Passando a Vara nas Vizinhas. Ou Não. - Capítulo 16

Um conto erótico de Carlos e Eliana
Categoria: Grupal
Contém 8152 palavras
Data: 30/05/2026 06:12:13
Última revisão: 30/05/2026 06:24:05

CRONOLOGIA: Os eventos narrados aqui vão de 28 de julho de 2025 (segunda-feira) a 29 de julho de 2025 (terça-feira).

Eu me chamo Carlos. Sou um professor universitário cinquentão, meio barrigudinho e calvo com dignidade. Nesta minha série de contos, narro as minhas aventuras tentando com as minhas duas amantes que viraram namoradas e, espero, se tornem minhas esposas. Quem puder ler os primeiros capítulos, só procurar a série.

Eu me divorciei recentemente da Odete, que se tornou apenas uma boa amiga. Mas isso não quer dizer que estou sozinho. Tenho um pequeníssimo harém de duas mulheres.

A Eliana é a minha namorada. 30 anos, engenheira. Inteligente, sorridente, decidida quando quer, embora ainda tenha problemas para terminar com o “marido”, Leandro. Eles ainda são oficialmente casados. E eu? Sou o “reserva”. O cara que ela ama secretamente, mas não assume publicamente. A Eliana não me impede de me envolver com outras mulheres, porque ela própria também está com dois homens ao mesmo tempo. Seios fartos, pesados, redondos, quase exagerados de tão bonitos. Cintura fina, barriga definida, quadril largo, coxas torneadas de academia. O bumbum é grande, firme, empinado. A pele bronzeada, os olhos verdes.

Já a Rebecca é a minha outra namorada. Ela tem 29 anos, é advogada e ainda profundamente religiosa. Divorciada. A Rebecca é aquele tipo de mulher que parece viver um conflito eterno entre o que sente e o que acha que deveria sentir. Doce, reservada, inteligente. Tem um senso de certo e errado que beira a rigidez, mas aos poucos vai se permitindo viver outras possibilidades. Por trás da aparência comportada, ela tem um corpo que desafia todos os estereótipos da mulher recatada. Seios pequenos e firmes. Uma bundinha empinada, arredondada e hipnotizante, que se move com graça involuntária. Pernas bem desenhadas, olhos castanhos.

O nosso capítulo começa no final da reunião na sauna, assim que a Eliana fechou a porta da sauna na nossa cara.

— O vestiário é unissex. Quando terminarmos de nos vestir, eu libero vocês.

Ficamos eu, Érico, Jonas e Antônio sentados de toalha, suando, enquanto um grupo de mulheres seminuas nos mantinha presos ali. Ninguém tinha coragem de reclamar alto. O Érico encarou a porta.

— Nunca estive tão triste por ser impedido de entrar num vestiário feminino. — Parou e pensou no que falou. — A minha esposa está do outro lado, então vou continuar falando baixo.

O Antônio riu. O Jonas apoiou a cabeça na parede.

— Eu estava quieto na minha até vocês transformarem a sauna em uma assembleia extraoficial.

— O síndico vai aplicar uma multa na gente — comentei.

O Antônio abriu um olho.

— Ainda bem que ele não tem como saber.

— Só se tivesse uma câmera lá dentro — disse Érico.

Eu ri, mas continuava pensando na Eliana e na Rebecca do outro lado da porta. Na sauna, eu fingira ser só mais um vizinho enquanto as duas mulheres que eu amava estavam de toalha a poucos metros de mim.

A Eliana tinha chamado atenção assim que entrei. Eu conhecia o corpo dela, mas a toalha branca apertada nos seios enormes e nas coxas torneadas continuava acabando comigo. Quando ela se levantava, o tecido subia nas pernas, e eu precisava lembrar que havia gente demais ali para eu perder a cabeça.

A Rebecca me deixava desnorteado de outro jeito. Segurava a toalha com as duas mãos, tentando passar despercebida, mas a cintura fina e a bundinha empinada apareciam quando ela se virava. Até escondida, era linda.

E eu ainda tinha falado da minha namorada na frente da Jéssica. Um homem da minha idade devia saber fechar a boca. Eu estava apaixonado por duas mulheres e com tesão e calor demais para pensar direito.

— Professor, esse plano de treinar o Érico em três dias é real? — perguntou Antônio.

— É. Não vou transformar ele em atleta. Só quero que ele entre em campo sem morrer no primeiro pique e nem desista por vergonha.

— A parte de não morrer me interessa — disse Érico.

— A de não desistir também — completou Antônio.

— Eu não queria passar vergonha na frente da minha esposa — justificou Érico.

— Essa guerra você já perdeu, amigo.

A porta se abriu pouco depois. A Eliana apareceu vestida, usando camiseta soltinha e short esportivo. A pele ainda estava corada pelo calor, e os cabelos continuavam úmidos. A Rebecca vinha atrás, igualmente vestida, com o rosto composto demais para alguém que tinha passado a sauna inteira me olhando em segredo.

— Podem entrar — anunciou Eliana.

A Sarah veio puxando briga com o marido.

— Eu escutei, seu tarado!

Saímos rindo. Mantive distância segura da Eliana e Rebecca, embora as duas tenham trocado comigo olhares rápidos. A Jéssica veio direto na minha direção, com a toalha de cabelo nos ombros e cara de quem tinha farejado uma fofoca.

— Depois você me explica essa namorada misteriosa. Você falou com voz de quem recebe carinho na barriga.

— Isso é uma acusação específica demais.

— Porque é verdadeira.

A Rebecca pigarreou ao lado dela, fingindo atenção em outra coisa. A Eliana virou o rosto para esconder um sorriso. Eu queria dizer à Jéssica que não tinha uma namorada misteriosa. Tinha duas. Uma adorava brincar com a minha barriga, e a outra estava descobrindo que gostava da mesma coisa. Só que ainda não podíamos contar.

A Natália surgiu pronta para sair, de short preto de corrida e camiseta leve. Os cabelos ruivos presos tinham fios úmidos caindo ao redor do rosto. Ela tinha coxas grossas, cintura fina e uma bunda grande, alta e redonda que o short marcava a cada passo.

— Vamos antes que ele fuja — disse Natália, olhando para mim e pro Érico.

— Estou disposto a sofrer, desde que sobreviva — respondeu ele.

Sarah se aproximou do marido e beijou sua bochecha.

— Vai lá. Eu acredito que você vai reclamar o caminho inteiro e sobreviver.

— Isso é amor conjugal — comentei.

— Sua namorada misteriosa pega no seu pé assim? — insinuou Jéssica.

