Descobri Que Meu Irmão Fode a Nossa Mãe - PARTE 03 (FIM)

Um conto erótico de Ramon66
Categoria: Heterossexual
Contém 3400 palavras
Data: 18/01/2026 11:38:25
Última revisão: 18/01/2026 11:38:51

**PARTE 3: A REVELAÇÃO**

Quatro dias. Noventa e seis horas. Cinco mil, setecentos e sessenta minutos desde que vi meu irmão gozar dentro da mulher que a gente chama de mãe. O tempo se tornou uma massa viscosa e lenta, arrastando-se pelo apartamento como esgoto a céu aberto.

A casa mudou. As paredes de gesso parecem ter absorvido os gemidos daquela noite, vibrando numa frequência baixa que só eu escuto. O ar está mais denso, saturado de feromônios velhos e culpa fresca. Eu caminho pelos cômodos como um fantasma, invisível, mas onipresente.

Rafael e Débora estão vivendo um teatro mudo. Ela cozinha com movimentos bruscos, batendo panelas, cortando legumes com violência desnecessária, evitando olhar para ele. Ele sai antes do sol nascer, volta quando a casa já está escura, tranca-se no quarto e coloca fones de ouvido. Mas eu vejo. Vejo a mão dela tremendo quando serve o prato dele e deixa na mesa. Vejo ele parando no corredor, encarando a porta fechada do quarto dela, a mão pairando sobre a maçaneta sem coragem de girar.

Eles acham que estão escondendo o segredo. Mal sabem que o segredo já tem dono. E o dono sou eu.

Eu não durmo mais. O sono se tornou irrelevante. Meu corpo funciona à base de cafeína barata e adrenalina pura. Vou para o mercado, passo compras no caixa, sorrio para clientes sem rosto, mas minha mente está aqui. No corredor. Na fresta da porta. Revisitando a cena frame a frame. O pau dele entrando. A boca dela engolindo. O gemido abafado no travesseiro.

Meu pau vive num estado de semi-ereção dolorosa, roçando no jeans do uniforme, latejando a cada lembrança. Eu não me masturbo para aliviar. Eu acumulo. Guardo cada gota de tesão, cada pulso de desejo, transformando tudo em combustível para o que eu sei que precisa acontecer.

Hoje é quinta-feira. A noite está abafada, aquele calor pré-chuva que faz a pele grudar e o ar cheirar a asfalto quente. Débora saiu faz vinte minutos—foi ao mercado repor o estoque de arroz e feijão, fugindo da própria casa. Rafael está no quarto dele. Ouço o som abafado de um trap genérico vazando pelos fones.

É agora.

Eu me levanto da cama. O colchão velho nem range mais, acostumado com meu peso e minha insônia. Saio do meu quarto. O corredor está escuro, iluminado apenas pela luz da rua que entra pela sala. Caminho até a porta dela.

Está destrancada. Claro que está.

Entro.

O cheiro me atinge primeiro. É o cheiro dela—uma mistura complexa de desodorante de lavanda, creme de pele barato, e o cheiro da casa em si, de madeira velha e cera líquida. Mas, por baixo disso tudo, tem a nota de fundo que eu procuro. O cheiro de sexo. Está impregnado no colchão, nas cortinas, na própria atmosfera do quarto.

A cama está feita. Lençóis esticados com precisão militar, numa tentativa patética de impor ordem ao caos. Vou até o cesto de roupa suja no canto, perto do guarda-roupa de madeira compensada que está descascando na base.

Levanto a tampa.

Lá está ela. A calcinha preta de renda. A mesma. Ela não lavou. Talvez por vergonha de pendurar no varal onde eu ou Rafael poderíamos ver. Talvez porque, no fundo, ela queira guardar o cheiro dele nela.

Pego a peça. O tecido sintético é áspero contra meus dedos. Levo ao nariz. Fecho os olhos e inalo.

