Minha Noiva Me Fez De Corno E Eu Vou Contar Tudo - PARTE 2

Um conto erótico de maridoamoroso
Categoria: Heterossexual
Contém 3548 palavras
Data: 17/01/2026 03:23:33

Quando voltamos pra casa, respirei fundo e me preparei no sofá da sala. Tinha a sensação de que essa poderia ser a conversa mais constrangedora que já tivemos. Tudo sempre parecia se encaixar entre mim e a Júlia, mas a confusão óbvia dela sobre o que "corno" sequer significava queria dizer que eu tinha bastante chão pra cobrir. Ela levou um tempo servindo água pra nós antes de se sentar, uma carinha adorável de curiosidade estampada no rosto.

"Então, desembucha!" Ela disse, me entregando um copo.

"Tá bom, tá bom." Eu disse, dando um gole. "Assisti um pouco de pornô antes de você chegar em casa."

"Você sabe o que eu tô pedindo de verdade!" Ela disse, me lançando um olhar irritado.

Sorri sem graça enquanto colocava meu copo na mesinha de centro. "Certo, 'cuckokd'... bom, geralmente é um cara que..."

Travei nesse ponto, percebendo que nunca realmente tive que explicar o termo pra ninguém antes. "É alguém que gosta de ver a esposa fazendo... coisas sexuais com outra pessoa."

As sobrancelhas dela subiram rapidinho.

"Nossa. Sério? Tem certeza que não é tipo... uma categoria fake?"

"Como assim?"

Ela também colocou a bebida dela de lado nesse ponto antes de responder: "Tipo, acho que é mais prazeroso transar você mesmo. Especialmente com seu parceiro! Né? É bem óbvio que não pode ser mais prazeroso ver outra pessoa transando com sua esposa. Como isso poderia sequer se comparar?"

Me contorci desconfortavelmente, tentando olhar nos olhos dela enquanto admitia provavelmente um dos fetiches mais estranhos que eu tinha. "Bom... eu na verdade acho excitante. E acho que muitos caras também acham. Quer dizer, é por isso que tem uma categoria inteira dedicada a isso, né? E é gigante! Você pode até procurar esposa liberal--"

Tive que me segurar nesse ponto. Não sabia o quanto ela queria saber, ou o quanto eu deveria estar falando sobre isso em primeiro lugar.

"Esposa liberal?" Ela inclinou a cabeça quando ouviu a palavra. "Ah, é assim que a esposa de um corno é chamada nesse cenário?"

Acenei com a cabeça antes de fechar os olhos e soltar o ar. "Isso mesmo! E agora que terminamos com isso--"

Quando me levantei pra sinalizar o fim da conversa (pelo menos pra mim), Júlia me empurrou gentilmente com as mãos, sinalizando que isso não era, de fato, o fim da conversa.

Ela ficou quieta por um momento antes de perguntar: "Você é um corno?"

"O quê?" Provavelmente pareci surpreso. Quer dizer, eu realmente estava. Pelo fato dela ter me feito essa pergunta, e com algumas ideias estranhas inundando como um rio violento na minha cabeça. "Não. Acho que só gosto de assistir esse tipo de pornô."

"Deixa eu reformular. Você gostaria de me ver com outro cara?"

Nesse ponto, simplesmente não consegui encontrar as palavras certas. Estava só sentado ali, encarando a mulher mais linda com quem já estive, os olhos dela olhando direto nos meus, tentando me fazer abrir o jogo sobre o que considero ser meu interesse mais pervertido. Só fiquei ali sentado, incapaz de falar. Essa era a segunda vez hoje.

Júlia começou a se inclinar nesse ponto.

"Você quer, não quer?" Ela afastou uma mecha de cabelo macio do rosto enquanto se aproximava. "Mesmo que você não queira me contar a verdade, esse rapazinho aqui parece estar sendo bem honesto."

Ela colocou um dedo na ponta do meu pau que ameaçava explodir através do jeans, e acrescentou: "Como sempre."

Me encolhi só um pouquinho. Não fazia ideia de que estava ficando excitado com a linha de questionamento dela. Também não conseguia dizer se ela estava só tirando sarro de mim, ou se isso era algo completamente diferente. Estava honestamente absolutamente confuso com a situação. Júlia não tinha feito nada assim antes. Essa não era a mesma noiva tímida pra quem eu tinha pedido em casamento.

Devagar, ela desabotoou minha calça e puxou minha cueca. Meu pau pulou na frente do rosto dela, e eu de repente estava olhando pra baixo pra uma das visões mais gostosas do mundo enquanto minha noiva reflexivamente mordia o lábio, atrás do meu pau inchado.

