O convite

Um conto erótico de Menino do Rio
Categoria: Heterossexual
Contém 1876 palavras
Data: 19/02/2026 21:23:04

Tem gente que entra numa sala e o ar muda. Não é só beleza, é presença. Ela era assim.

Quando a vi pela primeira vez, estava no meio da multidão da festa, mas parecia isolada por um holofote imaginário. Morena, cabelos longos e escuros que pegavam a luz e devolviam em reflexos. Vestido preto, curto, simples, mas que abraçava o corpo como se tivesse sido costurado sobre ela. Cada curva desenhada, mas nenhuma entregue. O tipo de mulher que provoca sem precisar se mexer.

Fiquei no meu canto, bebendo, trocando palavras vazias com os amigos. Mas meus olhos traíam a indiferença que eu tentava fingir. Voltavam sempre pra ela. Ela estava acompanhada, mas o cara do lado parecia mais um adereço do que alguém importante. Eu esperava. Não sabia o quê, mas esperava.

Foi quando ela começou a dançar.

A música não era acelerada, era daquelas que entram devagar e tomam conta do corpo. Ela fechou os olhos por um segundo, como se sentisse cada nota na pele. Depois, os quadris começaram a se mover. Lentos, circulares, perfeitos. Os braços subiram, deslizando pelo próprio corpo, e então ela jogou a cabeça pra trás, os cabelos escuros descrevendo um arco no ar.

Quando abriu os olhos, olhou direto pra mim.

Não foi um olhar casual. Foi um convite. Ela sabia que eu estava olhando. Ela queria que eu estivesse olhando.

Fiquei paralisado. Perdido. Bebi mais um gole, tentei disfarçar, mas era inútil. Ela continuava dançando, agora pra mim. Cada movimento era calculado na medida certa entre a inocência e a provocação. Os lábios entreabertos, a língua passando de leve no canto da boca, os olhos que não desgrudavam dos meus.

O acompanhante dela se afastou. Foi pegar mais bebida, falar com alguém, não importa. Ela ficou sozinha por um momento. Era agora ou nunca.

Caminhei na direção dela. O trajeto nunca pareceu tão longo. Cada passo ecoava no peito. Quando cheguei perto, estendi a mão e toquei seu braço. A pele era quente, macia, viva.

Ela virou.

Olho no olho. Pela primeira vez, cara a cara. O que eu ia dizer? Não lembro. Não importava.

Aproximei o rosto, sentindo o cheiro doce do perfume dela. Delicioso. Inebriante. Ia falar alguma coisa, qualquer coisa, mas ela não deixou.

Ela virou o rosto e me beijou.

Lábios macios. Quentes. Úmidos na medida certa. Um beijo demorado, que começou suave e foi ganhando intensidade, língua encontrando língua, mão encontrando nuca, corpo encontrando corpo. Quando separamos, os dois ofegantes, ela sorriu. Aquele sorriso de quem acabou de conseguir o que queria.

Conversamos. Não lembro sobre o quê. Só lembro que rimos, que os olhos dela brilhavam, que a cada risada ela chegava mais perto. O joelho dela esbarrava no meu. A mão dela pousava no meu braço enquanto ela falava. Pequenos toques que acendiam fogo.

— Vamos sair daqui? — ela perguntou, a voz um pouco mais baixa, um pouco mais rouca.

— Vamos.

Pegamos um Uber. No caminho, a mão dela encontrou minha coxa. Não foi um toque tímido. Foi deliberado. Os dedos passeando, subindo devagar, descendo, desenhando círculos no tecido da calça. Meu pau endureceu imediatamente, pulsando contra o zíper. Ela sentiu, porque sorriu e apertou de leve.

Hotel. Ela escolheu. Quarto. Garagem privativa. Descemos do carro, entramos, a porta de metal se fechou atrás da gente com um baque surdo.

Antes que eu pudesse olhar em volta, ela estava em cima de mim.

O beijo foi violento, urgente, de quem não aguentava mais esperar. Lábios, língua, dentes. Mãos explorando, agarrando, puxando. Eu sentia o corpo dela inteiro colado no meu, o calor atravessando as roupas. Minhas mãos desceram, agarraram sua bunda com força, puxaram ainda mais contra mim. Ela gemeu contra minha boca.

— Vem — ela sussurrou, pegando minha mão.