O cheiro é um soco no estômago. Suor seco. O odor metálico, levemente ácido, de fluidos femininos. E o cheiro inconfundível de porra—cloro, água sanitária, vida crua. É o cheiro do meu irmão misturado com o cheiro da minha mãe. É repugnante. É a coisa mais excitante que já cheirei na vida.

Meu pau endurece instantaneamente, rasgando a barreira do jeans. A cabeça pulsa, vazando pré-gozo na cueca.

Tenho uma ideia. Uma ideia perversa, calculista, que faz meu sangue gelar e ferver ao mesmo tempo.

Abro a gaveta da mesa de cabeceira. Onde ela guarda a bíblia que a mãe dela deu. Embaixo da bíblia, num saquinho de veludo que já foi roxo e agora é cinza, está o vibrador. Pequeno, rosa-bebê, barato. O tipo que se compra em farmácia disfarçadamente.

Tiro ele do saco. Tem cheiro de silicone e lubrificante à base de água.

Coloco o vibrador em cima da calcinha preta, ali mesmo, sobre a colcha da cama. O contraste do rosa plástico com a renda preta e o tecido bege da colcha é visualmente agressivo. Pornográfico.

Saco meu celular do bolso. Abro a câmera. O flash está desligado. A luz da rua ilumina a cena com aquele tom alaranjado doentio que virou a cor da minha obsessão.

*Clique.*

A foto fica perfeita. Nítida. Crua. A prova do crime e a arma do crime juntas.

Abro o WhatsApp. Grupo "Família". Só tem nós três. A última mensagem foi há duas semanas, Rafael perguntando se tinha pão.

Anexo a foto.

Sem legenda. Sem explicação. A imagem fala por mil palavras sujas.

*Enviar.*

O tique duplo cinza aparece. Entregue.

Saio do quarto dela. Deixo tudo exatamente como estava—a calcinha e o vibrador em cima da cama, expostos, gritando a verdade.

Volto para o meu quarto. Deixo a porta encostada, mas não fechada. Sento na beira da cama. O celular na mão, tela brilhando no escuro.

Espero.

Cinco minutos. Ouço o barulho do portão lá embaixo. O passo arrastado dela na escada. O barulho da chave na porta da sala. As sacolas plásticas sendo colocadas na mesa da cozinha.

Então, o silêncio.

Ela deve ter pegado o celular. Deve ter visto a notificação.

Dez segundos. Vinte.

Ouço um som que parece um animal ferido. Um suspiro cortado no meio. Passos rápidos, desajeitados, correndo pelo corredor. Ela entra no quarto dela. Silêncio por mais cinco segundos.

Depois, passos furiosos vindo na minha direção.

A porta do meu quarto é escancarada com violência. Bate na parede e volta.

Ela está parada ali. Débora. O rosto está pálido, quase verde sob a luz do corredor. Os olhos arregalados, pupilas dilatadas de pânico. Ela segura o celular com tanta força que os nós dos dedos estão brancos. O peito sobe e desce num ritmo frenético.

—Que merda é essa?—ela sussurra. A voz falha. Não tem ar suficiente nos pulmões dela.

Eu continuo sentado. Calmo. O dono do jogo.

—Você viu a foto.

—Você... você entrou no meu quarto... você mexeu nas minhas coisas...

—Eu mexi na sujeira de vocês.

Ela recua um passo, como se tivesse levado um tapa físico.

—Do que você tá falando? Você tá louco?

Eu me levanto. Devagar. Deixo o celular na cama. Caminho até ela. Ela tenta manter a postura de autoridade, de mãe, mas está desmoronando. Eu sou cinco centímetros mais alto que ela agora.

—Domingo—eu digo, voz baixa, controlada. —Duas e treze da manhã. Eu vi Rafael entrar no seu quarto. Vi a porta ficar entreaberta.

Ela nega com a cabeça. Um movimento espasmódico.

—Não... não... você tava dormindo...

