Casa dos Contos Eróticos

Evangélico é descabaçado por motoqueiro na sexta-feira de carnaval

Categoria: Homossexual
Data: 12/02/2018 22:57:11
Última revisão: 18/02/2018 21:23:31
Nota 9.63
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- Tem certeza que você vai ficar bem sem a gente, Fabiano?

- Mãe, eu vou fazer 18, não sou mais um bebezinho!

Ela começou a rir e passou a mão pelo meu rosto, toda arrumada para a tão sonhada viagem até Israel, algo pelo qual trabalhou bastante para conquistar, ao lado do meu pai, seu marido de anos. Eu sou filho de evangélicos praticantes e mega conservadores, e, pra ser sincero, a intenção era que eu fosse nessa viagem de 14 horas de vôo até à Ásia, porém na minha mente isso seria inconcebível. Fui criado todos esses anos debaixo de vista grossa e muito controle sobre o que estudar, o que assistir, o que ler, fazer e até pensar. Aquela ali seria a primeira grande oportunidade de estar distante dos meus pais e também ditadores pela primeira vez na vida desde que nasci, tudo porque inventei um medo de avião em cima da hora. Mas essa mentira também tinha um preço.

- Lembra de tudo que te falei, campeão? - meu pai perguntou.

- Como esquecer? Jejuar, fazer a vigília nas horas certas e orar antes de dormir. Deixem comigo!

Ele sorriu e me abraçou, minha mãe fez o mesmo. Imaginei que pra eles também fosse difícil não estar ao meu lado, mas todos aqueles anos contribuíram pra construção dessa confiança que agora me permitiu estar sozinho em casa. Principalmente pelo motivo-chave daquela preocupação excessiva: a época de carnaval. O que mais recebi foram ordens para não sair em nenhuma hipótese. A casa estava carregada de compras, podia ficar na piscina ou passar o dia no computador, mas não era pra sair, já que, segundo meus pais, é nessa época que o "inimigo ataca". É nesse recesso que o lado animal do homem se manifesta e ele se torna mais suscetível aos instintos fisiológicos, às malícias e desejos do mundo e da carne. Afinal de contas, aquela era uma festa da carne, até no nome dava pra perceber. Só que, após tantos anos me sentindo como uma espécie não pertencente à minha faixa etária, eu mesmo decidi que poderia não mais segui-los, começando naquele momento. Eu não viajei, fiquei em casa. Era apenas o primeiro dia de festas, o começo de uma sexta-feira de folia.

Bom, eu sou o Fabiano. Dezessete anos, cabelo curto e sempre na máquina dois, loiro e da pele clara. 1,70m de altura, 70Kg e muito na minha, do tipo caladão, que só escuta. Estava cursando o último ano do ensino médio quando tudo aconteceu. Eu era completamente virgem, tanto de corpo quanto de mente, a única coisa que não era mais imaculada era a minha vontade, uma vez que, pela primeira vez até então, tomei a iniciativa de inventar uma razão pra não seguir meus pais e fazer valer o meu próprio desejo, meu ego de ficar em casa. E foi só me despedir deles e fechar o portão que o corpo esquentou. Eu estava descalço, ouvi um som alto vindo da esquina e umas pessoas passando fantasiadas pela rua, todas bem animadas e se dirigindo a algum bloco próximo, mesmo com o sol ainda no céu. Um calor no ambiente, um tipo de fogo queimando sob os pés, até que a sensação de liberdade tomou conta de todo o corpo. Eu poderia fazer tudo que quisesse, pelo menos durante os próximos sete dias, período pelo qual estaria sozinho. Mas iria com calma, mesmo sabendo que a vontade era maior que tudo. Eu tentei cochilar mais um pouco após meus pais saírem, já que ainda estava de manhã, mas a animação era tanta que não consegui sossegar. Quando me preparei pra levantar outra vez da cama, escutei a campainha tocar e saí pra ver do que se tratava.

- Batucada boaaa, cerveja geladaaa!

Da porta da sala, escutei um assobio e a voz grave e perceptível entoando uma espécie de pagode enrolado, como se não soubesse toda a letra. Olhei pro portão e vi um cara parado, pele negra, com uma espécie de capacete desses de segurança do trabalho na cabeça e uma blusa branca de uniforme. Barba cerrada, descendo pela lateral do rosto e juntando num cavanhaque.

- Opa! Sou o Robson, da hidráulica! Vim vê a bomba que teu pai mandô!

Não lembrei de nada combinado no momento, mas a visão daquele homem parado mexeu comigo. Ele ainda tava com um braço levantado e apoiado no muro, na maior pose de malandro, mesmo que eu só tenha conseguido ver a parte superior do corpo até então. A marca de suor na blusa vi de longe.

- Ah, sim! - respondi.

Desci devagar e abri pro Robson entrar. Ele passou por mim e me esperou fechar o portão, observando a fachada da casa com curiosidade.

- Casarão, né rapá?

- Sim.

Ele estava de calça jeans clara e sapatos pretos, contrastando de uma maneira inigualável. Pra completar, o tecido estava um pouco justo na altura das coxas, me deixando um pouco desconfortável quanto ao volume produzido entre as pernas.

- Muito calor, né?

- Tá bem quente mesmo! - respondi.

Ao passar pela porta da sala, ele parou com as mãos nas laterais do vão e olhou ao redor. Eu só percebi depois de chegar ao corredor, aí olhei pra trás e o vi parado.

- Caraca, isso aqui tá um brilho!

