A vida em Rocha Miranda não foi exatamente fácil, mas era mais tranquila na minha juventude. O bairro não era tão perigoso quanto hoje, ainda dava pra jogar bola com os moleques na rua sem se preocupar com assalto e a gente quase não tinha isso de ficar pendurado no celular o tempo todo. No máximo juntar na casa de um ou de outro pra jogar Fifa 2016 no videogame e olhe lá, sem muitos vícios.
Meus pais trabalhavam num restaurante em Madureira, meu irmão cursava o fim da faculdade de Geografia e minha única responsabilidade real era o estudo. Tinha que tirar boas notas na escola, terminar o cursinho de informática e passar no vestibular, sendo que eu sou o filho mais novo e cresci em meio a mil e uma comparações com meu irmão, como se minha obrigação fosse me espelhar nele.
Nunca fui de dar trabalho pros meus pais, o foda era quando vacilava em Física e Química e eles começavam a me comparar com o mais velho, que sempre foi CDF e nerdão. Bastava passar uma semana do período de provas e eles enchiam meus ouvidos de reclamação, daí eu ficava puto e preferia passar mais tempo na rua com meus amigos do que dentro de casa com eles.
Junta puberdade, feromônios, estresse, ansiedade, cobranças e pronto, tá feito o jovem moderno. Era na rua, jogando bola, resenhando com os moleques e falando das minas do bairro, que eu esquecia um pouco das provas e aliviava a tensão dos estudos. Como não podia sair de segunda a quinta-feira, eu ficava sexta, sábado e domingo na rua, só entrava em casa pra beber água, tomar banho, comer e dormir. Era minha diversão, eu contava os dias pro fim de semana chegar logo.
Naquela época, eu andava muito com o Danilo, o Afonso e um skatista gato chamado Tadeu, mas minha vontade mesmo era fazer amizade com o Eric, um moleque que morava na minha rua e que o restante da turma evitava. Pra começar, um fato engraçado: o nome completo dele era Eric Bruno Eduardo Ramos, ou seja, três nomes próprios. Alguns o conheciam como Eric, outros por Bruninho, e a família só chamava de Dudu, mas o que importa mesmo é que esse maluco era o novinho mais marrento da Rua dos Rubis.
A marra dele não era no sentido das atitudes, mas sim na mania de se achar superior aos outros e também nos delírios de grandeza. Eric não era marrento na linha valentão e nem nada assim, porém adorava se gabar e contar vantagem em relação aos outros, e isso quase sempre passava imagem de “bonzão”, era daí que vinha sua marra.
Sabe aquele cara que tudo dele é melhor, mais caro, ele é sempre o fodão, o pica das galáxias? Era o Eric Bruno. Se alguém chegasse na roda contando que o pai foi promovido, ele dava um jeito de dizer que o pai dele comprou o carro do ano. Quando um amigo comentava que pegou a patricinha do bairro, ele era o primeiro a abrir a boca pra contar que ficou com cinco minas no baile. O famoso narizinho empinado do bonde, tá ligado?
Ele tinha 18 anos, 1,73m, corpo magrinho e pele negra, puxada pro marrom. Ombros pontudos, clavículas marcadas, tanquinho definido e todos os gominhos esculpidos no abdome liso. Seus únicos pelos no corpo eram nas axilas, nas pernas e na estreita trilha que descia pelo umbigo e sumia dentro dos shorts da Nike, Puma e Adidas. Eric Bruno tava quase sempre nos chinelos de dedos, com as marcas deles nos pés veiúdos, o calção escorregando na cintura e a descidinha dos oblíquos aparecendo pra quem quisesse ver, era um pivetão solto e muito livre no jeito de andar e de se vestir.
Eu poderia parar no corpo definido e no jeito meio marrento, mas, além de gostosinho, o filho da puta ainda era bonito de rosto, não tinha uma espinha na cara e as covinhas apareciam sempre que ele ria, formando um combo completo de novinho gostoso, bonito e com pinta de galã. Quem não conhecia até achava que se tratava de um rapaz tímido, contido e quieto na dele, mas bastava conviver dois dias com o Eric e qualquer um se dava conta do quão egocêntrico, arrogante e prepotente aquele folgado era.
