QUEBRA DE CONTRATO REGRAS PESSOAIS.
PRIMEIRO CAPÍTULO.
[HERO]:
A sociedade gosta de rotular, de colocar o homem em uma caixa onde ele tem que ser sempre o forte, o provedor, o insensível. Mas a verdade é que por trás de cada terno bem cortado e cada gravata cara, existe um ser humano com desejos, cansaço e uma curiosidade que insiste em bater na porta. A lei foi feita para organizar o mundo, mas nenhum código, nenhuma pena ou artigo, consegue controlar o que lateja dentro do peito. Essa é a história de dois homens que aprenderam da forma mais prazerosa possível que o direito não tem jurisdição sobre o tesão.
[ROGÉRIO]: Eu sou o Rogério, 45 anos, gaúcho da gema, branco, magro mas com corpo de quem não foge da luta, peludo pra caralho, careca com o cavanhaque sempre no ponto e um cigarro que raramente sai dos dedos. Sou casado há duas décadas, tenho uma mulher que é uma deusa e finjo pra todo mundo que sou o hétero 101% certinho. Meu parceiro de batalha é o Henrique, 42 anos, aquele alemão forte, alto pra caralho, bigode grosso e careca brilhando. Ele também é casado, tem 17 anos de estrada e se considera o hétero 102%, o cara que só pensa em churrasco, futebol e buceta.
A gente viveu a vida toda na rigidez, com a mão na pasta e a cabeça nas leis. Mas a gente tava cansado, véi. Cansado de ter que ser o doutor sério, cansado de ter que ser o marido perfeito. E foi aí que o destino jogou uma graninha no nosso colo. Pegamos um caso que ia mudar a nossa vida financeira pra sempre, uma causa que ia dar uma grana absurda.
O cliente? Um ator famoso da Rede Globo, um cara que todo mundo conhece de novela. O problema? Ele foi vítima de denúncia falsa, armação de uma mulher famosa também, que usou a palavra dela como prova única pra ferrar com a carreira e a vida do cara. E o pior de tudo, véi? A justiça hoje em dia virou uma piada. Criaram a tal da Lei Maria da Penha, que era pra defender quem realmente apanha, mas tão usando como arma de vingança. A medida protetiva virou brinquedo. Hoje em dia qualquer uma acusa, o homem já é culpado antes mesmo de provar o contrário, virou moda destruir a imagem do cara que sempre foi o protetor, o forte, e agora ele virou a vítima do sistema. É uma inversão de valores absurda, e nós fomos contratados pra desmascarar essa farsa e limpar o nome do ator.
Pra resolver tudo, tivemos que rodar mais de 600km até o interior de Santa Catarina. A ideia era ficar 20 dias no total. O trabalho era pesado, análise de processo, papelada pra caralho, mas em dez dias já tínhamos dado conta de tudo, a causa tava praticamente ganha, só faltava a audiência final.
O cliente, esperto, pra gente não ter dor de cabeça, mandou dois moleques pra nos servir. Primeiro apareceu o Alan, 27 anos, cara de bom moço, educado, organizava as pastas, digitava, cuidava da agenda, era o braço direito. Mas o jogo realmente mudou de nível quando a porta se abriu e entrou o Fernando, o motorista.
O cara era um absurdo, véi. Pele bronzeada, ombro largo que parecia de granito, uniforme apertado mostrando cada músculo do peito e da perna. Se apresentou firme, disse que tava à disposição 24h. Na hora eu e o Henrique ficamos de boca aberta, o silêncio na sala foi tão grande que dava pra cortar com faca. O safado do meu parceiro engoliu seco, tentou disfarçar mas não deu.
Mal ele saiu pra buscar mais material, eu já fui logo afrouxando a gravata e soltando a real:
— Puta que pariu, Henrique... que sorte a nossa que as nossas mulheres não vieram nessa viagem. Se a minha desse de cara com um bicho desse, eu era corno na hora, sem dó nem piedade, kkkkk.
Ele riu, jogou o paletó na poltrona e já foi respondendo com a voz grossa:
— Nem me fala, parceiro. O cara é um desaforo, parece que saiu de revista. Sorte que temos cabeça no lugar senão o chifre ia ser questão de segundos, kkkkk.
A gente ria, tentando bancar os machões, mas o Alan do canto da mesa, organizando papel, soltou uma baixo:
— O Fernando é muito reservado, senhores. É muito fechado, todo mundo diz que ele é homem de uma via só, carro, academia e mulher, nada mais.
Eu olhei pro moleque, cheguei perto com aquele olhar de quem interroga:
— É mesmo Alan? E tu, que é todo esperto, já tentou dar uma sondada nele, né? Confessa que tu já quis ver se essa via tem retorno, seu safado.
O moleque ficou vermelho, encolheu os ombros:
— Que isso Dr, longe de mim, ele é muito sério.
