Eu mando no jogo - capítulo 5

Da série Eu mando no jogo
Um conto erótico de Hiroki
Categoria: Heterossexual
Contém 934 palavras
Data: 13/04/2026 16:30:21

Depois da noite da aposta na lan house eu não conseguia parar de pensar no Theo. O jeito que ele obedeceu sem reclamar muito, sentado no chão do meu apê, o volume marcando na calça enquanto eu elogiava ele baixinho. Meu corpo reagia sozinho toda vez. Eu tava no treino do dia seguinte suando pra caralho e de repente imaginava ele ali de novo, olhando pra cima com aqueles óculos embaçados. Isso me deixava com um calor gostoso nas coxas e uma umidade que não saía da cabeça. Eu a Rafa alta pra caralho rainha da quadra ficando molhada por causa de um nerd tímido que mal conseguia me olhar nos olhos sem corar.

Naquela mesma tarde ele me ligou. Eu tava no apê depois do treino suada ainda com a regata colada no corpo quando o celular tocou. Atendi com a voz alta e extrovertida de sempre.

— Alô?

— Oi Rafa... sou eu o Theo. Da lan house. Você topa ir no cinema comigo amanhã? Tem um filme de ação que tá em cartaz.

Eu sorri sozinha imaginando ele corando do outro lado da linha.

— Tô dentro baixinho. Mas prepara o bolso porque eu vou te humilhar no jogo de quem paga a pipoca. A gente se encontra na porta do shopping às oito?

— Beleza. Até amanhã então.

— Até amanhã nerd. Não chega atrasado hein.

Desliguei o telefone e me joguei na cama rindo. Meu corpo inteiro reagiu só com a voz dele. Senti um calor gostoso subindo pelas coxas e uma umidade incômoda entre as pernas. Fiquei ali um tempo imaginando como seria o date até o ventilador girando no teto me trazer de volta pra realidade.

Cheguei no shopping na hora marcada. O lugar tava movimentado, gente indo e vindo, cheiro de pipoca e perfume misturado no ar. Eu tava com regata larga do time por cima do top, short jeans rasgado marcando bem as coxas grossas, All Star surrados e cabelo preto curto bagunç ado do jeito que eu gosto. Meu corpo ainda tava quente do treino da tarde, suor seco na pele, músculos das pernas latejando gostoso.

Theo já me esperava na porta do cinema. Camiseta de anime, óculos finos, cabelo castanho bagunçado. Assim que me viu ele corou na hora e ajustou os óculos.

— Você veio.

— Claro que vim. Achou que eu ia fugir de um date com você? Vamos entrar antes que eu mude de ideia e te leve pra outro lugar.

O filme foi ok, mas nenhum de nós ligava muito pra ele. Sentamos no fundo da sala, luzes apagadas, e durante a sessão eu estiquei a perna e encostei meu joelho no dele de propósito. Ele ficou tenso mas não tirou. Meu tesão subiu devagar, aquele friozinho bom na barriga que eu sentia quando bloqueava uma bola impossível na quadra.

Quando o filme acabou a gente saiu do cinema e foi direto pra praça de alimentação. Eu escolhi um lugar de hambúrguer e ele pegou um lanche mais simples. Sentamos numa mesa de canto, bandejas na frente, e eu comecei a falar sobre minha vida, voz alta e extrovertida como sempre, enquanto comia.

— Sabe Theo, eu nunca tive um homem que me entendesse de verdade. Todos os caras que eu namorei queriam me controlar. Queriam mandar no que eu vestia, no que eu jogava, até no rock que eu ouvia. Eu sou 1,80 m de tomboy, jogo volei, ouço rock alto e ninguém nunca aceitou isso sem tentar me abaixar. Você é o primeiro que parece não ter medo da minha altura.

Theo parou de comer por um segundo, olhou pra mim com aqueles olhos brilhando atrás dos óculos e ficou mais manso, mais compreensível.

— Eu entendo isso. As mulheres de hoje em dia nem olham pra mim. Eu sou magrelo, uso óculos, jogo D&D no celular... elas querem cara alto, forte, que mande nelas. Eu nunca tive chance. Obrigado por me dar uma, Rafa. Você me faz sentir... visto.

Ele voltou a comer, agora com mais carinho no olhar, quase devoto. Eu senti um aperto gostoso no peito. Meu tesão misturado com algo mais quente, mais profundo. Enquanto ele falava eu não resisti e deixei meu olhar descer um pouco, passando pela mesa e parando na bunda dele quando ele se inclinou pra pegar o guardanapo. Era uma bunda pequena, magra, mas tinha algo atraente nela, algo que me fez imaginar como seria apertar ela com as duas mãos. Eu mordi o lábio por um segundo e voltei o olhar pro rosto dele antes que ele percebesse.

A conversa continuou leve, engraçada. Eu contei histórias do volei, ele contou sobre as campanhas de D&D que ele joga no celular. Eu ria alto, ele sorria tímido. O tempo passou rápido e quando terminamos de comer eu sugeri ir pro meu apê pra continuar conversando. Ele hesitou um segundo mas aceitou. No caminho eu coloquei o fone no ouvido e deixei Slipknot tocando alto, “Duality” batendo forte no peito. O vento da noite batia no meu cabelo bagunç ado e eu rebolava de leve enquanto andava, sabendo que ele tava olhando.

Chegamos no meu apê pequeno em Pinheiros. O lugar tava do mesmo jeito de sempre, uniforme de volei jogado no sofá, fone em cima da mesa, ventilador girando no teto. Eu fechei a porta e me joguei no sofá, pernas abertas de propósito.

Rolou mais uma massagem nos pes depois disso, foi ótima, mas mes o nao me devendo nada de verdade, eu usei isso como teste do amor dele por mim, e depois de uns minutos, ele foi para a casa dele.

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