Não lembro exatamente quando foi a primeira vez que o vi na rua e puxei assunto, mas sei como, onde e quando comecei a ficar de olhos nele. Eric morava no início da minha rua, às vezes jogava bola na pracinha e depois passava ensopado, o suor pingando, corpo exalando calor e a respiração ofegante do esforço físico pra chutar e correr atrás da bola.
- “O que ele tem de metido, tem de gostoso. Fala sério...” – eu pensava alto.
Confesso que até tentava disfarçar nas olhadas, mas ele começava a correr no campo e logo me vinha aquele impulso automático de manjar o garotão. Meus olhos percorriam seu tanquinho trincado, acompanhavam o vai e vem da mangueira solta no short e a pele arrepiava com a visão do pano suado grudado na pica. E que pica! Um trambolho, isso sim!
As dobras do calção não mentiam, tampouco o sacolejo, o tumulto dentro dele: de Bruninho, Eric Bruno não tinha nada. Seu apelido deveria ser Brunão, só assim pra fazer jus ao tamanho do porrete que ele carregava entre as pernas. Após o jogo, ele costumava parar na Barraca do Careca pra comprar açaí e foi por causa desse hábito que fiquei viciado em manjar o molecote.
- E ontem, que a mina reclamou do meu pentelho. Tem umas minas que são frescas pra caralho, tomar no cu. – meu parceiro Danilo puxou papo enquanto esperava o açaí ficar pronto.
- Tá vendo. Eu tô sempre aparado, paizão. Já ouvi reclamação uma vez, nunca mais deixei crescer. – Afonso suspendeu a blusa, abaixou o cós frontal da bermuda e exibiu o púbis raspado, praticamente liso.
- Saí daí, cuzão. Nem pentelho tu tem, hehehe! – o skatista Tadeu caiu na risada e não perdeu a oportunidade de zoar.
Começamos a gastação na fila do açaí, Eric escutou as gargalhadas e, como sempre, resolveu se meter pra tirar com a nossa cara.
- Tudo cabaço, tudo otário. Cês são tudo meu pato quando o assunto é pentelho, foda-se. Beheheh!
- Ah, pronto. Outro que não tem pentelho e quer falar. – Tadeu retrucou.
- Tenho não, comédia? Quer botar a mão aqui dentro e ver se não tenho? – ele puxou o elástico do short e mostrou o púbis definido tomado pela selva escura.
Mano, eu pirei. Sério, difícil demais disfarçar o fogo na frente dos amigos. Primeiro porque deu pra ver o início do talo grosso da pica dele; segundo que o novinho tava suado e o cheiro de ferrugem subiu direto pras minhas narinas; terceiro que ele perguntou se o Tadeu queria pôr a mão lá dentro pra conferir os pentelhos, mas eu que quase enfiei os dedos no short do Eric Bruno. Foi a partir desse momento que nunca mais tirei os olhos dele, apesar do restante da tropa não curtir muito.
- Sai fora, seu merda. – Tadeu reagiu e não quis sair por baixo na situação. – De que adianta ter pentelho, se não tem piru? Hehehe!
- Eu sou o mais pirocudo do bonde, moleque. Nem queira se comparar, papo reto.
- Isso é o que todo maluco diz, Bruninho. Tu é mó magrelo, nem vem querer pagar de pirocudo. Geral tá ligado que tu é borracha fraca. – Danilo também não deixou barato.
- Eu não quero pagar de pirocudo, irmão, eu sou. Nasci abençoado, tá ligado? Comigo o bagulho é diferente, não sou piroquinha que nem vocês. Minha pica é do tamanho do antebraço. – Eric afofou o monumento por cima do short e os outros fingiram que não perceberam, mas eu admito que fiquei intimidado com o volume da carne amassada entre seus dedos.
