Minha esposa sendo empalada pelo meu amigo dotado (FINAL)

Um conto erótico de Lael
Categoria: Heterossexual
Contém 4493 palavras
Data: 18/03/2026 15:05:36

Combinamos de passar o sábado e uma parte do dia seguinte na chácara de Ézio e Eliana, pois no domingo à noite, Suely trabalharia. Fazia um tempo que não rolava um swing e agora seria ainda mais excitante, pois levaríamos nossa hóspede e Mauricio. Com jeito, dei um toque para que meu amigo não desse nenhum de seus gritos estrambólicos, pois, certamente, o casal estranharia. Ele prometeu se comportar. Fomos em dois carros.

Ao chegarmos lá por volta das 11h da manhã, vimos o quanto o local era bonito, cheios de árvores e tinha uma piscina deliciosa. Ézio cresceu os olhos para cima de Suely, Eliana também adorou Mauricio, mas brincou comigo e disse ao meu ouvido.

-Vou dar muito para o teu amigo grandão, mas tô doida para sentir tua boquinha gostosa na minha boceta e teu pau na minha bundinha.

Sorri já imaginando que aquele final de semana teria que ter muito pique. Tratamos de ter um longo bate papo entre os seis para que Mauricio e, principalmente Suely conhecessem o casal anfitrião. Ézio foi bem atencioso com a nossa hóspede e notei que isso a deixou mais à vontade.

Após um bom tempo, Eliana convidou Vivi e Suely para trocarem de roupa e curtirem a piscina. Nós, homens, também fizemos o mesmo. Foi um espetáculo ver aquelas 3 voltando. Eliana estava com um biquíni preto, a parte de cima, mal escondia suas aréolas, já a de baixo, era estilo asa delta e deixava a bunda morena quase toda à mostra. Suely usava um rosa, não tão ousado, mas que também nos dava uma visão generosa. Finalmente, minha esposa usava um azul de lacinho do lado e muito ousado deixando o bumbum quase todo de fora.

Passamos a beber devagar, beliscando uma grande variedade de frios e conversando, não havia pressa para que rolasse. Bem depois, entramos na piscina, começou aquela coisa de rolar umas brincadeiras com uma bola, um jogava para o outro, e sempre alguém tentava tomar e nisso foram rolando as primeiras passadas de mão.

Bebemos mais um pouco e todos já estavam meio alegres, mas não embriagados, pois excesso de bebida não era a nossa praia. Conversei com Suely e perguntei se estava tudo bem e sua resposta foi sim, o que me deixou mais tranquilo.

Finalmente, num dado momento, Ézio agarrou minha esposa para quebrar o clima e se beijaram, pouco depois, puxei Suely e lhe dei um beijo demorado, senti que ela me segurou mais demoradamente. Enquanto isso, Eliana não perdeu tempo e quando vimos, já tinha abaixado a sunga de Mauricio, que estava sentado na borda da piscina, e ao ver o tamanho da jeba, gargalhou e mostrou para o marido, já segurando.

-Olha o tamanho, amor.

Ézio ficou espantado e também sorriu:

Como seriam dois dias, não combinamos nada de “esse fica com essa”, simplesmente seria um ninguém é de ninguém. Eliana passou a beijar Mauricio, enquanto isso, Ézio tirou a parte de cima do biquíni de minha esposa e passou a mamar os seios dela. Eu apalpava firme a bunda espetacular de Suely já fazendo com que um dedo maroto meu fosse por baixo de seu biquíni e cutucasse seu rego.

Um tempo depois, Ézio e Vivi foram para uma das espreguiçadeiras, ele se deitou e passou a receber uma deliciosa mamada. Que delícia ver minha esposa cada vez mais solta. Não demorou muito para que Eliana fizesse o mesmo e passasse a mamar com muita dificuldade a tora de Mauricio. Suely e eu fomos para outra espreguiçadeira, ela ficou totalmente nua e se deitou, abri suas pernas e comecei a chupá-la com calma.

