**PARTE 2: O FLAGRA**
Quarenta e oito horas desde aquela discussão. Desde que ouvi minha mãe gritar "VOCÊ NÃO TEM DIREITO DE ME JULGAR" e Rafael responder baixo, firme, tentando impor limites que nenhum dos dois realmente queria. Desde o abraço. Desde o silêncio carregado que veio depois.
Sexta-feira passou arrastada—Rafael saindo cedo, voltando tarde, evitando olhar pra ela. Sábado foi pior. Ele mal saiu do quarto. Ela cozinhou em silêncio, batendo as panelas com força desnecessária. A casa inteira vibrava com o não-dito. Eu observei tudo da minha invisibilidade habitual. Cada olhar furtivo. Cada suspiro pesado. A tensão sexual era tão densa que o ar parecia viscoso.
E agora, madrugada de domingo, duas e treze da manhã, a represa se rompeu.
Eu não durmo. Meu corpo desenvolveu um sensor que me acorda quando algo acontece. Ouço a porta do quarto dela se abrir—aquele rangido característico da dobradiça sem óleo. Passos pesados no corredor. Rafael. Ele para em frente à porta dela. Silêncio. Dez segundos. Vinte. Ele está decidindo. Lutando. Perdendo.
A porta se abre de novo. Ele entra. O clic da porta fechando é como tiro de largada.
Meu pau endurece antes mesmo do meu cérebro processar. Eu me levanto, tiro a bermuda, abaixo a cueca até os joelhos. Estou nu da cintura pra baixo, pau latejando, apontando pra cima. Caminho de ponteira pelo corredor, cada passo calculado. O piso de taco gelado gruda nas solas dos meus pés. Suor frio desce pela minha coluna.
A porta ficou entreaberta—ela nunca fecha direito por causa da fechadura emperrada. Um filete de luz alaranjada da rua vaza pela fresta. Eu encosto o rosto na madeira, olho colado na abertura.
Rafael está de pé, a um metro da cama. Só de bermuda de tactel. O volume no meio das pernas é obsceno—uma montanha de carne dura empurrando o tecido fino, a cabeça desenhando um círculo perfeito, a veia grossa visível mesmo através da roupa.
Minha mãe está na frente dele. Calcinha preta de renda—única peça restante. Os seios livres, pesados, balançando quando ela respira. Os mamilos escuros eretos como balas. A cicatriz de cesárea cortando a barriga, rosa-escura, brilhando de creme.
O cheiro que sai do quarto me atinge como onda: baunilha barata, suor masculino, e algo mais primitivo—feromônio puro, cheiro de buceta molhada, musk de pau duro. É nauseante e viciante ao mesmo tempo.
—Meu irmão pode ouvir—Rafael sussurra, mas a voz sai trêmula, sem força.
*Foda-se o meu irmão. Foda-se tudo. Eu preciso disso. Preciso dela. Tô virando louco faz dois dias.*
—Ele dorme que nem pedra—ela mente, voz rouca de desejo. A mão dela desce pelo abdômen dele, devagar, provocativa. Os dedos brincam com o elástico da bermuda. —E mesmo que acordasse... — Ela sorri. Um sorriso doente, lascivo. —...a gente ia parar?
Silêncio. A pergunta fica pendurada no ar como lâmina.
—Não—Rafael admite, a voz saindo rouca. —A gente não ia parar.
Ela puxa o elástico. A bermuda cai. O pau dele salta violentamente pra fora—grosso, venoso, curvado levemente pra cima, cabeça roxa-escura vazando pré-gozo em fios grossos. Ele é grande demais. Desproporcional. Um pau de homem adulto no auge da potência sexual.
Minha mãe olha pra baixo e a boca dela se abre. Não em surpresa—ela já viu antes, tem que ter visto. Mas em fome.
*Meu filho. Meu menino. Olha no que você se transformou. Olha o que você tem aí. Melhor que o pai. Muito melhor.*
—Você é tão maior que seu pai—ela sussurra, e a frase me atinge como soco. Ela está comparando. Ela fodeu os dois. Pai e filho. —Quando você nasceu, eu olhei pro seu pai segurando você no colo e pensei: um dia esse menino vai ser maior que você em tudo. — Ela segura a base do pau de Rafael com uma mão. Aperta. —Eu não sabia o quanto eu tava certa.
—Mãe, para de falar assim—Rafael geme, mas o pau dele late na mão dela, vazando mais.
