AVISO AOS LEITORES: Os eventos deste capítulo acontecem simultaneamente aos eventos de “Minhas coleções de calcinhas, amantes e putinhas - Parte 14”, mas ambos são paralelos e, por isso, podem ser lidos de forma independente.
CRONOLOGIA: Os eventos narrados aqui vão de 1 de agosto de 2025 (sexta-feira) a 2 de agosto de 2025 (sábado).
Eu me chamo Carlos. Sou um professor universitário cinquentão, meio barrigudinho e calvo com dignidade. Nesta minha série de contos, narro as minhas aventuras tentando com as minhas duas amantes que viraram namoradas e, espero, se tornem minhas esposas. Quem puder ler os primeiros capítulos, só procurar a série.
Eu me divorciei recentemente da Odete, que se tornou apenas uma boa amiga. Mas isso não quer dizer que estou sozinho. Tenho um pequeníssimo harém de duas mulheres.
A Eliana é minha “namorada”. 30 anos, engenheira. Inteligente, sorridente, decidida quando quer, embora ainda tenha problemas para terminar com o “marido”, Leandro. Eles ainda são oficialmente casados. E eu? Sou o “reserva”. O cara que ela ama secretamente, mas não assume publicamente. A Eliana não me impede de me envolver com outras mulheres, porque ela própria também está com dois homens ao mesmo tempo. Seios fartos, pesados, redondos, quase exagerados de tão bonitos. Cintura fina, barriga definida, quadril largo, coxas torneadas de academia. O bumbum é grande, firme, empinado. A pele bronzeada, os olhos verdes.
Já a Rebecca é a minha outra “namorada”. Ela tem 29 anos, é advogada e ainda profundamente religiosa. Divorciada. A Rebecca é aquele tipo de mulher que parece viver um conflito eterno entre o que sente e o que acha que deveria sentir. Doce, reservada, inteligente. Tem um senso de certo e errado que beira a rigidez, mas aos poucos vai se permitindo viver outras possibilidades. Por trás da aparência comportada, ela tem um corpo que desafia todos os estereótipos da mulher recatada. Seios pequenos e firmes. Uma bundinha empinada, arredondada e hipnotizante, que se move com graça involuntária. Pernas bem desenhadas, olhos castanhos.
O nosso capítulo começa na noite da sexta-feira.
A academia estava mais vazia do que de costume. Sarah, Érico, Natália, Tatiana, Letícia, Lorena, Carolina e Andréia tinham faltado. Fora a Eliana, que seguia viajando.
Eu tinha vindo usando uma camiseta dry-fit azul-escura e um short preto, na companhia da Jéssica e da Rebecca.
A Jéssica estava de top rosa, legging rosa colada e um tênis branco com detalhes também rosados. A legging marcava suas coxas fortes, os glúteos arredondados e a calcinha por baixo, uma linha discreta que aparecia quando ela se virava ou se deitava no banco. O abdômen dela ficava firme sob o top, com aquele tanquinho que fazia qualquer conversa sobre “vida corrida” parecer desculpa de gente preguiçosa. Pequenas gotas de suor brilhavam perto das têmporas e no pescoço. O top rosa escurecia um pouco na parte de baixo dos seios. Os cabelos castanho-claros estavam presos alto, mas algumas mechas úmidas escapavam e grudavam perto do rosto. As pernas dela eram um caso à parte. Coxas grossas, torneadas, firmes, com a musculatura aparecendo quando ela travava os pés no chão para empurrar a barra.
A Rebecca estava na esteira. Ela usava top vinho e uma legging preta muito colada, com uma calcinha clara aparecendo sob o tecido quando a passada dela fazia a cintura mexer. O cabelo castanho-claro estava preso em rabo baixo, e algumas mechas grudavam na nuca por causa do suor. O rosto oval, os olhos castanhos claros e a boca concentrada deixavam ela com uma beleza serena, mesmo correndo. A pele clara-média estava corada pelo exercício. Gotas escorriam do pescoço pro colo, passavam entre os seios firmes e desapareciam no top. A Rebecca tinha peitinhos durinhos, cintura marcada e uma bundinha empinada que a legging preta tratava com pouca discrição. As pernas dela, esguias e firmes, trabalhavam com cadência na esteira.
A Jéssica e eu estávamos revezando no supino reto com barra. A barra olímpica tinha 20 kg, e colocamos 15 kg de cada lado, chegando a 50 kg no total. Para mim, seria uma carga boa em um dia comum, mas naquela noite eu ainda estava cansado por ter emendado 90 minutos de futebol intenso mais sexo com a Rebecca seguido de quase não dormir e dez horas na faculdade seguidas na faculdade. Eu tava exausto. A cada descida, eu sentia o peito trabalhar e uma pontada de cansaço.
Pra Jéssica, os 50 kg pareciam uma conversa levemente chata. Ela fazia a série mantendo o controle, respirava fundo, subia a barra e ainda encontrava tempo para comentar alguma coisa entre uma repetição e outra. A mão dela ficava firme na pegada. O suor descia pelos braços e brilhava nas clavículas. Quando terminava, sentava no banco com naturalidade, puxava a toalha, enxugava o rosto e bebia água como se tivesse apenas subido um lance de escada.
— Você está quieta comigo faz dias.
A Jéssica ficou de pé ao lado da barra, os braços cruzados, a toalha rosa pendurada no ombro. Ela olhou pro espelho em vez de olhar para mim. Aquilo já era resposta suficiente.
— Estou normal.
— Você normal fala de um jeito que me faz duvidar se precisa respirar.
Ela soltou uma risada curta, sem alegria.
— Talvez eu tenha aprendido a ficar calada.
O suor no rosto dela desceu pela lateral do queixo, e ela passou a toalha com um gesto mais forte do que precisava. A Jéssica tinha uma teimosia bonita e irritante. Quando achava que alguém que ela amava estava fazendo besteira, ela vinha com a força de uma onda.
— É por eu não ter contado que estou namorando.
A Jéssica ajeitou a barra no suporte, apesar de ela já estar ajeitada.
— Você tem todo direito de namorar quem quiser. Você é adulto. Muito adulto, inclusive.
Ela olhou para mim de uma vez. Os olhos dela estavam magoados.
— Eu sou sua amiga, Carlos. Sua melhor amiga, pelo que você mesmo diz. E, por algum motivo, eu descubro que sou a última a saber que você tem uma mulher na sua vida.
Não era exatamente “uma”.