E aí aconteceu a pior coisa que poderia ter acontecido até então. Eu havia prometido aos meus pais que não sairia de casa durante o carnaval, tanto pela necessidade quanto pelos perigos da cidade, mas, como disse, a intenção era fazer alguma coisa. Só que, ao contrário do que eu mesmo poderia imaginar, nem precisei abandonar meu lar pra conhecer o que era o verdadeiro perigo. Ali, diante dos meus olhos, debaixo do meu nariz e sob o teto onde eu e meus pais orávamos pela redenção dos pecados diariamente, o Robson me olhou e, sem parar de fazê-lo, abaixou um pouco e começou a remover os sapatos devagar. Eu até quis dizer que não precisava daquilo, mas as palavras simplesmente não saíram. Me olhando, ele tirou o primeiro sem desfazer cadarços, só atolando o dedo na parte do calcanhar e puxando na força. Aí tirou o outro e, no segundo seguinte, abriu aqueles pezões enormes e livres no chão da minha sala. Ele não tinha chulé, só que havia ali um odor característico e que mexeu muito comigo, numa maneira positiva. Por alguns segundos, me senti tão estranho que pareceu até que ele havia tirado as roupas. A sensação que tive foi de que aqueles pés deveriam estar tão cobertos quanto as próprias genitálias do técnico hidráulico, tamanha sua obscenidade e atração.

- Bem melhor, né não? - perguntou.

- É, é!

Não quis fraquejas mais, então virei e continuei andando rumo ao quintal dos fundos, onde ficava a bomba da casa. Ele veio me seguindo e, nas poucas vezes que olhei de relance, percebi que o Robson estava olhando pra dentro dos cômodos, conforme avançamos pelo corredor.

- Tu tá sozinho, moleque?

- Sim! Meus pais viajaram hoje cedo!

- Porra, que maravilha! Na tua idade e com a casa só pra tu, quem me dera!

Deu uma risada gostosa e amarelada, e coçou a parte de trás da cabeça, suspendendo um pouco do capacete. Nesse instante, percebi a aliança no dedo anelar. O cara era no mínimo noivo. Chegamos à parte de trás da casa e eu indiquei onde ficavam as bombas. Ele agachou no chão, mas sem sentar, e isso voltou a produzir um volume desconcertante no jeans. Pra não falar dos pés abertos no chão, dando-lhe a sustentação necessária para mexer os brações sem perder o equilíbrio. Ao mesmo tempo, o Robson continuou conversando, me deixando ainda mais vulnerável com sua presença mais do que sexual.

- Fala tu, novinho! Vai ficar sozinho até quando?

- Até quinta.

- Porra, e por que tu ainda não encheu essa casa de piranha?

Eu só consegui rir, não tive uma resposta. Ele insistiu, mordendo um fio pra dividi-lo em dois, sempre me olhando e eu disfarçando pra não ter que olhar pra mala dele me namorando. Aquele era o comportamento natural de um homem do mundo, bem diante de mim. Meus pais jamais imaginariam que o "inimigo", na visão deles, entraria em nosso lar a pedido deles pra mexer comigo.

- Se eu fosse tu, já tava cansadão de, ó!

Aí bateu a parte traseira de uma mão na palma da outra, como quem quer significar que está metendo, fazendo um barulho de choque entre corpos. Ele voltou a rir e eu dei um jeito de sair dali pra não fazer besteira.

- Quer uma água?

- Tu dá essa moral?

Fui até a cozinha e voltei com uma garrafa e copo. Quando me viu, ele ficou de pé e, mais uma vez, acabei me rendendo momentaneamente a admirar seu jeans volumoso. Se abaixado estava marcado, de pé pareceu até que o técnico tava excitado. Enquanto virou o copo d'água com uma mão, aproveitou pra coçar o saco com a outra.

- Valeu, moleque!

Ao todo, ele tomou uns três copos, um atrás do outro. Eu decidi enrolar um pouco mais na cozinha pra não acabar me descontrolando de vez, até que, após uns minutos, o Robson entrou com os pés expostos e, secando a testa com um dos antebraços, falou comigo.

- Terminei, tu fala pro teu pai que já troquei as bobinas.

- Já? Ok!

- Ele já deixou certo lá na loja.

- Tudo bem.

Parei de fazer o que fazia e me preparei para levá-lo ao portão, uma vez que o serviço estava finalizado. Andando pelo corredor, ele parou na porta do banheiro.

- Vou só dar um mijão, já é?

- Ok!

Aquele jeito de falar, a atitude no fazer antes de perguntar, toda essa ousadia e presença estavam me deixando louco. Pela primeira vez, estava sentindo fogo no meu corpo, a ponto de mexer algumas partes que nem sabia que poderia mexer. As pernas, o ventre, o tórax, tudo queimando de vontade de fazer alguma coisa. O cenário de um macho daquele tamanho, descalço, suado e todo malicioso, todo malandro, bem no meu banheiro e mijando de porta aberta, me deixando ouvir o barulho do mijo farto escapando pelo buraco da caceta e caindo pesado na água do vaso, respingando por todos os lados, de repente até deixando na tábua a marca de quem passou por ali, típica desses homens preguiçosos e famintos. Eu estava fora de mim em meus pensamentos. Até que ele voltou a assobiar e, sem mais nem menos, saiu do banheiro. Eu não escutei tornei ligando e nem descarga, ou seja, o Robson mijou e saiu sem lavar as mãos ou limpar o mijo que deu. Ele mijou na minha casa e deixou lá pra eu ver. Fomos até o portão e lá ele me entregou um cartão.

- Se precisar de mais alguma coisa, moleque! Tamo aberto no carnaval!

- Obrigado! Vou falar com meu pai.

