Comi a esposa gostosa do meu sobrinho parte 2

Um conto erótico de Ricardo
Categoria: Heterossexual
Contém 3287 palavras
Data: 11/06/2026 06:08:45

No dia seguinte, o galo nem tinha cantado direito e eu já estava de pé. O hábito de pedreiro antigo não some assim tão fácil. Passei um café forte na garrafa, botei uns pães na mesa e fiquei na varanda esperando o dia clarear.

Lá pras sete da manhã, o Henrique apareceu com a cara amassada de sono.

— Benção, tio — falou, coçando os olhos.

— Deus te abençoe, meu filho. Toma um café aí que nós já vamos sair pro centro ver aquela conversa com o mestre de obras que te falei — respondi, já pegando a chave do carro.

Ele tomou o café num gole só, pegou a carteira de trabalho e fomos. A Mariana ainda estava dormindo, então deixamos a casa no silêncio pra não acordar a menina.

Passamos a manhã inteira rodando. Fomos em duas obras grandes, conversei com uns conhecidos meus da antiga e o Henrique conseguiu deixar o currículo dele com um mestre que prometeu ligar se surgisse vaga de ajudante ou apontador na semana seguinte. O rapaz já voltou pra casa com outra cara, mais animado e esperançoso.

Quando estacionamos o carro no portão, por volta de meio-dia, o cheiro de comida boa vinha vindo lá de dentro, invadindo a varanda.

— Ih, tio, acho que a Mari tomou conta da sua cozinha — o Henrique brincou, já entrando.

Entramos e a cena era de cinema. A cozinha estava brilhando de limpa e a mesa estava toda arrumada. A Mariana estava de pé perto do fogão, mexendo uma panela. Dessa vez, por causa do calorão do meio-dia, ela estava com uma blusinha de alça fina e um short um pouco mais folgado, com o cabelo preso num coque alto, deixando o pescoço todo à mostra, com algumas gotinhas de suor brilhando.

— Oi... — ela falou bem baixinho quando me viu entrar atrás do Henrique, ficando vermelha na hora e segurando a colher de pau com as duas mãos. — Fiz um almoço... Espero que o senhor não se importe, seu Omar. Não queria mexer nas suas coisas sem pedir, mas o Henrique disse que o senhor gostava de arroz com feijão bem temperado.

— Que importar o que, moça! — falei, mantendo meus olhos bem firmes no rosto dela, sem descer o olhar pro decote da blusinha. — Chegar em casa e ver um banquete desse é presente de Deus. Muito obrigado.

O Henrique foi logo dando um beijo na testa dela e contando as novidades das obras, todo empolgado. A Mariana escutava tudo sorrindo, olhando pro marido com um carinho bonito de ver, mas de vez em quando o olhar dela desviava e batia no meu.

Dava pra ver que, depois daquela conversa da madrugada na cozinha, a vergonha dela tinha mudado um pouco. Não era mais aquele medo de incomodar, era uma timidez de quem sabia que tínhamos um segredo bobo da noite passada, mas que o respeito ali dentro era garantido.

Nós sentamos pra almoçar e a comida estava uma gostosura só. Um feijão gordo, bem temperado com louro, e uma carne de panela que desmanchava na boca. O Henrique comia repetindo, falando pelos cotovelos sobre as ferramentas que ele ia precisar se o mestre de obras ligasse.

— Tio, se eu pegar essa vaga, acho que em poucos meses a gente já consegue dar entrada num aluguel num cantinho nosso lá no centro — o Henrique falou, limpando a boca e olhando pra esposa.

A Mariana deu um sorriso meio contido, daqueles que ela sempre dava, e olhou pro prato.

— Não precisa pressa nenhuma, já cansei de falar — comentei, pegando mais um pouco de feijão. — O espaço aqui é grande, vocês não gastam com aluguel e conseguem juntar um dinheirinho mais rápido.

Ela levantou os olhos devagar e olhou bem no fundo dos meus. Tinha um brilho de gratidão ali que me deixou até meio sem jeito.