Eu não disse nada, cheguei no ouvido do Henrique e sussurrei com toda malícia:
— Esse Alan aí é meio estranho, eu acho que ele gosta de outras coisinhas... pode escrever, véi, o cara não é nada do que parece.
E foi assim que começou. Os primeiros dias foi só protocolo, "sim doutor", "não doutor", "o carro tá pronto". Mas morar junto, trabalhar junto, a coisa vai esquentando. A gente começou a testar o terreno, fazer piada que parecia inocente mas tinha putaria no meio.
— Ô Fernando, esse uniforme não tá apertado não filhão? — perguntei numa tarde enquanto ele me servia água. — Parece que se tu respirar fundo os botões voam.
Ele sorriu de lado, me olhou dos pés a cabeça com uma calma que me dava raiva e tesão ao mesmo tempo:
— É o meu tamanho mesmo Dr, sou grande demais pras coisas padrão. O senhor sabe como é, quem tem muita carga precisa de espaço pra manobrar.
Do lado o Henrique soltou um "hummmm" grave:
— Escutou essa Alan? O homem quer espaço, cuidado pra ele não estacionar em zona proibida, kkkkk.
A gente ria mas os olhares já ficavam mais tempo, o clima já pesava. O Alan também entrava no jogo, encostava no ombro do meu parceiro, passava a mão no meu ombro por mais tempo que devia.
À noite a gente abria um uísque, o Fernando sentava com a gente, começava a falar de corpo, de academia, de força. Ele até tentava falar de mulher, mas os olhos dele ficavam buscando os meus, e o Henrique percebia tudo. Meu parceiro, que sempre foi o mais centrado, também tava soltando as rédeas, provocando o Alan, elogiando o jeito do moleque de um jeito que não deixava dúvida do que queria dizer.
O golpe final foi num dia de calor danado, o ar-condicionado deu problema e o Fernando sem cerimônia tirou a camisa na nossa frente. Meu Deus do céu... peito largo, pelo grossinho descendo pra barriga, corpo definido e um volume na calça que nem o jeans mais forte conseguia esconder.
Eu e o Henrique nos entreolhamos e na hora já sabemos: o protocolo tinha ido pro espaço. A curiosidade, o tesão, a repressão de anos tudo ia explodir ali. A gente tava jogando um jogo perigoso, fingindo que era só amizade de homem, mas já sentindo que a heterossexualidade de fachada tava rachando toda.
E a proposta de ir pra praia deserta, de noite, sob a luz da lua... já tava no ar. E com ela, a certeza que as regras iam ser todas rasgadas e jogadas no mar. O capítulo dos doutores tinha acabado, agora era só homem, carne, suor e prazer sem lei.
SEGUNDO CAPÍTULO.
[HIRO]: O trabalho havia terminado, a pressão havia ido embora junto com os processos arquivados. O que restava agora era o tempo, o álcool, a poeira branca e a convivência forçada entre quatro paredes. Quando a máscara profissional cai, é a carne que fala mais alto, e naquela noite, ninguém estava a fim de obedecer regras.
[ROGÉRIO]: Pronto, véi. O serviço já era, tava tudo na caixa, a causa praticamente ganha, só faltava mesmo o juiz bater o martelo e encher o nosso bolso de dinheiro. Aí que a festa começou pra valer.
A gente já tava no apartamento, todo mundo relaxado, sem pressa de nada. Eu e o Henrique já tínhamos tirado o paletó, a gravata, e agora tava todo mundo sem camisa. Eu com esse meu corpo peludo, ele com aquele peitoral de alemão forte pra caralho, e o Fernando... meu Deus, o Fernando tava lá também, só de calça jeans, mostrando aquele bronzeado, aquela massa muscular definida, parecendo um Deus grego. O Fernando é 105% homem, véi, totalmente hétero, não tem dúvida nenhuma, o cara é pura força e masculinidade, mas naquela noite ele tava mais relaxado, tava passando dos 98%, tava deixando a pose de lado pra curtir com a gente.
Só o Alan que tava de camisa ainda, o moleque tava todo sem jeito, nervoso, olhando pra tudo como se tivesse entrado numa zona proibida. Esse Alan aí, véi... ele é um caso a parte. Ele se diz hétero também, mas na real ele é curioso pra caralho, tem uma cabeça que não sossega, e eu já saco de longe que por trás dessa timidez toda, ele é o tipo que gosta mesmo é de apanhar, de ser dominado, ele vai ser o passivo da história, pode escrever, o moleque nasceu pra levar porrada e gostar.
— Bota pra baixo essa roupa, filhão! — gritou o Henrique, já com a voz grossa de quem tá bebendo muito. — Aqui é casa de homem, não precisa de vergonha não!
A mesa tava cheia de copos de uísque, latinhas de cerveja e uns carreirinhas bem feitas. A gente tava bêbado, chapado pra caralho, cheirando cocaína um atrás do outro, porque quando o trabalho acaba, a gente sabe como é que se diverte pra aliviar a tensão. O negócio tava pesado, a cabeça tava girando, mas os olhos... os olhos só viam uma coisa.
