Eu, minha amiga gostosa e os vizinhos dela - Parte 04

Um conto erótico de Miguel
Categoria: Heterossexual
Contém 11239 palavras
Data: 03/06/2026 21:17:27
Última revisão: 03/06/2026 21:17:40

CRONOLOGIA: Os eventos narrados aqui vão de 28 de julho de 2025 (segunda-feira) a 30 de julho de 2025 (quarta-feira).

Meu nome é Miguel. Tenho 31 anos, 1,84m, corpo atlético (nada exagerado, mas me garanto), moreno claro, olhos cor de mel e barba bem cuidada, sempre no limite entre o alinhado e o desleixado. Meu sorriso é meio torto, daquele tipo que parece esconder uma piada. E gosto disso.

Nunca me levei tão a sério quanto talvez devesse. Gosto de bancar o malandro, chegar com uma piadinha, uma risada fora de hora, me meter onde não fui chamado. Faz parte. Sempre preferi ganhar as pessoas no papo e, confesso, adoro a companhia feminina. Conversar, ouvir, provocar. Nada forçado, só gosto de estar por perto. Amizade é amizade, sexo é sexo. Sabia diferenciar quem tava atrás do quê. Aliás, se eu tenho um talento, é o de sentir o ambiente... e fazer a pior coisa sem querer.

Objetivos? Quero viver leve, cercado de gente boa. Trabalhar bem, viver bem, amar bem, a ordem nem importa. Se eu puder ser lembrado como um cara do bem, que sabia rir e fazer rir, já valeu. O resto? A gente improvisa.

Trabalho em um hospital grande da capital. Trabalhar nele era uma mistura de plantão, novela e roda de samba. Eu sempre no meio. Não por ser o mais fofoqueiro (não que eu não fosse, só não era o principal), mas porque eu gostava de levantar o ânimo da galera. Sabe aquele cara que puxa assunto na copa, dá uma força pra quem precisa e solta uma piada na hora certa?

Mas a minha vida não se resumia ao trabalho. Quando eu estou enfiado até o pescoço em plantões, queria mesmo era sentir o corpo vivo: pegar o carro pra ir em algum praia deserta pra pegar onda, sumir em trilha no meio do mato sem sinal de celular. Sempre gostei dessa liberdade.

No fundo, a mulher que sonhava com quem me casaria era alguém de espírito leve, que topasse acordar de madrugada pra ver o sol nascer no topo de um morro, que não se assustasse com meu passado nem quisesse me consertar. Uma parceira que entendesse que liberdade não é falta de cuidado, é escolha consciente.

Meus pais e a Lisandra eram um capítulo à parte, tudo misturado num nó só. Eu briguei feio com meus pais quando decidi fazer medicina; eles queriam segurança, eu queria desafio, e achei que dava pra resolver tudo na base do orgulho. Fui embora, mudei de estado e passei quase dez anos sem olhar pra trás. Quem me puxou de volta foi a Lisandra, minha irmãzinha de criação e filha da diarista, que reencontrei ao voltar pra minha cidade natal.

Talvez seja isso que melhor me defina: um malandro gente boa que já tinha quebrado a cara o suficiente pra saber onde pisar. Eu flertava, zoava, provocava o mundo, mas carregava responsabilidade no jeito de tocar a vida. Eu sabia quem eu era, o que podia oferecer e o que não podia. E, no fim das contas, isso sempre me pareceu muito mais maduro do que prometer estabilidade quando o que eu tinha pra dar era movimento.

O capítulo atual começa numa segunda-feira de manhã, já no hospital.

Estávamos em um raro momento de folga na sala de descanso. A Jéssica estava me contando toda empolgada sobre o encontro maravilhoso que ela teve no sábado de noite com outras mulheres. Ou, como elas se intitularam, outras “lobas”.

Eu estava sentado, embora aproveitasse pra esticar a perna vez por outra. A Jéssica estava apoiada na bancada, vestindo scrub cinza-escuro, cabelo castanho-claro preso num rabo baixo meio desfeito. O uniforme acompanhava as coxas grossas, a cintura firme e a bunda arredondada. Os seios médios marcavam de leve a blusa quando ela cruzava os braços, irritada por eu interromper o relato com perguntas idiotas.

— E então elas fizeram um brinde — concluiu ela. — A ideia é ir chamando outras mulheres aos poucos, começando pelas mais próximas. Eu pensei na Eliana, na Lorena, na Carolina, na Sarah... Todas fariam sentido.

Tomei um gole de café sem responder. Aquele silêncio fez a Jéssica estreitar os olhos, desconfiada.

— Continua.

— Acabou. Depois disso, eu e a dona Ângela fomos pra casa. Foi ótimo, Miguel. Sério. Eu me senti acolhida. A Cinthia falou várias coisas que eu estava precisando ouvir.

— Imagino.

A Jéssica sorria, satisfeita com as lembranças daquela noite. Era uma das minhas melhores amigas (bem, a Lisandra não conta como amiga) e eu sabia o quão sagaz ela era, capaz de enxergar uma mentira contada dentro de várias camadas de meia-verdades. Mas agora parecia completamente incapaz de reconhecer uma cilada só porque veio embrulhada em discursos bonitos e coisas que ela queria ouvir.

— Jéssica, minha querida amiga, escuta com carinho o que eu vou dizer.

O sorriso desapareceu por um segundo.

— Você foi convidada para uma seita lésbica.

A primeira vitória foi ela não ter batido em mim logo de cara. Mas notei a sobrancelha levantada que aparecia quando ela achava que eu estava falando merda, mas resolvia conferir antes de me mandar tomar no cu.

— Explica.

— Vamos recapitular. Você chegou lá achando que era um jantar com as amigas da minha mãe. Então, a Andréia se surpreendeu de te ver. A tal Letícia também. Provavelmente, as duas já tinham algum contexto pra saber o que ia rolar e você, não.

A Jéssica olhou de lado.

— Elas realmente reagiram estranho.

— Depois vieram os discursos. Mulher forte, mulher escolhendo a si mesma, mulher assumindo o próprio tesão, mulher criando vínculo profundo com outras mulheres. Até aí, beleza. Eu assino embaixo de quase tudo. Só que, ao mesmo tempo, você sentiu uma tensão sexual na mesa inteira.

Ela apertou os lábios.

— Senti.

— E não foi coisa que você inventou depois. Você me contou isso antes de eu falar qualquer coisa. Você disse que a minha mãe, a Odete e a Cinthia trocavam uns olhares esquisitos. Disse que a Andréia e a Alessandra pareciam ter alguma coisa, alguma conexão entre elas. Disse que a Letícia parecia desconfortável desde que chegou.

A Jéssica passou os olhos pela bancada, voltando mentalmente para a mesa do restaurante. Notei ela começando a organizar uma história dentro da cabeça, testando as hipóteses.

— A Alessandra também hesitou antes de aceitar — falou, mais para si mesma do que para mim. — Ela olhou pra Andréia primeiro.

— Exatamente. Aí a Cinthia anunciou quatro duplas. Uma mulher mais experiente e uma aprendiz. Não convidaram todas como iguais. Montaram pares. Todos os pares pareciam ter sido chamadas por uma das mais velhas e todas pareciam ter uma tensão sexual. E você foi lá como candidata de alguém.

— Da sua mãe — disse ela.

— Da minha mãe. Que já tinha beijado você de língua.

A Jéssica soltou o ar pelo nariz, incomodada.

— Quando você perguntou das suas amigas, a Cinthia não disse “chama quem quiser”. Ela falou que, com o tempo, todas seriam integradas. Uma a uma. Isso é a cara do recrutamento de uma seita.

Ela ficou parada, lembrando.

— “Uma a uma” — repetiu. — Ela falou exatamente assim.

— Depois, você aceitou entrar. E, no instante em que ia falar sim, a Andréia e a Letícia começaram a esfregar os pés nas suas pernas fazendo sinal para você não aceitar.

O rosto da Jéssica mudou.

— Eu achei que elas estavam nervosas. Ou que a Letícia estava arrependida de ter aceitado.

— Talvez estivesse. A questão é por quê. Duas mulheres que, segundo você, sempre te viram como amiga tentaram te impedir de entrar. Sem poder falar abertamente. Por baixo da mesa.

Ela passou a mão pelos cabelos presos, pensando.

— E depois veio o juramento.

— Segredo absoluto. Principalmente do marido. E compromisso de ajudar as sêniores a trazer mulheres novas quando elas decidissem que era hora. Sério, Jéssica. A única coisa que faltou foi vocês assinarem um termo dizendo que toda novata teria que aparecer de camisola branca e sem calcinha numa reunião à meia-noite.

Ela não retrucou. A alegria que tinha sentido ao contar o jantar deu lugar ao desconforto. Eu não queria arrancar aquilo dela, pois o encontro parecia ter feito bem de verdade à sua estima. Mas eu precisava alertar que a mensagem podia ser boa, mas quem a estava pronunciando não era.

— Merda — murmurou ela. — Eu me senti tão acolhida. Tão bem-vinda. A Cinthia falou coisas que fizeram sentido. A Odete também. Eu achei que tinha encontrado um grupo maduro onde eu podia ser eu mesma. Sabe, eu estou cansada que as minhas amigas todas têm suas melhores amigas ou são mais amigas do Rogério que minhas.

