Continuando:
Passei o resto da semana em um inferno particular. Eu a olhava pra Mariana, e via a porra do Pedro no rosto dela, o pau dele enfiado no seu cu. A cada beijo, sentia o gosto da traição. A cada carícia, o nojo me subia pela garganta. Mas eu não falava nada. Eu não podia. Ainda não.
A tensão entre nós era quase palpável, mesmo que ela não soubesse o motivo real do meu distanciamento. Ou talvez soubesse, e estava fingindo muito bem. Ela parecia mais animada, mais… livre, depois daquela "sessão de fotos". Meu ciúme habitual se transformou em algo muito mais sombrio. Eu estava obcecado, monitorando cada passo, cada mensagem.
Naquela mesma noite, a atmosfera em casa estava estranhamente carregada. Mariana se aproximou, um sorriso diferente nos lábios, os olhos brilhando com uma intensidade que eu sabia o que significava. Aquele brilho de safadeza, que antes me excitava, agora me atormentava, pois eu sabia sua origem. Ela estava mais ousada, seus toques mais firmes, a respiração mais pesada.
Amor," ela sussurrou, a voz rouca, enquanto deslizava as mãos pelo meu peito, "você tem andado tão... distante. Não sente minha falta?"
A pergunta era uma facada. Sentia falta da minha Mariana, sim, mas a que estava ali era outra. Ainda assim, uma parte doentia de mim estava curiosa, atraída por essa nova versão dela, essa mulher que havia cedido a Pedro. Apesar de tudo o meu tesão sombrio começou a pulsar.
"Sinto," murmurei, puxando-a para mais perto. O cheiro dela, agora misturado com a memória da porra de Pedro, era uma tortura e um afrodisíaco. Nos beijamos com uma fúria que não era de amor, mas de possessão para mim. As roupas foram jogadas no chão, e o calor entre nós se acendeu de forma avassaladora.
Eu a cravei na cama, furioso. "Toma, sua vadia safada, você é uma puta Mariana! Sua cachorra gostosa do caralho!", eu rosnava entre os dentes, estocando-a com uma força quase brutal. Não era só prazer que eu buscava, era punição, era a tentativa desesperada de apagar a marca de Pedro. "Sua puta! Sua vagabunda!" As palavras escapavam como um veneno, enquanto eu a penetrava sem piedade, imaginando cada estocada como um golpe contra a memória daquele dia. Ela gemia meu nome, as unhas cravando em minhas costas, e eu a fodia com uma intensidade que beirava o desespero. Era um ato de raiva, de tentar apagar as imagens que me assombravam, de tentar reivindicar o que havia sido profanado.
Ela já cavalgava sobre mim deliciosamente, enquanto eu aproveitei para fazer pressão no seu cu com os meus dedos, fazendo com ela se soltasse mais ainda, gemendo feito uma cadela e gozando o meu pau todo.
Os gemidos dela eram altos, quase selvagens, muito mais do que o habitual. Ela se jogava contra mim, os quadris em um ritmo frenético, os olhos revirados de prazer. Essa Mariana era um vulcão, e eu, mesmo no meu tormento, não podia negar o quanto isso me excitava. Era o mesmo corpo que Pedro havia desfrutado, a mesma boca que ele havia preenchido, os mesmos gemidos que ele havia provocado. E eu estava ali, tentando reclamar o que era meu.
Terminei de gozar dentro dela, ofegante, a raiva ainda borbulhando. Deslizei para o lado, sentindo o peso da minha própria miséria.
Mariana se virou para mim, os olhos ainda marejados de prazer, mas agora com um brilho de surpresa e, talvez, até admiração. "Guilherme," ela sussurrou, a voz rouca e extasiada, "você estava... diferente hoje. Mais intenso, mais... viril. Eu gostei."
Aquelas palavras me atingiram como um balde de água fria. Ela gostou. Ela gostou da minha raiva, da minha brutalidade, da forma como a fodi como se fosse uma puta. Será que Pedro a havia ensinado a gostar disso? O nó na garganta se apertou novamente.