- Por que todo cara que tem pau pequeno vem com esses papos de ser dotado? – Afonso debochou.
Cansado de discutir, o moleque marrento segurou a linguiça numa mão, usou a outra pra esticar o pano do short e esse movimento deixou a marreta estampada na costura, praticamente visível e desenhada no tecido fino. Dessa vez não deu pra segurar, nós quatro notamos o peso descomunal na roupa e Eric gargalhou quando viu a reação de cada um. Danilo arregalou os olhos, Afonso ficou de queixo caído, Tadeu cruzou os braços, meio indignado, e meu coração veio na boca, eu mal soube disfarçar a excitação.
- CARALHO, ERIC! – tive que dizer.
- UEHEUHE! Tô dizendo, bando de cuzão. Eu não me acho, eu sou. Pode botar a mão aqui dentro e conferir, eu deixo. Vem, Juliano, mete a mão. – ele me chamou e veio pra cima de mim.
- Eu não, sai fora! Duvido! – me fiz de inocente e corri, mas tudo que eu queria era cair de cara naquele short volumoso e suado do futebol.
- Ué, não duvidaram de mim? Heheheh! Seus otário. Não chegam aos meus pés, ó. – ainda balançou a cintura pros lados, na intenção de sacudir a barraca dentro do calção.
- Geral sabe que tu bota o tubo de desodorante na cueca, vacilão. Para de caô! – Tadeu riu.
- Nem cueca eu uso, cuzão. Não tem cueca pro tamanho da minha piroca. Heheheh!
Repito: desse dia em diante, Eric Bruno deixou de ser apenas um vizinho esnobe e virou meu sonho de macho, aquele garotão super destacado dos demais. Ele se achava o cara, era metido, egocêntrico e ostentava marra 24h por dia? Sim, o sem vergonha era assim. E foi justamente por ele gostar de contar vantagem que eu não botei fé nesse papo de ser pirocudo, pelo menos não num primeiro momento.
Afinal de contas, quem acredita quando o novinho folgado e prepotente diz que é caralhudo? Ninguém dá ouvidos. Em meio a tanto estrelismo e ego inflado, quem imaginaria que numa coisa o Eric Bruno tinha razão? Pois é...
Eu já tava acostumado com o complexo de superioridade dele e, pra mim, esse lance de ter picão era tudo conversa fiada, até que aconteceu o episódio da fila do açaí, eu testemunhei o pacotão com meus próprios olhos e mudei de ideia. Se antes eu ia com o bonde, achava Eric um mala e meio que o ignorava, a partir desse ponto passei a interagir e também a dar trela pro seu jeito marrento e narcisista de ser, nem que fosse pra manjar suas coçadas de saco e me deleitar com os momentos em que ele sentava no muro lá de casa e abria as pernas.
De uma hora pra outra, ele cresceu no meu conceito e foi de mala sem alça pra maludo exibido. Pra completar, o danado sabia que estava acima dos outros moleques e fazia questão de mostrar que era agraciado pela natureza: andava pra cima e pra baixo sem cueca, tinha o hábito de ir comprar açaí na esquina de casa só na samba-canção e ainda por cima possuía aquela típica mania de beliscar a pica por cima da roupa, não importa onde, quando ou quem estivesse perto.
Lembro de um sábado que minha prima Silmara foi passar o dia em Rocha Miranda comigo, nós fomos na feirinha à noite e aproveitamos pra comprar açaí na Barraca do Careca. Essa minha prima sempre foi bonitona de corpo, da cinturinha fina, quadris largos, peitões e bundão, então nem me surpreendi com os olhares curiosos dos homens em cima dela, muito menos com a manjada que o afobado do Eric deu quando passou por nós.
O que me surpreendeu mesmo foi a mensagem que encontrei no meu Face quando cheguei em casa.
- Coé, podia apresentar a irmã ein KKKKK – era ele.
