Minha Namorada e As Amigas Dela Tem Uma Regra Estranha - PARTE 14

Da série A Estranha Regra
Um conto erótico de Gil
Categoria: Heterossexual
Contém 3080 palavras
Data: 13/01/2026 22:52:44

Cara... o resto daquele dia foi uma das experiências mais tensas e esquisitas da minha vida. E olha que eu já passei por muita coisa estranha nessa história toda.

Depois que a Carla saiu - ainda limpando os lábios, olhos vermelhos, pernas tremendo - eu e a Clara ficamos ali sentados no sofá por tipo... uns cinco minutos em silêncio total. Só o barulho dos carros lá fora. Meu pau ainda pra fora da calça. O cheiro de sexo no ar. A tensão tão pesada que eu mal conseguia respirar direito.

Finalmente eu guardei o pau de volta e abotoei a calça.

"Então...", comecei, mas não sabia nem como terminar a frase.

A Clara se levantou sem falar nada. Foi pra cozinha. Ouvi a torneira abrindo, copo enchendo. Ela voltou bebendo água, ainda em silêncio, e sentou do meu lado de novo - mas dessa vez com um espaço entre a gente. Tipo uns vinte centímetros. Pequeno, mas proposital.

"Você tá bravo comigo", ela disse finalmente. Não era pergunta.

"Eu não tô bravo. Eu tô... confuso pra caralho." Passei a mão no cabelo, tentando organizar os pensamentos. "Aquilo foi intenso. Muito intenso."

"Precisava ser."

"Ela tava chorando, Clara."

"E?" Ela me olhou, e a expressão era dura. Defensiva. "Ela mentiu. Ela quebrou a regra principal. Ela merece ser punida."

"Eu sei, mas..." Parei. Como eu falava o que tava pensando sem parecer que eu tava defendendo a Carla demais? Sem parecer que eu tava... sei lá, escolhendo ela em vez da Clara? "Mas tipo, você não acha que foi meio pesado? Forçar ela a fazer aquilo ali?"

"Forçar?" A Clara deu uma risada seca, sem humor. "Eu não forcei nada. Eu dei uma escolha. Ela escolheu. Se ela não quisesse, podia ter ido embora."

"Clara..."

"Não. Sério." Ela virou o corpo inteiro pra mim agora. "Você acha que eu forcei? Você viu a cara dela quando tava chupando seu pau? Ela tava chorando de emoção, não de raiva. Ela QUERIA. Ela sempre quis. O problema é que ela quis mais do que deveria e agora precisa aprender os limites de novo."

Eu não sabia o que responder. Porque tipo... ela tinha razão? Mas ao mesmo tempo parecia errado também.

"E amanhã?" perguntei. "Aquela porra que você me falou, você acha que é realmente necessário?"

A Clara olhou pra mim por uns segundos longos. "Por que você tá tão preocupado com ela?"

"Como assim por que? Ela é tua melhor amiga. E ela tava claramente sofrendo ali."

"Sim. E?" A voz da Clara tava ficando mais dura. "Ela traiu a confiança de todas nós. Ela namorou escondido. Ela transou com você ontem tendo namorado. Ela mentiu na nossa cara por semanas. Então sim, ela vai sofrer um pouco. É o mínimo."

"Mas você não acha que—"

"Você gosta dela." Clara me cortou. Não era pergunta. Era acusação.

Silêncio pesado.

"O quê? Não, eu—"

"Não mente, Liam." Ela se levantou de novo, começou a andar de um lado pro outro na sala. "Eu vi ontem. Todas nós vimos. O jeito que você olhava pra ela. O jeito que você fodia ela diferente das outras. O jeito que vocês pareciam estar em outro universo quando tavam transando."

"Clara, você literalmente criou a regra pra isso! Você me jogou nas camas delas!"

"Pra sexo! Não pra sentimentos!" Ela parou de andar e me encarou. "A regra sempre foi clara. Sexo sem complicação. Mas com ela... com ela é diferente. Eu sinto."

Merda. Merda. Como eu saía dessa?

"Eu gosto dela como amiga", falei, tentando manter a voz calma. "Assim como eu gosto da Dani. Da Andréia. Elas são legais. Mas eu amo você. Eu namoro você. Isso não muda."

