Os agentes da cadeia semi-aberta
Eu trabalhava numa empresa de consórcios, era vendedor de consórcios contemplados. Estava lá há quatro meses, o dinheiro era muito bom. Mas comecei a perceber que tinha muitos clientes reclamando o tempo todo, e alguns chegavam a brigar feio com os vendedores. Não conseguia entender por que as confusões eram quase todos os dias, mas o meu chefe sempre dava um jeito de abafar o caso.
Eu estava todo contente, ganhando bem, achando que tudo ia muito bem. Até que numa sexta-feira eu cheguei na empresa e fui parado pela Polícia Civil. Me algemaram junto com todos os outros vendedores. O delegado do Procon disse que a gente aplicava golpe de estelionato, que o consórcio era falso e nem tinha registro no Banco Central. Fomos todos pra delegacia, e dali pro Presídio Municipal de Porto Alegre. Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo.
Quando entramos no presídio, mandaram ficar todos nus. Fizeram a revista: ficar nu, erguer o saco, agachar várias vezes pra ver se não escondia nada no cu. Depois vieram as fotos de preso. Muita humilhação. Esperei quase três horas até entrar nas galerias. Tinha várias facções separadas, e a área do seguro: gays, travestis, quem tinha problema com facção e quem estava doente.
Fiquei preso três anos e três meses. Quando saí do regime fechado, fui pro semi-aberto. Fica no meio do mato, tem que andar uns trinta minutos até chegar nos alojamentos. Apesar de ser prisão, o lugar era tranquilo e bonito. A vida melhorou muito em relação ao fechado. Tinha conferência de quatro a cinco vezes por dia, sem horário certo: quando a sirene tocava, todo mundo tinha que estar pronto.
A comida era normal: arroz, feijão, um pedaço de carne, salada, café e pão à vontade. Aos sábados e domingos vinham os parentes de primeiro grau. O alojamento só ficava liberado pra quem recebia visita; as visitas íntimas eram em lugar separado. Quem não recebia ficava livre na chácara, no mato ou num galpão esperando os outros acabarem.
Durante a semana eu trabalhava numa empresa pública e ganhava um salário mínimo. Os agentes da Susepe eram tranquilos, mas dois eram muito legais: o Seu Fernando e o Seu Leonardo. O Seu Fernando é branco, peludo, magro mas forte, uns quarenta a quarenta e cinco anos, corpo bem feito. O Seu Leonardo é moreno claro, um pouco gordinho, muito simpático, sempre com uma calça que deixava o pau grande aparecendo, uns trinta a trinta e cinco anos. Eles às vezes nos davam vinho e cerveja, sem ninguém ficar sabendo.
Como eu estava preso por estelionato, sem crimes de morte, roubo ou tráfico, eles me respeitavam mais. Às vezes tinha conferência extra de madrugada.
Me chamo Rodrigo Neves, vinte e oito anos, casado há quatro com a Bárbara. Ela é bonita, gostosa, elegante, minha companheira há anos. Tem vinte e sete anos, um metro e sessenta e dois, setenta quilos, pele clara, rosto meigo, bunda boa, corpo definido, seios médios. É professora de matemática em escola pública.
A nossa vida sexual era muito movimentada, transávamos todo dia. Ela gostava muito de brincadeiras e fantasias, e eu também. Ela imaginava que tinha outro homem vendo a gente transar, às vezes pensávamos em trio, mas só na cabeça. Eu imaginava ela transando no quarto enquanto eu ouvia da sala, ou ela com dois homens e eu só olhando. Mas tudo fantasia.
Ela não gosta de jeito nenhum de engolir porra e não deixa eu fuder o seu cu, que ainda é virgem.
Quando ela vinha me visitar, a regra era que nenhum preso podia olhar para nenhuma visita. Mas claro que sempre alguém dava uma olhadinha de lado. Os caras olhavam ela com cuidado, e eu via que ficavam excitados. Sempre tinham três homens que ficavam soltos durante as visitas, responsáveis pela comida e limpeza. E eles não resistiam e olhavam muito pra ela.
Um dia de semana eu estava de folga, andei pelo mato. Era época de goiaba. Sentei numa pedra pra fumar um cigarro e vi o Seu Leonardo. Ele não me viu. Ele estava mijando, mas não era só isso: olhou dos lados e começou a bater punheta. Fiquei olhando, e sem querer o meu pau ficou duro. Ele se encostou numa árvore caída, baixou a calça e continuou.
Eu fiquei com o pau muito duro e resolvi chegar mais perto, agachado. Mudei de posição e pisei num galho que fez barulho. Ele olhou em volta e me achou.
Ele puxou a calça e me chamou. Achei que ia levar punição, mas fui até ele.
— O que você está fazendo aqui?
— Nada, Seu Leonardo, só comendo goiaba.
Ele me olhou e sorriu.