— Aposto que pega — respondeu Eliana, cruzando os braços.

A Rebecca olhou para o chão. Respirei fundo.

— Vamos treinar o Érico antes que a noite acabe.

Fomos para a academia na esquina. O Érico parou na entrada da academia encarando os aparelhos como quem tinha cometido um erro grave.

— Começa andando na esteira — disse Natália.

— Eu achei que meu sofrimento começaria mais devagar.

— Começou. Sobe.

Eu subi na esteira ao lado dele, enquanto a Natália ficou do outro lado. Começamos com caminhada rápida. No terceiro minuto, ele já respirava mais pesado e puxava a camiseta para secar o suor da testa.

— Isso já é rápido demais para caminhada.

— Relaxa os ombros — falei quando entramos no trote. — Não corre travado.

— Estou tentando manter meus órgãos no lugar.

A Natália riu e mostrou o ritmo sem esforço. O short se mexia sobre a bunda redonda a cada passada, e precisei me concentrar nos números da esteira. Eu amava Eliana e Rebecca, mas continuava tendo olhos e a Natália era uma ruiva gostosa, suada e correndo a menos de um metro de mim.

Ao final do aquecimento, o Érico desceu e apoiou as mãos nos joelhos.

— Neste momento, estou pior do que quando cheguei.

— Daqui a pouco melhora. Hoje ninguém vai arrebentar você.

Passamos para agachamentos sem carga e exercícios leves de mobilidade para as pernas. A Natália mostrava e o Érico copiava com dificuldade e eu corrigia o que ele fazia torto. Quando se desequilibrou num avanço, ela segurou seu braço.

— Faz menor. Você não precisa impressionar ninguém hoje.

— Ótimo, porque não teria como.

— Quinta você só precisa ajudar o Rogério e não entregar o jogo por falta de fôlego — falei.

Ele me olhou com menos brincadeira.

— Eu quero ajudar o Rogério. Mas poxa, uma coisa é bater uma bolinha com amigos. Ele precisava aceitar apostar resultado com um cara que vai trazer carniceiros?

Aquilo era o Érico de verdade, por baixo da piada e da insegurança. Um sujeito que se achava apagado perto de homens como Enéias, mas que aparecia quando importava.

— Então, você já fez a parte principal. O resto é ficar um pouco menos ofegante até quinta.

A Natália lhe entregou uma garrafa de água e o elogiou. Saímos da academia e fomos até o pequeno parque que ficava a poucas quadras do condomínio. A noite estava agradável, com gente caminhando e alguns corredores passando. Foi quando Natália anunciou duas voltas curtas na pista.

— Vocês disseram parque. Eu achei que era passeio.

— Vai no seu ritmo — falei. — Caminha rápido, trota um pouco e volta a caminhar. Quinta, você vai precisar repetir esforços curtos.

— Posso reclamar enquanto corro?

— Desde que continue correndo — disse Natália.

A primeira volta foi tranquila. Caminhamos um trecho e trotamos outro. A Natália ficou ao lado do Érico, corrigindo sua passada sem transformar aquilo numa aula insuportável. Eu vinha do outro lado, conversando o suficiente para perceber se ele ainda conseguia falar sem perder o ar.

Na segunda volta, ele ficou alguns passos para trás. A Natália continuava leve. As pernas firmes absorviam cada passada, e a bunda se movia sob o short preto de um jeito que complicava as minhas tentativas de parecer respeitável.

Desviei tarde demais e encontrei a Natália me olhando de lado.

— O paciente ficou para trás — disse ela.

Ela assentiu e diminuiu o passo para esperar o Érico. Fizemos mais alguns minutos de caminhada pro Érico recuperar o ar. A camiseta dele estava encharcada, mas ele continuava de pé.

— Eu não sou bom com bola — disse. — Mas posso ficar no meio, atrapalhando, marcando alguém.

— Exato — respondi. — Corre pouco, ocupa espaço, não inventa drible e passa a bola rápido.

— Minha carreira vai ser baseada em ser um obstáculo.

— Tem muito jogador profissional ganhando fortuna com isso — disse Natália.

Quando voltamos ao condomínio, a Natália se virou para mim.

— Amanhã, no mesmo horário?

— Vai ter que ser mais cedo porque tenho um compromisso de noite.

— Arranja gente pro Rogério — disse Natália. —Eu topo ser reserva, mas prefiro entrar com chance de vitória.

— Eu aviso.

Ela sorriu e seguiu pro elevador. De costas, com os cabelos ruivos agora soltos e úmidos na nuca, o short colado nas pernas e naquela bunda redonda, continuava sendo difícil não olhar. Olhei por tempo suficiente pra admitir mentalmente que era um safado, mas pouco o bastante pra continuar merecendo respeito.

Meu celular vibrou. Era uma mensagem da Eliana.

[Eliana]: “Estamos na sua casa.”

Logo abaixo veio outra, da Rebecca.

[Rebecca]: “Nós trouxemos comida. E precisamos conversar sobre você falar demais em saunas.”

Abri a porta e senti cheiro da comida. A Eliana fechou a porta atrás de mim. Ela usava short curto de algodão e uma regata escura. Tinha tomado banho, e os cabelos ainda úmidos caíam pelos ombros. A regata marcava os seios grandes e pesados. O short deixava as pernas grossas de fora e acompanhava a bunda redonda quando ela andava. Eu já tinha visto aquela mulher nua e dormido agarrado com ela, mas meu cérebro ainda falhava quando a encontrava daquele jeito.

Eliana colocou um dedo nos lábios.

— Fala baixo. A Rebecca ficou ansiosa esperando você.

— Eu ouvi isso — respondeu Rebecca, da sala.

Ela estava sentada no sofá, usando short claro e camiseta macia. Quando se levantou, a roupa mostrou a cintura fina, as pernas bonitas e a bundinha firme. A Rebecca me abraçou e me beijou com mais fome do que de costume.

— Você demorou.

— O Érico descobriu que tem pulmões. Também descobriu que eles doem.

A Eliana veio pelo outro lado, beijou-me e tocou minha nuca.

— Você está fedendo.

— Isso é bom ou ruim?

— Decido depois do banho.

A Rebecca pegou uma toalha pequena no braço do sofá e jogou em mim.

— Primeiro seca esse rosto. Você vai deixar suor em tudo.

— Cheguei e já recebi beijo e ordens. Parece casamento.

As duas ficaram em silêncio por um instante. A Eliana abriu um sorriso pequeno. A Rebecca desviou os olhos.

— Vem comer antes que esfrie — disse ela.