—Eu vi ele tirar a roupa. Vi você de joelhos. Vi você chupar o pau dele. Vi você engolir. Vi ele te foder de quatro. Vi ele gozar dentro de você.

Cada frase é um prego no caixão da negação dela. Ela começa a tremer. As lágrimas brotam, grossas, transbordando dos olhos.

—Cala a boca... pelo amor de Deus, cala a boca...

—E sabe o que é pior? — Eu dou mais um passo. Ela está encurralada contra o batente da porta. —Não foi o sexo. Foi o que vocês falaram. "Meu dengo". "Meu filho". Vocês transformaram o incesto em fetiche.

—NÃO!—ela grita. Um grito rasgado, doloroso. —Você não entende! Você não sabe de nada!

—Eu sei o suficiente.

—NÃO SABE!—Ela me empurra. As mãos dela batem no meu peito sem força real. —Você não sabe o que é estar sozinha há vinte anos! Você não sabe o que é olhar pra ele e ver... ver...

—Ver o quê? O filho que você pariu?

Ela desaba. Escorrega pelo batente até o chão, sentando sobre os calcanhares, cobrindo o rosto com as mãos. O choro vem forte agora, convulsivo, sacudindo os ombros magros dela.

—Eu sou um monstro... meu Deus, eu sou um monstro... eu transei com meu filho...

Eu olho pra ela lá embaixo. Tão pequena. Tão quebrada. A mulher que segurou essa família nos dentes, agora reduzida a uma pilha de culpa e desejo no chão do meu quarto.

E então, eu decido jogar a última carta. A carta que muda tudo.

Vou até minha mesa de estudos. Abro a gaveta de baixo, onde guardo meus documentos. Tiro uma pasta amarela. Dentro, uma certidão de nascimento antiga, dobrada em quatro.

Volto até ela. Me ajoelho na frente dela.

—Olha pra mim—eu ordeno.

Ela não obedece. Continua chorando. Eu pego os pulsos dela, tiro as mãos do rosto. Ela resiste, mas eu sou mais forte.

—Olha. Pra. Mim.

Ela abre os olhos. Inchados. Vermelhos.

Eu estendo o papel.

—Lê.

Ela foca a vista com dificuldade. Lê o cabeçalho. *Certidão de Nascimento.* Lê o nome. O meu nome. E então, lê os nomes dos pais.

**Pai: JOSÉ ROBERTO DA SILVA**

**Mãe: MARIA CONCEIÇÃO DA SILVA**

E a observação averbada embaixo: *"Guarda definitiva concedida à irmã, Débora da Silva, conforme processo nº..."*

Ela para de respirar. O choro cessa instantaneamente, substituído por um choque catatônico.

—Onde... onde você achou isso?

—Eu sempre soube que tinha algo errado—minto. Eu achei faz seis meses, revirando as coisas antigas no maleiro. Mas a mentira dá mais poder. —As contas não fechavam. As histórias sobre o "papai" que foi embora... ele nunca existiu, né? Nossos pais morreram.

Ela solta o ar devagar. Os ombros caem. A máscara cai de vez.

—Um acidente de carro—ela sussurra, a voz morta. —Na Dutra. Voltando de Aparecida. Você tinha seis anos. Rafael tinha oito. Eu tinha trinta e dois.

Ela levanta os olhos pra mim. Não tem mais medo. Só exaustão.

—Eu não queria que vocês soubessem. Eu queria que vocês tivessem uma mãe. Não uma irmã velha e amargurada que teve que largar a faculdade pra limpar bunda de criança. Então eu virei a mãe. Eu inventei o pai que foi embora pra vocês não sofrerem com a morte deles. Eu criei a mentira perfeita.

—E você acreditou nela—eu digo.

—Eu tive que acreditar. Senão eu não aguentava.

Eu toco o rosto dela. A pele está quente, úmida de lágrimas.

