Capítulo 41: Confissões, Limites e Novos Caminhos

Um conto erótico de Le Conteur
Categoria: Heterossexual
Contém 2463 palavras
Data: 13/05/2026 09:28:32

Jhonny sentia como se estivesse diante de um barril de pólvora prestes a explodir, mas procurava manter a calma. Sempre detestara brigas – apesar do corpo forte, malhado em anos de academia, e anos de treinamento de kick-boxer, ele preferia ser analítico e pragmático, resolvendo problemas com palavras em vez de punhos. - “Se isso der errado, pode acabar com tudo… mas a gente precisa tentar” - pensou, olhando para Christopher, que parecia uma bomba-relógio ambulante, o rosto tenso e os punhos cerrados. - "Ei, Chris, vamos com calma." - Jhonny disse, a voz firme, mas serena, um convite à razão. - "Lembra da conversa que a gente teve? Sobre cumplicidade, sinceridade… estar sempre aberto um com o outro. Isso é o que salva relacionamentos."

Chris bufou, cruzando os braços, os olhos ainda flamejantes de raiva, mas com um traço de dor. - "Eu tentei, Jhonny. Mas com a Su… desde que descobri as traições, nunca mais confiei 100% nela. É como se uma parte de mim estivesse sempre esperando o pior." - Jhonny assentiu, empático: "Isso é terrível, cara. Um casamento sem confiança, ainda que abalado por uma explosão de eventos, não subsiste. Ou vocês se acertam pra valer, reatando essa confiança, ou é melhor se separarem de vez. Não dá pra viver na corda bamba. Poxa, você já sabe disso tudo há anos. Imaginei que já estivesse acostumado. Somos todos, afinal, amigos. Você teve seus momentos, eu tive os meus, as meninas tiveram os momentos delas… Realmente não é fácil. Então é refletir: vale à pena? Pra mim, pela Andi, vale. E pra você, pela Su?" Cintia, sentada no sofá ao lado de Anna Letícia, concordou com um aceno vigoroso: "Exato, Jhonny. Eu vi isso acontecer com amigos… confiança quebrada vira veneno." Anna só observava, os braços cruzados, murmurando: "Desafiador, né? Relações assim… parecem uma montanha-russa. Vocês misturam amor, tesão e bagunça emocional de um jeito que eu nunca vi."

Chris ficou em silêncio, aguardando Suzana voltar com Andressa. Elas enfim retornaram, o ar carregado de tensão, os olhos de Suzana ainda vermelhos de choro. Suzana olhou para Chris, os olhos ainda chorosos: "Vamos embora, pra casa, amor?" Mas Jhonny se levantou, intervindo com determinação: "Espera aí, Su. Proponho algo: a gente vai pra casa da Cintia e da Leti juntos, e lá conversa. Colocar os pingos nos is, como fiz com a Andi. Dessa vez, todos juntos, já que nossas vidas estão entrelaçadas, querendo ou não. Houve mentiras, segredos, tensões, desejos… até sentimentos. Melhor resolver como grupo." Ele beijou Andressa suavemente na testa, sentindo o calor dela contra si: "E eu vou ouvir o que você falta contar, amor. Sei que tem mais." Suzana observou o gesto, um sorriso frágil surgindo: "Olha só, Chris… atitude e cumplicidade. Isso transborda no Jhonny, mesmo com o custo alto que ele pagou." Anna interveio, balançando a cabeça: "É, isso aí é raro. Vocês têm uma dinâmica louca – amor, ciúme, segredos… como aguentam sem explodir tudo?"

Em casa, o grupo se reuniu na sala, o ar pesado como antes de uma tempestade, todos sentados em um círculo tenso. Suzana respirou fundo: "Eu começo…" Mas Jhonny a interrompeu gentilmente, a voz séria e firme: "Antes, Su, só deixa eu esclarecer uma coisa. Essa conversa não é sobre julgamento ou acusação. O objetivo é reconciliação. Mesmo que não dê certo, a gente tenta isso, ou tudo pode terminar muito ruim – até pras três meninas." Todos refletiram por um instante, acenando em concordância. Anna Letícia se preparou para sair, mas Jhonny a deteve: "Fica, Leti. Seja o elo de fora, observe. Pode ajudar." Ela bufou, com seu jeito meio grosseiro: "Tá bom, mas se precisar, não pego leve. Vocês insistem em me meter nisso. Essa relação de vocês é complexa pra caramba – amizade, sexo, ciúme… parece uma teia que pode prender ou libertar… mas, como eu mesma pedi pra ser uma amiga de vocês e mosqueteira… tá, eu fico."

