A primeira vez que fiquei com mulher foi com a minha amiga

Um conto erótico de esposa
Categoria: Lésbicas
Contém 742 palavras
Data: 06/02/2026 14:22:37

Nosso grupo de amigas jogava futsal juntas havia algum tempo, e a convivência constante criava laços que iam além da quadra. Muitas delas eram bissexuais ou lésbicas, e entre brincadeiras, olhares e confidências, o ambiente era sempre carregado de uma liberdade silenciosa. No meio de todas, havia uma delas que sempre me chamava mais atenção. Não era só a beleza — embora ela fosse linda —, mas a forma como se movia, como ria, como parecia perceber minha presença da mesma maneira que eu percebia a dela.

Entre nós existia uma química discreta, quase invisível para quem olhasse de fora, mas impossível de ignorar quando estávamos próximas. Um toque rápido ao disputar a bola, um sorriso sustentado por tempo demais, olhares que se encontravam e demoravam a se soltar. Quase sempre voltávamos juntas depois do treino, inventando caminhos mais longos, prolongando conversas, buscando momentos em que o silêncio falasse por nós. Em algumas noites, conseguimos até encaixar horários mais tranquilos, quando o ginásio ficava vazio e o mundo parecia nos dar um pouco de espaço.

Naquela noite específica, o calor estava sufocante, mesmo sendo tarde. O treino foi intenso, o corpo todo suado, a respiração acelerada. Antes de irmos para a quadra, havíamos dividido algumas cervejas, só para relaxar, e isso deixou tudo mais leve — e, ao mesmo tempo, mais perigoso. Eu sentia meu corpo mais solto, meus pensamentos menos controlados, e percebia que ela também estava diferente.

Quando o treino acabou, fomos direto para o vestiário. Para nossa sorte — ou talvez nosso destino —, as outras meninas não apareceram. O espaço estava silencioso, quebrado apenas pelo eco distante de vozes e pelo som da água pingando em algum chuveiro mal fechado. Sem dizer nada, comecei a tirar o calção, depois a camiseta, sentindo o ar quente tocar a pele ainda suada. Tirei a calcinha e entrei no chuveiro, fechando os olhos por um instante quando a água quente caiu sobre mim.

Poucos segundos depois, ouvi o som dela se aproximando. Quando abri os olhos, ela já estava ali, entrando no chuveiro comigo. Nossos olhares se cruzaram de imediato, e naquele instante não havia mais nada a esconder. O desejo que vinha sendo contido há tanto tempo estava estampado nos olhos das duas. O calor do banho, do corpo e do álcool tornava tudo mais intenso, mais urgente.

Começamos devagar, como se ainda testássemos o limite do que estava acontecendo. Ensaboamos o próprio corpo, depois o da outra, as mãos escorregando com facilidade, explorando curvas conhecidas apenas de longe. Aos poucos, os toques deixaram de ser inocentes. Nos aproximamos mais, até que nossos corpos se encostaram de vez. O primeiro beijo veio profundo, carregado de vontade acumulada, como se compensasse todos os momentos em que tivemos que fingir indiferença.

Beijávamos, lambíamos, sentíamos o gosto da pele misturado ao sabonete e à água quente. Minhas mãos percorreram suas costas, seus quadris, enquanto minha boca explorava seus seios, sentindo seus mamilos reagirem ao menor toque. Ela respondia na mesma intensidade, suas mãos firmes, seguras, fazendo meu corpo arrepiar inteiro. Gemidos baixos escapavam sem que conseguíssemos conter, misturando-se ao barulho constante do chuveiro.

A excitação cresceu rápido demais para ser ignorada. Saímos do chuveiro quase tropeçando, a pele quente, sensível. Fomos para o canto do vestiário, onde havia alguns bancos. Ali, sem pressa e sem palavras, nos entregamos completamente. Ela me levou ao limite com a boca e com os dedos, atenta a cada reação minha, a cada suspiro mais fundo. Quando foi minha vez, fiz questão de explorar cada detalhe dela, cada ponto sensível, cada gemido que me incentivava a continuar.

O prazer vinha em ondas, intenso, profundo, fazendo o tempo perder o sentido. Não sabíamos mais quanto tempo havia passado, só que faltavam cerca de trinta minutos para o próximo treino começar. Mesmo assim, continuamos, revezando beijos, carícias, lambidas, como se aquele momento precisasse ser vivido até o fim.

Quando finalmente nos demos conta do horário, o corpo ainda tremia, o coração batia acelerado. Nos levantamos devagar, nos vestindo com cuidado, tentando recuperar a compostura. Trocamos um último olhar cúmplice antes de sair do vestiário, misturando-nos novamente às outras meninas como se nada tivesse acontecido.

Mas nada era como antes. O corpo ainda guardava o calor, a pele parecia queimar com a lembrança de cada toque, e o segredo compartilhado tornava tudo ainda mais intenso. Aquela noite ficou marcada para sempre: o vestiário vazio, o desejo contido que finalmente explodiu, o prazer roubado, intenso, só nosso.

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