Ele se despediu com um aperto de mão, a mesma mão que segurou a rola pra mijar, sacudiu, respingou gota de mijo e agora entrou em contato com a minha. Eu sei que deveria achar tudo isso muito nojento, mas dentro do contexto da situação entre nós, tenho quase certeza que fora proposital. Não sei explicar ainda, mas, ao entrar na minha casa, o técnico hidráulico pisou com aqueles pés expostos e descarregou todo seu calor diante de mim. Bebeu água, me confessou desejos sexuais e vontades explícitas de gozo, apalpou a mala, mijou no meu banheiro e me passou seu cheiro pelo toque da mão. Se isso não era safadeza, então não soube mais o que poderia ser.

Acho que não preciso dizer que, sendo jovem e inexperiente, além de estar apenas no começo de toda a descoberta sexual, fisicamente falando, corri de volta pro banheiro só pra sentir o cheiro do mijo de macho do Robson, o negão gostoso que veio me dar bom dia na sexta-feira de folia. Casado, troncudo, pés de fora e solto na rua, visitando casas e manifestando aquele comportamento de cafuçu faminto. Até as gotas de mijo na borda do vaso me excitaram, eu me segurei pra não me masturbar, já que era algo que eu raramente fazia, talvez por pressão e neura dos meus pais em tentar impedir minha puberdade, juventude. E foi todo esse pensamento que me deixou um pouco arrependido de não ter feito nada com aquele macho.

- "Calma, é só o começo do carnaval!" - pensei, tentando me consolar.

Lembrei que, estando sozinho, eu mesmo teria que fazer minha comida, então fui pra cozinha e tentei não pensar muito naquele homem gostoso que me deixou todo foguento, o que foi bastante difícil. Só na hora de sentar pra comer que percebi que meu pai comprou suco, em vez de refrigerante. Peguei meu dinheiro, coloquei um short curto e saí, rumo em direção ao barzinho que fica na esquina da rua. Tava vazio, tocando uma música dessas de carnaval no rádio. Do lado de fora, na parte coberta, uma mesa de sinuca com três moleques sentados e conversando. Assim que entrei, começou a tocar Pabllo Vittar e eles ficaram rindo. O primeiro eu conhecia de vista, era o Diogo, filho mais velho do dono do bar. Boné pra frente, bermuda de surfista e sem blusa, cordão de prata no pescoço e pele morena escura, porém mais clara que a do Robson. Do tipo pegador, que todo mundo no bairro comenta por conta dos vários relacionamentos rápidos. Alguns pais reclamavam que ele comia as filhas e depois largava, inclusive. Braços fortinhos, talvez uns 21 anos e ainda com jeitão de moleque, mesmo sendo o mais velho. Vira e mexe tava soltando pipa com os outros na rua, quando não tava se pegando com alguma das meninas nos becos. Do lado dele, o Douglas, seu irmão mais Caçula, mas não menos piranho ou seguidor do mesmo caminho mundano do mais velho. Aos 18 anos, a fofoca do momento era que ele tinha sido pego colocando uma namoradinha pra chupá-lo na praça, de madrugada. O mesmo porte físico do irmão, só que fisicamente um pouco menos desenvolvido, sem muitos pelos nas pernas grossas, porém não menos gostoso. Samuel ao lado deles, amigo de infância. Cheguei ao balcão e um coroa veio me atender.

- Boa tarde!

- Boa tarde, eu quero guaraná, por favor!

Ele devia ter uns 40 anos e o rosto másculo e com marca cinzenta de barba não poderia mentir: era o pai dos moleques abusados que ainda estavam rindo, sentados sobre a mesa de sinuca. Também sem blusa, ombros espaçados e com as clavículas delineadas por entre alguns pelos do peitoral, que um dia já foi definido. Apesar da barriguinha de chope, a parte superior da carcaça de ex-militar estava em dia. Enquanto ele foi buscar o refrigerante, fiquei só ouvindo a conversa dos moleques do lado de fora.

- Ah, não, menó! Comer cu de viado, não dá!

Começaram a rir. Não demorou muito, o coroa voltou e eu me preparei pra sair dali. Eles continuaram entre suas piadinhas internas e risadas, eu só caminhando pela rua e ouvindo pelas costas, mas não eram coisas explícitas sobre mim. De alguma forma, talvez por começar a testemunhar aquelas malícias dos homens mundanos, eu estava começando a notar como algumas coisas ao redor pareciam um pouco mais propositais do que imaginei que fossem.

Cheguei em casa com o corpo elétrico, pegando fogo, então não consegui ficar muito tempo parado depois de almoçar. Fui logo pro celular falar com algumas das poucas colegas de classe com quem eu ainda falava vez ou outra, pra saber o que cada uma faria e onde estavam. Em poucos minutos de conversa no grupo, encontrei diversas possibilidades de sair e tornar meu carnaval mais diversificado. Pensando nisso, marquei três compromissos diferentes adiante. No dia seguinte, sábado, eu iria com uma amiga até o sítio da família dela, onde rolaria churrasco, pagode e roda de samba com grupo se apresentando, bebida e piscina à vontade, mesmo eu não bebendo. Para o domingo, sairíamos eu, outra amiga e um grupo de conhecidos dela, para um bloco de rua que acontecia todos os anos numa praça do Centro da cidade. Por fim, na segunda-feira, topei viajar com minha prima até à casa de praia, mas sem ela contar pros meus pais. Como imaginei ser o final do carnaval, programei a calmaria pro desfecho, tendo oportunidade de me divertir de três maneiras diferentes até o retorno deles.