— Você viu alguma coisa?
— Não posso mentir pro senhor, vi sim.
— E aí?
— Aí o quê?
— Quero que fale.
— Bha, vamos esquecer isso.
— Tudo bem, mas você viu mesmo?
— Vi.
Ficamos nos olhando e começamos a rir.
No fim de semana muitos foram liberados pra casa por trinta e seis horas. Eu já tinha usado a minha. A chácara estava quase vazia: só eu, quatro que trabalhavam e dois com as mulheres na sala de visita íntima. A Bárbara não veio porque estava na casa da mãe dela.
Eu andei pela área e o Seu Fernando me chamou. Disse que precisava de um favor. Eu disse que sim, pois não tinha visita. Entrei no carro dele e fomos até a caixa de água que serve os banheiros, no fim da chácara. Ele disse que as mangueiras estavam quebradas e o motor não puxava água. A água não era potável, só pra limpeza e higiene.
Ele estava sem camisa, de bermuda. Chegando lá, disse que tínhamos que entrar pra tirar a mangueira ruim. Eu tirei a camisa e subi. Disse que era apertado e ele precisava ajudar. Ele entrou também. Pra tirar tinha que mergulhar. Ele segurou na borda e eu mergulhei. Quando voltei à superfície, perguntou se deu certo. Disse que não. Ele disse que os dois iam juntos.
Quando ele entrou na água, a bermuda grudou e o pau apareceu todo. Mergulhamos juntos e conseguimos tirar a mangueira. Quando saímos, ele sorriu e perguntou se eu queria bater punheta com ele. Eu estava muito excitado e disse que sim.
Fomos pro meio do mato. Ele achou uma pedra pra sentar. Eu estava com vergonha, pois o meu pau é pequeno, uns treze centímetros. Ele acendeu um cigarro, sentou e mostrou o pau. Já estava meio duro. Passou a mão nele e me olhou. Disse pra eu sentar ao lado. Começou a bater devagar, cuspiu na cabeça do pau. Eu estava estranhamente querendo muito. Ele perguntou:
— Não quer?
— Tenho vergonha.
— Então cuspe aqui.
Eu cuspi.
— Pouco.
Cuspi de novo.
— Ainda pouco.
— Não tenho mais saliva.
— Então dá uma chupada rápida.
— Bha, não vai dar.
— Por quê?
— É estranho.
— Tudo bem, vamos voltar.
Ele começou a se vestir. Eu pensei muito e disse:
— Tudo bem, mas só entre nós.
— Claro, se alguém souber sou transferido.
Ele tirou toda a roupa. Eu me inclinei e comecei a chupar. Parei e perguntei se já bastava. Ele sorriu e disse pra continuar. Sem pensar voltei. Ele segurou a minha cabeça e empurrou o pau todo pra dentro. Não resisti. Ele gozou e segurou pra eu engolir.
Quando acabou, disse que amanhã me dava um presente, mas também queria um meu. Saímos e cada um foi pro seu lado.
No dia seguinte ele me chamou pra arrumar o depósito de ferramentas. Na entrada vi o Seu Leonardo. Ele disse pra eu subir que o Seu Fernando já estava lá. Lá em cima ele arrumava uns colchões novos. Disse pra eu levar dois pra última sala. Quando eu deixava os colchões, os dois estavam na porta. Levei um susto.
O Seu Leonardo disse que eu ganhava trinta e seis horas em casa, já que não tinha saída e a próxima só daqui a três meses. Me deu o documento. Agradeci. Ele disse pra agradecer aos dois. O Seu Fernando falou que devia mais do que palavras, pois eles lutaram muito pra conseguir. Eu entendi o que queriam. Disse que eu devia e faria o que precisassem. O Seu Leonardo falou:
— Podemos resolver agora. Estamos com muito tesão.
Eu tremia todo, assustado mas com vontade. Disse que sim, mas que não era gay. Eles vieram chegando devagar, tiraram a roupa ali mesmo. Eu me ajoelhei no chão frio do depósito, mão tremendo, e comecei a chupar os dois, um de cada vez, sentindo o gosto e o calor deles.
O Seu Fernando mandou eu tirar a roupa também. Fiquei todo vermelho, mas tirei devagar, sentindo o ar frio no corpo todo. Mandaram eu ficar de bruços sobre uns colchões novos que estavam ali. Ele passou a mão grande e quente na minha bunda, apertando devagar:
— Que bunda boa, hein... parece que foi feita pra isso.
Perguntou se eu tinha feito exame médico na semana passada. Disse que sim, quase sem voz. Ele passou o dedo bem devagar ao redor do meu cu, eu me encolhi todo:
— Não... só pensei em oral...
— Já já passa, confia em nós. Não vai doer nada.