—Por quê? — Ela ajoelha devagar, os joelhos batendo no taco com som surdo. Os seios balançam, mamilos roçando na coxa dele. —Porque te deixa com tesão? Porque você gosta quando eu lembro que você saiu de dentro de mim? Que esse pau— ela aperta mais forte —cresceu com o leite que eu dei?
—Caralho...—ele geme, cabeça caindo pra trás.
Ela passa a língua pela extensão toda. Base até ponta. Lento. Molhado. Saboreando. Quando chega na cabeça, ela para, olha pra cima pra ele.
—Você tem gosto diferente de qualquer homem que eu já chupei—ela sussurra. —Tem gosto de... meu. De coisa minha.
E ela engole.
A boca dela se abre, a mandíbula desloca pra acomodar a largura. A cabeça desaparece. Ela desce mais. Metade do tronco. Mais. Ela para quando bate na garganta. *Glk.* Engasgo. Baba escorre. Ela recua, respira pelo nariz, e desce de novo.
*Glu-glu-glu-glu.* O som é ritmado, obsceno, molhado. As bochechas dela afundam de tanto sugar. As mãos vão pro saco dele, massageando, apertando, puxando levemente os testículos pra baixo enquanto a boca trabalha o tronco.
Rafael enterra as mãos no cabelo dela. Não guia. Segura. Forte. Como se precisasse se ancorar em algo pra não desmoronar.
—Porra, mãe... sua boca... você chupa seu filho tão gostoso...
Ela geme em resposta. *Mmmmmh.* A vibração faz o pau dele tremer. Ela tira da boca com um estalo molhado, um fio de baba conectando lábio e glande.
—Diz de novo—ela pede, olhando nos olhos dele.
—O quê?
—Que eu sou sua mãe. Que eu tô chupando meu filho.
Silêncio. O tabu sendo nomeado. Explicitado. Transformado em combustível.
—Você é minha mãe—Rafael diz, a voz saindo trêmula. —E você tá de joelhos chupando o pau do seu filho.
Ela sorri. Volta a engolir. Mais rápido agora. Mais desesperada. As mãos bombeando o que a boca não alcança. O saco batendo no queixo dela. *Plap-plap-plap.*
Eu não aguento. Seguro meu próprio pau, apertando a base com força. Não bombeio ainda. Se eu bombear agora, eu gozo em dez segundos. Eu só aperto, sentindo ele vazar na minha mão, a cabecinha sensível demais.
Depois de minutos intermináveis, Rafael a puxa pelos ombros.
—Levanta. Agora.
Ela obedece. Ele a vira bruscamente. Ela entende sem precisar de ordem. Apoia as mãos na cama, empina a bunda, abre as pernas.
Rafael puxa a calcinha de renda pro lado. A renda se enterra entre as nádegas dela, expondo tudo. Eu vejo a buceta da minha mãe. Lábios inchados, vermelho-escuros, encharcados. A entrada pulsando. Pelos grisalhos grudados de tanto líquido escorrendo. O ânus logo acima, franzido, piscando com a respiração dela.
Rafael cospe. O cuspe desce pela fenda, misturando com o lubrificante natural dela. Ele esfrega a cabeça do pau na entrada, pra cima e pra baixo, cobrindo de fluido.
—Sem camisinha—ela ofega. —Quero sentir você de verdade. Quero sentir meu filho me enchendo sem nada no meio.
—Você tem certeza?
—Fode logo, porra—ela rosna. —Para de pensar. Só fode sua mãe.
Ele empurra.
A cabeça entra. Os lábios dela se alargam grotescamente, esticando em volta da invasão. Ela solta um gemido agudo. Ele para, respira fundo, empurra mais.
O tronco some. Centímetro por centímetro. Eu vejo a buceta dela engolir, sugar, devorar o pau do próprio filho. Quando ele enterra tudo, as bolas batem na bunda dela. *Ploc.*
—AAAHHH, CARALHO!—Ela grita, mordendo o lençol.
*Ele tá me rasgando. Tá grande demais. Grosso demais. E eu tô adorando. Tô adorando sentir meu menino dentro de mim de novo. De um jeito que ele nunca deveria estar.*
Rafael começa a se mover. Devagar. Tira quase tudo, só a cabeça fica dentro. Depois enterra tudo de novo. *Squish.* O som é molhado, visceral. A buceta dela faz barulho de coisa sendo forçada além do limite.
—Você é tão apertada—ele geme. —Como você é tão apertada?
—Porque ninguém nunca me fodeu direito—ela responde, olhando pra trás, os olhos brilhando de lágrimas e luxúria. —Ninguém nunca me fodeu como você. Meu filho fode melhor que qualquer homem.