Passei o resto da sexta-feira tentando me aquietar pro primeiro final de semana batendo pernas na rua, longo dos meus pais e sem eles saberem, uma vez que prometi orar, jejuar e fazer vigília. O jejum eu quebrei ao almoçar, tava cheio de fome e sei que isso não tem nada a ver com pureza de mente ou corpo. As orações eu já não fazia há meses, não foi algo que comecei no carnaval. Agora, a vigília foi a parte que mais me motivou. Eu deveria estar em oração por aqueles que não entendiam dos males mundanos que a festa da carne promovia, só que, ao contrário disso, eu dediquei meu tempo a programar eventos nos quais eu mesmo iria me divertir. Então, de uma forma ou de outra, eu me preparei pra descobrir o perigoso mundo dos homens. Eu estiquei a perna pra dar o primeiro passo com meu pé puro no imundo solo pecaminoso que reside no ventre masculino. Na cintura impositiva e cheia de fome. No ego inflado e tomado por vontades, desejos que o homem, em si, não consegue dominar, porque, independente de ser sapiente ou consciente, ele mantém sua posição de ANIMAL. E, pra piorar - ou melhorar a situação - animal no topo da cadeia alimentar. Eu me preparei, me programei pra começar as aventuras na selva de machos que o carnaval provê. Um mundo sujo, pensado com a cabeça de baixo e levado adiante apenas pela vontade animalesca do ser humano. Sem mais metáforas, eu comecei meu carnaval quando peguei o telefone, lá pras onze e pouca da noite, e liguei pra lanchonete que ficava num bairro vizinho ao meu.

- Boa noite, vocês ainda tão entregando?

- Sim, só vai demorar um pouquinho, tem problema?

- Não, não, eu espero!

Fiz o pedido, escolhi como pagaria e a moça que me atendeu disse que demoraria até quarenta minutos pra chegar. Eu tava com fome, mas sabia desse tempo e mesmo assim aceitei receber o lanche. Enquanto isso, fui pro quarto e fiquei deitado, assistindo à reportagem na TV falando sobre os blocos de rua. Pensei que não tava fazendo nada em plena sexta-feira de carnaval e acabei pegando no sono enquanto isso. Quando acordei novamente, num susto pelo barulho da reportagem, mais de quarenta minutos já tinham passado e nada do lanche. O estômago roncou, mexi no celular e me certifiquei de que, por engano, a entrega de repente não havia chegado e eu estava dormindo. Não. Nada ainda, nem sinal. No meio dessa confusão, cochilei novamente e mais vinte minutos se passaram, totalizando uma hora do pedido. Eu mesmo já havia desistido de comer, pensei até em inventar alguma coisa na cozinha, mas a preguiça venceu e continuei deitado, como numa falsa esperança da entrega ainda chegar, mesmo naquele horário. Algumas dezenas de minutos depois de toda essa inércia, uma e pouca da noite, a campainha de casa tocou e eu tomei um susto.

- Impossível! - falei alto.

Antes deu conseguir levantar pra atender, o barulho voltou a se repetir, indicando que alguém estava bem impaciente no portão. Aí vieram as buzinadas da moto e fiquei um pouco irritado por ser apressado, ainda mais por quem me deixou esperando, considerando que aquele era o lanche mais do que atrasado. Me preparei pra mostrar a cara fechada pra quem quer que estivesse ali, mas quando abri o portão e dei de cara com aquele entregador, não tive reação alguma. Primeiro que o mulato tava só de camiseta, bermuda e uma dessas botinas de couro enormes. Segundo que, por cima, uma jaqueta também de couro e meio surrada, amassada. O moreno sorriu ao me ver e começou a falar.

- Porra, mermão! Eu tenho que te falar..

O tom arrastado e o hálito de bebida me deram a certeza de que o cara tinha bebido muito antes de subir naquela moto. Mas não interrompi.

- Eu saí de lá sem troco e tive que voltar, tá ligado? Aí passei no meio do furdunço!

Enquanto explicou, ele foi gesticulando de um jeito espalhafatoso e sério, mesmo alcoolizado. Estava sem meia, as canelas peludas de fora, um excesso excitante de gírias, movimentos e ginga que só aquele tipo de macho poderia ter. Bonezinho na cabeça, aparentando uns 28 anos no máximo e algumas tatuagens pelos braços de fora da jaqueta escura. O cabelo curto e loiro gema, descolorido por conta do carnaval, ou seja, um estilo totalmente de marrentinho, meio favelado.

- Foi mau mesmo, parcero! Esse aqui é no nome da casa!

Aí esticou um pacote e me entregou o sanduíche embalado, junto com batatas fritas que não havia pedido.

- É sério? - perguntei.

- Pra tu não ficar pistola, tá ligado?

Aí subiu na moto, todo torto, e, posicionado pra dar partida, não pude deixar de notar o pacotão entre as coxas. Aquele couro, aquele homem, aquela posição e controle da moto em si. O jeito de malandro embriagado e meio entregue ao meio. O coração pulsou e acompanhou meu corpo quente. Abri a boca e só depois de falar que parei pra pensar.

- Cê tá bem?

Eu me arrependi.

- Eu tô suave, moleque!

- Tá mesmo? Não quer jogar uma água no rosto?

Falei observando a barbicha rala do gostoso. Ele meio que mordeu o lábio inferior e, sem falar nada, desceu da motocicleta jogando a perna e ajeitando a mala. Passou por mim no portão e me deixou de pernas bambas. Aquele era o primeiro homem a me dar condição e topar uma sugestão minha, tudo com pecado em mente. Um homem feito, adulto, másculo e experiente, que estava entrando na minha casa praticamente ao meu pedido, meio bêbado ainda por cima, e provavelmente muito ciente das minhas intenções consigo. Um macho à mercê, exposto na rua pra quem quisesse ver. Ele teve a mesma reação ao entrar pela sala.

- Caralho, viado! Tu mora aqui?

O vocabulário que me deu a certeza do que eu tava fazendo.