Tomei um banho rápido e voltei logo para mesa. Comemos conversando sobre os nossos trabalhos e a vida. A Eliana disse que o dia no trabalho foi quase metade sobre os preparativos pra viagem de 10 dias para plataforma na Bacia de Campos que faria em dois dias. A menção da viagem derrubou um pouco o humor da Rebecca. A Eliana ficou mexendo nos dedos da amiga, olhando para as duas mãos unidas sobre a mesa.

— Eu queria estar aqui na quinta — disse Eliana. — Queria estar com vocês, apoiar vocês lá.

— Você vai voltar logo.

— Eu sei. Só não gosto de deixar um monte de pendência para trás. Sinto como se as coisas aqui no prédio mudassem radicalmente toda semana.

A Rebecca se levantou, foi até o lado dela e a abraçou por trás. A Eliana apoiou a cabeça nos braços dela. Ainda não tinha me acostumado a vê assim, tão unidas. Uma relação crescendo com carinho.

— Nós vamos falar com você todos os dias — disse Rebecca. — E quando voltar, vamos estar aqui.

A Eliana sorriu, beijou a mão dela, levantou da cadeira, veio até mim e sentou no meu colo de lado, com o short subindo nas coxas. Passou os braços pelo meu pescoço e me beijou devagar. Senti os seios dela contra meu peito e o calor do corpo dela no meu.

— Você ficou muito comportado na sauna — disse ela. — Merece um prêmio.

Depois da janta, fomos para sala assistir algo. Fiquei mais um tempo lavando os tempos e, quando voltei, o menu parado da Netflix denunciava que as duas ainda debatiam qual filme escolher. A Eliana estava com as pernas dobradas sobre o sofá e a Rebecca encostada nela. As duas olharam para mim ao mesmo tempo.

Sentei no meio das duas. Escolhemos um filme, mas na prática ninguém prestava atenção na televisão. A mão da Eliana estava sobre a minha coxa, e a Rebecca apoiava a cabeça no meu ombro. Eu beijava os cabelos de uma enquanto segurava a mão da outra.

— A Jéssica vai descobrir — disse Rebecca.

— Eu vou me controlar.

— Você fica mole quando falam de relacionamento — disse Eliana. — É bonito, mas nos coloca em risco.

A Rebecca ergueu o rosto para mim.

— Eu não quero esconder para sempre.

— Nem nós. Só precisamos arrumar nossas vidas primeiro — respondi.

A Eliana me beijou e chamou a Rebecca para perto. As duas se beijaram com cuidado. Rebecca se afastou vermelha, mas sorrindo.

— Isso ainda me deixa nervosa — confessou ela.

— A mim também. — respondeu Eliana. — Mas é um nervoso bom. Eu percebi que gosto de fazer isso.

— Eu também gosto quando é com você — admitiu Rebecca.

— Teve outra?

— Sim, mas foi meio que por acidente. E foi só um selinho.

Toquei o rosto das duas.

— Sem pressa. Tudo no tempo de vocês.

— Hoje, eu não quero pressa — disse Rebecca.

A Eliana sorriu.

— Desliga a televisão, Carlos.

Eu mal desliguei e as duas me puxaram para o quarto. Fui com elas sorrindo.

Um minuto depois, eu já tinha esquecido o cansaço. A Eliana me beijava como se quisesse compensar todas as horas em que precisou fingir distância de mim diante dos outros. A Rebecca tirava a própria camiseta com uma pressa envergonhada, ainda vermelha, mas sem recuar.

Estávamos de short e camiseta, mas isso durou pouco. Enquanto a Rebecca arrancava a minha camisa, a Eliana puxando short e cueca de uma vez, me deixando nu diante das duas, que deram um sorriso safado.

A Rebecca ficou olhando para o meu pau subindo, respirou fundo e tirou o short claro devagar, revelando a cintura fina, as pernas bem desenhadas e aquela bucetinha peludinha que combinava demais com o jeito comportado dela. A Eliana se despiu logo depois. Quando a regata saiu, seus seios enormes ficaram livres, pesados, bicudos, com as grandes aréolas escuras. O short desceu pelas coxas grossas e mostrou a bucetona raspadinha, rosada, inchada de tesão.

Eu me sentei na beira da cama, ainda meio hipnotizado pelas duas. A Eliana se ajoelhou entre as minhas pernas, segurou meu pau pela base e olhou para cima com aquela confiança que sempre me desmontava.

Ela passou a língua na ponta, lambendo a primeira gota que já tinha aparecido. Depois desceu devagar, molhando a cabeça do meu pau, passando pela haste e chegando até as minhas bolas. A boca quente dela chupou uma de cada vez, sem pressa, enquanto a mão subia e descia no meu pau. Eu apoiei uma das mãos no colchão e a outra nos cabelos dela, tentando controlar o corpo para não gozar cedo demais.

A Rebecca veio para o lado, ajoelhada na cama. Ela observava tudo, ainda com aquele pudor que nunca sumia por completo, mas cada vez mais misturado com tesão. A Eliana chupava a cabeça do meu pau olhando para mim, movendo a mão com força na base. Eu gemi baixo e vi a Rebecca apertar as coxas.

— Vem ajudar — disse Eliana, tirando meu pau da boca só o suficiente para falar.

Foi quando a Rebecca se aproximou. Primeiro tocou meu peito, depois desceu a mão pela minha barriga, que a academia vinha diminuindo progressivamente. Ela não parecia incomodada por não ser um tanquinho e ainda ter as marcas da idade e o excesso de pele de quem emagreceu uns 15 Kg nos meses anteriores. Pelo contrário, fez carinho nela com uma doçura que me atingiu antes mesmo da boca dela tocar meu pau. Quando finalmente me chupou, veio com cuidado, engolindo a cabeça, usando a língua de um jeito mais tímido que o da Eliana, mas com uma vontade que me deixou duro feito pedra.

A Eliana subiu sobre mim e me beijou. O gosto dela misturado ao meu próprio gosto me deu uma descarga de tesão. Enquanto me beijava, ela levou a mão para trás e acariciou a cabeça da Rebecca, incentivando a amiga a continuar. Eu sentia a boca da Rebecca no meu pau e a língua da Eliana na minha boca. As duas me prendiam por lados diferentes, e eu pensava que nem um sonho deveria ser tão bom.

A Eliana se ergueu e passou a buceta molhada pela minha coxa. A pele bronzeada dela estava quente, a bunda grande se movia sobre mim, e os seios enormes balançavam perto do meu rosto. Eu segurei a cintura dela, puxei-a para cima do meu colo e senti a entrada da buceta dela roçar na cabeça do meu pau. A Rebecca tirou a boca de mim por um instante, lambendo os lábios, e ficou observando.

