Foram essas mesmas imagens que ela tinha acabado de apagar pela segunda vez antes que o Tiago tivesse a chance de ver. *Que ódio, eu esperei semanas por isso e amarelei!* Enquanto ouvia os passos do Tiago se afastando pelo corredor, ela sabia que sua segunda chance tinha passado. *Na próxima*, pensou ela, levantando-se e voltando para a escrivaninha. *A próxima vez vai ser diferente. Eu juro.*
Imediatamente, Amanda começou a planejar. Obviamente, as fotos precisariam estar no cartão de memória na próxima vez que alguém o pegasse emprestado. Porém, se as fotos fossem a única coisa no cartão, poderia levantar suspeitas. Por outro lado, se o cartão estivesse muito cheio ou se as imagens eróticas estivessem enterradas no meio de uma lista enorme, poderiam passar despercebidas. Depois de alguns dias, ela bolou um plano.
Cumprindo o prometido, Tiago devolveu a câmera para Amanda na segunda-feira à tarde. Na noite seguinte, depois de voltar para o quarto da república, ela botou a mão na massa. Sabia que a Mari tinha aula à noite e que teria o quarto só para ela por pelo menos mais uma hora. Amanda queria começar as imagens devagar, mas precisava de algumas fotos que prendessem a atenção de quem visse. Foi até o armário e desenterrou seu biquíni preto. Tinha comprado há alguns anos, ainda na época da escola, mas era tão cavado que ela não tinha tido muitas oportunidades de usar. Vestiu rapidamente e se admirou no espelho.
Com certeza mostrava muita pele e atrairia o olhar, mas não era mais escandaloso do que o tipo de foto que as meninas postam no Instagram o tempo todo. Os seios dela tinham crescido nos anos desde que comprou a peça, e estava mais apertado do que ela lembrava. Parecia que ela ia pular para fora do top a qualquer momento. Seria mais do que suficiente para esse propósito, mas ela achava que não ofereceria muita cobertura se realmente fosse nadar com ele. Virou-se e examinou como o tecido fino valorizava sua bunda.
*Eu não acredito que tô fazendo isso*, pensou, enquanto o coração acelerava. Pegou a câmera, mirou no espelho, sorriu e clicou. Examinou a foto e decidiu que a iluminação estava muito escura. Abriu a cortina, mas já estava escurecendo lá fora e o resto de luz do sol não era suficiente. Acendeu a luz do teto, ligou o flash da câmera e tirou a mesma foto de novo. O reflexo do flash a cegou por um segundo, mas quando a visão voltou, checou a câmera. A foto estava muito melhor dessa vez. Era a típica *selfie* de espelho que as garotas tiram sempre, mas com a sensualidade extra de um biquíni minúsculo. *Isso deve chamar a atenção dos moleques.* Tirou mais algumas fotos em poses diferentes e depois voltou para o armário. Queria dar a impressão de que as imagens seguintes eram de uma sessão diferente.
Era hora de ir para os cliques cruciais, e ela decidiu que queria que essas fotos tivessem alguns dos mesmos elementos das originais. Poderia ter apenas reupado aquelas mesmas fotos, mas isso parecia mais divertido. Além disso, daria a oportunidade de tirar algumas fotos mais ousadas. No entanto, sabia que a sessão de fotos teria que ser curta, apenas alguns cliques, ou então poderia parecer suspeito que ela tivesse esquecido aquilo ali.
Amanda puxou o mesmo moletom de zíper que tinha usado na sessão original, junto com a mesma calcinha rosa, vestindo ambos sem nada mais. Voltando para o espelho, levantou a câmera e parou para pensar. *Por que não? Já cheguei até aqui mesmo.* Enfiou a mão por baixo do moletom e tirou a calcinha, deixando apenas o casaco entre seu corpo nu e a câmera. Era um moletom cinza largo, típico de atlética, que mal cobria a base da bunda e tinha o logo do curso estampado sobre o peito esquerdo. Se Amanda ficasse reta e perfeitamente parada, o blusão escondia o suficiente de suas partes importantes. Se ela se mexesse, era outra história.
Ergueu a câmera novamente e tirou uma foto da cintura para cima. Na foto seguinte, baixou o zíper para revelar um pouco do decote. Baixou bem mais para o próximo clique, deixando o zíper parar uns dois dedos abaixo dos seios empinados. Com uma abertura tão profunda, ficaria óbvio para quem visse que ela não estava usando nada por baixo — nem sutiã. Em seguida, virou-se, apontou a câmera para trás e tirou uma foto de corpo inteiro do seu reflexo. Na imagem, os cachos castanhos caíam sobre o segundo logo da universidade estampado nas costas. As pernas longas e nuas pareciam começar onde a lã cinza terminava. Ela se inclinou levemente para a frente e tirou outra foto. Na imagem, a polpa branca da bunda era levemente visível abaixo do tecido solto.
Agora era o momento da verdade. Respirando fundo, ela baixou o zíper até que os seios saltassem para fora. Segurou a câmera com o braço esticado com uma mão e puxou o moletom aberto com a outra. *Clique*. Abriu o zíper completamente e virou-se de volta para o espelho.