"Que bom que gostou, Mari," eu disse, tentando controlar minha voz. "Quero tudo de você."
Ainda no calor do momento, o ápice se aproximava novamente para mim, e uma ideia doentia tomou conta da minha mente. Era uma necessidade, uma urgência de tocar o intocável, de tentar apagar a mancha de Pedro. Comecei a descer minhas carícias para a parte de trás dela, deslizando a mão por suas coxas, aproximando de sua bunda empinada.
"Mari," sussurrei, a voz quase um rosnado, "deixa eu te provar de outro jeito hoje. Quero te comer inteira. Vi que você gostou da pressão que fiz, deixa eu ir por trás?."
Mariana arregalou os olhos, o corpo dela se enrijeceu. O movimento parou. O brilho nos olhos de Mariana se apagou por um instante, substituído por uma sombra de pânico e hesitação. A atmosfera mudou drasticamente.
"Não! Não, Guilherme," ela disse, a voz mais baixa, mas firme, puxando o corpo para longe da minha mão. "Por favor... não. Eu... eu não gosto. Me dói muito."
"Mas, Mari," insisti, a dor e a raiva se misturando ao tesão. "Só uma vez... eu nunca te pedi. Vai ser bom, eu prometo. A gente pode ir devagar."
Ela balançou a cabeça, os olhos agora fixos em um ponto qualquer, evitando os meus. Uma barreira invisível se ergueu entre nós, mais sólida do que qualquer muro. "Não, Gui. De verdade. Eu não consigo. É algo que eu... não sinto vontade. Nunca me senti confortável com isso."
A mentira era um soco no estômago. Minha própria namorada, na minha frente, me negava o que havia entregue de bom grado ao meu melhor amigo, justificando com uma mentira. O pacto. Aquele filho da puta de Pedro realmente era o dono do cu dela, e ela estava sendo fiel à promessa feita a ele, e não a mim, seu namorado. O nojo e a fúria me dominaram completamente. Eu queria gritar, queria arrancá-la dali e fazê-la confessar, mas me contive. Mantive a fachada. A humilhação era profunda.
Terminei a transa rapidamente, com uma fúria silenciosa, o prazer agora manchado pela amargura. Ela se aninhou em mim depois, como se nada tivesse acontecido, mas eu já estava longe, preso na minha própria mente, com a imagem do sexo anal com Pedro dominando meus pensamentos.
...
Na sexta-feira à noite, o WhatsApp dela apitou no meu notebook. Era o Pedro. Meu coração disparou.
Pedro:
E aí, Mari? Ansiosa pra festa amanhã?
Mariana:
Ansiosíssima, Pedro! Não vejo a hora de te parabenizar. Mas… você gostaria que eu vestisse algo em especial? Pra eu saber o que "servir" pra você.
Meu sangue ferveu. "Servir"? Ela estava se oferecendo de bandeja.
Pedro:
Quero você linda, Mari. Mas com um toque especial. Pensa numa legging daquelas que estoura a sua bunda, que deixa ela bem empinada, que fique bem colada no copo. E por baixo... quero uma calcinha bem enfiadinha e sexy. E o presente que você me deu no outro dia… quero o mesmo plug bem na entrada. E o brinquedo secreto que eu te dei, quero ele vibrando lá dentro.
O brinquedo secreto. O plug anal, eu sabia. Mas "o brinquedo secreto que eu te dei, quero ela vibrando lá dentro"? Meu corpo gelou. Ele tinha dado a ela um vibrador controlado por ele? O filho da puta ia me torturar na minha própria cara, na feste dele, usando a minha namorada.
Mariana:
Hmmm, você é exigente, hein? Adorei a ideia da legging! Vou ver o " brinquedo secreto" também. Vai ser um desafio. Mas vou fazer de tudo pra agradar. Te vejo amanhã!
