Carmilla

Um conto erótico de Lúcia
Categoria: Lésbicas
Contém 3618 palavras
Data: 04/04/2026 22:23:36
Última revisão: 05/04/2026 01:28:32

14, de Julho de 1883

Caro diário, não sei como começar esse relato, definitivamente eu não sei nem se deveria escrever essas páginas, mas a verdade é que se eu não escrever, tenho medo de estar ficando louca, estou confusa, definitivamente e as coisas saíram completamente dos trilhos de como eu previa que seriam, os nobres são…

Melhor começar do começo…

Papai sempre cuidou de mim, por não ter um filho homem ele sempre me levou com ele para ajudar no trabalho no porto, ele não tinha escolha, para ter menos assédio no porto, eu usava roupas, quase masculinas, calças justas, as camisas, claro, isso chamava a atenção de um jeito bem diferente, mas meu pai, dizia que era melhor eu estar protegida perto dos trabalhadores.

Têm um ditado na vila que diz, que uma mulher mais forte que o marido, nunca lhe dará filhos homens, algo que meu pai se ressentia, silenciosamente, da minha mãe e servia de piada pelas costas dele para seus amigos, mas eu seguia pelo mesmo caminho, uma hábil esgrimista para se defender e muito boa em carregar e descarregar caixas de carga.

Eu sempre fui considerada linda e mais de uma vez papai teve que intimidar ou mesmo agredir algum homem, que foi indelicado comigo, porque no fundo, ele estava cuidando de mim e sua maior preocupação era meu dote, para quebrar com a minha reputação de mulher forte de mais, um dote, me permitiria casar bem, qualquer “fraqueza”, acabaria sendo compensada.

Eu nunca trabalhava até anoitecer, mesmo do lado do meu pai, ele achava perigoso uma mocinha após escurecer na rua, principalmente cercada de homens, não era um bom lugar, então ele sempre chegava depois de mim, mas naquela noite seus olhos distantes, diziam que algo havia acontecido.

“Consegui um emprego que vai conseguir o dote da Lúcia.”, apesar da notícia feliz, suas palavras soavam como uma sentença, “Que bom meu amor, acredito que será melhor para todos.”, minha mãe comenta, tentando aliviar, achando que é cansaço, mas ele olha para ela, “Sim mais tarde conversamos.”... Ali eu já sentia que havia algo errado.

Depois que já havia me retirado para o meu quarto, no andar de cima, uma discussão entre os dois, eu tentei ouvir, mas não consegui, apenas alguns lapsos, como minha mãe dizendo, “Você não pode estar pretendendo levar ela naquela casa.”, mas em um momento ela falou um nome, ‘Carmilla’, a condessa que vive em uma mansão, um pouco fora da cidade, aquilo sim me fez gelar o sangue.

Carmilla a condessa, vivendo em sua mansão afastada, cercada de servos e servas, conhecida pela forma generosa como recompensa quem a agrada, mas pela crueldade, que trata quem a desagrada, as histórias, são de punições horríveis, pessoas com cicatrizes permanentes, físicas e mentais, aquilo era suficiente para tremer de medo, o resto era fácil de deduzir, ela ofereceu dinheiro, muito dinheiro e meu pai aceitou…

… … … … … … … … …

Quando chegamos para fazer o trabalho, um dos homens veio falar com o meu pai, um tom de bronca por ter me trazido, algo sobre “Você está louco Addo, ter trazido a Lúcia, você sabe que a Condessa gosta de garotas jovens para seus jogos.”, meu pai olha para ele e para mim, “Sante eu não tenho filho, eu não tenho outro ajudante a não ser ela, a Condessa nos escolheu.”, eu sinto o olhar de pena de Sante para mim, antes de se benzer e anotar nossos nomes para o trabalho.

Estávamos trabalhando a manhã inteira, alguns pararam para comer algo, inclusive, eu, foi quando a vi, a Condessa, ela parecia tão jovem, não deveria ter muito mais que a minha idade, como eu, deveria estar em idade de casamento, se preparando para isso, ela caminhava entre os homens, como um predador, todos se encolhiam e se escondiam a sua passagem, a pele muito branca, os cabelos muito dourados, seu vestido de brocados e seda, seu chapéu protegendo sua pele delicada do Sol.