—Então... domingo...—eu começo, passando o polegar no lábio inferior dela. —Você não transou com seu filho.

Ela fecha os olhos ao meu toque.

—Não—ela sussurra. —Eu transei com meu irmão.

—Rafael é seu irmão. Eu sou seu irmão.

A frase paira no ar. Pesada. Carregada de implicação.

Se nós somos irmãos... a barreira biológica do incesto maternal desaparece. Fica só o incesto fraterno. Ainda tabu. Ainda errado. Mas... mais horizontal. Mais igualitário.

—Isso torna tudo melhor ou pior?—ela pergunta, abrindo os olhos e me encarando.

—Torna possível.

Eu me inclino.

Não dou tempo pra ela pensar. Colo minha boca na dela.

O beijo é salgado. Tem gosto de lágrimas e desespero. No começo, ela fica rígida, os lábios selados. Mas eu insisto. Passo a língua na fenda dos lábios dela.

—Abre—eu sussurro contra a boca dela. —Abre pra mim, mana.

A palavra "mana" funciona como um gatilho reverso. Ela solta um gemido baixo e abre a boca.

Eu invado. Minha língua encontra a dela. É quente. Viva. Ela corresponde. As mãos dela, que estavam no chão, sobem para os meus ombros, me puxando pra mais perto. O beijo se torna faminto. Desesperado. É o beijo de duas pessoas que sobreviveram a um naufrágio e encontraram terra firme na boca um do outro.

Minha mão desce pelo pescoço dela, passa pela clavícula, e encontra o seio por cima da blusa de malha fina. Aperto.

Ela arfa na minha boca.

—Isso... isso é loucura...—ela murmura, mas esfrega o corpo contra o meu.

—É família—eu respondo.

Eu a empurro suavemente para trás. Ela deita no chão frio do meu quarto, as pernas esticadas no corredor. Eu me coloco entre as pernas dela. Levanto a blusa.

Ela não usa sutiã hoje. Os seios caem para os lados, pesados, livres. Mamilos escuros, grandes, olhando pra mim. Eu abaixo a cabeça e abocanho o esquerdo.

Ela grita baixo. As costas arqueiam.

—Ah... Deus... você chupa forte...

Mordo. Puxo. Minha mão desce para a legging preta. O tecido na virilha está ensopado. Dá pra ver a mancha escura crescendo.

—Você tá molhada—eu digo, sentindo o calor irradiar através do tecido sintético. —Molhada pro seu irmãozinho.

—Cala a boca e me toca—ela exige, voz rouca.

Eu puxo a legging e a calcinha de uma vez só até os joelhos.

A visão é visceral. A buceta da minha irmã. A mesma que pariu mentiras por vinte anos, agora exposta, honesta, escorrendo fluidos. Os lábios inchados, avermelhados, pulsando.

Eu cuspo na minha mão. Esfrego no meu pau—que já está duro como ferro, doendo de tão cheio.

Não vou fazer preliminar. Não hoje. A urgência é violenta demais.

Seguro o pau. Miro na entrada.

—Olha pra mim—eu digo.

Ela olha. Pupilas dilatadas engolindo a íris cor de mel.

—Eu vou entrar.

—Entra—ela diz. —Entra logo.

Eu empurro.

A cabeça rompe a resistência. Ela é apertada, quente, úmida. Muito mais apertada do que eu imaginava. O som é molhado. *Squelch.*

Eu deslizo para dentro dela. Centímetro por centímetro. O calor me envolve, me aperta, me devora. Quando bato no fundo, solto o ar que nem sabia que estava prendendo.

—Caralho...—eu gemo.

—Isso...—ela joga a cabeça pra trás, batendo no chão de taco. —Isso... enche tudo...

Começo a me mover. O ritmo é instintivo, primitivo. Carne batendo contra carne. O som preenche o silêncio da casa. Gemidos. Respiração ofegante. O *poc-poc-poc* dos meus quadris batendo na bunda dela contra o chão.