"Mas você sente algo a mais por ela. Admite."

Cara... eu podia mentir. Devia mentir, provavelmente. Mas alguma coisa em mim decidiu ser honesto.

"Eu... sei lá. Talvez? Mas não é amor. Não é tipo o que eu sinto por você. É só... conexão? Química?" Tentei explicar algo que eu mesmo não entendia direito. "Mas eu nunca ia agir nisso. Nunca ia trair você. E se você não quisesse que eu participasse de nada com ela de novo, eu respeitaria isso."

A Clara ficou me olhando por uns segundos que pareceram horas. E então ela suspirou fundo e sentou no sofá de novo - dessa vez mais perto, sem o espaço.

"Eu sei que você não ia me trair", ela disse mais suave. "Eu confio em você. Mas eu não confio nela agora. Por isso que amanhã precisa acontecer."

"Mas e agora, o que você vai fazer? Qual o próximo passo disso tudo?”

"Um tribunal." Ela pegou o celular. "Vou convocar todas. A Dani, a Andréia, a Carla. E você também vai participar. A gente vai julgar ela. Todas juntas. E decidir a punição dela."

"Clara, isso parece muito—"

"É exatamente o que ela merece. E você vai ver... ela vai aceitar. Porque ela sabe que quebrou a confiança. E ela sabe que essa é a única forma de reconquistar." A Clara começou a digitar no celular. "Agora me deixa fazer isso. E você... você pensa se realmente quer participar disso ou não."

Ela se levantou e foi pro quarto com o celular, deixando eu ali no sofá sozinho, processando tudo.

***

O resto do dia foi estranho pra caralho. A Clara ficou mexendo no celular o tempo todo - claramente conversando com as meninas, organizando essa "reunião" do dia seguinte. Ela não falava muito comigo. Não era briga exatamente, mas tinha uma tensão no ar que não sumia.

A noite, na hora de dormir, ela veio pra cama e se enroscou em mim - abraçou forte, enterrou o rosto no meu peito.

"Eu te amo", ela sussurrou. "Mais do que qualquer outra coisa. Você sabe disso, né?"

"Eu sei. Eu também te amo."

"Amanhã vai ser intenso. Mas é necessário. Confia em mim?"

"Sempre", respondi, mesmo não tendo certeza se era verdade naquele momento.

Ela pegou no sono depois de uns minutos. Eu fiquei acordado por horas, olhando pro teto, pensando na Carla, no que ia acontecer, e me perguntando se eu devia ter feito algo diferente.

***

**Sexta-feira, 19h30**

Eu tava nervoso. Tipo, muito nervoso. A Clara tinha passado o dia inteiro arrumando o apartamento - moveu a mesa de centro pra canto da sala, colocou almofadas no chão em círculo, tipo uma roda de julgamento mesmo. Comprou vinho, cerveja, vodka. Como se fosse uma festa, mas a vibe era completamente oposta.

"Elas chegam às oito", a Clara disse, checando o celular pela décima vez. "A Carla eu mandei chegar dez minutos antes. Pra preparar ela."

"Preparar como?"

"Você vai ver."

Às 19h50 em ponto a campainha tocou. A Clara foi atender - era a Carla. Ela entrou com a mesma roupa de ontem - calça jeans clara, camiseta branca simples. Olhos ainda meio vermelhos. Parecia que não tinha dormido.

"Oi", ela disse baixinho quando me viu na sala.

"Oi."

A Clara fechou a porta. "Vem. Preciso te explicar como vai funcionar."

As duas foram pro quarto. Eu fiquei na sala sozinho por uns cinco minutos ouvindo vozes abafadas - a Clara falando firme, a Carla respondendo baixinho. Tentei não ouvir direito, mas captei algumas palavras: "honesta", "aceitar", "sem discutir", "consequências".

Quando saíram, a Carla tava mais pálida ainda, mas tinha uma expressão de... determinação? Resignação?

Às 20h a campainha tocou de novo. A Dani chegou primeiro - jeans e blusa preta decotada, cabelo loiro platinado preso num coque bagunçado. Ela entrou animada mas ficou confusa com a disposição da sala.

"Que porra é isso? Sessão espírita?" ela brincou.