Subimos as escadas pro quarto. Na metade do caminho, a calcinha dela já estava no bolso da minha calça, e eu não lembrava como tinha ido parar lá.

Quarto. Porta aberta. Ela entrou na frente, virou, e começou a se despir devagar. O vestido preto deslizou pelos ombros, pela cintura, pelos quadris, e caiu no chão desnudando seu corpo.

Lingerie preta de renda. Sutiã que mal cobria os seios, empurrando-os pra cima, os bicos quase escapando pela trama fina. Calcinha fio-dental, a renda formando um triângulo minúsculo na frente, um fio atrás que sumia no meio da bunda. A pele morena brilhando sob a luz indireta do abajur. As marcas do biquíni desenhando linhas mais claras na pele.

Ela não era só bonita. Ela era feita pra ser vista. Pra ser tocada. Pra ser comida.

— Vem — ela repetiu.

Fomos pro banheiro. Chuveiro aberto, água quente descendo, vapor enchendo o ar. Os beijos voltaram, mais intensos ainda. Corpos molhados se esfregando, mãos escorregando pela pele ensaboada. Eu lambia a água do pescoço dela, descia pelos ombros, pelas costas. Ela se derretia sob minha língua, gemendo baixinho.

Ela desceu.

Ajoelhou no box, a água escorrendo pelo rosto, pelos seios, pelas costas. Olhou pra mim, os olhos escuros de tesão, a boca entreaberta. Beijou minha barriga, desceu mais. A língua quente encontrou meu pau, que já estava duro, latejando, esperando.

Começou com beijos leves. A ponta da língua na cabeça, nos lados, na base. Provocando. Depois, abriu a boca e engoliu devagar.

Sente.

O calor. A umidade. A pressão perfeita da língua deslizando junto. A mão dela massageando o que não cabia. O ritmo lento, deliberado, que acelerava e desacelerava, me levando à loucura. Eu segurei nos cabelos molhados dela, sentindo cada movimento, cada investida. Ela olhava pra cima de vez em quando, os olhos marejados, e aquela visão era quase suficiente pra me fazer gozar.

Puxei ela pra cima antes que fosse tarde.

Saímos do box, corpos pingando, e fomos pro quarto. Ela me surpreendeu: segurou meus braços, me jogou na cama com uma força que eu não esperava. Subiu em cima de mim, montou no meu peito, e sorriu.

— Hoje eu quero dominar — disse, a voz rouca.

Fiquei ali, deitado, vendo o show. Ela começou a dançar. Rebolando devagar, as mãos percorrendo o próprio corpo, os seios quase escapando do sutiã molhado. Ela se tocava, se provocava, e eu só olhava, hipnotizado. Desceu, a boca perto do meu ouvido.

— Agora é sua vez. Vem me beijar inteira.

Eu obedeci.

Comecei pelos pés. Beijei cada dedo, o peito do pé, o tornozelo. Subi pelas pernas, devagar, sentindo a pele macia, quente. As coxas se abriram pra mim, um convite silencioso. Subi mais, beijando, lambendo, provocando. Até chegar perto. Muito perto.

E parei.

A buceta dela estava ali. Na minha frente. Coisa mais linda.

Lisinha. Depilada perfeita. A pele branquinha contrastando com o moreno do resto do corpo. Os lábios rosados, carnudos, já úmidos, entreabertos como quem espera. Uma renda natural, mais provocante que qualquer lingerie.

Enterrei a cara.

O gosto dela era doce, levemente salgado, viciante. Chupei com vontade, a língua explorando cada dobra, cada curva, cada esconderijo. Ela gemeu alto, as mãos apertando meus cabelos, puxando com força. Rebolei a língua no clitóris, sentindo ela tremer, os gemidos ficando mais agudos.

— Isso... assim... não para...

Ela gozou. O corpo inteiro arqueou, as pernas apertaram minha cabeça, os gritos ecoaram no quarto. Senti o gosto mais forte na língua, o mel escorrendo, e chupei mais, prolongando cada segundo.

Quando ela parou de tremer, subi. Beijei ela, dei a ela o próprio gosto. Ela chupou minha língua com vontade, os olhos vidrados, as unhas cravando minhas costas.

— Agora me fode.

Penetrei devagar.

Sente.