Ele acelera. As estocadas ficam mais fortes, mais rápidas. O corpo dele bate contra a bunda dela com força. *PÁ-PÁ-PÁ.* A cama range. *NHEC-NHEC-NHEC.* A cabeceira bate na parede. *BUM-BUM-BUM.*
Eu começo a me masturbar. Ali. No corredor. A menos de três metros da cena. Mão subindo e descendo, olho vidrado na fresta, assistindo a implosão da minha família.
Rafael muda o ângulo. Ergue uma perna dela, apoiando o joelho na cama. A penetração fica mais funda. Ele atinge algo lá dentro que faz ela gritar.
—AÍ! AÍ, PORRA! BATE AÍ!
Ele obedece. Mete com força naquele ângulo específico. O corpo dele vira uma máquina, pistões subindo e descendo. Suor escorre pelas costas dele, brilhando na luz alaranjada. Os dreads balançam selvagemente.
—Eu vou gozar—ela avisa, a voz histérica. —Seu pau vai me fazer gozar, meu dengo... meu filho vai me fazer gozar...
—Goza—ele ordena, a voz saindo gutural, animal. —Goza no pau que você pariu.
A frase é tão errada, tão invertida, tão podre que funciona como gatilho.
Ela convulsiona. O corpo inteiro trava, costas arqueiam violentamente. A buceta se contrai em volta do pau dele, apertando, ordenhando. Ela soca o travesseiro, abafando o grito que sairia se ela se permitisse.
Rafael não para. Ele continua metendo através do orgasmo dela, prolongando, esticando até ela estar babando no lençol.
—Agora eu—ele avisa.
—Dentro—ela implora, ainda trêmula. —Goza dentro. Enche tua mãe. Enche de novo o lugar de onde você saiu.
A imagem mental—sêmen dele entrando no útero que o carregou—é tão transgressora que Rafael perde o controle.
Ele enterra tudo. Segura a cintura dela com força brutal, dedos afundando até o osso. O corpo dele trava. Eu vejo os músculos das costas dele retesarem, os glúteos contraírem, as pernas tremerem.
Ele goza.
Silencioso. A boca aberta num grito mudo. O corpo dele convulsiona. Uma vez. DuasCada espasmo bombeando sêmen pra dentro dela.
Eu gozo junto. A porra sai em jatos grossos, espirrando na minha mão, pingando no chão do corredor. Eu mordo o lábio até sentir gosto de sangue pra não gemer.
Rafael fica enterrado dentro dela por quase um minuto. Ofegante. Tremendo. Quando ele finalmente tira, o som de sucção é obsceno. *Schloop.*
Sêmen escorre da buceta dela. Muito. Grosso. Leitoso. Desce pelas coxas, pinga no lençol, forma uma poça.
Ela se vira, senta na beirada da cama. Pega a calcinha preta do chão e passa entre as pernas, limpando de qualquer jeito. Joga a peça encharcada no cesto.
Rafael veste a bermuda. O pau ainda semi-duro, brilhando de fluidos. Ele não limpa. Guarda sujo mesmo.
Eles se olham. Cinco segundos de silêncio absoluto. Sem arrependimento. Sem culpa. Só a consciência do que acabaram de fazer.
Nenhum beijo. O beijo na boca é a linha que não cruzam—como se isso, e não o incesto em si, fosse a verdadeira traição.
Eles se abraçam. Curto. Mecânico. Tapinhas nas costas.
—Vai dormir—ela diz, voz de mãe voltando.
—Boa noite—ele responde, seco.
Rafael se vira pra porta. Meu coração para.
Eu recuo. Rápido. Silencioso. Entro na sombra do batente do banheiro, corpo colado na parede. Porra ainda quente na minha mão.
A porta se abre. Rafael sai. Passa pelo corredor a menos de um metro de mim. O cheiro dele—suor, sexo, culpa—me atinge.
Ele não me vê. Ou finge que não vê.
Entra no quarto dele. Fecha a porta.
A luz do quarto dela se apaga. Escuridão total.
Eu fico parado ali. Porra secando na minha mão e no chão. Coração acelerado. Pernas bambas.
Volto pro meu quarto. Deito na cama. Olhos fixos no teto, revendo cada segundo.
Uma certeza se solidifica no meu cérebro.
Eles vão fazer de novo. E de novo. E de novo.
E eu vou estar lá. Sempre. Observando. Documentando. Participando da única forma que posso.
Porque agora eu não sou mais só o irmão mais novo.
Eu sou o terceiro elemento dessa equação doente.
E isso me excita mais do que qualquer coisa já me excitou na vida.
***
**[FIM DA PARTE 2]**