Moby Dick

Um conto erótico de Me chame de Iza
Categoria: Trans
Contém 3534 palavras
Data: 28/03/2026 04:01:22
Última revisão: 28/03/2026 04:23:02

Me chame de Iza…

Uma vez me disseram que todos os caminhos levam ao mar, que a humanidade, sempre tenta voltar para o mar, nas cidades costeiras, a maioria das ruas, se conectam de uma forma ou de outra para o oceano, meu nome é Iza, uma jovem mulher trans, eu estava chegando na cidade onde meu tio morou a vida toda, ele recentemente sofreu um acidente, terrível, para um pescador, ele perdeu uma perna.

Meu tio sempre foi um bom homem adimirado e um pouco odiado inclusive na família, pescador gay, caso com outro homem seus cabelos negros e porte forte, seus olhos azuis que sempre mantinham um olhar gentil, mas isso foi há anos atrás…

Tio Elias, com quem tio Acabe é caso, é igualmente forte e com um corpo talhado pelo trabalho de Sol a Sol, mas possui cabelos louros e olhos verdes, ambos tem poucos amigos o que nunca impediu de fazerem caridade e ajudarem a comunidade, por isso amados, mas há aqueles que sempre desgostaram do casal de pescadores gays, por isso a ajuda era imprescindível…

Eu desci na velha rodoviária a jovem de cabelos negros cumpridos, os olhos azuis, usando jeans justos, uma camiseta que permitia o volume dos seios pequenos ficarem visíveis, apesar de ainda não ser operada minha silhueta atraindo bastante olhares.

Entro no táxi e peço o endereço, “Você está indo para a casa do velho Acabe?”, Eu olho curiosa, “Sim porquê?”, ele me olha pelo retrovisor, “Aquele lugar está amaldiçoado.”, eu reviro os olhos impaciente, “Olha se for por ele ser gay.”, “Não garota não é isso mas a vingança que ele busca só trará dor.”

Eu olho seria sem saber o que dizer, “Chegamos.”, ele anuncia e quando eu vou descer, “Não embarque no Yoroque, apenas um voltará.”, Eu olho para ele por mais um tempo um trovão me faz estremecer e desço do carro nesse clima de que algo poderia acontecer.

… … … … … … … … …

“Iza meu amor seja bem vinda.”, meu tio Elias me cumprimenta na porta, eu dou uma última olhada para o táxi, “Que houve anjo.”, sorri e balancei a cabeça, “Nada tio, nada demais.”, entro com ele em casa já matando as saudades com perguntas e conversas.

Mas quando pergunto do meu tio sua expressão muda, “Acabe está preparando o Yoroque para sair para caçar…”, eu olho para meu tio, sentindo o clima, “Têm algo errado? Com o tio?”, ela sorri e segura minha mão por sobre a mesa, “Anjinha se tio está passando por grandes problemas, você precisa ser paciente e amável, tudo vai dar certo.”, o barulho de um forte trovão que faz com que as janelas até balancem.

Depois de conversarmos por um tempo, meu tio, me levou para o único quarto de hóspedes da casa, onde há duas camas de solteiro, eu estava tão cansada que nem olhei direito só larguei minha mala, coloquei uma camisolinha que é um camisetão e fui deitar em uma das camas, pegando a mais perto da janela, olhando a tempestade lá fora que se intensifica, com raios e luzes acontecendo a nossa volta.

… … … … … … … … …

Eu estava dormindo na cama, envolvida,ouvindo a chuva, quando escuto barulho de conversa, falando alto, pensei em levantar, mas estava tão molinha, quando a porta do quarto se abre, vejo alguém que não é meu tio, o corpo atarracado definitivamente, forte, entra pela porta só de cueca, do lado de fora um raio ilumina o corpo atarracado de braços enormes, com uma faca de combate na mão espetada em uma maçã que ele morde tempos em tempos.

Tatuagens por todo o seu peitoral e braços, eu sinto minha respiração presa, assustada, quando ele puxa as cobertas para deitar do meu lado eu dou um grito me sentando na cama, ele deu um pulo para trás, segurando a faca de forma defensiva…

“CARALHO QUEM É VOCÊ?”, ele grita comigo, eu olho para ele, “IZA, MEU NOME É IZA.”, como se isso explicasse algo, a porta abre de uma vez e a luz acende, “IZA DO CÉU… CAMA ERRADA NENÉM.”, eu olho para ele sem entender, depois olho para o cara com faca na mão, ainda tremendo que nem uma vara verde, “QUEM É ELA ELIAS.”, meu tio sinaliza para mim, que me levanto de camisola e abraço ele.