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ela deu uma lambida brincalhona na ponta — mandando arrepios pela minha espinha. Isso era inacreditável. Ela não deveria estar brava? Ou enojada com o que eu acabei de contar pra ela?

"Você quer me ver lambendo outro cara então? Assim. Tipo--" Júlia lambeu de novo, dessa vez das bolas até a ponta. "--isso?"

Tive que segurar no sofá. Isso estava quente. E nunca tinha ficado tão duro com apenas uma lambida e algumas provocações gentis.

Júlia abriu a boca agora, como se fosse me colocar na boca dela, antes de rapidamente levantar minha cueca e recuar. Um sorriso travesso apareceu no rosto dela.

"Bom, obrigada por responder todas as minhas perguntas!" Ela deu um tapinha gentil no contorno do meu pau antes de se levantar e começar a ir embora.

"Ei!" Me levantei imediatamente, pegando ela pela cintura. "Você não pode me deixar assim?"

Estava apontando pro meu pau rígido. Uma coisa digna de nota: eu não era nada mal, grossinho com cerca de 14 centímetros. Nunca ouvi nenhuma reclamação. Pra ser honesto, o principal problema agora era que estava tão duro que doía. Júlia geralmente era um pouco mais contida quando se tratava de sexo e frequentemente seguia minha liderança, então vê-la assumir o controle e tentar me excitar levou minha luxúria pra outro nível completamente.

"Ah, olha só isso!" Ela se inclinou só um pouquinho, plantando um beijo bem na ponta onde meu pré-gozo estava criando uma manchinha na minha cueca. "Parece que você realmente curtiu o show!"

Não aguentava mais. Eu a queria. Agora. Estendi a mão e levantei a Júlia antes de deixá-la cair direto no sofá. Quase como se tivesse antecipado, ela deu uma risadinha, mordendo o lábio e levantando as pernas lindas pro teto.

"Porra."

Não perdi tempo puxando a saia e a calcinha dela, enquanto beijava os dedinhos e as pernas lindas dela. Quando abri as pernas dela, ela estava olhando direto pra mim com o sorrisinho mais sexy que já vi. Mirei meu pau na buceta linda e depilada dela e entrei sem problema nenhum — não sei se ela já esteve tão molhada. Realmente comi ela mais forte do que já tínhamos transado antes.

Os gemidos selvagens dela alimentavam o fogo, e pela primeira vez consegui sentir ela cravando as unhas nas minhas costas, e enrolando as pernas ao redor da minha bunda, como se implorasse pra eu ir ainda mais forte. Isso era surreal. Quando senti que estava chegando perto, abaixei minha cabeça pra sussurrar no ouvido dela. "Parece que não sou o único que gosta da ideia."

Senti ela me apertar mais forte e ouvi um "merda" escapar dos lábios dela enquanto a buceta apertava ao redor do meu pau rígido. Júlia estava gozando — forte — e eu segui o exemplo apenas alguns segundos depois. Parecia que estava bombeando litros dentro dela.

Por um longo tempo, só ficamos ali, ofegantes e nos abraçando no sofá. Não estávamos completamente despidos então tudo que estávamos vestindo estava encharcado de suor. Não sei se algum de nós tinha gozado tão rápido antes. Naquele momento, não nos importávamos com nada além de foder a porra um do outro.

"Bom, isso foi outra coisa." Ela disse, olhando pra mim sorrindo com meu braço sobre o ombro dela.

Nós dois simplesmente explodimos em risadas.

***

"É aqui?" Júlia perguntou, consultando o mapa no iPhone enquanto dirigíamos devagar pela estrada rural.

"Não sei, você que tá com o GPS!" Dei uma risada ao dizer isso, mais divertido que qualquer outra coisa porque a Júlia se recusava a usar a opção de voz no celular que narraria a rota pra gente. Ela em vez disso insistia que ia nos guiar o caminho inteiro.

"Tanto faz. Vira aqui." Júlia estava dando zoom pra dentro e pra fora de uma parte específica do mapa, claramente frustrada. "Não vou deixar essa voz sensual de locutora do meu celular me substituir. De jeito nenhum. Só minha voz pra você."

Entrei numa estradinha emoldurada por um dossel de árvores grandes, os galhos deixando entrar apenas frestas de luz solar pra iluminar nosso caminho. Era meio lindo de ver, bem pitoresco. Júlia já tava na dele, mudando pro modo câmera, documentando o caminho à frente.

"Ãhn, e o mapa? Você sabe pra onde a gente vai daqui?"

