E aí, pessoal. Liam de volta, acharam que eu não voltaria pra atualizar vocês?!
Cara, faz umas semanas desde aquela conversa no café com a Carla que eu contei anteriormente. E puta merda, quanta coisa rolou nesse meio tempo. Sério, eu podia escrever um livro só sobre esse último mês, mas vou tentar focar no que interessa.
Primeiro de tudo, obrigado pelas mensagens e comentários na parte anterior. Vocês são foda. Teve gente dizendo que o final foi "fofo demais" (desculpa?), teve gente apostando quanto tempo ia demorar pro Matheus entrar na roda, e muita gente perguntando: **"Mas Liam, qual é a regra agora mesmo? Ainda pode tudo?"**
Então, só pra refrescar a memória de quem tá chegando agora ou tem memória curta: A regra mudou. Depois do caos emocional com a Carla e daquela reunião tensa na sala, a gente instituiu a **"Regra 2.0"**.
Basicamente:
1. **Sem segredos.** Transparência total. Se alguém quer transar, avisa. Se alguém tá sentindo algo, fala. Nada de esconder namoradinhos ou sentimentos.
2. **Hierarquia Clara.** Eu e a Clara somos o centro. O núcleo. Todo o resto orbita a gente. Eu posso foder as amigas, as amigas podem me foder, mas no fim do dia, eu pertenço à Clara e ela a mim.
3. **Permissão.** Nada acontece sem o "ok" da chefia (leia-se: Clara).
Parece burocrático? Talvez. Mas tá funcionando. A Clara assumiu esse papel de "gestora do harém" de um jeito que me assusta e me excita na mesma medida. A Andréia tá mais presente do que nunca, praticamente morando no nosso sofá. E a Carla... bom, a Carla tá voltando. Devagar.
Mas o foco hoje é a Dani. E o tal do Matheus.
Lembra que a Clara soltou a bomba que a Dani tava namorando um jogador de futebol da faculdade? Então. O cara é real. O nome dele é Matheus, ele joga num time semiprofissional, e ele é... grande. Tipo, 1,95m de altura, ombros que mal passam na porta, aquela vibe de armário com pernas. A Dani, que é minúscula perto dele, parece um chaveirinho quando tão juntos. É até engraçado de ver.
Mas vou ser honesto com vocês aqui, porque esse é o espaço onde eu tiro a máscara. Quando a Clara disse que ele vinha pra praia com a gente, eu fingi que tava tudo bem. Sorri, disse "legal", fiz piada.
Mas por dentro? Por dentro eu tava odiando a ideia.
E eu sei, eu sei. Sou um hipócrita do caralho. Eu passei meses comendo as amigas da minha namorada, curtindo um harém que 99% dos caras matariam pra ter, e agora que um (1) outro macho entra na equação eu fico todo inseguro? É egoísmo puro. Eu tenho noção disso. Mas é foda, cara. Até agora, eu era o único rei desse castelo. Eu era o único pau na mesa. Era fácil ser "desconstruído" e liberal quando a concorrência era inexistente.
Agora tem um gigante de quase dois metros rondando o meu território, e a pior parte é que eu não posso nem reclamar sem parecer um babaca possessivo. Então eu engulo o ciúme e sorrio.
A questão é: ele não sabia da regra. Ou pelo menos, a gente achava que não.
A Dani sugeriu um fim de semana na praia. "Pra integrar o Matheus", ela disse. "E pra gente curtir o verão antes que as aulas voltem pesado". A Clara topou na hora (claro que topou, ela adora analisar gente nova). A Andréia disse que precisava bronzear as marcas de biquíni. E a Carla... a Carla disse que ia se a gente prometesse que ia ser "tranquilo".
Spoiler: Não foi nem um pouco tranquilo.
Alugamos uma casa absurda na praia, uns 40 minutos da cidade. Piscina infinita, vista pro mar, quatro quartos. Sexta a domingo. Eu, Clara, Andréia, Carla, Dani e o Gigante Matheus.
Ok, chega de enrolação. Vamos pra história.
~~~~~~~
**Sexta-feira, 14h.**
Eu tava dirigindo o carro, com a Clara no banco do passageiro. Ela tava daquele jeito que acaba com meu psicológico: biquíni preto minúsculo por baixo de uma saída de praia transparente, óculos escuros grandes, cabelo loiro solto voando com o vento da janela aberta. Ela parecia uma estrela de cinema pornô de férias.
"Você tá animada?" perguntei, uma mão no volante, a outra descansando na coxa dela, apertando de leve.
"Demais," ela sorriu, virando pra mim por cima dos óculos. "Tô curiosa pra ver a dinâmica. A Carla tá vindo com a Andréia, né?"