Segundo a Jéssica, o marido dela era basicamente o melhor amigo da Lorena, Lisandra, Sarah e Rebecca. Ela confiava que a amizade deles era só amizade. O ciúme é que ela não tinha uma mulher que pudesse chamar assim e ele tinha QUATRO.

— O pior é que agora, ouvindo de fora, parece óbvio.

A Jéssica fechou os olhos por um instante, voltando a algum ponto específico da noite.

— É uma seita lésbica mesmo! Isso explica a Odete ser uma das cabeças. Ela só pensa em sexo. Já deu em cima em cima de mim e do Rogério desde que a gente se conhece. Descaradamente. Fez de tudo pra levar a gente pra cama, juntos ou separados. Já transou até com a Lisandra umas três vezes.

— Você podia ter omitido essa parte pra mim...

— Cresça e aceite que sua irmã tem vida sexual. Agora eu estou pensando que, se essa confraria veio da Odete, então ela já estava corrompida desde o começo.

A Jéssica respirou fundo e apoiou as duas mãos na bancada. Agora parecia irritada, não comigo, mas consigo mesma.

— Eu fui brincar que a sua mãe era minha amante extraoficial e ela me leva pra uma sociedade secreta que usa discursos de sororidade pra levar outras mulheres pra cama.

— Já meteu a minha mãe e a minha irmã na conversa.

— O fruto não cai muito longe da árvore.

Ela sorriu um pouco.

— Você acha que eu devo falar com a Andréia ou com a Letícia?

— Acho que deve, pelo menos, sondar o que elas sabem.

Ela ficou olhando para mim com aquela cara de quem tinha passado da euforia para a preocupação em menos de cinco minutos e ficamos em silêncio.

— Só para eu organizar — falei, levantando um dedo. — O meu pai passou anos vendo uma das minhas melhores amigas pelada.

Jéssica fez uma careta.

— Miguel...

— Depois, os meus pais transaram ao lado dessa mesma amiga e do marido dela. E a minha mãe a beijou de língua na hora do rala-e-rola.

— Não precisa enumerar.

— Ainda temos que, possivelmente, a minha mãe dá pro porteiro.

— Você está se machucando sozinho agora.

— E, agora, a minha irmãzinha querida foi cooptada por uma cinquetona tarada que possivelmente foi a pivô do final do último namoro dela. O que eu admito que, considerando o que ouvi do carinha lá, foi um livramento. E a minha mãe levou aquela mesma minha amiga, agora quase amante extraoficial dela, para uma provável seita lésbica.

Jéssica já ria com a mão cobrindo o rosto, enquanto eu peguei o celular do bolso e destravei a tela.

— O que você está fazendo?

— Procurando um terapeuta. Eu preciso.

Se a segunda foi tranquila, não podíamos dizer o mesmo da manhã da terça. Ainda era 10h e eu já tinha a sensação de cansaço digna de final de expediente. O corredor estava cheio, um acompanhante discutia por causa do tempo de espera e um rapaz do quarto 16 jurava que estava morrendo enquanto mandava áudio pra namorada.

A Bruna passou por mim carregando uma pilha de papéis e falando rápido:

— Miguel, o homem do quarto 11 quer falar contigo de novo. Disse que agora lembrou de uma dor nova.

— Onde?

— Ele ainda está decidido.

A Iolanda veio logo atrás, com a cara de quem queria dar uma surra em alguém antes do almoço.

— E a mulher do quarto 7 tá dizendo que não toma remédio nenhum até alguém ligar pra filha dela.

— Já ligaram?

— Quatro vezes. A filha não atende.

— Então, eu vou conversar com ela assim que aliviar mais aqui.

A Iolanda tinha mais cinquenta coisas pra resolver e seguiu. Eu caminhei até onde o Wagner estava tentando resolver uma confusão com um senhor que queria ir embora naquele instante porque tinha deixado o cachorro sozinho em casa. O senhor falava alto. O Wagner respondia com calma.

— Eu entendo que o cachorro está esperando, mas o senhor precisa ficar mais um pouco — dizia Wagner.

— Meu cachorro nunca me deixou esperando!

— Ele parece ser um excelente cachorro. Ainda assim, o senhor vai precisar esperar.

Mais à frente, Jéssica e Gustavo estavam lado a lado diante de uma pasta, discutindo num volume que ainda respeitava as regras de convivência, porém já estava bem perto de virar briga de casal.

— Ele não pode ir embora hoje, Gustavo — disse Jéssica. — A família não consegue cuidar dele desse jeito.

— Eu sei, Jéssica. Só estou dizendo que ele já deixou claro que vai embora com ou sem nossa opinião.

— Então, você conversa com ele até ele entender.

— Eu conversei. Ele me chamou de inútil e jogou a comida na minha cara.

— Concordo com a parte do inútil, mas não é justificativa pra você desistir.

Gustavo esfregou o rosto, cansado.

— Vai lá você, então.

— Eu vou só pra esfregar na sua cara como se trata um paciente.

Acreditem em mim. Esses dois eram a melhor dupla do hospital. Resolveram mais coisas naquela manhã do que qualquer equipe. Mas não paravam de discutir o tempo todo, com uma energia de dois ex-cônjuges obrigados a administrar uma loja de colchões depois do divórcio.

Passei por eles e levantei a mão.

— Bom dia pra dupla mais harmoniosa do andar.

O Gustavo soltou um suspiro e a Jéssica me lançou um olhar curto.

— Vai cuidar da sua vida.

Parei pra cumprimentar rápido a Fernanda, que descansava alguns segundos recostada na parede. Ela estava com um scrub preto que deixava os seios volumosos marcados sob o tecido. A cintura fina terminava naquela bunda média, redonda, firme, e as pernas longas faziam o uniforme parecer muito melhor nela. Ela estava com o cabelo preso, alguns fios soltos perto do rosto.

Ela respondeu o cumprimento, respirou fundo e continuou. Aquela manhã era um incêndio e nós éramos a equipe de bombeiros que eles tinham.

Por volta das 12h, o corredor deu uma afrouxada. A palavra “calma” seria exagerada, mas pelo menos não tinha ninguém morrendo ou discutindo. Dava pra gente se revezar e descansar uns minutinhos, comer algo.

Aproveitei um momento para continuar minha procura por uma terapeuta no celular. Infelizmente, eu tinha descoberto que havia psicólogo de tudo quanto era jeito, com nomes de abordagens que me deixavam em dúvida sobre qual era a ideal pra mim.

Ouvi alguns passos e bloqueei o celular. Depois perguntaria pra Lisandra. A Gasparzinha era mais por dentro dessas coisas e, com certeza, saberia procurar uma psicóloga melhor do que eu checando por foto bonito e palavras-chave que não entendia.

Eu fui até a copa atrás de café e encontrei o Wagner sentado comendo uma barra de cereal e a Fernanda mexendo numa xícara.

Jéssica e Gustavo chegaram logo depois, ainda discutindo sobre o último paciente, do 308.

— Pela última vez, não é lúpus! — garantiu Gustavo.

— É lúpus! — insistiu Jéssica. — Todos os sintomas estão batendo.

— Jéssica, você sempre diz que é lúpus e a gente nunca pegou um caso real de lúpus até agora!

Eles nos viram olhando pra discussão e imediatamente pararam. O Gustavo foi pegar um pouco de café para si e a Jéssica pegou sua garrafa de água na geladeira.

Ela bebeu alguns goles e olhou para nós com uma expressão animada demais.

— Preciso pedir um favorzão a vocês.

— Já aviso que não empresto dinheiro — respondeu Wagner.

— Não é dinheiro. Quinta de noite vai ter uma partida de futebol na praça perto do meu prédio. O Rogério está montando um time e faltam algumas pessoas. Vocês topam jogar?

Silêncio absoluto.

— É apostado e contra o time do Enéias.

Todo mundo se interessou imediatamente.

— Tá valendo descer umas rasteiras nas canelas do Enéias sem ele poder registrar B.O.? — perguntou Wagner, que cuja ex-namorada (de uma relação de seis anos) o largou apaixonada pelo Enéias e ele a largou em duas semanas.

— É obrigação moral.

— Agora, você vendeu bem o evento. Pode contar comigo.

A Jéssica abriu um sorriso.

— Finalmente vou conhecer o mitológico deus do sexo que é o seu marido — acrescentou Wagner. — Pelo jeito que você fala dele, eu imagino um deus grego incansável com uma benga de 50 cm e que farma aura 24 horas por dia.

A Jéssica ficou vermelha, indignada e divertida ao mesmo tempo.

— Eu não falo dele assim.

— Fala — respondi.

— Fala muito pior que isso — respondeu Fernanda.

— Você é desnecessariamente detalhada em excesso quando fala do desempenho do teu marido na cama — respondeu Wagner.

— A gente precisou te trancar no almoxarifado por quase todo o expediente na última vez que ele viajou por mais de uma semana — lembrou Gustavo. — Você atacou o Miguel, a Iolanda e a Fernanda alucinando que eram o teu marido.

A gente caiu na risada, mas era a minha vez de responder ao convite.