Aos poucos, ficamos os seis bem próximos em 3 espreguiçadeiras. Mauricio, após chupar Eliana. começou a empalá-la sem dó de 4, todos paramos um pouco para ver, as estocadas fortes que faziam barulho. A anfitriã urrou na vara dele. Voltei a me pegar com Suely, que se sentou em meu pau de costas para mim, exibindo sua linda boceta para quem quisesse ver. Ézio também passou a foder a Vivi na posição de frango assado.

Um tempo depois, Eliana gozou aos berros e depois rindo, disse que precisava respirar, enquanto, isso Mauricio foi para o lado de minha esposa e lhe deu o pau babado para que a mesma chupasse enquanto levava rola de Ézio.

Pouco depois, Eliana veio para perto de mim e ficou de 4 oferecendo sua bocetona e aquela bunda para que eu a fodesse. No mesmo momento, Ézio decidiu se aproximar, deixando Vivi trepando com Mauricio. Passei a comer com força a anfitriã, enquanto seu marido pôde desfrutar do corpo delicioso de Suely , pegando-a numa papai-mamãe.

A partir daí, foi uma suruba muito gostosa. Eliana estava com um fogo acima do normal. Num dado momento, subiu em meu pau e cavalgou, me beijou várias vezes, eu já socava um dedo em seu cuzinho e um tempo depois, ela gozou berrando. Em seguida, me fez um delicioso boquete e gozei sua boquinha. Não demorou muito e vi minha esposa gozando na rola de Mauricio e o mesmo a enchendo de porra e urrando.

Entretanto, percebi que Suely parecia não estar gostando da pegada de Ézio, até deu alguns gemidos e quando o mesmo gozou, ela disse que também tinha, porém, achei que não.

Tomamos um banho na piscina para passar o calor e relaxarmos. Um tempo depois, fiquei numa parte mais afastada junto com Suely e perguntei:

-Está tudo bem?

-Está... – respondeu sem nenhuma animação, o que me deixou preocupado.

-Tem algo te incomodando? Pode falar.

-Não, nada, mas vê se também fica um pouco comigo, pensei que essa Eliana ia ficar doida pelo Mauricio, mas tá toda melosa para o seu lado, a gente mal começou a transar e ela já te puxou de mim.

Achei bem estranha a observação de Suely, mas imaginei que talvez a mesma temesse que pudéssemos deixa-la de lado futuramente e tratei de tranquilizá-la, acariciando seu queixo e beijando seu rosto.

-Não seja boba, numa suruba é assim, não tem exclusividade, o lance é curtir um pouco com cada, mas pode deixar que vou te pegar muito ainda hoje e amanhã. Agora, relaxa e trata de aproveitar, lembra que falei que quero me sentir seu corno também.

Suely sorriu e fomos abraçados nos juntar com os outros. Ficamos conversando e bebericando, num clima de tranquilidade, mas isso não duraria.

Um tempo depois, minha esposa e Ézio voltaram a se pegar e logo ela estava de joelhos mamando o cara e também Mauricio, que cena excitante foi aquela, ver minha esposa segurando dois paus e chupando-os alternadamente. A safada ainda veio e me deu um beijo demorado, voltando depois a mamá-los.

Suely veio e se sentou em colo, deslizando a bunda em meu pau bem lentamente, sem enfiar, apenas provocando, ela sabia que eu adorava aquelas roçadas. Pouco depois, Eliana veio até a mim, se ajoelhou ao lado da espreguiçadeira e me beijou. Creio que logo, iria se juntar com Mauricio para uma nova empalada ou mesmo com o marido, mas eis que sinto sua boca se soltando bruscamente da minha e quando olho, vejo que Suely a agarrou pelos cabelos, partiu literalmente para cima dela e lhe deu uma série de tapas violentos na cara:

-Deixa o Vitor um pouco comigo, vai lá dar para o Mauricio ou para o teu marido, sua puta!

Todos se assustaram e acho que perguntaram mais ou menos ao mesmo tempo:

-O que é isso, Suely?!

Eliana, levando a mão ao rosto e se levantando do chão, perguntou furiosa:

-Você tá maluca, garota?! Estamos curtindo...

-Curtindo coisa nenhuma! Desde que chegamos, você está de olho só no Vítor, até cochichinho entre vocês teve. Já deu uma vez para ele, não tá bom? Agora, estou aqui com ele e você veio estragar tudo. Tô com vontade de rasgar a sua cara.