"Relaxa, amor." Ela não levantou os olhos do celular. "É só mais alguns minutos, reto."

Depois do almoço com nossos amigos, Jéssica, Rafael, Taís e o namorado novo dela Paulo que ela tinha trazido junto, todos nós tínhamos decidido fazer uma escapada de fim de semana de verão num Airbnb fora da cidade. Eu pessoalmente estava totalmente a favor da ideia, já que a Júlia e eu estávamos começando a nos sentir esgotados pelo trabalho, e realmente precisávamos de descanso e inspiração nova. Agora — um mês depois — finalmente teríamos nosso desejo realizado.

Mas tinha algo ainda me incomodando. Outro tópico que tínhamos engavetado que tinha surgido bem na época que estávamos planejando essas mini férias.

"Ah, amor?"

"Oi?" Júlia guardou o celular agora, optando em vez disso por segurar minha mão livre.

Hesitei. "Sobre aquilo que a gente conversou... o pornô de 'corno'?"

Ela pausou também, antes de responder. "O que tem?"

"A gente não conversou sobre isso desde então. Quer dizer, não de verdade. A gente meio que só transou."

"Sexo muito bom!"

"É, sexo muito bom!" Me mexi um pouco no assento, tentando ficar um pouco mais confortável. "O que você achou? Nunca te vi daquele jeito antes."

De novo, ela ficou quieta por um tempo antes de responder. Presumo que estava meio envergonhada. "Eu... queria ver se conseguia te excitar. Quer dizer, quando assisto pornô... geralmente só vejo mulheres muito confiantes. Elas dominam a sexualidade delas. Acho que é isso que deixa as coisas quentes."

"Ah. É, acho que sim." Tive dificuldade em encontrar as palavras depois de ser lembrado de novo que minha noiva elegante na verdade assiste pornô. "Mas você meio que exala sensualidade. Você não precisa realmente agir de um certo jeito pra me excitar. Você é gostosa pra caralho. Ponto final."

Júlia se inclinou pra me beijar na bochecha, me lambendo um pouquinho enquanto se afastava. "Tipo assim?"

Nós dois rimos um pouco, antes dela continuar. "Obrigada amor, mas honestamente você nunca ficou tão duro. Você nunca tinha me comido tão forte. Realmente, realmente te deixou excitado quando entrei um pouco na sua fantasia. Agi um pouco mais confiante."

"Acho que sim." Engoli um pouco da minha própria confiança antes de continuar. "Você também gostou da sensação?"

Ela começou a brincar com meus dedos. "Sim, acho que sim. Gostei muito."

"E quanto à fantasia, especificamente?"

Ela não disse nada por um tempo, mas eu sabia que estava olhando pra mim. "Você quer dizer fingir te fazer de corno? Ou que eu queria?"

Só fiquei quieto. Acho que ela sabia o que eu estava pensando: sim, mil vezes sim.

"Tipo... foi divertido, mas você não quer realmente me compartilhar, quer?" Ela apertou minha mão um pouco mais forte nesse ponto antes de se inclinar pro que eu achei que seria outro beijo. Em vez disso, ela sussurrou: "você sabe que essa buceta é só sua, né?"

Meu Deus, essa mulher já era irresistível. É como se ela tivesse descoberto de repente outro superpoder. Confiança sexual. Quem diria.

"É-É." Admitidamente, uma resposta bem fraca da minha parte.

Ela pareceu perceber o que eu estava sentindo. "Sei que você é muito afim desse tipo de pornô. Deu pra perceber pelo quão duro você ficou! Mas honestamente não acho que tenho o tipo de confiança pra... performar? Tipo assim pra você? Quer dizer, é tudo que seria. Uma performance. Você é meu cara e não acho que fazer coisas sexuais com outro cara ia me excitar. Só a ideia disso parece errado. Parece traição."

Essa foi a explicação mais longa que ela ofereceu sobre o tópico, e eu totalmente entendi de onde ela vinha. Nem tinha certeza se isso era algo que eu queria buscar. Tenho a mulher dos sonhos. Como eu poderia sequer considerar compartilhá-la com outra pessoa? Só pra realizar minha fantasia suja? Isso é fodido. Mas ainda assim, a ideia disso meio que tem ficado cutucando as bordas da minha imaginação. Não podia negar que me excitava imensamente. Além disso, talvez ela estivesse errada sobre parecer errado. Sei com certeza que ela estava mais molhada do que já estev--

"Ali! Ah, é grande!" Júlia estava gritando um pouco enquanto apontava pra uma casa de dois andares cercada de verde e uma cerca viva imaculadamente aparada de todos os lados. Estava meio que perfeitamente escondida aqui no interior. Também tinha um carro estacionado lá que era ótimo. Significava que não éramos os primeiros do grupo ali.