“É a sobrinha do Acabe, Kequel, ela veio nos ajudar.”, ele relaxa, baixando a faca, “Caralho velho que susto, eu… Desculpa garota.”, eu faço que sim com a cabeça, mas dessa vez vejo melhor esse Kequel, ele é um homem jovem, tanto quanto eu, atarracado, muito forte e definido, com tatuagens, braço esquerdo, peito e costas fechadas, ele é bem bonito, seus olhos castanhos claros, os cabelos em lindos cachos chamativos e pequenos, a barba cheia e bem cuidada, ele também é todo peludo.

Ele repara que eu estava olhando, percebo que ele também estava olhando pelo volume, que se forma na cueca, ele me olha como se eu fosse o prato do dia, enquanto tio Elias fala, “Kequel está ajudando eu e seu tio, desde que tudo começou Iza, ele é um excelente pescador também, vamos tomar um leite quente para acalmar seu coraçãozinho.”, ele fala já me guiando pelos ombros, escuto barulho do chuveiro ligado, provavelmente tio Acabe está no banho.

“Kequel e seu tio estavam preparando o barco, por isso que ele só chegou agora, mas não se preocupe ele é ótima pessoa.”, “Sim senhor”, eu falo acompanhando, sentindo os ótimos olhares, do ótimo funcionário dos meus tios, na ótima bundinha da sobrinha deles… Por fim chegamos na cozinha, ele de bermuda para não ficar só de cueca, eu de camisetão, meu tio de bermuda e regata.

… … … … … … … … …

Enquanto tomamos leite quente com chocolate começamos a conversar, já me acalmando do susto, “Ficou tudo pronto o barco?”, meu tio Elias perguntou para Kequel, “Sim ficou sim, estamos prontos para ir para a água antes assim que o Sol sair.”, eu olho para eles, lá fora vento, chuva e trovões,

Apesar disso lá fora chove o céu não está amigável, “Não seria melhor esperar o tempo virar tia?”, nessa hora ouço meu tio Acabe atrás de mim. “NÃO… Aquele demônio branco gosta desse clima.”, sinto um frio na espinha, “Demônio branco?”, me viro para ele e pela primeira vez, eu o vejo, nem uma sombra dos olhos gentis, eles estão fixados, insanos, com ódio, eu sinto até um frio na espinha.

“Mobby Dick, é como ele é chamado pelos pescadores, foi ele que me fez esse ferimento.”, ele bate com a pena de ferro na cadeira fazendo um barulho horrível… E por Deus vocês vão me ajudar a matá-lo, um raio lá fora ilumina toda cozinha e o olhar psicótico do meu tio.

Estremeço de medo… “Não se preocupa Iza, não há tubarão que escape da minha mira.”, diz Kequel para me tranquilizar, meu tio ri, “Moby Dick não é um mero tubarão, é um demônio em forma peixe que zomba de mim nas profundezas.”, tio Elias olha em silêncio, preocupado com o seu marido nessa situação começo a entender a profundidade do problema.

“Elias vamos dormir, amanhã teremos uma longa caçada.”, ele se retira, meu tio Elias vai junto, ficamos só eu e Kequel na mesa, “Seu tio é corajoso, Mobby Dick raramente deixa presas vivas, ele sobreviveu e quer voltar lá.”, eu olho para ele completamente, sem jeito, “Porque esse nome?”, “Porque os marinheiros precisavam de um nome, os índios têm outro nome.”, eu olho para Kequel, “Qual?”, matando meu leite.

“Ipupiara, um monstro que arrasta pescadores para as profundezas e nunca mais os vemos, antigamente os goytacazes caçavam tubarões para se preparar para quando o ipupiara, viria atrás deles…”, eu olho para ele, “Por isso você disse que irá matá-lo, se acha pronto?”, ele sorri um sorrisinho torto, “Eu estou gata, pode acreditar.”, fico vermelha, mas sorrio de volta.

… … … … … … … … …

Meus tios me surpreenderam, ao menos a mim, porque Kequel reagiu como se já imaginasse, não foram exatamente dormir, assim que o silêncio se fez, ele foi rompido, gemidos de prazer, altos, quase gritados, reconheci rápido a voz do meu tio Elias, meu tio Acabe estava acabando com ele, o barulho do choque pele com pele, os gemidos altos dor e prazer, barulho da cama.