— Tem.
Ela engoliu seco.
— Que bom. Fico muito feliz por você. É maravilhoso ver meu melhor amigo escondendo uma parte enorme da vida dele de mim.
Fiquei alguns instantes sem responder.
— Eu fiquei com medo de você não gostar do meu relacionamento. Você já estava procurando me juntar com colegas do seu trabalho. Talvez achasse que eu e ela éramos errados um pro outro. E eu te conheço o suficiente pra saber que, se você achasse isso, seria a primeira a tentar acabar o namoro.
— Você acha mesmo que eu faria isso?
— Com todas as forças e jurando que está ajudando.
Ela apoiou as mãos na cintura. A postura ressaltou ainda mais a curva da bunda e a firmeza do abdômen.
— Você podia ter me contado só que estava namorando. Sem detalhes.
— Você ia perguntar o nome dela e todos os detalhes.
Ela ficou calada. Eu levantei e fui até a garrafa. Tomei água devagar.
— Eu devia ter te falado antes — admiti. — Você é importante demais para ficar do lado de fora desse pedaço da minha vida. Mesmo com o risco de ficar brava.
A expressão dela mudou. A Jéssica normalmente preferia nossas brigas mais diretas e com uma reconciliação barulhenta. Assumir a culpa como um adulto e cortar toda a briga, deixava ela feliz e irritada.
— Há quanto tempo estão namorando?
— Um mês e meio.
— Ela realmente gosta de você? De verdade?
Ali estava a minha amiga.
— Sim. Estamos apaixonados.
— Qual o nome dela?
— Não posso dizer.
A Jéssica estreitou os olhos.
— Carlos.
— Eu preciso falar com ela antes. Se ela deixar, eu conto.
A Jéssica estreitou os olhos.
— Ela mora no condomínio?
Eu olhei pra barra e ela entendeu na hora.
— Está bem — concluiu. — Eu aceito. Por enquanto.
— Generoso da sua parte.
— Não abusa. Segunda à noite, café. Só nós dois. Você me conta o que puder contar. Eu prometo não insistir muito em saber o nome dela.
— Promete mesmo?
— Eu preciso saber se tenho que te abraçar ou cortar o seu pau fora. — Ela encarou a Rebecca na esteira. — O teu passado te condena e você já foi muito safado com aquela história de harém anos atrás.
— Isso foi há 10 anos. Eu nem te conhecia ainda.
A Jéssica pegou a toalha, enxugou a testa e se deitou no banco pra terceira série. Eu fui para trás da barra e coloquei as mãos perto, pronto para ajudar se necessário. Ela ajeitou os ombros no banco, firmou os pés no chão e respirou fundo. O top rosa comprimiu os seios quando ela arqueou um pouco as costas.
— Se você fizer ela sofrer...
— Eu pensei que tinha mais crédito contigo.
— Você tinha um harém. Enquanto era casado!
Ela completou as oito repetições sem perder o ritmo e guardou a barra no suporte. O suor descia pela linha do abdômen dela, sumindo sob a cintura da legging. A Jéssica passou a toalha no pescoço.
A Rebecca saiu da esteira com o rosto corado e o corpo inteiro brilhando de suor. O top vinho estava úmido no centro, e a legging preta colava nas coxas e na bunda empinada. Ela pegou a garrafa, bebeu água e veio andando até nós.
— Posso revezar com vocês?
— Claro — disse Jéssica.
A Rebecca sorriu e pegou as luvas com munhequeira dentro da bolsa. Eram pretas com detalhes vinho, combinando com a roupa. Ela colocou uma, ajustou a tira no pulso, depois fez o mesmo com a outra. Fiz a minha última série antes dela.
A Rebecca se aproximou para trocar as anilhas. Ela tirou as travas e colocou mais dez quilos em cada ponta. A barra ficou com 70 kg. Ela se deitou no banco e o top vinho pressionou os seios firmes com a legging preta esticando nas pernas quando ela firmou os pés.
Enquanto a Rebecca fazia a quarta repetição, a Jéssica olhou pra ela.
— Você sabe quem é a namorada misteriosa do Carlos?
Ela olhou pra minha amiga com calma demais pra ser inocente.
— Eu jurava que era você.
A Jéssica piscou.
— Eu?
A Rebecca fez a quinta repetição.
— Sim.
— Rebecca, eu sou casada com o Rogério.
— Eu sei. E por isso, faz sentido.
Ela desceu a sexta repetição com o controle de quem não gastava força fora da hora. A Jéssica abriu a boca e fechou.
— Se o Carlos estivesse namorando uma mulher solteira, ele não teria problemas em contar. Principalmente, para você. Portanto, para ele manter em segredo, deve ser uma mulher casada. Agora, imagina o escândalo se fosse uma doce e fiel mulher casada? O condomínio cairia em cima de vocês três.
A Rebecca subiu a oitava repetição. O suor escorria pela lateral do rosto dela, pelo pescoço e entrava no top. Ao final, ela pegou a toalha pra se limpar. A Jéssica estava pronta pra ser a próxima, mas indignada ainda.
— Não existe “nós três”, Rebecca. Eu amo o Rogério.
— Claro que ama. Isso nunca esteve em dúvida.
— Então, pronto.
— Você também ama o Carlos, não?
— Amo — respondeu Jéssica, com naturalidade. — Ele é o meu melhor amigo.
A Rebecca enxugou o rosto devagar, o olhar manso.
— Então você admite que ama o Carlos?
— Como amigo.
— Eu perguntei se você amava o Carlos e você admitiu que sim. Acréscimos posteriores são desnecessários.
A Jéssica olhou para mim de novo, vermelha.
— Carlos, fala alguma coisa.
Eu preferi dar de ombros e deixar ver até a Rebecca iria com aquela brincadeira.
— Eu só perguntei uma coisa e você respondeu de forma objetiva.
— Não, você está pegando o que eu disse e torcendo tudo.
— Então, você nega que ama o Carlos?
— Todo mundo sabe que eu amo o Carlos.
A Rebecca inclinou a cabeça.
— Todo mundo sabe?
A Jéssica travou. Eu vi o instante em que ela percebeu que tinha oferecido outra porta.
— COMO AMIGO!
— O Rogério sabe?
— Sabe.
— E ele fica tranquilo com isso?
— Claro que fica. Eles também são amigos.
— Ele confia em você com Carlos?
— Confia.
— Deixa vocês saírem sozinhos?