— O senhor é muito bom, seu Omar... De verdade — ela falou bem baixinho, quase sumindo com o barulho do ventilador.

— Que isso, moça. É o certo a se fazer — respondi, voltando a atenção pro meu prato pra não prolongar demais a olhada.

Depois que terminamos, o Henrique levantou esticando os braços, cheio de sono por causa da janta pesada e da canseira da manhã.

— Nossa, tio, o almoço me derrubou. Vou ali deitar um minutinho pra descansar as pernas, senão não sou ninguém mais tarde — falou o rapaz, já caminhando pro corredor dos fundos. — Mari, você vem?

— Vá indo, Henrique. Vou só dar uma geral aqui na mesa e lavar essa louça, depois eu vou — ela respondeu de pé, já recolhendo os pratos vazios.

Eu continuei sentado na cadeira, terminando de tomar meu copo de suco. O Henrique entrou no quarto e a casa voltou a ficar naquele silêncio morno do meio-dia. A Mariana começou a raspar os restos de comida nas panelas e o barulho dos talheres batendo era a única coisa que se ouvia.

Eu me levantei pra ajudar, pegando a garrafa de água e o resto do suco pra guardar na geladeira. Quando cheguei perto da pia, ela se assustou de leve, dando um passo pro lado pra me dar espaço.

— Pode deixar que eu guardo isso, seu Omar... Não precisa se incomodar — ela pediu, segurando o pano de prato contra o corpo, num gesto que já estava ficando meio costumeiro toda vez que eu ficava muito perto.

— Deixa de bobagem, Mariana. Eu só vou guardar isso aqui e já te deixo em paz — falei, abrindo a porta da geladeira.

Quando fiz o movimento pra colocar a garrafa na prateleira, acabei me desequilibrando de leve no piso liso da cozinha. Para não cair, apoiei a minha mão livre direto na borda da pia, ficando bem do lado dela, a poucos centímetros do seu corpo.

O cheirinho de sabonete do banho que ela tinha tomado antes do almoço subiu forte. A Mariana travou na hora, prendendo a respiração, com as costas apoiadas contra o balcão da pia e os olhos castanhos bem abertos, olhando fixamente pro meu peito.

Eu recolhi a mão num estalo, ficando erguido e dando dois passos compridos para trás. O meu rosto ferveu na hora de tanta vergonha.

— Opa! Me desculpa, moça... Esse piso da cozinha tá liso que só o cão, quase levei um tombo — falei, com a voz meio gaguejada, tentando quebrar o susto e mostrando as mãos para ela ver que foi sem querer.

A Mariana soltou o ar que estava segurando no peito, bem devagar. Ela deu uma ajeitada nervosa na alça da blusinha, olhou para o chão e depois deu aquele sorriso encabulado dela, com o rosto todo vermelho.

— Que... que susto, seu Omar. Achei que o senhor ia cair de maduro no chão — ela falou, num fio de voz, mas tentando dar uma risadinha para aliviar o clima pesado que tinha ficado.

— Pois é, a idade vai chegando e as pernas vão ficando bobas — brinquei, pegando a garrafa que tinha ficado em cima do balcão e colocando de uma vez dentro da geladeira. — Pronto. Vou deixar você terminar o serviço em paz. Vou lá para a varanda dar uma cochilada também.

— Tá bem, seu Omar... Até mais tarde — ela respondeu, virando de costas para a pia e voltando a ensaboar os pratos bem depressa, como se quisesse ocupar as mãos para esquecer o que tinha acabado de acontecer.

Saí da cozinha pisando firme, com o coração batendo na garganta. Fui para a varanda da frente, deitei na minha rede de algodão e fiquei olhando para o teto de telha vã, deixando o vento da tarde bater no meu rosto para ver se a quentura do corpo passava.

"Presta atenção, Omar", pensei comigo mesmo, balançando a rede devagar. O susto tinha sido bobo, um tropeço de nada, mas a proximidade com o corpo daquela moça e o jeito que ela me olhou, assustada e tímida, deixou um rastro de eletricidade no ar que eu não podia deixar crescer.