Suzana começou, a voz trêmula de culpa: "Tá certo… eu me sinto culpada. Fui eu quem apresentou a Andi e a Cintia ao voyeurismo… basicamente, todos os problemas começaram dali." Andressa discordou na hora, interrompendo: "Não, Su! Eu sempre me interessei por isso. Era uma curiosidade minha, você só… acendeu a faísca." Cintia riu levemente, um humor pontual cortando a tensão: "E eu? Sempre fui safada mesmo. Nem era tanto pela exibição, mas por vocês duas – as garotas mais lindas da faculdade. Ainda acho isso até hoje, kkk." Mas Suzana balançou a cabeça, insistindo: "Não, meninas… eu…. a culpa é minha. Tudo desandou por causa disso."

Anna interveio, surpresa com sua própria empatia: "Ei, para com isso. Vocês tão se culpando por algo que é parte de quem são. Essa amizade mudou a Cintia pra melhor – eu mesma vi isso. Só que é complexa… tesão e lealdade misturados assim podem virar caos." Jhonny interveio, junto de Anna: "Ei, isso tá errado, Su. O voyeurismo é importante na história de vocês, mas é só uma parte. Por mais que eu saiba disso há não tanto tempo, hoje eu entendo isso." Anna completou, surpreendendo com sua visão: "Olha, Cintia mudou muito depois de conhecer vocês. Antes era doidinha e preguiçosa… agora, ainda é doidinha, mas pensa no futuro. Existe uma diferença nela, uma versão antes e depois de vocês. Essa amizade é especial, mas olha a complexidade: vocês se expõem, se desejam, e ainda mantêm casamentos. Como não dá merda?" Jhonny assentiu: "Exato. Hoje eu reconheço isso claramente. Jamais pediria pra Andi deixar de ver vocês – seria como cortar uma parte dela. Não aceitaria isso."

Chris ficou sem graça, baixando a cabeça: "Eu… pedi isso pra Su. Desculpa, amor. Fui imaturo." Ele aproveitou para expor suas inseguranças: "Fiquei chateado porque a Su não confiou em mim no ménage com a Cintia, quando não pude comer ela. Me senti de fora. Nunca superei isso totalmente, admito."

Cintia revelou, a voz baixa: "Na verdade… era eu quem não queria dar pra você, Chris. No máximo, chupar. Não me sentia confortável… aceitei só pra agradar a Su, mas ela assumiu a culpa toda." Chris parou, refletindo, uma reação raivosa esboçando, mas logo se desfazendo: "Então… você mentiu pra proteger a Cintia?" Disse Chris olhando para Suzana, pedindo desculpas: "Desculpa por nunca ser sincero e aberto com você. Admito que nunca mais confiei totalmente em você depois de tudo. Depois que descobri sobre o Telegram e sobre o aniversário da Andi, piorou."

Jhonny franziu a testa: "Que aniversário?" Cintia e Suzana arregalaram os olhos, e Andressa contou, a voz trêmula: "No primeiro fim de semana após o meu aniversário, amor – o dia em que você me pediu em casamento, após as provas do último semestre, já nas férias – a Cintia e a Su me chamaram pra comemorar em uma praia de SP. Foi bate e volta. Eu te disse que era visita a parentes… mas éramos nós três, fazendo uma festinha. Começou como zoação, só uma curtição entre amigas, mas terminamos sem roupa, transando até não aguentar mais. Quase uma despedida, embora não tenha sido a última vez entre mim e Cintia. Mas com a Su, sim, até o ménage com você."

Andressa chorou: "Me sinto triste e decepcionada comigo mesma até hoje. Enganei você, logo após o pedido… isso me rasgava por dentro." Jhonny pensou por uns instantes, uma lágrima correndo pelo rosto, mas ele a enxugou e a abraçou forte: "É a última traição que eu não sabia?" Andressa jurou: "Sim, amor. Essa foi uma das duas vezes com a Cintia depois de nós." Eles se beijaram, mas uma tristeza visível pairava em Jhonny.