— Nem preciso responder, né? Claro que vou estar lá. Futebol pode não ser a minha praia, mas correria e ocupar espaços eu me garanto.

Ela se virou pro Gustavo, que estava no meio de um gole.

— Eu até gosto de bater uma bolinha de leve com os vizinhos do meu prédio. Ia ser divertido jogar com vocês dois, mas quinta tenho plantão de noite.

A Fernanda confirmou antes que Jéssica tentasse insistir:

— É a nossa noite de plantão.

— Tudo bem. Miguel e Wagner já salvam bastante. Sério, obrigada. O Rogério estava quebrando a cabeça para fechar o time.

— O Enéias sabe que você está montando a equipe com o pessoal daqui? — perguntei.

— Quero preservar a surpresa.

Ela pegou o celular e abriu alguma conversa.

— Então, fechou. Quinta, às 20h, na praça da esquina do meu prédio. Mas apareçam uns 40 minutos antes. O Rogério quer aquecer e combinar o esquema tático.

Eu e o Wagner assentimos. A Fernanda incentivou.

— Quem acertar as bolas dele “sem querer” a ponto dele ser hospitalizado, ganha um date comigo. E pode escolher o barzinho que é por minha conta.

Ninguém se surpreendeu. O pessoal gostava do Enéias, ele era divertido e já tinha sido parceiro em muita noite de farra. Mas o comportamento inapropriado com as esposas e namoradas dos colegas e o tratamento das colegas mulheres como figurinhas em um álbum destruíram a imagem positiva que o pessoal tinha. Descobrir que ele passou mais de quatro meses mandando fotos do pau a cada dois dias pra Jéssica, apesar dela dizer diretamente que não queria nada, foi a gota d’água para alguns, como eu e Fernanda.

Boatos diziam que a Fernanda levou ele pro almoxarifado fingindo que iam trepar e deu uma surra de chutes nas bolas dele e uma “sutil” ameaça de castração se ela descobrisse que ele continuava assediando a Jéssica. Eu acredito porque a Fernanda nunca foi amiga pra apartar a briga. Ela chega descendo voadoras pra defender os amigos e só depois quer saber o que tá rolando.

Antes que o assunto crescesse, a Iolanda apareceu na porta da copa.

— Acabou a recreação. Estão precisando de gente lá fora e eu me recuso a carregar esse lugar sozinha.

— Já vamos — disse Jéssica.

Ela passou por mim a caminho da porta, e o scrub desenhou aquela bunda cheia e arredondada outra vez. Por reflexo, acompanhei com os olhos. O Wagner foi atrás dela. O Gustavo terminou o café e voltou ao corredor pronto para, em poucos minutos, voltar a quase discutir no tapa com a Jéssica outra vez. A Fernanda saiu em seguida e, por um instante, fiquei olhando as pernas longas e para a bunda redonda dela sumindo pela porta. Então foi minha vez de ir.

Na terça de noite, eu encontrei Sarah pouco antes das 20h, perto da entrada do cinema. Cheguei alguns minutos mais cedo e fiquei olhando o movimento, encostado numa coluna. Eu tinha saído com mulheres bonitas a vida inteira. Algumas já chegavam decididas a ir pra cama e só precisavam confirmar se eu não era um imbecil completo. Outras gostavam de demorar e brincar, deixar o tesão crescer. Sabia lidar com as duas coisas.

Naquela noite, tinha escolhido uma camisa preta de linho, leve, com as mangas dobradas até os antebraços, jeans escuro e tênis limpo. A barba estava feita no ponto certo, o cabelo arrumado sem parecer que eu tinha perdido meia hora diante do espelho. Eu gostava de causar boa impressão, principalmente quando a mulher valia o esforço e a Sarah valia.

Desde a primeira vez que a vi no elevador, fiquei com vontade de descobrir como ela era fora daquele encontro rápido. A situação dela existia, claro, mas a gente esclareceu tudo e combinou de deixar esse assunto fora da noite. Era mais fácil assim.

Quando ela apareceu, entendi de novo por que tinha ficado tão interessado.

Sarah usava uma blusa escura de tecido macio, ajustada ao corpo, com mangas curtas e um decote discreto que mostrava a parte de cima dos seios cheios. Não era uma roupa escancarada, mas deixava bem claro que ela era peituda. A saia, de tom claro, terminava pouco acima dos joelhos e acompanhava a cintura marcada e a bundinha média, redonda, firme. As pernas longas ficavam ainda mais atraentes com a sandália de tiras finas. O cabelo escuro e ondulado caía pouco abaixo dos ombros, solto, com uma mecha que ela tentava colocar atrás da orelha enquanto vinha na minha direção.

Ela segurava a bolsa com as duas mãos, andando com cuidado demais para uma mulher tão gostosa. Achei aquilo encantador. Sarah tinha um jeito delicado, quase certinho, que dava vontade de chegar perto só para ver como ela ficava quando começasse a perder o controle.

— Oi — disse ela, sorrindo.

— Oi.

Eu me aproximei e dei um beijo leve no rosto dela. Senti o perfume suave, a pele quente e a tensão gostosa daquele primeiro contato. Ela prendeu a respiração quando minha barba roçou perto da bochecha.

— Você está linda — falei, olhando de novo para o decote e depois para o rosto dela. Ela ficou em silêncio e repeti. — Você está linda.

— Obrigada. Você também está... você. Quer dizer, bonito. Está bonito.

— Fico feliz por continuar sendo eu. Tive medo de vir outra pessoa no meu lugar.

Ela soltou uma risada curta, mais nervosa do que divertida.

— Sou péssima nisso.

— Em quê?

— Encontro. Conversa. Parecer normal.

Sarah sorriu e passou a mão pelos cabelos, deixando cair a mecha de novo no mesmo lugar. Ela parecia ter ensaiado mil formas de agir naturalmente e desistido de todas ao me ver. Para mim, aquilo só deixava tudo melhor.

— Achei que você fosse chegar atrasado — disse ela.

— Para encontro com mulher bonita, eu chego antes.

Ela baixou os olhos, sorrindo. A blusa se moveu com a respiração dela.

— Vamos entrar? — perguntou.

— Vamos.

A Sarah tinha escolhido um filme de ficção científica com viagem espacial, inteligência artificial e explosões demais para caber em qualquer argumento minimamente sério. Gostei da escolha. Assim que começamos a andar para a fila da pipoca, ela passou a falar do filme com mais animação, e aquela voz baixa ficou mais solta.

— Eu sei que provavelmente vai ser ruim — comentou enquanto entrávamos na fila da pipoca. — Mas é o tipo de ruim que eu gosto. Se tiver nave grande e alguma fala dramática sobre salvar a humanidade, eu já estou satisfeita.

— Você é fácil de agradar.

— Não exagera. Ainda posso julgar seu gosto depois.

— Julga à vontade.

Ela ficou vermelha.

— Eu quis dizer comida, restaurante, essas coisas.

— Claro.

Ela abriu a boca para responder, se atrapalhou e acabou rindo. Ficou vermelha outra vez. Gostei disso quase tanto quanto do decote.

Compramos pipoca e refrigerante. Uma pessoa passou correndo perto demais, a Sarah tentou desviar e uma parte da pipoca caiu no chão. Ela se abaixou depressa para ajudar a recolher o estrago, mesmo com a funcionária dizendo que estava tudo bem. A saia subiu um pouco nas coxas quando ela se agachou, e eu fiquei olhando a linha bonita das pernas dela e a curva discreta da bunda marcada pelo tecido.

Quando ela se levantou, ajeitando a saia, encontrou meu sorriso.

— Perdi metade da pipoca antes do filme começar.

— Valeu a pena.

— Pela pipoca?

— Pela vista.

Sarah apertou os lábios para esconder o sorriso e olhou para frente, fingindo interesse absoluto no painel das sessões. Eu já estava com vontade de beijá-la ali mesmo.

Dentro da sala, sentamos lado a lado. No começo, Sarah ficou toda composta, bolsa apoiada perto das pernas, mãos sobre o colo, costas retas. O filme mal tinha começado e eu já estava mais interessado em observar o corpo dela naquela poltrona do que na nave em pane na tela. A blusa acompanhava os seios a cada respiração, e quando ela se inclinava para pegar pipoca, o decote abria o bastante para me deixar imaginando a boca naqueles peitos.

Aos poucos, ela se aproximou. Comentou baixinho uma cena absurda, riu quando uma explosão resolveu ignorar completamente qualquer lógica e esbarrou o joelho no meu sem pedir desculpa. Gostei disso também. A Sarah parecia ficar mais confortável conforme esquecia de controlar cada gesto.

Nossas mãos se encontraram no balde de pipoca. Ela recolheu a dela por impulso, depois olhou para mim, como se tivesse acabado de perder uma chance. Deixei minha mão aberta sobre o apoio entre nós.

— Pode pegar.

Ela passou os dedos pelos meus e entrelaçou a mão na minha, devagar. Tinha a palma quente e macia. Eu apertei de leve, e a Sarah se acomodou mais perto, com o ombro encostando no meu braço.

