceu e, sem que eu controlasse direito, parou direto na cintura dela. A pele ali na lateral, onde a blusinha tinha subido, era macia demais e estava quente do mormaço da cozinha.
A Mariana deu um suspiro fundo quando sentiu meus dedos calejados de pedreiro apertando a carne dela. Ela não recuou. Pelo contrário, jogou a cabeça um pouco para trás, olhando para mim com os olhos meio pesados, cheios de desejo, e segurou no meu ombro com as duas mãos, cravando as unhas de leve na minha camisa.
— O senhor... o senhor não tem medo, seu Omar? — ela cochichou, a boca dela ficando a um dedo de distância da minha, exalando aquele hálito quente de café.
— Medo eu tenho, moça... Mas esse teu jeito tá me deixando maluco — confessei, largando o respeito de lado por um minuto e colando o meu corpo ainda mais no dela, sentindo os seios firmes dela esmagados contra o meu peito.
A Mariana soltou um gemido baixinho, bem abafado, e subiu as mãos pro meu pescoço, puxando a minha cabeça para baixo. Quando as nossas bocas se acharam, foi aquele beijo de tirar o fôlego, com gosto de pecado e de fogo guardado. A timidez dela sumiu por completo; a língua dela entrou com vontade, macia e urgente, enquanto a minha mão descia da cintura e ia direto pro shortinho jeans, apertando aquela bunda gostosa e empinada que vinha me tirando o juízo desde o primeiro dia.
A Mariana soltou um suspiro abafado no meio do beijo, colando o corpo com tanta vontade em mim que eu quase perdi o rumo das pernas. A mão dela subiu pro meu cabelo, puxando de leve, enquanto a minha outra mão subia pelas costas dela, sentindo a pele macia e úmida de suor por debaixo da blusinha de alça.
O calor daquela cozinha parecia que tinha subido para uns cem graus. Eu dei um passo pra frente, empurrando o corpo dela devagarinho contra o balcão da pia. As panelas e os pratos que ela tinha guardado deram um estalo de leve, mas nenhum de nós dois prestou atenção em nada que não fosse o barulho das nossas respirações cortadas.
— Seu Omar... — ela murmurou, afastando a boca só um milímetro, com os lábios bem molhados e vermelhos. — Vamos pro quarto... aqui não.
Eu nem respondi com palavras. Só peguei ela pela cintura, sentindo o peso gostoso daquele corpo baixinho e firme, e fomos andando meio tropeçando pelo corredor escuro da casa. Cada passo era um esbarrão na parede, um beijo roubado e a mão boba descendo pelas curvas dela.
Entramos no quarto dos fundos, onde o ventilador de teto ainda estava ligado, jogando aquele vento morno em cima da cama de casal. A Mariana foi direto, sentando na beirada do colchão e me puxando pela barra da camisa, olhando pra mim de baixo pra cima com um olhar que misturava aquela safadeza nova com o restinho de timidez que deixava ela ainda mais atraente.
Eu puxei a minha camisa pra fora da calça e joguei no chão. Quando ela viu meu peito, os olhos dela brilharam e ela levou as mãos direto pros botões do shortinho jeans dela, abrindo um por um sem pressa nenhuma, olhando bem fixo na minha cara.
Ela empurrou o shortinho jeans pelas pernas e jogou no chão, ficando só com a calcinha de renda fina. Eu dei um passo pra frente, subindo na cama e ficando de joelhos bem na frente dela. A Mariana esticou os braços e puxou a blusinha preta de alça por cima da cabeça, soltando os cabelos do coque, que caíram bagunçados pelos ombros.
Olhar pro corpo dela ali, todinha na minha frente, com os seios médios e firmes subindo e descendo com a respiração apressada, fez a minha cabeça girar de vez.
— Você é bonita demais, Mariana... É tentação pro resto da vida — joguei as palavras bem no ouvido dela, com a voz rouca, enquanto descia as minhas mãos calejadas pelos ombros dela, apertando a pele macia até chegar na cintura.
Ela fechou os olhos e soltou um gemido baixinho, jogando a cabeça pra trás quando senti meus dedos apertando a carne dela. Ela se deitou no colchão, me puxando junto pelo pescoço. O meu corpo cobriu o dela por inteiro, sentindo aquela quentura gostosa da pele colada.