- Sim!

- Porra, imagina o teu banheiro!

Enquanto ele me seguia, eu só observei sua presença notável e corpulenta no cenário delicado da sala de estar, totalmente imaginado pela minha mãe, porém agora ilustrado por mim. O entregador entrou pelo banheiro e foi meio cambaleante até à pia. Lavou o rosto, se olhou no espelho e secou o rosto na blusa, levantando e me exibindo o tórax deliciosamente definido por cerveja, chopinho e churrasco. Uns pelos que me deixaram mais tempo do que o normal observando, até que fui pego pelo olhar dele no espelho rindo de mim. Como se aquilo não fosse nada, o safado foi até o vaso.

Os segundos entre o antes e o depois foram muitos. Ele me olhou antes de fazer o que fez. E sorriu, ao mesmo tempo em que o pau escuro e com a cabeça de fora foi posicionado nos dedos e o jato de mijo veio forte, levantando aquele cheiro delicioso de macho. O cara começou a mijar olhando no fundo dos meus olhos, eu totalmente sem saber o que fazer, mas o mijo descendo firme e fazendo aquele barulho no choque com a água. Lembrei do Robson mais cedo e, diferentemente de como aconteceu, o entregador começou a se excitar enquanto tava mijando. Ficou tão galudão que foi ficando difícil de continuar a mijada, já que a caceta ficou dura e envergadinha. Ali, diante dos meus olhos, estava um macho excitado e pronto pra saciar seu desejo comigo. Ele teve que forçar as últimas jatadas de urina, porque a caceta virada na direção do umbigo vibrou e não permitiu que fluíssem naturalmente. Abaixo dela, um sacão preto e enorme, pesado por dois ovos desenvolvidos e produtores de leite capaz de manter sua linhagem seguindo adiante. Ele sacudiu a rola várias vezes até eliminar completamente as últimas gotas do mijo que fez, até que esse movimento foi se transformando no ensaio do começo de uma punheta tímida, porém sem vergonha e feita bem na minha frente. Tentei dizer algo, mas não consegui.

- Chega aí, moleque!

Foi o primeiro sinal de que meu corpo era dedicado a obedecê-lo. Imagina se meus pais soubessem do que estava prestes a acontecer naquele banheiro? Dei poucos passos e parei um pouco trêmulo atrás do mavambo que me deu sua ordem de obediência. Ele passou a mão pesada e grossa pelos meus ombros e, devagar, sorrindo amarelado e me olhando nos olhos, foi me abaixando em prol da putaria e ao redor do deu ego. Desci entre as pernas dele, diante do vaso sanitário e o safado aproveitou pra sentar. Deixou que a bermuda jeans caísse por sobre as botinas de couro, deu duas pauladas com o pau na mão e fez barulho, ainda rindo pra mim. Esticou um pouco as coxas, segurou o mastro no talo e me puxou pela nuca.

- Abre a boca pro pai!

Só pude obedecê-lo, todo lento e inocente na fome sexual que um cafuçu piranho daqueles poderia ter. Talvez eu tenha subestimado muito, não sei dizer. A boca mal abriu e foi invadida pela cabeça grossa e destacada do corpo de uma piroca preta, grossa e com cheiro de mijo delicioso de macho entregador, que passa o dia em cima de uma moto, vestido de couro e fazendo serviços. O mesmo macho safado que, parado no sinal, deve ver uma raba passando empinada numa bicicleta e fica todo galudão, com o caralho roçando babão contra o tecido da bermuda, já que era bicho criado solto e não permitia cueca. Que macho do caralho, meus mamilos endureceram e eu comecei a me perder daí. Agarrei a vara pela base, senti o peso dos ovos na mão e chupei a cabeça como se fosse uma chupeta, prestes a tirar algo quente de lá de dentro. Ele gemeu e esticou ainda mais as pernas, fazendo biquinho.

- Vai na garganta!

Eu não soube o que fazer, afinal de contas, mesmo muito afim, aquele era meu primeiro boquete. Tentei ir com a piroca mais no fundo da boca, mas o máximo que consegui foi deslizar a ponta no céu da boca, deixando ele todo babando e safado. Foi nesse momento que o entregador fez a descoberta crucial que modificou nossa putaria. Ele viu que não fui no talo, parou tudo e me olhou nos olhos, segurando meu queixo em uma só mão.

- Tu não consegue ir no talo, não?

Fiz que não com a cabeça e ele riu na minha cara.

- Essa é a tua primeira mamada, viado?

Aí fiz que sim e o puto não se fez.

- Deixa que eu te ajudo, vem cá!

Segurou minhas mãos sem dar escolha, posicionou o rosto entre elas e abriu minha boca. Aí levantou o corpo, me apoiou sentado no chão e com a cabeça virada pra trás, apoiada na tampa do vaso. De cima, ele veio afogando a chapoca da piroca lá no fundo da minha garganta.

- SSS! Isso, viado! Para aqui, ó!

Aí sentou o primeiro tapa na minha cara e me deixou em chamas, todo empinado no chão e doido pra ser dominado na marra, algo que nunca teria imaginado até então. O cabeçote continuou descendo e parece que passou além da traquéia, até que senti dois ovos enormes e estufados de leite repousando por cima do meu nariz, bem diante dos olhos, com aquela textura que deixa a vontade de cair de boca e engolir tudo junto.

- Caralho, viado! Parece que tô pescando nessa tua boca com a minha vara, se liga!

Brincou de subir e descer o corpo, o que causou esse mesmo efeito na rola atravessada na minha garganta, engrossando e alargando ainda mais o espaço interno, deixando minha boca praticamente arregaçada por conta da largura excessiva e bruta. Toda essa agitação trouxe um filetão de baba que ficou parecendo uma ponte ligando minha boca e o sacão pesado do entregador, sendo respirando e aspirado pelas narinas. Eu tava todo tomado de macho, em todos os sentidos.

