Minha Namorada e As Amigas Dela Tem Uma Regra Estranha - PARTE 18 (FINAL)

Da série A Estranha Regra
Um conto erótico de Gil
Categoria: Heterossexual
Contém 1962 palavras
Data: 18/01/2026 15:07:56

Então pessoal, é o Liam aqui de novo.

Antes de começar, eu só queria agradecer todo mundo que acompanhou essa história maluca desde o começo. Tipo, quando eu postei aquela primeira parte falando sobre a regra estranha da Clara e das amigas dela, eu nunca imaginei que isso ia virar... bem, o que virou. Foram meses de putaria, drama, choro, gozadas, discussões filosóficas nos comentários sobre poliamor e um monte de gente me chamando de “comedor” e “alfa” e uns outros até de “corno manso” (risos).

Eu li todos os comentários. Todos mesmo. Os apoiadores, os haters, os que disseram que era tudo fake (não é, mas tudo bem vocês não acreditarem), os que escreveram ensaios de cinco parágrafos sobre psicologia de relacionamento. Vocês são foda. Sério.

Essa parte aqui é diferente das outras. Não tem tanta putaria explícita (desculpa decepcionar quem tava esperando). É mais... nostálgica? Reflexiva? Sei lá, eu não sou escritor profissional então talvez eu esteja usando as palavras erradas. Mas é sobre o café que eu tive com a Carla na segunda-feira depois daquela sexta insana que eu contei na parte anterior. É sobre fechamento. Sobre entender as coisas. E talvez sobre deixar a porta aberta pra... bem, vocês vão ver.

Ok vamos láSegunda-feira, meio-dia.

Eu marquei com a Carla num café pequeno do outro lado da cidade, longe dos lugares que a gente costumava frequentar com o grupo. Não era por vergonha ou pra esconder - a Clara sabia que eu ia estar lá, como prometido, sem segredos - mas era mais pra dar aquela privacidade que a conversa precisava, sabe?

Eu cheguei uns dez minutos mais cedo porque eu sou meio ansioso assim, sentei numa mesa no canto perto da janela e pedi um café preto. Fiquei ali mexendo no celular sem realmente ver o que tava na tela, só passando o dedo pra cima e pra baixo no Instagram fingindo que tava ocupado quando na real minha cabeça tava num loop pensando no que diabos a Carla ia querer falar.

Aí eu vi ela entrando.

Ela tava de calça jeans clara, camiseta branca básica e uma jaqueta jeans por cima, o cabelo preto amarrado num rabo de cavalo baixo. Sem maquiagem de novo, ou talvez só um pouco, difícil saber. Ela parecia... leve? Mais leve do que na sexta. Tipo quando você finalmente coloca pra fora algo que tava entalado na garganta e consegue respirar direito de novo.

Ela me viu, sorriu meio tímido, e veio até a mesa.

"Oi," ela disse, tirando a jaqueta e pendurando na cadeira antes de sentar.

"Oi," eu respondi. "Quer pedir alguma coisa? Eu pago."

"Capuccino tá bom."

Eu chamei a garçonete, pedi o capuccino dela, e aí ficamos ali por uns cinco segundos em silêncio meio desconfortável até ela rir.

"Isso é estranho né?" ela disse.

"Um pouco," eu admiti, rindo também. "Mas tudo bem. A gente superou coisas mais estranhas que um café desconfortável."

Ela riu mais alto dessa vez, e o gelo quebrou.

O capuccino dela chegou rápido. Ela pegou, tomou um gole, fez aquela cara de "tá quente pra caralho mas vou fingir que não tá", e respirou fundo.

"Então," ela começou, olhando pra mim direto nos olhos pela primeira vez desde que sentou. "Eu te chamei aqui porque eu precisava falar umas coisas. Sem a Clara, sem as meninas, sem plateia. Só eu e você."

"Tô ouvindo."

Ela mexeu na xícara, girando ela entre os dedos, tipo procurando as palavras certas. "Liam, eu... eu me apaixonei por você."

Meu estômago deu aquele nó. Não era surpresa - a gente meio que já tinha passado por isso na treta toda com o Lucas e a punição e tal - mas ouvir ela dizer assim, diretamente, sem filtro, ainda era pesado.

"Eu sei que isso não é novidade," ela continuou, "mas eu nunca falei isso pra você de verdade. Tipo, sem estar chorando ou sendo humilhada ou no meio de um drama. Eu me apaixonei por você em algum momento entre a segunda e a terceira vez que a gente transou. Não sei quando exatamente. Mas aconteceu."