O sacana nem me tinha nas redes sociais, mas tratou de caçar meu nome e puxar papo só por causa da minha prima. Cretino, né? Mas eu não ignorei, claro que não. Só de imaginar aquele molecão afofando a pica enquanto falava comigo, meu corpo ficou quente e eu fui logo responder a mensagem.
- Não é minha irmã, é minha prima. E vem cá, vc nunca puxou papo comigo antes. É só por causa dela? Aff!
- Pô foi mal KKKK
- De boa. Td certo por aí?
- Tudo, mano. Mas dá o papo, e tua prima? Ela tem Facebook, Instagram? Joga no peito do pai que o pai amassa.
- Ela não usa nada disso, nem adianta tentar. – foi aí que eu tive a ideia. – Mas vamo fazer o seguinte: manda uma foto tua que eu mostro pra ela quando ela voltar.
Pensei que ele ia recuar e se negar, mas o filho da puta se empolgou legal, tirou uma foto ao vivo e enviou sem medo, sem receio, sem pudores. A imagem mostrava do peitoral pra baixo, dava pra ver o tanquinho desenhado e parte da pentelhada no púbis, bem como o volumão deformando a samba-canção pro lado e a rola claramente inchada na meia bomba. Acho que o que mais me pegou ali foi perceber que ela não tava 100% ereta e já era imensa, cavalar, tão exagerada quanto seu dono, a ponto de quase fazer a curva na cintura.
- Mostra pra tua prima, vê se ela curte KKKK – mandou.
- Caralho! – perdi a concentração, nem soube o que digitar.
- Gostou, Juliano?
- Ela não tá aqui agora, mas eu vou mostrar quando a gente se encontrar. Pode deixar comigo.
- Quero saber de tu. Gostou?
- Tá doido? Vou falar que gosto de foto de homem? Não viaja. – paguei de bobo.
- Entre nós pô. Tá maneira pra mandar pra ela? – ele mandou uma figurinha de par de olhos, curioso pela minha resposta.
- Ah... A foto tá maneira sim. Mostrando os atributos kkkkk.
- Dá pra ver o peso pesado? KKKKK
- E tem como não ver? Ó o tamanho do volume no pano! Consigo ver até o formato da cabeça, cê é loko! – já que ele queria saber, resolvi falar a verdade.
- Mó cabeção mesmo. KKKKK!
- Pode deixar que vou mostrar pra ela assim que chegar aqui.
- Suave, maninho, tamo junto. Mas o que tu achou? Sou grande ou não sou?
- Tem certeza que você quer que eu fale?
- Dá o papo, cuzão. Me amarro em ouvir elogio. – foi assim que o pilantra do Eric Bruno terminou de me seduzir.
E também foi nesse momento que eu juntei todas as peças e finalmente decifrei seu comportamento egocêntrico. Pensa num novinho folgado e marrento que se acha o pica das galáxias e que adora se gabar de tudo que tem. Imagina que ele realmente é dotado, tem mais de 20cm de piroca e, lembrando, ama contar vantagem. O que nasce dessa combinação é um pivetão que sabe o poder que possui e, o mais importante, gosta de se exibir, é exibido por natureza.
E qual é a melhor isca pra fisgar um exibicionista? Atenção. Dê atenção, faça os elogios que ele quer escutar e o ganhe pelos ouvidos, é tiro e queda. Nesse caso, foi no chat do Facebook e com palavras, não deixei a oportunidade passar.
- Acho que nunca vi um pauzão tão grande que nem o seu, Eric. Sem sacanagem. Não é querendo zoar.
- Relaxa, meu mano. Tô ligado que é grandão, já acostumei. As mina falam isso o tempo todo KKKKK
- Então vc sabe que é dotado, não preciso repetir.
- Pode repetir, é bom ler KKKKK Meu pau é maior que o teu?
- Muito maior! Tem nem comparação. Maior, mais grosso, tem mais pentelhos. Se essa porra fosse um jogo, vc seria o chefão final. Kkkkk! – não perdoei.
- Eita, porra! KKKKKK! Achou grande mesmo ein!
- Demais. Com certeza tem mais de 18cm aí. Como é possível vc ser magro e dotado desse jeito?
