Luanaa: A Visita de Pedro e Luiza em Ubirici

Um conto erótico de Luana
Categoria: Heterossexual
Contém 2904 palavras
Data: 20/05/2026 23:11:20

Oieee! Olhem, eu já nem lembrava mais como era tão bom estar com a Luiza e o Pedro. De todas as escolhas que fiz na vida, conhecer esse casal foi, sem dúvida, um dos meus maiores acertos. O Jonas sabe bem disso e já que ele contou como foi estar com a Luiza, agora chegou a vez de eu contar como foi estar com o Pedro.

O Pedro estava parado na soleira da cozinha, naquela postura descontraída que eu conheço bem demais, me observando mexer a panela enquanto o cheiro do molho se espalhava pela casa. Eu tinha ouvido os passos do Jonas no corredor, indo em direção ao quarto da Luíza, e algo dentro de mim simplesmente se acomodou. Era aquela quietude específica de quando o mundo está exatamente onde deveria estar.

Ele perguntou se eu precisava de ajuda. Eu disse que não. Mesmo assim, ele continuou ali, me olhando daquele jeito silencioso dele, como se estivesse esperando alguma coisa.. Então, larguei a colher de pau na borda da panela e me virei. Quando percebi, ele já tinha atravessado metade da cozinha.

A boca dele encontrou a minha com aquela firmeza tranquila que é só dele — diferente do Jonas, diferente de qualquer outra coisa que conheço. O Jonas me beija como quem me tem. O Pedro me beija como quem está com fome.

Minhas mãos subiram pelo peito dele antes mesmo que eu pensasse em fazer isso.

Ele me encostou na bancada devagar, usando o peso do corpo sem nenhuma pressa. Uma mão aberta nas minhas costas, a outra segurando meu rosto, enquanto o polegar passava pelo canto da minha boca naquele gesto que me desmonta desde a primeira vez. Às vezes me pergunto se ele sabe o efeito que isso causa em mim. Acho que sabe.

A mão dele desceu pelas minhas costas, pelo short, apertando meu quadril com a força que eu precisava. Ele não teve paciência: tateou, encontrou o caminho e, quando enfiou os dedos, úmida e quente, senti cada músculo meu vibrar. A mão dele subiu, abrindo meu short, e eu perdi o fôlego quando ele finalmente tocou a minha buceta com a palma da mão, massageando enquanto me beijava. Eu me vi gemendo alto, segurando a borda da bancada enquanto sentia o atrito da sua mão explorando cada canto, me deixando molhada e desesperada por mais do que apenas um toque ali, no meio da minha cozinha.

Quando finalmente consegui me recompor e pedir pra ele esperar um pouco, ele recuou só o suficiente para me olhar daquele jeito sério e divertido ao mesmo tempo, comentando que realmente ia queimar, como se estivesse apenas observando o tempo lá fora.

Eu ri. Ele também.

Desliguei o fogo e, quando me virei de novo, ele ainda estava no mesmo lugar, me esperando com aquela paciência provocadora que parece feita sob medida para me desarmar.

Foi uma transa rápida, daquelas que deixam a gente com o gosto de quero mais, com o corpo pedindo uma continuação urgente. Não deu tempo de descer e sentir a rola dele na minha boca, do jeito que eu já estava babando para fazer, mas a promessa daquela ereção pulsando contra o meu short já valia o sacrifício. Fiquei com aquele calor entalado, uma vontade latente que me acompanhou pelo resto da tarde — no mercado, enquanto eu fingia escolher qualquer coisa, perto da lareira, sentindo o corpo ainda vibrando com o toque dele, e até durante a cachaça, nas conversas em que eu mal conseguia prestar atenção porque tudo o que eu pensava era na hora de ter ele sozinho, sem interrupção, pra chupar cada centímetro dele até não sobrar mais nada.

Depois que a Luíza bateu o martelo sobre a troca e vi a porta do quarto fechando com ela e o Jonas lá dentro, o clima mudou na hora. Aquela sensação limpa e suja ao mesmo tempo tomou conta de mim: a noite era toda minha e do Pedro, e eu mal podia esperar para ter ele só pra mim naquela noite.

O Pedro apareceu na porta com a bolsa que eu deixei engatilhada. A casa estava um breu, só o silêncio pesado. Ele me secou em silêncio, com aquela fome que eu sentia daqui, enquanto eu afastava o lençol. Ele jogou a bolsa na cadeira e sentou na beira da cama, me encarando com aquela atenção que me deixava exposta. Falou que tinha trazido tudo, inclusive o vibrador que eu jurava que não usaria mais nele. O Pedro é aquele tipo de homem que faz qualquer baixaria que eu invento, mesmo que ele não goste muito, só para me ver gozar. Sorri e disse que só ia pensar, mas a gente sabia que aquela noite ia ser suja.

