Capítulo 14: Confissões que Começam à Desentarrar Passados Escondidos

Um conto erótico de Le Conteur
Categoria: Heterossexual
Contém 1235 palavras
Data: 01/05/2026 11:15:21

Jhonny dirigia de volta para a casa de Suzana e Christopher em silêncio, o sol da tarde se pondo devagar, tingindo o céu de laranja. Andressa, ao seu lado, enxugava as lágrimas discretamente, o rosto ainda vermelho do choro no parque. Nenhum dos dois falava, o ar carregado de tensão – ele irritado e excitado em partes iguais, o pau ainda latejando com as admissões dela, ela aflita e arrependida: "Merda… então eu não estava doido, isso muda tudo. Como vou processar isso sem explodir?" pensou Jhonny, apertando o volante. Ao chegarem, o casal amigo já estava na cozinha, preparando o jantar: um cheiro de macarrão ao molho e salada fresca preenchia o ar. "Ei, voltaram! Como foi o passeio?" perguntou Suzana, animada, mas notando o clima pesado. Jhonny não comentou nada sobre a conversa com Andressa, forçando um sorriso: "Foi bom, ar fresco… e aí, o que tem pro jantar?" Ele interagiu de maneira amigável, comentando sobre o cheiro bom e ajudando a pôr a mesa, o suficiente para não deixar o ambiente ruim – riu de uma piada de Christopher sobre futebol: "Ah, esse time é uma piada mesmo!" e elogiou a receita de Suzana: "Isso tá com uma cara ótima, Su! Vocês capricharam." O clima ficou mais leve, superficialmente ao menos, mas Andressa, aliviada por um momento, sabia que aquilo não se sustentaria por muito tempo; seus olhos piscavam para Jhonny com uma mistura de gratidão e ansiedade: "Ele tá se segurando… mas como ele vai reagir quando eu contar tudo?"

Curiosamente, naquela noite pós-jantar, tanto Andressa quanto Suzana vestiam calças – de algodão e confortáveis, nada revelador, como se uma trégua silenciosa tivesse sido declarada. Não houve exibição de nenhuma das duas, os movimentos casuais e contidos, o foco na conversa sobre o dia a dia e planos para o fim de semana: "E aí, Jhonny, como tá o trampo novo?" perguntou Christopher, servindo mais vinho. "Tá indo bem, me adaptando… e vocês, algum rolê pro feriado?" respondeu ele, mantendo o papo fluindo: "Talvez um churrasco na cobertura, se der certo e tivermos mudado até lá." O jantar transcorreu sem incidentes, com risadas breves e pratos esvaziados, até que os casais se recolheram aos quartos. "Boa noite, galera. Amanhã a gente planeja um churrasco aqui mesmo?" sugeriu Christopher, e todos assentiram, dispersando-se: "Boa ideia… durmam bem."

No quarto de hóspedes, Jhonny e Andressa se deitaram, o silêncio voltando como um peso. Ela se aninhou nele, sussurrando: "Amor, como prometi… vou contar tudo. Desde o começo, pra você entender." Ele assentiu, sério: "Vai, tô ouvindo." Andressa respirou fundo, a voz baixa e trêmula, começando a narrar como tudo começou – o primeiro semestre da faculdade, como se desabafasse um segredo guardado por anos: "Eu vim de uma família tradicional, amor – pais rígidos, igreja todo domingo, regras em casa que me sufocavam. Mas no fundo, eu sempre curti uma safadeza escondida. No ensino médio, comecei a ver sites pornô no celular, trancada no quarto à noite, o coração acelerado com medo de ser pega. Era tudo fantasia: vídeos de casais transando em público, olhares voyeurs, corpos expostos sem serem tocados. Desenvolvi esse fetiche de exibicionismo – a ideia de ser vista, de provocar sem contato, me excitava demais. Mas nunca fiz nada real. Meus namorados da época eram sexo vanilla: missionário no escuro, nada além. Até entrar na faculdade de administração, no primeiro semestre. Foi aí que conheci a Su.