Eu estava incrédulo, em segundos, tudo ruiu, parecia que aquilo não estava ocorrendo, simplesmente congelei sentado na espriguiçadiera. Vivi foi mais ágil, correu, segurou Suely levando-a para o outro lado e perguntou aflita:

-Se acalma, Su, o que foi que te deu? Você não é assim.

Mas Suely ainda nem tinha começado seu show, se soltou de Vivi e disse já com as lágrimas escorrendo pelo rosto, disse alto para minha mulher:

-Não quero mais esse negócio de transar com homens diferentes, nem mesmo com o Mauricio que é muito bom na cama, mas chega, querem saber! Eu amo o Vítor! Pronto! Essa é a verdade. Depois de todo pesadelo que passei, encontrei um porto seguro com ele e com você também, mas as coisas fugiram do controle, acabei vendo-o como o homem dos meus sonhos, mas fiquem tranquilos, hoje mesmo vou arrumar um lugar para ficar, e mesmo que o Vítor estivesse apaixonado por mim, não aceitaria que te deixasse, porque vocês são perfeitos um para o outro.

Em seguida, Suely começou a chorar copiosamente e Vivi, mesmo impactada pela revelação, tratou de acudir a amiga e fazê-la se sentar num banco varanda. Foi um choro forte e doído. Não entendi como que ela havia deixado para falar essas coisas justamente naquele momento, mas talvez o ciúme com as atitudes de Eliana e um pouco de bebida, tenham sido o gatilho. A minha vontade era de encontrar um buraco e me jogar dentro, pois me senti culpado e ao mesmo tempo triste, pois sentia um carinho especial por nossa hóspede. A última coisa que queria é que ela sofresse.

Aproximei-me delas e perguntei baixo:

-Por que você não contou isso antes, Suely? Numa conversa só entre nós 3?

Ela apenas chorava. Nesse momento, o casal anfitrião assistia a tudo sem saber o que fazer, já Mauricio, após colocar a bermuda, se aproximou e disse:

-Por que você não vem morar comigo, Suely? Vamos para São Paulo, eu cuido de você. Vamos ficar noivos e esquecer tudo isso.

Suely colocou a mão sobre a testa e os olhos e respondeu com voz fraca, já demonstrando que tinha percebido o estrago que fez:

-Por favor, Mauricio, esse papo de novo não...

-Vamos. Vou te fazer feliz. Só nós dois, sem swing ou ménage.

Suely nem respondeu e isso o irritou:

-Você prefere ficar com eles, né? Mas saiba de uma coisa, eles só querem te usar. Sabe o nome que dão para mulheres como você que transam com um casal? Marmita! É isso que você é marmita do Vítor e da Vivi.

Foi a minha vez de ficar irritado:

-Vá se foder, Mauricio, não venha bancar o escroto porque a Suely não aceitou a sua proposta. Você sabe muito bem do carinho e consideração que Vivi e eu temos por ela. Para de falar de merda, já estamos com problemas demais aqui.

-Vocês estão é usando a coitada. Agora, vão despachá-la porque ela revelou o que sente e não dou um mês para botarem outra marmita no lugar dela.

Vivi, que estava abraçada com Suely, se revoltou:

-Cala a boca, Mauricio! Essa conversa é muito complexa para essa sua capacidade cognitiva. Vai dar uma volta pela chácara e dar uns gritos de locutor de rodeio olhando para as árvores. Não enche o saco, seu falso do caralho!

Ézio se aproximou e tentou chamar Mauricio para que o mesmo se afastasse da gente, mas ele se irritou e foi para dentro, pouco depois, saiu parcialmente trocado, pois a camisa de botões ainda estava aberta. Estava com cara de choro, entrou no carro e foi embora. Talvez tenha percebido ali que realmente gostava de Suely, mas não teria chance alguma com a mesma.

A ficha caiu de vez para Suely que voltou a chorar mais e repetir incontáveis vezes: “O que eu fiz?” e pedir desculpas, especialmente a Vivi. Abracei-a e disse:

-Vamos para casa. De cabeça quente não resolveremos nada, ok?