— Quero você dentro de mim — disse Eliana, baixo.

Eu segurei meu pau e alinhei na entrada da buceta. A Eliana desceu devagar, me engolindo com aquela buceta quente que eu já conhecia e ainda assim parecia nova toda vez. Ela fechou os olhos e soltou um gemido rouco quando sentou até o fim. Minhas mãos foram para seus seios. Chupei um mamilo, depois o outro, sentindo os bicos duros na minha língua. A Eliana começou a rebolar no meu colo, primeiro lenta, depois com mais força.

A Rebecca estava ao nosso lado. A mão dela desceu para a própria buceta peludinha e começou a se tocar enquanto via a Eliana cavalgar meu pau. Aquilo parecia surreal e, meses antes, soaria inacreditável. A minha namorada evangélica, tão cheia de conflito e culpa, se masturbando ao lado da mulher mais gostosa que eu já tinha visto, enquanto essa mesma mulher, que também era minha namorada, me montava com a naturalidade de quem sabia exatamente o quanto eu era dela.

— Chupa as bolas dele, Rebecca — mandou Eliana, sem parar de rebolar.

A Rebecca hesitou por um instante, depois obedeceu. A boca dela voltou para baixo, chupando as minhas bolas enquanto a Eliana subia e descia no meu pau. Eu segurei a bunda da Eliana com as duas mãos, apertando aquela carne firme e macia, dando tapas leves que arrancaram dela gemidos mais altos. Ela inclinou o corpo para frente, me beijou e puxou a Rebecca pelo cabelo com carinho, trazendo a boca da amiga para perto da dela.

As duas se beijaram por cima de mim. A Eliana ainda cavalgava meu pau e a Rebecca ainda segurava minhas bolas com uma das mãos. O beijo delas já tinha menos medo do que antes. Continuava cuidadoso, mas agora vinha com língua, com gemidos pequenos, com uma curiosidade que crescia cada vez que os corpos se encostavam. Eu olhava aquilo e sentia uma mistura de orgulho e tesão. Parte de mim ainda achava que eu ainda acordaria sozinho, preso num casamento infeliz com a Odete e barrigudo, descobrindo que tudo aquilo tinha um sonho muito ousado.

A Eliana saiu de cima de mim antes que eu chegasse perto do gozo. Desceu pela minha barriga, chupou meu pau por alguns segundos e então se afastou, puxando a Rebecca para a cama.

— Deita — mandou.

A Rebecca deitou de costas, abrindo as pernas. A buceta dela estava molhada, os pelos castanhos grudados de leve, e a mão dela ainda tremia um pouco quando afastou os joelhos. A Eliana subiu ao lado dela e se deitou de barriga para cima, também abrindo as pernas. Ver as duas assim, uma ao lado da outra, foi quase covardia. A Eliana, com aquela bucetona raspada e os seios grandes espalhados sobre o peito. A Rebecca, mais delicada, com os seios menores e firmes, a cintura fina e a bundinha empinada afundando no colchão.

Fui primeiro na Rebecca. Beijei a parte interna das coxas dela, subi devagar e lambi a buceta com calma. Ela gemeu e levou uma das mãos aos meus cabelos. A Eliana, ao lado, abriu as próprias pernas mais um pouco, se tocando enquanto me via chupar a amiga. Enfiei dois dedos na Rebecca e senti a buceta apertar ao redor deles. Chupei seu grelo até ela começar a perder o controle dos gemidos, então me virei pra Eliana e mergulhei a boca naquela buceta molhada que parecia me chamar.

Fiquei alternando entre as duas. Chupava a buceta de uma, dedava a outra. Depois invertia. Quando ia pra Eliana, ela segurava a minha cabeça e empurrava a buceta contra a minha boca. Quando eu voltava pra Rebecca, ela tentava manter alguma compostura, mas falhava cada vez mais. Em algum momento, a Eliana virou o rosto e beijou a Rebecca de novo. As duas gemeram uma na boca da outra enquanto eu as chupava alternadamente, e aquilo bastou para me deixar tão duro que quase doía.

A Rebecca gozou primeiro. A coxa dela tremeu ao redor da minha cabeça, a mão apertou os meus cabelos e o gemido veio abafado porque a Eliana colou a boca na dela. Continuei chupando até ela pedir ar. Depois, fui pra Eliana com mais fome, enfiei a língua nela, lambi seu grelo e passei um dedo pela entrada do cuzinho. Ela arqueou a bunda, oferecida, e em poucos minutos também gozou, gemendo com a boca grudada no pescoço da Rebecca.

Eu subi pela cama e beijei as duas. Meu pau roçou na coxa da Rebecca, e ela mesma o segurou, levando-o à própria buceta. A Eliana percebeu e sorriu, ainda ofegante. A Rebecca me olhou com carinho e tesão, como se pedisse sem precisar dizer. Entrei nela devagar. A buceta apertada dela me recebeu com uma pressão quente, e precisei respirar fundo para não perder o controle.

Meti na Rebecca com calma no começo. A Eliana ficou ao lado, beijando a minha boca e acariciando os seios da amiga. Depois, ela se inclinou e beijou a Rebecca também, deixando-a ainda mais excitada. Eu aumentei o ritmo. A cama começou a ranger. A Rebecca gemia com o rosto virado para o lado, mordendo os lábios, até perder a vergonha.

— Mais forte — pediu, quase sem voz.

Obedeci. Segurei as coxas dela e passei a meter fundo, sentindo a buceta me apertar a cada estocada. A Eliana desceu a mão para o próprio grelo e começou a se siriricar assistindo. Os seios dela subiam e desciam com a respiração. Eu metia na Rebecca e olhava pra Eliana, depois voltava a olhar para o rosto da mulher que estava comendo, tentando estar inteiro com as duas ao mesmo tempo.

Quando senti que estava perto demais, saí de dentro da Rebecca e virei as duas de quatro, lado a lado. A imagem das duas naquela posição quase acabou comigo. A bunda da Eliana era maior, redonda, cheia, com a pele bronzeada e macia. A da Rebecca era menor, empinada, firme, muito bonita no formato compacto. As duas olharam para trás, cada uma do seu jeito. A Eliana com provocação aberta. A Rebecca com vergonha e expectativa.

Entrei primeiro na Eliana. Meti até o fim e segurei sua cintura. Dei algumas estocadas fortes, ouvindo o som molhado da buceta dela recebendo o meu pau. Depois, saí e entrei na Rebecca, que gemeu alto no travesseiro. Passei a alternar entre as duas. Uma sequência na Eliana, outra na Rebecca. Enquanto comia uma, dedava a buceta da outra. A Eliana olhou para trás, os cabelos escuros caindo sobre o ombro, o rosto vermelho de tesão.