Eu não sabia o que falar então só fiquei quieto, deixando ela continuar.

"E o pior é que eu sabia que era errado. A regra era clara - sexo sim, sentimentos não. Mas sentimento não pede licença, né?" Ela riu meio amargo. "Eu tentei esconder. Tentei lidar sozinha. Daí conheci o Lucas e pensei que talvez se eu tivesse alguém 'meu', alguém fora desse grupo, eu conseguiria separar as coisas. Mas não deu certo. Eu só fiquei mais confusa, mais dividida, e acabei mentindo pra todo mundo."

"Carla-"

"Deixa eu terminar," ela me cortou, gentil mas firme. "Por favor."

Eu assenti.

"Quando a Clara me puniu naquele sábado... no começo eu fiquei com raiva. Com raiva dela, com raiva de mim mesma, com raiva da situação toda. Mas depois, durante a semana, eu fui processando. E eu percebi que ela tava certa de um jeito torto. Não na forma - aquilo foi pesado demais - mas no fundo. Eu tinha quebrado a confiança. Eu tinha colocado meus sentimentos acima da amizade, acima da transparência que a gente prometeu ter."

Ela parou, tomou outro gole do capuccino, e continuou.

"E aí veio a sexta. E porra, Liam, aquilo foi... intenso. Ver você e a Clara daquele jeito. Ver a forma que vocês se amam. Ver as meninas ajudando, cuidando, todo mundo junto. Eu finalmente entendi."

"Entendeu o quê?"

"Que vocês dois são o centro. Sempre foram. E que tá tudo bem eu ter sentimentos por você, mas eles nunca vão mudar o fato de que você escolhe ela. Todo dia. E ela escolhe você. E isso é... bonito. É foda. E eu respeito isso."

Eu senti algo apertar no peito, mas não era ruim. Era tipo... alívio misturado com gratidão.

"Obrigado por dizer isso," eu disse, baixo.

"Não precisa agradecer. Eu tô falando a verdade." Ela sorriu, e dessa vez era um sorriso real, sem peso. "E eu queria te falar também que... eu to bem. Tipo, de verdade. Eu terminei com o Lucas no domingo. Foi amigável. Eu expliquei que eu tava numa situação complicada e que não era justo com ele eu continuar dividida. Ele entendeu. É um cara legal."

"E você? Como você tá com tudo isso?"

"Eu to... em paz?" Ela pareceu surpresa com a própria resposta. "É estranho dizer isso depois de tudo, mas eu to. Eu acho que eu precisava daquela quebra emocional pra reorganizar as coisas na minha cabeça. Pra aceitar que eu posso sentir o que eu sinto por você e ainda assim saber meu lugar. E meu lugar é como amiga. Amiga que às vezes transa com você quando a regra permitir, mas amiga primeiro."

Eu sorri. "Eu gosto disso. Amiga primeiro."

A gente ficou ali conversando por mais uma hora, fácil. Não sobre sexo, não sobre drama. Sobre coisas normais. Sobre o trabalho dela (ela é designer gráfica, algo que eu meio que sabia mas nunca tinha conversado a fundo), sobre hobbies, sobre séries que a gente tava assistindo. Foi... gostoso. Leve. Tipo aqueles primeiros cafés que você tem com alguém quando tá começando uma amizade, antes de tudo ficar complicado.

Quando a gente finalmente se levantou pra ir embora, ela me abraçou. Um abraço apertado, demorado, mas sem segundas intenções. Só carinho.

"Obrigada por vir," ela disse no meu ouvido.

"Obrigado por me chamar."

A gente se separou, ela colocou a jaqueta, e quando a gente tava saindo do café ela parou na porta e olhou pra mim.

"Liam?"

"Sim?"

"Você acha que... no futuro, quando as coisas estiverem mais estáveis, quando a 'regra nova' estiver funcionando de verdade... você acha que a gente pode tentar de novo? Tipo, eu e você, com a benção da Clara, sem esconder nada, só... aproveitar?"

Eu olhei pra ela. Pro rosto dela esperançoso mas não desesperado. Pro jeito que ela tava de pé ali, vulnerável mas confiante ao mesmo tempo.

"Acho que sim," eu disse, honesto. "Mas devagar. Com todo mundo ciente. E só se fizer sentido pra todos."

Ela sorriu. "Devagar. Eu consigo fazer devagar."