Ele não esperou. Se aproximou e começou a lamber minha buceta com uma vontade que me fez perder o juízo. A língua dele era firme, explorando cada dobra, cada canto, enquanto ele enfiava dois dedos lá dentro, girando, me deixando encharcada. Eu puxava o cabelo dele, obrigando ele a ir mais fundo, sentindo o choque do prazer subir pelo meu corpo. Quando não aguentei mais, invertemos. Ele deitou e eu subi, encaixando minha boca na rola dele, sugando com tudo, sentindo o calor e o gosto dele invadindo minha garganta.

Depois, arrastei ele para o banheiro. Empurrei ele contra a parede fria e ajoelhei. Enquanto eu chupava a rola dele com toda a força, sentindo a veia pulsar na minha boca, ele me virou de costas, me segurando pelo quadril com força, em seguida, lubrificou a rola usando um pouco de creme de pentear e penetrou meu cuzinho de uma vez, um empurrão só, me fazendo arfar de dor e tesão. Ele sabe o quanto aprendi a gostar disso. O atrito era quase seco, bruto.

Enquanto ele entrava no meu cu, eu peguei o vibrador e busquei uma posição que fosse mais confortável e que eu pudesse me massagear, daí, comecei a me masturbar na minha buceta com o vibrador, fazendo uma dupla penetração insana, sentindo o dele no meu cu e o brinquedo na minha frente. Eu gemia alto, sussurrando no ouvido dele que eu queria muito mais, que o que eu queria mesmo era estar chupando uma rola de verdade enquanto ele me socava daquele jeito bruto. O ritmo era desenfreado, o som dos nossos corpos se batendo ecoava no banheiro.

A sensação da rola dele pulsando dentro de mim era inebriante, mas eu queria mais. Antes que Pedro pudesse perder o controle e gozar no meu cuzinho, eu me movi com agilidade, sentindo o atrito do membro dele escorregando para fora, deixando um rastro de calor e desejo. Ele soltou um gemido frustrado, os olhos escuros de luxúria, mas eu apenas sorri, provocante.

Ficamos de pé sob a água morna, e eu comecei a ensaboar o corpo dele lentamente. Suas mãos apertavam minha cintura, impacientes, mas eu mantive o ritmo, castigando-o. A rola do Pedro estava rígida, latejando, implorando por atenção, mas eu a ignorei, focando cada centímetro da minha pele contra a dele, sentindo a tensão elétrica entre nós aumentar a cada segundo.

Assim que o enxaguei, deixando-o limpo e pronto, virei-me de costas. Empinei o bumbum, sentindo a água escorrer pelas minhas curvas, e olhei para ele por cima do ombro, desafiadora.

"Agora," sussurrei, sentindo o ar pesado de desejo no banheiro.

Pedro não esperou. Ele não precisou de um segundo convite. Suas mãos agarraram meus quadris com uma possessividade brutal, e ele me tomou pela frente, empurrando-se para dentro da minha buceta com uma força selvagem. O impacto foi imediato, um choque de prazer que ecoou pelas paredes do banheiro, fazendo cada músculo do meu corpo estremecer sob o peso daquele ritmo implacável.

Quando ele chegou no limite, ele me virou de frente, me fez agachar, me prendeu na parede e descarregou. Eu não deixei cair uma gota; recebi tudo na boca, engolindo cada centímetro daquele gozo quente, bebendo o prazer dele como se fosse a única coisa que importasse no mundo. Depois, voltamos para a cama, exaustos, mas com o corpo ainda vibrando. A pele colada, o suor misturado e o cheiro dele impregnado em mim.

A madrugada seguiu entre calor, silêncio, respiração descompassada e aquele tipo de intimidade que não nasce só do desejo, mas também da confiança. Quando tudo terminou, ficamos deitados lado a lado, tentando recuperar o fôlego enquanto o frio de Urubici permanecia preso do lado de fora da casa.

Foi aí que a conversa mudou.

Pedro comentou que a casa estava bonita, que eu e Jonas tínhamos construído alguma coisa boa ali. Depois perguntou como estavam as coisas em Floripa. Pelo jeito como ele falou, eu soube imediatamente que havia algo errado.

Ele demorou um pouco antes de me contar.

Disse que o Maurício tinha aparecido perto do prédio. Que andou perguntando por mim e pelo Jonas para porteiro e vizinhos. Depois veio a Melissa, abordando ele na rua, querendo saber onde estávamos. E então o carro preto. Importado. Vidro fumê. Sempre parado no mesmo lugar, nos mesmos horários.

