A segunda noite com o Matheus dormindo sob o mesmo teto foi ainda pior que a primeira. Depois do que eu tinha visto na madrugada anterior, cada barulho da casa parecia amplificado. O ranger de uma porta, o fluxo da água no banheiro, o leve arrastar de pés no corredor… tudo me mantinha em alerta. Clara se deitou ao meu lado como se nada tivesse acontecido. Beijou minha boca, murmurou um “boa noite” e virou de costas. O cheiro dela, porém, não era o de sempre. Havia um leve aroma masculino grudado na pele do pescoço, misturado ao sabonete que ela usara no banho. Eu respirei fundo, o pau já endurecendo só com aquilo, e fiquei de olhos abertos no escuro.
Por volta das duas da manhã ouvi a porta do quarto de hóspedes se abrir. Passos leves. Depois silêncio. Esperei. Nada. Talvez ele só tivesse ido ao banheiro. Fechei os olhos tentando forçar o sono, mas a imagem da Clara de quatro na cama dele, o pau de 18 anos entrando nela, o polegar dele circulando o cu, não saía da minha cabeça. Acabei gozando em silêncio, a mão apertando o próprio pau por cima da cueca, o lençol abafando qualquer som.
Acordei antes das seis. A casa ainda estava em penumbra. Clara não estava na cama. O coração acelerou. Levantei sem fazer barulho, abri a porta do quarto só uma fresta e olhei o corredor. A porta do quarto de hóspedes estava entreaberta novamente. Aproximei-me descalço, o chão frio sob os pés, e encostei o corpo na parede. Pelo vão conseguia ver parte da cama.
Clara estava sentada em cima dele, a camisola erguida até a cintura, os seios balançando a cada movimento. Matheus, de 18 anos, estava deitado de costas, as mãos apertando a bunda dela com força enquanto ela rebolava devagar, o pau dele sumindo e aparecendo dentro dela. O som era úmido, ritmado, abafado pelos gemidos baixos que ela soltava contra o ombro dele.
— Mais fundo… assim… — sussurrou ela.
Ele obedeceu, erguendo o quadril e metendo com mais força. A cama rangeu de leve. Clara cobriu a própria boca com a mão para não gemer alto demais. Eu abaixei a cueca ali mesmo no corredor, o pau latejando, e comecei a masturbar em silêncio absoluto, os olhos grudados na cena.
Matheus a virou de súbito, colocando-a de quatro. Ajoelhou-se atrás dela e enfiou de uma vez. As estocadas foram mais profundas, mais rápidas. Uma das mãos dele desceu e começou a esfregar o clitóris dela enquanto metia. A outra mão abriu a bunda e o polegar voltou a pressionar o cu, dessa vez com mais insistência. Clara tremeu o corpo inteiro.
— Um dia eu vou foder aqui também — murmurou ele, a voz rouca. — Você vai deixar.
Ela não respondeu com palavras. Só empurrou o quadril para trás, aceitando o dedo que agora entrava até a primeira falange enquanto o pau continuava entrando e saindo da buceta. O barulho molhado ficou mais alto. Eu apertei a base do meu pau para não gozar cedo demais.
Matheus tirou o pau de repente, deitou de costas de novo e puxou a cabeça dela para baixo. Clara engoliu o pau sujo dos fluidos dela sem hesitar. A cabeça subia e descia rápido, a saliva escorrendo, o som de engasgo abafado. Ele segurou o cabelo dela e meteu na boca algumas vezes antes de puxá-la de volta para cima e enfiá-la de novo no colo. Dessa vez a foda foi mais selvagem. Ele a segurou pela cintura e meteu com força de baixo para cima, a cama batendo levemente na parede. Clara gozou primeiro, o corpo inteiro se contraindo, um gemido longo escapando mesmo com a boca fechada. Matheus a seguiu segundos depois, enterrando fundo e descarregando dentro dela com um gemido abafado no pescoço dela.
Ficaram abraçados por alguns minutos, ofegantes. Depois Clara se levantou com cuidado, ajeitou a camisola e limpou as coxas com um lenço que estava na mesa de cabeceira. Um fio branco ainda escorria dela. Ela olhou para o relógio e sussurrou:
— Preciso voltar. Ele pode acordar.
Matheus a puxou pela mão e beijou a boca com lentidão.
— Hoje à noite. Depois que ele dormir. Quero te foder de novo. E quero ouvir você gemer mais alto.
Ela saiu do quarto. Eu me afastei rápido, voltei para a cama e me deitei de lado, fingindo o sono mais profundo do mundo. Segundos depois a porta se abriu e Clara entrou. O cheiro de sexo estava mais forte dessa vez. Ela se deitou atrás de mim, o corpo quente, a respiração ainda um pouco acelerada. Em poucos minutos fingiu dormir.
Eu continuei acordado, o pau ainda duro, a mão úmida escondida sob o lençol. Do outro lado do corredor, o jovem de 18 anos também devia estar acordado, talvez sorrindo no escuro.
O sol já entrava pela janela quando finalmente ouvi Clara se levantar de verdade. Foi para a cozinha. Ouvi o barulho da cafeteira, o abrir da geladeira, o tilintar de xícaras. Minutos depois a porta do quarto de hóspedes se abriu e o Matheus apareceu no corredor, de bermuda e camiseta, o cabelo bagunçado, o olhar inocente demais para quem acabara de gozar dentro da minha esposa.
— Bom dia — disse ele, passando pela porta do nosso quarto.
— Bom dia — respondi, a voz rouca de quem fingia ter acabado de acordar.
Clara serviu o café. Os três sentamos à mesa. O silêncio era pesado, mas ela sorria como se nada tivesse acontecido. Matheus bebia o café preto olhando para ela por cima da xícara. Eu observava os dois, o pau ainda semi-duro dentro da calça de moletom, e pensava que ainda eram só as primeiras horas do domingo. Os pais dele só voltavam na terça. Ainda havia tempo. Muito tempo.
E eu não pretendia perder um segundo.