Ela viu a mim e meu pai e sorriu, meu pai se levantou achando que viria em nossa direção, mas ela não veio, ficaram se encarando por alguns segundos, como se… Como se estivessem se comunicando, ela sorri novamente e se vai, meu pai se senta… “Nunca tinha visto a Condessa tão de perto.”, eu falo, mas meu pai não me ouve…

“Pai?”, ele toma um susto, como se desperto de um sonho, “Oi anjinha?”, “A Condessa. Nunca vi ela tão de perto.”, ele balança a cabeça, “Aquela mulher é o demônio anjo, espero que nunca veja mais perto que isso.”, ele fala isso e se benze antes de continuarmos comendo para voltar ao trabalho em seguida.

Estávamos organizando algumas caixas de carga da condessa que chegaram do porto, quando um vento forte desses comuns em comunidades próximas do mar, principalmente nessa ilha, derrubou uma delas, mas não foi só isso… Eu estava perto, poderia ter me machucado, mas escutei um sussurro no meu ouvido, “Olha para cá.”, quando eu olhei eu vi a Condessa, me senti paralisar e não dei o passo que teria me colocado embaixo da caixa.

Apesar disso, o que mais me assustou foi a queda da caixa, o Senhor Sante, veio correndo imediatamente até nós com uma cara muito brava, a caixa trincou e sabe-se lá o que estava dentro poderia estar danificado também. “O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO QUEM COLOCOU ESSA CAIXA DE MAL JEITO?”, todos sem exceção tremeram de medo, menos eu, sei lá, não ia ficar assustada por causa de uma caixa que caiu pelo vento.

“Senhor Sante, acredito que não foi culpa de ninguém, foi o vento, o senhor sabe como é…”, eu tento explicar, “Lúcia não se mete, alguém colocou ela errado!”, ele fala isso e volta a olhar para todos, “Senhor eu acho…”, não cheguei a terminar a frase, a Condessa já está próxima e me interrompe.

“Se ninguém se entregar agora! Essa garota será punida no lugar de vocês.”, eu olho em pânico, para ela, depois para os trabalhadores, procuro meu pai mas ele não estava, eles se encolhem de medo, eu realmente fico decepcionada, eles vão deixar ela me machucar por medo, “BANDO DE COVARDES…”, Senhor Sante grita para eles, antes de falar com a Condessa, “Senhora, eu acho que não adianta punir a garota, eles nem se importam com ela.”.

O olhar dela é duro e direto, “Minha decisão já foi tomada Sante, quer fazer companhia para ela?”, ele estremece e se afasta, ela olha para os homens, “Então? Covardes serão. Levem a garota para a minha mansão.”, duas servas se aproximam e me pegam pelo braço, eu tento me debater, mas percebo que não consigo, como se algo tivesse drenado minhas forças, eu sou arrastada me debatendo.

… … … … … … … … …

Eu estava completamente em pânico caro diário, já imaginava as punições horríveis que teria que aguentar, eu deveria ter pensado antes de discutir, sei lá, como eu saberia, eu imaginava as coisas mais horríveis que podem acontecer com um prisioneiro enquanto chorava em um quarto, embora, pensando agora deveria ter estranhado esse primeiro sinal ,um quarto e não uma cela…

Eu estava chorando quando uma das servas entrou eu ainda me sentia fraca, quando ela me puxou pelo braço até um grande salão e lá estava meu pai de joelhos diante da jovem condessa…

“Ela está aqui senhor.", depois de apontar para mim, ela aponta um baú de ouro, "Leve esse dinheiro e a espere em casa, prometo entregá-la apenas com uma punição leve. Agora vá...”, ele olha para ela, depois ele olha para mim e eu vejo culpa em seus olhos, ele acena para a Condessa, para não arrumar briga com a nobreza, pega o ouro e se retira, ela olha para mim e sorri, seus dentes muito brancos visíveis.

“Ok cabritinha assustada, agora você é toda minha até o amanhecer…”, ela fala essas palavras E eu estremeço inteira, sentindo meu corpo gelado de medo, sinto quase suar frio vendo em seus olhos, algo malicioso, algo que me dizia que fosse o que fosse, que ela planejava para mim, ela iria se divertir e muito.