— O Rogério é meu marido, não meu dono. Ele não tem que deixar ou proibir eu sair com ninguém.
— Você e o Carlos saem toda semana?
A Jéssica respirou fundo.
— Sim.
— Nas últimas quatro semanas, quantas vezes?
— Rebecca.
— Duas?
A Jéssica apertou a garrafa rosa na mão.
— Só perdemos esta semana.
— Então, você e o Carlos saem juntos com frequência a noite. O Rogério sabe e fica tranquilo com isso.
A Jéssica apontou para ela.
— A gente sai pra tomar café, não pra transar.
— Então, você associa “sexo” aos encontros noturnos com o Carlos?
A Jéssica ficou ainda mais vermelha. A Rebecca mexeu nas luvas, tirou uma delas e apoiou no banco. Aquilo deu uma pausa falsa. A Jéssica achou que tinha espaço para se explicar.
— O Carlos é o meu melhor amigo. Eu conto coisas pra ele. Ele conta coisas pra mim. A gente conversa, briga, toma café, faz piada. Isso é amizade. Não sexo.
A Rebecca assentiu.
— E é uma boa base.
— Base para amizade.
— Também.
A Jéssica mordeu a parte de dentro da bochecha. Eu conhecia aquele rosto de quando ela queria ser racional e a vontade de xingar estava passando na frente. Estava divertido assistir à brincadeira da Rebecca.
— Suponho que você e o Carlos ainda não fizeram sexo, então?
— Não.
A Rebecca não sorriu.
— Então, você admite o “ainda”.
— Quê? Não!
A Jéssica abriu a boca, fechou, depois passou a toalha no pescoço. Ela estava suada, brava e sem ter onde colocar as mãos. A Rebecca ebeu água e continuou com uma voz quase doce.
— Jéssica, eu não vejo problema em trisais ou poliamor quando todos têm ciência e ninguém está sendo enganado. Se o Rogério e o Carlos te amam e você ama os dois e todos estão bem com isso, é o que importa.
— Não tem nada disso.
— Está dizendo que o Rogério jamais aceitaria você e o Carlos?
— Eu jamais pediria isso.
— Eu não perguntei isso.
A Jéssica ficou olhando para ela.
— O Rogério não ia me dividir com ninguém.
— Não com qualquer homem.
— Com ninguém.
— Nem com o Carlos?
A Jéssica demorou meio batimento a mais. A Rebecca pegou.
— Pela hesitação, você considera o Carlos como uma exceção.
— Hesitei porque esta pergunta é absurda demais.
— Está negando que o Carlos é o homem em quem Rogério mais confiaria.
— É claro que o Rogério confia no Carlos. Mas isso não tem nada a ver com sexo.
— Mais uma vez, você quem está trazendo “sexo” ao tema.
A Jéssica riu sem graça, irritada consigo mesma por rir. A Rebecca percebeu e avançou mais pouco.
— Você já sonhou com o Carlos?
— Todo mundo sonha coisas aleatórias.
— Eu perguntei se você já sonhou com ele.
— Já.
— Foi um sonho erótico?
A Jéssica fechou os olhos.
— Só foram 23 vezes. E eu contei todas ao Rogério!
— O Rogério teve ciúme quando contou sobre os sonhos?
— Não.
— Ficou bravo?
— Não.
— Mandou você se afastar do Carlos?
— Não.
— Então, o Rogério já te ouviu falar sobre sexo com o Carlos e continuou tranquilo quanto a vocês.
— Porque foram sonhos idiotas e engraçados. E anatomicamente bugados.
A Rebecca deixou a pausa ficar no ar. Eu pressionei os lábios para não rir, porque qualquer som meu poderia me matar.
— Está vendo? — concluiu Rebecca. — Tudo indica que, se o Carlos tem uma namorada que não pode mostrar pra ninguém, ela só pode ser você.
A Jéssica ficou em silêncio sem saber o que responder.
— Você está vermelha.
— É do treino!
A Jéssica jogou a toalha em Rebecca. A toalha acertou o ombro dela e caiu no banco. A Rebecca riu. Eu ri junto e tentei disfarçar tarde demais. Quando a Jéssica se virou pra mim, não percebeu quando a Rebecca abriu os braços e a abraçou.
A Jéssica ficou dura no começo. Depois, sem saber bem o que fazer, acabou aceitando o abraço.
— Estou feliz por você estar namorando o Carlos — disse Rebecca, com o rosto perto do ombro dela. — Eu torço por esse casal há anos.
— Rebecca, pelo amor de Deus — disse Jéssica, ainda abraçada a ela. — Eu não estou namorando o Carlos.
— Tudo bem. Eu respeito o segredo de vocês.
— Não tem segredo.
— Claro.
A Jéssica se soltou do abraço, pegou a toalha que tinha caído no banco e apontou pra Rebecca.
— Você poderia convencer uma pessoa de que ela mesma invadiu o próprio apartamento.
— Só se a pessoa deixasse a porta aberta.
A Jéssica tentou manter a cara brava, mas a risada escapou pelo canto da boca. E ela se deitou pra última série dela depois que a Rebecca tirou os pesos extras. A Jéssica ajustou a pegada e tirou a barra do suporte.
— Você e o Carlos vivem brigando como casal velho.
— Eu brigo. Ele é velho. Só isso.
A Jéssica fez as repetições com a força de sempre. Eu acompanhei de perto, ajudando apenas no encaixe final. Quando ela levantou, foi a vez da Rebecca fazer a série dela. Eu me afastei pra fazer a cárdio na esteira, enquanto a Jéssica ia pra bicicleta.
Perto das 19h15, depois do alongamento, saímos os três da academia, caminhando até nosso prédio enquanto conversávamos sobre a entrevista que a Rebecca iria dar a um mesacast na semana que vem.
Na portaria, o seu Geraldo estava sentado atrás do balcão, com aquela expressão bonachona. Ele nos acompanhou com os olhos.
— Boa noite, seu Geraldo — disse Jéssica.
— Boa noite — disse logo depois.
— Boa noite, seu Geraldo — disse Rebecca, com educação e gentileza.
— Boa noite, meus amigos — respondeu ele, sorrindo.
A Jéssica deu mais um passo, depois parou de repente. Olhou pra mesa lateral da portaria, depois pro quadro onde ficavam avisos e correspondências. O rosto dela mudou pouco, o suficiente para eu perceber. Quando estávamos quase na entrada do hall, ela decidiu.