O Henrique estava lá dentro, dormindo o sono dos justos, confiando no tio que sempre foi o seu porto seguro. Eu fechei os olhos, respirei fundo o ar quente da tarde e me jurei mentalmente que ia andar com o triplo de cuidado daquele dia em diante. Nenhuma distração ou piso liso podia ser desculpa para vacilar com o meu próprio sangue.

O vento da tarde acabou me levando e eu peguei no sono ali mesmo na rede. Acordei já passava das quatro da tarde, com o sol mais baixo e aquela luz amarelada de fim de dia batendo nas plantas do quintal.

Levantei, lavei o rosto no tanque da varanda dos fundos pra espantar a canseira e ouvi um barulho de conversa vindo lá de dentro. O Henrique e a Mariana já estavam acordados.

Quando entrei na sala, os dois estavam sentados no sofá. O Henrique estava com o celular na mão, com uma cara bem mais leve, e a Mariana estava do lado dele, olhando pra tela também. Assim que eu entrei, meu sobrinho deu um pulo do sofá, todo empolgado.

— Tio! Você não sabe da maior! O mestre de obras daquela primeira construção que a gente foi hoje cedo acabou de me mandar mensagem no WhatsApp!

— É mesmo, meu filho? E o que ele disse? — perguntei, sentindo uma alegria legítima pelo rapaz.

— Disse que um ajudante faltou hoje e pediu as contas, e perguntou se eu posso começar amanhã mesmo, às sete da manhã! Já me passou o endereço certinho da obra e tudo! — o Henrique falava com os olhos brilhando, dando um soco no ar.

— Mas que notícia boa, Henrique! Deus escreve certo por linhas tortas. Eu não te falei que as coisas iam caminhar? — bati no ombro dele, orgulhoso toda vida.

Olhei de relance pra Mariana. Ela estava com as mãos juntas no colo, com aquele vestidinho de florzinha de novo, olhando pro marido com um orgulho danado. Quando ela olhou pra mim, deu um sorriso largo, daqueles dentes branquinhos aparecerem por inteiro. Foi a primeira vez que vi ela sorrir com vontade, sem aquela trava de timidez segurando o rosto.

— A gente tá muito feliz, seu Omar... Nem sei como agradecer — ela falou, com a voz um pouco mais firme do que o normal, mas logo desviando o olho e arrumando a barra do vestido quando percebeu que estava olhando demais pra mim.

— Não tem que agradecer nada, moça. O mérito é todo desse moleque batalhador — respondi. — Bom, já que o homem vai trabalhar pesado amanhã, precisamos comemorar. Vou ali no bar do seu Zé comprar uns espetinhos e um refrigerante pra gente jantar bem hoje.

— Deixa que eu vou com o senhor, tio! Pago com os últimos trocados que tenho aqui — o Henrique já foi pegando a chave do carro.

— Negativo, o dinheiro é meu. Você guarda o seu pra passagem de amanhã. Fica aí com a sua patroa que eu vou num pulo e já volto.

Peguei a chave do meu carro, dei um tchauzinho com a cabeça e saí. Enquanto eu ligava o motor, olhei pelo retrovisor e vi os dois na porta da sala, de braços dados, felizes da vida. Aquela novidade do emprego era tudo o que a gente precisava. Ia dar um rumo pro Henrique, ocupar a cabeça da Mariana e, acima de tudo, ia deixar a rotina da casa mais dividida, tirando um pouco daquela pressão e daquele silêncio carregado que ficava entre eu e ela quando estávamos sozinhos.

Fui até o bar do seu Zé, comprei dez espetinhos de carne bem caprichados, daqueles com pedaço de bacon no meio, e uma garrafa grande de refrigerante bem gelada. No caminho de volta, vim pensando em como as coisas pareciam estar se ajeitando. Com o Henrique trabalhando, a cabeça dele ia sossegar e a Mariana ia se sentir mais firme, sabendo que a vida deles estava andando de novo.