… … … … … … … … …

A serva me leva, mas não para o quarto, dessa vez, para um outro quarto, enfeitado, com ouro, veludo e seda, eu poderia dizer que é uma sala para festas e não para uma punição, mas a Condessa já entra logo atrás, “Tirem a roupa dela.”, a ordem era direta, me debater não adiantou nada, tiraram minhas roupas me deixando nua na frente da senhora, rindo, da minha timidez e do meu medo.

Foi quando eu olhei para a Carmilla, ela segurou meu rosto, olhando nos meus olhos, eu estava tremendo de medo, seus olhos azuis, seu rosto pálido emoldurado pelas madeixas douradas, abro a boca, seu dedo fino nos meus lábios, “Não…”, ela sussurra, “Sem medo, só aceita.”, seus sussurros, me fazem relaxar, me fazem tremer, meu cérebro desiste, meu corpo para de tremer.

Carmilla, se afasta e sinaliza para as servas, que se ajoelham puxando meus braços para a frente, me deixando como um cachorrinho o bumbum todo empinadinho, vejo Carmilla ir buscar a vara, eu conheço a dor aguda e pujante de tal objeto, é como meu pai me castiga, mas ele faz isso com as roupas, sem as roupas, a ardência e os ferimentos, serão insuportáveis.

Sua cara entretanto querido diário, era de puro desejo, luxúria, essa mulher me queria de outras formas, não só me bater, mas me possuir por inteira e reconhecer isso de alguma forma me fez sentir um frio na barriga, medo e desejo se misturaram pela primeira vez, “Última chance menina.”, ela fala com uma voz doce, “Me dê um nome para sofrer no seu lugar.”, eu olho para ela e penso, de verdade, mas não sou assim, não vou dar um nome só para satisfazer seu sadismo.

“Não tenho nem um nome para te dar senhora.”, zap, minha bunda queima e arde em um risco vermelho que vai um lado ao outro dela, eu grito alto, me contorço toda com o desespero da pele nua queimando, as servas me seguram com força enquanto me contorço tentando sair, “POR FAVOR, MISERICÓRDIA SENHORA, CHEGA!!!!!!!”...

“Se dói tanto então me diz um nome para pôr no seu lugar.”, chorando tremendo de tanto chorar, “Eu juro que não sei senhora eu…”, Zap, um novo berro de dor com a bunda ardendo e queimando por estar apanhando nua, eu até poderia falar um nome aleatório e me livrar, mas não sou assim, quando percebi que não faria me resignei a aguentar a dor, mas o terceiro não veio, ainda não…

As serves receberam um sinal da Condessa e me levantaram, minha bunda queimava, nos dois riscos, que ardiam como se estivessem em chamas, me colocaram sobre uma cadeira estranha meu diário, como se estivesse montada em uma cela de cavalo, a superfície não era incômoda, era redonda e macia, aveludada, o incômodo era a posição escandalosa toda aberta.

Meus pulsos foram presos por correntes me fazendo dobrar um pouco para frente, deixando minha bunda vulnerável ao castigo, meus tornozelos presos ao chão, eu estava chorando a antecipação da dor, o desespero que isso ia me causar, eu estava chorando em voz alta, quase gritando, eu ficava imaginando que outras punições horríveis a condessa teria para mim e não imaginaria nem se eu quisesse o que ela fez a seguir.

Ela encostou no meu bumbum com a mão, macia, lisa, alisando, alisando o ferimento, alisando entre as bochechas do bumbum, descendo um dedo até quase meu sexo e depois subindo, alisando e a cada carinho eu me contorcia, dor e algo, diferente, um arrepio, um formigamento… Zap… Gritei…

Novamente as carícias, me fazendo relaxar, mas meu choro, ah meu querido diário, aquilo era prazer, ela estava transformando meu medo e antecipação da dor em um prazer perverso, eu nunca fui pervertida meu diário, você é testemunha e eu juro para qualquer um sem medo de jurar em falso, mas estava gostando… Zap… Gritei… E depois antecipei o prazer os toques, sentindo prazer… Mas me contorcer também fazia atrito entre meu sexo e o veludo macio me dando mais prazer, me fazendo tremer.