Desliguei o notebook. A raiva era tanta que eu sentia meus músculos tremerem. Ele não só a tinha fodido, como agora a controlava. E ela estava aceitando. Como eu poderia encará-la depois disso?
...
O sábado chegou, arrastando-se. A festa de Pedro seria à noite. Mariana passou a tarde se arrumando, alheia à tempestade que se formava em mim. Escolheu uma legging preta, que colava bem ao corpo, realçava cada curva daquele monumento de bunda. Por baixo, um fio-dental preto, que mal cobria nada. E provavelmente usava o plug anal e um vibrador.
Chegamos à festa. A casa que Pedro alugou estava lotada de gente, música alta, bebida rolando solta. Ele veio nos receber com aquele sorriso de "irmão", abraçando a Mariana de um jeito que me deu nojo.
"Mariana! Nossa, você veio impecável! Adorei a roupa. E a joia secreta, está no lugar?", ele sussurrou para ela, e eu vi o rubor subir ao rosto da minha namorada. Ela assentiu, com um sorriso cúmplice.
Pedro nos serviu bebidas. Eu peguei um whisky, e Mariana, um coquetel. Ele se afastou, misturando-se aos convidados, mas mantinha os olhos nela. Eu, por outro lado, tentava agir normalmente, cumprimentando as pessoas, mas meus olhos não saíam da Mariana. Aquele plug no cu dela, o vibrador… meu estômago embrulhava.
De repente, Mariana soltou um arfada discreta, quase inaudível. O corpo dela se enrijeceu por um segundo, e eu vi o leve tremor em suas pernas. Pedro, a uns cinco metros de distância, estava com um pequeno controle na mão, sorrindo de canto. Ele tinha ligado o vibrador.
A cada dez minutos, o vibrador ligava. Uma vibração sutil, que só ela sentia, mas que eu podia perceber pela mudança em seu rosto, pelo jeito que ela mordia o lábio inferior. Ela estava visivelmente excitada, mas tentando disfarçar. Pedro a olhava, seus olhos parecendo dizer: ‘’Você é minha. E só eu sei o quanto.’’
Eu a via conversando com as amigas, rindo, e de repente, um gemido abafado escapava, disfarçado por uma tosse. Ela estava se controlando, mas a tortura era óbvia. Meu ciúme e minha raiva se misturavam a um tesão sombrio. A ideia de ela estar ali, no meio de uma festa, sendo controlada e excitada por outro homem, me enlouquecia.
Mais tarde, Pedro se aproximou novamente, com dois copos na mão, um para mim e um para Mariana. "Um brinde aos meus convidados favoritos!", ele disse, com aquele sorriso largo demais. "Esses aqui são mais que especiais."
Peguei o copo, mas meus instintos gritaram. Aquele ar de "especiais" soou falso, e a memória do estimulante na casa dele me fez congelar. Pedro não estava sendo generoso, estava tramando. Enquanto ele se virava para dar o copo para Mariana, disfarcei e virei o meu copo rapidamente em uma planta próxima, fingindo beber. A bebida transparente escorreu pelas folhas sem ser notada. Mariana, alheia à minha manobra, pegou o dela e bebeu um bom gole. Provavelmente ingerindo algum estimulante que Pedro poderia ter colocado em sua bebida, e na minha? Só podia ter coloca algo pra dormir. O pânico me atingiu, mas eu forcei um sorriso.
Com o tempo vi o corpo de Mariana relaxar um pouco mais, o riso se soltar. Era o estimulante, sem dúvida. O filho da puta ia repetir a dose. O plano dele era óbvio: deixá-la completamente à mercê dele. Mas e eu? Ele teria colocado algo na minha bebida também? Um sedativo? Eu precisava descobrir.
"Pedro," chamei, minha voz um pouco mais forçada do que o normal. "Cara, estou começando a me sentir meio estranho. Acho que a bebida bateu forte demais. Tem algum lugar que eu possa deitar um pouco, só para dar uma recuperada?"