— Podem ir — disse ela. — Eu vou na portaria resolver uma coisa.
— Algum problema? — perguntei.
— Acho que é besteira, mas preciso confirmar.
Ela se afastou de nós e voltou pra portaria. Eu acompanhei com os olhos antes de conseguir evitar. A bundinha dela rebolou dentro da legging rosa enquanto ela caminhava, firme e redonda, com as coxas grossas trabalhando a cada passo. A calcinha fazia uma linha discreta sob o tecido.
Eu e a Rebecca atravessamos o hall.
— O Jonas e a Cinthia vão viajar hoje de noite e passar o fim de semana todo fora — disse ela. — Só o seu Raimundo vai ficar em casa.
O rosto dela continuava virado pra frente e a boca tinha aquele meio sorriso de quem já tinha ensaiado a coragem antes de falar.
— E o seu Raimundo sabe de nós — continuou. — Eu posso dormir no seu apartamento e ele vai cobrir a gente.
Sorri. Teríamos duas noites inteiras sem nos preocuparmos com horários, sem ela sair escondida no meio da noite, sem o medo de cruzar alguém no corredor no pior horário possível.
Chegamos à área dos elevadores e a Anacleta estava lá, esperando o mesmo chegar.
Ela estava de vestido simples, de tecido leve, com uma bolsa no antebraço e o cabelo castanho jogado para um lado. O rosto dela tinha maçãs discretas e sobrancelhas escuras bem desenhadas. Os olhos castanho-escuros eram amendoados e a boca larga ganhava simpatia quando ela sorria. A pele morena-clara dourada parecia ainda mais quente perto da cor neutra do vestido. Ela tinha um corpo atlético e curvilíneo, cintura marcada, seios grandes em formato natural de gota e braços com tônus. As pernas médias a longas apareciam abaixo do vestido, e as coxas tinham volume. A bunda era média e arredondada.
A Anacleta tinha um jeito mais contido do que várias outras, talvez pelo círculo religioso dela, talvez pela própria personalidade. Só que contenção em mulher gostosa às vezes fazia a cabeça masculina trabalhar mais.
— Boa noite, Anacleta — disse Rebecca, com carinho.
— Boa noite.
A Anacleta sorriu, como se tivesse gostado de encontrar alguém conhecido.
— Boa noite, Rebecca. Boa noite, Carlos. Vieram da academia?
— Viemos — respondi. — E você? Como vai?
A Anacleta suspirou e olhou pra porta do elevador, que continuava parada.
— Estou tentando organizar umas coisas lá em casa. Parece que quanto mais eu mexo, mais coisa aparece.
— Mudança de móveis? — perguntei.
— Um pouco mais que isso. Preciso mudar bastante coisa de lugar. Tirar armário, arrastar estante, separar umas caixas, me livrar de um monte de coisa acumulada, sabe? Eu estou em um momento de completo desapego de tanta coisa que preciso jogar fora.
— E o seu marido não consegue te ajudar com isso?
O sorriso dela se quebrou de leve. Foi rápido, porém suficiente para eu sentir que tinha pisado num lugar sensível. A Anacleta olhou pro painel do elevador e a bolsa dela escorregou um pouco no braço.
— Ele anda ocupado — respondeu. — Essas coisas de casa, eu resolvo melhor sozinha.
Antes que eu pudesse falar algo e piorar, a Rebecca interveio.
— Eu posso te ajudar amanhã.
A Anacleta olhou pra ela, surpresa.
— Não, Rebecca, imagina. Você deve ter suas coisas.
— Eu posso ir à tarde. Você sabe que eu acho faxinas relaxantes. — Ela olhou pra mim. — Além de um excelente exercício físico.
— Nossa, Rebecca, eu agradeço muito. De verdade.
O elevador chegou e entramos. Apertei o andar do meu apartamento e a Anacleta, o dela.
Ficamos alguns segundos em silêncio enquanto o elevador subia. Foi quando entendi a indireta da Rebecca antes que ela me acotovelasse.
— Eu também posso ajudar — disse. — Posso ajudar a carregar as coisas mais pesadas. É um bom exercício.
— Isso seria ótimo — respondeu Anacleta. — Tem uma estante que eu não consigo mexer. E umas caixas no alto pra remover antes.
— Então está decidido. Eu vou junto com a Rebecca.
— Pode ser por volta das 15h? — sugeriu Rebecca.
— 15h está perfeito.
— Muito obrigada!
A Anacleta sorriu e o elevador parou no andar dela. Ela ajeitou a bolsa no braço, se virou pra nós, agradeceu mais uma vez e saiu. O vestido acompanhou o movimento da bunda dela, marcando por um instante as curvas.
Eu fechei a porta do apartamento e larguei a mochila perto do sofá.
— Banho agora ou filme primeiro? — perguntei.
A Rebecca tirou os tênis, apoiando uma mão na parede do corredor e me deu um sorriso cansado.
— Filme primeiro. Se eu tomar banho agora, deito e apago.
Ela se jogou no sofá. Quando voltei da cozinha, ela já tinha pegado o controle da TV e aberto a Netflix.
— Comédia romântica? — perguntei.
— Hoje eu quero uma coisa leve, sem gente sofrendo demais.
Sentei ao lado dela. A Rebecca trouxe as pernas para cima do sofá e encostou o corpo no meu. O cheiro dela tinha aquele perfume leve que ainda ficava na pele mesmo depois da academia.
O filme começou com uma cena previsível. Uma mulher atrapalhada derrubava café num homem bonito demais para estar irritado de verdade. A Rebecca deu uma risadinha baixa e encostou a cabeça no meu ombro. Eu passei o braço ao redor dela. A minha mão ficou na lateral do corpo, sentindo a cintura fina por cima da camiseta leve que ela tinha jogado sobre o top.
— Você está quieto — ela disse.
— Estou vendo o filme.
— Mentira.
A mão dela pousou na minha coxa. Primeiro, um carinho distraído. Depois os dedos começaram a fazer um movimento lento, subindo e descendo sobre o tecido da bermuda.
Ela virou o rosto e beijou o meu pescoço. O beijo foi quase inocente, só que a mão continuou na minha coxa e subiu mais um pouco. Na tela, o casal discutia porque um deles tinha mentido sobre alguma coisa idiota. No sofá, a minha namorada secreta me tocava como se a única mentira fosse a de que nós assistiríamos ao filme inteiro.
— Rebecca...