- Isso! SSSSS

Com as botinas de couro firmes no chão e as pernas esticadas pra manter o equilíbrio, ele ganhou toda a força necessária pra só meter o quadril na minha cara, empurrando caceta no fundo da garganta e fazendo minha boca de cu. O filho dos evangélicos estava atravessado em piroca preta, de macho da rua, do mundo, em plena festa da carne. Saí dos pensamentos com dois tapas na cara e sendo praticamente entubado, porque a vara engrossou ainda mais e tive que parar, senão morreria asfixiado. Ele apertou minha nuca como se eu fosse uma cadela sendo suspensa pela pele do pescoço, levantou só de camiseta e as botinas, a caralha envergada pra cima e latejando.

- Cadê teu quarto, moleque?

- Lá em cima! - apontei.

Desse mesmo jeito, ele deixou a bermuda no banheiro mesmo e foi me levando em direção à escada. Só que, no meio do caminho, parou na porta do quarto dos meus pais, que estava aberta, e viu a cama de casal. Nem hesitou, entrou com tudo e me jogou na cama ainda pelo pescoço. Aí removeu a jaqueta de couro e a camiseta que usava por baixo, ficando só com as botinas.

- Tu nunca deu esse cuzinho, né? Deixa eu te mostrar como se faz!

Eu fiquei nervoso e senti o rabo piscando incessantemente, doido pra ser possuído pelo macho entregador, aflito pelo prazer de ser alargado fisicamente só pra poder COMPORTAR todo o tamanho da caceta dele, o que ele tinha de mais prazeroso em sua própria visão e o que mais o deixava excitado, de pau em pé e babando. Pensando nisso tudo, resolvi que era hora de libertar meu lado piranho, até porque, era só o primeiro dia de carnaval e eu não poderia apenas ser iniciado, tinha que iniciar. Parei de quatro na cama, arreganhei a bunda e pisquei o cuzinho na direção do entregador, todo empinado e arrebitado. Olhei pra ele e sorri. Foi a melhor pior coisa que fiz, o puto esfregou as mãos diante do banquete que faria e em seguida as ganchou pela minha raba. Ganhei de cara três tapões que só fizeram me arreganhar ainda mais, todo exposto, com as entranhas prestes a ser conhecida por um mulato aleatório que atrasou meu lanche e bebeu além da conta. Ele então não se deu por satisfeito, enfiou a língua no buraco elástico que continha minha virgindade máxima, totalmente inalterada e não mexida, agora começando a se alargar na língua faminta de um macho feito.

- SSSSSS!

Quase subi pela cama onde meus pais evangélicos dormiam, os lençóis apertados por entre os dedos de tanto tesão e nervoso que senti com a barba do entregador roçando minha raba e as mãos me batendo, deixando o lombo marcado e quente. Ele então parou e veio chupar meu pescoço, morder minha nuca, até voltar a descer e cair novamente com a boca no cuzinho, revezando tapas e até socos na carne das nádegas. Por alguma razão, aquele homem com jeito de molecote quis muito me marcar, tanto apertando quanto puxando a pele de propósito, dando beliscões enquanto se preparava oralmente para me penetrar, romper minha castidade tão guardada por meus pais até então.

- Se prepara, viado! - avisou.

Empinei a bunda de quatro, um dos piores jeitos pra perder a virgindade, só que eu ainda não sabia disso. Inocentemente, até tentei ficar de ladinho, mas o cafuçu bateu na raba e se manteve exigente.

- Não, eu quero te comer de quatro, viado! Vai fugir não!

Eu me senti! O corpo pegou de vez o fogo mundano, só por estar naquela posição e com o macho de alguém posicionado atrás de mim, pronto pra mandar ver no cu. Até que lembrei do essencial e peguei uma camisinha no meu quarto. Quando dei pra ele, o maluco não acreditou.

- Tá falando sério?

Confesso que tremi na base com a possibilidade de sentir um caralho entrando e roçando lentamente, centímetro por centrímetro até o talo, todo na pele, naquele atrito pecaminoso da sodomia de foder sem qualquer proteção e ter o cu inundado de porra quente, grossa e farta. Tremi mesmo, quem não treme. Mas se aquele era o começo do carnaval, eu precisava de garantir o meio e o fim. Pra isso, era necessário ir com calma.

- Sim. - respondi. - Põe aí!

Ele não desistiu de cara. Deu um tapa no meu lombo e não afastou a mão, pelo contrário, agarrou a carne e me puxou pra encaixar com o caralho na divisão das minhas nádegas. Chegou por trás do ouvido, deu uma mordida e, sarrando com as bolas pesadas na portinha do meu cu, falou.

- Tem certeza que não vai querer leitinho na rabiola, viadinho?

Engoli a seco e pensei várias vezes. Era aquela parte de mim que não poderia ceder, caso contrário, me tornaria para sempre um piranhão de primeira linha, algo que já era um extremo daquilo que pretendi.

- Tenho! Bota a camisinha!

Ele fez bico, bateu o pé, ainda ficou um tempo brincando de alargar minha raba com a cabeça, mas acabou colocando o preservativo. Porém avisou.

- Tu tira essa marra porque é cabaço, mas ainda vai ter um maluco mais pistola que eu, que vai arregaçar essa tua cuceta, seu viadinho!

Puxou-me num bruto e delicioso encaixe de mata-leão por entre o braço e, num só solavanco, atolou a cabeça da ferramenta bem na entranha do meu rego, me fazendo chegar pra frente num impulso em reação, mas o braço me travou e fez voltar, alargando ainda mais as pregas do meu rabo, que se abriram em comunhão com a chegada da vara do entregador.