Nas fotos originais, ela não tinha tido coragem de tirar a calcinha, mas agora encarava seu corpo completamente exposto no espelho. Abriu mais o moletom, garantindo que nada ficasse escondido. Estava totalmente depilada, lisinha, e teve que admitir que estava muito gostosa naquele momento. Mesmo assim, ficou ansiosa em fotografar sua área mais íntima. Considerou colocar a mão sobre a buceta e experimentou poses diferentes. Porém, no fim, deixou a mão cair e mostrou tudo. *Clique*.
Cada disparo enchia o quarto com um clarão de luz que a fazia se sentir uma modelo. Mais um ângulo de frente, deixando o moletom cair pelos ombros e ficar preso nos cotovelos. *Clique*. Virou-se e levantou o moletom para expor a bunda redonda. Levantou só mais um pouquinho para que a tatuagem de flor no cóccix ficasse visível. *Clique*.
*Isso deve ser o suficiente*, pensou ela enquanto desligava a câmera e caminhava em direção à escrivaninha. *Puta que pariu!* De repente, caiu a ficha de que ela tinha deixado a cortina aberta o tempo todo, mesmo depois de acender a luz do teto! Amanda estava tão envolvida na excitação que nem tinha pensado nisso. Jogou os braços sobre o corpo e saltou para o interruptor.
Uma vez na escuridão, esgueirou-se de volta para a janela para olhar lá fora. O quarto dela ficava no quinto andar de um alojamento misto no meio do campus. Estava alto demais para alguém vê-la claramente do chão, a menos que ficasse parado bem na frente da janela — mas o térreo não era sua preocupação. A preocupação era o prédio masculino de oito andares a nem quinze metros de distância, do outro lado do pátio. A maioria dos quartos de frente conseguia ver dentro do quarto da Amanda. Ela esquadrinhou as janelas para ver se flagrava alguém assistindo. Conseguia ver garotos em vários quartos, e muitos outros estavam escuros, mas não parecia que alguém tinha notado ela.
*Alguém deve ter me visto.* Estava tão nervosa que achou que ia chorar. *Ai meu Deus... imagina só, um monte de moleques estranhos me vendo tirar a roupa, me vendo tirar fotos pelada. Aposto que acham que sou uma puta que gosta de ser assistida.* Então, de repente, a ficha caiu de outro jeito. Na escuridão, ela levou a mão lá embaixo e descobriu o quanto estava molhada.
*Eu sou uma puta que gosta de ser assistida, não sou?* Esse era o ponto todo. *Acho que é um bônus se alguns caras me viram do outro lado do pátio.* Talvez isso fosse ainda melhor, porque tinha sido um acidente completo, como na fantasia original.
Ainda tinha meia hora até a Mari chegar, então Amanda arrancou o moletom e se jogou na cama no escuro. Imediatamente, as mãos começaram a explorar o corpo. Mais uma vez, ela parou, contemplando. Sabia que não devia, mas não conseguia tirar a ideia da cabeça. *Meu Deus... será que eu sou tão vadia assim? Não, isso é demais, até pra mim.* Mas no momento em que o dedo fez contato com o clitóris, todo pensamento racional foi afogado por um retumbante *SIM!*
A razão deu lugar à luxúria. Incapaz de se controlar, levantou-se e acendeu a luz de volta. Ainda nua, voltou devagar para a cama e retomou o que estava fazendo. Não ousou olhar para a janela, com medo de perder a coragem. Seria muito mais difícil para os vizinhos a verem enquanto estivesse deitada na cama, mas vários quartos nos andares superiores teriam uma visão clara se alguém estivesse prestando atenção.
*Isso é tão errado. E se alguém me reconhecer? E se alguém da minha sala me vir?* Mas esses pensamentos só alimentavam o fogo queimando dentro dela. *Então eles vão ver como eu tô louca de tesão agora...*
Uma mão desceu para o seio esquerdo. O mamilo estava duro como pedra, implorando por atenção. Ela deu uma torcidinha de leve enquanto passava a mão direita pela barriga. A mão esquerda subiu até os lábios de cetim. Ela estremeceu de excitação. *Preciso ser rápida. Quanto mais tempo eu ficar deitada aqui, mais chance de alguém notar.*
Ambas as mãos desceram para sua intimidade, permitindo que ela afastasse os lábios com uma mão enquanto corria um dedo para cima e para baixo na extensão da fenda. Toda vez que o dedo entrava em contato com o clitóris, Amanda soltava um gemido abafado.
*Isso não vai demorar.* Com um dedo ainda provocando o grelinho, deslizou dois dedos da outra mão para dentro de si mesma. *Não acredito no quanto isso tá me deixando molhada.* A vergonha e a ansiedade a deixavam com mais tesão. Arqueou as costas e empurrou a pélvis para o ar. Os seios balançavam a cada estocada. Se alguém estivesse assistindo, estaria ganhando um puta show. Estava tão perto de gozar, mas um último pensamento sujo entrou na cabeça dela. Tentou lutar contra, mas sabia que era uma batalha perdida, como todas as outras.
Com dois dedos ainda dentro dela, Amanda esticou o braço e pegou a câmera. Com o braço estendido, ligou o aparelho e o segurou acima dela, apontado para baixo. *Clique*. Um flash encheu o quarto enquanto Amanda fotografava a si mesma.
*Todos esses flashes com certeza devem estar chamando a atenção de alguém.* Ela virou a câmera e examinou a foto. Não conseguia acreditar no que via na tela: seu próprio corpo nu, se contorcendo na cama enquanto se dedilhava. A expressão no rosto dela era uma mistura de felicidade desinibida e pura sedução.
***
Continua?