Quando encostei o carro na garagem, a noite já tinha caído de vez. Entrei na cozinha e os dois já estavam me esperando com os pratos e os copos arrumados na mesa.

— Olha o cheiro disso, Mari! — o Henrique falou, já de olho no pacote de papel que eu botei na mesa. — O espetinho do seu Zé é o melhor da região, te falei.

Nós sentamos e começamos a comer ali mesmo, num clima bem alegre. O Henrique estava tão empolgado com o serviço do dia seguinte que nem conseguia ficar quieto na cadeira. Ele contava como pretendia acordar cedo, qual ônibus ia pegar e como ia dar o sangue na obra pro mestre gostar do serviço dele.

A Mariana comia o espetinho dela bem devagar, limpando a boca toda hora com o guardanapo. Mas dava pra ver que a alegria do marido tinha contagiado a moça. Ela olhava pro Henrique com um olhar tão doce, tão cheio de alívio, que me dava gosto de ver. De vez em quando, ela olhava pra mim e arriscava uma frase mais comprida.

— O Henrique tava sem dormir direito faz uma semana, seu Omar... O senhor não sabe o bem que fez pra ele levando ele nessas obras hoje — ela falou, olhando bem na minha cara, com as bochechas coradas, mas sustentando o olhar por mais tempo do que o costume.

— Que isso, Mariana. Família serve pra essas coisas. O Henrique é meu menino, ver ele bem é o meu pagamento — respondi, dando um gole no refrigerante e sorrindo de volta pra ela, num clima de total paz.

Lá pras nove da noite, a janta acabou e o Henrique começou a bocejar. O cansaço da caminhada da manhã junto com a ansiedade estavam pesando nos olhos dele.

— Tio, se o senhor não se importar, eu vou capotar. Preciso estar de pé às cinco e meia da manhã pra não perder o ônibus das seis — o Henrique falou, já levantando da mesa.

— Vai lá, meu filho. O descanso do trabalhador é sagrado. Pode ir que eu ajudo a Mariana a fechar as coisas por aqui — falei.

O Henrique me deu uma bênção, deu um beijo na testa da Mariana e foi pro quarto. A cozinha, que estava cheia de conversa, voltou a ficar naquele silêncio manso de noite.

A Mariana recolheu os pratos e levou pra pia. Eu me levantei, peguei o pano de prato e parei do lado dela, mantendo uma distância boa pra não causar nenhum susto como o do almoço.

— Se o senhor quiser, pode ir deitar, seu Omar. Eu dou conta daqui num instante — ela disse, ligando a torneira e olhando pra mim de lado.

— Que nada, moça. Eu ajudo a enxugar. Dois trabalhando o serviço rende mais e você vai descansar mais cedo também — respondi, esticando a mão pra pegar o primeiro prato que ela lavou.

Ela não contestou. Começou a ensaboar os copos com uma calma danada, e eu ia enxugando e guardando no armário. O silêncio entre nós dois agora era diferente. Não tinha aquela vergonha pesada de antes, parecia mais um respeito mútuo, uma calmaria de quem sabia que as coisas iam dar certo dali pra frente.

Quando ela terminou o último talher, desligou a torneira e enxugou as mãos no pano que estava comigo. Nossas mãos se aproximaram no tecido, e ela deu uma paradinha, olhando pro pano e depois subindo os olhos devagarzinho pro meu rosto.

— Boa noite, seu Omar... E obrigada por tudo mesmo — ela cochichou, com a voz bem mansa.

— Boa noite, Mariana. Vai lá, que amanhã o dia é longo — respondi, dando um passo pra trás e guardando o pano no gancho.

Ela deu aquele sorriso contido que eu já estava começando a conhecer bem, virou as costas e caminhou sumindo pelo corredor. Eu esperei ouvir o barulho da porta do quarto deles fechando e despenquei na cadeira da cozinha, soltando um suspiro longo que parecia estar guardado no peito faz tempo.

