Os dias seguintes ao jantar de confissões passaram em uma névoa de rotina e reflexões internas para Jhonny. Andressa continuou a narrar pedaços de seu passado nos momentos íntimos à noite, sussurrando detalhes que o deixavam vidrado – histórias de flashs ousados em bibliotecas ou festas, sempre com Suzana como cúmplice, provocando risinhos nervosos e um tesão que ele odiava admitir. Mas o peso das revelações o deixava dividido – não pensava mais tanto na separação, o amor por ela ainda forte, pulsando como um coração teimoso, mas o desconforto persistia, uma pontada constante ao imaginar outros homens vendo a calcinha ou até a boceta dela: "É só um fetiche… ela jura que não traiu," repetia para si mesmo, tentando racionalizar, mas a excitação traiçoeira que as histórias despertavam o confundia ainda mais, o pau endurecendo involuntariamente durante as narrativas, como se o ciúme se misturasse a um desejo proibido. Algumas dessas vezes, as revelações terminavam em um sexo gostoso e selvagem, com Jhonny a fodendo com raiva. Outras, apenas terminavam com um peso que Andressa aliviava se sua consciência e pesava a mente de Jhonny.
Uma semana se passou, e Andressa precisou voltar para o RJ por questões de trabalho – uma reunião presencial obrigatória que não podia ser evitada, além de uma grande e importante festa que aconteceria. Ela, como uma das principais cabeças do marketing, foi solicitada que estivesse presente: "Amor, vou resolver isso de vez. Ou peço home office permanente, ou demissão – não aguento ficar longe de você," disse ela, beijando-o na despedida, os olhos ainda carregados de culpa das revelações, as mãos tremendo levemente ao apertar as dele. Ela ficaria fora a semana inteira, deixando Jhonny sozinho na casa de Suzana e Christopher, imerso no novo emprego e nos papéis da cobertura alugada. Ele agitou a burocracia com afinco – assinaturas, depósitos, inspeções finais, focando nisso para distrair a mente, imaginando um futuro estável com Andressa, longe das tensões atuais: "Vai ser bom ter nosso canto… sala ampla, cozinha americana, quartos suítes no andar de cima. Um recomeço."
Mas ele não esperava pelo que viria. Na quarta-feira, durante o almoço no trabalho – que ele atrasou por uma reunião extra, sentando-se sozinho na cantina vazia por volta das 14h –, o celular vibrou com uma mensagem de Andressa. Era uma foto: ela se fotografando em um espelho de uma praça de alimentação movimentada, o reflexo mostrando sua saia levemente levantada, a boceta branquinha levemente aparecendo – os lábios rosados piscando no ângulo sutil, o tecido da saia erguido o suficiente para um flash provocador, revelando a pele lisa e um brilho úmido que sugeria excitação. Ao fundo, várias pessoas almoçavam, e Jhonny percebeu dois homens em lugares diferentes: um de terno, olhando diretamente com um sorriso malicioso, os olhos fixos na exposição; outro mais jovem, virando a cabeça discretamente, mordendo o lábio enquanto sorria, como se não acreditasse na sorte. A legenda: "Sou deliciosa, né? Estou com saudades. Faz tanto tempo..." Seu coração acelerou, uma mistura de choque e excitação involuntária – "O que ela tá fazendo? Mandando isso pra mim… ou…?" O pau deu um pulso traidor nas calças, o tesão misturado à raiva: "Isso é provocação? Depois de tudo que confessou?"
Não passou um minuto, e a foto foi apagada do chat, sumindo como se nunca tivesse existido. Jhonny piscou, confuso, o estômago revirando: "Por quê apagou? Aquela foto não era pra mim?!" O que aparentava tranquilidade no horizonte – os dias calmos, as confissões progredindo – voltou a ser uma tempestade. Ele terminou o almoço às pressas, a mente a mil, questionando se era um erro, um flerte com outro, ou pior: "Se não era pra mim, pra quem? E por que mandar e apagar tão rápido? E saudades... de quem?!" O resto do dia no trabalho foi um borrão de reuniões e tarefas mecânicas, mas sua cabeça fervilhava, repassando a imagem mental da boceta exposta e os olhares dos homens, um ciúme ardente se misturando a um tesão que ele odiava sentir.
O expediente enfim terminou, e ele dirigiu de volta para a casa de Suzana e Christopher, a cabeça a mil, o volante apertado com força enquanto repassava a imagem mental da boceta exposta e os olhares dos homens: "Isso é loucura… ela prometeu parar, mas manda isso? Aliás, ela prometeu parar mesmo?!" - parou ele, refletindo por um momento, duvidando dessa conclusão que chegara.
Ao chegar, estacionou e entrou pela porta da frente, o cheiro de algo cozinhando – talvez lasanha – preenchendo o ar. Mas o que viu o parou no lugar: Suzana estava na sala, conversando animadamente com uma mulher desconhecida, uma ruiva magra mas com seios bem redondos que esticavam a blusa justa, e um bumbum pequeno mas super empinado, realçado pela calça legging preta. Ela era lindíssima, com cabelos vermelhos flamejantes caindo em ondas até os ombros, pele pálida salpicada de sardas sutis, e olhos verdes penetrantes – a mais alta das três, medindo 1,75m, torreando sobre Suzana. "Ei, Jhonny! Chegou na hora certa – essa é a Cintia, minha amiga de longa data, e da Andi também." apresentou Suzana, sorrindo. "As três mosqueteiras, como a Andi, eu e ela nos chamávamos na faculdade."
Jhonny lembrou de ouvir falar dela – algumas poucas histórias da época da faculdade de Andressa, mencionadas em conversas casuais sobre "a ruiva doida que agitava as festas" ou "aquela que sumiu depois da formatura". Ou comentários pontuais sobre alguém chamada “Ci”, que agora ele sabia de fato quem era. Ao contrário de Suzana e Chrystopher, Jhonny não se recorda de ter visto fotos dela antes. Se viu, foi apenas uma ou duas vezes que não ficaram fixados em sua memória. Ele acenou, tentando disfarçar a turbulência interna: "Ah, sim… a Andi já mencionou você uma vez ou outra. Prazer, Cintia."
Ela ergueu uma sobrancelha, aparentando raiva por um segundo – os olhos flamejando como se ofendida por ser "pouco mencionada" –, mas logo riu, um som alto e contagioso: "Imagino que sim… a Andi sempre foi discreta com as loucuras. Já que sou a mais doida das três, né? A que bagunça tudo e some pro horizonte!" Suzana riu junto: "Verdade, a Cintia é o furacão do grupo – mas a gente ama ela." Jhonny deu um sorriso genuíno, contagiado por aquele furacão ruivo, mas internamente pensou: "Não sei por quê, mas será que ela era a destinatária original daquela mensagem? A ruiva doida… faz sentido com as histórias da Andi." O desconforto cresceu, misturado à uma grande curiosidade – Cintia era magnética, alta e confiante, o tipo que chamava atenção sem esforço, uma presença que agitava o ar como um vento quente. Eles conversaram superficialmente sobre o trabalho de Cintia (ela era designer gráfica freelance, viajando muito, apesar de trabalhar constantemente para uma gráfica de um ex-colega): "Ah, tô sempre na estrada… mas Floripa é meu paraíso especial pra recarregar," disse ela, piscando com um ar malicioso que deixou Jhonny ainda mais alerta e curioso. - “Acho que você e eu vamos nos dar muito bem, careca.”