Eu respeito meus tios, mas estou longe de ser de ferro, aquilo estava mexendo comigo, minha respiração contida, os olhos abertos na cama,

“Não está dormindo?”, pergunta Kequel, “Não, não acho que consiga desse jeito.”, ele dá uma risadinha safada, “Sua tia têm fogo para muito tempo ainda.”, eu me viro de costas para ele, de frente para a parede, “Realmente não tenho interesse na vida sexual dos dois.”, ele fica em silêncio, “E na sua?”, “O quê?”, “Têm namorado?”, eu dou uma risadinha, “Não, no momento não.”, ele quem suspira dessa vez.

“A gente podia estar fazendo algo parecido para dormir bem também não acha?”, eu olho para trás para a cama dele, “Só em sonho.”, ele ri… “Você não parece tão certa.”, eu ouço e me arrepio inteira, lembrando como ele é forte e bonito, “Nem tão segura.”, eu respondo em um sussurro, aí sinto a boca dele na minha orelha me causando arrepios pelo corpo todo, “Então me deixa te passar segurança.”, estremeço, eu ia dizer algo, mas o toque dos lábios na minha orelha, me arrancou um gemido, que ele interpreta como sim…

Ele puxa as cobertas como um príncipe faria, delicadamente, sinto ele entrando atrás de mim, eu não me viro, não me movo, não protesto, apenas permito, sentindo o pau duraço de cueca contra minha bunda de fio dental, “Caralho Iza você é muito gostosa.”, ele sussurra, e eu estremeço, ele começa a lamber minha nuca, minha orelha, beijar meus ombros de camisetão, acariciando meu corpo devagar e com calma, sentindo eu me entregar aos poucos.

Logo ele remove a cueca e eu sinto seu pau roçar na minha bunda, se esfregando se encaixando entre as nádegas, me fazendo arrepiar e tremer, duro pulsando, quente, “O que você está fazendo, isso é…”, falo zero convicção e muito desejo de ser fodida, ele dá uma risadinha, “Errado? Você quer que eu me vá?”, do outro lado da parede, meus tios têm outro orgasmo violento e forte, “Não por favor, não vai.”, eu sussurro percebendo que já sou dele.

Ele começa a remover minha calcinha com calma, com carinho, eu estremeço, “Pega o lube na minha mochila.”, ele dá uma risadinha safada, “A safada veio preparada é?”, “Sempre…”, sussurro baixinho me sentindo corar, ele se levanta, eu termino de tirar minha camiseta, sentindo o pau muito duro, logo ele está de volta, sinto sua mão espalhando lubrificante, empurrando um pouco para dentro, mas também sinto algo novo, encostado na dobrinha entre a coxa e a bunda, seu pau duro, está de camisinha.

“Me fode…”, ele dá uma risadinha e puxa um travesseiro para mim, “Tó, abraça, lembra de não gemer alto.”, eu sorrio e me ajeito, sentindo ele se ajeitando de conchinha as mãos em meus seios pequenos, ele encaixa o caralho e eu sinto me abrir e começar a se afundar em mim, estremeço, dando um gemido alto, enterrando a cara no travesseiro, “Vem garota, empurra esse rabo para trás.”...

Eu empurrei e senti seu pau enterrar até o fundo, uma mão nos meus seios, outra desce para o meu pau movendo devagar ele começa a foder meu cu, lentamente, mas também um pouco forte, fundo, saindo e entrando no meu cu, me fazendo gemer, “Delícia, delícia, delícia.”, ele começa a acelerar, “Isso delicinha.”, socando com vontade dentro de mim.

Eu rebolando empurrando a bunda para trás, ele socando para frente, movendo a mão no meu pau, passa a me segurar pela barriga, uma das minhas mãos no quadril dele, apertando seu quadril com as unhas, a outra apertando meus seios, massageando, sentindo calafrios que se espalham, até que ele enche minhas entranhas de semêm…

Mas agora havíamos aberto uma porta que não íamos querer fechar, ou melhor, ele havia aberto, me sentia toda aberta, me virou e já começou a me foder de frango assado, calando minha boca com beijos, ou com a própria mão, desfrutando dos meus seios com lábios e mãos, adorando a visão, até que gozei gostoso inclusive mais de uma vez, antes dele me encher de novo, quente, líquido, escorrendo por dentro, pausa para banheiro.

Mal voltei e já fui jogada na cama, com o corpo apoiado em cima da cama, a bunda fora da cama e o pau me invadiu de novo, duro, forte, meu cu já arrombado, não ofereceu resistência, eu era recompensada com prazer, bastante prazer por sentir ele me foder, já toda esfoladinha, gemendo contida, tentando não ser ouvida, tremendo toda, arrepiada, entregue, ele me puxa para trás, me fazendo sentar, agora as duas mãos brincando com meus seios, apertando, massageando enquanto estou sentando pra ele.