— Não pense que a gente não viu você secando as nossas amigas, Carlos! Não vá ficar com raiva de eu ter olhado o Antônio porque eu vi bem pra quais você olhou.

Ela soltou a frase entre gemidos. Meio acusação, meio provocação. Eu meti mais fundo na Eliana antes de responder. Bom, eu tinha olhado mesmo. Na sauna, tinha uma dúzia de mulheres incrivelmente gostosas, todas suadas e com toalhas brancas mínimas. Até o Rogério teria olhado. Ainda assim, o meu coração estava naquele quarto.

— Eu só olhei — respondi, ofegante. — Eu nunca faria nada com nenhuma mulher sem que vocês autorizassem.

— A gente sabe — gemeu Rebecca, com a voz falhada.

— Agora, volta a meter! Mete! — mandou Eliana.

Voltei a meter com força na Eliana. Saí e entrei na Rebecca. Fiquei nesse ritmo até as duas começarem a se empurrar contra mim, impacientes, querendo mais. Depois, me afastei e voltei a chupar as duas. Lambi a buceta da Rebecca e depois seu cuzinho. Ela ficou tensa por um instante, então relaxou. Na Eliana, eu fui mais fundo. Ela estava cada vez mais aberta à experiência. Abriu a bunda com as próprias mãos e ofereceu o cuzinho para minha língua.

Chupei a Eliana com vontade. Lambi o cuzinho dela em movimentos lentos, molhando tudo, enquanto os meus dedos entravam na buceta da Rebecca. A Eliana gemia de um jeito rouco, empurrando a bunda contra a minha boca. Quando enfiei a língua nela, ela tremeu e levou os dedos à própria buceta, se esfregando com força. A Rebecca observava aquilo com os olhos arregalados, excitada e assustada com a naturalidade da amiga.

Eu tirei a boca da Eliana e voltei a meter na Rebecca. Ela estava de quatro, a buceta tão molhada que meu pau entrou fácil. Enquanto eu comia Rebecca, a Eliana se posicionou por cima dela, de quatro também, e ofereceu a buceta à boca da amiga. A Rebecca hesitou de novo. A Eliana ficou ali, perto o suficiente, esperando a decisão da Rebecca.

A Rebecca olhou para mim, depois pra bucetona da Eliana. Em seguida, segurou a coxa dela com uma das mãos e passou a língua devagar. A Eliana fechou os olhos e gemeu. Aquele som pareceu dar coragem à Rebecca, que chupou de novo, mais firme. Eu continuei metendo na buceta da minha namorada evangélica enquanto ela chupava a Eliana.

A Eliana se empurrou contra a boca da Rebecca, gemendo mais alto. Eu segurei a bunda dela aberta e voltei a lamber seu cuzinho enquanto ainda metia na Rebecca. A posição me exigia demais, mas o tesão cobria qualquer incômodo. Lambi a Eliana, enfiei um dedo nela com cuidado e senti o cuzinho se fechar ao redor. Ela soltou um palavrão baixo, gostoso, e empurrou para trás.

— Isso, Rebecca... Isso, Carlos...

A Rebecca gemeu com o pau dentro dela, a boca ainda ocupada na buceta da Eliana. Eu meti mais forte nela, tirei o dedo do cu da Eliana e dei um tapa na bunda grande da minha engenheira. A marca ficou vermelha por alguns segundos. Ela gostava daquilo, com parcimônia.

A Rebecca gozou de novo pouco depois. A boca dela se afastou da Eliana, o corpo inteiro perdeu firmeza e ela deixou o rosto cair no colchão. Eu saí dela antes que o meu próprio gozo viesse e puxei Eliana para perto. Ela entendeu antes de eu falar. Deitou-se de costas, abriu as pernas e me chamou com os dedos.

Entrei na buceta dela de novo. A sensação me acertou inteiro. A buceta quente, molhada, acostumada comigo e ainda capaz de me enlouquecer. A Eliana envolveu minhas costas com as pernas fortes, puxando-me para dentro. Meti fundo, olhando para ela, enquanto a Rebecca se deitava ao nosso lado, acariciando meu braço e beijando o rosto da amiga.

A Eliana me puxou pelo pescoço e me beijou. Um beijo de língua, com os dois com respiração pesada. A mão dela desceu para a minha bunda, me forçando a meter mais fundo. Eu sentia o corpo dela inteiro sob o meu, os seios enormes esmagados contra meu peito, a bunda se erguendo do colchão a cada estocada. A Rebecca passou a beijar o pescoço dela, depois os seios, chupando um mamilo com uma coragem que fez a Eliana gemer dentro da minha boca.

Eu estava perto. Tentei segurar, mas a Eliana percebeu.

— Vai gozar? — disse, ofegante. — Goza em mim.

A Rebecca levantou o rosto, ainda corada, e me olhou com aquela mistura de carinho e safadeza que ela vinha aprendendo a mostrar.

— Goza nela.

Aquelas duas me olhando daquele jeito acabaram com qualquer tentativa de resistência. Meti mais algumas vezes, enterrei o pau na buceta da Eliana e gozei dentro dela. O gozo veio forte, arrancando um gemido meu que tentei abafar no ombro dela. A Eliana me segurou apertado, recebendo tudo, tremendo junto comigo. A Rebecca beijou minha boca enquanto eu ainda gozava, e por alguns segundos o quarto ficou reduzido aos corpos colados e à respiração descontrolada dos três.

Fiquei dentro da Eliana até meu corpo começar a amolecer. Quando saí, ela continuou deitada, abrindo as pernas um pouco mais. O meu leite começou a escorrer da buceta dela. Isso me deu uma satisfação quase vergonhosa. A Rebecca olhou também, mordendo o lábio. A Eliana passou dois dedos ali, espalhou um pouco no grelo e levou à própria boca.

A Rebecca se aproximou da Eliana e a beijou. O beijo delas veio lento e cansado, mas íntimo. A Eliana segurou o rosto da Rebecca com carinho, e eu fiquei olhando as duas com o coração batendo. A minha vida tinha mudado completamente desde as duas e eu estava mais que disposto a completar a transição para me tornar o homem merecedor do amor das duas.