E então ela saiu.

Eu fiquei ali parado na porta do café por mais uns dois minutos, só pensando. Pensando em como as coisas tinham mudado desde aquela primeira vez que a Clara me contou sobre a regra estranha das amigas dela. Pensando em quanto drama, quanto tesão, quanto aprendizado tinha rolado nesses meses todos.

Peguei o celular e mandei mensagem pra Clara.

**Eu:** *Terminei aqui. Conversa foi boa. To voltando pra casa. Te amo.*

A resposta veio em menos de um minuto.

**Clara:** *Te amo também. To fazendo yakisoba pro almoço. E Liam?*

**Eu:** *Sim?*

**Clara:** *A gente vai ficar bem. Todos nós.*

Eu sorri olhando pro celular.

**Eu:** *Eu sei.*

Mais uma mensagem apareceu antes de eu guardar o celular.

**Clara:** *Ah, e adivinha? A Dani tá namorando aquele grandalhão jogador de futebol da faculdade. Sabe, o Matheus? Parece que tá ficando sério.*

Eu pisquei, processando a informação.

**Eu:** *Sério? A Dani?*

**Clara:** *Pois é. Ela tá toda boba. Disse que ele é diferente. Mas quem sabe né... talvez no futuro... 😏*

Eu ri sozinho na calçada. Claro. Claro que a Clara já tava pensando nisso.

**Eu:** *Você é impossível.*

**Clara:** *Você me ama por isso.*

**Eu:** *Verdade.*

Guardei o celular e comecei a caminhar de volta pra casa, as mãos nos bolsos, o sol de janeiro batendo na cara. Um sorriso bobo no rostoEntão é isso pessoal.

Essa é a última parte... por enquanto.

Eu sei que vocês devem ter um milhão de perguntas. "E o Matheus?" "A regra nova vai incluir ele também?" "Vai rolar mais putaria coletiva?" "A Andréia vai ter seus momentos especiais também?"

Resposta honesta? Eu não sei ainda.

A gente tá vivendo um dia de cada vez. Reconstruindo. Entendendo os limites novos. Aprendendo a balancear tesão com respeito, posse com liberdade, amizade com desejo. É complicado pra caralho mas também é... bom? Diferente. Real.

Talvez eu volte aqui daqui uns meses e poste uma atualização. Talvez não. Talvez algumas histórias são melhores deixadas em aberto, deixando vocês imaginarem o que aconteceu depois.

Ou talvez - só talvez - tenha mais capítulos chegando quando as coisas ficarem interessantes de novo. E com esse grupo, as coisas sempre ficam interessantes eventualmente. Especialmente agora que tem um jogador de futebol grandalhão no radar...

Até lá (ou não), obrigado por lerem. Obrigado pelos comentários, pelas críticas construtivas, pelos DMs (alguns bem bizarros mas ok). Vocês tornaram essa jornada muito mais divertida.

E pra quem ficou curioso: sim, eu e a Clara ainda tamos juntos. Sim, o grupo ainda existe. E sim... tem algumas ideias no ar que talvez virem histórias futuras. Mas isso é conversa pra outro dia.

Abraços,

Liam

***

**P.S.:** Se alguém tiver dúvidas sobre partes específicas da história ou quiser saber mais sobre algum detalhe que eu não cobri, deixa nos comentários. Eu tento responder quando dá.

**P.P.S.:** E sim, antes que perguntem - nós cinco (eu, Clara, Carla, Dani e Andréia) saímos pra jantar semana passada. Foi normal. Tipo, assustadoramente normal. Pizza, cerveja, risadas, zero tensão sexual explícita. Quase decepcionante na real (risos). Mas foi bom. Foi tipo um lembrete de que a gente é amigos de verdade, não só parceiros de putaria.

**P.P.P.S.:** Ok último post scriptum eu prometo - a Dani quer que eu escreva sobre aquela vez no banheiro do bar. A Andréia disse que eu devia escrever sobre o "incidente da piscina". E a Clara... bem, a Clara já tá fazendo planos envolvendo o Matheus. Conhecendo ela, não vai demorar muito pra ficar interessante de novo.

A porta tá aberta. Só não sei quando a gente vai passar por ela de novo.

Até mais. Ou até logo. Sei lá.

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Comentários

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Vixi,sabia que ia dar rolo,um novo namorado na área e vai arrombar todas ,inclusive a namorada do prota.

Vixi melhor arrumar outra namorada,por que a atual vai ser arrombada.

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