- Sei lá, mano. Herdei do meu pai KKKKKK! Será que tua prima vai curtir?
- Ela eu não sei, mas eu achei fodástico. E só vi por cima da roupa, imagina peladão. Deve ser maior ainda.
Ele visualizou a mensagem, começou a escrever, mas parou logo em seguida. Fiquei com a leve sensação de que atravessei a linha do Eric, mas o marrento voltou a digitar e me surpreendeu.
- Se liga... Só entre nós, já é? – e novamente mandou a figurinha do par de olhinhos curiosos.
- Já é. – concordei.
- Ó o tamanho do bichão KKKKK – ele enviou uma foto enorme, pesada, o chat travou e demorou mais de um minuto pra voltar.
- AH, NÃO! VAI TOMAR NO CU, NÃO ACREDITO! A INTERNET CAIU JUSTO AGORA!? – xinguei alto no quarto.
Não havia alguém mais puto que eu em Rocha Miranda nessa noite, sem brincadeira. Pior de tudo é que deu ruim mesmo, a internet demorou horas pra voltar e a foto que o Eric enviou nunca mais abriu. Eu clicava pra carregar novamente e ela dava erro na mesma hora, não adiantou nada ter conversado intimidades com ele. Até pensei em mandar mensagem de novo e retomar o assunto, mas não quis parecer estranho e acabou que deixei quieto, pelo menos naquele momento. Não precisei ter pressa, até porque a gente voltou a conversar poucos dias depois.
De vez em quando os moleques do bairro se reuniam pra fazer resenha na casa de alguém, rolava putaria, bebida e funk até de madrugada. Eu vivia na maior vontade de ir, mas minha mãe era durona e nunca liberava, porque depois sempre rolava fofocada no bairro... Que fulana engravidou, que ciclano levou droga, um monte de historinha com o nome de todo mundo, por isso ela não deixava eu ir.
Até hoje lembro da tal da Festa da Família Stifler, mesmo não tendo ido. Essa social foi A Social, aquela festa de arromba que todas as minas e os moleques do bairro falam a respeito. Todo mundo se prepara, os novinhos mandam o cabelinho na régua e traje da Lacoste, as moças vão de Bella Mafia, cílios, unhas, sainhas curtas... Acho que só eu não fui, graças à minha mãe, mas passei a noite toda vendo as redes sociais dos meus colegas, acompanhando a festa nos stories e nas postagens.
Quando foi de madrugada, lá pras duas e pouca da manhã, encontrei Eric Bruno on-line no chat do Facebook e fiquei curioso, pois esperei que ele estivesse na festinha com o resto do bonde.
- Ué, vc não foi na festa? – puxei assunto.
Ele demorou a responder.
- Voltadno agora kkkk. – mandou.
- Eita... Bebeu?
- Pra caralho KKKK! Tô torto passando pela praça.
Meus pais já estavam dormindo, meu irmão não tava em casa e eu não me aguentei. Saí de fininho, fui em direção à esquina, cheguei perto da praça e tirei o celular do bolso.
- Também tô na praça. Cadê você? – mandei.
- No meu portão. E tu?
Acelerei o passo, caminhei rumo à casa dele e não deu outra, lá estava o moleque todo bonitão na bermuda jeans, tênis doze molas sem meias, blusão da Lacoste, relógio no pulso, cordãozinho de ouro e pose de playboy, com o copão cheio de uísque e energético na mão direita. Com a esquerda, ele apertou o picão na bermuda, deu aquela coçada de saco marota e depois estendeu os dedos no ar pra me cumprimentar, nem aí pro fato de passar o cheiro da rola em mim.
- Fala, moleque. Quase que tu não me pega aqui.
- Já vai entrar, Eric?
- Tô apertadão pra mijar. Chega aí, entra comigo. – me convidou.
- Licença. – entrei.