"Sim. No carro da Andréia."
"Bom. Elas tiveram tempo pra conversar na estrada. A Andréia é boa em... preparar o terreno."
Eu ri, tentando soar casual. "Preparar o terreno pra quê, Clara? Pra colocar outro cara na nossa cama?"
A Clara baixou os óculos e me olhou. Aquele olhar analítico dela. "Liam... isso te incomoda?"
"O quê? Não," menti na cara dura. "Só tô perguntando. A gente acabou de estabilizar as coisas depois do caos da Carla. Trazer um estranho agora..."
"Ele não é um estranho, é namorado da Dani. E ninguém falou em colocar ele na nossa cama. Ainda." Ela sorriu, maldosa. "Mas relaxa. A prioridade é a gente. Sempre."
"Eu sei."
Mas na minha cabeça eu tava pensando: *Prioridade o caralho. Se esse maluco tirar a camisa e você olhar pra ele do jeito que olha pra mim, eu vou ter um treco.*
A gente chegou na casa primeiro. Descarregamos as malas. A casa era foda mesmo. Vidro pra todo lado, cheiro de mar, piscina azulzinha.
Umas meia hora depois, o carro da Andréia chegou. Elas desceram parecendo capa de revista. Andréia com um short jeans que era basicamente um cinto largo e um top que mal segurava os peitos (sério, como ela não paga peitinho a cada três passos é um mistério da física). Carla tava mais discreta, vestido florido soltinho, mas com aquele sorriso leve que eu não via há tempos.
"Chegamos, vadias!" Andréia gritou, entrando na sala com as malas.
Abraços, beijos, aquela energia boa. A Carla me deu um abraço apertado, demorado. "Oi," ela sussurrou. "Tô pronta pra esse fim de semana."
"Que bom," eu respondi, sentindo o cheiro doce do shampoo dela.
E aí, o carro da Dani chegou.
Quando o Matheus desceu do carro, eu me senti uma criança. O maluco é gigante. Músculo pra caralho, camiseta branca esticada no peito, bermuda de surfista. Ele deu a volta no carro e abriu a porta pra Dani (cavaleiro, ponto pra ele), e ela desceu toda sorridente, agarrando o braço dele que era da grossura da coxa dela.
"Gente! Esse é o Matheus!" Dani apresentou, radiante.
"E aí, galera," ele disse. A voz dele era grave, daquelas que vibram no peito da gente. Ele apertou minha mão e eu senti meus ossos estalarem de leve. "Prazer, Liam. A Dani fala muito de você. Diz que vocês cresceram juntos."
"É, faz tempo," eu disse, sorrindo aquele sorriso amarelo de quem tá morrendo por dentro. Olhei pra ele e pensei: *Porra, esse cara pode me usar de palito de dente.* E pior: *E se elas gostarem disso?*
"Prazer," eu respondi, forçando simpatia. "Bem-vindo ao hospício."
Ele riu. "Hospício é bom. Eu gosto."
A primeira tarde foi... social. Churrasco, cerveja, piscina. O Matheus é gente boa, tenho que admitir. O que me irrita mais ainda, porque se ele fosse um babaca seria fácil odiar. Mas ele é legal. Fala de esporte, conta piada ruim, é atencioso com a Dani. Mas a tensão tava me matando. A Clara analisava ele o tempo todo, tipo predadora estudando a presa. A Andréia provocava sutilmente, ajeitando o biquíni na frente dele, passando óleo nas pernas devagar, bem na frente dele. E ele... ele olhava. Discretamente, respeitosamente, mas olhava.
E eu ali, assando carne na churrasqueira, suando, pensando: *Será que é assim que os namorados normais se sentem quando eu como a namorada deles? É uma merda.*
**Sábado de manhã.**
Acordei cedo. A Clara ainda tava dormindo, apagada do vinho da noite anterior. Desci pra fazer café e fui pra varanda olhar o mar, tentando acalmar a cabeça e parar de ser um idiota inseguro.
Ouvi a porta de vidro deslizar. Era a Andréia. Ela tava usando só uma camiseta minha que eu tinha deixado na sala – ficava um vestido nela – e calcinha. Cabelo bagunçado, cara de sono, gostosa pra caralho.
"Bom dia, Liam," ela disse, sentando do meu lado, espreguiçando e fazendo a camiseta subir perigosamente.
"Bom dia. Roubou minha roupa?"
"Peguei emprestado. Tem seu cheiro," ela piscou. "O Matheus tá na praia correndo. Vi ele saindo. O cara é máquina."
"É. Máquina," repeti, tentando não soar amargo.
Andréia riu. "Você tá estranho, Liam."
"Tô normal."