— Estou vendo o filme. — A voz baixa.
— Você acabou de lamber meu pescoço.
— Dá para fazer duas coisas.
Eu ri, e ela aproveitou para me beijar. Começou calmo e foi ganhando tesão. Segurei a sua cintura com uma mão e puxei o seu corpo pra mais perto. Ela veio sem resistência, montando de lado no meu colo, com uma perna dobrada no sofá e a outra encostada no chão.
A legging esticou sobre a bunda dela. Senti o corpo dela contra o meu, pequeno e firme, com aquela bundinha empinada que sempre me tirava do sério. A Rebecca segurou meu rosto com as duas mãos e continuou me beijando. Os seios pressionaram o meu peito através do top e o calor dela atravessava a roupa.
Ela afastou a boca da minha e olhou pra baixo. O volume na minha bermuda já estava evidente.
— Você está bem animado pra quem está assistindo comédia romântica.
— Aquela cena no corredor foi muito sensual.
— Eu sabia que você tinha gostos estranhos.
A Rebecca riu no meu ouvido. A risada dela ainda tinha um fundo de vergonha, como se uma parte antiga dela ainda se surpreendesse com o próprio tesão. Ela passou a mão pelo meu peito suado, descendo pela barriga. Quando os dedos chegaram à barra da minha camiseta, ela puxou um pouco o tecido para cima.
— Gosto de você assim, suadinho depois da academia.
Ela levantou os braços e tirou a camiseta por cima da cabeça. Ficou só de top, com os seios firmes presos pelo tecido. O pescoço esguio, as clavículas discretas e a barriga plana apareceram de uma vez. A pele dela tinha aquele tom claro-médi que ficava ainda mais bonito quando estava corada do treino. Ela jogou a camiseta no braço do sofá e mordeu o lábio, esperando a minha reação.
Levei a mão até a barriga dela. Deslizei os dedos pela cintura e subi até a base do top. A Rebecca respirou mais fundo. Os olhos dela ficaram sérios por um instante, cheios daquele carinho que vinha junto com o tesão.
Tirei o top devagar, tomando cuidado com o tecido apertado. Quando os seios dela ficaram livres, a minha boca secou. Eram médios pequenos, durinhos, muito bonitos, com aréolas rosa-marrom e mamilos grandes, já duros. Eles combinavam com aquela delicadeza firme que eu gostava tanto. A Rebecca olhou para mim com vergonha e safadeza ao mesmo tempo.
— Ainda fico sem graça quando você olha assim.
— Eu tento olhar menos. Falho sempre.
Ela riu e me beijou de novo. A risada se perdeu na minha boca. Segurei os seus seios, acariciando os mamilos com os polegares. Ela gemeu baixinho. O som foi direto pro meu pau. A Rebecca tinha esse jeito de gemer como se estivesse tentando manter algum controle, e isso me deixava ainda mais louco. Eu gostava de vê-la se soltando aos poucos, como se cada toque a afastasse de uma versão antiga dela mesma.
Ela desceu do meu colo e ficou de joelhos no sofá, entre as minhas pernas. Olhou pra TV por cima do ombro. O filme continuava. O casal agora estava preso em algum evento de família que com certeza acabaria em beijo.
— Eles vão se beijar em menos de dez minutos.
— Muito irresponsáveis. Mal se conhecem.
— Nós somos piores.
Puxei-a para um beijo e a deitei no sofá. A Rebecca se ajeitou, apoiando a cabeça numa almofada. Tirei a camiseta e a bermuda, ficando de cueca. Ela acompanhou cada movimento com os olhos. Ainda me dava vergonha ficar assim na frente dela, principalmente com a minha barriga que já tinha sido maior e ainda guardava sinais do homem que eu fui. A diferença era que a vergonha já não mandava tanto em mim. Quando a Rebecca olhava pro meu corpo, ela me queria.
Ela passou a mão pela minha barriga quando me aproximei.
— Eu gosto muito dessa barriguinha. É fofinha e boa de brincar.
— Não precisa...
— É sério. Você podia deixar ela um pouco assim. Nem trincada e nem gigante. Foi fofinha. Pra nós brincamos e metermos o rosto.
— Fala sério...
A Rebecca levantou o corpo o bastante para tirar a legging. O tecido desceu pelas pernas, revelando coxas de volume moderado e firmes, com aquela definição suave de quem treinava sem exagero. Ela ficou de calcinha, uma peça simples que marcava a buceta peludinha por baixo. O monte de pelos castanhos fazia volume no tecido.
Deslizei a calcinha pelas pernas dela. Quando tirei, a buceta apareceu coberta por pelos castanhos, macios e cheios. Os lábios ficavam meio escondidos por baixo e a abertura rosada aparecia quando ela abriu um pouco mais as pernas. Eu senti um tesão forte e carinhoso, como sempre acontecia com ela.
Ela me viu olhando e ficou vermelha.
Beijei a parte interna da coxa dela. A pele estava com um gosto salgado do treino. Ela abriu mais as pernas e passou os dedos pelos meus cabelos. A TV seguia ligada, com o volume baixo o bastante para virar ruído. Esqueci o filme. A boca encostou primeiro sobre os pelos, depois desceu até encontrar a buceta. Ela soltou um gemido curto quando lambi devagar a entrada.
A Rebecca tinha um gosto que eu já conhecia e continuava me enlouquecendo. Chupei com calma, deixando minha língua abrir caminho através dos pelos, buscando a parte mais sensível. Ela se contorceu um pouco no sofá e segurou meu cabelo com mais força. Eu gostava da reação dela porque vinha sem pose. A Rebecca tentava ser discreta e falhava quando o prazer subia.
— Carlos... Assim...
Alternei lambidas lentas com beijos na buceta. Usei os dedos pra abrir os lábios e chupei com mais vontade. A Rebecca gemeu mais alto.
Ela tirou a cueca e o meu pau saltou duro. A Rebecca olhou pra ele com uma fome que ainda me surpreendia. O jeito como ela misturava doçura e safadeza me desmontava. Ela se ajeitou de lado no sofá para abrir espaço.
A Rebecca se deitou por cima de mim num ângulo possível, com a buceta perto do meu rosto e a boca perto do meu pau. A bunda dela ficou sobre meu peito, empinada e firme, com o cuzinho pequeno aparecendo entre as nádegas quando ela se apoiou nos joelhos. Eu passei as mãos pela bunda dela e apertei de leve. A pele estava quente e a curva era bonita em movimento.