E então, eu sinto uma presença.

Paro o movimento. Olho para cima.

Rafael.

Ele está parado no corredor. A luz da sala desenha a silhueta dele. Ele está sem camisa, bermuda de tactel baixa, mostrando a linha de pelos que desce para o púbis. Ele segura o celular na mão—o mesmo celular onde recebeu a foto minutos atrás.

Ele está olhando pra nós. Pra mim, enterrado até o talo na nossa "mãe". Pra ela, de pernas abertas, blusa levantada, gemendo.

O silêncio volta, mas agora é elétrico. Perigoso.

Débora percebe que eu parei. Abre os olhos. Segue meu olhar. Vê Rafael.

Ela não grita. Não tenta se cobrir. Ela só respira fundo, o peito subindo e descendo violentamente.

—Você viu a foto?—eu pergunto pra Rafael, minha voz soando estranha, rouca.

Rafael dá um passo à frente. Entra na luz do quarto. O rosto dele está ilegível.

—Vi—ele diz. A voz dele é grave, vibrando no peito. —E ouvi a conversa.

Ele ouviu. Ele sabe.

—Então você sabe—eu digo. —Que não é incesto de mãe e filho.

Rafael olha pra Débora. Um olhar longo, pesado. Depois olha pra mim. E finalmente, olha pro ponto onde nossos corpos estão conectados.

—Continua sendo incesto—ele diz.

—Continua—eu concordo. —E daí?

Rafael larga o celular na cama. Ele leva as mãos ao elástico da bermuda.

—E daí que eu não vou ficar de fora dessa vez.

Ele empurra a bermuda pra baixo.

O pau dele salta. Duro. Pulsante. Aquele monstro que eu vi domingo, agora a metros de mim, pronto pra guerra.

Ele se ajoelha ao lado da cabeça de Débora.

Ela olha pra ele. Medo? Não. Alívio. Reconhecimento.

—Vem cá—ela diz pra ele, estendendo a mão.

Rafael segura a mão dela. Beija a palma. Depois se inclina e beija a boca dela. Um beijo profundo, sujo, de língua.

Enquanto eles se beijam, eu volto a me mover lá embaixo.

A cena é grotesca e sagrada. Dois irmãos possuindo a irmã que virou mãe. A trindade profana se fechando em si mesma.

Rafael termina o beijo e desce pro pescoço dela.

—Levanta um pouco—ele diz pra mim.

Eu me ergo nos joelhos, puxando meu pau quase todo pra fora, deixando só a cabeça lá dentro.

Rafael se posiciona atrás de mim, mas focado nela. Ele quer a boca.

—Chupa—ele ordena, encostando a cabeça do pau nos lábios dela.

Ela abre a boca. Aceita ele.

Agora o ritmo é duplo. Eu fodo a buceta dela. Ela chupa o pau dele. Nós três conectados numa linha de prazer e fluido.

O som no quarto é ensurdecedor. *Glu-glu* da garganta dela. *Squish-squish* da buceta dela. Meus grunhidos. Os gemidos de Rafael. O cheiro de sexo fica insuportável, denso como neblina.

—Porra... ela chupa muito gostoso...—Rafael geme, segurando a cabeça dela com as duas mãos, fodendo a boca dela no ritmo que eu fodo a buceta.

—Ela ensinou a gente a comer, a andar, a falar...—eu digo, ofegante, o suor pingando do meu nariz no peito dela. —Agora tá ensinando a foder.

Débora geme em volta do pau dele, os olhos revirados, branca, perdida no êxtase.

Eu sinto o orgasmo chegando. É uma onda massiva, incontrolável, subindo pelas minhas pernas.

—Vou gozar!—eu aviso.

Rafael para o movimento na boca dela. Tira o pau. O rosto dele está vermelho, veias saltadas no pescoço.

—Eu também.