A partir dali, o filme podia ter mostrado qualquer coisa. Eu só acompanhava o cheiro dela, a mão presa na minha e o movimento dos seios quando ela ria. Em uma cena mais barulhenta, a Sarah inclinou o rosto perto do meu ouvido para fazer um comentário. Os lábios dela ficaram tão perto que eu senti vontade de virar e beijá-la de uma vez. Segurei.

Quando as luzes acenderam, ela soltou minha mão apenas para pegar a bolsa. Virou para mim com o rosto corado e um sorriso bonito, daquele tipo que fazia parecer que a noite já tinha saído melhor do que ela esperava.

— Gostou? — perguntou.

— Muito.

Ela percebeu que eu não estava falando só do filme e riu, ajeitando a alça da bolsa no ombro.

— Vamos comer alguma coisa?

— Vamos. Ainda quero ficar olhando para você por bastante tempo.

A Sarah passou na minha frente para sair da fileira, e a saia acompanhou a bunda dela a cada passo. Eu fui atrás.

Saímos do cinema em direção a um restaurante próximo. Eu tinha escolhido um lugar tranquilo, com mesas espaçadas e comida boa. Sarah caminhava ao meu lado segurando a bolsa junto ao corpo, e de vez em quando nossos braços se encostavam. A cada toque, ela sorria para a calçada como se estivesse tentando esconder o quanto gostava.

Sentamos numa mesa mais reservada. Ela colocou a bolsa na cadeira ao lado e cruzou as pernas. A saia subiu um pouco, mostrando mais das coxas longas. Meu olhar desceu até ali antes de voltar para o rosto dela.

Sarah percebeu.

— Eu devia ter vindo de calça.

— Ainda bem que não veio.

Ela mordeu o canto do lábio e abriu o cardápio, embora parecesse incapaz de ler qualquer linha.

— Você é sempre tão direto?

— Quando acho a mulher muito gostosa, sim.

Ela soltou uma risada baixa, apertando o cardápio entre os dedos.

— Você fala essas coisas com uma tranquilidade absurda.

— Eu estaria mentindo se fingisse que vim aqui só para discutir cinema.

O garçom apareceu antes que ela respondesse. Fizemos os pedidos, e Sarah se concentrou em dobrar a ponta do guardanapo enquanto eu a observava. O decote dela ficava ainda mais bonito sentada, com os seios cheios apoiados pela blusa ajustada. Eu queria ver aquele tecido no chão do meu quarto. Queria saber o tamanho dos mamilos dela, sentir a pele, enfiar o rosto entre aqueles peitos e ouvir que tipo de gemido ela dava quando parasse de se preocupar em parecer comportada.

— Você está me olhando muito — disse ela, baixinho.

— Estou mesmo.

— Assim eu não consigo pensar.

— Ótimo sinal.

Ela tomou um gole de água rápido demais e quase engasgou. Tossiu baixinho, riu de si mesma e passou a mão no rosto.

— Eu queria parecer mais elegante hoje.

— Você está linda. E essa parte atrapalhada só deixa mais gostoso olhar para você.

Sarah balançou a cabeça, sorrindo daquele jeito envergonhado que mexia comigo. Ela não precisava fazer nenhum esforço para me prender. Tudo nela me dava tesão. Os seios grandes, a bunda redonda marcada na saia, as pernas compridas, a boca discreta que parecia não saber o quanto eu queria beijá-la.

Quando a comida chegou, a conversa correu melhor. A Sarah contou do trabalho, das amigas da academia e da facilidade com que acabava envolvida em programas que inicialmente tinha jurado recusar.

— Então você é dessas que diz que não vai e aparece pronta antes de todo mundo? — perguntei.

— Às vezes. Principalmente quando me convencem direito.

— Bom saber.

Ela olhou para mim por cima do copo, tentando parecer firme. A tentativa tinha um charme incrível.

Eu contei do hospital, das folgas que eu gastava entre praia e trilha, e da minha dificuldade crônica de ficar parado num fim de semana livre. A Sarah se interessou quando falei de surfe. Perguntou se eu tinha paciência para ensinar alguém que provavelmente cairia da prancha antes de conseguir subir nela.

— Tenho paciência para muita coisa com você — respondi.

— Isso foi uma cantada descarada.

— Foi um convite.

A Sarah ficou olhando para o prato, sorrindo. Eu gostava do jeito como cada frase um pouco mais direta fazia a pele dela ganhar cor no rosto e no colo.

Ela falou de futebol e videogame com um entusiasmo que combinava pouco com a aparência tímida e muito com a mulher que eu começava a enxergar por baixo daquele cuidado todo. Quando discordou de uma opinião minha sobre um jogo, me chamou de herege por preferir determinada franquia. Aquela Sarah mais solta era deliciosa.

Em certo momento, ela apoiou o cotovelo na mesa e se inclinou um pouco para frente. O decote abriu mais. Meus olhos foram direto para os seios dela.

— Você nem disfarça — murmurou.

— Com esse peito na minha frente, disfarçar seria falta de respeito.

Sarah fechou os olhos por um instante, respirando fundo, e depois riu.

— Você vai acabar me deixando sem saber o que falar.

— Não precisa falar o tempo todo.

A partir dali, cada gesto dela parecia mais carregado. A boca no copo, os dedos mexendo no guardanapo, as pernas se descruzando sob a mesa. Eu estava duro de vontade de levá-la para casa e descobrir como aquela mulher tão doce ficava quando o tesão falasse mais alto.

Quando a Sarah levantou para ir ao banheiro, tive a chance de olhar direito. A saia desenhava a bunda média, arredondada, bem firme, e as pernas longas deixavam o andar dela leve. Os seios chamavam atenção primeiro, porque eram grandes e enchiam a blusa de um jeito difícil de ignorar, mas a Sarah era gostosa no conjunto inteiro. Tinha a cintura suave, braços delicados e aquele jeito de caminhar como se ainda não tivesse entendido que podia fazer qualquer homem virar a cabeça.

Eu convivia com mulheres muito gostosas, como a Jéssica e a Fernanda. Mas a Sarah não precisava competir com nenhuma delas. A gostosura dela estava no contraste entre o corpo tesudo e aquele jeito fofo e engraçado. Quando voltou, ela percebeu meu olhar antes mesmo de se sentar.

— Você ficou me secando enquanto eu andava?

— Fiquei.

— Pelo menos é honesto.

— Você preferia que eu mentisse?

— Não. Acho que prefiro saber.

Ela sentou devagar, ajeitando a saia sobre as coxas. O gesto só piorou meu estado.

— Então, sabe também que eu estou me segurando para não te beijar desde o cinema.

Sarah baixou o rosto, mas não desviou o corpo. Os dedos dela repousaram sobre a mesa, perto dos meus.

— Por que está se segurando?

Passei o polegar sobre os dedos dela.

— Porque eu estava gostando de ver você chegar até aqui comigo.

Ela respirou fundo. O peito subiu sob a blusa, e meus olhos desceram mais uma vez.

— E agora?

— Agora, estou pensando em onde você quer que a noite continue.

Sarah ficou calada por alguns instantes, brincando com meus dedos. O rosto dela estava quente, os olhos atentos na minha boca. Quando falou, a voz saiu baixa.

— Eu não queria ir embora ainda.

— Nem eu.

— Seu apartamento fica longe?

— Perto.

Ela assentiu, com um sorriso pequeno, quase incrédulo com a própria coragem.

— Então me leva para lá.

Eu apertei a mão dela, sentindo meu pau endurecer de vez dentro da calça.

Pagamos a conta pouco depois. Ao levantar, coloquei a mão de leve nas costas dela para passarmos entre as mesas. A Sarah se aproximou do meu corpo com naturalidade, e a bunda dela quase encostou em mim quando desviamos de um garçom. Precisei respirar fundo para não a beijar no meio do restaurante e acabar com o pouco de compostura que ainda restava aos dois.

Assim que entrei no apartamento, acendi as luzes e deixei as chaves sobre a mesa. A Sarah entrou atrás de mim, olhando em volta enquanto segurava a alça da bolsa. Minha sala tinha o básico. Sofá confortável, estante cheia de coisas misturadas, uma prancha encostada num canto porque eu sempre adiava guardar direito e duas plantas.

Ela tirou a sandália perto do tapete e ficou menor por alguns centímetros, ainda linda, ainda mais à vontade dentro daquela saia. O pé descalço tocou o piso com cuidado, e a Sarah riu ao perceber que eu estava olhando.

— Estou avaliando a decoração — falei.

— Claro. A decoração nas minhas pernas.

— É a melhor parte do ambiente desde que você entrou.

Ela levou a bolsa até o sofá e a deixou ali. Ao se virar, a blusa esticou sobre os seios cheios. Eu queria beijar a boca dela, apertar aquela bunda por cima da saia, passar a mão nos seios e descobrir quanto tempo a Sarah conseguiria continuar com aquele ar delicado antes de pedir para eu arrancar sua roupa.

— Quer água? — perguntei.

— Quero.

Fui até a cozinha e peguei dois copos. Quando voltei, Sarah estava em pé perto da estante, observando uma foto de uma praia onde eu tinha surfado meses antes. Entreguei o copo, e ela bebeu alguns goles devagar.

— Você gosta mesmo de praia — comentou, apontando para a foto.

— Gosto. Principalmente quando tenho companhia boa.