Chris completou: "Comigo não foi diferente. Na mesma semana do nosso casamento, flagrei a Cintia mandando nudes pra Su. E no chat, tinha nudes da Su pra ela também. Ela explicou parcialmente na época, e só depois de casados, quando vi o Telegram aberto no laptop, descobri tudo de verdade – vídeos de vocês três, ex-namorados, filmes eróticos." Suzana chorou: "Eu errei com você, Chris. Mas contei tudo naquele dia, sem mentiras, inclusive do aniversário da Andi." Chris assentiu: "Você pediu pra não contar pro Jhonny, né? Porque a Andi morria de medo. Isso foi um gatilho pra mim… nunca mais confiei em você plenamente. Eu tentava manter um ar tranquilo, sereno, mas sempre ressabiado. Quando o Jhonny apareceu, eu achei que ele seria igual à mim, mas acabou aceitando… se acertando com vocês muito mais que eu. Até com você, Su…" Anna murmurou: "Olha a complexidade… segredos assim corroem tudo, mas vocês ainda tão aqui, lutando. Isso vale alguma coisa."

Suzana sorriu apagado: "É um momento de total franqueza, sem julgamentos, certo?" Todos confirmaram. Anna mandou: "Fala logo, mulher! Essa teia de vocês é fascinante e caótica ao mesmo tempo." Suzana continuou: "Me surpreendi com o Jhonny, amor. Ele viu minha calcinha várias vezes… viu minha boceta… me viu nua por completo, e não faltou com respeito uma única vez. Nem deu em cima. Achei inconcebível, ainda mais sendo um homem tão bonito e hetero." Chris não gostou, seu rosto fechou, mas ela completou: "Estou gostando mais do que deveria dele. Pra ser exata, amo ele agora, da mesma forma que amo a Cintia e Andi. Como um amigo... especial. Posso confiar minha vida a vocês três e morro de tesão por todos." Ela admitiu: "Senti uma pequena inveja da Andi ao ver a reação diferente do Jhonny comparado a você, Chris. Mas amo você, de verdade, mais que tudo, e tô disposta a ser fiel, colocando limites nas amizades, como o Jhonny fez." Andressa interrompeu: "Não foi só ele, Su. Conversamos e decidimos juntos. Jhonny e eu. Por isso fiz o vídeo pra ele quando transei com vocês." Suzana assentiu: "Exato… por isso não soube o que dizer pra câmera quando foi comigo, Jhonny e Andi. Não tínhamos tido essa conversa. Precisávamos disso."

Cintia, chorosa, pediu desculpas: "Causei tantos problemas… amo demais vocês duas, e agora… amo o Jhonny também. Já senti inveja da Su e da Andi por acharem almas gêmeas, enquanto eu procuro tanto e nunca acho!" Anna entendeu: "Você deve ser prudente pra não acabar com casamentos alheios, mana. Mas olha, essa lealdade de vocês é o que segura tudo – complexa, mas forte." Cintia admitiu: "Não sinto atração pelo Chris, mais pelo ranço de como ele me tratou no começo. Você era rude, mau educado e meio gross comigo. De certa forma, eiu entendo o porquê. Você sabia que sua esposa e eu já tínhamos sido amantes. Claro que, com o tempo, você melhorou e começamos a nos dar bem. Ficamos amigos. O ranço passou, sabe, mas tesão nele… não tenho. Diferente do Jhonny." Chris, cabisbaixo, pediu perdão: "Minhas atitudes afastaram vocês. Vou lutar pra mudar – não pra transar, mas pra ter confiança real de vocês, meninas." Anna comentou: "Parece novela, mas… meus olhos tão marejados. Vocês tão expondo feridas que a maioria enterra. Isso é corajoso… e complicado." - dizia ela balançando as mãos, como se buscasse ar para não chorar.