Ele se move rápido. Eu saio de dentro dela. O som de vácuo é alto. *Pop.*

Rafael empurra minhas costas, me fazendo sair do caminho. Ele se posiciona entre as pernas dela.

—Vira—ele ordena pra ela.

Ela se vira de quatro no chão. A buceta exposta, vermelha, aberta pelo meu pau, escorrendo meus fluidos pré-ejaculatórios.

Rafael cospe na mão, passa no pau dele, e enterra tudo de uma vez. Por trás.

—AAAHHH!—Ela grita, a voz ecoando no apartamento.

Ele é maior que eu. Mais grosso. Ele preenche espaços que eu nem toquei. Ele mete com raiva, com possessão, com a força de vinte e dois anos de mentiras sendo expurgados em cada estocada. *BAM. BAM. BAM.*

Eu me ajoelho na frente do rosto dela. O pau duro, pingando.

Ela olha pra mim. Olhos vidrados.

—Na boca—ela pede. —Põe na boca.

Eu obedeço. Enfio meu pau na boca dela enquanto Rafael a destrói por trás.

Nós a transformamos num sanduíche de carne e culpa. Ela é o elo. O receptáculo.

Rafael chega no limite. O corpo dele trava.

—DENTRO! VOU ENCHER ELA DENTRO!—ele ruge.

Eu sinto a vibração do gozo dele através do corpo dela. Ele bombeia. Uma, duas, cinco vezes. Enchendo o útero da nossa irmã com o leite dele.

Isso dispara o meu gatilho.

Eu tiro o pau da boca dela. Seguro a base. E gozo.

Jatos grossos, brancos, quentes. Cobrindo o rosto dela. Os olhos. A boca aberta. O pescoço.

Ela recebe tudo. De olhos abertos. Aceitando a chuva. Lambendo os lábios pra pegar as gotas que escorrem.

Rafael cai sobre as costas dela, exausto. Eu caio sentado, encostado na parede, respirando como se tivesse corrido uma maratona.

O silêncio volta. Mas é um silêncio diferente. Úmido. Pesado. Real.

Débora se deixa cair de barriga no chão. O rosto coberto de porra. A buceta vazando o gozo de Rafael.

Ficamos assim por minutos. Ouvindo a respiração uns dos outros se acalmar.

Finalmente, Rafael rola para o lado. Senta no chão, costas na cama. Olha pra mim. Depois pra ela.

Ele estende a mão e limpa um pouco de sêmen da bochecha dela com o polegar. Um gesto estranhamente carinhoso.

—E agora?—ele pergunta. A voz rouca.

Débora se senta devagar. Passa a mão no rosto, espalhando o fluido em vez de limpar. Ela olha pra nós dois. Seus irmãos. Seus amantes. Seus filhos de criação.

O olhar dela não tem mais culpa. A culpa queimou. Só sobrou a realidade nua e crua.

—Agora...—ela começa, a voz firme. —Agora a gente fecha a porta. Tranca a casa. E ninguém entra. E ninguém sai.

Eu olho pra Rafael. Ele sorri. Um sorriso torto, cúmplice.

—Ninguém sai—ele repete.

Eu me levanto. Caminho até a porta do quarto. Giro a chave na fechadura. *Clic.*

Olho pra eles. Minha família. Meus iguais.

—Ninguém sai—eu confirmo.

Apago a luz.

No escuro, ouço o som de corpos se movendo, se acomodando no chão, se buscando novamente.

A noite é longa. E nós temos vinte anos de tempo perdido pra recuperar.

***

**[FIM]**

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Comentários

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Caraca Mandinha , pelos 2 primeiros capítulos achei q seria um conto normal , mas aos 15 da segunda prorrogação Vc fez o impensável, conto muito bom , história imapactante

3 estrelas fácil

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Ja tava achando meio diferente pq a “mãe” que queria pegar o “filho”, mas dai no final acontece isso, muito bem construído! Parabéns!!!! Mais um conto muito original

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