Eu me deitei ao lado delas, exausto. A Rebecca apoiou a cabeça no meu peito. A Eliana se encaixou do outro lado, com uma perna sobre a minha. Fiquei acariciando os cabelos das duas, sentindo o suor esfriar na pele. Eu sabia que dali a pouco precisaríamos tomar banho e recolher as roupas. As duas precisariam decidir se voltariam pros seus apartamentos logo, arriscando algum vizinho acordado no caminho ou se dormiriam comigo, tendo que acordar no meio da madrugada para voltarem pra suas casas e vestirem as roupas de suas personas do trabalho.

A Eliana quebrou o silêncio primeiro.

— Você aguenta amanhã?

— Depende do que você quer dizer com aguentar.

— Eu viajo depois de amanhã. Quero você inteiro amanhã de noite.

Rebecca ergueu o rosto, séria e vermelha ao mesmo tempo.

— Que tal vocês irem pra um jantar romântico? Um jantar só os dois?

— Você não vai se incomodar? — perguntou Eliana.

— Claro que não. Vou ter o Carlos por dez dias por causa dessa viagem. Você tem todo o direito de ter ele só para si por uma noite.

Eu ri, cansado, e beijei a testa da Rebecca. Depois beijei a boca da Eliana.

— Eu amo vocês duas.

A Rebecca fechou os olhos, encostada em mim.

— Também te amo.

A Eliana passou a mão pela minha barriga, daquele jeito que a Jéssica tinha acusado mais cedo sem saber que estava falando da própria amiga.

— Eu amo vocês. E, Carlos?

— O quê?

— Na próxima sauna, fala menos.

Eu não tive força para discutir. Apenas abracei as duas e aceitei a bronca, porque, no fundo, ela tinha razão. Eu precisava aprender a proteger nosso segredo até que pudéssemos pensar numa força de assumir tudo sem que se tornasse um escândalo. A Rebecca ainda estava com fama de “infiel” em uma ala mais conservadora do prédio por causa do divórcio com o Maurício e a Eliana ainda tinha o casamento com o Leandro para resolver.

Na terça-feira de manhã, acordei moído e feliz. A Eliana e a Rebecca tinham ido pros seus apartamentos por volta das 4h da madrugada para evitar que as vissem. Mas deixaram recados para minha em post-its na porta do guarda-roupa.

“Coloquei cinco alarmes a mais. Você tem aula hoje cedo.”, a letra era da Rebecca.

“Nossa espiã Letícia vai tomar conta de você para que tenha juízo.”, a letra era da Eliana.

“Hoje à noite, você é MEU!”, nem precisei reconhecer a letra para saber que era da Eliana.

Cheguei à faculdade de carro pensando na viagem da Eliana e nos dias em que eu ficaria mais sozinho com a Rebecca. Eu amava as duas, mas ainda estava aprendendo a dividir presença sem deixar nenhuma delas se sentir menor.

Também precisava ajudar o Rogério a arrumar jogadores pro seu time. Estávamos com uns dois jogadores bons, algumas mulheres e idosos na reserva e várias vagas abertas no time titular.

Encontrei a Alessandra perto da entrada, segurando um café e olhando pro celular com uma expressão cansada. Ela usava blusa clara e calça escura. Mesmo vestida sem chamar atenção, continuava gostosa. Loira cacheada, corpo forte, seios médios, coxas grossas e uma bunda cheia que a calça não escondia.

— Você está com uma cara péssima — disse ela.

— Bom dia para você também.

— Dormiu mal?

— Esta é a minha cara normal.

Ela tomou um gole do café.

— Então, você precisa dormir mais.

Natália apareceu logo depois, de mochila no ombro e cabelos ruivos presos. Usava camiseta azul e calça jeans. Tinha pernas fortes, cintura fina e uma bunda grande e redonda.

— Bom dia — disse ela. — Ainda procurando jogador para quinta?

— Ainda.

Foi quando o Everaldo apareceu vindo do estacionamento, com uma pasta debaixo do braço. Ele era um sujeito desses que chegavam sorrindo e cumprimentavam todo mundo como se estivesse sempre num dia particularmente bom. Assim que viu a Natália, abriu um sorriso ainda maior e passou a mão no cabelo. Normal. A Natália era bonita demais para um homem não arrumar a postura quando ela aparecia.

— Everaldo, você joga futebol? — perguntei.

— Jogo.

— Um amigo meu está montando um time para quinta à noite. Estamos precisando de alguém que realmente saiba jogar.

— Quinta? Estou dentro.

Ele respondeu sem tirar os olhos da Natália. Antes que eu dissesse onde seria, que horas começaria ou contra quem jogaríamos.

— Vai ser no campo perto do condomínio onde eu, Jonas, Alessandra e Natália moramos — expliquei. — O jogo vai ser contra outro time de moradores.

— Tranquilo. Pode contar comigo.

A Natália sorriu, contente com a solução.

— Obrigada pela ajuda.

O Everaldo virou o corpo inteiro para ela.

— Se você vai estar lá, eu chego mais cedo. Posso aquecer contigo antes do jogo.

— Eu não vou entrar em campo — respondeu Natália. — Só ajudar de fora. Chega no horário e joga bem, que já está ótimo.

— Por você, eu jogo até machucado.

A Natália riu, sem dar importância à frase.

— Não seja exagerado. É só um jogo.

Gostei da animação do sujeito. O Rogério precisava justamente de alguém disposto a se esforçar. A Alessandra ficou em silêncio, tomando café e olhando para ele com uma expressão divertida.

Peguei o celular e avisei o Rogério.

[Carlos]: “Consegui mais um colega, Everaldo, para quinta.”

[Rogério]: “Você acaba de me poupar de convocar o cara do RH.”

Guardei o celular rindo. Seguimos para dentro do prédio. O Everaldo caminhou perto da Natália durante parte do corredor, perguntando se ela iria assistir ao jogo inteiro e dizendo que podia ajudá-la em qualquer treino que ela estivesse fazendo naquela semana. Achei simpático da parte dele. O homem acabara de entrar no time e já parecia interessado em se enturmar.

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Olá, leitores. Eu sou a Eliana. O Carlos já me apresentou no começo do capítulo, mas eu preciso continuar a narrativa do capítulo no lugar dele a partir daqui. Tomara que não se incomodem.

Eu estava indo para o trabalho arrumada demais para uma manhã comum. Calça de alfaiataria clara, blusa de tecido fino, blazer leve, salto, cabelo solto e escovado. Tudo no lugar, inclusive os seios, dentro do possível. Seria um dia corrido e complicado. Tinha reunião, mala pra terminar e uma viagem à noite que me deixaria dez dias fora da minha vida.

Quando a porta do elevador abriu, encontrei o Jonas e a Carolina. Entrei, dei bom dia e abracei a Carolina com força. Ela me apertou de volta. O perfume dela, a postura elegante, o cabelo escuro preso baixo, os óculos finos, tudo parecia no lugar. Mas quem conhecia ela tão bem quanto eu sabia que ela ainda estava na bad há semanas.

