Hoje vou contar uma história que aconteceu há alguns anos. Uma situação de sedução furtiva, daquelas onde a pessoa só quer testar se você vai cair na tentação. Só pra confirmar. Só pra ver se consegue.
O nome dela era Alana. Amiga da minha namorada, a Vanessa. Eu nem lembrava de ter conhecido ela antes, mas ela sabia exatamente quem eu era.
Encontrei ela num ponto de ônibus, voltando do trabalho. Ela chegou puxando assunto do nada, mas antes de descrever a conversa, preciso descrever ela.
Vestia um corset vermelho. Daqueles que esmagam a cintura, forçando o busto pra cima até a pele parecer que vai transbordar pelo decote. A calça jeans era justa, tensionada ao limite, desenhando o arco violento dos quadris. E que quadris. Beiravam a perfeição. A calça ainda marcava a firmeza das coxas, transformando cada passo num convite visual. Tudo isso num pacote de 1,54m de altura. Tamanha gostosura num corpo pequeno.
Ela chegou, deu um "Oi, tudo bem?" tradicional. Respeitoso. Educado. Eu só concordei com a cabeça, respondi "Tudo" e continuei ouvindo minha música no fone. Claro que eu já tinha reparado cada detalhe daquele monumento, mas fingi normalidade.
Ela ficou inquieta. Virou na minha direção, chegou bem perto, quase colando o corpo no meu, e perguntou:
— Você não lembra de mim?
Aí eu olhei. E aproveitei. Passei os olhos pelo corpo inteiro dela, comi com os olhos sem vergonha. Depois respondi, com plena convicção:
— Desculpa, mas tenho certeza que não nos conhecemos.
Ela fez uma cara de alívio misturado com curiosidade.
— Tem certeza que não lembra? Sou amiga da Vanessa!
Vanessa era minha namorada. Eu concordei com a cabeça, mas mantive firme.
— Acho que já devo ter visto você na rua, mas não me recordo. Desculpa.
Aquilo pareceu mexer com o ego dela. Dava pra ver no olhar. A mulher chega toda produzida, toda provocante, e o cara não lembra? Pior: não dá mole? Ficamos conversando até o ônibus chegar. Ela não disfarçava. Olhava pra minha boca quando eu falava, passava a língua nos lábios sem motivo, arrumava o cabelo.
Uns dias depois, Vanessa chegou em casa com uma história.
— Você encontrou com a Alana esses dias?
Meu coração gelou. Pensei o pior. Mas ela continuou:
— Ela me contou que te viu, te deu mole, e você nada. Perguntou até onde eu arrumei um homem assim.
Respirei aliviado. Mas na hora pensei comigo: ela tá querendo furar o olho da amiga.
Os dias passaram. Comecei a esbarrar com a Alana com mais frequência na volta do trabalho. Sempre no mesmo ponto de ônibus. Conversa vai, conversa vem. Ela parecia meio inquieta sempre.
Um dia, percebi que ela estava diferente. Meio abalada. Perguntei o que estava acontecendo. Ela se abriu: o relacionamento dela tava tenso, não estava mais dando certo, tava pensando em terminar. Falei besteiras, ouvi besteiras, e quando percebemos, tínhamos perdido o ônibus.
Segurei a mão dela.
— Vamos entrar no shopping atrás do terminal? Sentar num lugar mais tranquilo, você se recompor.
Ela aceitou. Fomos num café meio intimista, daqueles com luz baixa e sofás apertados. Conversamos por pelo menos uma hora. Eu aconselhando, tentando levantar a moral dela, falando que ela merecia alguém que valorizasse, que colocasse ela pra cima, esse tipo de coisa.
Foi quando ela falou:
— A Vanessa tem sorte de ter você.
Não sei se foi o momento, a fragilidade dela, ou os dois. Ela se aproximou. Eu tentei me afastar, mas naquele dia o tesão falou mais alto. Nos beijamos.
Foi um beijo quente. Daqueles que mostram não só a vontade, mas toda a tensão que vinha se acumulando desde aquele primeiro encontro no ponto de ônibus.
Quando a gente separou, ofegantes, eu falei:
— O que a gente tá fazendo não cabe aqui.
Ela me olhou, os olhos brilhando.
— Onde cabe?