Era um prédio pequeno e de apenas três andares, eu o acompanhei até o segundo e esperei na porta, enquanto o bonito entrou e foi mijar. Poucos minutos depois, ele retornou com o copo cheio, me ofereceu um pouco da bebida e eu provei, no intuito de ficar no brilho que nem ele. Começamos a beber, sentei no degrau da escada pro terceiro andar e ele sentou do meu lado.
- E aí, como foi a fes-
- Te contar um bagulho? Já fiz muita putaria com as minas aqui, mano. Papo de cinco, seis piranha que eu arrastei pra cá.
- Aqui? – não acreditei.
- Bem aí onde tu tá. Comi várias buceta, papo reto.
- Mas aqui é tão estreito, Eric. Impossível. Como?
- Assim, ó. – o safado ficou de pé, apertou minha nuca e chegou o corpo pra frente, como se me colocasse pra mamar.
Ele usou a outra mão pra segurar no caralho, mexeu a cintura em direção ao meu rosto, eu cheguei a sentir o cheiro da rola e também aquela quentura proveniente do corpo. Como pode até o cheiro do suor do cara ser gostoso que nem ele? Bagulho difícil de explicar. O que eu sei é que me senti dominado com sua mão apertando minha nuca e seu ventre rebolando de encontro à minha face.
- Ela me chupou aqui, ó. Aquela boca quente, mó gulosa.
- E você, comeu ela? – fiquei cheio de tesão, meu pau endureceu na hora.
- Lógico, pô! Botei de quatro, empurrei boladão. Meti-lhe madeira, mano.
- Aqui no degrau? Não acredito. Não dá, é pequeno dema-
- Tá me chamando de mentiroso?! Vira nessa porra. – ele me posicionou de quatro, me apoiou com uma mão na parede e a outra no degrau, e forçou a cintura sem pena na minha bunda. – Dá não?! Dá não, tem certeza? Cuzão! Heheheh!
- Tá, tá, já entendi. – fingi que não queria sentir as bombadas no rabo.
- Entendeu é o caralho, olha aqui. Tá vendo? – Eric apontou na parede e mostrou a marca de uma mão cravada na pintura, por baixo da minha. – A piranha deixou a mão desenhada na parede, de tão fundo que eu cravei! Heheheh! Agora tu acredita, moleque?! Vai duvidar de mim?
Apertou minha cintura, forçou a giromba no meu lombo, trepou um pé do meu lado e eu senti parte do peso do novinho debruçando em cima de mim. Ao mesmo tempo, minha mão sentiu o calor daquela outra palma marcada na parede e, mesmo que por alguns curtos segundos, eu me vi no lugar de putinha do Eric Bruno, pois tive o prazer de receber o engate da cintura dele na minha garupa.
- Viu como eu botei na xota dela? Entendeu agora? – ele abaixou nas minhas costas e falou baixinho atrás da minha orelha, só faltou uivar.
- Saquei. É... Dá mesmo.
- Tô dizendo, pô. Duvida do pai não, o pai é brabo. O pai esculacha. Heheheh... – só então saiu de cima e voltou a sentar do meu lado, sempre com a mania de pegar na pica.
- Mas me fala, como foi lá na festa?
- Foi o bicho. Peguei várias, passei o rodo. Fui pro setor com uma piranha, mas não finalizei. Ela disse que não queria dar. Mas como, passei o dedo no grelinho dela, deixei a safada molhadinha. Ó... – Eric cheirou a mão direita, se deleitou no perfume da pepeca da moça e danou a se patolar na minha frente.
Até que fechou os olhos, mordeu o beiço inferior, esticou as pernas e perdeu completamente as poucas inibições que ainda tinha. Seus dedos fecharam ao redor do pacote deitado de lado no jeans, ele deu vários apertos, amassos, ensaiou uma punheta por cima da bermuda e não escondeu a ereção estalando. Se já era difícil esconder uma caceta grande em estado flácido, imagina em estado de pico. Impossível.
- Pena que a piranha meteu o pé, Juliano. Me deixou na mão, fiquei na pista. – ele abriu os olhos, me olhou e ficou me observando por alguns segundos, bem de pertinho.