Pegou um pote de gel, passou bastante no pau dele e foi passando bem devagar no meu cu, abrindo devagar com o dedo. Eu dizia que não, mas o meu pau duro apontado pra cima dizia outra coisa. Ele se deitou em cima de mim, apoiando o peso nos braços, passou a cabeça do pau roçando devagar na entrada:
— Nunca fez, né? Vou entrar bem devagar, bem devagar mesmo.
Mas na hora meteu tudo de uma vez. Eu gritei baixo, abafado, e ele segurou minhas mãos forte ao lado da minha cabeça. O gel ajudou muito, não doeu tanto quanto eu imaginava — só senti ele todo entrando, enchendo tudo, parecendo que não ia caber. Ficou parado um pouco, depois começou a metendo devagar, ritmado, e eu já não sabia mais se queria que parasse ou que continuasse.
— Vira um pouco mais pra cá, de frente pro Fernando.
O Leonardo segurou firme na minha cintura e continuou metendo, agora mais forte. O Fernando ficou na minha frente, segurou minha cabeça com as duas mãos e eu fui chupando ele, meio perdido, meio louco de tesão. Ficamos uns vinte minutos assim, eu gemendo baixo contra o pau do Fernando, eles gemendo também, suando e ofegantes.
Depois o Leonardo saiu devagar de mim:
— Agora é a tua vez, Fernando. Vai devagar também.
O pau do Fernando era ainda maior, mais grosso e cabeçudo. Ele passou gel de novo, começou a encostar devagar. Eu senti cada pedacinho da cabeça entrando e saindo, parecia que ia me rasgar mas ao mesmo tempo me dava um tesão que não explicava. O Leonardo ali do lado, encostado na parede, batendo punheta devagar e olhando cada movimento.
— Agora senta nele, de frente pra mim — mandou o Leonardo.
Ele se deitou no colchão, passou mais gel, e eu fui descendo devagar sobre o pau do Fernando. Quando ele entrou todo, ele me puxou forte e me beijou — beijou a boca, a língua, o pescoço, me apertando todo contra ele. Eu já tinha esquecido de tudo, só sentia o calor e o tamanho dele dentro de mim.
Aí o Leonardo veio por trás, passou gel e tentou se encaixar junto.
— Não... não dá... não vai caber...
— Dá sim, só um pouco de cada vez.
Ele segurou firme nos meus ombros e meteu tudo de uma vez, junto com o Fernando. Eu gritei alto, mas ele tampou minha boca com a mão e continuou. Em menos de dois minutos ele gozou forte, tremendo todo em mim, gemendo baixinho. O Fernando segurou minha cintura, meteu mais umas vezes e também gozou fundo, me enchendo todo.
Ficamos os três deitados ali sobre os colchões, pelados, ofegantes, se tocando, dando uns beijos e uns tecos devagar. O Leonardo virou pra mim, voz rouca e pesada:
— Vem aqui... cheira uma linha bem reta no meu pau, enquanto o Fernando vai socando devagar no teu cu.
Eu já não aguentava mais, o cu latejava de tanto fuder, mas eu sabia muito bem: se eu fizesse o que eles queriam, eles me davam mais uma saída extra. E com essa saída eu ia poder levar eles lá em casa, pra eles fazerem com a Bárbara tudo o que a gente só imaginava até hoje.
Ele ficou de pé ali na minha frente, batendo punheta devagar, me olhando com aqueles olhos brilhantes:
— Faz a linha bem certinha... cheira bem forte... depois só chupa a cabeça, devagar.
Eu fui me arrastando devagar até ele, tremendo todo, peguei firme no pau dele, fiz a linha com cuidado e cheirei fundo. Antes que eu pudesse levantar a cabeça, ele empurrou o pau forte na minha boca, e o Fernando já foi se posicionando e metendo devagar no meu cu de novo. Quando ele encaixou tudo, o Fernando segurou minha cabeça com força e gozou tudo na minha boca, enquanto eu sentia aquele cacete enorme me enchendo por trás mais uma vez.
Eu falei meio embolado, tonto e sem força nas pernas:
— Bha... eu tô muito chapado... a cabeça tá girando... como é que eu vou ficar na conferência agora?
O Leonardo deu uma risada baixa, apertou minha coxa com força:
— Calma aí, garoto. Quem disse que tu volta pro alojamento hoje? Quem manda aqui hoje somos nós dois, não é Fernando?
— Claro que sim — respondeu ele, ainda ofegante e sorrindo safado —. Se prepara direito, que a festa vai rolando até amanhã de manhã.
Eu falei baixinho, quase sussurrando:
— Bha... não sei se eu aguento mais não...
— Não tem problema não — disse o Leonardo, me virando devagar de costas pra cima —. Só fica de bundinha pra cima, bem quietinho, que nós acabamos o serviço kkk.
fudemos a madrugada toda cheiramos muita cocaína.
eles acabaram se beijando enquanto eu chupava os dois.