Zap… Gritei… Mas dessa vez o grito foi de dor e prazer, me contorcer após o golpe, gerava o atrito do meu sexo contra o veludo, seus toques agora, mais do que só antecipar o próximo, me faziam ansiar, por ele, ansiar por tal prazer perverso, já nem sabia mais onde estava, só rebolava com os toques me contorcia após o golpe.

Minha bunda arde em chamas, meu sexo dói de tanto prazer, zap… Gritei… Mas dessa vez foi gozando, intensamente, poderosamente, delirantemente, gozei com tanta força caro diário, que ensopei o veludo de baixo do meu corpo, senti escorrer e molhar a parte interna das minhas coxas, pior… Eu me contorci com o golpe depois me contorci gozando, o que me fez gozar de novo… E depois de novo… Antes do meu corpo esgotado relaxar.

“Saiam todas.”, a condessa disse para suas servas, “Pronto já acabou seu castigo Lucinha, você é exatamente o que seu pai disse.”, eu olho para ela, “Uma mulher linda, com um corpo voluptuoso e uma resistência física invejável.”, eu olho sem saber o que dizer enquanto ela me solta, ela me ajuda a me levantar, olhando nos olhos dela, “Não se preocupe o castigo já acabou, mas eu ainda não acabei com você.”, eu sorrio sem jeito.

Após todas irem, ela me puxa para o chão, tirando a própria roupa, ficando nua como eu, eu tapo meus olhos com as minhas mãos e ela dá uma risada alta, duas jovens mulheres nuas, uma com a outra, isso é tão… Não tive tempo sequer de terminar o pensamento meu diário, antes de suas mãos me tocarem e me puxarem para ela.

Caímos no chão nos beijando, seus lábios macios nos meus, um beijo de carinho e tesão, sua língua na minha boca, a minha timidamente explora a dela, ambas nos beijando e acariciando, eu me entreguei meu diário, eu realmente me entreguei aquela mulher e ela sabia que podia fazer o que quisesse comigo.

Ela pegou minha mão e colocou no sexo dela querido diário, me mostrando, como e onde dar prazer para ela, gemendo baixinho, eu gostei, eu sorri, ela fez o mesmo comigo meu diário, ficamos ali as duas, se beijando, uma mão acariciando os corpos nus deitadas no chão, a outra mão, uma acariciando o sexo da outra, com carinho, com cuidado, sinto as pernas dela apertarem minhas mãos em espasmos de prazer, sinto as minhas espremerem as mãos dela.

Nossos beijos, nossos corpos nus entrelaçados, pernas e braços, nossas mãos nos dando prazer, tudo parecia criar um excesso de sensações e estímulos, até que gozamos e gozamos muito, juntas, uma para outra, uma com a outra, uma na mão da outra…

Ela sorriu me olhando, um sorriso que era algo entre um predador e uma amante, um amor e um desejo animal, “Lúcia, eu vou te devorar inteira.”, eu fiquei vermelha, mas não tive tempo de responder, porque ela me virou no chão, “Vou te ensinar mais uma coisa.”, ela se posicionou sobre meu rosto, “Lambe meu tesãozinho.”, ela começou a me dar dicas, “Mais língua… Mais os lábios… Mais devagar.. Mais pressão…”, até estar perfeito e seu gemido de prazer foi meu 10 nessa matéria.

Aí ela se debruçou sobre mim e começou o mesmo comigo. Meu diário eu dei um berro de prazer, por estar toda sensível, ficamos ali meu diário, ela com a cara entre minhas pernas na minha intimidade, eu com a cara na dela, ambas solvendo os sucos uma da outra, eu estava brincando com a língua, dando prazer, beijando aquela coisinha macia e delicada, dela, sentindo seu gosto.

Ela fazia o mesmo comigo, espalhando ondas de prazer intenso, me fazendo rebolar nos lábios, dela, sentindo ela começar a rebolar na minha boca também, abraço o quadril dela ela segura minhas coxas, minha língua inquieta, minha boca devorando, seu gosto e cheiro me enlouquecendo, ela goza e eu junto, ambas tremendo na boca uma da outra, seu gosto maravilhoso nos meus lábios sujando meu rosto.

Ele se ajeita e me puxa para ela meu diário e nos beijamos de novo, um beijo intenso, agora com muito mais tesão rolamos no chão, até ela ficar por cima de mim, eu estava tremendo de expectativa, de que outras formas de me dar prazer, ela teria, eu não sei sequer como explicar, como eu estava me sentindo ninguém nunca tinha feito tal coisa comigo.