— Vou sentir sua falta.

— Eu também. Cuida de você.

Ela sorriu, mas os olhos continuaram cansados.

— Eu cuido.

— Cuida mesmo. E sai de casa. Toma sol. Para de usar livro grosso pra afastar homem.

A Carolina riu, me chamou de grossa e ficou um pouco vermelha. Dei outro abraço nela antes de chegarmos à portaria. Quando ela saiu, acompanhei com os olhos. Ela atravessou o hall com aquele jeito controlado e discreto. E triste para quem nota as entrelinhas.

O Jonas continuou no elevador comigo até a garagem. Ele estava acabado. Olheiras fundas, camisa amassada, cabelo desalinhado, barba por fazer. Parecia machucado e bambo. Até o sorriso dele pareceu dolorido.

Na garagem, ele seguiu pra saída com o celular na mão.

— Vai pra onde? — perguntei.

— Pra frente do prédio. Chamar um Uber.

— Ué. Cadê seu carro?

— Com a Cinthia.

Eu destravei o carro e parei com a porta aberta.

— Entra. Eu te dou carona.

Ele suspirou. Se fosse outra pessoa, como o meu ex-professor safado Jurandir (esse filho da puta vivia dando em cima das alunas e trocava sexo por nota. Ainda bem que nunca tentou nada pro meu lado, senão eu teria chutado as bolas daquele infeliz antes do final da primeira frase), eu ia dizer que a cara dele era a de um vilão que fica constrangido quando lhe dão o pirulito em vez dele roubá-lo.

— Eliana, obrigado, mas o campus é muita contramão pro seu trabalho e teria outras pessoas daqui que poderiam me dar c-

— Entra no carro, Jonas!

— De verdade, não precisa.

— Entra no carro, Jonas!

Ele suspirou. Talvez soubesse que, dessa vez, eu não estava oferecendo carona só por bondade. E estaria certo.

Dirigi alguns minutos em silêncio, esperando o trânsito abrir um pouco. Ele afundou no banco do passageiro, com o rosto virado para a janela.

— Eu amo muito a Carolina — comecei.

Ele abriu os olhos e olhou para mim de lado, sem levantar a cabeça.

— Amo mesmo. Ela é inteligente, linda, boa, e tem essa mania irritante de fingir que não precisa de ninguém. Quando sofre, se fecha. Ela pega todo aquele gosto por filosofia e sei lá mais o que para usar como parede. Passar uma aura de meio arrogante. Aí os homens acham que ela é difícil e as mulheres, que ela está sendo babaca. Eu olho e vejo uma amiga com medo de levar outra pancada que parece estar pedindo para levar.

— Hm.

— Ela não me contou nada, mas tenho certeza de que teve uma decepção amorosa feia nas últimas semanas. Feia mesmo. Eu conheço a Carolina. Porque por um tempo ela parecia diferente. Rindo mais, saindo mais, menos reclusa. Até as conversas dela estavam mais leves. Depois, alguma coisa deu muito errado e ela voltou a se fechar.

O Jonas continuava quieto, não parecia confortável com o assunto.

— Hm.

— E eu odeio ver ela assim. Odeio mesmo. Porque a Carolina é uma das pessoas mais incríveis que eu conheço, mas quando ela sofre, ela faz essa coisa irritante de fingir que está tudo sob controle. A pessoa pode estar com a alma sangrando e ainda consegue comentar um filme polonês como se nada tivesse acontecido.

Os olhos dele se moveram um pouco para mim.

— Eu não sei quem foi. Ela não me disse. Mas se eu descobrir quem fez a Carolina sofrer, eu esfaquearia e caparia esse homem.

Ele ficou imóvel.

— Você está bem? — perguntei.

— Estou.

— Ficou pálido.

— É o trânsito.

Talvez eu tivesse começado o assunto que precisava falar com ele do jeito errado. Ficamos um tempo em silêncio e retomei de uma forma diferente.

— Notei que vocês estão muito amigos.

— Eu e a Carolina?

— Você e a Carolina. Nas últimas semanas, principalmente.

— Hm.

— Mais do que antes. E você já foi professor dela. Você tem estado perto dela. Vocês conversam bem. Você entende as coisas que ela gosta sem fazer cara de tédio ou revirando os olhos. Vocês têm gostos parecidos. Essas coisas de filme que ninguém vê, livro que é batente de porta, conversa de filósofo que termina em crise existencial.

— Eu não...

— Preciso de um favor grande. Vou ficar dez dias fora. Eu queria que você ficasse de olho nela por mim nesses dez dias. Não como vigia, mas como alguém que quer o bem dela. Chama ela pra sair, vê um filme esquisito com legenda, toma café, fala desses livros que vocês fingem que não são castigo. Só... fica por perto. Ajuda ela a não se enfiar de novo naquela concha.

Ele esfregou os olhos.

— Eu vou tentar.

— Tentar não basta. Quero que você prometa.

Ele ficou calado por tempo demais. O carro avançava devagar, preso no começo do trânsito da manhã. Ele respirou fundo. A voz saiu baixa.

— Eu dou a minha palavra. Pelos próximos dez dias, vou cuidar dela no que eu puder e vou colocar o bem e a felicidade da Carolina na frente do meu. E vou falar com ela sobre a importância de fazer terapia e ajudá-la a procurar uma boa terapeuta para que ela possa reconhecer esse problema e confrontá-lo. Satisfeita?

Na hora, achei bonito. Depois, pensando bem, talvez tenha sido pesado demais pedir promessa para um homem que parecia desmaiar de exaustão a qualquer momento.

— Dramático.

— Você pediu um juramento dentro de um carro cedo da manhã.

Dei uma risada curta e mudei de faixa. A tensão baixou um pouco.

— Obrigada. De verdade. E se você cumprir sua palavra, quando eu voltar vou te dar uma coisa bem especial.

Ele ficou atento na hora.

— Especial? — perguntou acordando na hora. Na hora, apostei que já estava adivinhando o que era. Quis fazer mais suspense.

— Muito especial. Uma coisa que falei com a Cinthia e sei que você quer muito. E eu posso dar.

Ele respirou de um jeito estranho. Talvez estivesse emocionado. O Jonas era difícil de ler porque uma voz paranoica da minha cabeça, obviamente errada e excessivamente paranoica, gritava direto “FOGE DESSE HOMEM!”.

— Um churrascão de aniversário! Você escolhe as carnes, as cervejas, chama quem quiser. Comida e bebida eu banco.