Ela segurou o meu pau com uma das mãos. O toque veio firme. Depois a boca dela encostou na cabeça. Senti a língua passando devagar e fechei os olhos por instinto. A Rebecca ainda aprendia algumas coisas, mas aprendia com vontade e atenção. Ela gostava de perceber o que me fazia perder o controle.
Eu voltei a chupar sua buceta. A posição deixava o corpo dela ainda mais perto. Eu via os pelos castanhos roçando meu rosto, a entrada molhada se abrindo para minha língua e o cuzinho dela tão perto da minha mão que precisei respirar fundo para manter o ritmo. A Rebecca colocou o meu pau na boca. O calor me arrancou um gemido abafado contra a buceta dela.
Ela chupava com desejo. A mão envolvia a base, e a boca descia até onde conseguia. Eu sentia a língua na cabeça quando ela subia. Ao mesmo tempo, eu lambia a buceta dela com mais vontade, procurando o ponto que fazia suas coxas tremerem. A Rebecca perdeu o compasso por um momento quando acertei. O pau escapou da boca dela e ela soltou um gemido contra a minha coxa.
A voz dela saía falhada. Ela voltou a me chupar, agora mais molhada, mais solta. Eu enfiei um dedo devagar na buceta dela. A Rebecca gemeu com o meu pau ainda na boca e a vibração quase me fez gozar. Segurei a bunda dela com uma mão e a mantive aberta para mim. Com a outra, comecei a mexer o dedo num ritmo calmo enquanto a minha língua trabalhava nela.
As roupas de academia espalhada pelo chão e nós transando naquele sofá que estava se tornando quase o nosso ritual.
A mulher que tinha passado anos contida, presa a um casamento que a deixava pequena, agora estava aqui, chupando o meu pau enquanto rebolava na minha boca. Eu sentia muito orgulho dela. E amor.
Ela aumentou o ritmo da boca. A mão apertava a base do meu pau, subindo junto com os lábios. Eu segurei o gemido pra não perder a concentração. Chupei a sua buceta mais forte. Os pelos ficaram molhados contra o meu rosto. A Rebecca arqueou o corpo, a bunda empinando mais. O cuzinho ficou exposto, pequeno e fechado, e eu passei o polegar ao redor sem pressionar. Ela tremeu e tirou o meu pau da boca.
— Carlos...
Passei o polegar ao redor do cuzinho enquanto chupava a buceta dela. A Rebecca soltou um gemido mais longo. O corpo dela ficou mais mole por cima de mim. A mão voltou ao meu pau e ela me masturbou enquanto tentava se manter firme. Eu sentia a sua buceta ficando mais molhada, o dedo deslizando fácil, a carne apertando em volta dele.
— Vou gozar — disse ela, quase sem ar.
— Goza na minha boca.
Ela gemeu e voltou a me chupar por alguns segundos, como se quisesse me levar junto. Eu precisei tirar o meu quadril um pouco da boca dela para aguentar. Chupei a buceta com mais vontade, mexendo o dedo dentro dela e acariciando o cuzinho com o polegar. A Rebecca gozou com o corpo todo tremendo. A boca largou o meu pau, a testa encostou na minha coxa e a buceta pulsou contra minha língua. Continuei chupando durante o gozo, mais devagar, até ela empurrar meu ombro com uma risada fraca.
— Chega... Chega um pouco.
Ela se virou e deitou no meu peito, ainda ofegante. O rosto dela estava vermelho, os cabelos grudados na testa, e os olhos tinham aquela expressão feliz de quem tinha se permitido demais e gostado disso. Beijei s sua boca. Ela sentiu o próprio gosto em mim e não recuou. Pelo contrário, passou a língua na minha com mais força.
— Você ainda não gozou.
— Eu estava ocupado.
A Rebecca sorriu, desceu pelo meu corpo e ficou ajoelhada entre as minhas pernas. Ela pegou o meu pau de novo, molhado da boca dela. A mão se moveu com mais confiança. A boca voltou à cabeça, chupando e lambendo. Segurei o sofá, porque o corpo inteiro respondeu. Ela me olhava de baixo de vez em quando, com os olhos castanhos claros brilhando e o rosto corado. Aquela visão mexia comigo. A Rebecca de joelhos no meu sofá, chupando meu pau depois de gozar na minha boca. Havia momentos em que eu tinha medo de acordar e descobrir que a minha crise de meia-idade tinha virado um delírio muito elaborado.
Ela desceu mais. Tossiu de leve quando foi fundo demais, recuou, riu sem graça e tentou de novo de um jeito mais confortável.
Ela voltou a chupar, usando a mão no ritmo da boca. Eu sentia o gozo chegando e tentei avisar, mas ela percebeu antes.
— Vou gozar.
— Na minha boca.
Eu gemi o nome dela e gozei. A Rebecca manteve a boca na cabeça do meu pau enquanto as primeiras jatadas vieram. Depois engoliu o que conseguiu e deixou um pouco escorrer pelos lábios antes de limpar com a língua. O olhar dela, ainda meio tímido e cheio de tesão, me deixou sem fala.
Ela subiu pelo meu corpo e deitou comigo no sofá. O filme continuava. O casal da tela se beijava na chuva, confirmando que o roteiro tinha feito a sua parte enquanto nós fazíamos a nossa.
— Eles se resolveram — disse ela.
— Que bom para eles.
Ela riu e encostou o rosto no meu peito. Passei a mão pelas costas dela, sentindo a pele quente. A bunda dela encaixou contra a minha coxa quando se ajeitou melhor. Ficamos assim por um tempo, nus no sofá, com a sala iluminada pela TV.
Depois de alguns minutos, ela levantou a cabeça e me olhou com doçura.
— Banho? — perguntei.
— Agora sim.
Ela me beijou rápido, levantou e começou a recolher as roupas do chão. A bunda dela balançou quando caminhou até o corredor e eu fiquei olhando com desejo praquele rabo. Ela virou o rosto por cima do ombro e sorriu.
Entrei no banheiro atrás dela e, por uma vez, nós conseguimos tomar banho quase sem transar de novo.
Ela lavou os cabelos, eu passei sabonete nos ombros dela, e aquilo já foi o bastante para meu corpo tentar abrir negociação com a razão. A água descia pela pele clara-média dela, escorria pela cintura fina, passava pela curva da bunda empinada e sumia entre as coxas. A buceta peludinha dela ficava escondida pelos pelos castanhos molhados.