A gente se esbarrou na aula de economia básica, no auditório lotado da universidade. Eu tava sozinha, nervosa com o novo ambiente, e ela sentou do meu lado por acaso – uma mulata linda, com cabelos volumosos e um sorriso confiante que iluminava o lugar. 'Ei, amiga? Vamos dividir o caderno?' disse ela, piscando. E realmente viramos amigas, das inseparáveis, rapidinho: almoços no bandejão, estudos na biblioteca, fofocas sobre professores. A Su era extrovertida, uma certa safadeza nas piadas, e logo me contou sobre suas 'aventuras' – flertes em festas, beijos roubados. Foi ela quem me incentivou a me exibir pela primeira vez, numa saída inocente que virou loucura.

Era um sábado à tarde, umas duas semanas depois de nos conhecermos. A Su me convidou pra um passeio no shopping da cidade – 'Vamos comprar roupas novas, amiga! Você precisa de algo mais ousado que esses jeans folgados.' Eu ri, mas topei. Escolhi uma saia rodada florida, curta o suficiente pra balançar com o vento, e uma calcinha branca simples de algodão. No shopping, lotado de gente, a Su começou a zoar: 'Andi, imagina se a saia subir… os caras vão pirar!' Eu corei, mas o tesão veio – a ideia de ser vista sem querer. Ela me desafiou: 'Vamos sentar na praça de alimentação e cruzar as pernas devagar. Aposto que alguém nota.' Meu coração disparou, mas concordei, excitada pela adrenalina.

Sentamos em uma mesa alta, pernas balançando. A Su foi primeiro, descruzando as pernas devagar, a saia subindo o suficiente pra aparecer a calcinha preta de renda dela – um cara de boné ao lado piscou, olhando fixo, e outro casal na mesa oposta sussurrou. Ela riu baixinho: 'Viu? Tesão puro. Sua vez!' Tremendo, fiz o mesmo – pernas se abrindo sutilmente, a saia erguendo, revelando a calcinha branca colada aos lábios maiores rosados, um vinco úmido já se formando de excitação. Um grupo de rapazes na fila do fast-food notou, um deles piscando e sorrindo malicioso; uma mulher mais velha franziu a testa, mas um segurança próximo virou a cabeça devagar, olhos demorando na visão. Meu clitóris pulsou, a boceta ficando molhada – era viciante, o risco sem toque. Passamos a tarde assim: escadas rolantes com vento 'acidental' levantando as saias, provadores de lojas onde 'esquecíamos' de fechar a cortina direito, flashes para vendedores. No fim, sentadas em um banco isolado, a Su me fez abrir as pernas pra um cara passando de bicicleta – ele quase caiu, olhando boquiaberto pra calcinha exposta. Terminamos o dia rindo histericamente no carro, eu pingando de tesão, e a Su dizendo: 'Viu? Liberdade, amiga. Vamos fazer mais!'

E assim foi o semestre todo. Comecei devagar, mas viciei. Na sala de aula, sentava na frente e 'acidentalmente' descruzava as pernas durante palestras – um professor de contabilidade, um homem de meia-idade careca, notou minha calcinha rosa de renda uma vez, os olhos demorando em mim, corando e gaguejando na explicação; uma professora de marketing, mulher elegante de uns 40 anos, viu a minha calcinha branca simples em outra aula, piscando com um sorriso sutil, como se aprovasse. Com amigos, em festas da república, sentava no sofá com saia curta, pernas abertas o suficiente pra flashes – um colega de grupo de estudos viu a preta de fio dental, o vinco central úmido, e ficou duro visivelmente, desconversando nervoso. Até o pai do meu ex-namorado da época, um homem grisalho e sério, flagrou durante uma visita à casa deles: eu 'escorreguei' no sofá da sala, saia subindo, calcinha azul exposta, lábios esticados e reluzentes – ele engoliu em seco, olhos fixos por segundos, depois desviou, mas notei o volume na calça. Cada vez era mais ousado, o tesão crescendo, mas sempre só exibição – nada além. A Su me guiava, e viramos parceiras nisso, inseparáveis."

Andressa parou aí, olhos nos de Jhonny: "Isso foi o começo, amor… tem mais, mas vamos devagar?" Ele assentiu, processando, o quarto mergulhado em silêncio reflexivo: "Então era isso… um fetiche antigo com a Su. Mas e agora, comigo? Isso explica tudo... mas complica um pouco mais...”.

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Comentários

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calma que tem mais, espero que ela conte também as consequências dessas exibições todas, porque com certeza tiveram. mas fica a pergunta e depois de ter iniciado o relacinamento como foi?

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