Ali eu já estava completamente perdida, meu querido diário, completamente perdida, que Deus me perdoe, mas não têm mais volta. Nossos beijos foram como uma explosão, nossas carícias, eu estava amando o jeito dela de me guiar, ela subiu sobre mim, sua coxa se encaixou entre minhas pernas, sentia suave pressão e vi a luxúria em seus olhos.

Era como o cavalete, só que bem mais macio, comecei a rebolar na coxa dela e levantei a minha que ela também começa a se aproveitar, as duas deitadas no chão rolando no chão, uma rebolando na coxa da outra, eu sentia ela molhando minha coxa, molhando muito, enquanto eu rebolava na dela, lambuzando tudo, ambas rebolando mais e mais rápido, nos dando um prazer selvagem enquanto nos beijávamos como se fosse fome de prazer.

As carícias intensas, os rebolados intensos, gozamos novamente meu diário uma explosão do grito de duas mulheres completamente entregues a sua luxúria, gemidos altos, gritos de prazer, corpos que se contorcem nos braços uma da outra e lábios que se devoram em orgasmos repetitivos e intensos no chão do salão entre seda e brocados.

…. … … … … … … … …

Depois de toda essa entrega de duas súcubos estávamos em uma grande banheira, eu estava meio tímida, ela estava radiante, como se tivesse encontrado um tesouro único, “É verdade que meu pai me entregou?”, ela sorri, “Você sabe melhor do que eu.”, eu sinto o peito doer de leve.

“Lúcia, ele só pensa no seu dote, no seu futuro casamento perfeito e agora eu garanti isso.”, eu olho para ela, “E se eu não quiser me casar?”, olhos nos olhos, estou falando de nós e ela sabe, pelo sorriso que dá, “Aí você pode vir ser minha dama e eu vou amar, ter mais noites assim.”, eu estremeço sorrindo, mas faço que sim com a cabeça, “Eu prometo levar isso em consideração.”, agora ela sorri… “Estarei te esperando.”...

Ela me beija de novo, eu fico molinha me entregando, mas dessa vez ela me vira de costas para ela me apoiando na parede com a bunda empinadinha, “O que está fazendo Carmilla.”, ela ri, “Garantindo que essa bundinha não fique muito magoada comigo.”, ela beijar lambe as marquinhas da vara, eu estou tremendo, sentindo minha bunda dormente, mas deliciosa, quando sinto duas picadas de agulha no bumbum e dou um grito, sentindo meu ar falhar, meu coração acelerar e tudo escurece…

Fui entregue em casa no dia seguinte, ainda desacordada envolta em roupas macias e limpas, com flores nos cabelos e muito muito dinheiro, meu pai ainda não teve coragem de olhar nos meus olhos meu querido diário, minha mãe, quase chora quando olha para mim e eu… Eu mal consigo sentar sem sentir dor no bumbum marcado e ardido, mas nem um dos dois imagina, que o castigo, talvez não tenha sido tão cruel assim.

Já avisei eles que vou trabalhar para ela, serei sua dama, como ela pediu, os dois estão contentes, mas preocupados, Carmilla não é conhecida pelo seu perdão, só que eu conheço ela melhor do que isso e sei que o tipo de companhia que ela busca de mim é diferente, da de uma dama, aqueles olhos me disseram tudo.

14 de Setembro de 1932

As duas mulheres estonteantes acordam nuas em uma cama de casal, a morena, com um corpo invejável, coxas grossas um quadril largo, seios grandes, uma verdadeira potranca sua parceira, a loirinha magrinha, com cabelos dourados, após um beijo que parecia fazer o mundo parar e o quarto tremer com a tensão sexual das duas, elas se levantam da cama, se organizando.

Carmilla caminha até uma Janela, “Vou sentir falta do Mediterrâneo.”, Lúcia, dá um risinho atrevido e se aproxima da vampira mais velha, a abraça pela cintura as mãos em sua barriga macia e perfeita, “Eu acho que consigo matar sua saudade.”, ambas têm olhos claros os da Carmilla um azul da cor-do-céu, os da Lúcia de um tom castanho claro quase dourado.