Estacionei ao lado do carro e desliguei o motor. Ao nosso redor era natureza, nada além de verde, flores e algumas pedras decorativas grandes ao nosso redor, além de uma casa de tijolos que parecia saída diretamente de um catálogo de casas aconchegantes, firme e sozinha.

"Bom, é exatamente o que pedimos, não é?" Eu disse em voz alta, ainda olhando ao redor. "Longe de tudo que conhecemos, e alguma privacidade também?"

"Tá perfeito! A Jéssica realmente sabe escolher!" Júlia já estava saltando pro porta-malas, que abri pra ela. Pegamos nossas malas e animados seguimos pelo caminho até a casa.

***

Abrimos a porta da frente da casa animados, que não estava trancada. O som de algo caindo e passos apressados meio que nos assustou. Júlia e eu nos olhamos confusos, antes da Júlia gritar: "Oi? Jéssica? Taís?"

Depois de mais alguns segundos de passos altos e barulho de arrumação, vimos a Taís andar apressadamente pro pequeno corredor onde estávamos. "Júlia!" ela gritou enquanto parava na porta. Dizer que ela parecia desgrenhada seria um eufemismo. O cabelo estava bagunçado, a camisa estava definitivamente do avesso, e era tudo que ela parecia estar vestindo. Júlia tinha crescido com a Taís, então provavelmente não era realmente uma visão chocante pra ela, mas eu certamente estava surpreso. Taís era uma mulher asiática muito atraente, com cabelo preto longo e bem cuidado até a cintura e pernas que pareciam não ter fim. Ninguém tá comparando, mas a Júlia ainda está numa liga só dela. Ainda assim fiquei ali parado pasmo com a boca aberta.

"Taís!" Júlia largou a bagagem e correu pra abraçar a melhor amiga no corredor, como se não tivesse acabado de vê-la há apenas algumas semanas. As duas riram um pouco, e vi a Júlia se afastar um pouco antes de dizer: "Miga, você tá cheirando a sexo!"

Taís estava visivelmente envergonhada no momento que a Júlia disse isso, empurrando ela de forma brincalhona. "O quê? Não tô não!?"

Naquele momento, um par de mãos emergiu da porta e envolveu a Taís. Era o Paulo. Ele era o último namorado ou caso da Taís, honestamente, era difícil dizer. No restaurante, ele se apresentou como contador de clientes de alto perfil, seja lá o que isso significasse. Ele era um pouco mais alto que eu com 1,83m (eu tenho cerca de 1,78m), e ele não tinha se dado ao trabalho de colocar uma camisa, só uma calça de moletom que não fazia muito pra esconder o volume entre as pernas.

Eu diria que o palpite da Júlia estava certo. Jéssica e Rafael ainda não deviam ter chegado, e esses dois estavam aproveitando totalmente a casa vazia.

"Júlia! Que bom te ver de novo." Paulo soltou a Taís e deu um abraço na Júlia, pro qual levantei uma sobrancelha. Isso era apropriado? Mal conhecíamos esse cara.

"Tá. Oi Paulo." Júlia estava claramente desconfortável e se afastou assim que os braços do Paulo afrouxaram.

Taís veio me dar um abraço também, e imediatamente senti o cheiro do que a Júlia estava falando. Muitas vezes cheirávamos do mesmo jeito depois de uma sessão particularmente intensa. Deixei pra lá, já que era legal ver a Taís numa luz diferente, ou estado de vestimenta. Também acenei sem graça pro Paulo. "E aí, cara."

"Deixa eu ajudar vocês com isso!" Ele disse, acenando de volta pra mim e se aproximando das malas que a Júlia tinha simplesmente largado no chão. Enquanto ele se aproximava, notei que o Paulo era bem sarado. Eu também malhava, mas mais pra me manter saudável. Parecia que ele devia ser meio rato de academia. Era levemente intimidador. O cabelo loiro penteado pra trás, olhos verdes e queixo forte meio que me levaram a pensar que o Paulo deveria ter sido modelo masculino em vez de contador. Honestamente, a aparência e a atitude metida dele tinham me irritado desde que o conheci pela primeira vez no restaurante. Perceber todas essas qualidades de novo hoje só trouxe os mesmos sentimentos de volta.

Mas essas eram férias. Era hora de focar em aproveitar.