"Não tá não. Você tá quieto. Tá medindo ele." Ela chegou mais perto, encostando o ombro no meu. "Não precisa ficar assim. Ninguém vai te trocar."
"Eu não tô com medo de ser trocado, Andréia. É só..." suspirei, decidindo ser meio honesto com ela. "É estranho. Ter outro cara aqui. Muda a dinâmica."
"Muda. Mas mudança pode ser boa. A Dani tá caidinha por ele. E ela quer trazer ele pra dentro. Da regra."
Eu engasguei com o café. "O quê? Já?"
"Ela não disse com essas palavras. Mas eu conheço a Dani. Ela tá morrendo de vontade de ver ele fodendo a gente. Ou ver você fodendo ela na frente dele. Ela é exibicionista, você sabe."
"E ele? Ele sabe?"
"Ainda não. Mas vai saber. A Clara tem um plano pra hoje à noite."
Eu senti aquele frio na barriga misturado com raiva. O "plano da Clara" agora envolvia testar outro macho? Puta que pariu. Eu devia ter ficado em casa jogando videogame.
**Sábado, fim de tarde.**
A gente tava na praia. O sol tava baixando, aquela luz dourada bonita. O Matheus e a Dani tavam na água, rindo e se abraçando. A Andréia e a Clara tavam tomando sol nas espreguiçadeiras, cochichando e olhando pra eles.
Eu tava sentado na areia, olhando as ondas, me sentindo um intruso na minha própria festa. A Carla sentou do meu lado.
"Ei," ela disse.
"Ei."
Ela tava de biquíni azul marinho, simples, mas que ficava perfeito no corpo dela. Ela desenhava círculos na areia com o dedo.
"Liam," ela começou, sem olhar pra mim. "Você tá fingindo bem, mas eu te conheço."
"Fingindo o quê?"
"Que tá tudo bem. Que você não tá incomodado com ele aqui."
Eu olhei pra ela. A Carla sempre foi a mais perceptiva. "É tão óbvio assim?"
"Só pra quem te conhece. A Clara sabe também, mas ela tá se divertindo vendo você com ciúme."
"Ela é sádica," resmunguei.
"Ela gosta de ver que você se importa. Mas Liam... relaxa. Ninguém aqui tá competindo com você. A gente tem história. Ele acabou de chegar."
"Eu sei. É só meu ego idiota falando alto."
"Ego é foda," ela concordou. "Mas talvez a gente possa usar isso. A gente falou de ir devagar. E tamos indo. Mas eu sinto que eu e você precisamos de um 'reset'. Sabe? Limpar o ar daquela última vez horrível no apartamento."
Eu lembrei da punição. Do meu pau amolecendo. Do choro dela.
"Eu sei," eu disse.
"Eu conversei com a Clara hoje cedo," ela continuou. "Pedi permissão. Pra ter um momento com você. Só nós dois. Sem humilhação, sem plateia, sem regra maluca. Só... sexo. Pra lembrar como era bom. Pra eu me sentir segura com você de novo. E pra você lembrar que, não importa quem chegue, a gente tem a nossa conexão."
Eu olhei pra ela. "E a Clara?"
"Ela disse que tudo bem. Desde que eu devolva você inteiro depois." Ela sorriu fraco. "E disse que talvez seja bom pra você se distrair e parar de olhar pro Matheus como se quisesse morder ele."
Meu pau deu sinal de vida na hora. E meu ego também. A Clara sabia exatamente o que eu precisava: afirmação. Saber que eu ainda era desejado.
"Quando?"
"Hoje à noite. Depois do jantar. Quando todo mundo tiver bêbado ou distraído. No quarto de hóspedes do térreo."
**Sábado à noite.**
O jantar foi animado. A Andréia tava impossível, flertando com o Matheus na cara dura ("Nossa, Matheus, com esse tamanho todo você deve precisar de muita proteína, né?"), e a Dani ria, achando o máximo. O Matheus tava ficando vermelho, mas tava entrando na brincadeira. Eu comi em silêncio, forçando sorrisos, me sentindo deslocado. Ele era grande, sim. Mas será que ele sabia foder como eu? Será que ele entendia as meninas como eu?
Por volta da meia-noite, a Clara se levantou.
"Gente, eu vou subir. Enxaqueca," ela mentiu (eu sabia que era mentira porque ela piscou pra mim e deu um sorrisinho cúmplice). "Liam, não demora, tá?"
"Pode deixar."
A Andréia puxou o Matheus e a Dani pra "ver as estrelas na jacuzzi". O caminho tava livre.
Eu fui pro quarto de hóspedes do térreo. A porta tava encostada. Entrei.
A Carla tava lá. Luz apagada, só a luz da lua entrando pela janela. Ela tava de pé ao lado da cama, nua. O corpo dela era lindo, menor que o das outras, mas com curvas perfeitas.