Fiquei ali um tempo, no escuro, ouvindo os barulhos da noite. A casa parecia estar entrando nos eixos. Dei uma última checada no trinco da porta da frente, apaguei as luzes e fui deitar. Dessa vez, o sono veio rápido, sem pensamentos tortos na cabeça.

No outro dia, o despertador nem precisou tocar pro Henrique. Às cinco e meia da manhã eu já ouvi os passos dele pelo corredor, o barulho do chuveiro ligando e a correria de quem não queria perder a hora do ônibus. Eu levantei da cama meio na preguiça, vesti minha calça jeans velha e saí do quarto bem na hora que ele estava terminando de calçar a botina na sala.

— Já vai, meu mestre? — perguntei, coçando os olhos.

— Já sim, tio. O ônibus passa ali na avenida principal às seis em ponto, se eu vacilar perco o primeiro dia — o Henrique falou, todo afoito, ajeitando a mochila nas costas. — A Mari ficou dormindo, deixei ela quietinha lá.

— Fez bem. Vai com Deus, meu filho. Dá o teu melhor lá e mostra praquele mestre de obras o que é um homem trabalhador.

— Pode deixar, tio. Benção.

— Deus te abençoe.

Ele bateu a porta da frente e saiu no portão com o dia ainda escuro, aquela neblina fria da manhã cobrindo a rua. Eu fui pra cozinha, liguei o fogo pra passar o café e fiquei ali olhando a água ferver. A casa estava num silêncio que dava até pra ouvir o barulho do vento batendo nas folhas do pé de manga do quintal.

O café ficou pronto, tomei minha caneca preta de sempre de pé, olhando pela janela. Quando deu umas sete e meia, o sol já estava clareando tudo, espantando o frio. Foi aí que ouvi um barulho de porta abrindo no corredor.

A Mariana apareceu na cozinha com uma cara de quem tinha acabado de acordar, os olhos meio caídos de sono e o cabelo preso num coque todo bagunçado, com uns fios soltos no rosto. Ela estava com um pijama de shortinho de malha fina e uma camiseta cinza folgada que de tão grande cobria quase o short todo.

— Bom dia, seu Omar... — ela falou com a voz bem rouquinha de sono, parando na porta da cozinha e dando aquela ajeitada sem jeito na camiseta.

— Bom dia, Mariana. O Henrique já foi faz tempo, saiu todo entusiasmado — respondi, pegando a garrafa de café pra servir um copo pra ela. — Dormiu bem?

— Dormi sim, seu Omar... Acho que o cansaço do cansaço me pegou — ela disse, dando dois passos tímidos pra dentro da cozinha, os pés descalços fazendo um barulho leve no chão. — O cheiro desse café tá bom demais.

— Senta aí, moça. Vou pegar um pão pra você.

Ela sentou na ponta da mesa, puxando a camiseta pra baixo pra cobrir as pernas, mantendo aquele jeito encolhido. Eu botei o copo de café na frente dela e o prato com o pão. Quando fui puxar a cadeira pra sentar do outro lado da mesa, a Mariana olhou pra mim e reparou na minha calça de brim e nos meus sapatos de sair.

— O senhor vai sair hoje também, seu Omar? — ela perguntou, antes de dar o primeiro gole no café.

— Vou sim, moça. Toda terça-feira de manhã eu vou até a cidade vizinha resolver umas coisas da minha aposentadoria no banco e aproveito pra fazer as compras grandes do mês no mercado — falei, olhando o relógio na parede. — Devo passar a manhã toda fora. Você vai ficar bem sozinha por aqui?

A Mariana parou o copo perto da boca, me olhando por cima da borda com aqueles olhos castanhos compenetrados. Ela engoliu o café devagar, olhou pro pão e depois voltou a me olhar, com um sorrisinho bem de leve nascendo no canto da boca, mas com as bochechas já começando a mudar de cor.

— Vou sim, seu Omar... Pode ir sossegado. Eu aproveito pra dar uma faxina geral na casa pro senhor.

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