O ventilador de teto girava no máximo, fazendo barulho na madeira, mas o calor entre nós dois era mais forte que tudo. A Mariana entrelaçou as pernas compridas na minha cintura, se esfregando em mim com uma vontade que me tirava o juízo, enquanto a minha boca descia pelo pescoço dela, deixando beijos molhados até morder de leve a ponta do seio dela.
— Vai, seu Omar... Faz logo — ela sussurrou, com a voz bem sumida, cravando as unhas nas minhas costas e se arqueando inteira na cama, sem querer saber de mais nada além daquele fogo que estava consumindo a gente.
A Mariana me empurrou de leve pelo peito, me fazendo sentar para trás no colchão, e se ajoelhou na minha frente. Ela me olhou de baixo para cima, com as bochechas bem vermelhas, mas com uma coragem nos olhos que me deixou doido. Com as mãos meio trêmulas, ela segurou a borda da minha calça e puxou para baixo de uma vez, junto com a cueca.
Quando o meu pau pulou para fora, completamente duro e armado pelo fogo do momento, os olhos castanhos dela se arregalaram. Ela deu uma olhada de cima a baixo, admirada com o tamanho e a grossura, e soltou um risinho abafado, mordendo o lábio inferior.
— Nossa, seu Omar... Que ignorância é essa... — ela sussurrou, passando a ponta dos dedos bem devagar pela extensão, sentindo as veias saltadas e a quentura da pele. — O Henrique não chega nem perto disso...
Ouvir aquilo me deu um estalo de puro orgulho de homem velho. Eu apoiei as minhas duas mãos para trás no colchão, firmando o corpo, enquanto via ela se aproximar mais. A Mariana segurou a base do meu pau com uma mão e, sem pressa, encostou os lábios bem molhados na ponta, dando uma lambida comprida que me fez dar um estalo com a língua e chupar o ar pelos dentes.
Em seguida, ela abriu a boca e começou a engolir o meu pau devagarzinho, descendo até onde conseguia. O calor da boca dela e o movimento apertado me fizeram dar uma levantada no quadril, sentindo uma pressão gostosa demais. Ela ia subindo e descendo com vontade, segurando firme com a mão na base e me olhando bem fixo nos olhos o tempo todo, deliciada com o tamanho que mal cabia na boca dela. O barulho molhado que fazia ali no silêncio do quarto estava me deixando completamente maluco.
A Mariana continuou o movimento com vontade, descendo a boca apertada pelo meu pau até onde conseguia, me fazendo segurar o lençol da cama com força pra não perder o rumo. O calor ali estava de lascar e o barulho molhado no silêncio do quarto só me dava mais fogo. Ela subiu os olhos pra mim, deu uma última lambida bem comprida até a ponta e se afastou devagar, limpando a boca com as costas da mão, dando aquele sorriso de canto.
— Espera aí, seu Omar... Vamos fazer o negócio direito pra não ter erro — ela cochichou, com a voz bem mansa e a respiração curta.
Ela levantou da cama todinha nua, mostrando aquela bunda empinada que me tirava o juízo, e foi até a cômoda de madeira do canto do quarto. Ela abriu a primeira gaveta, mexeu nuns panos e tirou de lá um pacotinho de camisinha que eles tinham trazido na mala.
A Mariana voltou pra cama andando devagar, rebolando aquele corpo baixinho e firme que me deixava doido. Ela rasgou o pacotinho com os dentes, tirou a borracha de dentro e se ajoelhou de novo entre as minhas pernas.
Eu fiquei ali deitado, olhando aquela visão, com o pau erguido e pulsando. Ela pegou a camisinha, colocou a bordinha bem na ponta do meu pau usando os lábios e, com uma calma de maltratar, começou a desenrolar a borracha usando só a boca e a língua. O toque molhado dos lábios dela descendo pelo meu pau me fez dar uma levantada no quadril, chupando o ar entre os dentes com tanta sensibilidade. Ela foi descendo até cobrir tudo direitinho, deixando o negócio pronto pro que vinha a seguir. Quando terminou, ela olhou pra mim com os olhos brilhando e passou a mão na minha coxa, se preparando pra subir por cima.