— Eu gosto de praia, mas sou péssima em qualquer coisa que envolva equilíbrio.

— Posso descobrir isso pessoalmente.

Ela sorriu contra a borda do copo. Quando terminou, deixou-o sobre a mesa, e a mão dela demorou a se afastar, como se precisasse decidir onde colocar os dedos depois.

Aproximei-me sem pressa. Sarah acompanhou cada passo meu, quieta. Quando fiquei diante dela, o perfume voltou a me atingir. Minha mão tocou a cintura dela, primeiro por cima do tecido da blusa, sentindo a pele quente sob a roupa. Ela respirou mais fundo. O movimento fez os seios subirem quase contra meu peito.

— Você é ainda mais bonita de perto.

— Você já falou que eu sou bonita várias vezes hoje.

— Ainda estou com vontade de falar mais.

A Sarah soltou uma risada baixa, e então os dedos dela tocaram os botões da minha camisa. Não abriu nenhum. Apenas passou a ponta dos dedos sobre o tecido, sentindo meu peito por baixo dele. O gesto foi tímido e, ao mesmo tempo, direto o bastante para fazer meu pau ficar apertado dentro do jeans.

Afastei uma mecha do rosto e deixei os dedos deslizarem pela lateral do pescoço. A Sarah fechou os olhos por um instante, inclinando levemente o rosto contra minha mão. A boca dela estava perto.

Minha mão na cintura desceu até o começo da bunda, por cima da saia. Toquei a curva com firmeza suficiente para ela perceber o que eu queria, sem puxá-la ainda. Sarah soltou o ar pela boca, e os dedos dela fecharam na frente da minha camisa.

— Miguel...

— Fala.

Ela tentou responder, mas a voz não saiu. Sorriu, envergonhada, e se aproximou mais. Os seios dela encostaram no meu peito.

— Vem cá.

Sarah veio sem hesitar. Eu a puxei pela cintura e beijei sua boca.

No começo, Sarah ainda ficou dura nos meus braços. Depois, a mão dela fechou na minha camisa e a língua veio de uma vez. O beijo deixou de ser cuidadoso rápido demais. Ela tinha aquela timidez toda na conversa, mas beijava com fome quando perdia o controle. A respiração dela bateu no meu rosto e eu senti os seios cheios pressionando meu peito.

Minha mão desceu pela cintura dela até a bunda por cima da saia. Apertei com vontade. Sarah gemeu dentro da minha boca e empurrou o corpo contra mim. Aquilo me acertou em cheio. Eu já estava duro desde o restaurante, mas ali, com ela no meu apartamento, agarrada em mim, a coisa virou outro nível. A mão dela desceu pela minha barriga, hesitou um pouco no cinto e voltou para o meu peito como se tivesse ficado com vergonha da própria coragem.

— Pode mexer — falei contra a boca dela.

Ela soltou uma risada curta, nervosa, e me beijou de novo. Dessa vez, a mão voltou sem recuar. Tocou meu pau por cima do jeans, devagar, como se estivesse conferindo. Quando sentiu o volume, prendeu a respiração.

— Caralho, Miguel...

Eu ri baixo e beijei o pescoço dela. A Sarah inclinou a cabeça para o lado, dando espaço. O perfume dela misturado com pele quente me deixou meio burro. Subi a mão pela barriga, senti a blusa justa, e finalmente alcancei os seios. Eram grandes, firmes, pesados na medida certa. Apertei os dois por cima do tecido, e ela gemeu de novo, mais alto, largando um pouco o corpo em mim.

— Eu pensei nesses peitos a noite inteira.

— Eu percebi.

Sarah me olhou com o rosto corado e aquela boca entreaberta. Ela mesma puxou a barra da blusa para cima. Eu ajudei. A peça saiu pelo cabelo, e logo ela abriu o sutiã com as mãos meio apressadas, deixando os seios livres.

Fiquei olhando. Ela era peituda de verdade. Seios arredondados, cheios, com mamilos grandes e escuros já duros. A pele clara com aquele tom quente ficava ainda mais bonita ali, marcada pela respiração acelerada. Sarah ficou parada por um instante, como se esperasse minha reação. Não hesitei em agarrar aqueles seios com as duas mãos e beijar um deles com vontade.

— Puta que pariu — ela gemeu, levando a mão à minha nuca.

Chupei, mordi de leve, passei a língua pelo bico duro. Revezava entre um peito e o outro, apertando, sentindo o corpo dela ceder cada vez mais. A Sarah passou os dedos pelo meu cabelo e me puxou contra ela, perdendo de vez a pose. A mão dela abriu os botões da minha camisa de qualquer jeito. Quando tirou, encarou meu peito peludo com um sorriso meio safado.

— Gostei disso.

A Sarah me empurrou de leve até eu encostar na parede da sala e me beijou com força. A saia dela roçou na minha coxa. Segurei a bunda dela por baixo do tecido, senti a calcinha, a carne firme, redonda. Levantei uma das pernas dela na minha cintura e pressionei meu pau contra ela por cima da roupa. A Sarah gemeu alto.

— Vamos pro quarto — falei.

A gente chegou no quarto mais esbarrando do que andando. Ela arrancou minha camisa do meu braço, eu abri o zíper da saia dela, e a peça caiu no chão. A Sarah ficou só de calcinha, linda pra caralho, com pernas longas e finas, coxas esguias, bunda média e firme. A cintura era suave, a barriga lisa, e a calcinha deixava claro o quanto ela já estava molhada.

Tirei o jeans e a cueca juntos. Meu pau saltou duro, pesado, com a cabeça inchada. Sarah olhou e levou a mão à boca por reflexo, mas não desviou. A vergonha dela tinha virado fome.

— Vem aqui — ela disse.

Antes de ir, me ajoelhei na frente dela e puxei a calcinha devagar. A buceta dela era depilada, com um risquinho de pelos na base, limpa, molhada. Beijei a parte interna das coxas, senti Sarah tremer, e passei a língua nela.

O gemido que saiu da boca dela foi alto o bastante para me deixar ainda mais duro. Chupei com vontade, segurando a bunda dela para manter a Sarah parada, mas ela já se mexia contra minha boca. Tinha gosto de tesão, molhada, cada vez mais entregue. Eu chupava a buceta dela sem pressa, enfiando a língua, lambendo, prendendo o clitóris com os lábios, sentindo as pernas dela perderem força.

— Isso, Miguel... Assim... Não para.

Não parei. Apertei um dos seios dela com a mão enquanto continuava de boca naquela buceta. A Sarah passou a gemer mais alto, com a respiração quebrada. A mão dela agarrou meu cabelo, puxando minha boca contra ela. O corpo inteiro ficou tenso. Ela tentou dizer alguma coisa, mas só saiu um gemido comprido quando gozou na minha boca, tremendo contra meu rosto.

Segurei firme até ela terminar. Quando a Sarah afrouxou as pernas, levantei e beijei sua boca. Ela sentiu o próprio gosto em mim e, em vez de recuar, me beijou mais fundo. Aquilo me deixou doido.

Ela me empurrou para a cama. Eu caí sentado, e Sarah se ajoelhou entre as minhas pernas. Segurou meu pau com as duas mãos, olhando como se ainda estivesse surpresa.

— Quero chupar — disse ela, baixinho.

— Chupa, gostosa.

A boca dela veio quente. Primeiro lambeu a cabeça, depois colocou mais. Sarah chupava com cuidado no começo, aprendendo o tamanho, sentindo o peso na língua. Passei a mão no cabelo dela e deixei que encontrasse o ritmo. Logo ela estava babando no meu pau, subindo e descendo, com os olhos levantando para mim de vez em quando. Aquela mistura de delicadeza e safadeza quase me fez gozar rápido demais.

— Sua boca é uma delícia — falei, segurando a vontade.

Ela respondeu com um gemido abafado e colocou mais fundo. Meu corpo inteiro travou. Puxei o cabelo dela com cuidado, só o suficiente para ela entender que eu estava no limite.

— Se continuar assim, vou gozar na sua boca agora.

Sarah soltou meu pau com um estalo molhado e sorriu. A boca dela estava vermelha, o queixo molhado de saliva.

— Ainda não.

Peguei uma camisinha na gaveta. Coloquei sem tirar os olhos dela. A Sarah subiu na cama e deitou de costas, abrindo as pernas para mim. A visão daquela mulher, nua e peituda, esperando meu pau foi uma das coisas mais tesudas que eu já tinha visto.

Apoiei a cabeça do pau na entrada da buceta dela e esfreguei devagar. A Sarah se contorceu.

— Mete logo.

Entrei aos poucos. Ela era apertada, mesmo molhada daquele jeito. Fui empurrando com calma, sentindo cada centímetro, até entrar fundo. A Sarah apertou os olhos e agarrou meu braço.

— Grande pra caralho — sussurrou.

— Aguenta?

— Aguento. Mete.

Comecei devagar, só para sentir a buceta dela se acostumar. Durou pouco. A Sarah me puxou pela cintura com as pernas e pediu mais. Aí eu perdi a paciência. Segurei as coxas dela abertas e passei a meter de verdade, com força, fazendo a cama bater na parede. O som dos nossos corpos se encontrando tomou o quarto. Cada estocada fazia os seios dela balançarem e arrancava um gemido mais alto.