Depois levada para a janela, olhando a tempestade de raios, iluminada por raios que as vezes brilhavam suficiente para isso, tomei no cu na janela, gemendo baixinho, sentindo o pau quente e duro se movendo dentro de mim, tirando quase tudo, socando tudo de volta, me fazendo tremer, ele segura meu rosto de encontro ao vidro, quando solta é para me puxar pelo queixo e voltar a me beijar, a outra mão apoia meu quadril para socar com força.

No final meus tios já tinham terminado e a casa estava em silêncio, eu estava de bruços com ele em cima de mim martelando com força o quadril se movendo para cima e para baixo, socando me arrancando gemidos contidos, ele gemendo com a boca do lado da minha orelha até gozar mais uma vez, inundando meu cu novamente.

Eu fiquei chorando, sensorialmente sobrecarregada de tanto que eu gozei, ele saiu de mim me abraçou me deixando tremer e me recuperar em seus braços com um carinho delicado e gentil, com uma delicadeza tão gentil que quem via aquele homem bruto, ou mesmo a forma como me fodeu, diria que era impossível.

Após os corpos calmos um novo banho e um sono tranquilo…

Quando acordei no dia seguinte primeiro me perguntei se foi sonho, depois me lembrei e aí senti, Kequel me abraçava como se fosse sua esposa, deitada de lado abraçando seu braço forte alojado entre meus seios quentes, ele de conchinha colado em meu corpo, sua respiração quente na minha nuca que me fez arrepiar e suspirar, curtindo o momento, lá fora a tempestade continua, mas agora há luz.

Escutei batidas na porta, “Hora do café.”, era meu tio Elias, “Tah bom.”, avisei, sentindo o Kequel acordando também, sorrio involuntariamente de estarmos parecendo um casal casado pela pose… “Você é muito delicinha sabia?”, ele sussurra no meu ouvido me arrepiando, eu me viro de frente para ele e faço biquinho, “Você acabou comigo, estou toda esfolada.”, ele deu um sorriso meio risadinha, fico vermelha, sorrindo, “Você realmente gostou né?”, faço que sim com a cabeça.

Nos beijamos deitados assim sem roupa, de frente um para o outro, depois fomos para o banho e nos encontramos com os meus tios…

… … … … … … … … …

“Hoje mataremos aquele monstro ou não voltaremos.”, eu olho para o meu tio Acabe que fala isso levantando o copo para um drink, depois o tio Elias faz o mesmo e por fim, Kequel, aí levanto meu corpo, mas durante o brinde, o brilho da loucura nos olhos de Acabe se encontram com os olhos cúmplices de Kequel e ali eu senti algo que doeu, senti que os dois, haviam transado como uma forma de despedida, olhei para Elias, que parecia resignado, a profecia do taxista veio à minha mente, ‘Apenas um voltará…’, eu senti medo…

Todos colocamos as roupas termoisolantes de mergulho, minha tia me trouxe uma, “Aqui Iza.”, eu olho e sorrio, ela havia comprado uma azul escura para mim, só que feminina, sorri, e fui me vestir também… Com a roupa de mergulho e uma camiseta por cima voltei, o olhar de Kequel, me faz sentir um arrepio de prazer com a promessa de que se voltarmos eu vou ser tão fodida, que vou até esquecer meu nome….

Logo já estávamos no barco, o barco do meu tio é até grandinho é um bom barco de pesca de madeira, eu me sentiria mais segura se não fosse a tempestade, olhando para o mar, as nuvens, a tempestade, os raios.

“Ok, eu, Kequel e Iza vamos mergulhar. Elias você fica no barco.”, eu olho para meus tios e faço que sim com a cabeça, “Iza toma bastante cuidado.”, diz Elias, “Tomarei eu juro.”, na hora que a gente se preparava, o céu abriu, olho para o alto, era como se fosse um enorme círculo no céu, como se o campo de batalha tivesse sido preparado de propósito para o que estava para acontecer, os três caíram na água com o lançador de arpão.

Após pegarmos três peixes grandes, eu tomei um susto, achei ter visto um vulto de um tubarão a distância, olhei em volta, tremendo, foi Acabe que apontou, o animal nadava lentamente, curioso, albino, totalmente, branco, seu focinho quadrado, se movendo, lentamente, como bailando no mar, quando ele se vira para o lado meu tio dispara e erra quando o animal aumenta a velocidade.