Pedro me olhou, um brilho de surpresa nos olhos, mas logo disfarçou. "Claro, Gui! Tem um quarto de hóspedes lá no fundo, à esquerda do corredor principal. Quer que eu te acompanhe?"
"Não, não, pode deixar," eu apressei, antes que ele tivesse a chance de me "ajudar" e garantir que eu apagasse de vez. "Só que... a Maria parece estar se divertindo você consegue ficar de olho nela pra mim? Não quero que ela beba demais sozinha." Era a desculpa perfeita. Ele não hesitaria em "cuidar" dela.
"Pode deixar! Ela estará em boas mãos," ele respondeu, com um sorriso que para mim era uma facada. Aquelas palavras me deram um calafrio. Ele queria ela em suas mãos. Virei as costas e comecei a me afastar, em direção ao corredor indicado. Mas, ao invés de entrar no quarto, me escondi atrás de uma cortina pesada, com uma fresta estratégica que me dava visão perfeita da sala e do corredor. O coração batia como um tambor no meu peito. Eu precisava ver. Precisava ter certeza.
Não demorou muito. Apenas alguns minutos depois que me "afastei", vi Pedro se aproximar de Mariana novamente. Ela estava rindo alto com um grupo de amigos, mas seus olhos já estavam mais fixos, mais sedentos. Ele colocou a mão gentilmente na parte inferior das costas dela, seus dedos roçando discretamente acima da linha da legging. Mariana estremeceu, um arrepio visível passando por seu corpo. Ela virou o rosto para ele, os olhos quase vidrados.
"Mari," Pedro sussurrou, a voz carregada de intenção, audível para mim devido ao silêncio momentâneo da música em uma batida mais baixa. "Vem aqui. Preciso te mostrar uma coisa lá na área da piscina. Algo só para nós."
Mariana assentiu, quase sem hesitar. Ela se despediu rapidamente dos amigos com um sorriso forçado e seguiu Pedro, cambaleando levemente, a bunda marcando perfeitamente a legging. Eles se dirigiram para uma porta lateral, que dava acesso a uma outra casa, com uma piscina menor e um jardim.
Pedro abriu a porta com uma chave que tirou do bolso, passou com Mariana e, com um movimento rápido e deliberado, trancou o portão por dentro. Meu sangue gelou. Aquele portão levava para a casa ao lado, uma área de lazer privativa alugada junto. Ele não queria curiosos.
A única forma de segui-los era pulando o muro baixo que dividia as propriedades, na parte dos fundos. Esperei um momento, me certificando de que ninguém me via, e com um salto rápido e silencioso, caí do outro lado, escondendo-me entre os arbustos. A área era escura, iluminada apenas pelas luzes distantes da piscina, e a música da festa chegava abafada, criando uma atmosfera de cumplicidade perversa.
Eles pararam perto da piscina, onde a luz era quase inexistente. O cheiro de cloro e umidade preenchia o ar.
Pedro a puxou para perto, os corpos colados. "Então, Mari," ele murmurou, e eu pude ver a mão dele deslizar por baixo da legging dela, bem na bunda. "Gostando da festa? Do presente que eu te dei?"
Mariana arfou, pressionando o corpo dela contra o dele. ‘’Para Pedro... temos que voltar, o Guilherme pode desconfiar...’’
Pedro da um sorriso malicioso e diz. ‘’Não se preocupe meu bem, ele passou um pouco mal com a bebida e foi descansar um pouco no quarto dos fundos. Além disso ele me pediu pra cuidar bem de você, e é isso que eu vim fazer aqui. Cuidar muito bem de você.’’
Pedro ligou o vibrador dentro dela, fazendo ela gemer gostoso. "Ah, Pedro… isso é demais. Você sabe me excitar como ninguém… estou molhada e o brinquedo não para!"