Vivi e eu pedimos mil desculpas ao casal amigo, mas estava na cara que depois daquele barraco todo, eles não topariam mais outro encontro.

Suely veio no carro praticamente catatônica. A cabeça tombada para o lado direito, olhando para o vidro, mas sem seu olhar estava perdido, os braços abertos e tombados no banco, como se fosse uma boneca jogada de qualquer jeito. Ao meu lado, Vivi mordia o lábio inferior, passava a mão com força no rosto a todo momento, demonstrava estar tensa, mais triste do que nervosa.

Enquanto isso, minha cabeça era um liquidificador misturando pensamentos. Imaginei o que seria a partir de agora com a nossa hóspede, o tanto que ela sofreria, qual era o meu grau de culpa, se minha esposa brigaria comigo ou com a amiga. Questionei-me se as merdas que Mauricio falou tinham algum fundamento, senti uma imensa pena de Suely, mas também percebi que sentiria uma falta gigantesca dela, pois tinha me apegado a mesma mais do que o ideal. “Deveríamos ter feito como muitos casais liberais, transar só uma vez com outras pessoas e sempre desconhecidas, olha o tamanho do estrago que isso deu”.

Ao chegarmos em casa, Suely disse:

-Vou ligar para uma amiga do trabalho e ver se posso dormir na casa dela, depois arrumo um lugar.

Vivi e eu imediatamente tratamos de demovê-la daquela ideia:

-Você vai tomar um banho agora, se alimentar se quiser e depois descansar. Amanhã falamos sobre o que ocorreu, mas nem pense em querer sair assim. – Eu lhe disse.

Entretanto, Suely insistiu, porém, com muito custo, a convencemos e após um banho e um bom tempo, a mesma apagou, mas antes pediu perdão um milhão de vezes a Vivi, dizendo que a amava como uma irmã e que não esperava nunca que aquilo um dia ocorreria.

Finalmente, minha esposa e eu nos sentamos para ter uma conversa. Sem delongas, ela me perguntou:

-Você tinha alguma desconfiança dessa história?

-Claro que não! Achei que ela gostasse de mim pelas transas e companheirismo, mas amar? E também, vai ver que nem é amar, acho que a Suely temeu ficar de lado, esquecida por causa da beleza da Eliana, some-se essa fato a umas bebidas e acabou tendo aquela reação.

-Pois eu já desconfiava há algum tempo e também desconfio que você esteja amando ela.

Fique espantado com aquela afirmação:

-Peraí, Vivi, isso não tem nenhum cabimento. Gosto muito da Suely, do jeito meigo dela e do sexo, mas amar? Tem noção da bobagem quem está dizendo? Há pouco tempo, estava torcendo para que ela se interessasse pelo Mauricio e os dois engatassem um namoro, isso é coisa de quem está amando?

Vivi meio que parou para pensar, tinha fundamento o que eu acabara de dizer, mas ela seguiu:

-Não sei, mas que você sente algo a mais por ela, sente.

-Depende do sentido que você quer colocar esse algo a mais. É fato que me apeguei a ela, queria que esses últimos meses nunca acabassem. A Suely é muito especial, mas saiba de uma coisa, se tivesse que escolher entre você e ela, não haveria um segundo de dúvida, é você que eu amo e nunca passaria pela minha cabeça te deixar.

Demonstrando um pouco de alívio, Vivi me abraçou forte e disse:

-Você jura mesmo que a Suely não roubou teu coração? Estava morrendo de medo de que na hora que essa história viesse à tona, você diria que iria me deixar para viver com ela.

-Mas que bobagem, se estava insegura, por que não me perguntou antes?

-Porque achei que pudesse ser só uma sensação, mas teve vezes em que o jeito da Suely te olhar, te abraçar me deram certeza de que ela estava te amando, além disso, vocês se dão tão bem.

-Além do tesão que tenho pela Suely, não sei definir bem o que sinto, mentiria se dissesse que não gosto demais dela, que me apeguei, que quero ajuda-la, mas não ao ponto de largar a minha loirinha safada. – disse apertando-a num abraço.