Seu olhar desceu no próprio colo, manjou a pica e em seguida tornou a me olhar, me induzindo à manjada. Não resisti, cedi. Meus olhos já estavam mais do que acostumados a acompanhar o vai e vem daquela penca de caralho que ele tinha na cintura, então foi fácil demais olhar entre as pernas e manjar seu malote. O marrento apertou a marreta com vontade, olhou pra mim e falou baixinho.
- Só precisava de uma atenção pra terminar a noite, papo reto. – cheirou o dedo, sentiu o perfume da buceta da mina e a trave pulsou na bermuda.
- Você tá... Excitado? – eu gaguejei com o que vi.
- Tô mesmo. Tô que nem aço. Só de lembrar daquela safada, ó... – outra pulsada e o chão tremeu abaixo de nós.
O filho da puta era hétero e gostava de mulher, mas ser dotado fez dele um exibicionista por natureza, e esse lado exibidão falava mais alto do que a fome por buceta. Na prática, o que quero dizer é que o Eric Bruno sabia que era dotado e sabia que seu pau chamava atenção de uma forma geral, tanto das mulheres quanto dos homens. Ou seja, ser caralhudo era uma característica que ultrapassava a orientação sexual, ia muito além de só comer novinhas.
- Você não imagina como eu xinguei no dia que a internet caiu, Eric.
- Xingou?
- Xinguei demais. Até hoje não consigo carregar aquela foto, você acredita?
- Caô? Hehehe! E eu achando que tu não tinha curtido, pô.
- Nem cheguei a ver, a imagem não carregou. Fiquei meio sem graça de pedir pra você enviar de novo. Será que cê me envia aquela foto?
- Pra que foto, moleque? – foi a última vez que ele me olhou.
Devagar, ele pegou minha mão, levou dentro da bermuda e eu me perdi lá dentro, de tão grande e vasto que era aquele mundo de pica. Ou melhor, acho que me achei. Aí pronto, mil estímulos me acertaram ao mesmo tempo: a boca secou, deu tremedeira nas pernas, minha pele arrepiou, a testa suou de nervoso e meus dedos tremeram assim que sentiram o talo pentelhudo do bichão.
- Cacete, Eric! – foi tudo que conseguir dizer.
- Cacete mesmo, moleque. Cacetão, tá sentindo? – ele fez a pergunta e latejou de propósito, melecou minha mão de baba quente.
Tentei fechar os dedos em volta do porrete e não consegui, daí uma forte sensação de poder tomou conta de mim e eu me vi em posse de uma arma de fogo, uma chibata, uma vara de pescar pesada, torta, exagerada e pra lá de cabeçuda. Quanto mais tentei pegar nela, mais ela vibrou na minha mão, derramou babosa e fez meu coração acelerar no peito, talvez por conta da adrenalina de estarmos na escada do prédio. E se alguém botasse a cara no corredor e visse nós dois ali, já pensou no tamanho da fofoca?
- Calma, sem pressa. Segura devagar, ela não vai te picar. Isso... Mmmm... Achou grande ao vivo? – ele quis saber.
- Tá de sacanagem?! Uma pica dessa é grande de todos os jeitos, não importa se é por foto ou se é cara a cara. Não consigo nem pegar direito, ó. – tentei mais uma vez, porém sem sucesso, porque era ridícula de grossa, escrota de comprida e inimaginavelmente gorda, uma rola obesa pra um novinho de 18 anos.
- Tá sentindo ela inchar na tua mão, moleque? Ssss...
- Claro que tô! Ela tá viva, a carne tá quente. Isso tudo foi por causa das dedadas que você deu na mina lá na resenha, é?
- Também. O cheiro da buceta ainda tá no meu dedo, tô galudão. – outra cheirada e mais pinotes da piroca na minha mão, ela cada vez maior e mais rígida.
- E agora, como faz pra essa pica sossegar?
- Do jeito que tu tá mexendo, ela não vai abaixar tão cedo. Fffff... Pode apertar, fica acanhado não. Aperta, isso... Hmmm...