Anna ajudou pontualmente, mas foi importante: "Essa amizade é especial, mas precisa ser bem dirigida. Entendo por que Su e Cintia despertaram sentimentos pelo Jhonny. Eu mesma tô começando a ter." Andressa interveio: "Ei, Jhonny é meu marido! Amo todas vocês, mas não abrimos nosso casamento. Ninguém toca nele sem eu estar presente eu saber." Jhonny concordou: "Sei que você ama demais as meninas, Andi, e até por Leti nutre sentimentos e desejos. Não quero ser enganado, mas concordamos: nós dois somos um casal. Nada de misturar as coisas. Nada de segredos." Chris tentou: "Eu ainda não implementei isso direito com a Su… não à toa, ela e Cintia transaram na viagem." Suzana pediu desculpas: "Pela falta de conversa. Se não tivermos isso, provavelmente vamos nos separar. E eu sei que não deveria ter transado com a Cintia nessa viagem, mas… eu estava vulnerável, a Ci também. Então eu deixei rolar, não me segurei. Me perdoa." Chris logo respondeu: "Não quero me separar de você, Su. Não quero te perder. Conversaremos melhor, a sós, em casa." Anna observou: "Vocês tão navegando em águas profundas… amor, traição, desejo. É complexo, mas se comunicarem assim, pode dar certo."

A conversa terminou com um silêncio reflexivo, o peso das confissões pairando no ar como uma névoa que começava a se dissipar. Jhonny sentiu um alívio misturado a exaustão, mas também uma faísca de desejo – a vulnerabilidade de todos havia acendido algo primal. Ele olhou para Andressa, os olhos dela ainda úmidos, e sussurrou: "Vem cá, amor… precisamos selar isso." Ela assentiu, um sorriso tímido surgindo, e eles se levantaram, indo para o quarto. Chris e Suzana fizeram o mesmo, trocando um olhar carregado de promessas. Cintia e Anna trocaram olhares cúmplices, sabendo que ficariam de fora, mas o ar estava elétrico com a possibilidade de observação. "Deixem as portas abertas," Andressa sugeriu, voz baixa e sensual, "pra gente saber que estamos todos… conectados." Suzana concordou: "Sim… sem segredos." Os casais sabiam que seriam observados – era consensual, um voyeurismo que selava a reconciliação, sem ultrapassar limites.

No quarto de Jhonny e Andressa, a porta entreaberta deixava entrar a brisa noturna e os olhares curiosos de Anna da soleira. Jhonny a beijou com urgência, as mãos deslizando pela pele branquinha dela, despindo-a devagar – primeiro a blusa, revelando os seios pequenos e firmes, mamilos endurecidos pelo ar fresco e pela excitação. "Te amo, Andi… vamos selar isso," murmurou, a voz rouca, o pau endurecendo contra a coxa dela enquanto ele a deitava na cama. Andressa gemeu baixinho, abrindo as pernas, a boceta rosada já úmida e reluzente: "Ah, amor… me fode forte, me faz sentir sua." Ele penetrou-a devagar, sentindo o calor apertado o envolver como um punho molhado, estocadas ritmadas que faziam a cama ranger. Seus gemidos ecoavam – "Sim, assim… mais fundo!" – e Jhonny sabia que Anna observava, os dedos dela circulando o clitóris por baixo da roupa, gemidos abafados escapando. “Ela tá vendo… e isso me excita mais” - pensou Jhonny, acelerando, o suor escorrendo pelos músculos definidos enquanto Andressa arranhava suas costas, gozando primeiro em um tremor delicioso.

No outro quarto, Chris e Suzana se reconciliavam com igual intensidade, a porta aberta convidando os olhares de Cintia. Chris a beijou com fome, despindo-a e lambendo os seios médios e redondos, descendo para a boceta morena e raspada. "Me perdoa… te amo," murmurou ele, penetrando-a em estocadas ritmadas, ela rebolando com gemidos roucos: "Ah, Chris… me fode, me faz sua de novo!" Cintia observava da porta, mão por baixo da roupa, tocando-se devagar, os dedos deslizando na umidade crescente, gemidos abafados misturando-se aos deles. Os casais sabiam – era intencional, um voyeurismo que unia sem invadir, selando a noite com prazer e promessas. “Isso é louco… mas talvez seja o novo começo” - Jhonny pensou, entre gemidos, o eco dos quartos se entrelaçando como os laços do grupo.

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