- Relaxa essa raba, vai! - ele pediu.

E ainda brincou com o dedo, entrando junto pra tentar atolar ainda mais espaço em meu interior quente e apertado, aflito pelo tesão correndo na pele e sendo transmitido ao látex do preservativo. Tomei um tapa no lombo e soltei devagar a pressão no cu, sendo deliciosamente currado e enrabado pelo entregador cafuçu que chegou bêbado e atrasado. Ele então agarrou minha anca pelo lado e não esperou, já tomou impulso pra retirar e realocar o quadril e a vara dentro de mim, puxando-me para trás pelos cabelos com certa força, me deixando ainda mais solto e entregue. Aí veio com tudo na minha nuca e continuou empurrando com vontade a ponta do caralho na direção da minha próstata, me amolecendo por dentro, ao mesmo tempo em que a pica prosseguiu alargando-me o cu.

- SSSS! Que cabaço gostoso, viadinho do caralho!

Mais tapa e puxão de cabelo. Mais marcas pelo corpo e mordidas na nuca, nos ombros e braços. Tomei cuspida na língua, mais tapão no rosto e até pela boca fui puxado com os dedos, arregaçado como se fosse uma piranha no anzol daquele puto. Ou talvez um sereio, totalmente dominado num mar chamado carnaval.

- Tu gosta de tomar vara assim no cuzinho, não gosta? Ein, fala pra mim!

Virou meu rosto em sua direção, segurou minhas mãos com apenas uma das suas e aumentou as estocadas dentro de mim. Eu já não sabia mais o que era controle de retrair ou relaxar o anel elástico de pregas, em qualquer posição aquele atrito era dolorido e ao mesmo tempo delicioso, de forma quente e dilacerante. O puto tentando me tapar a boca e também fazendo perguntas.

- Putinha da porra! Por que tu não quer leitada no cuzinho, ein? SSSS

Até que me rendeu por trás e, aumentando totalmente a velocidade, engatou num ritmo extremo de foda, colocando até um dos pés por cima da cama de casal dos meus pais. Só então vi que o safado ainda tava de botina, não se dando sequer ao trabalho de remover toda a roupa pra poder foder, tamanha sua tara em cuzinho. Aquele era um verdadeiro homem do mundo, totalmente suscetível aos encantos da carne e entregue aos pecaminosos prazeres guiados pelo eterno desejo pela sodomia, fogo que percorre pelas eras, renascendo em cada geração e se escondendo por cada canto da masculinidade anal e falocêntrica de um macho como aquele entregador. Quando dei por mim, além do fogo no cu pelas estocadas firmes do filho da puta, as costas queimaram pelos dedos dele enfiados na carne.

- SSSS!

A boca mordendo o lóbulo e a parte de trás da minha orelha, um suor escorrendo dele pra mim e o peso do corpo cansando minhas coxas. Vários tapas nas nádegas, muitos puxões na pele e muito tesão fluindo entre nós. Até que ele foi deslizando por cima de mim e entrelaçou os dedos nos meus, dominando meus movimentos e membros por completo. Aí começou a mexer só com o quadril, afundando e retomando as estocadas profundas, chegando bem no fundo do rabo. A barba passando pelo meu pescoço e o nervoso sem fim dominando. O cu queimando, um cheiro de putaria rolando solta e tudo isso bem na imaculada cama dos meus pais. O exato lugar onde meu cabaço foi comido por um macho faminto e desejoso por cu. Senti a tora engrossando e pareceu que eu seria rasgado de dentro pra fora, a ponto dele sequer conseguir se mover na mesma velocidade de antes.

- Hmmmm, filha da puta!

Tomei outro tapa e ele me puxou.

- Vira aqui, viado! Vem cá!

Em poucos movimentos, saiu de dentro de mim e sentou todo suado por cima da cama, encostando na cabeceira, exatamente na posição onde meu pai dormia. Tirou o preservativo cheio de baba de pré-porra e continuou emendando numa punheta pesada e gostosa. Eu fui até lá e ele me puxou de cara no saco.

- Cheira essa porra, piranho!

Lambi, passei ovo por ovo em cada chupada e também revezei lambida por entre o saco pesado e gostoso do entregador. Seus pentelhos, diferente dos cabelos da cabeça, eram pretos, não loiros, lembrando ainda mais o contraste meio marrentinho e favelado do safado sendo mamado por mim. Outro tapa, olho no olho e um caralhão grosso sentando lapada no meu rosto, deixando o cheirão forte de saco, mijo, suor, cuspe e pré-porra.

- SSSS! Toma teu leite, abre a boquinha!

Eu não pensei naquilo até o momento chegar. Não quis tomar no cu, usei camisinha, agora estava de cara pro leite quente e não havia mais volta. Obedeci, ironicamente. A boca abriu e abocanhei a cabeça, que latejou em engrossadas e enrijeceu junto com o sacão. Em poucas vibradas, a língua foi ensopada por longas e duradouras jatadas de porra quente, grossa e espessa, do tipo que vem abundante e nos deixa sem opção, senão..

- ENGOLE, VIADO! É meu leite, porra! Né pra desperdiçar, não! - ordenou ainda punhetando e me apontando o dedo indicador.

Os dedos dos pés dele se contorceram enquanto ejaculou na minha língua. Suas sobrancelhas quase se encontrando, tamanha atenção na ordem. Fiquei perdido e, a boca lotada de gala salgadinha e deliciosa, acabei engolindo mesmo, mas em duas goladas cheias. A rola amolecendo diante de mim, o saco já cansado pela putaria e exploração no meu cu e o safado ainda me olhando.