— Isso... Assim... Caralho, Miguel.

— Que buceta gostosa, Sarah.

Eu estava dando tudo de mim. Metia fundo, recuava quase inteiro e voltava com força, sem economizar braço, perna nem fôlego. A Sarah tentou falar alguma coisa, mas a voz quebrou quando gozou mais uma vez. A buceta apertou meu pau em ondas, e eu tive que morder o próprio lábio para não gozar junto.

Virei a Sarah de lado, encaixei uma perna dela sobre meu ombro e entrei de novo. A posição abriu a buceta dela de um jeito sacana. Segurei sua coxa e voltei a meter, agora mais curto e mais fundo, sentindo a cabeça do pau bater lá dentro. A Sarah agarrou o lençol com uma mão e o meu braço com a outra.

— Miguel... porra... Continua!

Continuei até ela gozar de novo. O corpo dela travou, a barriga contraiu, e os seios tremeram quando ela jogou a cabeça para trás. Eu não deixei esfriar. Beijei sua boca, puxei Sarah para cima e a coloquei sentada no meu colo, meu pau ainda dentro dela. Ela me abraçou pelo pescoço, mole de prazer, e eu comecei a meter por baixo, levantando o quadril contra a buceta dela.

Segurei a bunda dela com as duas mãos e passei a socar de baixo para cima. Sarah gemia no meu ouvido, os seios esmagados no meu peito, a buceta me chupando forte. Quando senti que ia gozar, deitei ela de novo, abri suas coxas e meti mais rápido. A cama batia com barulho, eu suava, ela me puxava, e eu gozei dentro da camisinha com o corpo inteiro duro de prazer.

Tirei a camisinha, amarrei e joguei no lixo perto da cabeceira. Sarah ficou deitada de lado, o cabelo escuro grudado no rosto, seios subindo e descendo com a respiração. Ela sorriu, ainda meio bêbada de sexo.

— Você é pior do que eu imaginei.

— Pior bom?

— Muito bom.

Fiquei alguns minutos quieto, com a mão na coxa dela. Meu corpo pedia descanso, mas a cabeça ainda estava tomada pela Sarah nua na minha cama. Eu tinha esperado demais para comer aquela mulher. Quando percebi o meu pau voltando a endurecer, quase ri sozinho.

Sarah olhou para baixo e arregalou os olhos.

— Já?

— Eu estava com vontade de você faz tempo.

Sarah passou a mão pelo meu peito, descendo pela barriga.

— Então vem.

Dessa vez, fomos para o chão do quarto. Beijos, mãos puxando, corpo escorregando para fora da cama. Deitei no tapete, coloquei outra camisinha e Sarah montou em mim. Ela segurou meu pau, encaixou na buceta e foi descendo devagar, com a boca aberta e os olhos fechados.

Ver a Sarah cavalgando em mim era incrível. Os seios grandes balançavam a cada movimento, a barriga lisa contraía, as coxas longas trabalhavam em volta de mim. Ela começou devagar, testando ângulos, até achar um jeito que fez o rosto dela mudar. A partir dali, passou a rebolar com mais força.

— Aí... Aí mesmo — ela gemeu.

Segurei a bunda dela e ajudei no movimento. Sarah apoiou as mãos no meu peito peludo e cavalgou mais rápido. Eu sentia os sucos dela descendo, a buceta apertando, o corpo dela inteiro buscando outro orgasmo. Quando percebi que ela ia gozar, sentei com ela no colo, sem tirar meu pau de dentro, e beijei sua boca enquanto segurava seus seios.

Ela gozou contra mim, gemendo no meu ombro, tremendo tanto que eu precisei segurá-la pela cintura. Ainda assim, não parou. Continuou mexendo a buceta no meu pau, mais lenta, arrastada, me arrancando gemidos.

Levantei com a Sarah grudada em mim, meu pau ainda dentro dela, e a levei até a parede. Prendi o corpo dela ali, segurando suas coxas, e voltei a meter. A parede recebeu o impacto do corpo dela, a minha respiração ficou pesada, e o barulho da foda ficou mais bruto. A Sarah agarrou meus ombros e enterrou o rosto no meu pescoço.

— Miguel... caralho... Não para!

Eu não parei. Meti contra a parede até minhas pernas começarem a queimar. Sarah já estava mole, entregue, com os seios esmagados contra meu peito. Quando senti que ia gozar outra vez, levei ela de volta para a cama, coloquei de costas, abri suas coxas e enfiei meu pau de novo. Gozei pela segunda vez com ela me beijando, a buceta ainda contraindo por causa do orgasmo anterior.

A gente ficou largado por um tempo. Sarah riu quando percebeu que eu estava tentando recuperar o fôlego sem parecer acabado.

— Está vivo?

— Por enquanto.

— Quer parar?

Olhei para ela. Nua. Suada. Seios marcados pelos meus beijos. Boca vermelha. Pernas abertas sem vergonha nenhuma.

— Nem fodendo.

Fomos para a sala. Na sala, Sarah bebeu água quase nua, com a minha camiseta cobrindo só parte da bunda. Eu olhei como um idiota porque era impossível não olhar. As pernas longas, os seios marcando o tecido, a buceta ainda sem calcinha por baixo.

— Para de me olhar assim — disse ela, sorrindo.

— Você veste minha camiseta e quer que eu não olhe?

Ela veio até mim e me beijou. De novo, a coisa pegou fogo rápido. Encostei a Sarah na mesa da sala, levantei a camiseta, e ela mesma abriu as pernas. Coloquei outra camisinha com pressa. Entrei nela ali, com a Sarah sentada na borda, agarrada em mim. A mesa arrastou no chão com a força das estocadas.

— Vai quebrar sua mesa.

— Que se foda a mesa.

Sarah riu, e a risada virou gemido quando meti mais fundo. Segurei sua nuca e beijei sua boca enquanto enfiava meu pau naquela buceta molhada. Eu estava metendo de fazer barulho, sem delicadeza falsa, segurando a cintura dela para trazer o corpo contra o meu a cada estocada. A Sarah cravou as unhas nas minhas costas e abriu mais as pernas.

— Assim... Mete assim...

Obedeci. Dei tudo de mim até a mesa bater de novo e a Sarah precisar se apoiar nos meus ombros para não tombar para trás. Quando ela gozou, puxou meu rosto para a boca dela e abafou parte do grito no beijo.

Depois levei a Sarah para o sofá. Ela ficou de quatro no assento, empinando a bundinha para mim, e eu entrei na buceta por trás. Segurei sua cintura e meti com força. Os seios dela balançavam, o cabelo caía sobre o rosto, e Sarah gemia com a boca encostada no braço do sofá. Bati na bundinha dela uma vez. Ela respondeu empurrando mais para trás.

— De novo.

Dei outro tapa. A pele dela marcou um pouco, e Sarah gemeu como se aquilo tivesse ligado alguma coisa nela. Continuei metendo forte, com o sofá rangendo embaixo da gente, até sentir que ela estava quase gozando outra vez.

Puxei a Sarah pela cintura e sentei no sofá, fazendo ela montar em mim de costas. Ela encaixou meu pau na buceta e começou a sentar com força, usando minhas coxas como apoio. A bunda dela batia no meu colo, os seios balançavam por baixo da camiseta levantada, e eu segurei sua cintura para fazer Sarah descer mais fundo.

— Puta que pariu — ela gemeu.

— Vai, gostosa. Goza de novo.

Sarah gozou em cima de mim, travando a buceta ao redor do meu pau. Continuei segurando a cintura dela e metendo por baixo até ela perder o ritmo. Então virei Sarah de frente, ainda no sofá, e beijei sua boca. Ela estava cansada, mas a mão dela continuou no meu pau, como se não quisesse deixar a noite acabar.

Deitamos no sofá, um em cima do outro, rindo sem forças. Eu passei a mão pelas costas dela, pela bunda, pelas coxas. Ela ficou quieta, com o rosto no meu peito.

— Eu devia estar com vergonha — ela murmurou.

— Devia nada.

— Eu perdi completamente a linha.

— Graças a Deus.

Ela me deu um tapa fraco no peito e riu. Ficamos assim até meu pau começar a endurecer de novo contra a coxa dela. Sarah levantou o rosto, incrédula.

— Miguel...

— Eu avisei.

— Você vai me matar.

— Só mais uma.

A gente ficou alguns minutos no sofá, respirando como se tivesse corrido uma trilha inteira. Sarah passou os dedos pelo meu peito e riu quando percebeu que a minha mão ainda estava na bunda dela.

— Você não larga.

— Eu esperei muito para pegar.

Ela sorriu, cansada, mas não tirou minha mão. Eu beijei seu ombro, subi para o pescoço e senti o corpo dela responder de novo, mesmo exausto. A Sarah tentou levantar para ir ao banheiro, mas eu fui junto, grudado nela, beijando suas costas pelo caminho.

No corredor, encostei a Sarah na parede mais uma vez. Beijei sua boca, apertei seus seios por baixo da camiseta e desci a mão até a buceta. Ela estava molhada de novo. Sarah gemeu baixo e segurou meu pulso.