"Senta ali", a Clara apontou pra uma das almofadas. "Já já eu explico."

Cinco minutos depois a Andréia chegou - vestido curto vermelho justo, salto alto, cabelo castanho escuro solto brilhando. Ela olhou ao redor, olhou pra Carla que tava sentada numa almofada de cabeça baixa, e franziu a testa.

"Gente... tá acontecendo alguma coisa?"

"Senta", a Clara disse, apontando outra almofada.

Quando todas estavam sentadas em círculo - Clara, eu, Dani, Andréia, e Carla -, a Clara ficou de pé no meio.

"Obrigada por virem", ela começou, e a voz era formal. Séria. "Eu convoquei essa reunião porque aconteceu algo grave. Algo que ameaça o grupo inteiro e a regra que a gente criou."

A Dani e a Andréia se entreolharam, confusas.

"A Carla quebrou a regra", a Clara continuou. "Ela tava namorando há três semanas e não contou pra ninguém. Ela mentiu. Ela escondeu. E ontem ela veio aqui, participou da suruba com todas nós, e transou com o Liam... tendo namorado."

"O quê?" a Dani virou pra Carla, chocada. "Você fez o quê?"

A Andréia só ficou olhando, boca meio aberta.

"É verdade", a Carla disse, voz baixa mas firme. "Eu conheci um cara há três semanas. Comecei a namorar escondido. Ontem eu vim pra cá, transei com o Liam, e depois fui pra casa. Hoje de manhã eu terminei com o cara. E agora eu tô aqui pra aceitar as consequências."

"Pera, pera", a Dani levantou a mão. "Você namorou por três semanas e não contou? Isso quebra tipo... a regra número um do grupo!"

"Eu sei."

"E você transou com o Liam ontem tendo namorado?" a Andréia perguntou, e tinha algo na voz dela - tipo... inveja? Raiva? "Você literalmente traiu o cara e traiu a nossa confiança."

"Eu sei", a Carla repetiu.

"E por que você fez isso?" a Dani perguntou, e parecia genuinamente confusa. "Por que esconder?"

A Carla respirou fundo. Olhou pra mim. Depois pra Clara. "Porque eu desenvolvi sentimentos pelo Liam. Sentimentos que eu não devia ter. Então eu arrumei um namorado pra tentar esquecer. Não funcionou. E ontem eu vim porque... porque eu precisava sentir ele mais uma vez antes de sumir de vez. Mas a Clara me deu uma escolha hoje - sair do grupo ou ficar e pagar uma prenda. Eu escolhi ficar."

Silêncio pesado.

A Andréia foi a primeira a falar. "Você tá apaixonada pelo namorado da sua melhor amiga."

"Eu... não sei se é amor. Mas eu sinto algo sim."

"Nossa", a Dani soltou o ar. "Isso é... cara, isso é pesado. Muito pesado."

"Eu sei. Por isso que eu aceitei que tenho que ser punida. Pra provar que eu não vou quebrar a confiança de novo. Que eu quero continuar no grupo." A Carla olhou pra cada uma. "Vocês são minhas melhores amigas há anos. Eu não quero perder isso. Eu não quero perder vocês. Então seja lá o que vocês decidirem... eu aceito."

A Clara sentou na almofada dela. "Por isso que eu convoquei todas. A gente precisa decidir juntas. Qual vai ser a punição. A prenda. Pra ela pagar pelo que fez."

"E tem que ser algo pesado", a Andréia disse, e cara, ela tava gostando daquilo. Dava pra ver pelo brilho nos olhos. "Tipo, ela quebrou a confiança de todas nós. Mentiu na nossa cara. Tem que doer."

"Concordo", a Dani disse, mas ela parecia menos cruel que a Andréia. Mais... preocupada? "Mas tipo, o que vocês tão pensando?"

A Clara olhou pra mim. Depois de volta pras meninas. "Eu tenho uma proposta. Mas quero ouvir ideias de vocês também."

"Fala", a Andréia disse, inclinando pra frente.

"A Carla desenvolveu sentimentos pelo Liam. Ela quis ter ele pra ela. Quis mais do que a regra permite." A Clara pausou dramaticamente. "Então a punição dela vai ser justamente isso - ela vai TER ele. A noite inteira. Na frente de todas nós. Mas não do jeito dela. Do nosso jeito."