Peguei na mão dela.
— Vem comigo.
Pagamos a conta, saímos do shopping, pegamos um táxi. O motel ficava a algumas quadras dali. No caminho, a mão dela já estava na minha coxa, subindo devagar. O motorista não via, mas a gente sentia.
Chegamos. Subimos as escadas pro quarto, e os beijos ficaram mais urgentes. Mais intensos. Cada amasso, menos roupa. No meio da escada, a calça dela já tinha ido. No corredor, o corset vermelho caiu.
Entramos no quarto. Fomos direto pro banheiro. Uma ducha. Pelados, a água quente escorrendo, a pegação continuou.
Foi quando eu parei. Só pra olhar.
A água escorria livre pelo corpo dela, desenhando as curvas nuas, brilhando sobre a pele bronzeada. Dava pra ver as marcas do biquíni fio-dental, linhas mais claras provocantes sobre o dourado da pele. Ela tinha uma tatuagem que ia da coxa até a cintura, contornando a bunda, exalando sensualidade. Cada traço realçado pelas gotas que deslizavam devagar. A água percorria sem pudor, revelando volumes, contornos, a firmeza das formas com um brilho irresistível.
Senti a mão dela no meu pau. Já estava duro, latejando. Ela puxou, me trouxe de volta.
— Vamos pra cama.
Fomos. Mas eu não queria o tradicional. Queria sexo sem pudor. Assumi o controle.
— Ajoelha — falei, com voz firme.
Ela arregalou os olhos. Por um segundo, pensei que fosse recuar. Mas não. Ajoelhou na minha frente.
— Começa a chupar.
Ela obedeceu. Abocanhou meu pau, tentando colocar tudo dentro da boca. Eram 19cm, não era fácil. Ela engasgava, mas forçava, tentava de novo. Babava, os olhos lacrimejando, mas continuava firme.
Segurei a cabeça dela e comecei a meter na boca dela com força. Ela deixou. Aceitou tudo. Os olhos marejados me olhavam de baixo, e eu via que ela adorava.
Puxei pelos cabelos, trouxe ela ao meu encontro. Nos beijamos de novo, intenso. Depois, deitei ela de barriga pra cima. Abaixei, enterrei a cara na buceta dela.
Já estava bem molhada. Escorrendo. Chupei com vontade, a língua passeando, provocando. Ela gemeu alto, agarrou os lençóis.
— Isso... assim... vou gozar...
Ela gozou. Forte. O corpo inteiro tremendo, as mãos agarrando meu cabelo, me afundando no quadril dela.
— Não para... não para... continua...
Depois que ela se acalmou, ainda ofegante, subi. Encostei a cabeça do pau na entrada da buceta, pincelando de leve. Ela gemeu, pedindo mais. Coloquei só a cabecinha, devagar, sentindo ela se acomodar. Depois, de uma vez, enterrei tudo.
Ela gemeu, um som profundo, gutural. Comecei a meter. Estocadas firmes, profundas, revezando com outras mais leves. Ela se contorcia, gemendo a cada fincada no fundo.
Mudamos de posição. Queria ela por cima. Ela montou, sentou até o talo, e começou a rebolar. Cada descida era um gemido. O tesão era tanto que eu já tava quase gozando.
Mudei de novo. Coloquei ela de quatro na cama. Ela entendeu. Empinou a bunda ao máximo, abaixou o busto, se ofereceu. Montei por trás, finquei até o fundo. Ela gemeu, descontrolada. Segurei pelos cabelos, puxei pra trás, e comecei a meter com tudo. Cada estocada fazia ela gemer mais alto.
Senti o orgasmo chegando. Não avisei. Não pensei. Enterrei fundo e gozei. Jorrei dentro da buceta dela, quente, sem camisinha. Ela sentiu, gemeu, se apertou em volta de mim, recebendo tudo.
Caímos na cama, exaustos. Ficamos lá, deitados, ainda ofegantes. Depois de um tempo, namoramos mais um pouco. Transamos mais duas vezes naquela noite. Só fomos embora de madrugada.
Até hoje lembro dessa loucura. Não repetimos. Nunca mais. Cada um seguiu sua vida.
Mas tenho certeza de uma coisa: essa parte da história ela não contou pra amiga.