Ver esse pivetão de olhos fechados, mordendo a boca, esticando as pernas e quase se contorcendo por culpa das minhas afofadas na tromba foi o motivo do meu colapso, só eu sei como a garganta secou e meu cuzinho piscou de tesão nessa hora. Ele ficou à vontade demais, removeu os doze molas e eu tive o prazer de contemplar seus pés veiúdos enquanto o alisava, pra não falar do cheiro delicioso de ferrugem que subiu. Até o chulé do Eric Bruno era gostoso, dá pra acreditar?
- Até que tu tem a mão quentinha, mano. – gemeu.
- Tá gostando? Posso... Continuar?
- Continua, tá gostosinho. Esfrega a cabeça devagar, IIISSOO! SSSS! – e foi se soltando aos poucos, sem alarde no degrau da escada.
Minha mão tava na bermuda dele e eu não vi a pica fora da roupa, mas deu pra sentir que era da grossura do antebraço, percorria quase toda a extensão da coxa do moleque e competia por espaço com as pernas dele dentro da roupa, só pra você ter ideia do calibre. Era uma tora inadmissível, inaceitável, feita num tamanho que beirava o grotesco, o surreal, o ridículo. Larga, veiúda e dura que nem pedra, mas ao mesmo tempo macia de apertar; um piruzão uncut do prepúcio solto, pelancudo e folgado que nem o Eric.
- Tô gostando de ver, tu é bom na nhenheta. Hehehe! Continua, para não. Hmmm!
- Seu pedido é uma ordem. Bato com prazer!
- SSSSS! Minha pica baba à beça, tá ligado?
- Tô vendo. Além de pirocudo, tem pau babão. Meus dedos tão melecados, bahahah!
- Tem nojo não, moleque?
- Jamais! Duvido! Eu gosto disso. – tirei a mão da berma, lambi a palma e absorvi o sabor de ferrugem do suor, depois voltei a socar o cinco a um.
O safado fechou os olhos de novo, retomou o cheiro da buceta da novinha e me permitiu tocá-lo sem frescura, entregue ao meu tato curioso e meio nervoso. A luxúria que me preencheu nesse instante foi extraordinária, ainda mais quando ensaiei a punheta na trolha e ela latejou em resposta ao meu toque.
Eric apertou meu antebraço, reduziu meu ritmo e me controlou pra ditar a velocidade da mão amiga, foi aí que a mancha de babão transpareceu no jeans e eu fiquei aguado, cheio de sede.
- ISSO, SEM PRESSA! SSSS!
- Tá do jeito que você gosta?
- Eu me amarro! Me alivia, vai! FFFFF! Ajuda teu parceiro a esvaziar o saco.
- Conta comigo, tô aqui pra você. Se as minas te deixaram na mão, não sou eu que vou vacilar. – cuspi na mão, lubrifiquei a bronha e ele abriu as pernas pra me deixar trabalhar.
Malhei bíceps, engraxei os dedos no vai e vem cada vez mais acelerado e admito que comecei a sentir um pouco de dormência no braço, porém nada disso foi suficiente pra me fazer parar ou pausar, afinal de contas era oportunidade única na vida. Eu não sabia quando teria a chance de bater umazinha pro gostoso do Eric Bruno novamente, então dei a vida na masturbação, dediquei atenção e não parei até ver aquele sorriso de covinha do novinho mais caralhudo e marrento de Rocha Miranda.
- AAARFFF! Tua mão tá quentinha que nem buceta, papo reto! – ele se empolgou, apoiou as mãos no degrau e se equilibrou pra suspender um pouco o corpo.
Com a cintura livre, o folgado moveu o quadril pra trás e pra frente, não se contentou em apenas ser masturbado e se viu na obrigação de fuder minha mão durante a bronha, aflito pra simular uma foda. Eric apertou meus dedos ao redor da mamba, investiu cheio de fome e transou com a minha mão.
- Já que não comi ninguém na resenha, vou comer
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