Enquanto ele falava, senti aquela noite boa sendo atravessada por uma sombra antiga que eu fingia ter deixado para trás.

Perguntei se depois disso tinha acontecido mais alguma coisa.

Ele disse que não.

Mesmo assim, senti a garganta apertar.

Contei para ele sobre o carro que vi meses antes rodando devagar demais pela cidade. Disse que nunca tive certeza se eram eles. Disse também que nunca mais apareceu.

Pedro ficou quieto por alguns segundos. Depois se virou na cama, segurou meu rosto com aquela mão quente e firme, e me disse que um dia aquilo acabaria. Falou com tanta certeza que alguma coisa dentro de mim simplesmente cedeu.

Não chorei. Nunca fui de chorar fácil. Mas senti os olhos queimarem.

Acabei me aninhando nos braços dele antes que ele percebesse.

Ele me recebeu sem fazer pergunta nenhuma, só me abraçando mais forte enquanto dizia, quase num sussurro, que, se dependesse dele, daria um fim naquela gente só para me ver segura.

Fechei os olhos.

Fiquei ali ouvindo o coração dele bater, o vento nas araucárias lá fora e o silêncio daquela casa adormecida.

Depois ele passou o polegar pelo meu rosto devagar, naquele mesmo gesto que tinha começado horas antes na cozinha.

Então me aproximei primeiro. O medo do que estava lá fora se transformou em uma urgência visceral de sentir ele por dentro, de me ancorar naquilo que era real e urgente. Ele entendeu no mesmo instante, o silêncio da casa sendo quebrado pelo som da nossa pele colidindo.

Desta vez, ele não teve pressa. Me virou de bruços, me fazendo apoiar nos travesseiros, e a penetração veio profunda, certeira, um domínio que me fez esquecer qualquer ameaça. Eu sentia cada estocada dele no fundo, um balanço ritmado que me tirava o ar, enquanto suas mãos apertavam minhas coxas, me marcando, me fazendo dele de novo. Eu gemia alto, sem me importar com quem pudesse ouvir, engolindo o prazer enquanto ele me preenchia com uma força bruta, quase desesperada. Foi uma transa intensa. Quando eu gozei, foi um grito abafado contra o lençol, sentindo a rola dele pulsando dentro da minha buceta até o último segundo, até a gente se esgotar completamente, colados um no outro, protegidos apenas pela nossa própria entrega.

Acordei cedo, por volta das 08:00, e Pedro continuava na cama, exausto, nem percebendo que eu tinha saído. Fui ao banheiro, tomei uma ducha e escovei os dentes. Ao sair, o cheiro de café me conduziu para fora do quarto até a varanda, onde Jonas estava com uma xícara nas mãos, observando o horizonte. Tomei o café da mão dele, bebi um gole e posicionei minha cabeça em seu ombro.

Fiquei quieta por um momento, olhando para o teto, deixando o dia entrar devagar. Tinha aquela luz fria de altitude que Urubici tem de manhã, aquela que não pede licença nem espera você estar pronto. Lá fora as araucárias estavam paradas, sem vento, o céu daquele azul limpo que só aparece quando a névoa já foi embora cedo. Me virei para o Jonas. Ele estava acordado, olhando para o teto também, e eu disse bom dia. Ele virou o rosto, sorrindo com aquele sorriso de manhã que é diferente de todos os outros, mais nu, mais simples, sem camada nenhuma, e respondeu um bom dia, Lu.

Fiquei olhando para ele por um segundo a mais. Pensei no Pedro e no que ele tinha me contado de madrugada. Pensei no Maurício, na Melissa e no carro preto parado em frente ao prédio de Floripa. Pensei em guardar tudo aquilo numa gaveta bem funda e fechar com chave. Aqui era Urubici. Aqui era o Jonas. Aqui era o nosso. Me levantei, peguei o moletom da cadeira e avisei que íamos acordar os outros dois.

O centro de Urubici num sábado de sol tem uma qualidade específica que eu não sei explicar direito para quem não conhece. Não é movimentado como cidade grande, mas tampouco é vazio; tem vida, tem cheiro de pão e de madeira, gente que se conhece parando na calçada e a sensação de que o tempo anda diferente aqui, mais largo e generoso. Luíza ia na minha frente com aquele passo animado, parando em tudo e comentando tudo, com uma energia um grau acima do ambiente. Pedro e Jonas vinham atrás, aquela dupla que parece que sempre existiu, com a facilidade de dois homens que se conhecem de verdade. Eu ia no meio de tudo, sentindo o frio bom no rosto.