"Explica melhor", a Dani pediu.

"A gente marca um dia. Todas nós aqui. E o Liam vai foder ela. Por horas. Sem parar. Todas as posições. Toda abertura." A Clara olhou pra Carla, que tava ficando vermelha. "E ela não pode dizer não. Não pode dizer que tá cansada. Não pode pedir pra parar. Ela tem que aguentar tudo. E nós vamos assistir. Vamos comandar. Vamos decidir cada posição, cada buraco, cada segundo."

"Caralho", a Dani sussurrou.

A Andréia tava sorrindo agora. "Eu gostei. Tipo, ela quis ter ele? Vai ter. Até não aguentar mais."

"Mas tem mais", a Clara continuou. "Durante isso tudo, nenhuma de nós toca nele. Só ela. O foco é inteiramente nela. Pra ela entender que ter atenção exclusiva dele não é o sonho que ela imaginou. Que é exaustivo. Que tem um preço."

A Carla não falou nada. Só olhava pro chão, o rosto ficando cada vez mais vermelho.

"E no final", a Clara terminou, "quando ela tiver sido completamente quebrada e refeita, ela vai agradecer. A todas nós. Pela lição."

Silêncio de novo.

"Eu aceito", a Carla disse de repente.

"O quê?" a Dani olhou pra ela. "Você nem ouviu se tinha mais alguma coisa."

"Não importa." A Carla levantou a cabeça. E cara... ela tava chorando, mas também... sorrindo? Tipo um sorriso pequeno, triste, mas genuíno? "Eu aceito. Tudo. O que vocês decidirem. Porque eu amo vocês. Todas vocês. E eu sei que eu estraguei tudo. Então se essa é a forma de consertar... eu aceito com prazer."

"Com prazer?" a Andréia repetiu, cética.

"Sim." A Carla olhou pra mim agora, e o olhar era... intenso. Carregado. "Porque eu realmente quero ele. Eu admito isso agora. Não adianta mentir mais. Eu quero foder ele. Eu quero sentir ele dentro de mim por horas. Eu quero gozar no pau dele até desmaiar. E se o preço disso é fazer na frente de todas vocês, sendo comandada, sendo humilhada um pouco... então ok. Eu pago esse preço."

Ninguém falou nada por uns segundos.

"Caralho", a Dani disse finalmente. "Você tá realmente aceitando isso de boa?"

"Não é de boa. É assustador. Mas eu aceito." A Carla limpou as lágrimas. "Quando a gente faz?"

A Clara sorriu. Aquele sorriso perigoso. "Amanhã. Sábado à noite. Oito horas. Aqui. Todas presentes. E você, Carla, vem preparada. Física e mentalmente. Porque vai ser a noite mais longa da sua vida."

"Ok", a Carla concordou sem hesitar.

A Dani olhou pra mim. "E você? Você concorda com isso?"

Todas olharam pra mim. Esperando.

E cara... o que eu falava? Que eu achava meio insano? Que eu tava preocupado com a Carla? Que eu não tinha certeza se conseguia fazer aquilo?

Mas olhei pra Carla. E ela olhou de volta. E tinha algo nos olhos dela - não era medo. Era... expectativa. Desejo. Como se ela realmente quisesse aquilo, apesar de tudo.

"Eu aceito", falei finalmente. "Se a Carla aceita, eu aceito."

"Pronto então", a Clara bateu palmas uma vez. "Amanhã às oito. E pra celebrar o acordo..." Ela se levantou. "A gente bebe. Todas juntas. Como amigas."

E a vibe da sala mudou completamente. A Dani abriu o vinho. A Andréia serviu shots de vodka. A Carla ainda tava meio nervosa, mas parecia... aliviada? Como se um peso tivesse saído dos ombros dela.

Elas começaram a conversar - primeiro tenso, depois mais relaxado. Riram de algumas coisas. A Dani contou uma história sobre o trabalho. A Andréia reclamou do ex-namorado que ainda tentava falar com ela. E a Carla... a Carla só ficou quieta na maior parte do tempo, bebendo vinho, mas sorrindo de vez em quando.

Em algum momento ela veio sentar do meu lado.

"Você tá bem?" sussurrou.