"Fecha a porta," ela sussurrou.
Fechei e tranquei.
"Sem conversa hoje, Liam," ela disse, vindo até mim. "Só me fode. Me faz esquecer aquele dia. E esquece o mundo lá fora por uma hora. Seja o meu homem."
Aquilo foi o bálsamo que meu ego ferido precisava. "Seu homem".
Eu tirei a roupa com uma urgência que eu não sentia há tempos. Quando meu pau ficou livre, ela nem esperou. Se ajoelhou ali mesmo e colocou na boca. Quente. Molhada. Acolhedora. Não era agressivo como a Clara gostava, era... devoto. Ela chupava com vontade, com carinho, olhando pra cima pra mim.
Eu a puxei pra cima, beijei a boca dela com gosto de mim mesmo, e a joguei na cama.
Foi intenso. Eu fodi ela não só por tesão, mas por necessidade. Necessidade de afirmar minha presença, meu lugar. De provar pra mim mesmo que eu ainda era o alfa daquela porra toda, mesmo com o gigante na sala ao lado. Eu entrei nela fundo, forte, segurando os pulsos dela, marcando a pele dela.
"Isso..." ela gemia no meu ouvido. "Isso, Liam... me marca... me lembra de quem eu sou..."
A gente transou por uns vinte minutos, suando naquele quarto abafado de praia. O som das ondas lá fora misturado com os gemidos dela. Quando eu gozei dentro dela, foi um alívio quase espiritual. Toda a tensão, o ciúme, a insegurança... saiu tudo.
Ficamos deitados um pouco, recuperando o fôlego. Eu me sentia mais leve. O ciúme ainda tava lá, no fundo, mas tava domado. Eu tinha lembrado quem eu era.
"Melhorou?" perguntei.
"Muito," ela sorriu, me dando um selinho. "Você tava precisando disso tanto quanto eu."
"Tava. Obrigado."
Nos vestimos e saímos do quarto, tentando não parecer que tínhamos acabado de foder (apesar do meu cabelo bagunçado e da cara de satisfação dela).
Quando chegamos na área da piscina, a cena era... interessante.
O Matheus tava dentro da jacuzzi com a Dani no colo. A Andréia tava sentada na borda, com os pés na água, só de calcinha (o top tinha sumido). Eles tavam rindo de alguma coisa.
Quando nos viram, a Andréia abriu um sorriso malicioso.
"Olha só quem apareceu. Tavam 'procurando toalhas'?" ela provocou.
O Matheus olhou pra gente. Ele não é burro. Ele viu o cabelo meio bagunçado da Carla, a minha cara de pós-sexo. Ele olhou pra Dani, depois pra Andréia, depois pra mim.
E aí aconteceu algo que eu não esperava. Ele não ficou constrangido. Ele sorriu. Um sorriso de quem tá começando a entender a piada, e talvez a gostar dela. Ele me olhou nos olhos, de homem pra homem, e fez um aceno sutil de cabeça.
"A água tá boa," ele disse, a voz grave. "Cabe mais gente."
Eu respirei fundo. Olhei praquele armário de dois metros sorrindo pra mim. Eu podia continuar sendo um babaca ciumento e estragar o fim de semana, ou eu podia entrar na água e mostrar pra ele como se joga esse jogo.
Eu olhei pra Carla. Ela sorriu e tirou o vestido, ficando só de calcinha e sutiã. Eu tirei a camiseta, estufei o peito (que não é gigante como o dele, mas tem história, porra) e entrei na água.
"Chega pra lá, grandão," eu disse, sentando ao lado dele na jacuzzi, marcando meu espaço.
Ele riu e se afastou um pouco. "Fica à vontade, chefe."
*Chefe.* Gostei disso.
A Clara apareceu na varanda do segundo andar, lá em cima, olhando pra baixo. Ela tava de robe de seda, com uma taça de vinho na mão. Ela viu a gente na jacuzzi – eu, Carla, Andréia semi-nua, Dani e o namorado gigante.
Ela levantou a taça num brinde silencioso. E eu juro que vi ela sorrindo aquele sorriso de quem tá prestes a soltar os leões na arena.
A regra nova tava valendo. E o domingo prometia ser o dia que a gente ia descobrir se o Matheus era aliado... ou se eu ia ter que brigar pelo meu harém. Mas pelo menos agora eu tava com a cabeça no lugar (e o pau leve).
Mas isso fica pra próxima. Porque o que aconteceu naquela piscina no dia seguinte... olha, só digo que envolveu boias infláveis, muito protetor solar e uma aposta que a Andréia fez com o Matheus que mudou tudo.
Até a próxima.
**[Liam]**