A Rebecca percebeu a minha luta. Ficou de costas para mim, lavando o rosto, e empinou a bunda só o bastante para me deixar mais burro. Eu abracei a cintura dela por trás e beijei o seu ombro. Ela encostou a cabeça no meu peito, relaxada, e passou a mão pelo meu braço.
— Carlos, seu pênis tá encostado na minha bunda.
— É o formato disponível do abraço.
A risada dela ecoou pequena no banheiro. O riso virou suspiro quando minha mão subiu até um seio e apertou de leve. A Rebecca fechou os olhos, deixou o corpo amolecer por alguns instantes e depois segurou o meu pulso.
— Temos a noite inteira ainda.
Terminamos o banho com uma quantidade aceitável de beijos e uma quantidade indecente de mãos naquilo e aquilo nas mão. Quando saímos, a Netflix ainda mostrava créditos subindo. A Rebecca enrolou uma toalha no corpo, prendeu o cabelo de qualquer jeito e foi procurar o celular na mochila. Eu vesti uma bermuda limpa e fiquei sem camiseta.
Ela se sentou no sofá, com as pernas dobradas, e abriu a conversa com a Eliana. Nossa namorada estava trabalhando, embarcada numa plataforma na Bacia de Campos, onde passaria ainda mais uma semana.
A Rebecca apertou a chamada de vídeo. A imagem demorou um pouco a estabilizar. Primeiro veio um teto branco, depois o rosto da Eliana surgiu na tela, úmido de suor, bonito de um jeito que fazia qualquer resolução de câmera parecer insuficiente. Ela estava com os cabelos escuros presos num rabo de cavalo alto. O rosto bronzeado tinha um brilho de treino, os olhos verdes pareciam ainda mais claros sob a iluminação forte da academia da plataforma.
— Meus amores — disse ela, ofegante.
A câmera desceu um pouco quando ela apoiou o celular em algum suporte. Deu para vê-la até a cintura. Ela usava um top escuro que segurava os seios enormes com esforço visível. Mesmo comprimidos, eles ficavam cheios, redondos, com aquele volume que já tinha me tirado a paz em muitas noites. A legging colada marcava a cintura, a barriga firme e a bunda grande. As coxas torneadas dela apareciam fortes sob o tecido.
— Você está malhando a essa hora? — comentou Rebecca.
— Aqui eu malho quando dá. Se eu deixar para depois, deito e apago.
— Você está linda — falei.
A Eliana sorriu pra câmera e bebeu água.
— Linda e cansada — disse ela. — Hoje, foi puxado.
Começamos a falar como foi o nosso dia, desde o almoço com a melhor amiga da Rebecca até o sexo no sofá, passando pela trollagem na Jéssica na academia. A Rebecca abaixou os olhos, sorrindo. A orelha dela ficou vermelha. Eu a abracei mais perto, e ela encostou a cabeça no meu ombro. A imagem de nós dois apareceu pequena no canto da tela.
A Eliana apoiou as mãos na cintura. A câmera pegou a parte de cima do corpo dela, e o top esticou de novo nos seios. Ela respirava fundo depois do treino, com as coxas afastadas e a postura firme.
— A Jéssica não pode — sentenciou Eliana. — Eu até topo uma terceira mulher, se a Rebecca também aceitar, mas apenas uma que for solteira.
— Eu não aguento três mulheres ao mesmo tempo.
— Come uma por vez enquanto as outras duas colam velcro — brincou Eliana.
— Não dá ideia, Eliana — reagiu Rebecca.
— Seus dias de destruidor de casamentos acabarão quando eu assinar o divórcio, senhor Carlos — continuou Eliana.
A Rebecca riu, mais solta. A tensão da distância diminuía quando nós três entrávamos naquele ritmo.
— E aí? — perguntei. — Como está sendo aí?
A Eliana olhou pro lado, conferindo se havia alguém por perto. A academia parecia vazia naquele momento. Havia aparelhos atrás dela e um espelho grande. Ela se sentou num banco, aproximou o celular e apoiou os cotovelos nas coxas. Os seios ficaram mais próximos da câmera, cheios dentro do top.
— Está sendo bom — ela disse. — Cansa, claro. Tem hora que dá saudade de casa. Mas, além de tudo, aqui, eu posso ser eu mesma. Sem a politicagem e medo de fofoca que tem aí. Por exemplo, aqui, posso falar do meu namorado chamado Carlos.
A Rebecca me cutucou de leve com o joelho, mordendo os lábios.
— Já tá me assumindo pros colegas?
— Também falo da Rebecca quando dá — respondeu. —. Só que aí eu digo que é minha pessoa favorita, porque se eu explicar tudo, metade do pessoal ia pedir detalhes e a outra metade ia fazer cara de julgamento.
A Eliana se levantou para alongar as pernas. A câmera a pegou de corpo inteiro por alguns instantes. Ela apoiou um pé num banco e inclinou o tronco sobre a perna. A legging esticou nas coxas torneadas, e a bunda ficou alta, redonda, desenhada pelo tecido. O top segurou os seios quando ela se dobrou, e a pele bronzeada dos ombros brilhou com suor.
— Você faz isso de propósito — falei.
— Eu estou na academia, amor.
Depois, ela ficou nos olhando pela câmera. Não havia nenhum rastro de ciúmes no olhar.
— Quando eu voltar, vou matar a saudade de vocês — disse Eliana.
— Só mais uma semana.
A Rebecca encostou o rosto no meu ombro. A toalha dela tinha afrouxado um pouco, revelando a parte de cima de um seio. O mamilo apareceu por um instante, rosado-marrom, duro pelo ar frio da sala. Ela ajustou a toalha, sem pressa. A Eliana acompanhou o movimento pela tela.
— Rebecca safadinha — brincou.
A Rebecca ficou vermelha de novo.
— Eu vou terminar meu treino e tomar banho — disse Eliana. — Depois sono que amanhã tem treinamento. Vocês vão descansar ou...?
A Rebecca olhou para mim com uma expressão que dizia muita coisa.
— Vamos tentar — respondi.
A Eliana sorriu. O rosto dela ficou mais perto da câmera.
— Amo vocês — disse Eliana.
— Eu te amo — respondeu Rebecca.
— Eu também te amo — falei.
A Eliana ficou olhando para nós por mais alguns segundos. O barulho ao fundo pareceu crescer quando ela tirou o celular do suporte. A imagem balançou, pegou a legging colada nas pernas, o top nos seios enormes e a linha da barriga antes de voltar ao rosto. Ela mandou outro beijo.