Ele riu, um riso rouco e vitorioso. "Eu sei, puta. Eu sei. É pra você saber quem manda no seu corpo. Pra você sentir meu controle onde quer que você esteja." Ele apertou o controle em sua mão, e Mariana soltou um gemido mais alto, o corpo tremendo violentamente. Ela jogou a cabeça para trás, expondo o pescoço, e Pedro a beijou ali, sugando sua pele, enquanto a outra mão continuava a torturá-la por baixo da legging, sentindo o plug e o vibrador.
"Desculpa, Mari, mas vou querer outro presente de aniversário." ele sussurrou, a voz dele era de um predador, "Me mostra o que mais você pode fazer por mim."
Ele a girou, fazendo-a empinar a bunda para ele, a legging esticada ao máximo, exibindo a forma do plug. O quadril dela começou a se mover, em um rebolado lento e provocante, mesmo com o vibrador a enlouquecendo. Pedro abaixou sua legging, puxando a calcinha minúscula para o lado, e ali estava, o plug em formato de coração, e na frente o "brinquedo secreto" dentro dela, vibrando. A visão era obscena, e a humilhação me atingiu em cheio. Mariana, exibindo seu cu para ele, em público (mesmo que restrito), sob o efeito da droga, e ainda com a minha "permissão" para ele "cuidar" dela.
Pedro se inclinou, lambendo a ponta do plug, a língua deslizando pela entrada úmida de seu cu. Mariana soltou um gemido de puro desespero e prazer. "Ah, Pedro…!"
Ele tirou o plug lentamente, e eu pude ver o vibrador, agora completamente à mostra, pulsando e se contraindo dentro dela, forçando a entrada a se abrir e fechar. "Olha só, Guilherme," Pedro sussurrou, alto o suficiente para que eu, em meu esconderijo, pudesse ouvir cada palavra, a voz cheia de triunfo. "Você é um cara de sorte, cara. Tem uma gostosa dessas em casa pra você, todos os dias. Mas agora ela vai me dar o que eu quero. Vai se entregar pra mim também.
Ele se ajoelhou atrás dela, posicionando o vibrador de volta, mas dessa vez, não apenas o encaixou. Com um movimento deliberado, ele o empurrou mais fundo, com um dedo, guiando-o para que ficasse ainda mais preso, e depois o girou lentamente. Mariana soltou um grito abafado, os músculos se contraindo e relaxando em espasmos incontroláveis, completamente à mercê das vibrações intensas. "Ahhh! Meu Deus! Ohhh! Ahhh! Está gostoso demais! Demais!"
Pedro sorriu, aquele sorriso sádico que eu começava a odiar mais do que tudo. "Quer mais, Mari? Quer dar mais um presente para o seu macho? Você me pertence. Seu corpo é meu. Seu cu é meu. E você vai sentir isso a cada vibração, em cada canto dessa festa. É o seu presente para mim, isso vai ser... uma demonstração de quem realmente manda aqui."
Minha mente era um redemoinho de raiva e excitação. Eu a via, tão perto, e tão longe. Aquela era a mulher que eu amava, sendo descaradamente profanada pelo meu "melhor amigo". Mas eu não podia fazer nada. Absolutamente nada. A imagem da mãe de Mariana no hospital, o custo do tratamento que eu não podia arcar, me atingia como um chicote.
Era por isso que Mariana estava ali. Era por isso que ela se submetia. Pelo dinheiro que Pedro pagava, o dinheiro que eu, com todo o meu esforço, não conseguia juntar. O dinheiro que a mantinha "refém", mas também a salvava. A impotência me dilacerava. Eu me sentia um inútil, um fracassado. A raiva se misturava com uma onda de nojo de mim mesmo. Que tipo de homem era eu, que assistia a isso e não podia mover um músculo para impedir?