Carmilla, sorri e Lúcia continua, “Foi necessário para sobrevivermos.”, Carmilla ri da vampira jovem, já falando como se soubesse de tudo, “Sim, foi sim sua pequena.”, os beijos e carícias são intensos, “Mas precisamos nos estabelecer, entender nosso novo campo de caça.”, Lúcia olha pela Janela, pensando que aqui não é uma ilha da Sicília e não estão mais no reino da Itália.

As duas mulheres nuas olham pela janela do hotel, na direção do Cristo Redentor no Alto do Corcovado, toda uma nova cidade, um novo campo de caça, uma nova forma de viver sua imortalidade, seu amor e sua luxúria…

=== === === … … … FIM … … … === === ===

É isso amores, esse conto foi feito para o Desafio Pirata 3 Escritores, ele é baseado na personagem Carmilla criada por Sherida Le Fanu em 1872, no conto de mesmo nome que serviu de inspiração para Drácula, sendo uma personagem que já foi utilizada em vários filmes, animes, videogames, o livro sendo considerado a primeira literatura com um romance lésbico de terror gótico. ;)

Espero que gostem... Dessa vez preferi tirar a personagem do seu contexto e criar mais uma das dezenas de adaptações dessa personagem fascinante.

Se chegaram até aqui, por favor, vote, comentem, façam uma autora feliz. ;)

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Foto de perfil de GizGizContos: 71Seguidores: 250Seguindo: 39Mensagem Eu sou uma escritora, não escrevo profissionalmente ainda, mas me vejo como uma, já fui incentivada a publicar, mas ainda não escrevi nada que eu ache que mereça isso.

Comentários

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Giz

Não conheço a obra original, mas o formato em diário foi uma escolha acertada,

Consigo sentir junto com ela: confusão, medo, tensão, prazer.

O capricho com a ambientação: o porto, a vila, a mansão, é outro ponte forte, pois tudo cria um clima gótico eficaz.

A fluidez do texto é impressionante, com um ritmo que acompanha muito bem o estado emocional da narradora e torna a leitura extremamente envolvente.

A construção da Carmilla é outro destaque e essencial. Ela é apresentada primeiro através de rumores e medo, o que cria uma expectativa e quando aparece não só corresponde a essa expectativa como vai além: além de frieza e controle, tem uma forma de magnetismo que domina as pessoas ao redor.

Sua presença altera até a percepção da protagonista sobre si mesma, o que sustenta a transição para o sobrenatural.

A Carmilla é tão bem construída e tão dominante que faz total sentido a Lúcia se render a ela. Não parece fraqueza, parece algo inevitável. A personagem impõe uma presença tão forte que a entrega da Lúcia é uma consequencia natural.

Sem desmerecer ninguém, é raro ver temas como domínio e submissão tratados com tanta qualidade e cuidado. Em vez de cair no óbvio ou no exagero, o conto constrói tudo com força narrativa. É simplesmente uma delícia de ler.

Texto brilhante!

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Carmilla é uma carta escrita por Laura para contar sua história, então ela segue uma estrutura parecida com diário, ela escreve para um suposto especialista em estudos paranormais publicar como um caso de estudo, embora, 20 anos depois, Bram Stoker vai usar uma formula, mais refinada, escrevendo o livro inteiro, como se fosse o diário dos diversos personagens envolvidos na trama, que é compilado dentro da história pela senhora Harker.

Tirando isso, eu escrevi dentro de como me lembro do livro mesmo, Carmilla é marcada principalmente pela sua presença, ela domina tudo ao seu redor, o pai da Laura, a própria Laura, ela não precisa se esforçar para isso.

Fico muito muito contente que tenha gostado, eu tenho bastante carinho por essa história. ❤💗💓

Muito muito obrigada por seu comentário.

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Meu deus. Eu tô a cinco minutos pelo menos tentando escrever e só penso nisso. Meu deus. Como eu queria...

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Agora fiquei toda vermelha... Muito obrigada pelo comentário e nossa... Fiquei feliz de ter causado um efeito.

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Listas em que este conto está presente

Desafio Pirata 3 Escritores
Desafio com a proposta de conhecermos mais os autores, obras, mundos e ou personagens admirados pelos nossos autores, hora de mostrar um pouco de suas influências. ;)