O prazer de sentir viva novamente

Um conto erótico de Casal Maravilhoso
Categoria: Heterossexual
Contém 1386 palavras
Data: 15/05/2026 05:03:39

Nunca havia feito nada realmente impulsivo em toda a vida.

Aos 43 anos, casada com Marcelo havia mais de duas décadas, minha rotina na cidadezinha do interior de São Paulo parecia escrita de antemão: horários previsíveis, vizinhos atentos demais e um casamento que sobrevivia mais por hábito do que por paixão.

Foi Marcelo quem sugeriu a viagem ao litoral.

— A gente precisa sair um pouco — disse ele certa noite.

Concordei sem imaginar que aquela viagem despertaria algo que estivera adormecido por anos.

O destino era uma praia afastada, conhecida discretamente por turistas e frequentadores mais “alternativos”. Só quando chegaram à pousada é que descobri que existia, próximo dali, uma famosa praia naturista.

A ideia me deixou desconfortável.

E curiosa.

No dia seguinte, caminhamos pela faixa de areia quase deserta até chegar ao trecho reservado. Senti o rosto aquecer imediatamente ao perceber pessoas completamente à vontade sob o sol, livres de roupas, julgamentos e convenções.

Marcelo parecia relaxado.

Eu, não.

No começo mantive a saída de praia presa ao corpo, observando tudo à distância. Mas aos poucos algo naquele ambiente começou a mexer comigo. Ninguém parecia preocupado em esconder imperfeições. Ninguém olhava com malícia exagerada.

Havia liberdade ali.

Percebi o quanto passara a vida inteira tentando se esconder.

Mais tarde, enquanto Marcelo dormia sob o guarda-sol depois de algumas cervejas, fui caminhar sozinha pela areia perto das pedras. O vento do mar bagunçava meus cabelos, e pela primeira vez em muito tempo sentia o corpo vivo novamente.

Foi então que percebi um grupo de rapazes próximos às pedras.

Jovens. Talvez universitários viajando juntos.

As conversas entre eles diminuíram quando passei.

Fingi não notar.

Mas notei.

Sentiu os olhares discretos acompanhando meus passos. A saída de praia com seu tecido colorido, mas transparente, deixava mostrar as curvas do meu corpo, e as auréulas grandes e escuras dos meus seios, com os bicos rígidos. O jeito como tentavam parecer indiferentes enquanto claramente me observavam.

E, para minha própria surpresa, aquilo despertou uma sensação intensa.

Não exatamente desejo pelos rapazes.

Mas pela atenção.

Pela ideia de ainda provocar interesse.

Diminui o passo propositalmente enquanto o vento fazia a saída de praia se mover contra minhas pernas. Sabia que estava sendo observada.

E parte de mim gostava perigosamente disso.

Quando entrei no mar, senti os olhos sobre mim outra vez. A água fria contrastava com o calor crescente em meu peito.

Durante anos fui apenas “a esposa do Marcelo”.

Naquele instante, porém, sentia-me novamente mulher.

Desejada.

Livre.

Ao voltar para a areia, cruzei rapidamente o olhar com um dos rapazes — moreno, sorriso tímido, talvez pouco mais de vinte anos.

Ele desviou primeiro.

Sorri discretamente.

E naquele momento compreendi que o mais perigoso daquela viagem não era a praia naturista.

Era descobrir o quanto ainda gostava de provocar desejos que jamais deveria alimentar

O rapaz apareceu novamente no fim da tarde.

Eu estava sozinha perto das pedras, observando o mar ganhar tons dourados sob o pôr do sol, enquanto Marcelo permanecia no quiosque da pousada assistindo futebol com outros hóspedes. O vento carregava cheiro de sal e protetor solar, misturado ao som constante das ondas quebrando na areia.

Reconheci imediatamente.

O mesmo sorriso tímido.

O mesmo olhar inquieto.

Ele caminhava devagar, como alguém tentando decidir se deveria ou não se aproximar.

— Oi — disse, um pouco sem jeito. — Acho que a gente se cruzou mais cedo.

Sorri discretamente.

— Acho que sim.

— Sou Caio.

Hesitei antes de responder.

— Mara.

O rapaz devia ter pouco mais de vinte anos, mas havia algo surpreendentemente gentil nele. Não parecia arrogante nem atrevido como os homens mais jovens que imaginava encontrar. Pelo contrário: falava com cuidado, como se temesse ultrapassar limites invisíveis.

Conversáramos olhando o mar. Evitando olhar nossos corpos, mas era difícil para nós dois. Seu corpo moreno, forte, juvenilfora o tamanho da ferramenta que carregava entre suas pernas. Também notava seus olhares de canto.