E, no entanto, em algum lugar retorcido dentro de mim, havia uma excitação crescente. O que eu via era degradante, humilhante, mas meu pau estava duro e latejando. A ideia de Mariana, minha Mariana, sendo tão completamente dominada, excitada e controlada por Pedro, de alguma maneira mexia comigo, me despertava um tesão oculto que não queria admitir. Era perverso, e eu me odiava por isso, mas não conseguia desviar o olhar.
Pedro manteve o vibrador pulsando por mais alguns segundos torturantes, observando Mariana contorcer-se e gemer bem alto. Ficou claro que ela estava gozando. Nos olhos dele, o triunfo era completo. Então, com um clique final, ele desligou o brinquedo. Mariana soltou um suspiro ofegante, o corpo relaxando abruptamente, mas ainda trêmulo. Ela estava esgotada, mas com um rubor evidente no rosto e o corpo ainda quente de excitação forçada.
"Pronto, Mari," ele disse, a voz suave, mas com um tom de posse que me causava arrepios. "Agora pode ir procurar o Guilherme, tente lavá-lo pra casa. Não queremos que ele sinta sua falta, não é? Ou que desconfie da sua 'indisposição'." Ele se agachou, recolheu a legging e a calcinha, ajudou-a a vestir-se rapidamente, e então, com um último aperto sutil na bunda dela, a empurrou de volta para a festa.
Me mantive escondido até que os dois se afastaram. Esperei alguns minutos e pulei o muro de volta, me recompondo o máximo que pude. Quando reapareci na festa, agi como se estivesse saindo do quarto, meio grogue, coçando os olhos.
"Ah, oi, gente. Acho que a bebida forte me pegou. Meio tonto ainda," eu disse para um casal de amigos que passava, forçando um sorriso amarelo. Tentei parecer sonolento, mas minha mente estava mais aguçada do que nunca.
Encontrei Pedro e Mariana perto do bar. Mariana estava escorada em Pedro, com um braço no ombro dele, rindo de algo que ele dizia. Meu estômago revirou ao vê-los tão à vontade. Pedro me olhou, um brilho de divertimento nos olhos. "E aí, Bela Adormecida? Melhor? A Mari aqui estava preocupada com você."
"Melhor agora," respondi, sentindo o sangue ferver. "E você, Mari? Tudo bem? Pedro cuidou bem de você?"
Ela me olhou com os olhos um pouco dilatados, um sorriso vacilante. "Sim, amor. Pedro foi um cavalheiro. Me ajudou a refrescar a cabeça lá fora. Acho que também bebi demais." A mentira era óbvia para mim, e a cumplicidade entre eles era inegável. Era como se tivessem um segredo que os unia, e esse segredo era a minha dor.
No caminho de volta para casa, o carro era um túmulo. Mariana estava no banco do passageiro, olhando pela janela. Eu dirigia, meus nós dos dedos brancos de tanto apertar o volante. Cada curva, cada semáforo, era uma oportunidade para quebrar o silêncio, para explodir, para questionar. Mas as palavras não vinham. Não podiam vir. O que eu diria? "Eu vi você ser fodida pelo meu melhor amigo"? E então? O que faria? O que eu poderia fazer?
Eu era um espectador de minha própria tragédia, e a raiva se transformava em uma amarga aceitação. Uma aceitação perversa. A imagem de Mariana, com o plug, com o vibrador, sob o controle de Pedro, não me abandonava. Ela se repetia na minha mente como um loop, uma fita proibida que eu não conseguia parar de assistir. O nojo ainda estava lá, mas algo mais sombrio crescia: a excitação.
Chegamos em casa, e o silêncio continuou enquanto nos preparávamos para dormir. Não houve carícias, não houve tentativas de aproximação. Minha respiração ficou presa na garganta. Ela não estava mais sob o efeito da droga, mas seu corpo, seu ar, tudo nela parecia carregado da experiência que havia tido. Eu a desejava e a odiava ao mesmo tempo. E a verdade era que, no fundo, eu queria mais. Queria mais desse lado dela, mesmo que viesse com a mancha de Pedro. Eu só não sabia como ter. Ainda não.