Ele fechou os olhos por um segundo.

— Err... Obrigado?

— Diz aí, quais as carnes que você gosta mais de comer. Pode pedir o que quiser. Aproveita que isso é uma vez na vida.

Ele coçou a cabeça.

— Eu não ligo muito para carne nem cerveja — respondeu, com a cabeça encostada no banco. — Pra mim, carne é carne. Cerveja é cerveja. E presente não se nega. O que você comprar, pra mim, vai estar ótimo e perfeito.

Olhei para ele com pena.

— Jonas, isso foi meio triste e ofensivo aos gaúchos. Mas tudo bem.

Fiquei quieta por alguns segundos. Ele deu um sorriso fraco, desses que quase não saem do rosto. Ficamos em silêncio por alguns segundos. Aí, ele começou.

— Mas a Cinthia não anda bebendo álcool. Então, seria bom ter suco de uva Del Valle. É o favorito dela.

— Certo.

— A Lorena é vegetariana nos meses ímpares. Então, precisa ter alguma coisa pra ela. Queijo coalho separado, pão de alho sem ficar encostando na carne, uns legumes na brasa. Ela gosta de chope, mas se for de dia deve maneirar. Provavelmente vai ficar no suco de laranja. Natural, de preferência. Ela não liga pra marca.

Eu diminuí um pouco na lombada, ouvindo.

— Tá.

— O Antônio gosta muito de coração de frango. Muito mesmo. E não bebe álcool. O suco favorito dele é maracujá. Qualquer marca.

Assenti, já começando a estranhar.

— A Alessandra gosta de fraldinha. A Letícia também. E a Letícia gosta de linguiça calabresa e Heineken. Seria bom ter umas Heineken para ela. A Carolina prefere contrafilé, detesta cupim e costela, e tem bebido cerveja sem álcool. Guinness 0.0 ou Heineken 0.0. Mas duas ou três já dão, porque ela bebe pouco.

Fiquei um tempo sem responder.

O mais estranho era que, como melhor amiga da Carolina que sabe tudo sobre ela, ele tinha acertado cada detalhe da Carolina e provavelmente dos outros também.

— Você vai me mandar isso por escrito — falei. — Essa lista ficou grande demais.

— Mando.

Parei no sinal e olhei para ele.

— Isso foi muito fofo, Jonas. Não sabia que você era um cara tão legal a ponto de lembrar tanto assim de tantos amigos.

Ele abriu a boca, provavelmente para fazer uma piada, mas a piada morreu antes de sair. O rosto dele perdeu a cor. O Jonas encarou o painel incomodado e envergonhado. Se não fosse um cara legal como o Jonas, mas um babaca como o Enéias e o Lucério, eu diria a cara dele era de nojo e auto-aversão por ter percebido tarde demais que se importava com outras pessoas e queria expurgar isso dele.

— Nem eu — disse, extremamente decepcionado.

O sinal abriu. Demorei um segundo para acelerar. Pouco depois, deixei meu segundo ex-professor favorito na faculdade enquanto me atrasava no trabalho. Mas por uma boa causa.

Pois bem, leitor. Nos próximo capítulo, teremos o jantar romântico e a despedida da Eliana. E as últimas preparações antes da partida.

Coloquem nos comentários para o que vocês torcem que aconteçam nos próximos capítulos. Em breve, teremos a continuação.

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NOTA DO AUTOR:

Alguns leitores tinham comentado sobre os gostos da Rebecca em videogame. Como vou demorar um pouco pra próxima seção de respostas dos comentários, queria comentar logo aqui rapidão.

A minha ideia era dar mais uma camada de caracterização à Rebecca que, ao mesmo tempo, não contradissesse sua personalidade e background e permitisse que ela tivesse um elemento de ligação imediato à Sarah.

Érico e Sarah são nerds gamers nível máximo. Capaz dos dois serem daqueles que completam todos os achievements em um mês no máximo, em saves separados. Fora o fato de serem extremamente competitivos e o Érico ter comentado uma vez que a Sarah chegou a mostrar os seios na sala pra distrair ele e vencer uma partida contra ele.

Natália, Rogério, Lisandra e Lorena jogam mais casualmente. Futebol, jogos de luta, jogos FPS, um Homem-Aranha ou série Arkham pelo hype, um Metal Gear ou Uncharted sem muita obrigação.

O que eu tinha pensado pra Rebecca, até pelo contexto do passado dela, era que ela gosta de jogos mais leves e mais casuais. Ela é a pessoa que curte um Super Mario. Jogos de luta seriam violentos, futebol não é a pegada dela e ela acharia Final Fantasy complicado demais pra proposta de se divertir sem pensar muito por uma hora (até porque ela fazia isso às escondidas).

Eu só errei a geração. Quando escrevi “jogos antigos”, pensei em coisas como os jogos do Atari ou o Super Mario World do SNES no máximo. Mas, pela idade da Rebecca e a linha do tempo, ela estaria falando de jogar um Wii com seus Mario Galaxy, Wii Sports, Mario Kart e, quando se sentisse muito ousada, The Sims.

[Sobre a Eliana]

A Eliana vai tirar umas “férias” depois do próximo capítulo para que eu possa me focar em terminar outras subtramas e, quando ela voltar, eu fechar de vez o lance do casamento dela. Vai fazer mais sentido no próximo capítulo, mas a minha ideia era tirar ela de circulação para não parecer que ela está enrolando para chutar o Leandro de vez.

Estou pensando em depois brincar com a fala inapropriada do Érico, comparando a rivalidade dela com a Fernanda com o “duelo dos mais fortes”, Sukuna vs Gojo. E colocar alguma situação que leve a um Eliana vs Fernanda cômico. Um duelo lésbico na cama pra ver qual das duas cansava primeiro seria muito previsível, mas dá pra colocar as duas competindo em algo aleatório como um quizz (o ideal é que seja algo cômico, completamente das áreas de especialidade das duas e que não vilanize a Fernanda) e guardar o sexo lésbico pra Rebecca (com as duas?).

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Foto de perfil genéricaAlberto RobertoContos: 137Seguidores: 307Seguindo: 0Mensagem Em um condomínio de classe média alta, a vida de diversos moradores e funcionários se entrelaça em uma teia de paixões, traições e segredos. Cada apartamento guarda sua história, no seu próprio estilo. Essa novela abrange todas as séries publicadas neste perfil. Os contos sempre são publicados na ordem cronológica e cada série pode ser de forma independente. Para ter uma visão dos personagens, leia: Guia de Personagens - "Eu, minha esposa e nossos vizinhos"

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