— Durmam bem quando conseguirem.
A chamada terminou com o sorriso dela ainda na tela. A sala ficou mais quieta depois. A Rebecca se levantou do sofá, segurando a toalha contra o corpo. Caminhou até o quarto para pegar roupa limpa. A bunda dela se desenhou sob o tecido úmido, pequena e empinada, e eu a acompanhei com os olhos. Ela olhou por cima do ombro e percebeu, sorrindo com um cansaço satisfeito.
Desliguei a televisão e a segui pro quanto, onde deixamos a noite continuar.
Sábado, perto das 14h45, eu e Rebecca voltamos do shopping. Ela saiu do carro ajeitando o vestido claro, simples, perto dos joelhos, que marcava a cintura fina e acompanhava a bundinha empinada quando andava. O vestido deixava os seios firmes desenhados de leve.
Assim que descemos do carro, encontramos o Zé Maria entrando pelo estacionamento, ainda sem uniforme de trabalho. Ele vinha meio apressado, com a cara de quem tinha percebido tarde demais que tinha companhia.
— Boa tarde, Zé Maria — cumprimentei.
— Boa tarde — sorriu Rebecca.
— Boa tarde, seu Carlos. Boa tarde, dona Rebecca.
Caminhamos juntos até a entrada dos elevadores. Ele conversou pouco, com respostas curtas, embora tentasse manter o tom normal. Em dado momento, ele olhou para uma câmera no alto. Durou pouco, mas deu pra notar. Depois coçou a nuca e apontou pra porta das escadas.
— Acho que vou pela escada mesmo.
Achei estranho, mas podia ser vontade de fazer exercício. Eu e a Rebecca nos entreolhamos e, por cortesia, fomos com ele. A escada estava vazia. O Zé Maria subia tentando parecer casual demais para alguém que tinha acabado de trocar o elevador por vários lances de escada.
— Está indo trabalhar agora? — perguntei.
— Ainda não. Primeiro, preciso ajudar a dona Anacleta. Ela pediu uma força pra arrumar uns móveis. Era pra eu ter chegado às 13h com o seu Geraldo, mas me atrasei demais.
— Que coincidência. — A Rebecca olhou para mim, surpresa. — Nós também estamos indo pra lá por isso.
— Ela chamou vocês também?
— Sim.
Zé Maria fez uma careta rápida, mais para si mesmo do que para nós. Aquilo explicou a pressa, ou deveria ter explicado.
Chegamos ao andar da Anacleta. Toquei a campainha. Ouvimos uma movimentação estranha lá dentro, vozes baixas e arrastares. Depois que toquei duas vezes, ela abriu a porta.
A Anacleta tinha a pele morena-clara dourada, o cabelo castanho jogado de lado e o rosto oval alongado com uma expressão tensa demais pra uma pessoa que estava só arrumando móveis. Era peituda, de seios grandes e firmes que a blusa marcava mais do que ela parecia perceber. As coxas volumosas apareciam no short torto. A bunda média, arredondada, ficava evidente quando ela se afastou para nos deixar entrar, bem como a ausência de calcinha.
Entramos os três. O seu Geraldo estava no meio da sala com uma almofada na mão, como se escondesse o pau. A camisa dele estava fechada errada, o rosto suado demais e a respiração ainda fora do lugar. O velho porteiro tinha aquela aparência bonachona de sempre, nordestino simpático e barrigudo, mas naquele momento parecia um homem que tinha tentado se vestir durante um incêndio.
O Zé Maria olhou primeiro pra Anacleta, depois pro seu Geraldo e a expressão dele mudou na hora. Eu observei o sofá amassado e as almofadas caídas perto do tapete. A Rebecca também deve ter percebido e deduzido o que atrapalhamos sem saber. O olhar dela passou pela camisa do seu Geraldo e pelo short torto da Anacleta.
— Oi, gente — disse Anacleta, tentando parecer normal. — Que bom que vieram.
— Boa tarde — disse seu Geraldo, com a voz falhando.
Eu olhei pra mão dele segurando a almofada na frente da pélvis.
— A gente chegou numa hora ruim?
— Não — A Anacleta respondeu rápido até demais. — A gente estava só arrumando o sofá.
A Rebecca baixou o rosto de novo. Eu pigarreei, porque o riso estava começando a querer escapar. O seu Geraldo tentou salvar alguma coisa.
— Está sendo uma faxina pesada.
Foi quando o Zé Maria disse na frente de todo mundo.
— Vocês estavam fodendo loucamente, né?
Pois bem, leitor. No próximo capítulo, vocês já sabem que o Carlos vai comer a Anacleta. Mas QUEM o Zé Maria vai comer?
Perguntas:
1) Teria algum problema se eu fizesse um capítulo menor mostrando o que tá rolando com a Eliana na plataforma? Posso inserir ou não uma cena de sexo surpresa (mas, como é surpresa, não vai ser como vocês imaginam).
2) A parte da "terceira mulher" era meio que uma piada da Eliana, mas considerando que temos Letícia, Anacleta e Fernanda por aí, o que vocês achariam do harém aumentar mesmo (mesmo que as demais não sejam endgame e até queiram/preferiram um status menor de "ficante" ou "participante não-apenas-observadora" pra diferenciar das duas que querem casamento)?
Coloquem nos comentários para o que vocês torcem que aconteçam nos próximos capítulos. Em breve, teremos a continuação.
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[Nota do Autor 01]
Admito que é meio esquisito e engraçado brincar com um possível shipp Carlos x Jéssica depois que ficou meio claro que, se a Jéssica fosse solteira, ela teria dado pro Miguel umas 300 vezes antes do Carlos ou Lucério.
[Nota do Autor 02]
Eu vou terminar esse crossover e publicar as continuações de Carlos e Geraldo durante a semana que vem. Provavelmente, até terça e quinta. E depois a seção de resposta aos comentários durante o final de semana. Peço desculpas caso não consiga entregar os capítulos antes de terça, mas é uma mistura de falta de tempo com capítulos grandes.
[Nota do Autor 03]
Originalmente, este capítulo tinha duas cenas de sexo entre o Carlos e a Rebecca, mas fiquei com medo do fator repetição, já que a Eliana vai demorar um pouco pra voltar. Então redirecionei a segunda cena pro capítulo 21 ou 22.