"E então? Vamos entrar! É um lugar incrível!" Paulo gritou isso enquanto andava ao meu lado, e as garotas entraram pela porta na área de estar conceito aberto à frente. "Ah, e não liguem pras roupas espalhadas. A Taís não teve tempo de vestir de volta, então emprestei minha camisa!"

Nunca vi a Taís se mover tão rápido, dando um soco num dos peitorais enormes do Paulo. Júlia e Paulo estavam rindo nesse ponto, enquanto a Taís envergonhada seguia de volta pra frente do grupo.

***

Fiquei confortável no tapete fofinho no chão da sala, junto com a Júlia, e Taís e Paulo que estavam sentados na nossa frente. O sofá era feito pra dois, então todos optamos por nos acomodar no tapete mais espaçoso.

Estávamos prestes a ligar pra Jéssica e Rafael, já que ainda não tinham chegado, mas o sol tinha se posto, e já tínhamos comido nossos jantares fartos de delivery que a Júlia e eu tínhamos pensado em comprar na viagem pra cá.

Todo mundo estava de pijama agora, meio que se preparando pra relaxar antes de dormir. Paulo tinha nos dado o grande tour da casa que ele e a Taís já tinham explorado. Era confuso o motivo dele sentir que tinha que falar como um corretor de imóveis que já conhecia os detalhes da casa. Éramos todos novos na casa! De qualquer forma, descobrimos que tinha três quartos no andar de cima, um banheiro em ambos os andares, e uma sala linda que dividia espaço com uma cozinha pequena e charmosa que poderíamos usar. Era honestamente uma casa maravilhosa, se não fosse tão longe da cidade, seria o tipo de casa em que eu gostaria de morar a longo prazo. Era nossa pelos próximos dois dias.

Júlia ligou pra Jéssica; uma expressão preocupada estampada no rosto lindo dela.

"Oi, Jéssica? Onde vocês estão!"

Os olhos da Júlia de repente pareciam que iam saltar pra fora da cabeça.

"Um acidente!? Onde? Você tá bem?" Júlia se levantou de um pulo enquanto dizia isso, assim como a Taís e eu. "Quer que a gente vá aí?"

Alguns momentos de silêncio. Eu deveria ter sugerido que ela colocasse no viva-voz. Estava preocupado com meus amigos também.

"Tem certeza?" Júlia se sentou de volta devagar com a mão da Taís no ombro dela. "Tá, bom, desde que vocês dois estejam bem. É uma pena vocês não vão conseguir vir. Nem pro dia seguinte?"

Sentei ao lado da Júlia de novo. A situação ainda estava confusa, mas era ótimo ouvir que os dois estavam bem.

"Tá. Se cuidem. Manda um abraço pro Rafael também!"

Júlia desligou o telefone e parecia prestes a cair no choro. "Eles se envolveram num acidente pequeno quando estavam saindo da cidade. Os dois estão bem, mas precisam consertar o carro e o Rafael teve um tranco sério no pescoço. Eles tão só tentando ser cautelosos ficando na cidade." Júlia franziu a testa enquanto nos contava isso.

"Ah não." Taís olhou preocupada pra ela, e depois pro Paulo. "A gente deveria simplesmente voltar amanhã? Pra ver como eles tão?"

"Não, não." Júlia guardou o celular e se aconchegou do meu lado. "A Jéssica insistiu que a gente só tente aproveitar o lugar. Nós todos pagamos por ele."

Taís assentiu e então devagar foi até a televisão, antes de segurar um DVD do que parecia ser Esqueceram de Mim.

"Taís, qualé, isso é um filme de Natal!" Júlia apontou, animando um pouco.

"Um filme pra levantar o astral!" Taís fez um dos seus biquinhos característicos, segurando firme o DVD debaixo dos braços cruzados. "Paulo, me defende aí!"

Paulo soltou uma risada estrondosa antes de acenar. "Tô dentro, Tai. Relaxa. Mas vamos deixar as coisas interessantes."

Ele se levantou e pegou uma mochila ao lado do sofá. Paulo rapidamente abriu o zíper e puxou o que parecia ser uma garrafa de Jack Daniels e alguns energéticos. "Trouxe bebida e mistura pra seis! Não dá pra deixar isso ser desperdiçado, dá?"

Os olhos da Taís brilharam. "Esqueceram de Mim... Jogo de Bebida!" Ela pulou até o Paulo e saltou nele. Taís parecia um coala animado, enrolando firmemente os membros ao redor do Paulo. Pro crédito dele, Paulo fez bem o papel de árvore robusta.

Todos nós só rimos enquanto concordamos em aproveitar ao máximo nossa primeira noite aqui sem a Jéssica e o Rafael.

***

>> CONTINUA??

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