A entrada. O aperto. O calor absurdo tomando conta, cada centímetro sendo engolido por aquela carne viva. Ela gemeu, um som longo, profundo, que saiu do peito. Quando entrei até o fim, fiquei parado por um segundo, só sentindo. Ela pulsava em volta de mim.

Comecei a meter. Estocadas longas, profundas, que faziam o corpo dela sacudir na cama. Nossos corpos se entrelaçavam como se tentassem ocupar o mesmo espaço, como se coubesse um dentro do outro. Ela gemia sem parar, frases soltas, palavras incompletas.

— Assim... mais fundo... não para...

Revezamos posições. Ela de quatro, a bunda empinada, redonda, perfeita. Eu metendo por trás, segurando nos quadris, vendo a pele tremer a cada impacto. Ela de lado, uma perna levantada, pra sentir mais fundo. Eu deitado, ela cavalgando, o corpo dela se movendo em ondas.

Mas foi quando ela veio por cima de novo que tudo mudou.

Sentou, encaixou, e começou a rebolar. Olho no olho. Nenhum dos dois desviava. Ela controlava o ritmo, acelerava, desacelerava, parava no fundo e fazia círculos com o quadril. Eu via os peitos dela balançando, via o tesão no rosto dela, via que ela tava perto de novo.

— Tô perto — avisei, a voz falhando.

— Goza — ela ordenou, a voz rouca, firme. — Goza dentro.

Ela apertou. Rebolou mais rápido. Apertou de novo. E eu explodi.

Foi longo. Forte. Jorrei dentro dela, uma vez, duas, três, sentindo cada pulsação sendo apertada, sugada, recebida. Ela gemeu, se contraiu em volta de mim, e gozou junto, os dois se agarrando, se misturando, se perdendo.

Ficamos assim, parados, eu ainda dentro, ela debruçada sobre mim. Respiração ofegante. Coração acelerado. Silêncio só quebrado pelos nossos suspiros.

Depois, fomos pra banheira.

Água quente, espuma, beijos lentos. Ficamos lá duas horas, entre carícias e conversas, o tesão nunca indo embora de vez. Ela me provocava debaixo d'água, eu respondia. Trocamos massagens, risadas, mais beijos. Eu lambia os ombros dela, ela mordia meu pescoço. Mãos que não paravam quietas, corpos que não se cansavam.

Voltamos pro quarto.

O clima ainda mais quente. Exploramos cada canto: o sofá, o chão, a parede perto da janela. Em cada lugar, uma nova descoberta. Eu a comi de pé, encostada no vidro, a cidade lá embaixo, os peitos dela pressionados contra o vidro frio. Ela me comeu sentada na poltrona, de costas, rebolando sem pressa, me provocando até eu gozar de novo.

Perdi a conta. Perdi a noção do tempo. Não existia mais nada além daquele quarto, aquele corpo, aquela noite.

Quando os primeiros raios de sol entraram pela janela, ainda estávamos acordados. Exaustos, mas satisfeitos. Deitamos, ela aninhada no meu ombro, os cabelos espalhados no meu peito, a respiração desacelerando.

Adormeci sentindo o cheiro doce do perfume dela na minha pele. O corpo quente colado no meu. A mão dela pousada no meu peito.

Acordei horas depois. O sol alto. Ela ainda dormia ao meu lado, os cabelos espalhados no travesseiro, o corpo nu coberto apenas pelo lençol fino. Fiquei olhando. A curva das costas. A pele macia. O rosto sereno.

Lembrei de cada detalhe. Cada beijo. Cada gemido. Cada gozo.

Que noite. Mas QUE NOITE.

E que mulher. Mas QUE MULHER.

Ela acordou, me viu olhando, sorriu. Aquele mesmo sorriso da festa. Aquele que dizia "vem".

Ficamos mais um tempo na cama, trocando carícias preguiçosas. Depois, banho junto de novo. E mais uma vez antes de ir embora.

No caminho de volta, sozinho no Uber, fiquei pensando.

O que foi aquilo? Um sonho realista? Uma realidade dentro de um sonho?

Não sei. Mas se foi sonho, não quero acordar. E se foi real, quero mais.

Porque tem noite que a gente vive. E tem noite que a gente carrega pra sempre. Aquela noite eu carrego. O cheiro dela. O gosto dela. O calor dela.

Até hoje.

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