-Eu também gosto muito dela. Somos muito agarradas e depois que passamos a transar, ficamos ainda mais próximas.

Eu me sentei no sofá, esfreguei as duas mãos no rosto e disse:

-Só não tenho a menor ideia do que faremos agora. Deixar que ela vá parece o mais sensato, mas seria uma grande crueldade, pois, a verdade é que nós que tivemos a ideia de trazê-la para o mundo liberal. Continuar aqui, a Suely não vai querer, e ficaria um clima muito estranho, mesmo sem envolvimento. A verdade é que qualquer decisão será complicada.

A conversa girou por horas sem enxergamos absolutamente nenhuma luz sobre o que fazer a partir dali. Já no começo da madrugada, Suely se levantou e ao nos ver ainda na sala, hesitou em descer, mas acabou vindo se juntar a nós. Passou a se desculpar novamente, dizer que precisava ir embora, pois não suportaria a vergonha e afirmou que não esperava que sentiria ciúme de mim:

-Sempre vejo vocês transando e juro, não sinto raiva, ciúme, ao contrário, acho excitante é como se entre nós não tivesse motivo para me sentir insegura, pois sinto atração pelos dois e gosto dos dois, muito mesmo, talvez seja um absurdo o que vou dizer, mas nesse quase um ano aqui, passei a gostar mais de vocês do que da minha irmã, que vive lá nos EUA e mal me dá atenção. Agora, quando vi aquela peste da Eliana, se esfregando no Vítor, falando baixinho no ouvido e depois em cima dele o tempo todo, perdi a cabeça...Não sei porque aquela idiota não ficou doida pelo Mauricio, sabemos o quanto ele é bom de cama. Mas fiquem tranquilos, amanhã, no trabalho, conversarei com uma amiga e vou ajeitar um lugar provisório para ficar.

Vivi a cortou e disse:

-Suely, ninguém está te mandando embora, Vítor e eu estamos conversando há horas para tentar resolver isso de um jeito menos drástico possível. Por isso, esqueça essa ideia, vamos decidir os 3 juntos e com calma. Não vou negar que foi um baque para mim ouvir que você ama meu marido, mas senti confiança nas palavras dele, o foco agora é resolvermos isso como adultos.

-Eu jamais aceitaria que o Vítor te deixasse para ficar comigo, me sentiria suja sabendo que separei duas pessoas que amo.

A conversa ainda durou muito, mas nada ficou decidido. Dormi mal pacas e acredito que Vivi também, pois se mexeu bastante. Foi um domingo estranho, os 3 estavam calados.

Apesar de termos pedido insistentemente para Suely ficar, no dia seguinte, ela não voltou do trabalho. Liguei e a mesma me disse que passaria uns dias na casa de uma amiga até alugar um lugar e mobiliá-lo. Não adiantou gastar saliva, nossa ex-hóspede não queria mais ficar, estava envergonhada. Acabou pegando mais tarde uma parte das roupas e disse que depois buscaria o resto.

Senti uma tristeza dilacerante. Eu amava Vivi, a mulher da minha vida, mas gostava, ou de um jeito diferente, amava Suely. Fiquei muito mal. Minha esposa também, até chorou.

Alguns dias depois, Vivi me fez uma proposta que considerei absurda. Entretanto, ela disse que tinha refletido muito e que eu devia ao menos pensar. Apesar de ser uma loucura, um lado meu ficou tentado e com o correr dos dias, respondi, sem muita certeza:

-Podemos tentar...

Vivi vibrou e disse que chamaria Suely para uma conversa no dia seguinte. Nossa amiga apareceu e após uma conversa rápida sobre amenidades, minha esposa entrou de sola:

-Bem, Su, o motivo de te chamar aqui é porque temos uma proposta. Pensamos muito nesses dias e percebemos que sentimos algo muito forte por você, não é só amizade, tesão ou muito menos pena, nós te amamos. No começo, era para ser só sexo, assim como foi com o Mauricio ou com o Ézio e a Eliana, mas as coisas ficaram intensas, está na cara que o Vítor sente algo muito forte por você e eu também, então tivemos a ideia que parece maluca, mas que até já tem a ver um pouco com o que gente faz, só que agora seria de maneira oficial. Queríamos te convidar para formarmos um trisal assumido, sem nos importar com o que falarão. Você seria também esposa do Vítor, e minha, digamos, companheira, viveríamos os 3, só que agora como um compromisso mesmo, você faria parte da família e não uma hóspede, essa seria sua casa. Claro que podemos acertar alguns detalhes, mas o fato principal é que nós queremos ter um relacionamento sério a 3, o que acha?