O animal fez um grande arco, eu percebi o formato, a sentindo o calafrio, um tigre sem dúvida, tentei lembrar tudo o que sabia sobre eles, lembrei que ele sempre vem por trás e me virei a tempo de ver ele vançando rápido e implacável, eu disparo, o arpão finca, mas o animal me atinge com força, sinto meu corpo quicando através do corpo dele girando, antes de levar uma rabanada forte.

Minha arma caiu da minha mão, meu tio se agarra a corda da minha arma, eu mal consigo respirar com a pancada Kequel me segura e me leva para o barco, “ELIAS?”, meu tio aparece na amurada, “CUIDA DELA.”, me solta e mergulha, enquanto Elias me ajuda a subir, estou chegando escuto meu tio dar um grito de horror, eu olho e vejo o tubarão nadando rápido, meu tio Acabe sobre ele com uma faca, abraçado com o monstro tentando matá-lo.

“Eu preciso voltar.”, Elias me segura pelo pulso e faz que não com a cabeça, as ondas jogam o barco de um lado para o outro, eu pego uma segunda arma e me vou para me jogar no mar, mas aí quem grita de desespero sou eu, o peixe nada rente a lateral do barco, meu tio sendo arrastado pela corda ao redor de seu pescoço, morto nos olhando, eu estremeço, “KEQUEL”, me jogo na água, apesar do Elias que tenta me impedir.

Vejo ele um pouco distante na água, tento me aproximar o animal passa por baixo de mim, pela lateral, Kequel aponta e atira, mais um arpão se finca como o meu, não foi fatal o tigre pegou, na boca, o sangue torna a água ao redor vermelha, minha respiração acelera, eu começo a nadar para cima, sentindo como se o animal estivesse vindo na minha direção, na superfície eu olho em volta

Vejo o Yoroque subindo e descendo com as ondas, uma, duas, três e de repente a quilha se trinca, eu vejo o bardo, partir e começar a afundar, tento ir até ele, mas logo vejo uma madeira e subo nela, “ELIAAAS!!!”, eu começo a gritar, eu estou em pânico, logo vejo ele a distância, acenando, tentei remar até ele, mas aí ele afunda, como se puxado por algo e não volta a subir.

Eu começo a chorar, chorando muito, me virei de barriga para cima, chorando, tremendo inteira, de frio, a chuva continuou por horas, talvez mais um de um dia, quando finalmente, se dissipou, a guarda costeira me encontrou…

Eu sou Iza uma jovem mulher trans mergulhadora e esse é o meu relato, a única sobrevivente de Yoroque.

=== === === FIM === === ===

É isso gente, algumas onsiderações… Quem leu Moby Dick original, não consegue negar que há uma tenção homoerótica, ente o capitão Ahab e Elija Starbuck… A questão é que ambos os nomes são bíblicos e na língua portuguesa, fica Acabe e Elias.

Já Ismael e Quequeg, Iza e Kequel, são um casal homoerótico no sentindo bem clássico do livro, a cena dele acordar e dizer que estava se sentindo como a esposa, abraçada por seu marido, cena que eu copiei para a Iza, deixa muito claro a tensão homoafetiva de ambos.

Pequod significa perigo, ou perigoso na língua nativa americana das tribos de Nantuket, por isso mudei para Yoroquê uma palavra que é o nome de um tipo de espírito selvagem e perigoso, na língua Tupi.

Por fim Ipupiara, uma besta mitológica indígena que puxa pescadores para as profundezas, embora normalmente sejam um pouco mais sereias que isso, eu lembrei dos índios Goytacazes que o rito de passagem era matar um tubarão na costa do Norte Fluminense apenas com uma faca, essa tribo inteira, foi exterminada pelos portugueses, com o uso de roupas infectadas com doenças, porque eles não conseguiam nem negociar, nem lutar contra esses guerreiros.

Esse é um conto para o desafio pirata 3 escritores baseado na obra Moby Dick de Herman Melville.

Espero que tenham gostado, vamos lá, votem, comentem, façam essa escritora feliz.

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Foto de perfil de Dani Pimentinha CDDani Pimentinha CDContos: 38Seguidores: 97Seguindo: 22Mensagem Sou cd sou trans, sou queer, não consigo mais me definir por rótulos, sou ela, dela para ela, por escolha e preferência, não sou operada, não sei se faria, mas sou feminina, delicada, ousada, dane-se o mundo, dane-se o que pensam de mim, sou Dani.

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Desafio com a proposta de conhecermos mais os autores, obras, mundos e ou personagens admirados pelos nossos autores, hora de mostrar um pouco de suas influências. ;)