- Abre a boquinha pra eu ver se tomou tudin!

Abri a boca e não havia mais nada.

- Isso aí, piranha!

Outro tapa e lá veio caralho de novo, agora meia bomba e mais salgado que antes, por conta do resto de leite que tive que sugar pra limpá-lo.

- Não posso brotar em casa com a pica fedendo a boca, né? Dá aquela moral na limpeza aí!

Obedeci com orgulho e gosto, chupando e engolindo cada resquício de gala que ali ficou. Mesmo flácida, a piroca continuou volumosa e grossa, preta, não circuncidada, porém com parte da cabeça rosada de fora. A mesma caralha que ficou arroxeada quando ereta, larga e comprida, peluda e cheirosa, do tipo que dá água na boca só de ver. Parei de mamar e ela já tava mole, do mesmo jeito de quando comecei a abocanhá-la no banheiro. Aí olhei pra ele e o vi nu e deitado na cama de casal dos meus pais. Eu com certeza teria que lavar aquela roupa de cama depois do que fiz, porque tava tudo com cheiro de macho. Ele, por sua vez, não perdeu muito tempo. Levantou e se preparou pra sair. Deixou o preservativo comigo, foi até o banheiro e vestiu a bermuda que deixou lá, quando começamos aquilo tudo.

- Desculpa a demora aí, viado! E dá cinco estrelas, já é?

Ainda riu e piscou um olho ao pedir, dando aquele sim com o dedo polegar. Do portão, colocou o boné pra trás, equilibrou-se na moto e deu partida, cruzando a perna por cima do quadro metálico. Ainda suado, olhou-me outra vez e riu.

- Por conta da casa, ein?

Acelerou e, antes deu sorrir de volta, saiu cantando um pouco de pneu e roncando firme o motor, bem daquele jeito de quem gosta de chamar atenção. Eu fechei o portão, respirei fundo e, descalço, senti o cu pegando fogo pela perca da virgindade. Os pés também estavam quentes por causa das chamas percorrendo o chão, então lembrei novamente do técnico hidráulico mais cedo e, por alguns momentos, senti que havia saído por cima ao final do dia. Aquela era uma ótima maneira de começar o meu carnaval, e olha que era apenas uma sexta-feira de folia, com muita safadeza e putaria. Isso porque eu ainda não sabia como o sábado seria. Dormi quente, me masturbei várias vezes até cansar e eliminei parte do tesão que aflorou depois de tudo. Lembrei repetidamente de todos os machos que manjei nas primeiras horas longe dos meus pais e imaginei que, até o final do recesso, eu teria boas histórias a contar. E tenho.

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Parte 1!

Título alternativo: Sexta-feira de Folia.

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Comentários

20/02/2018 21:13:43
Intenso...
14/02/2018 17:46:30
O fogo no corpo depois de uma foda dessas . Etahh
14/02/2018 00:43:08
Nossa, que escrita maravilhosa, ansioso para ver as demais partes!
13/02/2018 22:32:19
Não precisa se explicar André, eu curto muito contos de dominação e eu sei que esses xingamentos não são pra ofender. Geralmente, os caras dominadores usam esses termos só pra apimentar o sexo mesmo, aliás, só quem curte o universo da dominação, podolatria e afins que entendem isso..não é necessariamente pra depreciar. É igual quando um hétero quando chama uma garota de "peituda" ou "gostosa" na hora da transa, só por chamá-las assim, não quer dizer que ele esteja abusando delas, é só pra deixar picante a transa mesmo. Enfim, chega de falação e mais uma vez: parabéns pelo conto! .
13/02/2018 17:33:44
Muito bom, aguardo continuação.
13/02/2018 15:07:19
Muito bom, aguardo continuação.
13/02/2018 15:03:35
Porra! Excelente! Pena que não deu o cabaço para o bombeiro hidráulico.
13/02/2018 14:49:33
Muito bom como sempre
13/02/2018 14:22:42
Sinceramente, estamos em 2018 e eu não vou voltar a falar sobre viadinho não ser xingamento no meio da putaria. A história está aí pra quem quiser ler, os temas estão separados e lá em cima tá escrito "dominação, submissão e objetificação". Não vou pegar ninguém pelo braço pra lembrar que putaria é putaria. Se não curte, não lê e fim desse papo. Não vou mudar isso e a tendência é só aumentar essa carga em SEREIOS. O mais engraçado é que as personagens mentem, traem, xingam de verdade, até saem na porrada e ninguém fala nada. Basta soltar um "viadinho" no meio do calor da foda, quando tá rolando tapa na cara e pisão, aí o mundo acaba. Vai entender, né!? Atheno, você está com muita pressa, jovem gafanhoto. Tem que ir com mais calma. :P Obrigado a quem leu e comentou. 💜
13/02/2018 12:18:59
Que tesão
13/02/2018 12:16:28
Como sempre sua escrita é perfeita André. Os xingamentos realmente é algo que não me deixa excitado, mas o contexto é muito gostoso.
13/02/2018 08:30:54
Ele podia pegar o dono do bar. Nesse conto vc não descreveu o pau do cara cm costuma fazer detalhadamente
13/02/2018 02:56:21
MUITO BOM, MAS NÃO CONCORDO DE JEITO NENHUM COM ALGUNS TRATAMENTOS. TIPO CHAMAR O CARA DE VIADINHO, OU OUTRAS COISAS DO GÊNERO. LAMENTÁVEL ISSO.
13/02/2018 02:22:18
Nossa perfeito bem que dessa transa poderia surgir um amor e um relacionamento,séria sensacional.
13/02/2018 01:40:30
Muito bom!

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