Suely olhava espantada, como se achasse que tinha alguma pegadinha ou que Vivi estivesse maluca:

-Não estou entendendo, seguiria tudo como está, mas agora meio que eu sendo esposa também do Vítor?

-Meio não, você seria esposa do Vítor assim como eu e também minha companheira, na cama já somos assim, a gente só quer firmar agora um compromisso mesmo para que você se sinta segura. – Explicou Vivi e eu complementei:

-A lei brasileira, pelo menos por ora, não reconhece um trisal como uma união e também há muitas discordâncias sobre contratos serem reconhecidos, mas, pelo que dei uma lida, alguns feitos em cartórios de títulos acabam valendo. O que podemos fazer é o seguinte, fazemos uma tentativa por uns meses e se os 3 ficarem satisfeitos, vamos atrás de um advogado para formular um desses contratos e assim ficar no papel que você também terá direitos caso, sei lá...no futuro, caso haja algum problema.

Suely se levantou e andou pela sala de braços cruzados, levemente contrariada:

-Não quero nada de vocês, não sou interesseira...

-Sabemos disso, mas estou falando de mais a frente termos um documento mesmo que seja só para deixar claro que você não está abaixo de mim e da Vivi nesse acordo, não é alguém que simplesmente dispensaremos, como o panaca do Mauricio disse aquele dia, usando até um termo vulgar, de que você era a nossa marmita.

-Ah! Ele é um idiota, não sabe o que fala... -Respondeu Suely, mostrando não ter se importado com aquele comentário dele.

Suely voltou a se sentar e passou a fazer um questionário quase interminável de perguntas, especialmente para Vivi. Dava para sentir que ela tinha medo, muito medo de chatear minha esposa. Após sanada todas as suas dúvidas, achei que iria aceitar, mas nossa amiga tinha mais a dizer e a perguntar:

-Bom, supondo que eu aceite, quero deixar claro que não vou transar com outras pessoas além de vocês dois. Foi legal com o Mauricio, mas onde me sinto bem mesmo é aqui com vocês apenas.

-Claro, você não fará nada que não quiser. – Respondi.

-Outra coisa, vocês pretendem transar com outras pessoas?

Vivi e eu nos olhamos meio sem graça, e decidi mandar a real.

-Bem, Suely, eu curto muito ver a Vivi com outro, gosto de me sentir corno e pegá-la depois toda suada, e ela também curtiu poder transar com outros.

-Ah! Mas aí teremos que fazer uns acertos.

Na hora pensei “Porra, mas essa Suely também é bem dengosa, estamos propondo algo excepcional e ela ainda tá querendo mais?”.

-O que você quer acertar? – Perguntei.

-Bem, assim, já falei que não sinto ciúme de você transando com a Vivi, mas só de pensar que vai transar com a Eliana ou qualquer outra, não vou aguentar, mesmo que não veja, então, se o teu fetiche é ver a Vivi com outro, tudo bem, pode assistir e comê-la depois, mas sem se pegar com outra. Até porque, vamos combinar, Vítor, você terá duas mulheres maravilhosas e que te amam para transar o dia que quiser, não precisa de mais, né?

Fiquei pensativo por um tempo, se nesse período todo de vida liberal só transei com Eliana, além de Suely e minha esposa, mas curti cada chifre que tomei, dava para aceitar o acordo. Olhei para Vivi e disse brincando:

-É, pelo jeito, minha nova esposa será jogo duro, mas, ok, topo! – Disse batendo as mãos nas pernas, achando que tínhamos nos acertado, mas Suely disse:

-Tem mais uma coisa...

-Mais exigências?! – Perguntei incrédulo.