Eu não tirava os olhos do Fernando. O cara tava mais solto, já não era mais o motorista reservado de antes. A droga e a bebida tinham soltado ele de vez. Ele ria alto, falava mais, mexia no próprio corpo, passava a mão na barriga, nos braços, e eu ali, só pensando, só imaginando. Ficha caindo a todo momento. Pensava na grossura daquele pau que ele devia ter escondido na calça, pensava no calor daquele corpo, pensava como é que seria sentir aquela força toda. Mas era só pensamento, véi, eu sou 100% homem, mas o tesão tava me comendo vivo.
— E aí, Dr. Rogério... — o Fernando me chamou, chegando perto, o hálito dele já misturava uísque com o cheiro doce da coca. — O senhor tá muito quieto, olhando pra mim assim... achando alguma coisa?
Ele sorriu safado, e eu vi que ele já tinha sacado tudo. Me aproximei mais, o corpo dele tava quente, durinho, eu podia sentir o calor mesmo sem encostar.
— To só observando, filhão... — respondi, passando a mão devagar no ombro dele, sentindo o músculo duro. — To vendo como é que é um corpo de verdade, coisa que a gente não vê todo dia não. Tu é muito grande mesmo, hein...
— É que o senhor gosta de coisa grande, não é Dr.? — ele sussurrou, baixando a voz, olhando pra minha boca. — Coisa grossa, que ocupa espaço todo...
Do lado o Henrique tava provocando o Alan, o moleque tava todo arrepiado, sem saber onde por as mãos, enquanto o meu parceiro passava a mão nas costas dele, apertava o bumbum por cima da calça.
— Olha só que cena, Rogério! — gritou o Henrique, todo empolgado. — O menino tá duro só de ser tocado! Imagina se fizer mais alguma coisa!
O clima tava insuportável de tão gostoso. A gente tava ali, três homens ativos, com vontade de mandar, de dominar, mas naquele momento, a gente só queria era brincar, sentir, se tocar. O Fernando encostou o peito dele no meu, eu fechei os olhos sentindo aquela pele macia, aquela força, e a minha cabeça explodia de tesão.
— Vamos fazer o que aqui, doutores? — o Fernando perguntou, passando a mão na minha cintura peluda, apertando com vontade. — Porque hoje a noite é nossa, e ninguém vai dormir sem se divertir muito...
Eu olhei pro Henrique, ele me olhou de volta, e a gente entendeu na hora. O contrato de profissionalismo tinha quebrado há muito tempo. Agora era só homem, suor, droga e muito prazer na mesa.
TERCEIRO CAPÍTULO.
[HIRO]: A curiosidade não existe, véi. O que existe é tesão acumulado, é vontade de ver, de tocar, de provar. E quando tem três paus monstro na frente de um moleque que já queria ver é isso, a única coisa que resta é medir, comparar e ver quem é o campeão. Mas pau grande tem que ser medido com cuidado, senão não dá o número certo... e pra ficar no tamanho máximo, tem que ter incentivo, tem que ter mão, tem que ter boca. A brincadeira ia virar realidade na lata.
[ROGÉRIO]: Pronto, véi, a parada tava ficando séria e muito gostosa. A gente já tava todo mundo só de cueca, sentado no chão da sala, cercado de porra e pó. Eu com esse meu corpo peludo, o Henrique com aquele peitoral de alemão forte pra caralho, e o Fernando... meu Deus, o Fernando tava lá, só de cueca preta justa, mostrando aquele volume danado, o cara é pau pra toda obra, 105% homem, mas naquela noite tava mais safado que cobra.
Só o Alan que ainda tava de bermuda, tremendo que vara verde, com os olhos brilhando, todo empolgado pra contar a merda que ele fez.
— Então desembucha logo, filhão da puta! — gritou o Henrique, passando a mão grossa devagar na própria coxa, apertando o pau por cima da cueca que já tava duro que pedra. — Por que que tu terminou com a puta da tua namorada mesmo? Conta a real que nós é homem pra aguentar.
O Alan respirou fundo, coçou a cabeça e começou a falar, com a voz meio bamba:
— É que véi... eu desconfiava que a vaca me traía, aí um dia eu cheguei em casa mais cedo, abri a porta devagar e o que eu vi... meu Deus do céu, eu quase tive um treco!
Ele parou, engoliu seco, e a gente ficou todo mundo ouvindo, quieto, sentindo o pau endurecendo mais a cada palavra, a mão já passeando dentro da cueca, alisando a cabeça do pau.
— Ela tava lá na cama, toda pelada, gritando que nem uma cadela no cio, gemendo muito... mas não tava com um não, véi... tava com dois caras! Os dois comendo ela ao mesmo tempo! E adivinha quem eram os filhos da puta? — disse ele, com uma cara de tristeza mas com o pau duro na bermuda.
— Quem eram caralho! Fala logo que eu tô