Entramos no mercado popular, com aquele cheiro de queijo colonial, linguiça defumada e mel de abelha nativa, entre bancas de madeira com produtos empilhados sem cerimônia. Luíza enlouqueceu, indo de banca em banca com curiosidade genuína, perguntando e comprando coisas que provavelmente não caberiam na mala. Foi quando eu vi. Reconheci o cabelo primeiro, aquele castanho ondulado com corte descuidado, depois os ombros e o jeito de andar. Helena.

Meu estômago virou numa coisa só. Não era exatamente culpa, era aquela coisa vizinha da culpa que a gente evita encontrar no corredor, mas aqui não tinha corredor, só aquele mercado pequeno e o sorriso dela se abrindo quando nossos olhos se cruzaram. Ela me chamou e veio na minha direção com naturalidade, me abraçando com uma força que me pegou desprevenida, um abraço de quem sentiu saudade. Fiquei quieta, lembrando das mãos dela, daquela noite, e do Lázaro naquela segunda de manhã, bronzeado e satisfeito, sem saber de nada.

Ela me soltou, mantendo as mãos nos meus braços e me olhando com aquele sorriso aberto que era só dela, dizendo que estava com saudade. Minha voz saiu mais normal do que eu esperava ao responder que era uma surpresa. Lázaro chegou logo atrás, cumprimentou Jonas como um amigo antigo e me deu um beijo no rosto com uma simplicidade que não trazia suspeita ou sombra alguma. Aquela pedra no meu peito ficou mais pesada e mais leve ao mesmo tempo.

Helena perguntou quem eram os outros, e Jonas fez as apresentações com sua calma costumeira. Luíza foi logo com beijo no rosto, encantando a todos, enquanto Pedro apertava a mão de Lázaro com sua educação tranquila. Ficamos ali no meio do mercado, e a conversa foi acontecendo naturalmente, com os seis criando um círculo espontâneo entre queijos e mel. Trinta minutos se passaram enquanto falávamos da serra, da cachoeira e de planos de viagem. Eu a observava, buscando algum sinal de peso ou torção, mas não encontrei nada. Ou ela era muito boa em guardar, ou aquilo estava realmente em paz para ela. Acho que ela havia resolvido.

Helena sugeriu um almoço e perguntou se estávamos livres no domingo. Eu disse que já tínhamos programa, mencionando o churrasco no riacho com amigos daqui. Os olhos dela acenderam e ela sugeriu que fossem também. Lázaro, num sorriso paciente de quem conhece a mulher com quem vive, tentou ponderar que não tínhamos sido convidados, mas Luíza interveio, sem filtro nenhum, dizendo que seria ótimo e que quanto mais gente, melhor. Olhei para Jonas, ele olhou para mim, e no silêncio entre nós, concordamos.

Quando eles foram embora, sumindo na rua com aquele passo de quem anda junto há muito tempo, Luíza se aproximou, me olhando de forma reverente, e comentou como aquela mulher era absurdamente bonita. Senti algo se mover no peito; não era ciúme, era apenas a consciência de que o mundo é pequeno e que as histórias que guardamos na gaveta às vezes aparecem sorrindo num sábado de sol. Concordei simplesmente. Ela perguntou se eu a conhecia bem, e eu respondi, mantendo a expressão tranquila, que ela já tinha se hospedado na nossa casa uma vez e que era uma boa pessoa. Luíza me estudou com aquele radar dela, deu um sorriso e virou para o Pedro, que confirmou a beleza da Helena sem drama algum.

Me virei antes que alguém visse o sorriso que escapou. Jonas apareceu ao meu lado, passando o braço pelos meus ombros com aquela naturalidade de sempre. Não disse nada, só me olhou de relance. Encostei a cabeça nele por um segundo. Domingo teria riacho, churrasco, amigos e aquela gaveta bem fechada no fundo do meu peito, com o nome do Maurício, da Melissa e do carro preto. Por enquanto, ficava lá. Por enquanto, era só o sol de Urubici, o braço do Jonas e o queijo colonial dentro da bolsa da Luíza.

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Comentários

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Delicia... realmente sua química com Pedro é boa. E o bom é que Jonas não pode reclamar de nada, porque ele aproveita mais com Luiza do que vc com Pedro. Helena está me parecendo estranha... muito bonita, muito simpática, muito entrona... gente assim costuma ser manipuladora e perigosa. Só falta vc começar a enganar novamente o Jonas com ela... voltar a era de traições com Helena pra ferrar toda sua relação novamente... é sério?

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