Ela abaixou a cabeça timidamente, mas prosseguiu:

-A Vivi pode transar com outros caras, sei que você gosta e ela está numa fase de experimentar, mas queria que ela não transasse com outras mulheres, apenas comigo.

A própria Vivi respondeu:

-Ah, mas quanto a isso não tem problema algum, eu nem cogitei fazer isso. A única mulher que quero tocar e ser tocada é você.

Finalmente, acabamos nos acertando. Não tínhamos certeza nenhuma se daria certo, mas mesmo em um relacionamento “convencional”, alguém tem certeza? Foi por isso, que resolvemos tentar e fazer de tudo para que desse certo.

Nos primeiros dias, pouca coisa mudou, mas Suely passou a dormir com a gente. Com o passar do tempo, algumas pessoas perceberam que ela não era uma simples amiga. Claro, que fomos julgados, por familiares, amigos, vizinhos, até a irmã dela que mora na casa do caralho, também conhecida como EUA veio dizer que aquilo era um absurdo, mas pouco nos fodemos para isso, tanto que passei, vez ou outra, a andar de mãos dadas ou abraçado com Suely pela cidade para espanto de muitos. Só não nos agarrávamos, pois nunca fiz isso com Vivi, mas manifestações de carinho, sempre rolavam.

Após alguns meses, Suely foi promovida no trabalho e passou a trabalhar de segunda a sexta em horário comercial, sempre tendo os feriados livres. Isso permitiu que passássemos a viajar mais, sempre os 3.

Sobre Vivi transar com outro tendo a mim como expectador, isso seguiu ocorrendo, geralmente uma vez por mês, ela ficava plenamente satisfeita e eu também, mas nunca repetíamos o parceiro. Suely aceitava tranquilamente, desde que fosse dentro do que combinamos.

Pouco tempo depois daquele rolo, Mauricio me ligou pedindo desculpas, disse que perdeu a cabeça por que ali viu que realmente estava gostando de Suely e lhe doeu ouvi-la revelar que me amava e ainda chorar daquele jeito. Ele passou um mau bocado para esquecê-la, mas um bom tempo depois, acabou indo morar com a filha do dono da transportadora, a que era casada e eles tinham um caso. Acabou ficando bem de grana, mas praticamente não nos vimos mais.

Mais de um ano após acertarmos que formaríamos um trisal e estávamos totalmente satisfeitos. Temos planos no futuro de termos filhos, pelo menos um com Vivi e um com Suely, mas por ora, queremos seguir aproveitando. Sem Suely saber, comprei uma boa casa na cidade e coloquei em seu nome. Além disso, ampliei a nossa com a que tínhamos do lado e agora nosso imóvel dobrou praticamente de tamanho.

O que entendi dessa experiência toda é que no mundo liberal não existe um manual perfeito que se for seguido à risca, dará certo para casais, trisais, etc., na verdade, são as pessoas envolvidas que devem acertar o que querem ou não, e no nosso caso foi o que ocorreu, chegamos a um acordo bom para os 3 e hoje posso dizer sem medo, que amo Vivi e amo Suely e sei que elas me amam e se amam.

FIM

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Foto de perfil de Lael Lael Contos: 316Seguidores: 837Seguindo: 12Mensagem Aviso: o site está infestado de contos produzidos por IA e/ou copiados de sites gringos. Mais grave: a maioria desses contos está sendo postada apenas por UMA OU DUAS PESSOAS, porém com nicks diferentes. Resta saber o que e se será feito algo realmente enérgico para que o site volte a ter apenas contos produzidos por autores de verdade. Aos leitores atentos e decepcionados que vêm falar comigo, quero dizer que entendo a frustração, mas o que poderia fazer, já fiz: informar e mostrar provas ao dono do site. Se algo será feito, já não depende mais de mim.

Comentários

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Curioso, que esse último capítulo trata de um drama idêntico ao do próximo capítulo de um conto que estamos escrevendo para o próximo volume da nossa coletânia. Não sabemos como será o final, mas a sensibilidade que você tratou o tema foi arrebatadora. Dar-lhe parabéns seria redundante, então, vamos ficar só nas três estrelas de sempre. Gratidão pela experiência de leitura.

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Muito bom conto gostei muito parabens pelo mostrado

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