Conversamos sobre coisas simples — viagens, cidade, trabalho. Depois sobre assuntos mais pessoais. Caio contou que estudava medicina em Botucatu e estava viajando com amigos antes de voltar às aulas.

Ouvi tudo com atenção incomum.

Fazia muito tempo que alguém demonstrava tanto interesse genuíno pelo que eu dizia.

Quando comentei que era casada, percebi uma mudança breve no olhar dele.

Uma pequena decepção silenciosa.

— Seu marido veio com você? — perguntou Caio.

— Veio.

Sua decepção foi instantânea.

O silêncio entre os dois ficou delicadamente perigoso.

Porque agora aquilo estava dito.

E ainda assim nenhum de nós foi embora.

Nos dias seguintes, os encontros passaram a acontecer quase sem planejamento. Às vezes perto das pedras ao fim da tarde. Às vezes caminhando pela praia no começo da manhã enquanto Marcelo dormia até tarde.

Tudo parecia inocente. Pois sempre estava com a saída de banho, por mais que transparente, não revelava nitidamente meu corpo para ele.

Passei a esperar pelos momentos em que cruzaríamos olhares na praia. E cada vez que o rapaz sorria ao me encontrar, sentia algo dentro de mim despertar.

Algo juvenil.

Impulsivo.

Proibido.

Numa noite quente, houve música ao vivo na pousada. Marcelo bebeu demais e acabou indo dormir, deixei ele roncando de bêbado no apartamento. Saí para caminhar na areia, tentando escapar do barulho, da decepção por Marcelo não reparar mais em mim.

Encontrei Caio sentado sozinho perto do mar.

A lua iluminava parcialmente o rosto dele enquanto o vento agitava seus cabelos.

— Achei que você não vinha hoje — ele disse ao me ver.

Sentei ao lado dele sem responder imediatamente.

As ondas quebravam próximas aos nossos pés.

— Isso tudo é errado — murmurei depois de um tempo.

Caio virou o rosto lentamente.

— Eu sei.

Mas o jeito como ele dizia aquilo fazia parecer que nenhum dos dois queria realmente parar.

O silêncio seguinte foi intenso demais.

Sentia a proximidade dele como uma corrente elétrica suave sob a pele. O cheiro de mar, o calor da noite, o som distante da música da pousada… tudo parecia empur para um lugar perigoso.

Então ouviu risadas ao longe.

Turistas caminhando pela praia.

Nos afastamos imediatamente.

E naquele instante percebi o tamanho do risco.

Não era apenas a diferença de idade.

Nem o fato de ser casada.

Era a sensação crescente de que estava começando a me apaixonar por alguém que jamais deveria sequer desejar.

Pegando Caio pela mão, entramos na área reservada ao naturismo, não havia ninguém. Caminhamos até chegar as pedras, onde tivemos a primeira conversa. Ficamos um de frente ao outro, então sem pensar em mais nada, fui tirando minha roupa, ficando completamente nua, sabia que era loucura, mas o desejo era maior que qualquer culpa.

Ele olhava fixo em mim, e comentou.

— Pela saída de praia conseguia ver a silhueta de seu corpo, mas assim, é impossível não admirar a mulher linda que você é.

Quando ele tirou sua roupa, meus olhos brilharam ao ver sua pica, pois ela mole já era grande, e dura era maravilhosa. Nos abraçamos e nos beijamos, ele me segurava contra seu corpo com força, sentia sua pica babando em minha perna. Começou a chupar meus seios como uma criança cheia de fome. Um arrepio subia pela minha coluna, atingindo a nuca, me deixando louca.

Me abaixei e segurei com força em sua pica, aí foi minha vez de chupar, ele gemia muito de tesão.

A sensação de alguém aparecer, deixava o clima mais perigoso e delicioso. Então não aguentando mais, me apoiei em uma das pedras, me posicionando de quatro para ele e sem pudor, pedi para me fuder. Eu, aos 43 anos, me entregando toda para o rapaz, novinho, viril.

Caio mostrou que sabe usar bem sua ferramenta, e me deixou completamente cansada, com as pernas tremendo, após gozar por diversas vezes.

Nos deitamos abraçados na areia e ficamos quietos, somente ouvindo o barulho das ondas e nossas respirações.

Quando o dia começou a clarear, nos levantamos, nos trocamos e fomos em direção ao hotel, mas antes de entrar, olhei para os lados, como não havia ninguém, dei o último beijo em Caio, pois era nossa despedida.

Entrei bem devagar no apartamento, mas chegando no quarto, Marcelo ainda dormia, sem perceber que havia passado à noite fora.

Uma noite cheia de emoções que foram expostas, desejos que foram realizados e momentos que vão ficar marcado em minha vida, onde me deixou sentir uma sensação que a muito tempo não tinhame sentir viva!

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