Os anos na universidade voaram. O que começou com medo de prova oral e saudade de casa, agora já era quase uma lembrança distante. Estávamos no último ano, prestes a nos formar. A rotina tinha mudado de figura: agora, éramos "quase profissionais".
Eu já andava com meu jaleco branco impecável, botas de borracha e um estetoscópio pendurado no pescoço, parecendo uma médica de verdade. O Lucas, então? Meu Deus. Ele tinha crescido, ficado ainda mais bonito, com aquele ar de homem feito, sério e responsável, que usava camisa social e gravata nos dias de audiência no fórum.
Mas por dentro... ah, por dentro ele continuava sendo o mesmo lobo faminto que me comia na kitnet.
O problema era o tempo. Com as defesas de TCC se aproximando, a pressão estava no limite. Passávamos o dia todo separados: eu no hospital veterinário, cuidando de bichos, e ele no escritório de advocacia, estudando processos. Quando nos encontrávamos à noite na nossa kitnet (que agora era um pouco maior, com móveis de verdade), estávamos exaustos.
Até que a oportunidade perfeita caiu do céu.
— Amor, o professor de Clínica Cirúrgica vai dar um curso intensivo de final de semana numa cidade do litoral — eu contei, mexendo na panela de miojo. — É obrigatório. Eu tenho que ir.
Lucas levantou os olhos do livro de Processo Penal. Ele sorriu, aquele sorriso de canto de boca que eu conhecia tão bem.
— Que coincidência... eu também tenho um "seminário avançado" exatamente nesse mesmo fim de semana. Lá.
Nós dois sabíamos que não era coincidência nenhuma. Nós tínhamos planejado aquilo. Era a nossa desculpa perfeita para fugir de tudo, dos livros e da rotina, e passar 48 horas sozinhos num hotel à beira-mar, não havia nada marcado, da faculdade, era só brincadeirinha
Sexta-feira: O Quarto com Vista para o Mar
Chegamos ao hotel no final da tarde. O lugar era chique, muito mais bonito que os motéis que a gente estava acostumado. O quarto era enorme, com uma cama de casal king size, varanda com rede e uma janela enorme que dava para o mar.
Assim que fechamos a porta, jogamos as malas no chão. Não havia professores, não havia juízes, não havia horário para nada.
— Então, Doutora Clara... — Lucas disse, encostando-se na porta trancada, com as mãos nos bolsos da calça social. — Como é a primeira aula de hoje?
Eu sorri, lentamente começando a abrir os botões da minha blusa.
— A primeira aula é prática, senhor advogado. E o senhor vai precisar tirar a roupa.
Ele não esperou. Em segundos, estávamos nus um na frente do outro no meio do quarto. A pele bronzeada do Lucas, os músculos definidos, o pau dele já duro e pulsando de ansiedade. Eu, com meu corpo magro, seios pequenos e bunda empinada que ele tanto amava.
Ele me puxou para um beijo. Não foi rápido. Foi lento, demorado, com saudade. Ele beijou meu pescoço, desceu pelo meu colo, chupou cada mamilo com vontade, enquanto suas mãos desciam e apertavam minha bunda com força.
— Eu tô morrendo de saudade de comer você com calma, Clara — ele sussurrou, me empurrando suavemente para a cama.
Ele me deitou e se jogou entre as minhas pernas.
O que ele fez a seguir foi uma obra de arte. Lucas abriu minhas coxas e enterrou o rosto na minha buceta como se estivesse com fome há anos. A língua dele era quente, firme, habilidosa. Ele lambeu, chupou, usou os dedos... Ele me fez gozar duas vezes seguidas só com a boca, me deixando tremendo e molhada, pedindo por mais.
— Por favor, Lucas... entra... eu preciso de você dentro de mim...
Ele se posicionou, encaixou a cabeça grossa dele na minha entrada e entrou devagar, fazendo eu sentir cada milímetro dele me preenchendo.
— Ahhh... sim... — gemi, arqueando as costas.
Ele começou a me foder num ritmo gostoso, profundo, olhando nos meus olhos. A cama era grande, macia, tínhamos espaço de sobra. Ele me virou de lado, depois de bruços, me fazendo empinar a bunda para ele.
— Olha pra mim, Clara — ele mandou, batendo o quadril com força. — Olha como eu te fodo gostoso.
— É tudo meu... esse pau é todo meu... — falei, sentindo o prazer tomar conta de mim.
Nós transamos a noite inteira. Comemos pizza pelados na cama, assistimos filme sem prestar atenção, e voltamos a nos amar até o sol raiar. Naquela noite, o estresse do mundo desapareceu. Éramos só homem e mulher, amor e sexo.
Sábado: O Banho e a Surpresa
No dia seguinte, resolvemos aproveitar o hotel. Fomos na piscina de borda infinita, tomamos sol, fingimos que éramos turistas ricos. Mas a tarde, quando voltamos para o quarto, eu tinha um plano.
— Eu vou tomar banho primeiro — disse, entrando no banheiro enorme que tinha uma banheira de imersão.
Abri minha bolsa e peguei o presente que tinha comprado escondida. Um conjunto de lingerie branca, de seda, com renda transparente e uma calcinha fio dental que deixava quase tudo à mostra. Vesti devagar, soltei o cabelo e fiz um coque molhado.
Abri a porta do banheiro com vapor saindo.
Lucas estava deitado na cama, mexendo no celular, mas quando me viu, ele congelou. O celular escorregou da mão dele.
— Puta que pariu... Clara... — ele sussurrou, sentando na cama. — Você parece uma noiva... uma noiva muito gostosa.
Eu caminhei até ele, balançando o quadril. A seda branca brilhava na minha pele.
— É para a nossa formatura, amor... mas você pode tirar agora.
Ele não tirou. Ele agarrou minha cintura, me puxou para cima dele, e me fodeu com a lingerie toda vestida. A sensação da seda fria contra a pele quente era incrível. Ele usou as tiras da calcinha como rédeas, puxando para me fazer rebolar ainda mais em cima dele.
— Você é perfeita, minha veterinária... — ele gemia, segurando meus seios que ficavam à mostra no sutiã transparente.
Eu gozei montada nele, vendo o mar pela janela, sentindo ele me encher de prazer.
Domingo: O Acordar e a Volta
No último dia, acordamos tarde, com o sol batendo no rosto. Estávamos abraçados, nus, suados e felizes.
Lucas passou a mão no meu rosto, olhando fundo nos meus olhos.
— Clara... a gente vai se formar. A gente vai ser gente grande. Ter emprego, carro, casa...
— Sim... — sussurrei, passando a mão pelo peito dele.
— Mas uma coisa não vai mudar — ele disse, beijando meus lábios. — Eu sempre vou te amar. E sempre vou te querer mais que tudo. Nenhuma carreira, nenhum dinheiro, vai ser mais importante que o que a gente tem aqui.
Eu sorri, com os olhos cheios d'água.
— Eu te amo, Lucas. Muito.
Nos arrumamos para voltar. Dessa vez, não foi com tristeza. Foi com a certeza de que, não importava o que a vida nos reservasse — faculdade, trabalho, dificuldades — nós tínhamos um ao outro. E sempre teríamos esses fins de semana secretos para reabastecer o amor e o tesão.
Entramos no carro, de mãos dadas, prontos para enfrentar o futuro. Porque o futuro? O futuro era nosso. E ele ia ser lindo.