"Eu ia perguntar a mesma coisa."

"Eu tô." Ela olhou pro copo. "Tipo, eu tô nervosa pra caralho pro que vai rolar amanhã. Mas eu também tô... feliz? Sei lá. Faz sentido?"

"Honestamente? Não."

Ela riu baixinho. "Eu também não entendo. Mas tipo... eu vou ter você amanhã. De verdade. Por horas. Focado só em mim. Mesmo que seja uma punição... mesmo que seja na frente delas... eu vou ter isso. E depois eu nunca mais vou quebrar a confiança de ninguém. Então vale a pena."

"Você tem certeza que aguenta? A Clara falou em horas."

"Eu aguento." Ela me olhou. "Por você? Eu aguento qualquer coisa."

E cara... ela falou aquilo tão sincero, tão intenso, que meu coração apertou.

A noite foi passando. Mais bebida. Mais conversa. Em algum momento a Andréia sugeriu verdade ou desafio - tipo, muito aleatório, mas todas toparam. Rolaram algumas confissões engraçadas. A Dani admitiu que tinha transado no banheiro do trabalho. A Andréia contou que uma vez tinha saído com dois caras no mesmo dia sem eles saberem.

E quando a vez chegou na Carla, a Dani perguntou: "Verdade - qual foi a melhor transa da sua vida?"

A Carla ficou vermelha. Olhou pro copo. Depois pra mim. "A primeira vez com o Liam. Quando ele dormiu na minha casa. Aquela manhã que ele me acordou comendo minha buceta e depois a gente transou de novo antes dele ir embora."

Silêncio.

A Clara não falou nada. Mas apertou minha mão.

"Hm", a Andréia fez um som. "Interessante. Vamos ver se amanhã supera então."

E todas riram - incluindo a Carla.

Tipo... como aquilo tinha virado normal? Como a gente tava sentado ali bebendo e rindo sendo que amanhã ia rolar aquela loucura toda?

Mas era isso. Era o grupo. Era a regra. Era toda essa dinâmica maluca que tinha se formado.

***

Umas onze da noite a Dani e a Andréia foram embora. A Carla ficou mais uns minutos.

"Até amanhã", ela disse na porta. Olhou pra Clara. "Obrigada por não me expulsar."

"Não me faça me arrepender", a Clara respondeu.

"Não vou." A Carla olhou pra mim. "Até amanhã, Liam."

"Até."

Ela saiu.

Eu e a Clara ficamos sozinhos. Fechei a porta. Ela veio e me abraçou forte.

"Eu te amo", ela disse no meu peito. "E eu sei que amanhã vai ser estranho. Mas a gente supera. Ok?"

"Ok."

"E depois disso... depois que ela pagar a prenda... talvez as coisas voltem ao normal. Ou um novo normal." Ela olhou pra cima pra mim. "Você ainda me ama, né? Mais que qualquer uma delas?"

"Sempre", respondi, e era verdade.

Ela me beijou. Profundo. Desesperado. E me puxou pro quarto.

A gente transou aquela noite - não foi a suruba louca das últimas vezes. Foi só eu e ela. Lento. Intenso. Ela cavalgou olhando nos meus olhos, as mãos entrelaçadas, e quando gozou disse "meu" várias vezes.

Depois ela dormiu nos meus braços.

E eu fiquei acordado de novo, olhando pro teto, pensando em amanhã.

Pensando na Carla sendo fodida por horas na frente de todas.

Pensando se eu conseguia fazer aquilo.

Pensando se ela realmente conseguia aguentar.

E me perguntando...

Me perguntando se depois de amanhã, alguma coisa ainda ia ser a mesma.

***

**[Continua na Parte 15... sábado à noite. O dia do "tribunal". E cara... eu não sei se eu tô pronto]**

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Comentários

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Será mesmo que a Carla vai lidar com isso como punição?

Acho que ela vai é aproveitar ao máximo, ela vai esquecer o que está em volta e focar nessa suposta punição,

Minha opinião, a melhor punição seria ela presenciar uma transa com as outras, e ela apenas como expectadora, e o Gran final em outra suruba, mas dessa vez a deixando de fora,

Acho que seria demais pra ela,

Mas fico feliz por ela.

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