— Miguel, eu preciso tomar banho.

— Eu também.

Ela riu, mas me puxou para o banheiro. A última rodada foi no chuveiro. A Sarah entrou primeiro, ligou a água e ficou de costas para mim, molhando o cabelo escuro. Eu parei na porta do box por um instante, só olhando. A água escorria pelos ombros dela, pelos seios grandes, pela barriga lisa, até descer pela buceta depilada.

Entrei atrás e agarrei a Sarah pela cintura. Ela riu quando meu pau duro encostou na bunda dela.

— Não acredito.

— Acredita.

Ela virou no box e me beijou com força. A água batia nos nossos rostos, atrapalhava a respiração. Minha mão foi para os seios dela. Apertei, chupei os mamilos molhados, senti a Sarah apoiar a cabeça na parede do box e gemer. Depois desci a mão pela barriga até a buceta. Passei os dedos nela, devagar no começo, e Sarah abriu as pernas.

— Caralho...

— Ainda está sensível?

— Muito.

— Quer que eu pare?

— Nem pensa nisso.

Continuei. Beijei sua boca enquanto esfregava os dedos na buceta dela, sentindo a Sarah tremer embaixo da água. Ela segurou meu pau e começou a me masturbar, apertando com vontade, usando a água e a própria saliva para deixar a mão escorregar melhor. Eu quase perdi a cabeça ali mesmo.

Peguei outra camisinha no quarto, quase escorregando no caminho. A Sarah ficou rindo no box. Voltei, coloquei a camisinha e virei a Sarah de costas para mim.

Ela apoiou as mãos no azulejo e empinou a bunda. Entrei na buceta dela devagar, só até encaixar bem. Depois, segurei sua cintura e comecei a meter pesado. A água caía nas nossas costas, mas o som que dominava era o do meu corpo batendo no dela, a respiração quebrada dos dois, os gemidos que a Sarah tentava segurar sem conseguir.

— Assim, Miguel... Mete...

Eu meti. Meti com força, de fazer barulho, segurando a Sarah firme para ela não escorregar. Ela empurrava a bunda contra mim, a buceta apertando meu pau a cada estocada. Beijei sua nuca, mordi de leve o ombro e apertei um dos seios dela por trás.

Sarah gozou ali, com as mãos espalmadas no azulejo, as pernas tremendo e a voz falhando no meio do meu nome. Segurei o corpo dela contra o meu e continuei até meu último orgasmo chegar pesado. Gozei dentro da camisinha, gemendo contra o ombro dela, com o corpo inteiro pedindo descanso.

Depois disso, o banho virou banho mesmo. A água ainda caía nas minhas costas quando cheguei por trás de Sarah e comecei a massagear seus ombros. Ela soltou o corpo contra mim, cansada de um jeito gostoso, e eu deixei as mãos descerem devagar. Toquei os seios dela com calma, sem pressa, só curtindo a pele molhada e a respiração que ainda falhava depois da foda.

A pergunta saiu antes que eu pensasse demais. Talvez fosse curiosidade, talvez ego idiota. A verdade é que o nome do seu Geraldo sempre acendia um alerta vermelho na minha cabeça desde que eu tinha visto aquele velho na portaria olhando pra Lisandra com tesão demais.

— Então é verdade mesmo que você deu pro seu Geraldo?

Sarah fechou os olhos e riu, como quem relembrava um momento inglório.

— Dei — disse ela. — E antes que você pergunte, foi autorizado pelo meu marido.

Eu ri no ombro dela, ainda com as mãos nos seus seios. Aquele velho safado tinha comido uma das mulheres mais gostosas que eu vi na vida. Ele era mais preocupante que pensava. Mas ainda assim, um velho barrigudinho. Eu tinha detonado ele.

— E eu fodo melhor que ele, né? Pode falar.

Sarah ficou vermelha até debaixo da água. Pela cara dela, eu devia ter me preparado para uma resposta ruim.

— Deu empate.

Minhas mãos pararam nos seios dela.

— É o quê? — afastei o rosto do pescoço dela. — Empate? Com seu Geraldo?

— Sim.

Aquilo bateu no meu ego como um coice. Eu olhei para ela, tentando entender o que diabos o seu Geraldo tinha feito com a Sarah para que uma noite inteira de sexo pela casa toda fosse um empate.

— Meu Deus, Sarah! O que ele tem? Ele é mais pausudo? Um jegue?

— Não. O seu pau é maior. Isso garantiu o empate.

Ela começou a rir, cansada e linda, apontando para meu pau como se aquilo fosse um elogio. Eu devia ter me sentido vitorioso, mas aquilo tudo parecia um empate com sabor de derrota. Estava começando a temer que ele tivesse mesmo avançado na minha irmã e na minha mãe.

— Bem, ele tem experiência. Muita experiência. Muita mesmo. E, como eu posso dizer... Ele é o seu Geraldo. O porteiro gente boa que conheço há anos. Tem um carinhozinho extra que ganha pontos com ele.

Encarei a Sarah sem saber se ria ou se me descabelava. Experiência, eu aceitava. Carinhozinho extra com aquele velho safado já me incomodava mais. Se ele ganhava no carinho e tempo de convivência, cada vez mais me preocupava com a minha família.

— Vou tentar explicar melhor. A maioria dos homens é estilo Batman. Passou anos treinando, tem planos, preparo, gadgets. O seu Geraldo não. Ele é o Super-Homem do Reino do Amanhã. Ele só precisa tirar a roupa e créu. E a idade em vez de enfraquecer ele fez foi deixar ele mais forte e imune à kryptonita.

Eu conhecia Batman e Super-Homem, claro. Mas Reino do Amanhã? Que porra é essa? Fiquei olhando para Sarah como se ela tivesse começado a falar alguma daquelas línguas de filmes nerds.

— Provavelmente, isso também deve explicar as outras.

Aí meu alerta voltou de vez.

— Que outras?

— Esquece.

Ela falou rápido demais. Eu não insisti, mas estava com muito medo do velho Geraldo ter passado a vara na minha doce e querida irmãzinha. Pelo visto, minha primeira impressão na portaria tinha sido menos paranoia do que eu gostaria. Ainda assim, Sarah estava nua na minha frente, molhada, sorrindo, e meu corpo tinha prioridades mais simples.

Comecei a rir, beijei o ombro dela e voltei a massagear seus seios, agora com menos orgulho ferido e a mesma vontade de antes.

— Empate... Gostei dessa.

A gente se beijou mais devagar. Sarah lavou o rosto, passou a mão pelo cabelo molhado e ficou me olhando de um jeito que mexeu comigo.

Voltamos para o quarto. Ela se secou com uma toalha minha, sentou na beira da cama e ficou olhando as próprias roupas espalhadas pelo chão. Eu sentei ao lado, ainda nu, passando a mão pelo cabelo.

— Fica — falei.

Sarah olhou para mim.

— Miguel...

— Só dorme aqui. Eu faço café de manhã. Juro que não ronco.

Ela sorriu, mas tinha tristeza no sorriso.

— Eu preciso voltar pra casa.

— Precisa mesmo?

— Preciso voltar pro Érico.

O nome dele entrou no quarto e mudou o ar. Foi como se ele tivesse voltado a existir. Respeitei isso. A Sarah era incrível e o Érico era um homem tão sortudo quanto o Rogério.

— Eu te levo.

Ela passou a mão no meu rosto, um carinho curto.

— Obrigada.

A gente se vestiu em silêncio por um tempo. A Sarah colocou a roupa de antes, ajeitou a blusa, prendeu o cabelo de um jeito improvisado e conferiu o rosto no espelho. Ainda estava linda. Mais bagunçada e corada. Eu vesti uma camiseta limpa e uma bermuda, peguei a chave do carro e tentei não parecer um frustrado.

Dirigi até o condomínio dela no começo da madrugada. A cidade estava quieta, com pouca gente na rua. A Sarah olhava pela janela. Nenhum de nós falou muito. Parei perto da portaria. Ela ficou alguns segundos sem abrir a porta.

— Foi muito bom — disse.

— Sim.

A Sarah riu baixinho, cansada, feliz e meio confusa.

— Boa noite, Miguel.

— Boa noite, Sarah.

Ela desceu, ajeitou a bolsa no ombro e caminhou até a entrada. Antes de passar pela portaria, olhou para trás. Eu ainda estava ali, com o carro parado, vendo aquela mulher linda ir embora depois de ter virado minha noite do avesso.

Ela acenou pequeno. Eu acenei de volta. Só fui embora quando a Sarah entrou.

Dormi pouco aquela noite e já fui trabalhar no dia seguinte. A manhã da quarta teve um caso meio inacreditável vindo da universidade federal ali perto. Um professor de 30 e poucos anos, com corpo de quem fazia exercício com frequência, chegou numa cadeira de rodas depois de escorregar em bolas de gude no corredor e cair com os dois joelhos no chão (e nas bolas de gude). O diagnóstico inicial era trauma contuso bilateral dos joelhos, com contusão patelar importante. Pra sorte dele, os exames não mostraram fratura. Ele ia passar um tempo sem correr ou inventar esporte.

Quem trouxe o sujeito foi uma professora ruiva extremamente linda e um aluno. A ruiva tinha cabelos compridos, coxas fortes e uma bunda redonda que a calça jeans marcava sem esforço. Além de gostosa, parecia realmente preocupada com o professor. O rapaz era atencioso e ajudou a colocá-lo na cadeira e depois na maca sem atrapalhar ninguém. Atendi o homem e deixei tudo encaminhado.

Enquanto isso, Jéssica e Gustavo continuavam brigando nos corredores. O Gustavo tinha provado que o paciente do 308 não tinha lúpus. Mas agora, a Jéssica tinha certeza de que a nova paciente do 412 era quem tinha realmente lúpus.

A tarde veio cheia de problemas pequenos. A Iolanda estava irritada com alguém que tinha mexido onde não devia. A Bruna atravessava o corredor procurando uma ficha que estava presa embaixo do próprio braço. A Fernanda apareceu reclamando que mal chegara do almoço com Jéssica e Tatiana e já tinha ficado presa por mais de uma hora numa conversa com um parente de paciente.

Enquanto conversávamos, a Jéssica surgiu no corredor, prancheta na mão e expressão concentrada. O scrub dela acompanhava os seios médio-cheios, a cintura firme, as coxas grossas e a bunda arredondada.

— Vocês viram aquele tratante inútil e imbecil do Gustavo?

— Vi ele perto da sala de descanso.

O Gustavo apareceu naquele instante com algumas folhas na mão, ainda com o jeito meio contido de sempre. Uma delas escapou, deslizou pelo chão e foi parar embaixo de um armário baixo do posto.

— Droga — resmungou Fernanda, já se abaixando. — Deixa que eu pego.

Ela ficou de quatro no piso, apoiada numa das mãos enquanto enfiava o outro braço sob o armário. A bunda redonda ficou bem arrebitada dentro do scrub, alta e firme, e se mexia sem intenção enquanto ela tentava alcançar a folha com a ponta dos dedos. As pernas longas, as coxas torneadas e aquele rabão empinado transformaram essa tarefa banal num teste de resistência à ereção.

Até a Jéssica deve ter olhado um pouquinho. Amizade feminina nenhuma obriga alguém a ignorar uma bunda daquelas rebolando na própria frente.

Tudo parecia ser mais uma tarde cansativa, porém divertida. Aí, o celular do Gustavo tocou. Ele identificou a chamada e já deu pra perceber que devia ser algo bem sério pela cara dele. Ele se afastou para atender e desapareceu pelo corredor. A Fernanda finalmente recuperou o papel e ajeitou o scrub na bunda.

Quando o Gustavo voltou, a graça tinha acabado. Ele caminhava devagar, com o rosto sem cor. Os ombros estavam caídos e os olhos pareciam perdidos.

A Jéssica largou a prancheta (e a rivalidade) e foi até ele.

— Gustavo, o que aconteceu?

— O meu pai foi internado lá em Campo Grande ontem de madrugada. A minha irmã acabou de dizer que ele piorou agora e está na UTI. Bem grave.

A Fernanda perdeu a expressão de brincadeira e a Jéssica segurou o braço dele.

— Você precisa ir pra lá agora.

— Mas eu tenho plantão amanhã, segunda e quarta.

A última frase saiu quase sem voz. Ele nem precisava explicar mais nada.

Bem. Eu tinha um compromisso na quinta de noite. Mas era só uma partida de futebol. Claro, o jogo importava para eles, mas perto de um pai na UTI era só rixa entre moradores de um prédio.

Pensei no meu pai e nos anos em que fiquei longe. Nos aniversários que deixei passar sem ligar e no orgulho burro que nos afastou por uma década. Imaginei o que eu teria feito se a Gasparzinha tivesse me procurado e telefonado, dizendo que o meu pai estava numa UTI. Eu teria largado tudo pra correr e passar esses últimos dias com ele.

Eu teria trocado qualquer coisa por mais uma conversa com ele ou pelo menos estar com ele, ao seu lado.

— Gustavo, eu pego seus plantões desta semana e da próxima, inclusive o de amanhã. Compra a passagem e vai ver seu pai.

Ele me encarou, desnorteado.

— Miguel, é plantão demais.

— Não se preocupe com isso. Mesmo com eles, ainda vou ter o fim de semana livre. Então, eu me viro. Vá pro seu pai.

A boca dele tremeu de leve. O Gustavo baixou os olhos, tentando recuperar algum controle.

— Eu pago todos esses plantões de volta. Quando você precisar...

— Depois você pensa nisso

Ele se aproximou e me abraçou forte, desajeitado, cheio de vergonha e gratidão. Eu bati duas vezes nas costas dele.

— Obrigado, Miguel. Obrigado mesmo.

— Liga logo pra dona Márcia que vocês precisam correr com mala e voo.

A tentativa de piada funcionou só o bastante para ele soltar uma respiração que quase parecia riso. A Jéssica já estava pegando o celular pra ajudar com a administração. A Fernanda chamou Iolanda e começou a explicar que ia pegar os pacientes do Gustavo daquela tarde.

O Gustavo foi para um canto telefonar para alguém. Ele já estaria em Campo Grande naquela noite. No hospital de lá até a madrugada no máximo. Tomara que dê tempo.

A Jéssica voltou para perto de mim e apertou meu braço.

— Você fez uma coisa muito bonita.

— Mas não espalha. As mulheres gostam de um canalha.

Ela sorriu.

— Besta.

Peguei o celular e abri a conversa com ele para explicar direito o motivo da ausência.

[Miguel]: “Rogério, preciso te pedir desculpas. Precisei pegar uns plantões extras, inclusive um amanhã. Eu tinha prometido jogar com vocês, mas foi por motivos de força maior.”

Antes de guardar o aparelho, abri o contato de uma psicóloga clínica especializada em traumas relacionais. A Lisandra tinha me ajudado a encontrar ela depois que expliquei o meu problema para ela por WhatsApp. Marquei um horário pra semana seguinte.

Antes eu precisava sobreviver aos plantões desta.

Pois bem, leitor. No próximo capítulo, eu vou aproveitar o meu final de semana livre para ir a uma trilha com Sarah, seu marido e alguns convidados. Acho que você já imagina o que vai rolar...

Coloquem nos comentários para o que vocês torcem que aconteçam nos próximos capítulos. Daqui a algumas semanas, teremos a continuação.

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NOTA DO AUTOR:

Resolvi publicar logo este capítulo porque a cena de sexo é a mesma do capítulo da Sarah e acho que não consegui deixar diferente o suficiente porque a maioria dos leitores já entendeu o lado do Miguel pelo PoV da Sarah. Entre tentar reescrever e publicar do jeito que está pra poder liberar o capítulo da Jéssica pro final de semana, preferi a primeira opção.

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Foto de perfil genéricaAlberto RobertoContos: 140Seguidores: 310Seguindo: 0Mensagem Em um condomínio de classe média alta, a vida de diversos moradores e funcionários se entrelaça em uma teia de paixões, traições e segredos. Cada apartamento guarda sua história, no seu próprio estilo. Essa novela abrange todas as séries publicadas neste perfil. Os contos sempre são publicados na ordem cronológica e cada série pode ser de forma independente. Para ter uma visão dos personagens, leia: Guia de Personagens - "Eu, minha esposa e nossos vizinhos"

Comentários

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Ideias para o próximo capítulo, seria interessante ele transar com a Natália. Ela merece uma boa transa, impulsionada até pela Sarah, uma transa quente nas trilhas seria legal. Colocar um ciuminho no Érico para ativar mais uma mudança de atitude e uma atenção especial as suas mulheres rs.

Curioso pra que ele conheça a Lorena ... será legal acompanhar ela se apaixonando... quebrar suas seguranças. Seria legal ver ele inseguro diante de uma mulher.

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Foi bom o capítulo, mas como Sarah já tinha relatado ficou repetitivo, com todo respeito.

Você parece fazer o Enéias o personagem que são tem lado ruim, odiado e desprezado por todos. Miguel vc descreve com perfeição, sem erros, absoluto na moral> ninguém é mal ou perfeito o tempo todo. Só tome cuidado para não pesar na perfeição de Miguel, senão fica fora da realidade e na minha opinião sem graça. Até no distanciamento dos pais, passa a impressão que ele foi um incompreendido e os pais carrascos. Na relação com as mulheres, o cara perfeito, mas impossível ele não ter promovido nenhuma desilusão ou mancada... Só percepções.

Agora uma coisa pra empatia com Miguel é compreender o porque toda mulher gostosa do condomínio se transforma numa verdadeira puta pro Seu Geraldo. Ficam enlouquecidas com a performance sexual dele e são capazes de brigar, trair, mentir pra ter uma noite de amor com Seu Geraldo, e não estou exagerando, haja visto Carolina e outras... o que um Sr. 60tão, mal cuidado (nem se prepara pra transar, sob suado do trampo mesmo), que trai a esposa, que usa as mulheres para obter prazer e fetichismo, não tem nenhum perfil de homem seguro e bem sucedido, além de ser muito fofoqueiro é o homem mais requisitado do condomínio e nenhuma mulher, tirando Jéssica, é capaz de resistir aos seus encantos. Na minha opinião é a única ponta solta.. Gostaria mesmo de compreender.

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